14
Jul 14

Não é aeroporto. É Porto Espacial. E é em 2018!

Porto Espacial em 2018

Porto Espacial em 2018

O reino Unido planeja anunciar amanhã, 15 julho 2014, o primeiro Porto Espacial que estará em operação já na próxima Copa em 2018.

Isso permitirá a empresas como a Virgin Galactic lançar viagens de turismo ao espaço de dentro do próprio Reino. Informou o The Guardian. São 8 as áreas especuladas para o porto: Bristol, Norfolk, norte da Escócia e Outer Hebrides.

Em 2020, a gente vai olhar pra hoje – 5 anos atrás – e não vai acreditar no que a gente acreditava nos primórdios de 2015!

 

NOTA:
matéria completa em The Verge/ The Guardian: http://tinyurl.com/o43qejg




19
Jun 14

Zelite Branca

Chico Anísio em Escolinha do Professor Raimundo

Chico Anísio em Escolinha do Professor Raimundo

Viver num mundo que cresce de forma exponencial é enervante, fatigante, debilitante, extenuante, árduo, exaustivo. Exige de nós, cidadãos desta nova era, muito de tudo: muito mais trabalho, muito mais dedicação, mais conhecimento e muito, muito mais estudo.

Por isso, EDUCAÇÃO é um dos 15 Desafios Globais classificados pelo mais respeitado e influente relatório sobre o futuro da humanidade, o State of the Future 2013-14*. Porque a Educação constrói uma humanidade mais inteligente, detentora de mais conhecimento e mais sábia para compreender e enfrentar os desafios globais.

Por exemplo, como vamos suprir a necessidade crescente de energia com segurança e eficiência para todos? Como equilibrar o aumento da população e recursos? Como diminuir o abismo entre pobres e ricos, e o status da mulher? Como impedir as redes transnacionais do crime organizado de se transformarem em empresas globais ainda mais poderosas e sofisticadas? Como fazer chegar água potável a todos os habitantes do planeta sem conflitos?

Quando a Educação figura ao lado de gigantescas tarefas como energia, água potável, crime organizado transnacional, dá para entender a sua colossal importância. Mas tem mais! Os futuristas ainda colocam a Educação acima delas – como um “caminho”, a chave para se chegar à solução, senão de todos, de alguns desses 14 hercúleos desafios que o futuro nos impõe.

Posto isso, eu desafio o ditado que “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”. Não me importa quantas mil vezes o cidadão Sr. Lula repita essa lamentável frase. “Comeram demais, estudaram demais e perderam a educação”*, ela não se tornará verdade para mim. Muito menos para o mundo que propõe o oposto. Estudar cada vez mais e interconectar conhecimentos tem a ver com as nações que querem ver seus cidadãos dando as cartas no futuro próximo.

Não se tornará verdade, talvez porque eu faça parte das “zelite branca”: sou descendente de paraibanos, índios, portugueses, alemães, árabes e judeus. Ou porque sempre fui 1a. da classe. CDF. Tirei 10 em todas as matérias do vestibular com exceção de matemática. Sou trilíngue. Estudo todos os dias. E estou estudando agora para escrever este artigo.

Boliviana carregando seu bebê vota durante eleições nacionais Boliviana carregando seu bebê vota durante eleições nacionais.

Peguei um trem em São Paulo e fui até New York por terra, nos anos 1970. Conheço 3 continentes, 30 países, centenas de cidades em todo o mundo e nunca, jamais em todos os meus 60 anos conheci uma família – nos cafundós da Bolívia, Peru; na Colômbia caótica pelos conflitos entre cartéis da droga; num El Salvador em pé de guerra; numa Belize paralisada pelos cortadores de cana; no Panamá militarizado; na “Suécia sul americana”, a Costa Rica; Guatemala e México, em todos os subempregos que tive nos Estados Unidos, e em todas as famílias que conheci na Europa, ricas, pobres e remediadas – pais que não almejassem, desejassem e se sacrificassem para dar estudo para os seus filhos. Quanto mais e melhor, melhor.

Como futurista, quero líderes que pensem nos homens deste planeta em primeiro lugar. E não em alguns poucos homens, sempre.

Senhor cidadão Lula, afasta de mim esse cálice.

NOTAS:

Obrigada, Malu Moraes, amiga, professora e cidadã guerreira pela Educação.

Relatório Anual State of the Future 2013-14

Relatório Anual State of the Future 2013-14

I- 15 Desafios Globais pelo relatório State of the Future 2013-14.
1. Desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas
2. Água potável
3. Equilíbrio populacional e recursos
4. Democracia
5. Previsões globais e tomada de decisões
6. Convergência global de TI
7. Abismo entre pobres e ricos
8. Ameaças na Saúde
9. Paz e Conflitos
10. Status das mulheres
11. Crime organizado transnacional
12. Energia
13. Ciência e Tecnologia
14. Ética global.
15. Educação para uma humanidade mais inteligente, detentora de mais conhecimento e sábia para compreender e enfrentar os desafios globais.

II – Estudar não é feio, artigo de Miriam Leitão, em globo.com, 17/6/2014

III -  Lula conquistou a Copa da Cretinice, artigo de Augusto Nunes, em VEJA, 18/6/2014 

IV – Cálice, Chico Buarque e Milton Nascimento




03
Jun 14

A Copa imaginada em 2009

Beia Carvalho nos primórdios da 5 Years From Now®

Beia Carvalho nos primórdios da 5 Years From Now®

Achei esse artigo que escrevi em março de 2009, quando a FIFA adiou a escolha das cidades anfitriãs e misteriosamente, limitou-se a dizer que ocorreria em “algum dia no final de maio”. Copiei o artigo abaixo. Prenunciava alguns absurdos da FIFA e chamava-se “DAQUI A (mais ou menos) 68 DIAS SERÃO REVELADAS AS 12 CIDADES-SEDE DA COPA DO MUNDO 2014 NO BRASIL!”. Começava assim:

E você deve estar se perguntando: “e o que meus negócios tem a ver com isso?”

T U D O !

O óbvio já sabemos: se sua empresa tem a ver com construção de estradas, aeroportos, hotéis e estádios de futebol, você deve estar pra lá de antenado nos próximos 5 anos e no pulo que seus negócios vão dar.

Os números são grandiosos: 15,3 bilhões de reais de investimentos na capital paulista só para o metrô e corredores de ônibus, e US$ 10 bilhões até 2012 na Amazônia.

MAS HÁ MUITOS MAIS NEGÓCIOS POR AÍ. M U I T O S !

Pegue papel e lápis e comece JÁ a listar tudo o mais que será necessário para se fazer um aeroporto, um novo hotel, uma nova avenida etc.

Por exemplo: você pode ser um fabricante de cadeiras, ou de rodinhas ou estofamento para cadeiras. Já imaginou o que vai crescer a demanda por poltronas para mobiliar os novos aeroportos, hotéis e estádios de futebol??

Ah, você tem uma rede escolas de inglês? Você sabia que o governo federal já começou um programa pra treinar milhares de pessoas que vão receber os turistas da Copa?

E toda a jardinagem para o entorno de hotéis e novas avenidas? Mas não é só isso: toda esta “revolução” vai precisar de muitos contratos. O seu negócio é um escritório de advocacia?

A lista não pára: sua empresa de viagens já começou a desenhar os pacotes para excursões nos principais pontos turísticos do Brasil? Sua fábrica de bonés já contratou um designer para desenvolver os modelos da Copa? Você tem um bar, um restaurante? Imagine a bagatela que será adquirir monitores de TVs gigantes em 2014? Seu bar tem espaço para acomodar este big telão?

Se você ainda não está convencido do potencial de negócios daqui a 5 anos, e no reflexo que isso tem hoje no seu negócio, pesquise na internet sobre as oportunidades que aconteceram na China durante a última Olimpíada: se inspire, crie, desenvolva ou faça parcerias para novos serviços e produtos.

Outro exemplo, o governo brasileiro fez seu benchmarking com a China das Olimpíadas: a exemplo dos chineses, que tiveram que ensinar inglês de forma rápida e eficaz para um exército de taxistas, porteiros, nosso governo também contratou a BBC.*

Quanto mais perto os seus negócios estiverem das cidades-sede, maiores serão as oportunidades. Mas no mundo de hoje, e você sabe muito bem disso, não será a distância o fator de decisão de seu produto ou serviço. Calcula-se, por experiência em outros países-sede de copas e olimpíadas que o deslocamento acontece até a 3 horas de distância da cidade-sede.

Pronto: já fez a sua listinha de “estou saindo já desta crise”?

Um forte abraço e lembre-se: 5 anos é perto o bastante para imaginar e longe o suficiente para sonhar.

Aqui acabava o artigo. Hoje é dia 4 de junho de 2014. Estamos a 8 dias da COPA. Saímos da crise?

Copa  & Manifestações (Fortaleza)

Copa & Manifestações (Fortaleza), maio 2014

NOTAS:
1) As 17 cidades candidatas: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba,Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro,Salvador e São Paulo.

2) As 12 cidades-sede escolhidas: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

3) Pontos positivos e negativos de cada cidade candidata (em 2009):

4) Quanto custa passar um dia nas 12 cidades-sede (2014)

5) O negativismo da mídia estrangeira sobre o Brasil

www.campeoesdofutebol.com.br

* Ministro Luiz Barretto, assinou dia 26/9/08, em Londres, com a BBC, memorando para o desenvolvimento de estratégias de treinamento em inglês para profissionais da área de turismo no Brasil. A iniciativa visa a preparar o País para receber turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo de 2014. www.abihrn.com.br/news_290908.html




22
May 14

Complicado ou Complexo?

Vamos Mudar de Era?

Vamos Mudar de Era?

Se você não acredita que mudamos de Era, nem perca seu tempo com este texto. Aqui vamos discutir como vamos municiar as nossas crianças para os novos conceitos desta nova ordem mundial que se avizinha. Para falar de poucos: sexualidade, longevidade e transhumanismo, que é a transição do homem 1.0 para o pós-homem: mais inteligente e com níveis de consciência e conectividade mais altos e mais sofisticados. Coisas que já estão acontecendo ou serão realidade nos próximos 30 anos.

Não sei se você vai se esconder num buraco quando tudo isso estiver acontecendo para valer. Mas bilhões – isso mesmo bilhões – de crianças e jovens (seus filhos, sobrinhos, netos, vizinhos) estarão enfrentando as complexidades do século XXI. Municiados de que? Do sistema educacional pensado e criado há 200 anos, para bombar a Revolução Industrial! Onde, por princípio, crianças são tão absolutamente iguais a operários numa linha de produção. Chocado?

É por esse precioso e digno motivo e não mais pelo lamentável estado da Escola no Brasil e governos afins, que o tema EDUCAÇÃO foi um dos 3 tópicos de peso mais calorosamente discutidos por países de primeiro mundo, na Conferência “Antecipando 2025?, em março deste ano, em Londres.

Numa Era onde criatividade já-é-e-será a mais importante habilidade do cidadão do mundo, um sistema educacional que coloca as matérias que desenvolvem a criatividade como opcionais, é um sistema que desprepara as nossas crianças e jovens para o processo de decisão.(1)

Viver numa Nova Era, é viver um dia a dia onde as regras do passado são dinossauros que não resolvem os problemas do presente, que dirá nossos problemas do futuro! Crescer numa Nova Era é viver um dia adia em que a não tomada de decisões pode paralisar todo um país. E sem exagero, todo o planeta. Somos testemunhas oculares da não tomada de decisões dos principais governantes do mundo, a cada encontro do G8.(2)

Decidir é uma das atividades mais importantes para partirmos para a ação. Saber tomar decisões é uma habilidade essencial ao líder. Entender como nós chegamos às nossas escolhas é uma área da psicologia cognitiva, muito longe do meu “quadrado”. Meu ponto aqui é que todos os dias somos assolados por uma estrondosa massa de informações e não de conhecimento. Como ranquear as informações? Como identificar e escolher – dentre as várias alternativas – aquela que tem a maior probabilidade de ser bem sucedida, aquela que não afronta nossos valores, que não destrói nossos desejos e que serve como uma luva para aquele problema em questão?

Tomar uma decisão é habilidade cada vez mais rara e a cada segundo mais desejada em todo o mundo. Porque não tomar decisões é tomar a decisão de empurrar o problema com a barriga – o que nos deixa paralisados como indivíduos, como amantes, como chefes de família, professores, líderes corporativos, espirituais e governamentais. Amanhã, não só o problema não se resolveu, como se intercomunicou e se interrelacionou com outros, produzindo um emaranhado ainda mais complexo que o anterior.

Seguramente, tomar uma decisão já foi muito mais fácil, para alguém que foi educado para a mesma Era em que viveu. Tome as gerações tradicionalistas e os mais velhos BabyBoomers (hoje entre 50 a 68 anos), que viveram a glória da Revolução Industrial e que foram educadas segundo um Sistema Educacional, criado pela mesma Revolução Industrial. Uma Era em que 1 + 1 dava 2, sempre.

Como tomar decisões numa Era em que novas descobertas, novos negócios, novas fortunas advêm de raciocínios onde 1+1 dá 5? O Paypal não foi inventado por um banco, nem a Amazon por um livreiro, o Instagram pela Kodak, ou o Zipcar pelas grandes Avis ou Hertz. Tampouco, a maior comunidade de viagens do mundo, o TripAdvisor, brotou de uma reunião dos maiores conglomerados de hotéis do mundo. E não dá para desprezar uma comunidade com mais de 30 milhões de associados e 100 milhões de opiniões e posts sobre hotéis, restaurantes e atrações em geral. E se não bastassem esse disparates, o Skype foi criado na Estônia!

Muita gente se sente segura com esse sistema de educação criado no século XIX para resolver os problemas do século XXI. Nossas crianças, não. Elas estão em risco. Elas sabem que estamos, sim, muito atrasados! Que deveríamos ter criado um novo sistema para o século XXI. Essa é a agenda que países com excelentes escolas e top índices de desenvolvimento humano junto com países como o Brasil, na pífia e estagnada 85a. posição no IDH, tem que se engajar. (3) Porque não restam mais dúvidas que as soluções repetitivas serão robotizadas. Tampouco restam dúvidas que para as soluções não óbvias vamos precisar de um outro tipo de pensamento; um pensamento generativo, inventivo, que pense em possibilidades, que seja inclusivo. Vamos precisar de um pensamento divergente, dissidente. Sim, vamos precisar de um pouco de rebeldia para criar um jeito novo de aprender e ensinar e aprender e ensinar.

Meu amigo Ronaldo, tem uma explicação simples: na Era passada os problemas eram complicados, na nova Era os problemas são complexos. Não dá para enfrentar problemas complexos com armas que resolvem problemas complicados. Problemas complicados você resolve por partes, pensando no presente e no passado. Os complexos você olha como o todo se interconecta com outros todos, pensando no presente e no futuro. Sim, a Educação é um problema complexo.

Como cidadãos do mundo, precisamos de uma nova Agenda, como se diz em inglês. Uma Nova Ordem Mundial, como dizia Caetano. O verbo mudou. O jogo da educação mudou. Vamos criar o Jogo do Aprender para Ensinar. Aprender o novo de novo nas escolas, no mercado de trabalho, nas relações. Precisamos equipar pessoas com habilidades para que elas possam formular perguntas, sobreviver, viver, criar, desenvolver, aprender, ensinar, lutar, prosperar, apreciar, florescer, desfrutar, progredir, ralar, colher, transar, amar e procriar num mundo que já mudou.

Precisamos estimular um debate público muito mais profundo. Porque todos nós temos que desenvolver a capacidade de ver mais sobre o futuro do que o dia que vai cair o Carnaval em 2015. Temos que olhar o futuro com um olhar de quem quer fazer parte das mudanças do planeta. De quem quer entender como essas mudanças impactam o nosso trabalho, nosso emprego, nossa empresa, nossa casa, nossas relações e o nosso relacionamento com filhos e netos e com as gerações mais jovens. Com a vontade de quem quer ser protagonista ao esboçar as possibilidades para que comunidade, mercado e país reajam a essas mudanças! Como vamos tomar decisões? Como vamos garimpar para ampliar o nosso conhecimento? Onde vamos aprender que há outras alternativas além do mundinho da cartilha do século XIX? Somente assim, a nossa decisão terá chance de empurrar o mundo para ação e não para a estagnação.

Uma Nova Era muda os conceitos mais básicos que temos sobre o mundo. Para a geração que tem hoje menos de 16 anos e que será adulta daqui 10 anos riqueza não é dinheiro. Riqueza é a habilidade de influenciar pessoas. Qual riqueza nossa escola está apta a ensinar? Qual riqueza a nossa sociedade quer que os nossos filhos desfrutem? (4)

Queremos que os nossos filhos façam parte dos 87% de empregados que não se sentem engajados no mercado de trabalho, segundo a pesquisa Gallup em 142 países? Não! (5)

Queremos que os exemplos históricos dos impactos da tecnologia sobre a sociedade nos ensinem a caminhar pelos círculos virtuosos do desenvolvimento. Aqueles que pensam nos homens deste planeta em primeiro lugar. E não em alguns poucos homens, sempre.

Quando você ainda fica feliz em descobrir que é a pessoa mais inteligente da sala, você está com 2 problemas: ainda fica feliz e nem desconfia que está na sala errada. Michel Dell dá 2 dicas: ou você convida gente mais inteligente que você ou procura uma nova sala. E aproveito para dar a minha dica: convide gente muito diferente do segmento da Educação. Gente que faz parte de outros mundos. Porque você conhece a ladainha: quando todo mundo está pensando igual, ninguém está pensando muito. (6)

1 Sir Ken Robinson consultor internacional em educação nas artes para o governo e ONGs

http://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity

2 Encontro do G8 termina com cordial impasse sobre Síria

http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/2013-06-18/encontro-do-g8-termina-com-cordial-impasse-sobre-siria.html

3 Brasil continua na 85ª posição no ranking mundial de IDH

http://noticias.uol.com.br/infograficos/2013/03/14/brasil-fica-na-85-posicao-no-ranking-mundial-de-idh-veja-resultado-de-todos-os-paises.htm

4 Natasha Vita-More, designer e teórica do Transhumanismo.

http://www.natasha.cc

5 Pesquisa Gallup “State of the Global Workplace”, em 142 países: a cada 1 pessoa engajada em seu trabalho, 2 não estão. http://www.gallup.com/poll/165269/worldwide-employees-engaged-work.aspx

6 Walter Lippmann, escritor, jornalista e comentarista político estadunidense. http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Lippmann

Ronaldo Ramos é diretor presidente da CEOLAB.




06
May 14

Mundo MUDOU: RECONFIGUROU?

Hora de Reconfigurar Seu Negócio

Hora de Reconfigurar Seu Negócio

Quando o teu avô te pergunta uma função do celular e dali 2 minutos seu neto te mostra um novo app; quando você vê países que até pouco tempo só constavam de lista de desgraças passando zulando na frente de dezenas de países; quando você achou que a guerra fria e poliomielite tinham acabado; quando a centenária Coca-Cola deixa de ser a marca mais valiosa do mundo pela 1a. vez em 14 anos - desbancada não por outra bebida, mas por 2 gigantes de tecnologia – Apple – com 37 anos de vida e Google de apenas 15 aninhos; estamos todos diante de uma poderosa combinação de novas forças. Mudanças econômicas estão redistribuindo o poder, a riqueza, a competitividade,  os valores e as habilidades desta nova era.

Sim, estamos em transição para uma Nova Era. Não um novo século, mas uma nova era. Ah, sim, e todo mundo que está vivo, nunca mudou de era. Por isso, somos todos aprendizes. E aprendizes sem mapas ou fórmulas. Reconhecer este estado é crucial para se compreender a necessidade de reconfiguração. Precisamos nos auto-reconfigurar para aí partirmos para as grandes as reconfigurações de nossas vidas, comunidade, empresas, país, planeta.

Por isso, é tão importante discutir dentro das empresas o que é INOVAÇÃO, por que se fala tanto em GERAÇÃO Y, em FUTURO e LONGEVIDADE. É preciso trazer novos conteúdos para o umbigo da empresa, para gerar desconforto, novas conversas, novas perguntas, novos incômodos. Estamos diante de uma NOVA CONVERGÊNCIA. Entram em cena palavrões como a NEUROROBÓTICA e NEURONANOROBÓTICA. Ah, isso não tem a ver com você? Tem sim. Porque já estamos discutindo e assistindo a filmes sobre sexo com robôs. Isso tem a ver com TODO o MUNDO.

E voltando para a senhora Coca-Cola, veja que ela rebolou para ficar com o honroso 3o. lugar: é uma marca que vem lutando, se reinventando e até se transparentando. Quem diria!

Se das 10 marcas mais valiosas, pelo menos 6 são de tecnologia, dos 10 jovens brasileiros mais inovadores escolhidos pelo MIT, 8 de seus projetos tem a ver com tecnologia e um deles com robótica. É a Geração Y surfando no seu mundo onde as gerações mais velhas se engasgam e tropeçam.
Se você está pensando em reconfiguração, temos muito o que conversar. VAMOS?

Beia Carvalho Palestrante Futurista

Beia Carvalho Palestrante Futurista


NOTAS:
Geração Y: resumo
Relatório Best Global Brands: http://issuu.com/propmark/docs/ed_comp071013/27
MIT divulgou quem são os 10 jovens brasileiros mais inovadores:
5 produtos que vão morrer daqui 5 anos
ELA (HER): homem com o coração partido inicia relacioanmento com um novo e avançado sistema operacional, filme dirigido por Spike Jonze com Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson.

10 ganhadores brasileiros do MIT Technology Review, divulgado pelo Olhar Digital:

  • David Schlesinger (34 anos): software de computador para melhorar o diagnóstico de doenças genéticas.
  • Eduardo Bontempo (30 anos): plataforma de ensino própria para personalizar o ensino em universidades e também em escolas.
  • Guilherme Lichand (28 anos): reunião de informações de celulares com grande penetração com o objetivo de melhorar a gestão de problemas sociais.
  • Gustavo Caetano (32 anos): empresa inserida no segmento de internet que trabalha solucionando problemas de comunicação digital dentro de corporações.
  • Lorrana Scarpioni (23 anos): rede social focada na troca de diferentes experiências e conhecimentos entre os usuários.
  • Lucas Strasburg (22): criação de próteses ortopédicas mais baratas com o uso de plástico reciclado.
  • Mario Sérgio Adolfi Jr. (27 anos): desenvolvimento de softwares para o gerenciamento de cuidados hospitalares.
  • Martin Restrepo (32 anos): método de ensino com o uso de dispositivos móveis para melhorar a formação de empresários e também de estudantes.
  • Vanessa Testoni (34 anos): nova tecnologia de compras online mais seguras.
  • Wendell Coltro (34 anos): tecnologia mais acessível para a fabricação de aparelhos que vão ser usados em análises microfluídicas a partir do papel.
  • Marcas Mais Valorizadas 2013

    Marcas Mais Valorizadas 2013




    26
    Apr 14

    Governador faz jus a House of Cards*

    Kevin Spacey-Frank Underwood

    Kevin Spacey-Frank Underwood

    Já ficou na dúvida se o que se passa na série House of Cards é exagerado ou romanceado demais? Esqueça! O’Malley, o atual governador de Maryland – onde as temporadas 1 e 2 foram filmadas – acaba de mostrar com que cartas se joga o jogo na capital do poder.

    Faço um alerta que este post tem lá a sua graça para quem segue essa brilhante série que, como todas as boas, deixa a gente viciada logo no 1o. capítulo. E diferentemente das novelas, não deixa a peteca cair nos outros. “Kevin Spacey está na sua melhor forma – calculista, charmoso, sagaz e impiedoso”**.

    Como governador do estado Maryland, o que você faria para manter 3.700 empregos e mais de 100 milhões de dólares em investimentos e atividades econômicas que a série House of Cards gera por temporada? O’Malley fez de um tudo e a temporada 3 começa a ser filmada nos próximos meses em seu estado, beneficiando primordialmente as cidades de Baltimore, o condado de Harford e a capital Annapolis. Este é o resultado de uma longa batalha para que a série continuasse a ser produzida em Maryland e não levasse sua geração de empregos para outros paraísos. Para tanto, o governo teve que triplicar os créditos de US$ 4 milhões, que estava oferecendo a Media Rights Capital, os produtores da próxima temporada.

    Vilões de House of Cards

    Vilões de House of Cards

    Para filmar as 2 primeiras temporadas a Media Capital recebeu nada mais nada menos que US$ 26 milhões! Mas para continuar a série teriam apenas US$ 4 milhões. Foi quando começou a peregrinação e as negociações do governador, a la Frank Underwood protagonista de House of Cards, para mudar leis e o escambal. E como o protagonista, O’Malley conseguiu: os produtores vão receber um pouco menos do que queriam, mas concordaram com os US $11.5 milhões. Nada mal, meta-house-of-cards.

    Pelas leis, a quota anual de Maryland para gerar empregos e girar a economia através de produção de filmes é de US$ 7 milhões. Insuficientes para cobrir as necessidades das grandes produções. Por isso, todos os anos os legisladores tem que votar um aumento dos créditos advindos dos impostos para financiar todo este Hollywood buzz.

    Convencer legisladores deste aumento deve ter sido tão emocionante quanto os capítulos da série. No debate sobre o film tax credit program os legisladores reclamaram de extorsão, mas aumentaram o fundo anual para US$ 15 milhões, em 7 de abril.

    A Divina Robin Wright

    A Divina Robin Wright

    Curioso que apenas 2 semanas antes, num Wine Bar de Annapolis, estes mesmos legisladores tiveram seus 90 minutos de fama bebericando junto com Kevin Spacey. Os legisladores fazendo selfies e babando perguntavam ao ídolo holiudiano sobre a temporada 2. Kevin-Frank angariava votos para aumentar os créditos para a série, enquanto os políticos desfrutavam, por uma noite, da excitante vida de glamour e mistérios retratadas nas versões sobre política produzidas por Hollywood.***

    E também ao estilo de Frank Underwood, o governador declarou: “Media Rights Capital tem sido um grande incentivador do povo e do entretenimento da comunidade de Maryland e nós não poderíamos estar mais felizes em continuar esta parceria.”

    Fica aí, para você se decidir quem é que convenceu o legislativo: O’Malley ou Frank?

    Frases do Implacável Francis

    Frases do Implacável Francis

    _________________________________________________________
    Frases famosas de Frank Underwood:
    - “Eu amo aquela mulher. Eu a amo mais do que os tubarões amam sangue.”
    - “Amigos fazem os piores inimigos.”
    - “Há 2 tipos de dor. Aquela que te faz mais forte e a inútil. A inútil é aquela que é só sofrimento. Eu não tenho a menor paciência para coisa inúteis.”
    - “A melhor maneira de derrotar uma dúvida gotejante é inundá-la com a verdade nua e crua.”
    - “A democracia é superestimada.”
    - “A proximidade com o poder ilude alguns a pensar que eles o exercem.”
    - “Para nós que estamos escalando o topo da cadeia alimentar, não pode haver misericórdia. Há apenas uma única regra: caçar ou ser caçado.”
    - “A estrada para o poder é pavimentada com hipocrisia e baixas (mortes).”
    - “A natureza das promessas, Linda, é que continuem imunes às mudanças das circunstâncias.”
    - “Um grande homem uma vez disse, tudo é sexo. Exceto sexo. Sexo é poder.”
    - “A partir deste momento você é uma rocha. Não absorve nada, não diz nada e nada te derruba.”
    - “Dinheiro é uma mansão em Sarasota****, que começa a ruir depois de 10 anos. Poder é aquele velho edifício de pedra que está lá há séculos. Não consigo respeitar alguém que não consegue ver a diferença.”
    ________________________________________________________
    NOTAS:
    * Original publicado no Washington Post, em 25/4/2014 por Jenna Johnson com a contribuição de John Wagner, neste link: http://wapo.st/1imFC1B
    “House of Cards’ producers reach deal on tax incentives with Maryland, will remain there”

    ** Steven Rosenbaum, em Forbes, 18/2/2013

    *** Original publicado no Washington Post, em 22/3/2014 por Jenna Johnson com a contribuição de John Wagner, neste link: http://wapo.st/1lU92bk “Kevin Spacey whips votes for Maryland film tax credits”

    **** Termo original é “Mc-mansion”, pejorativo para novas enormes e luxuosas casas em subúrbios americanos.

    Casa de Francis & Claire: estilosa brownstone de mais de US$ 1 MI

    Casa de Francis & Claire: estilosa brownstone de mais de US$ 1 MI




    15
    Apr 14

    EDUCAR EDUCADOR 2014: importante para o Brasil.

    Beia Carvalho, Futurista e Repensadora fala das Gerações na Feira EDUCAR EDUCADOR

    Beia Carvalho, Futurista e Repensadora fala das Gerações na Feira EDUCAR EDUCADOR

    O tema EDUCAÇÃO foi um dos 3 temas de peso discutidos por países de primeiro mundo, na Conferência “Antecipando 2025″, em março deste ano, em Londres. Este fato per si, deixa toda e qualquer discussão a respeito do estado [lamentável] em que se encontra a Educação no Brasil, 100 vezes mais importante, mais relevante, mais urgente, mais imprescindível, mais pertinente, mais significativa, mais pivotal, mais séria, mais grave, mais decisiva, mais crítica, mais fundamental, mais essencial, mais central, mais crucial, mais indispensável, mais imperativa, mais inegociável, mais vital.

    Sim, é uma questão de vida ou morte. De vida ou morte de qualquer país que deseja fazer parte do jogo da próxima década. Quer seja embaralhando, jogando, ou dando as cartas. Mas no jogo. E o jogo mudou. Notou? As regras que demoramos tanto para aprender não servem mais. Não porque não sejam boas, mas porque elas não se aplicam ao novo jogo. Um exemplo deste novo jogo? MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia, foi surpreendido quando as mais altas notas para engenharia foram conquistadas por meninas de 16 anos da Mongólia, que tiveram acesso a educação online, de graça. Você começa a entender que o mundo está mudando quando a potencialidade de cada indivíduo combinada com a tecnologia barata e acessível dos cursos online muda o resultado do jogo. De repente, essas meninas tem acesso a oportunidades que nunca tiveram antes em suas vidas e em seus países. Porque a hora de “consertar” a Educação no Brasil, já passou. Uma das marcas dos novos jogos desta Nova Era é que as coisa não se acontecem linearmente, degrau por degrau. Elas nos surpreendem, como surpreenderam o MIT, porque saltam etapas, ignoram regras e desprezam destinos preconcebidos pela incompetência de seus países.

    Neste sentido, os desafios estão muito mais além do conhecido e infeliz mantra da educação “Nossos professores são mal pagos e desvalorizados. Nossas faculdades não formam os professores como deveriam. Nossos currículos não atendem princípios e regras que poderiam nos levar ao sucesso.”

    Se nos concentrarmos em pensar a Educação desta Nova Era, os nossos desafios serão outros. Talvez os problemas não sejam mais esses, porque eles pertencem ao passado. E não será “consertando” esses problemas, que teremos a Educação do futuro. Observar como setores tão imprescindíveis ao homem como a produção de alimentos desenvolveram soluções para o futuro é uma valiosa dica para conseguirmos saltos na Educação.

    Fazendas verticais, em Chicago

    Fazendas verticais, em Chicago

    O mundo precisa de um crescimento de mais de 4% na produção de alimentos e a produção não cresce nem 2%. Como produzir mais, com menos energia, menos água e menos espaço? Não é tentando “consertar” a atual fazenda, mas dando um salto: as fazendas verticais. A solução é radical. De novo, não é linear. Não é “melhorando” o que temos. É reinventando. Fazendas verticais de 30 a 40 andares estão sendo construídas em Chicago e Singapura. Isso não melhora, e sim muda a cadeia produtiva.

    Por que observar é interessante? Porque é raro encontrar nesta solução profissionais que vieram da área de alimentos. Os responsáveis por essa inovação vieram de diversos setores de tecnologia. Para não ficar num só exemplo, os aplicativos de taxi não são uma solução do Sindicato dos Taxistas, do Taxi Vermelho e Branco, nem de algum taxista desesperado, nem de um engenheiro de trânsito. Para cada inovação com que nos deparamos nos dias de hoje, detectamos soluções que vieram de profissionais não envolvidos diretamente com o assunto em questão. E em muitos casos, as soluções do futuro passam pela conjunção e colaboração de vários profissionais, expertises, experiências que, aparentemente, ou melhor, vistas com as regras dos jogos do passado, não fazem sentido. Com os olhos de ver o futuro, tem tudo a ver!

    Venha participar da EDUCAR EDUCADOR. É a 21a. edição da Feira que, neste ano, tem como temática central “Uma Verdadeira Imersão para a Excelência em Educação. Que Rumo Seguir?”. Muita gente boa vai estar lá. Grandes estudiosos nacionais e internacionais.

    Sim, eu vou estar lá ao lado de mais 2 Repensadores: Gil Giardelli e Alexandre Le Voci. E do meu mais novo amigo, o grande Tom Coelho. E os incríveis internacionais Domenico De Masi e Marc Giget.

    Gil Giardelli Professor e Repensador

    Gil Giardelli Professor e Repensador

    Alexandre Sayad Educador, Repensador e Jornalista

    Alexandre Sayad Educador, Repensador e Jornalista

    Tom Coelho Educador e Escritor

    Tom Coelho Educador e Escritor

    Domenico DeMasi Sociólogo

    Domenico DeMasi Sociólogo

    Marc Giget Inovador

    Marc Giget Inovador

    NOTAS:
    Beia Carvalho e as “5 Gerações no Mercado de Trabalho. Y é o X da Questão”.

    Gil Giardelli e seu grande tema “Você é o que Você Compartilha.”

    Alexandre Le Voci Sayad vai falar de “Mensurando o Impacto da Tecnologia na Educação”.

    Tom Coelho fala de “Sete Vidas: Lições para Construir seu Equilíbrio Profissional e Pessoal.

    Domenico De Masi: ”O Ócio Criativo: Criatividade, Empreendedorismo e Inovação”

    Marc Giget  “Inovação ou Arte de Definir o Futuro e Desenvolvimento Humano”.

    Agradecimentos a Rede de Repensadores e a seu idealizador Otávio Dias, ao São Paulo e London Futurists e ao futurista Michell Zappa.

    Agradecimentos a Rohit Talwar, palestrante futurista da Futurist Speaker Fast Future Research, Fast Future Solutions, Fast Future Ventures.

    21a. Feira Educar Educador 2014

    21a. Feira Educar Educador 2014

    Destaques da Educar/Educador 2014
    • 21 a 24 de maio de 2014
    • Tema: uma verdadeira imersão para a excelência em educação. Que rumo seguir?
    • Evento em conjunto com a Bett Brasil será estruturado em 32.000 m²
    • Público de 20.000 pessoas entre congressistas e visitantes

    Livro The Vertical Farm

    Livro The Vertical Farm




    11
    Apr 14

    Dá? Não acredito! Ah, dá sim!

    A História da Construção Reescrita

    A História da Construção Reescrita

    Uma das coisas que está acontecendo na China é disrupção de umas das mais ortodoxas e dogmáticas indústrias, a da construção. O grupo BROAD SUSTAINABLE BUILDING transformou este processo ao construir um hotel de 30 andares em 15 dias.

    Como? Basicamente pre-fabricando todas as peças e depois montando o hotel como um Lego, no local. E eles estão construindo mais de 30 edifícios como esse, em várias partes do mundo. Mais do que isso, estão sendo convidados a mostrar como se vira de cabeça para baixo as ortodoxias de uma indústria, o modo como você “acha que deve” fazer algo, porque-sempre-foi-assim-que-todo-o-mundo-sempre-fez. Enfim, como fazer gigantescos projetos de infra-estrutura de forma inimaginavelmente rápida.

    Além da proeza da rapidez, o hotel é resistente a terremotos de magnitude 9, com um sistema de recuperação de ar, que proporciona 20 vezes mais ar fresco e 5 vezes mais eficiente em energia, que os edifícios normais.

    Se você ainda não viu, veja esse vídeo sobre esse hotel na Província de Hunan, China, final e 2011.

    Se você quer provocar sua empresa a pensar em inovação, veja meus conteúdos de palestras aqui:www.palestrasdabeia.com
    E venha curtir nossa fanpage: https://www.facebook.com/palestrasdabeia

    Notas:
    Conteúdo da Conferência “Anticipating 2025, março 2014, Londres.
    Palestrante Rohit Talwar, Global Futurist e Fundador da Fast Future Research, http://fastfuture.com




    26
    Mar 14

    Festa dos Feronômios: dá um cheiro aí!

    Gostou desse cheirinho? Festa dos Feronômios

    Gostou desse cheirinho? Festa dos Feronômios

    A PHEROMONE PARTY londrina veio direto de Los Angeles.

    A promessa é que aqui você realmente encontra seu par perfeito. Dê só uma olhadinha nas regras: os convidados tem que dormir vestidos com uma camiseta de algodão limpinha por 3 noites seguidas para que seu cheiro impregne. Daí, é só colocar a T-shirt num daqueles ziplocs e trazer pra festa.

    Assim que a festa começa, os convidados começam a dar uma fungadinha na camiseta de cada um até achar um cheiro que gostem. A ideia é que teu faro vai te guiar em direção ao cheiro de gente que você já é naturalmente atraído. A entrada custa £6, mais ou menos R$ 10,00 e foi ontem a partir das 19h.

    Yxaiio pheromones®: energético

    Yxaiio pheromones®: energético

    A primeira vez que ouvi falar em feronômios, foi quando meu amigo austríaco, Michael Wlazny, fundador do energético Yxaiio pheromones®, “o primeiro e único drink afrodisíaco no mundo”. Se você ainda não provou, vai adorar: a cor incrível, o apimentado, a lata. O resultados dos feronômios depois você me conta.

    Voltando pra festa, ainda teve atrações paralelas com artistas convidados:
    Odette Toilette, uma scent-lover que faz eventos com fragrâncias vai falou sobre Dirty Scents. Não sei como traduzir isso. A criativa, subversiva e controvertida perfumaria Etat Libre D’ Orange contou histórias sobre uma seleção de seus maravilhosos perfumes. O artista e ilustrator Novemto Komo vai criar ao vivo usando materiais que soltam odores e promete levar os sentidos a um frenesi. E por fim, todos receberão um fanzine com cheiro criado pela incrível Annexe Magazine.

    Na hora pensei em 3 dos meus amigos feronômicos:
    Taís de Souza, da Tintin Vinhos. Alessandra Tucci, da Perfumaria Paralela e óbvio, Michael Wlazny, da Yxaiio.

    Taís & João da Tintin Vinhos

    Taís & João da Tintin Vinhos

    Annexe Editora

    Annexe Editora

    Notas:

    https://www.facebook.com/tintinvinhos

    http://www.perfumariaparalela.com.br

    http://www.yxaiio.com

    http://annexemagazine.com/books/collections

    http://www.pheromoneparties.com




    25
    Mar 14

    Selfies & Networking

    Fernanda e Beia, Brooklyn, NY, 2014

    Fernanda e Beia, Brooklyn, NY, 2014

    Brooklyn, final de inverno, -3C, caminho por 15 minutos. Destino: Manhattan. Meio: metro.

    Chego. Tô gelada. Entro na estação. Máquinas de tickets quebradas. Dois homens tentam consertar. Estou no guichê. Passagem pra Rua 14, plis. Não há trens para Manhattan. Como assim? Madam, não há trens para Manhattan. Não sabemos o que aconteceu. Não sabemos quando haverá. Ponto final. Volto pra rua na esperança de um taxi. Não vai rolar. São poucos e cheios. E muita concorrência. Polar, a esquina em que me encontro. Vento inimigo, cortante. Vejo 2 mulheres muito lindas se abraçando. É um adeus. Falam brasileiro. Cada uma vai para um lado. Interrompo a mais próxima. Onde é o melhor lugar pra se pegar um taxi por aqui? Vem comigo. Tem taxi-service na quadra da frente. Mais do que bonita, tem aquela luz que algumas pessoas tem. Fico fascinada. Ela é fotógrafa. Veio fazer curso. Já terminou faz 1 ano. Mas tá aqui, ficando, cavando. Me conta da festa indiana que abre a primavera. Foi ontem, no Queens. Jogam pó colorido, daquelas cores da India, vermelho, azul turquesa, roxo, rosa choque, para o alto, nas pessoas, em tudo. Uma euforia cromática. Meu taxi chega. Pergunto seu nome. Fernanda. Sou Beia. Ah, eu sabia que você era a Beia, desde que te vi na esquina. Eu sou amiga da Bruna Laruccia, que trabalhou com você – há 5 anos atrás. Como dizem os gringos:”What are the odds?”. Não sei. Lembro daquele matemático que calculava a probabilidade dos ganhadores da loteria da semana. Tem milhão de brasileiros em New York. Não importa, a gente se espanta. É intrigante.

    Seria só isso, uma coincidência? Ah, a mente quer achar que aí tem mais.

    Damos risada e nos abraçamos. Fazemos um selfie. Compartilhamos com a Bruna. Vou para um lado. Ela para o outro. É a mesma cena de 5 minutos atrás. Dia da marmota?*

    Notas:
    -Fernanda Lens, fotógrafa
    -Bruna Laruccia, publicitária
    -Comemoração de 60 anos
    -*Groundhog Day (Feitiço do Tempo) foi dirigido por Harold Ramis, em 1993.
    No filme, um egocêntrico homem do tempo da TV, encontra-se repetindo o mesmo dias várias vezes, durante a abertura do anual Dia da Marmota. Em 2006, Groundhog Day foi incluído no National Film Registry, sendo considerado “culturalmente, historicamente ou esteticamente significaste”.- Wikipedia