2015


20
Dec 15

Ôba! Chegaram as Festas!

Hora de festejar com amigos e família.
Comer & Beber Bem. Reenergizar.

Hora de Festejar!

Hora de Festejar!

Força na peruca! Arregace as mangas.
Não desista, que a gente chega bem em 2020.

#daqui5anos #vaidarcerto #nosvemosanoquem


18
Nov 15

Futuro, Disrupção, Beia Carvalho e Estadão

Beia Carvalho entrevistada no Estadão, evento Eurofinance, nov 2015.

Beia Carvalho entrevistada no Estadão, evento Eurofinance, nov 2015.

Abrir o Estadão e dar de cara com sua entrevista.

É, não tem preço. É demais! Ler todos os elogios dos amigos, conhecidos e desconhecidos nas redes sociais, também não tem preço. E pra coroar, tem a declaração do seu primogênito:
“A vida inteira as pessoas me falaram ‘Sua mãe é demais!’, e por muito tempo (na adolescência principalmente) eu não dei muita bola. Mas agora que eu tenho acesso à internet, descobri que ela é realmente demais! Parabéns, mã! Você é demais!!! (e sem aspas!).” E chega de autopromoção, aqui está a entrevista.

Futuro das corporações depende da força de inovar

A publicitária Beia Carvalho fundadora e presidente da empresa 5 Years From Now, pesquisa o futuro e os rumos das inovações. Durante o evento da Eurofinance sobre Gerenciamentos de Riscos, ela apresentou a palestra “O futuro é agora. Planejamento para a disrupção”. Leia a entrevista:

Dizem que 2016 será um ano pior do que 2015. As demissões continuam em ritmo acelerado e o custo de vida sobe. Nesse cenário, em que as pessoas e as empresas estão mais preocupadas em sobreviver, como as companhias devem se preparar para o futuro?
Entender (de verdade) o mundo virtual. Daqui pouquíssimos anos, apenas as gerações que tem hoje acima de 35 anos falarão em mundos on e off-line. Para 20% da população o mundo é um só. O Magazine Luiza, por exemplo, está invertendo a ordem varejista, ao colocar o varejo negócio como um negócio virtual que tem pontos físicos. E não o contrário.

Não sabemos como será a Internet em 2030, mas sabemos que no futuro, não vamos “ligar” a internet. Como diz Ivan Matkovic, da Spendgo, “a internet simplesmente existirá como parte de nossas interações rotineiras. Será como o ar que respiramos. Um componente crítico da vida, mas sua presença não será necessariamente reconhecível ou identificável.”

A conectividade global – a entrada de novos 3 bilhões de pessoas a uma velocidade de 1 Megabit por segundo – vai gerar 6 bilhões de hiper-conectados e trilhões de novos dólares fluindo para a economia global, graças às iniciativas de grandes players como Facebook, SpaceX, Google, Qualcomm e Virgin para 2020. Acredito que as conexões wifi grátis acontecerão até antes do prazo.

Beia Carvalho palestrando no evento da EUROFINANCE.

Beia Carvalho palestrando no evento da EUROFINANCE.

Qual seria esse investimento que as empresas não poderiam deixar de fazer, mesmo com a queda de faturamento? O que a tesouraria e as finanças deveriam ter em mente?
Para quem atua no mundo das moedas, conhecer, aprofundar, aprender e investir na tecnologia que está por trás da moeda virtual Bitcoin. Recomendo o artigo do The Economist e também publicado pelo Estadão sobre a Blockchain, em 31 de outubro. A inovação está em cada aspecto dessa tecnologia que subverte grandes dogmas. Possibilita a pessoas que não se conhecem, nem confiam uma nas outras, construírem uma contabilidade segura e confiável. Sei que em seguida vem a pergunta: como um sistema aberto a consulta, descentralizado, transparente e acessível pode ser ao mesmo tempo confiável e seguro? A resposta é inovação. Este assunto está nas rodas de valor de hoje e continuará na moda quando se projeta o mundo para 2040. Quem souber antes e “infectar” mais e melhor o ambiente, chega no futuro mais rápido. Não creio no conhecimento reservado ao departamento de TI. Acredito sim, na discussão da tecnologia sendo disseminada e compartilhada democraticamente na empresa.

A volatilidade econômica virou norma. Como a tesouraria e as finanças lidam com isso? Há um limite para a política de corte de custos? Como o planejamento pode substituir os cortes?
Quando a volatilidade vira norma, o planejamento não substitui cortes. A perseguição e a ganância por uma nova mentalidade para a empresa são imperativas. Empresas do futuro são aquelas que tem uma arquitetura com espaços férteis para que a inovação brote. Não há garantia que ela dê frutos. Inovar é necessário, não é opção, principalmente quando as crises deixaram de ser eventuais e viraram cena da vida cotidiana. O relatório do Bank of Merrill Lynch de abril de 2015 identifica 3 ecossistemas de disrupção criativa: a Internet das Coisas (7 trilhões), a Economia Colaborativa (450 bilhões) e os Serviços On-line (500 bilhões).

Paradoxalmente, o PIB pode estar escondendo uma economia mais pujante. Segundo o relatório, com o crescimento da Economia Colaborativa, mais transações não são diretamente monetizadas, fazendo a parte incontável do PIB crescer. Isso é um desafio na utilidade das estatísticas dos PIBs. Ou seja, a economia pode ser maior e estar crescendo mais rápido que os números sugerem”.

Em época de crise, a falta de perspectivas sempre abala a confiança no futuro. Imagino que isso seja um problema para as empresas. Como evitar esse cenário?
As empresas devem selar sua suprema parceria: construir plataformas interativas que acolham as discussões, as soluções, as inovações e as invenções com as quais a sociedade está engajada. Proporciona-se um espaço de confiança e esperança, o primeiro um valor, e o segundo um bem, ambos em falta neste enganado e desiludido Brasil. Não é fácil para as empresas criarem esses espaços sem se absterem de subverter a conversa. Tendenciar a conversa seria fatal e a sociedade sumiria desta rede de discussões.

Qual é a mensagem que a senhora gostaria de deixar para os homens e mulheres das finanças?
Conhecer, aprofundar, estudar, aprender mais e mais além e compartilhar.

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Explique o conceito de disrupção. As empresas deveriam ter uma área de planejamento que fosse além da questão financeira? Como isso se daria?
Uma inovação disruptiva substitui e elimina o que a antecedeu. As empresas tem de investir em espaços permanentes de dissidência ativa, onde ideias heréticas e divergentes possam ser discutidas para serem acolhidas ou destruídas. “Não temos este tempo para perder”, é uma desculpa do século passado. Para começar as empresas precisam entender criteriosamente os conceitos de inovação, imaginação, criação, exponencialidade, recursos finitos e abundância. Muitos destes conceitos estão embolados e servem de bloqueios à inovação. Por isso, é tão fácil falar sobre inovação e tão difícil inovar.

Investir na investigação do futuro, nos leva à poderosa combinação entre inteligência artificial (AI) e a nova safra da robótica, que varrerá da face do mercado 35% dos trabalhadores do Reino Unido e 47% nos Estados Unidos, incluindo postos de colarinho branco, segundo o relatório de 300 páginas do Bank of Merrill Lynch.

NOTAS:
1. Texto da entrevista publicada em 18/11/2015. Publicada no Caderno de Economia e Negócios Estadão e produzida por Estadão Projetos Especiais, para meu cliente Eurofinance.

2. EuroFinance é uma empresa do Grupo The Economist, líder mundial em conferências e seminários sobre gestão financeira e de tesouraria. Realiza mais de 50 encontros na área, em diversos países. Fui convidada a palestrar no evento Gerenciamento Internacional de Tesouraria, Caixa e Riscos para Empresas no Brasil, em São Paulo, 10-11 de novembro 2015, que reuniu mais de 400 profissionais da área financeira. Palestra “O futuro é agora. Planejamento para a disrupção”


16
Nov 15

É MINHA VEZ NA CONFRARIA DOS REPENSADORES

Beia Carvalho é a próxima repensadora a palestrar na Confraria dos Repensadores

Beia Carvalho é a próxima repensadora a palestrar na Confraria dos Repensadores

A Confraria dos Repensadores é o mais novo evento com calendário regular da Rede de Repensadores.

Toda primeira 4ª feira do mês, lá estará um dos 24 repensadores com um tema e um convidado especial.

Assim, os participantes já ganham, de cara, uma dose dupla pra repensar.

A 1ª Confraria trouxe a repensadora Andrea Bisker e sua convidada Brenda Fucutá para discutir o tema Repensando o Sabático, Co:Working & Co:Living.

A 2ª foi na semana passada com a repensadora Nina Campos e seu convidado Edu Seidenthal com o tema Re:Conectando-se co você: Propóstio e Inovação. Foi uma noite incrível! Com muita gente interessante, noite perfeita, foodtrucks em volta e muito vinho branco pra celebrar.

Nina Campos encantando na 2ª Confraria dos Repensadores.

Nina Campos encantando na 2ª Confraria dos Repensadores.

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

A 3ª Confraria dos Repensadores será com esta repensadora que vos fala, rs, no dia 9 de dezembro. Ainda estou pensando no tema e em meu convidado, mas semana que vem, já revelo tanto um quanto outro.

Se você ainda não conhece a REDE DE REPENSADORES vai se encantar, assim que conhecer.
Ela INTEGRA PROFISSIONAIS DE DIFERENTES ESPECIALIDADES QUE PERSEGUEM A INOVAÇÃO E CONTRIBUEM PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO E CORPORATIVO. SÃO ESPECIALISTAS EM DIFERENTES TEMAS QUE COMPARTILHAM CONTEÚDO, PROVOCAM DISCUSSÕES E, COLABORATIVAMENTE, REALIZAM PROJETOS INOVADORES E TRANSFORMADORES.

CONHEÇA AQUI TODOS OS REPENSADORES.

Agendem a data de 9 de dezembro, 4ª feira, 20h, na sede da REPNSE.
E venham repensar o futuro com a repensadora Beia Carvalho.

 


27
Oct 15

E vai começar o Movember: HOMENS, preparem-se!

MOVEMBER: eles também aderiram

MOVEMBER: eles também aderiram

Tudo pronto para começar?

‘MO’ de Moustache e ‘VEMBER’ de novembro. Há 5 anos, falei pela 1ª vez deste movimento iniciado na Austrália, em 2003, por Travis Garone e Luke Slattery, com apenas 30 participantes. Hoje engaja 5 milhões de homens e mulheres em todo o mundo, ainda que no Brasil continue a ser novidade. Desde a sua fundação é uma campanha vencedora, que levanta enormes somas para a causas de câncer de próstata em todo o mundo. Apenas nos EUA, mais de US $650 milhões até hoje.

MOVEMBER é listado em 72º lugar entre as 500 ONGs mais importantes do mundo. Na minha opinião, o sucesso vem não só de embarcar nas tendências da colaboração e compartilhamento como forças imbatíveis, mas por ter resistido em seus 12 anos de exisitência, a não abandonar o humor e o desigin como expressão da causa.

Qual é o seu estilo?

Qual é o seu estilo?

E o mais importante: é um movimento qaue sabe como engajar homens na difícil tarefa de cuidar de sua saúde. Como? Compreendendo o real sentido doengajamento e o exercendo, de fato. Este é um difícil verbo, que poucas empresa, pais, educadores sabem conjugar – e que faço questão de enfatizar e exemplificar em todas as minhas palestras. ENGAJAR é despertar a sede por conhecimento, é motivar o outro com ideias e tarefas que façam sentido para a vida do outro. Neste caso, que façam sentido para a vida dos homens do nosso planeta atual. Nas próprias palavras do MOVEMBER:

“você tem que engajá-los com aquilo que eles se sentem confortáveis: deixar seu bigode crescer e competir. Isso os leva para a conversa que queremos ter: aumentar a consciência e donativos para o câncer de próstata”.

O site traz todos os tipos de bigode que se possa imaginar. Concursos, vídeos, dados. É completo. O vídeo que escolhi é da Speedo, sempre no mote do humor.

Muito mais aqui: https://au.movember.com/get-involved/moustaches

Qual Che você prefere?

Qual Che você prefere?


24
Oct 15

2040: Um Futuro Pessimista ou Otimista?

A entrevista de Guy McPherson, professor emérito da Universidade de Arizona a Thom Hartmann, no programa Conversas com Grandes Mentes a Thom Hartmann, traz reflexões profundas sobre a possibilidade da raça humana sobreviver à 6ª extinção de vida no planeta.

Fiquei muito tocada com essas palavras deste professor de Recursos Naturais, Ecologia e Biologia Evolutiva. A entrevista está dividida em 2 vídeos, assista logo abaixo o segundo segmento.

Na minha opinião, devemos agir com decência, agir como sempre deveríamos ter agido, agir como se o nosso tempo neste planeta fosse curto. E mesmo que eu esteja errado, que todos os dados, previsões e projeções para o futuro estejam erradas, eu sugeriria a mesma coisa: que daqui para frente, ajamos com mais decência do que a maioria de nós tem agido e que construamos melhores relações humanas. Em vez de buscarmos apenas o próximo dólar, vamos doar nosso tempo, nossos bens materiais e agir como se realmente as outras pessoas fossem importantes.

O meu conselho é para estarmos aqui, agora. Para nos concentrarmos no agora, porque é isso que temos. E eu suspeito que, se vivermos até os 100 anos, e talvez todos nós cheguemos lá, quando olharmos para trás, para a nossa vida, nos lembraremos apenas de alguns poucos momentos. Então, vamos criar esses fantásticos momentos, cheios de alegria. Vamos estar aqui e agora com aqueles que nos são próximos. Vamos tratar a vida no planeta e os outros seres humanos com decência e respeito. E, talvez, nos tratar com alguma dignidade, porque não importa qual seja o desfecho, eu não acho que isso seja um mau conselho.

Guy é um dos experts americanos mais influentes em aquecimento global – e é conhecido por sua afirmação de que o descontrole do aquecimento global que causará a extinção da raça humana, já está a caminho. Essa é a ideia que ele descreve em seu livro Going Dark.

Os dois segmentos de vídeo fazem parte da entrevista a Thom Hartmann, em abril de 2014, no programa Conversas com Grandes Mentes (Conversations with Great Minds). A tradução dos vídeos foi feita pelo canal do YOUTBE, Modelo Cooperativo Familiar.


14
Oct 15

De Volta pro Futuro ou Chegando do Futuro?

Palestrante Beia Carvalho capa da Revista GoWhere Business

Palestrante Beia Carvalho capa da Revista GoWhere Business

Em maio deste ano publiquei aqui neste blog a matéria de capa da revista GOWHERE Business com a chamada “Beia Carvalho, a Palestrante do Futuro”.
O título do post era “De Volta para o futuro”.

Entrevista com Beia Carvalho na Revista GoWhere Business

Entrevista com Beia Carvalho na Revista GoWhere Business

Semana passada, cheguei mesmo do futuro. Participei da Conferência, em Londres, Antecipando 2040, fruto de uma experiência incrível: meu primeiro projeto de crowdfunding!
Um projeto vencedor graças a meus inúmeros amigos e fãs, a quem nunca cansarei de agradecer.

O que uma coisa tem com a outra?

Bem, no dia em que cheguei do futuro recebi mensagens de 3 amigos, dois de São Paulo e outro do Rio, que foram as melhores Boas-Vindas possíveis.

Maru Filho, foi o primeiro: “Olha que bacana, Beia. Tô hj no elevador e vc tava lá, no caixa do Pão de Açúcar e vc lá de novo. Bjo”. E me manda junto com a mensagem a prova do crime: esta foto.

Isabella Rostworowski: “Também te vi enquanto estava na fila do caixa! Adorei!!! Bjs”.

E, Ighor Felipe, do Rio “Tentei tirar a foto ontem no elevador, mas não consegui, chegou no meu andar e tive que sair… rs… Achei top! =].”

Passada a deliciosa surpresa de saber que estava presente em elevadores e supermercados, veio a dúvida. Por que? Como? Quem?

Meu grande amigo André Moraes não conformado com o mistério, gugou a legenda da foto: Quando eu palestro, vejo empresas que ainda se protegem do mercado, dos concorrentes, das novas gerações, na tentativa de manter segredos que não são mais segredos para ninguém. E a resposta encontrada foi: matéria de capa da revista GOWHERE Business. Como diz o Ighor: TOP!

Beia Carvalho, o jornalista Celso Arnaldo e a executiva Tânia Mattana.

Beia Carvalho, o jornalista Celso Arnaldo e a executiva Tânia Mattana.

Obrigada uma vez mais a todos que fizeram essa linda matéria possível. Entrevista e texto do jornalista Celso Arnaldo Araujo. Executiva de contas e “olheira” Tania Mattana. E ao empresário Norberto Busto.

Se você quiser ler a entrevista de 5 páginas De Volta para o Futuro com com Beia Carvalho clique aqui

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição

De Volta para o Futuro, artigo publicado na 8ª edição GoWhere Business

De Volta para o Futuro, artigo publicado na 8ª edição GoWhere Business


13
Oct 15

Voltei de 2040 e 2015 me enche de surpresas boas!

Beia Carvalho é palestrante. Foto: Egydio Zuanazzi.

Beia Carvalho é palestrante. Foto: Egydio Zuanazzi.

Enquanto eu ainda estava em Londres, participando da Conferência Antecipando 2040, foi publicada minha participação no Projeto Extreme Makeover. Fiquei tão contente!
O Projeto da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios tem como objetivo promover uma transformação radical em 3 empresas selecionadas. Para mim, foi selecionada a Pets Du Monde. Minha mentoria se baseou nos 3 anos em que planejei a comunicação para a marca Pedigree. Na época, participei dos processos de disrupção da marca no Brasil e no México, parte de um programa global da TBWA\ em 9 regiões do mundo. Um dos aprendizados mais importantes da minha vida profissional e que veio a ser o fermento da minha consultoria 5 Years From Now®. E um orgulho: o meu slogan para a campanha “cachorro é tudo de bom” foi o vencedor.

Pets Du Monde ganha mentoria de especialista em inovação

A palestrante Beia Carvalho, especializada em inovação, já foi empreendedora no comércio de antiguidades e até dirigente e sócia de empresas de comunicação, como a subsidiária brasileira da multinacional TBWA.

Ao longo da carreira, a empreendedora colecionou quatro leões em Cannes – o prêmio mais cobiçado pelos publicitários. Nas dicas abaixo, ela oferece três caminhos para Angelina Ravazzi, dona da Pets Du Monde, mudar alguns detalhes de seu negócio.

1. Gatos são um bom nicho
“Se eu fosse você, Angelina Ravazzi, que produz alimentos de qualidade, com receitas originais, diferenciados, livres de aditivos químicos, com preço premium e com a linha de petiscos variados eu ficaria só com os cachorros e gatos. Aliás, eu faria uma aposta especial nos gatos, porque eles são muito mais exigentes em relação a paladar e, assim, a fidelização a seu nicho seria mais rápida.”

2. Imagine-se grande
“Você atua numa das 40 tendências de comportamento do mercado: pet. É um caminho que vai longe. Você tem um belo presente e futuro à sua frente. Faça um exercício: pense que você cresceu 3 vezes mais que as suas expectativas. No que você investiria? Em ampliar a linha para outros animais, ou cobrir outras áreas destes dois, cães e gatos? Ou?”

3. Expanda as ideias, depois concentre
“Se eu fosse você, me forçaria, neste exercício, a escrever 50 linhas de produtos que ampliassem a sua atuação em cães e gatos. Parece muito? Bem, com essa lista na mão, escolha de um a três produtos que tenham tudo a ver com a Pets Du Monde. Pregue na porta da sua empresa, bem naquela em que você passa todo dia. Dessa seleção, consolide a estratégia pra Pets Du Monde crescer. Qualquer ideia que te tire desses trilhos, fica descartada. Se eu fosse você, acenderia esse farol, que vai iluminar os passos para o futuro da Pets Du Monde.

Notas:

Para saber tudo sobre o Projeto Extreme-Makeover: aqui

Pequenas Empresas Grandes Negócios, por Jayme Serva - 07/10/2015

Pequenas Empresas Grandes Negócios, por Jayme Serva – 07/10/2015


Campanha Pedigree “Somos Loucos por Cachorros”, 2006.


12
Oct 15

Mães e Pais de Futuros Humanos.

Spier Secret Festival 2014, Guido Giglio, Africa do Sul.

Spier Secret Festival 2014, Guido Giglio, Africa do Sul.

Não sei se você está amamentando, desfraldando, ensinando a se vestir, a guardar a roupa e brinquedos, ou sofrendo para pagar a escolinha. Pague. Pague a melhor escola que faça deste ser humano um ser crítico. Ao longo se sua vida você não vai receber uma recompensa. Serão inúmeras! De cores, formatos e intensidades distintas. Na maior parte das vezes, chegarão para te surpreender. Para você ficar literalmente boquiaberta. Saltar de alegria. E querer abraçar todo mundo. Passei por essas deliciosas sensações inúmeras com meus 2 filhos. Hoje vou falar de uma destas surpresas, que tem um tom mais midiático e talvez, por isso mesmo, a gente dê uma importância desmesurada. Não sei. Você lê e depois me diz.

Antes de deixar você ler o artigo publicado, vou colar aqui 2 comentários que ilustram a situação. O primeiro é do Galileo: ‘Meu irmão Guido no Huffington Post! Agora entendi que ele é designer, mas faz eventos que misturam gastronomia e design. Ele e seu sócio Hannes Bernard falam sobre seus projetos gastro-design-nômicos e seu escritório SulSolSal.” O outro é da concunhada, Paul Kim: “Finalmente entendi, com a ajuda do Huffington Post, o que membros de sua família fazem, quando eles não estão ajudando a encher balões em festinhas de crianças junto com você. Guido Giglio, Hannes Bernard & SulSolSal: congrats!!!!

Sem mais enrolações, aqui está o artigo escrito por Fabio Parasecoli, professor associado e diretor da Food Studies, New School – NYC, em 5 out 2015. Enjoy!

Food Design no Hemisfério Sul

Pop-Up Bar: drinks funcionais

Pop-Up Bar: drinks funcionais

Nos últimos meses food design tem aparecido em alguns de meus posts como um nova e estimulante área de pesquisa e de prática profissional. À medida que engrenamos para receber a 2ª. Conferência Internacional em Food Design, da New School, em New York, dias 6 e 7 de novembro, postarei aqui perfis de food designers com quem tive a sorte de colaborar ou entrevistar.

Esses curtos perfis tem o objetivo de enfatizar a riqueza e diversidade deste campo em termos de projetos e abordagens, como também delinear seus limites e potencial.

Começo com a colaboração do arquiteto brasileiro Guido Giglio e o designer sul-africano Hannes Bernard, que apresentarão um de seus projetos na Conferência New York.

Eles são o SulSolSal, que em inglês significa “South, Sun and Salt”. Tive a oportunidade de me reunir com Hannes em seu estúdio em Amsterdam, alguns meses atrás. O trabalho do SulSolSal, que atravessa a Europa, África e América do Sul, reflete como o food design é inerentemente internacional – ou global – em seu escopo e perspectiva. Seus profissionais em todo o mundo, estão perfeitamente conscientes do trabalho de seus colegas e frequentemente cooperam entre si. Os projetos de Giglio e Bernard também apontam o potencial do food design para enfrentar complexos problemas sociais. Como declarado em seu site SulSolSal combina pesquisa cultural, histórica e econômica para criar espaços comuns, publicações e food performance como uma forma de investigar as complexas inter-relações entre design, economia e sociedade. A atuação deles está em algum lugar entre a sobreposição do design crítico, urbanismo, instalações artísticas e interações entre comida e espaço público.

Uma obra que representa totalmente esta abordagem é o The End Times (foto), que eles lançaram na Cidade do Cabo, em julho de 2012. The End Times era um jornal impresso, que através das habilidades gráficas de design e comunicação de Bernard e Giglio, objetivava celebrar a criatividade do hemisfério sul, onde grandes segmentos da população vivem em uma permanente situação de austeridade, e oferecer uma crítica de como a austeridade é discutida na Europa, um continente balançado uma profunda crise econômica. O material impresso celebrava iniciativas que refletiam o empreendedorismo sul-africano, inventividade e adaptabilidade. Restaurantes “pop-up” que escapavam das cozinhas da população para as ruas, proporcionando comida acessível e ocasiões para construção de uma troca comunitária. Cabritos inteiros assados em quintais para serem vendidos para vizinhos ou passantes. Toda uma economia informal é construída ao redor da necessidade básica da comida, reagindo e tirando vantagens de espaços intersticiais onde o controle do governo e a ordem são fracos ou inexistentes. Como me explicou Bernard, essa atitude “tem muito a ver com gestos, tem muito a ver com a forma como a população vive … que eu penso que, de alguma forma, são muito melhor adaptadas para o tipo de sistema onde as coisas são mais caóticas, ou em mudança ou flexíveis.” The End Times queria apresentar uma alternativa visível à  cena “foodie” da classe média na Cidade do Cabo, que apesar de sua relativa acessibilidade, não dialoga sempre com a cena gastronômica da área em toda a sua diversidade étnica e cultural.

The End Times, jornal impresso em 2012, crítica e celebração da criatividade do hemisfério sul.

The End Times, jornal impresso em 2012, celebra criatividade do hemisfério sul.

Essa experiência na África do Sul os instigou a considerar comida com uma mídia para a prática do design. Ao cutucar audiências a refletir na produção, transformação, consumo e descarte da comida, Giglio e Bernard exploram não só o potencial, como também os problemas estruturais e culturais do sistema alimentar contemporâneo. Por exemplo, eles abriram um bar temporário em Amsterdam onde ofereceriam apenas 3 opções: Booster, Snoozer, e Builder, todas baseadas no que Bernard descreve como legal smart drugs (drogas inteligentes legais). Eles se inspiraram em drinks funcionais, cuja finalidade é atender a necessidades claramente identificadas, reduzindo o papel dos alimentos a seu aspecto puramente útil, ignorando os seus aspectos culturais e emocionais.

O projeto que o SulSolSal apresentará em New York tem foco na Pineapple Beer (Cerveja de Abacaxi) que os dois designers produziram numa área rural do estado da Bahia, Brasil, usando cana de açúcar, casca de abacaxi e fermento de origem local, energia solar (não havia eletricidade na região) e garrafas recicláveis. Até o rótulo foi criado usando uma velha impressora mecânica do governo baiano, movida por pedal, que estava no local há décadas. A motivação dos designers era desenvolver a ideia de um design de impacto-zero – ainda que especulativo -, que gerasse insights ao establishment sobre um sistema alimentar mais resiliente e sustentável. Os projetos do SulSolSal constituem um interessante exemplo de como o food design é capaz de engajar questões públicas e dinâmicas comunitárias de uma forma criativa.

Food DesignFood SystemBrazilSouth AfricaSocial InnovationFood for Thought

Notas:
1. The Huffington Post é um portal de notícias e agregador de blogs americano criado em 2005 por Arianna Huffington e Kenneth Lerer. Em 2011 Arianna esteve em São Paulo, palestrando sobre “como as mídias sociais têm revolucionado as comunicações” e anunciou a versão brasileira do The Huffington Post, o primeiro da America Latina, e o 6º. criado fora dos Estados Unidos. Além dos comentaristas habituais (Harry Shearer, John Conyers e Rosie O’Donnell) e Roy Sekoff, editor do site, o Huffington Post conta com as colunas de personalidades, como Barack ObamaHillary ClintonNorman MailerSaskia SassenJohn Cusack e Bill Maher. O site faz o contraponto liberal à cobertura conservadora de sites como o Drudge Report. Comparado a blogs de esquerda, como o Znet ou o Daily Kos, o Huffington Post mostra-se muito mais complexo, uma vez que oferece tanto notícias como comentários, e não se limita à política, discute também sobre religiãoculturaambientalismomídiaeconomia etc.
2. Guido e Hannes são sócios do SulSolSal. Visite o site.
Guido Giglio B.A. ARCHITECTURE & URBANISM 2007 Universidade de São Paulo, Brazil. M.DES – MASTERS OF DESIGN 2012 Sandberg Instituut, Amsterdam, Netherlands. 
Hannes Bernard, B.A. VISUAL COMMUNICATION DESIGN, 2008 Stellenbosch University, South Africa.  M.DES – MASTERS OF DESIGN  2013 Sandberg Instituut, Amsterdam, Netherlands. 
3. 2ª. Conferência Internacional em Food Design, da New School, em New York, dias 6 e 7 de novembro.
4. Huffington Post – 5/10/15Foto: Sulsolsal
5. Para ler no original em inglês: aqui.

SulSolSal designed a special edition of Carne do Sol, a preserved food dining experience for Spier Secret 2014, Spier Secret Festival, Africa do Sul.

SulSolSal designed a special edition of Carne do Sol,  for Spier Secret 2014, South Africa.


16
Aug 15

A Geração Y invade o Ponto de Venda

Palestra de Beia Carvalho, no Brazil Promotion, é destaque no PropMark.

Palestra de Beia Carvalho, no Brazil Promotion, é destaque no PropMark.


A DMC Media-Radio Indoor e Comunicação Sonora me convidou para palestrar sobre “A Geração Y invade o Ponto de Venda”. Veja abaixo a cobertura do PropMark, na matéria de Andrea Valério, com foto de Egydio Zuanazzi.

Engajamento é a palavra de ordem para a chamada geração Y, que tem entre 18 e 35 anos, em todos os seus diversos ambientes. É o que afirmou Beia Carvalho, da 5 Years From Now, durante sua apresentação, no Seminário Brazil Promotion, que aconteceu, semana passada, em São Paulo.

Em sua palestra, Beia destacou que, se para os mais antigos a obediência era uma questão importante, para o mais novos, o que vale mais é o convencimento e o compartilhamento.

Segundo Beia, essa geração é bastante inquieta e traz características bem marcantes. “Por exemplo, valorizam mais a infância, tem alta autoestima, não entendem hierarquia, além de serem multitarefas.” A executiva ressaltou que, em média, essa geração terá 14 empregos até completar 38 anos.

Para ela, hoje temos várias gerações convivendo no mercado de trabalho. A primeira delas é a Tradicionalista e tem mais de 69 anos. Os membros dessa geração respeitam e entendem a hierarquia e estão no comando de muitas empresas. A maior pare deles teve um emprego só e já está há muitos anos na mesma empresa. As mulheres dessa geração só trabalhavam se precisavam.

Depois essa geração vieram os Baby Boomers, que hoje tem entre 50 e 69 anos. Essa geração, segundo ela, foi a que mais conseguiu sucesso econômico e profissional. “Eles romperam com vários padrões e foram responsáveis por várias revoluções políticas e culturais.” As mulheres dessas geração já começaram a investir em suas carreiras.

Vale lembrar, de acordo com ela, que os mais novos dessa geração são os pais dos mais velhos da geração Y.

A geração seguinte foi chamada de X. De acordo com a executiva, foram eles que perceberam a importância de se preocupar mais consigo mesmos, não só com a família e com o trabalho. Foi uma geração impactada pela ditadura. A última geração depois da Y, é a Z, que hoje tem de 6 a 17 anos.

NOVA VISÃO
O evento ainda contou com a participação de Manuella Curti, presidente da Filtros Europa, típica representante da geração Y.

Manuella é herdeira da empresa e viu a presidência cair em seu colo, em 2010, quando tinha 26 anos. O irmão, com 29 anos, que vinha sendo preparado para substituir o pai, foi assassinado em 2009. Seis meses mais tarde, Dácio Múcio de Souza, seu pai e fundador da Europa, morreu de câncer.

Desde que assumiu, foram muitos desafios de relacionamento, segundo ela, muito por conta desse contraste de gerações. “Uma das tarefas mais difíceis foi provar que, apesar da minha pouca idade, eu tinha competência para ocupar aquele cargo, e isso acontece até hoje, é uma conquista diária.”

Para ela, os principais desafios estão ligados à forma de engajar as pessoas e qual a visão de cada uma delas sobre as questões da empresa. “Muitas vezes, o que interessa a uma geração não interessa a outra. Estamos sempre dialogando com todos para entender tudo.”

A executiva disse que é importante uma empresa ter várias gerações e uma pode aprender com a outra.

Palestrante Beia Carvalho, foto Egydio Zuanazzi.

Palestrante Beia Carvalho, foto Egydio Zuanazzi.


12
Jul 15

“Peak Car”: a chegada da decadência do Carro?

Car Peak, artigo do futurista Thomas Frey

Car Peak, artigo do futurista Thomas Frey

Em que ano o número de carros do mundo vai atingir seu pico e as vendas de veículos começarão a declinar?

Por mais surpreendente que seja, isso já está acontecendo nos EUA! As pesquisas mostram que as economias mais ricas já atingiram o “peak car,” o ponto de saturação do mercado caracterizado por uma desaceleração sem precedentes tanto no crescimento de proprietários de carros, quanto no total de quilômetros rodados e nas vendas anuais.

Por décadas, o tráfego de veículos cresceu numa velocidade assombrosa. Mas isso tudo mudou em 2007. Alguns se referem ao fato como uma tempestade perfeita combinando colapso econômico, revolução digital e enormes mudanças no estilo de vida urbano.

Muitas startups surgiram nessa época, na área de transporte alternativo, como Zipcar (ZazCar, no Brasil), Uber, Lyft, e SideCar. Junte tudo isso ao surgimento de carros conectados, aumento de carros elétricos, carros autônomos, declínio da natalidade, e o crescente congestionamento das vias expressas em quase todas as grandes cidades do mundo.

Indicadores mostram um quadro muito claro da indústria automobilística para os próximos anos, quando o resto do mundo também atingirá o tal pico. Mesmo contando que o continente africano com seus altos índices de natalidade e infraestrutura subdesenvolvida está longe de atingir o pico automotivo, as atuais mudanças no jeito de pensar o transporte acionaram o alarme por toda a indústria automobilística.

Mas como se dará essa transformação?

Em apenas pouco mais de uma década, ser proprietário de um carro será relegado a um hobby, ou ao mercado de luxo, algo parecido com ter aviões ou cavalos.

Ter um carro e ser responsável por toda a chatice que vem com ele, como financiamento, licenciamento, impostos, consertos, seguros, combustível, troca de óleo, lavagens, e submeter-se a todas as 10.000 leis de trânsito,  estacionamento, velocidade, ruídos, poluição, sinalização e semáforos serão, brevemente, coisas do passado.

Na realidade, possuir um carro passou a ser uma experiência dolorosa. Do vendedor da concessionária, o cara que faz o financiamento, aos guardas de trânsito te vigiando a cada momento, fazem os compradores de carro se sentirem como ratos com um montão de urubus circulando acima de suas cabeças.

As vendas da indústria automobilística começaram a sua lenta marcha para a inexistência.

As pessoas aguentaram tudo isso, porque não tinham nenhuma outra boa opção. Mas as novas opções já estão aqui. E muitas outras estão chegando. [...]

Minha intuição é que num mundo onde o transporte passa a ser on-demand, a indústria automobilística será paga por quilômetro rodado, e mudará seu foco para veículos duráveis, capazes de viajar por mais de um milhão de quilômetros. Menos veículos, que durarão muito mais, vão gerar uma equação muito mais lucrativa para a indústria automobilística.

Os perdedores neste cenário serão as companhias de seguros e as financeiras, e toda a rede de concessionárias, que dependem de vendas. Ao mesmo tempo, guardas e juízes de trânsito, estacionamentos, e milhares de outros pequenos negócios que sustentam nosso atual mundo centrado em humanos dirigindo carros.[...]

Carro Autônomo Google

Carro Autônomo Google

Como sempre, muitas coisas podem dar errado, no caminho. Hackers podem fazer carros sem motoristas bater um contra o outro, sindicatos podem proibir alguns estados de ter carros sem motorista, protestos de pessoas que perderam seus empregos, ou carros sem motoristas sendo usados em ataques terroristas, são algumas das ameaças potenciais deste futuro cenário.

O caminho do progresso nunca é fácil, portanto espere muitas coisas darem errado ao longo desta estrada.

No entanto, eu vejo o “peak car” como um estágio muito positivo. Mas eu adoraria ouvir sua opinião. Isso é bom? Estaremos todos nós usando carros sem motorista na próxima década? O “pico do automóvel” vai acontecer nos próximos 10 anos, e se não acontecer, por que será que não?

NOTAS:
Escrito pelo futurista Futurist Thomas Frey, autor de “Communicating with the Future” e traduzido parcialmente e livremente por mim.

Para acessar o artigo original:

http://www.futuristspeaker.com/2015/07/the-coming-of-peak-car