Branding


13
Oct 15

Voltei de 2040 e 2015 me enche de surpresas boas!

Beia Carvalho é palestrante. Foto: Egydio Zuanazzi.

Beia Carvalho é palestrante. Foto: Egydio Zuanazzi.

Enquanto eu ainda estava em Londres, participando da Conferência Antecipando 2040, foi publicada minha participação no Projeto Extreme Makeover. Fiquei tão contente!
O Projeto da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios tem como objetivo promover uma transformação radical em 3 empresas selecionadas. Para mim, foi selecionada a Pets Du Monde. Minha mentoria se baseou nos 3 anos em que planejei a comunicação para a marca Pedigree. Na época, participei dos processos de disrupção da marca no Brasil e no México, parte de um programa global da TBWA\ em 9 regiões do mundo. Um dos aprendizados mais importantes da minha vida profissional e que veio a ser o fermento da minha consultoria 5 Years From Now®. E um orgulho: o meu slogan para a campanha “cachorro é tudo de bom” foi o vencedor.

Pets Du Monde ganha mentoria de especialista em inovação

A palestrante Beia Carvalho, especializada em inovação, já foi empreendedora no comércio de antiguidades e até dirigente e sócia de empresas de comunicação, como a subsidiária brasileira da multinacional TBWA.

Ao longo da carreira, a empreendedora colecionou quatro leões em Cannes – o prêmio mais cobiçado pelos publicitários. Nas dicas abaixo, ela oferece três caminhos para Angelina Ravazzi, dona da Pets Du Monde, mudar alguns detalhes de seu negócio.

1. Gatos são um bom nicho
“Se eu fosse você, Angelina Ravazzi, que produz alimentos de qualidade, com receitas originais, diferenciados, livres de aditivos químicos, com preço premium e com a linha de petiscos variados eu ficaria só com os cachorros e gatos. Aliás, eu faria uma aposta especial nos gatos, porque eles são muito mais exigentes em relação a paladar e, assim, a fidelização a seu nicho seria mais rápida.”

2. Imagine-se grande
“Você atua numa das 40 tendências de comportamento do mercado: pet. É um caminho que vai longe. Você tem um belo presente e futuro à sua frente. Faça um exercício: pense que você cresceu 3 vezes mais que as suas expectativas. No que você investiria? Em ampliar a linha para outros animais, ou cobrir outras áreas destes dois, cães e gatos? Ou?”

3. Expanda as ideias, depois concentre
“Se eu fosse você, me forçaria, neste exercício, a escrever 50 linhas de produtos que ampliassem a sua atuação em cães e gatos. Parece muito? Bem, com essa lista na mão, escolha de um a três produtos que tenham tudo a ver com a Pets Du Monde. Pregue na porta da sua empresa, bem naquela em que você passa todo dia. Dessa seleção, consolide a estratégia pra Pets Du Monde crescer. Qualquer ideia que te tire desses trilhos, fica descartada. Se eu fosse você, acenderia esse farol, que vai iluminar os passos para o futuro da Pets Du Monde.

Notas:

Para saber tudo sobre o Projeto Extreme-Makeover: aqui

Pequenas Empresas Grandes Negócios, por Jayme Serva - 07/10/2015

Pequenas Empresas Grandes Negócios, por Jayme Serva – 07/10/2015


Campanha Pedigree “Somos Loucos por Cachorros”, 2006.


24
Mar 15

Sua casa daqui 5 anos: 2020

Ou como seu sempre digo: 5 Years From Now!

Texturas Bizarras, Sensações Estranhas

Texturas Bizarras, Sensações Estranhas

Texturas Bizarras, Sensações Estranhas  
Uma das 7 previsões da IKEA para nossas casas em 2020 (daqui 5 anos)

Marcus Engman, lembra que passamos a maior parte de nosso tempo tocando telas, e o quanto isso é entediante. Ele prevê que no futuro próximo estaremos vivendo numa casa mais tátil, rodeada de tecidos e materiais personalizados (custom-designed), que contrastarão com as polidas telas de smartphones e tablets.

A Morte do Armazenamento
Uma das 7 previsões da IKEA para nossas casas em 2020.

Armazenamento foto de er Jonathan Lin, Flickr

Armazenamento foto de Jonathan Lin, Flickr

Gavetas, armários, estantes costumavam guardar nossos amados livros, discos, CDs e DVDs. Em outras épocas, disquetes. Ao mesmo tempo em que o espaço de moradia está ficando cada vez mais diminuto, toda essa “mobília” subiu para a NUVEM (cloud).

Segundo Marcus Engman, o Manda-Chuva do design da Ikea sueca, as pessoas gostam de mostrar seus objetos como uma forma de mostrar quem eles são. Assim, o que não estiver guardado na nuvem,  não estará escondido em uma gaveta. Ele fala em displays que sejam funcionais, mas também exibicionistas. Como a exposição de peças em um museu. Prateleiras abertas e gabinetes com vidro serão a tendência.

Mobília Inteligente
Uma das 7 previsões da IKEA para nossas casas em 2020 (daqui 5 anos)

Luminárias Inteligentes IKEA: carrega seu celular

Luminárias Inteligentes IKEA: carrega seu celular

No início deste mês, a Ikea lançou uma linha de luminárias que podia carregar via wifi todos seus gadgets. A ideia não é transformar a Ikea numa manufatura de eletrônicos, mas como diz Engman “nossa missão não é vender eletrônicos, mas descobrir como tornar a vida dentro de casa mais fácil e inteligente”. Tão bom e tão raro ver empresas com missões claras!

Mas será que será tão simples assim? Não bastarão as atualizações de aplicativos e vamos ter também que atualizar tapetes, luminárias e sofás? Ah, a Internet das Coisas (IoT).
Ikea deve expor uma Cozinha Conceitual, no próximo mês, em Milão, no Salone del Mobile.

Este artigo é uma adaptação do artigo publicado na FASTCOMPANY em 16/3/2015. Para ler sobre todas as outras previsões clique aqui no artigo de JOHN BROWNLEE, escritor deste artigo para a Fast Company. Seu trabalho já foi publicado pela Wired, Playboy, PopMech, CNN, Boing Boing, Gizmodo. Seu email é: john.brownlee+fastco@gmail.com.

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Beia Carvalho é palestrante futurista, a 1ª figura feminina a falar sobre Inovação.
Seus temas são aqueles que estão dando um nó em nossas empresas e vidas: Futuro, Gerações e Inovação.


14
Feb 15

Joga Tudo Fora e Começa Tudo de Novo!

Google Glass Model - Tim Reckmann

Google Glass Model – Tim Reckmann

Este artigo foi publicado há 10 dias, dia 3 de fevereiro de 2015. Achei que deveria traduzí-lo. Talvez, porque como o autor, Steve Pearson, também ajudo empresas quando o assunto é Inovação. Já escrevi algumas vezes sobre o Google Glass e sempre discuto algum aspecto desta polêmica “inovação”. Reflita.

Agora, o artigo, na minha livre tradução.

PENSE ANTES DE MATAR UMA INOVAÇÃO!
Fracassar é uma palavra tão dramática. Tão final!
Enquanto muita gente está louca para matar projetos ambiciosos, eu gosto de me ver como uma pessoa otimista. Acredito que muitas tecnologias dão certo, mas talvez não no tempo e na forma previamente pensada.
Seja o critério financeiro, de mercado, social ou psicológico, o tempo parece ser a essência de tudo.
Dois exemplos terríveis nos vem do artigo The Top Technology Failures of 2014 (Os maiores erros de 2014). Resumidamente, este artigo declara a morte do Google Glass, do EEG Exoesqueleto brasileiro, Bitcoin e mais um punhado de outros esforços ambiciosos que não estão de forma alguma kaput (destruídos).

Por exemplo, a seção sobre o Exoesqueleto brasileiro descreve uma pessoa paralisada dando o chute inicial na Copa do Mundo de 2014, com um exoesqueleto controlado pelo cérebro. “Em vez de um homem levantando de uma cadeira de rodas e andando, o exoesqueleto parece não estar fazendo uma tarefa muito difícil ao simplesmente mover um pé para chutar a bola.” Veja vídeo here. Será que o clímax de “17 meses de trabalho insano” não é o suficiente para aplacar nossas necessidades insaciáveis?

Falar do Google Glass é falar de um produto altamente financiado sem uma data rígida de lançamento. Por que, então, declarar seu fracasso? Suponha que não fosse amplamente adotado (eu deliberadamente evito a palavra “fracasso”) por conta do estigma social para seus usuários. Apesar de não ter sido nem um ávido seguidor, nem um piloto de testes.
Quero sugerir que a vagarosa adoção do Google Glass seja um problema de aceitação social puramente relacionado com o tempo. Quanto mais a sociedade for exposta à tecnologia, mais será aceito. Eu acho que este produto está à frente de seu tempo.

E o tempo também é decisivo para avaliar o Exoesqueleto. A ambiciosa equipe teve pouco tempo para desenvolver e construir o aparelho e ainda treinar o usuário sobre a forma de controlá-lo num prazo específico. Em minha opinião, eles fizeram um belo gol (o trocadilho é de propósito).

Será que essas 2 tecnologias fracassaram? Não. Mas nenhuma delas alcançou, até agora, seus objetivos. Isso não significa fracasso. Ambas tem tudo para continuar a ser desenvolvidas e creio serão relançadas no mercado no futuro.

Você rotularia os resultados do Google Glass e do EEG Exoesqueleto como fracassos? Quando o fracasso deveria ser apregoado? Quando o produto não vende tanto quanto foi estimado anteriormente, ou quando não cumpre um prazo? Você considera tempo um fator ou uma desculpa razoável? A questão do tempo é uma questão que rotineiramente pedimos que nosso clientes considerem ao avaliar uma nova ideia.
Como você usar o fator de tempo para determinar se uma tecnologia é um sucesso?

O Som da Disrupção

O Som da Disrupção

Autor: Steve Pearson da Pearson Strategy Group: http://pearsonstrategy.com
Nota do autor 1 dia após a publicação deste seu artigo:
Steve Pearson nos dá o link de um artigo publicado, no dia seguinte ao seu, que dá conta de que o novo chefe do projeto Glass, Tony Fadell, quer que o Google Glass seja desenhado a partir do zero! Joga tudo fora e começa tudo de novo!
Créditos do gráfico: Tim.Reckmann (Wikimedia)  

Meu vídeo de 2011: “Joga Fora”:

Meus posts sobre Google Glass:

Apple watches Santos Dumont

Google Glass vai Disruptar os Aparelhos Auditivos?


7
Feb 15

A Adrenalina do Abutre

Jake Gyllenhaal como Louis Bloom

Jake Gyllenhaal como Louis Bloom

Jake Gyllenhaal, 33 e 13 quilos mais magro vai te aterrorizar. Como Jack Nicholson em ‘O Iluminado. O coração dispara.

“Eu queria parecer e estar faminto”.

Ele interpreta Louis Bloom no filme Nightcrawler ao lado de Bill Paxton e da fenomenal (sou fã) Rene Russo, 60. Dirigido pelo maridão dela, Dan Gilroy, de Legado Bourne (2012) e produzido por Jake.

Louis Bloom é muito louco. Ladrão desempregado, ele é seduzido pelo frisson do submundo do jornalismo criminal televisivo de Los Angeles e com um capital inicial advindo do roubo de uma bicicleta, investe em uma câmera e num rádio para interceptar as frequências da polícia. Assim, se torna um freelancer que registra os acidentes, incêndios e mortes para vender seus vídeos para as estações de TV. Os chamados stringers ou “paparazzi of pain” (paparazzi da dor).

Não, ele não é um freelancer. Ele é um homem de negócios, um empresário. Um viciado em dicas online sobre empreender e liderar. Com uma mente loucamente assombrosa, decora e recita – em improváveis ocasiões – lições de empreendedorismo numa verborragia sem precedentes. Parece estar lendo aqueles posts que nos acostumamos a ver em redes sociais como LinkedIn, sites de coaching e outras chatices. Mas ele não apenas estuda, ele pratica. E nos prova, ironicamente, como se tornar uma liderança empresarial autodidata. Obstinação, disciplina, amoralidade, foco e tempo dedicado a estudar pela internet.

O filme nos ameaça com a constante dúvida sobre o que é moral, ético e legal. Onde está a fronteira? Louis facilmente borra essa linha-limite entre o observador e o participante para se tornar a estrela de sua própria história e de sua marca, a “Video Production Services” (Cultured Vultures). Punir a desobediência de forma cabal e matar a concorrência são tarefas levadas a sério e no sentido literal pelo “empresário” Louis: “I can’t jeopardize my company’s success to retain an untrustworthy employee” (Não posso prejudicar o sucesso de minha empresa para reter um funcionário em quem não confio).

No vídeo abaixo você pode assistir ao Jake Gyllenhaal falando de sua personagem: “Ele faz parte de uma geração de pessoas que está procurando emprego num mundo onde os próprios empregos estão sendo redefinidos.”

Você vai sentir todas aquelas fortes sensações e emoções, que os bons thrillers nos despertam. Taquicardia. Medo. Pânico. Repugnância. Aversão. Ansiedade. Vai rir, um pouco, nervosamente. E de forma bem amoral, mas extremamente eficiente, vai compreender na prática conceitos, dicas e visões de empreendedorismo, branding, marca, equipe e marketing pessoal.

Vale por um curso de Capitalismo? Marketing? Branding? Com bem mais adrenalina que numa entediante sala de aula.

Notas:
Filme: Nightcrawler, dirigido por Dan Gilroy, 2014.
Atores principais: Jake Gyllenhaal, Rene Russo, Bill Paxton e Riz Ahmed.

Cultured Vultures

Rene Russo em Nightcrawler

Rene Russo em Nightcrawler