DISRUPÇÃO


1
Jun 16

Minha Entrevista sobre Inovação na RH Mag, Lisboa

Twizy, uma inovação adorável!

Twizy, uma inovação adorável!

Fui entrevistada por Cristina Barros, sócia da revista RH Magazine e idealizadora do Forum RH, no qual palestrei no mês passado, em sua 22ª edição. Foram dias incríveis na capital portuguesa e o evento, um show à parte. Neste post um pouco de tudo: a entrevista completa, um clipe da palestra e algumas fotos lisboetas. Tudo muito giro, como diriam eles.

Edição #104 da RHmagazine (maio/2016)

Edição #104 da RHmagazine (maio/2016)

BEIA CARVALHO, palestrante futurista

A 1ª figura feminina a falar sobre inovação no mercado brasileiro

Conte-nos um pouco da sua história profissional. Era publicitária e decidiu mudar de vida … porquê?
Na realidade, esta não foi a primeira mudança que fiz. Comecei a minha vida profissional muito jovem como professora de inglês. Depois de me formar em publicidade, abri uma loja que comercializava Bric-a-Brac (o cotidiano antigo) e nas minhas viagens de “garimpo” pela Europa. Estive muitas vezes em Lisboa e no Porto, a comprar antiguidades, nos primeiros anos de 1980. No final dos anos 80, entrei no mercado publicitário e construí uma carreira na área de “planejamento”. No início dos anos 1990 voltei a empreender como sócia da Agência Grottera, que 10 anos mais tarde vendemos para a multinacional TBWA – de quem fui sócia por mais 5 anos. Desde esse tempo, restam inúmeros “aprendizados” e 4 Leões em Cannes, como “planejadora”. Em 2007, vendi a minha parte na sociedade e abri a consultoria de negócios 5 Years From Now®, para que os empresários pudessem parar e refletir sobre o futuro de suas empresas dali a 5 anos. Ousada, heterodoxa, com sucesso de cases e fracasso de “bilheteria”. Foram esses os meus clientes, ao longo de 5 anos, que me incentivaram a criar um a um, os atuais temas das minhas palestras. A grande “virada” para abandonar a consultoria e me dedicar totalmente à vida de palestrante, veio no dia em que palestrei para uma plateia de 1.000 pessoas. Ali descobri que eu queria aquele palco.

As temáticas das suas palestras são sobre o futuro e em particular sobre o futuro do trabalho. Porquê esta temática?
A temática do futuro do trabalho foi o meu primeiro tema, encomendado em 2009 por um cliente, para que eu falasse sobre a geração Y. Ao criar a
palestra percebi que o tema era muito mais rico. Pela 1ª vez tínhamos 5
gerações simultaneamente no mercado de trabalho, e sim, a Geração Y era o X da questão. Esse tema é até hoje, junto com o tema da inovação, os meus “carros-chefes”.

Bacalhau, almoço no dia da palestra, no próprio Estádio da Luz, Lisboa.

Bacalhau, almoço no dia da palestra, no próprio Estádio da Luz, Lisboa.

A palestra que nos traz a Lisboa chama-se Inovar ou Morrer. Acha mesmo que o futuro das empresas passa pela inovação?
Piamente! Como eu sempre digo, é cruel, mas quase nada mais resta às estratégias de micros, pequenas, médias e grandes empresas senão compreender, o mais rápido possível, as mudanças significativas, que aurora de uma nova era nos acena. É assim, que mais rapidamente beneficiarão das vantagens competitivas que a inovação e a tecnologia aportam para os negócios vencedores desta nova era.

Compreender que estamos todos vivendo uma era onde as mudanças deixaram de ser lineares para serem exponenciais é imperativo! E, internalizar o conceito de exponencialidade não é uma coisa fácil para nós, humanos. Ao compreender que o mundo hoje muda por saltos, e que a inovação nos faz saltar, fica claro que a solução para estarmos minimamente em compasso com esta nova era da cognição é a através da catapulta que a inovação nos oferece.

Comemoração após a Palestra, na Bica do Sapato

Comemoração após a Palestra, na Bica do Sapato

E os colaboradores das empresas, devem inovar ou é só para as entidades nas quais trabalham? Em que é que podem inovar?E os colaboradores das empresas, devem inovar ou é só para as entidades nas quais trabalham? Em que é que podem inovar?
Inovar está no âmbito estratégico. Quer você queira inovar como indivíduo, como executivo, como cidadão de um país, do mundo, ou inovar na sua empresa. Quando a cúpula da corporação crê que a inovação é a catapulta para os negócios vencedores desta nova era, ela desenha um projeto de longo prazo, que infete todos os níveis da empresa, já no curto prazo. Não há mágica. A inovação não está à venda nas prateleiras do supermercado. Há investimento de energia, tempo e dinheiro em algo que, sim, pode dar errado. E quem gosta de investir tanto em algo que pode dar errado? Mas estamos a caminhar para uma etapa da evolução onde você inova ou morre. A inovação começa dentro de você e, se o campo ao seu redor for fértil, ela infecta rapidamente o ambiente. Contrariamente, em ambientes áridos, ela é reprimida, abafada, subjugada, sufocada, e morre.

Também tem refletido sobre o facto de haver 5 gerações de pessoas a trabalhar em conjunto atualmente nas empresas. Que implicações é que acha que isso tem para as pessoas e para as organizações?
Quanto mais rapidamente as gerações – que ainda hoje estão no poder – entenderem que estão diante das primeiras gerações não-lineares e o que isso significa e pode agregar aos negócios, mais cedo colherão as benesses diversidade. No entanto, o que mais se vê é a dedicação empresarial em criticar energicamente esses jovens, com grosseiras comparações com suas próprias (“superiores”) gerações.

O que devem fazer as empresas para permitir essa convivência e que daí resulte mais produtividade?
Trocar de fato, e na prática do dia a dia, o verbo ‘mandar’ pelo verbo ‘engajar’ traz resultados positivos e impensáveis, a curto prazo.

Outro dos seus temas de reflexão é a famosa geração Y que supostamente é muito diferente no que diz respeito ao trabalho do que a anterior. Será mesmo? E que consequências tem isso?
Como eu sempre digo: não nos iludamos. Esta não é apenas mais uma rusga de gerações. É a mais abissal! A solução não é nós contra eles. A polarização leva à improdutividade. Interessa-nos a união. Quando damos passos e nos unimos às gerações mais jovens Y e Z, todos ganhamos! O primeiro passo, todo mundo sabe, mas poucos dão: conhecer, fuçar, “googar”. Esbravejar com os “impacientes e insubordinados” não vai mudar nada, mas pode piorar, e muito.

Para acabar, conhece o mercado do trabalho português? Acha que temos muitas semelhanças ou poucas com os brasileiros?
Num mundo globalizado as gerações têm os mesmos comportamentos, pois a geração é o resultado de experiências com a era que se vive. Neste sentido, apesar de fazer 30 anos que não visito Portugal, no que diz respeito à Geração Y, a grande diferença entre jovens portugueses e brasileiros está na quantidade. Mais de 50% da mão de obra empregada no Brasil é desta geração. Enquanto as cifras nos mostram não só uma queda de nascimentos em Portugal, como um grande êxodo nesta faixa nascida entre 1977 e 1997. Ainda somos um país de jovens. A nossa pirâmide populacional só será invertida em 2030. O percentual brasileiro de jovens no mercado de trabalho hoje, só será alcançado nos EUA, em 2020 (pew research).

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa. Lisboa, maio2016

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa. Lisboa, maio2016

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa

Quer deixar uma mensagem aos DRH portugueses?
Vou deixar uma mensagem de futurista, citando Guy Mc Pherson, expert em aquecimento global: “Suspeito que, se vivermos até os 100 anos, e talvez todos nós cheguemos lá, quando olharmos para trás, para a nossa vida, nos lembraremos apenas de alguns poucos momentos. Então, vamos criar esses
fantásticos momentos, cheios de alegria. Vamos estar aqui e agora com aqueles que nos são próximos. Vamos tratar a vida no planeta e tratar os outros seres humanos com decência e respeito. E, talvez, nos tratar com alguma dignidade, porque não importa qual seja o desfecho, eu não acho que isso seja um mau conselho.”
Obrigada! ×

ENTREVISTA DE CRISTINA MARTINS DE BARROS
Fotos Egydio Zuanazzi.

Palestrante Beia Carvalho, foto Egydio Zuanazzi.

Palestrante Beia Carvalho, foto Egydio Zuanazzi.


31
Mar 16

Nova Era da Cognição Exige Educação Experimental

Beia Carvalho e a Educação do século 21.

Beia Carvalho e a Educação do Século 21.

Fui entrevistada pela jornalista Luciana Alvarez para o blog da Bett Educar. É que em maio palestro pelo 3º ano para o BETT BRASIL EDUCAR, o maior evento educacional do Brasil, este ano com o tema ‘Melhor educação, melhor sociedade!’. A entrevista toca no tema dos sobressaltos da educação na Nova era dos saltos. Eu amei o texto desta jovem e adorável jornalista. Aqui está:

Para além do verniz de inovação, escolas têm de investir em mudar o centro do processo de ensino-aprendizagem e, assim, desenvolver a criticidade dos alunos, diz a futurista Beia de Carvalho.

Mas por que questionar e criticar é cada dia mais importante? Por que a escola precisa mudar? Segundo Beia, estamos em trânsito para a nova era – e a escola deve preparar os mais jovens para essa realidade.

Claro que a mudança tem certas dificuldades. “Quando se está em trânsito, o sentimento é de insegurança, porque você não está em casa nem no seu destino. Quanto mais resistência houver, mais o ser humano estica esse trânsito, mas nada aborta chegada da nova era”, afirmou.

Beia Carvalho Palestrante Futurista

Beia Carvalho Palestrante Futurista

Um exemplo clássico de resistência é o uso de telefones celulares. No começo, era comum as pessoas dizerem que não precisavam de celular, as empresas proibirem os funcionários de usar. Não importa por quanto tempo se resistiu, hoje praticamente todos aderiram.

Mas qual é a grande diferença entre a era passada e a próxima, a tal “era da cognição”? De acordo com Beia, a do passado era linear, com mudanças de degrau por degrau, de forma compassada. Na nova era, as mudanças serão exponenciais, por saltos. “Depois de um salto, vem o salto em cima do salto, nos deixando atônitos”, afirmou.

Essa nova era em que o mundo entra ainda não ganhou um nome oficial. Beia gosta de usar o termo “era da cognição”, algo que mostra que educação é um ponto nevrálgico. “Hoje no Brasil ela está atrasada e ineficiente, mas a educação está sendo rediscutida mesmo nos países de excelência. Em um mundo complexo, você precisa de talentos para resolver problemas complexos de forma simples. Pessoas críticas, questionadoras vão ser valorizadas”, disse.

A educação atual é linear, baseada no que a sociedade precisava numa era de revolução industrial. “Tudo tinha que ser igual, o mais padronizado possível. O que a gente menos precisa no mundo hoje são pessoas iguais. Só a diversidade traz inovação”, afirmou a futurista.

Aparentemente é simples, mas quem trabalha na área sabe bem que não é assim. A nova educação tem que ser experimental e, portanto, é repleta de incertezas, avalia Beia: “Os pais querem uma educação moderna, para o século 21, mas querem manter as certezas do passado, pedindo conteúdos, provas. A mudança é necessária para todos nós”.

Repense seus paradigmas numa palestra inquietante, desafiadora e cheia de bom humor, na Bett Brasil Educar 2016.

Notas:
Veja a entrevista original no Blog Bett Educar: http://www.bettbrasileducar.com.br/Content/Bett-Blog-61-29-03

Foto de capa: Felipe Feca

Foto do post: Egydio Zuanazzi.


11
Jan 16

Estaremos em 2021. Onde você estará?

Até 2021 estaremos imprimindo pele em impressoras 3D.

Até 2021 estaremos imprimindo pele em impressoras 3D.

Não é novidade para a gigante L’Oreal fazer pele. Há décadas esse lento e complexo processo é presença nos laboratórios de indústrias cosméticas.

A Pele do Futuro

A Pele do Futuro

Em 5 anos, a bioimpressão em 3D vai acelerar a construção de protótipos mais fortes e novos produtos.

E, principalmente, criar novas receitas. Só a L’Oreal investiu perto de US$1 bilhão em pesquisas e inovação, em 2013.

No jogo também está a gigante Procter & Gamble, mas L’Oreal (LRLCF) está à frente numa joint-venture com a empresa americana de biotecnologia Organovo (ONVO) para produzir pele com o objetivo de testar produtos em “pele real”.

Assista este vídeo sobre algumas novas tecnologias incluindo a impressão de pele em 3D.

De um lado, a produção de pele em 3D levará empresas a abandonar testes de produtos em pessoas e ou animais. De outro, esse tremendo investimento traz benéficas esperanças para queimaduras, principalmente aquelas que exigem reposição de grandes áreas queimadas.

Mais aqui na reportagem da WIRED http://www.wired.com/2015/05/inside-loreals-plan-3-d-print-human-skin

FICA DICA #39: em 2021 imprimiremos pele em impressoras 3D

FICA DICA #39: em 2021 imprimiremos pele em impressoras 3D


18
Nov 15

Futuro, Disrupção, Beia Carvalho e Estadão

Beia Carvalho entrevistada no Estadão, evento Eurofinance, nov 2015.

Beia Carvalho entrevistada no Estadão, evento Eurofinance, nov 2015.

Abrir o Estadão e dar de cara com sua entrevista.

É, não tem preço. É demais! Ler todos os elogios dos amigos, conhecidos e desconhecidos nas redes sociais, também não tem preço. E pra coroar, tem a declaração do seu primogênito:
“A vida inteira as pessoas me falaram ‘Sua mãe é demais!’, e por muito tempo (na adolescência principalmente) eu não dei muita bola. Mas agora que eu tenho acesso à internet, descobri que ela é realmente demais! Parabéns, mã! Você é demais!!! (e sem aspas!).” E chega de autopromoção, aqui está a entrevista.

Futuro das corporações depende da força de inovar

A publicitária Beia Carvalho fundadora e presidente da empresa 5 Years From Now, pesquisa o futuro e os rumos das inovações. Durante o evento da Eurofinance sobre Gerenciamentos de Riscos, ela apresentou a palestra “O futuro é agora. Planejamento para a disrupção”. Leia a entrevista:

Dizem que 2016 será um ano pior do que 2015. As demissões continuam em ritmo acelerado e o custo de vida sobe. Nesse cenário, em que as pessoas e as empresas estão mais preocupadas em sobreviver, como as companhias devem se preparar para o futuro?
Entender (de verdade) o mundo virtual. Daqui pouquíssimos anos, apenas as gerações que tem hoje acima de 35 anos falarão em mundos on e off-line. Para 20% da população o mundo é um só. O Magazine Luiza, por exemplo, está invertendo a ordem varejista, ao colocar o varejo negócio como um negócio virtual que tem pontos físicos. E não o contrário.

Não sabemos como será a Internet em 2030, mas sabemos que no futuro, não vamos “ligar” a internet. Como diz Ivan Matkovic, da Spendgo, “a internet simplesmente existirá como parte de nossas interações rotineiras. Será como o ar que respiramos. Um componente crítico da vida, mas sua presença não será necessariamente reconhecível ou identificável.”

A conectividade global – a entrada de novos 3 bilhões de pessoas a uma velocidade de 1 Megabit por segundo – vai gerar 6 bilhões de hiper-conectados e trilhões de novos dólares fluindo para a economia global, graças às iniciativas de grandes players como Facebook, SpaceX, Google, Qualcomm e Virgin para 2020. Acredito que as conexões wifi grátis acontecerão até antes do prazo.

Beia Carvalho palestrando no evento da EUROFINANCE.

Beia Carvalho palestrando no evento da EUROFINANCE.

Qual seria esse investimento que as empresas não poderiam deixar de fazer, mesmo com a queda de faturamento? O que a tesouraria e as finanças deveriam ter em mente?
Para quem atua no mundo das moedas, conhecer, aprofundar, aprender e investir na tecnologia que está por trás da moeda virtual Bitcoin. Recomendo o artigo do The Economist e também publicado pelo Estadão sobre a Blockchain, em 31 de outubro. A inovação está em cada aspecto dessa tecnologia que subverte grandes dogmas. Possibilita a pessoas que não se conhecem, nem confiam uma nas outras, construírem uma contabilidade segura e confiável. Sei que em seguida vem a pergunta: como um sistema aberto a consulta, descentralizado, transparente e acessível pode ser ao mesmo tempo confiável e seguro? A resposta é inovação. Este assunto está nas rodas de valor de hoje e continuará na moda quando se projeta o mundo para 2040. Quem souber antes e “infectar” mais e melhor o ambiente, chega no futuro mais rápido. Não creio no conhecimento reservado ao departamento de TI. Acredito sim, na discussão da tecnologia sendo disseminada e compartilhada democraticamente na empresa.

A volatilidade econômica virou norma. Como a tesouraria e as finanças lidam com isso? Há um limite para a política de corte de custos? Como o planejamento pode substituir os cortes?
Quando a volatilidade vira norma, o planejamento não substitui cortes. A perseguição e a ganância por uma nova mentalidade para a empresa são imperativas. Empresas do futuro são aquelas que tem uma arquitetura com espaços férteis para que a inovação brote. Não há garantia que ela dê frutos. Inovar é necessário, não é opção, principalmente quando as crises deixaram de ser eventuais e viraram cena da vida cotidiana. O relatório do Bank of Merrill Lynch de abril de 2015 identifica 3 ecossistemas de disrupção criativa: a Internet das Coisas (7 trilhões), a Economia Colaborativa (450 bilhões) e os Serviços On-line (500 bilhões).

Paradoxalmente, o PIB pode estar escondendo uma economia mais pujante. Segundo o relatório, com o crescimento da Economia Colaborativa, mais transações não são diretamente monetizadas, fazendo a parte incontável do PIB crescer. Isso é um desafio na utilidade das estatísticas dos PIBs. Ou seja, a economia pode ser maior e estar crescendo mais rápido que os números sugerem”.

Em época de crise, a falta de perspectivas sempre abala a confiança no futuro. Imagino que isso seja um problema para as empresas. Como evitar esse cenário?
As empresas devem selar sua suprema parceria: construir plataformas interativas que acolham as discussões, as soluções, as inovações e as invenções com as quais a sociedade está engajada. Proporciona-se um espaço de confiança e esperança, o primeiro um valor, e o segundo um bem, ambos em falta neste enganado e desiludido Brasil. Não é fácil para as empresas criarem esses espaços sem se absterem de subverter a conversa. Tendenciar a conversa seria fatal e a sociedade sumiria desta rede de discussões.

Qual é a mensagem que a senhora gostaria de deixar para os homens e mulheres das finanças?
Conhecer, aprofundar, estudar, aprender mais e mais além e compartilhar.

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Explique o conceito de disrupção. As empresas deveriam ter uma área de planejamento que fosse além da questão financeira? Como isso se daria?
Uma inovação disruptiva substitui e elimina o que a antecedeu. As empresas tem de investir em espaços permanentes de dissidência ativa, onde ideias heréticas e divergentes possam ser discutidas para serem acolhidas ou destruídas. “Não temos este tempo para perder”, é uma desculpa do século passado. Para começar as empresas precisam entender criteriosamente os conceitos de inovação, imaginação, criação, exponencialidade, recursos finitos e abundância. Muitos destes conceitos estão embolados e servem de bloqueios à inovação. Por isso, é tão fácil falar sobre inovação e tão difícil inovar.

Investir na investigação do futuro, nos leva à poderosa combinação entre inteligência artificial (AI) e a nova safra da robótica, que varrerá da face do mercado 35% dos trabalhadores do Reino Unido e 47% nos Estados Unidos, incluindo postos de colarinho branco, segundo o relatório de 300 páginas do Bank of Merrill Lynch.

NOTAS:
1. Texto da entrevista publicada em 18/11/2015. Publicada no Caderno de Economia e Negócios Estadão e produzida por Estadão Projetos Especiais, para meu cliente Eurofinance.

2. EuroFinance é uma empresa do Grupo The Economist, líder mundial em conferências e seminários sobre gestão financeira e de tesouraria. Realiza mais de 50 encontros na área, em diversos países. Fui convidada a palestrar no evento Gerenciamento Internacional de Tesouraria, Caixa e Riscos para Empresas no Brasil, em São Paulo, 10-11 de novembro 2015, que reuniu mais de 400 profissionais da área financeira. Palestra “O futuro é agora. Planejamento para a disrupção”