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13
Oct 15

Voltei de 2040 e 2015 me enche de surpresas boas!

Beia Carvalho é palestrante. Foto: Egydio Zuanazzi.

Beia Carvalho é palestrante. Foto: Egydio Zuanazzi.

Enquanto eu ainda estava em Londres, participando da Conferência Antecipando 2040, foi publicada minha participação no Projeto Extreme Makeover. Fiquei tão contente!
O Projeto da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios tem como objetivo promover uma transformação radical em 3 empresas selecionadas. Para mim, foi selecionada a Pets Du Monde. Minha mentoria se baseou nos 3 anos em que planejei a comunicação para a marca Pedigree. Na época, participei dos processos de disrupção da marca no Brasil e no México, parte de um programa global da TBWA\ em 9 regiões do mundo. Um dos aprendizados mais importantes da minha vida profissional e que veio a ser o fermento da minha consultoria 5 Years From Now®. E um orgulho: o meu slogan para a campanha “cachorro é tudo de bom” foi o vencedor.

Pets Du Monde ganha mentoria de especialista em inovação

A palestrante Beia Carvalho, especializada em inovação, já foi empreendedora no comércio de antiguidades e até dirigente e sócia de empresas de comunicação, como a subsidiária brasileira da multinacional TBWA.

Ao longo da carreira, a empreendedora colecionou quatro leões em Cannes – o prêmio mais cobiçado pelos publicitários. Nas dicas abaixo, ela oferece três caminhos para Angelina Ravazzi, dona da Pets Du Monde, mudar alguns detalhes de seu negócio.

1. Gatos são um bom nicho
“Se eu fosse você, Angelina Ravazzi, que produz alimentos de qualidade, com receitas originais, diferenciados, livres de aditivos químicos, com preço premium e com a linha de petiscos variados eu ficaria só com os cachorros e gatos. Aliás, eu faria uma aposta especial nos gatos, porque eles são muito mais exigentes em relação a paladar e, assim, a fidelização a seu nicho seria mais rápida.”

2. Imagine-se grande
“Você atua numa das 40 tendências de comportamento do mercado: pet. É um caminho que vai longe. Você tem um belo presente e futuro à sua frente. Faça um exercício: pense que você cresceu 3 vezes mais que as suas expectativas. No que você investiria? Em ampliar a linha para outros animais, ou cobrir outras áreas destes dois, cães e gatos? Ou?”

3. Expanda as ideias, depois concentre
“Se eu fosse você, me forçaria, neste exercício, a escrever 50 linhas de produtos que ampliassem a sua atuação em cães e gatos. Parece muito? Bem, com essa lista na mão, escolha de um a três produtos que tenham tudo a ver com a Pets Du Monde. Pregue na porta da sua empresa, bem naquela em que você passa todo dia. Dessa seleção, consolide a estratégia pra Pets Du Monde crescer. Qualquer ideia que te tire desses trilhos, fica descartada. Se eu fosse você, acenderia esse farol, que vai iluminar os passos para o futuro da Pets Du Monde.

Notas:

Para saber tudo sobre o Projeto Extreme-Makeover: aqui

Pequenas Empresas Grandes Negócios, por Jayme Serva - 07/10/2015

Pequenas Empresas Grandes Negócios, por Jayme Serva – 07/10/2015


Campanha Pedigree “Somos Loucos por Cachorros”, 2006.


9
Sep 15

Não se iluda, Boko Haram é ultramoderno.

Filósofo francês Luc Ferry

Filósofo francês Luc Ferry

Por 5 anos, entre 2009 e 2014 ministrei o workshop Let’s Network Together, sobre essa Nova Era da Inteligência em Redes Colaborativas e Sociais. Por ali passaram quase 500 pessoas. A maior parte delas se sente parte da “mafiazinha do Let’s”.

Do início de 2009, quando mostrava as vantagens das empresas fazerem parte do Facebook (as poucas que se aventuravam pelas redes achavam que, por serem empresas e sérias, só poderiam estar discretamente no LinkedIn) aos novos comportamentos dos radicais, “perdidos” lá nas montanhas e cavernas de um distante Afeganistão, que tinham sacado e usavam toda a tecnologia a seu favor – desde a mais tenra idade das redes sociais. Enquanto isso, a Dilma usava o Gmail para assuntos de segurança nacional.

Ontem, o Estadão trouxe a entrevista do filósofo francês Luc Ferry a respeito do lançamento de seu novo livro “A Inovação Destruidora”. E ele tocou neste assunto. Foi um revival. Uma doce nostalgia daqueles workshops e de tanta gente bacana que conheci e viraram amigos e clientes. Veja como o filósofo Luc Ferry termina a entrevista:

“Não se engane, movimentos como Daech, Boko Haram e Al Qaeda são, apesar das aparências, movimentos ultramodernos. Eles querem voltar para a tradição, mas os meios que utilizam para chegar lá são ultramodernos: propaganda modernista sobre a Internet e redes sociais, armas sofisticadas, sistema financeiro eficiente para a coleta de dinheiro, etc. Eles são falsos tradicionalistas e verdadeiros modernos, como foram os nazistas nos anos 1930.”

NOTA:
1) Luc Ferry discute o paradoxo da inovação moderna (não achei o link da matéria) – Estadão Caderno 2 – 8/9/2015
2) Vídeo das meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram:

Vídeo das meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram

Vídeo das meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram


15
Jun 15

50 anos de Inovação: OLHO NELES!

Contato, inovação anos 1980, por Beia Carvalho, presidente das Palestras 5 Years From Now® e Galileo Giglio, CEO e diretor de criação do Estúdio MOL.

Lentes de Contato, inovação anos 1980, por Beia Carvalho, presidente das Palestras 5 Years From Now® e Galileo Giglio, CEO e diretor de criação do Estúdio MOL TV.

Tem gente que foge do job que nem o diabo foge da cruz. Tem gente que empurra o job com a barriga. Outros são corretos: vão lá e executam. OK. Poucos, raros, agarram o bixo-job pelos cornos até dominá-lo e aos poucos arquitetam um meta job. O job do job.

E aquilo vai crescendo e tomando dimensões faraônicas. E a criatura-criadora, um tanto quanto tomada por todo aquele redemoinho de ideias, pessoas, imagens e possibilidades, bate o martelo e vai. Vai com tudo. Acelera numa tresloucada empreitada que inclui muita pesquisa, organização, coordenação, timing, e tesão sem fim. Tesão pelo trabalho.

Todos os finais de ano, presencio os momentos de nascimento do job “Aniversário do Jornal propmark”. A cada ano, uma nova-e-insana ideia é levada a cabo e nos encanta. E a cada ano, assisto à metamorfose do job em meta-job. Mais um ano, mais uma grande ideia, mais uma comemoração.

O resultado?

Sempre fantástico, interessante, gostoso, leve, instrutivo. A edição é da altura de um tijolo. Fruto de uma cabeça que não se cansa em fazer combinações inovadoras.

Ao completar 50 anos, o propmark faz nesta edição uma homenagem à INOVAÇÃO. Seu editor convidou 50 profissionais a representar visualmente as 50 inovações dos últimos 50 anos. É uma honra, um prazer inenarrável, ser parte deste seleto ‘club’.

Uma das 50 inovações destes 50 anos foram as Lentes de Contato. Desde que comecei a usá-las, há 20 anos, sou fã e uma verdadeira propagandista deste produto. Quem me conhece e tem mais que 40 anos, usa lentes, rs.

E o assunto-lentes-de-contato me seduz ainda mais, pela assombrosa evolução que as lentes terão nos próximos 10 anos.

De executar as funções do estranho Google Glass, a monitoramento da diabetes, realidade aumentada e a possibilidade de enxergar luz ultravioleta e infravermelha no mesmo espectro normal de visão. Para uma futurista como eu, lentes de contato são um verdadeiro parque de diversões. E tenho a certeza que cada um dos 50 convidados se sentiu, assim como eu, em total sinergia com o tema. Você está percebendo e acompanhando o tamanho da encrenca que é este job?

Espero que também goste da minha metade deste trabalho, criado junto com Galileo Giglio, CEO e diretor de criação do Estúdio MOL TV.

Galileo Giglio, CEO e Diretor de Criação do Estudio MOL TV

Galileo Giglio, CEO e Diretor Criação do Estudio Mol TV

Tudo começou a ser gerado pelo Diretor de Redação Marcello Queiroz, em dezembro de 2014. Porque tem gente que tem um prazer visceral em inovar. Que pega o job pelos cornos e o domina! Eu quero estar mais e mais colada a pessoas como o Marcello, que me inspiram, me empurram, me fazem repensar e re-repensar. Valeuuuu, Marcello Queiroz!

Aqui o meta-job:

por Marcello Queiroz

Uma das palavras que podem estar mais diretamente associadas à inovação é o desafio. Pois bem, o propmark se propôs ao interessante desafio de selecionar 50 exemplos de inovação nos últimos 50 anos para comemorar o aniversário de 50 anos do jornal.

O principal critério estabeleceu que cada um dos exemplos precisaria ter sido lançado em qualquer lugar do mundo a partir de 1965. A seleção também poderia contar com inovações idealizadas antes de 1965, mas que só chegaram ao Brasil ou tiveram impacto comercial a partir de algum momento no tempo decorrido das últimas cinco décadas. Também avaliamos o impacto das inovações no dia a dia do consumidor.

A relação desses 50 exemplos foi definida pela Redação do propmark após indicações feitas pelos professores Edward Leaman e Patrick Hunt, da Universidade de Stanford, especializados na área de inovação.

Para cada item da lista, o propmark escolheu um convidado especial para fazer uma representação visual. O briefing para cada convidado foi simples: imaginar ou desenvolver um desenho/arte/fotografia/colagem/montagem/ilustração com sua visão criativa ou mercadológica para os exemplos de inovação. O resultado, que inclui do adoçante artificial ao YouTube, passando por Prozac, Viagra, DVD, fertilização in vitro, fibra ótica, smartphone, GPS, Projeto Genoma e cirurgia a laser, está nas páginas a seguir.

Viva a inovação!

Parabéns ao empresário fundador do jornal Propmark, Armando Ferrentini!

Para ver as 50 inovações, clique aqui: http://propmark.uol.com.br/especial50#

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho


23
Jun 13

1997: Ano do Búfalo. O que rolou?

Cannes 2013

Cannes 2013

O Propmark resolveu fazer uma dupla comemoração neste ano: celebrar 48 anos do jornal e a 60a. edição do Festival Cannes Lions, o mais importante termômetro da qualidade criativa internacional.

Desde o começo da ano, a cada edição semanal, o Propmark traz uma história de quem já participou do festival durante esses anos. E essa semana, é o meu artigo que foi publicado. Se você ainda não leu no jornal, leia aqui.

1997: Ano do Búfalo no horóscopo chinês. Você se lembra o que rolou?

Ano começa com a assinatura do Tratado de Otawa, uma vitória de Lady Di, na luta para banir minas terrestres. Dois meses após o Festival ela morre, em Paris. Um mês antes Gianni Versace é assassinado, em Miami.
Tony Blair é o 1o. ministro britânico.
Guilherme de Pádua é condenado a 19 anos por assassinar Daniella Perez.
Hong Kong é devolvida à China.
Protocolo de Kyoto é assinado por 150 países.
Microsoft é a empresa mais valiosa do mundo aos $261 bilhões de dólares.
Madre Teresa morre em Calcutá.
Rio é eliminado pelo Comitê Olímpico para sediar os Jogos Olímpicos-2004.
Crise asiática causa o mini-crash das Bolsas e encerra o boom dos anos 90.
Mike Tyson morde a orelha de Evander Holyfield.
Steve Jobs volta para Apple.
Carlos, o Chacal, é pego e pega prisão perpétua.
Gripe Aviária faz 1a. vítima e 1 milhão de aves são exterminadas, Hong Kong.
Dolly é o 1o. mamífero clonado.
Pathfinder “aterrissa” em Marte.
Publicado o 1o. livro Harry Potter.
Guga conquista o 1o. título de Roland Garros.
É o ano de Titanic, Jurassic Park, Men in Black e Tomorrow Never Dies.
FHC, Chirac, Mandela, Clinton e Boris Yeltsin são os líderes do mundo.
Beia Carvalho chega pela primeira vez no Festival de Cannes.

Festival de Cinema havia acabado de terminar, celebrando seus 50 anos, e a cidade ainda está decorada com todo tipo de souvenir. Única vez na vida que vi souvenir chic. Ainda tenho uma lata de filmes retrofit.

Cheguei em Nice me dando bem. Tinha comigo moedas de francos (se liga, que ainda não era Euro) e consegui destravar o carrinho de bagagens do aeroporto, aos olhos invejosos de um desconhecido brasileiro. Troquei uma outra moeda por uma carona até Cannes, num sportscar conversível. É o efeito Cannes, na hora de alugar carros.

Me hospedei no lendário Carlton, com sua fachada Belle Époque, de frente pro Mediterrâneo, com suas prainhas feias e cheias de pedra, mas que logo você releva, e troca pela delícia que é caminhar naquelas calçadas.

Como estava com amigos habitués, me levaram pra passear pelos arredores de Cannes. Juan-les-Pins, no conversível do diretor Rodrigo Lewkowicz, então com 25 anos. Fundação Maeght e almoço no La Colombe D’Or, em St Paul de Vence, pelas mãos de habitués de outra geração, Larry Dobrow e sua inseparável Carol. Por do sol, no Grand-Hotel du Cap-Ferrat, enquanto tomávamos champanhe nacional e Larry me desfiava todos detalhes cool da famosa festa de Nizan, anos antes. Também compartilhei outro champagne na piscina do Majestic com Lew, que na época era só Lew,Lara. Carlos Rocca, Roberto Cipolla e Cibar Ruiz, meu sócio à época, me levaram para comer um incrível spaghetti alle vongole, no La Mére Besson. Ma-ra!

Anos mais tarde, para comemorar meus 50 anos, refiz todos estes passeios com meus filhos. O spaghetti alle vongole, já não era o mesmo.

E dá-lhe filme! Novato é assim: vê tudo! Os “velhões” chegam no início da semana, mas só dão as caras depois do short-list. Pelo menos, foi assim, naqueles idos de 1997.

E não tem como não esbarrar no Marcello Queiroz, sempre a milhão! E ele me pediu um artigo, “o que você achou de Cannes”, que escrevi e foi publicado, mas já revirei o armário e não o acho. Tinha alguma graça, porque inverti o título e ficou “O que Cannes achou da Béia”. Modéstia, sempre. Naquela época, ainda não tinha havido a atualização da língua portuguesa e meu nome ainda tinha acento.

E finalmente, chegou o dia de ir à primeira festa. Lá no Museu do Automóvel. E você tinha que confirmar seu lugar num ônibus. Achei aquilo, uó! Sozinha, decidindo por minha própria cabecinha, olhei o endereço, achei a rua no mapa e vi que era muito pertinho. Me arrumei e decidi ir a pé. Tudo errado!

O Museu ficava a alguns quilômetros dali (o nome da rua pertinho era apenas uma coincidência). Perdi o ônibus. Tive que pegar e pagar um taxi sozinha. E fiz minha grande rentre, pelo parque do Museu, ao lado de uma íngreme estrada, pelo o que me recordo. Estava, na minha concepção, a-rra-saaan-do! E realmente estava, porque todo mundo me olhava e dava uma risadinha e fazia um comentariozinho.

Assim que encontrei o primeiro amigo, ele sorriu e me disse: “Ah só você pra fazer isso!”. “Isso o que?”. “Vir vestida de oncinha ‘para tirar uma’ das Oncinhas”. Nunca tinha ouvido falar das tais Oncinhas. Pra quem não sabe, mãe e filha – a mãe, Pascaline, na faixa dos 80 hoje, que o tempo levou a juventude, mas não a postura – e Esmeralda, que estão presentes há décadas em todos os festivais de Cannes. Elas se autodenominam Femme Panther. Mas como elas mesmas dizem num vídeo super bem humorado, são chamadas de tudo um pouco: prostitutas, traficantes, sadomasoquistas, espiãs e a minha predileta: Agentes do FBI! É só gugar e quem nunca viu, vai entender o que estou falando.

Ah, a moral da história é: na sua 1a. vez, grude nos habitués!

Oncinhas de Cannes

Oncinhas de Cannes

Meus 4 Leões de Cannes

Meus 4 Leões de Cannes

Beia Carvalho é palestrante e presidente da consultoria 5 Years From Now®.
NOTA:
Se minha memória não falhou, aqui estão os créditos desses leões.
Direct Bronze Lion, para Absolut Vodka, 2004. Planejamento Beia Carvalho, criação José Luis Mendieta e direção de Criação Cibar Ruiz.
Digital Silver Lion, para Adidas, 2004. Planejamento Beia Carvalho, criação Domenico de Massareto e direção de Criação Cibar Ruiz.
Digital Bronze Lion, para TBWA\BR, 2004. Planejamento Beia Carvalho, criação Domenico de Massareto e direção de Criação Cibar Ruiz.
Cyber Bronze Lion, para Pedigree, 2005. Planejamento Beia Carvalho, criação Domenico de Massareto e direção de Criação Cibar Ruiz.


17
May 13

Dove: e se fosse com homens?

A nova campanha de Dove prova: “você é mais bonita do que você pensa”!                                                                                                                           VÍDEO DOVE

Dove recrutou 7 mulheres de idades e histórias diferentes e pediu para o artista do FBI Gil Zamora criar sketches delas baseado em suas próprias descrições das características faciais de seus rostos. Uma delas diz: “minha mãe me disse que eu tenho um queixo grande.” Ou, “acho que eu tenho uma testa enorme”.

Kela Cabrales, uma professora de tecnologia de 40 anos disse à jornalista do HuffPost, que não sabia o que estava acontecendo, mas que lhe perguntaram para ela se descrever usando termos neutros. Antes disso, essas mulheres passaram algum tempo com estranhos, que mais tarde se apresentaram ao artista e descreveram essas mesmas mulheres a ele.

Os 2 desenhos foram colocados lado a lado e é esse incrível contraste que vemos nesse vídeo. Será que o mesmo resultado aconteceria com homens?

Fonte: The Huffington Post  |  By  Posted: 04/16/2013 7:00 am EDT  |  Updated: 04/17/2013 2:32 pm EDT

 


30
Dec 12

Mad Men episódio 7: martinis-e-ostras

E já vou avisando: o post é para os fãs da série.
Começo com o infográfico de quem bebe mais:

Mad Drinkers

Browse more infographics.

É tão bom quando a gente esbarra em alguém que curte as mesmas coisas que a gente e, diferentemente, não tem preguiça de ir fundo nas questões, mesmos as mais bizarras.

Me lembro bem como fiquei impressionada – tanto quanto Mark – com este tal episódio 7, da 1a. temporada de Mad Men.

Na realidade, é uma tradução do post de Mark Wilson, que descreve muito bem este episódio, além de nos presentear com um infográfico sobre quem mais bebe e o que bebem na 1a. temporada. Cultura inútil que os fãs sempre se perguntam. Vamos a seu texto?

Meu momento favorito de Mad Men é o episódio 7, da 1a. temporada. Roger Sterling tinha, na noite anterior, abertamente paquerado a mulher de Don Draper, num jantar em sua casa. No dia seguinte, Don parece aceitar as desculpas de Roger. Mas o que acontece durante o almoço é a desforra. A cena é uma competição pra mostrar quem é o mais durão, coisa de menino, numa orgia de martinis-e-ostras durante um “rotineiro” almoço. Pra enausear mais a história, quando os 2 finalmente chegam à agência, atrasadíssimos, encontram o elevador parado e tem que subir 23 andares pela escada. Ao chegar, quase enfartando Roger vomita pra tudo quanto é canto. Don, traz aquele sorrisinho e um leve suor. E o universo restabelece seu equilíbrio.

Quantos drinks Don e Roger tomaram neste episódio? 10 cada um. Exatamente: 10 por cabeça! As contas foram feitas num workshop de Santiago Ortiz de onde surgiu este infográfico, onde cada personagem recebeu uma cor e, assim, podemos seguir quem tomou quanto em cada um dos 13 segmentos da série. Don, cor-de-rosa, domina a cena das ostras, pico de bebedeira da série. Mas a novidade é que Peggy Olson, a humilde secretária que tem a sua criatividade descoberta, vai aos poucos chegando no páreo com os rapazes. Dê uma olhadinha: ela é amarelo.

E o que eles bebem? Whiskey, claro. Mas há mais 14 outras bebidas incluindo mai tais, vinho, rum. Visualize aqui: http://visual.ly/mad-drinkers

NOTAS:
Mark Wilson lançou um site chamado Philanthroper, que conseguiu angariar quase 200 mil dólares antes de fechar. Detalhes aqui: http://philanthroper.com
Também escreve para His work has also appeared at Gizmodo, Kotaku, PopMech, PopSci, Esquire, American Photo and Lucky Peach. http://www.fastcodesign.com/users/mark-wilson


26
Jul 12

Google e seus passinhos no design


Faz mais ou menos 1 mês que o papo sobre o filme Blade Runner, 1982, está em nossas conversas. Tão presente, que revi pela enésima vez a Edição Especial DVD triplo com todas as versões cult.
Esta semana, vi o comercial de lançamento do tablet NEXUS 7 da Google. E mais uma vez, me lembrei do filme, que trazia a série avançada de replicantes NEXUS 6.

Para quem não viu o filme – rapidamente – os Nexus 6 eram virtualmente idênticos aos humanos, só que muito mais fortes e ágeis, dentre outras qualidades. Foram projetados para o trabalho duro e desumano, em minas de colônias extra-terrestres. O argumento do filme não gira em torno destas qualidades, mas de 1 fraqueza. O centro de atenção é a sua expectativa de vida extremamente curta: apenas 4 anos. Fiquei pensando nesta conexão entre este novo tablet do Google e uma série “avançada” de NEXUS, o 7, uma acima do que o filme nos apresenta.

Mas o comercial de hoje, não guarda semelhança alguma com a distópica Los Angeles do futuro, no ano 2019.
Tem a ver, sim, com esta guinada da Google para o design, para o jeito “APPLE” de ser. A dúvida é se é APPLE demais!
É leve, é gostoso, é bom de ver e rever. Surpreende de verdade. E deve durar mais que 4 anos. Ou será que isso tem alguma importância no mundo de hoje?
Ah, e vai dar trabalho pros concorrentes, seu preço começa em US199!

Notas:
1 Dirigido por Ridley Scott, com Harrison Ford, Rutger Hauer e a deslumbrante Sean Young
2 IMDb – tudo sobre o filme http://www.imdb.com/title/tt0083658/
3 Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Blade_Runner


21
Jun 12

Quem mais entende de Suécia: os suecos!

Toda semana, alguém na Suécia se torna o tuiteiro oficial do país: @Sweden. E se torna o “dono” e todo poderoso da conta de Twitter mais democrática do mundo. Por 7 dias, esse cidadão sueco tem a exclusividade de expressar suas próprias opiniões e ideias, sugerir e recomendar coisas para fazer e lugares para se visitar no seu país. Ou, melhor ainda, lugares a serem evitados!

Na outra semana, é a vez de alguém fazer o mesmo – um mesmo que sempre será diferente. A chamada do Twitter é “Siga todos os 9 milhões de nós. Bem-vindo à Suécia.”

O projeto “Curadores da Suécia”, é uma iniciativa do Instituto Sueco e do VisitSweden, ambos parte do NSU, algo como o Departamento de Promoção da Suécia. A ideia, é que o país será genuinamente expressado através do mix de opiniões, experiências e habilidades de cada tuiteiro. Assim, não há uma só Suécia. Mas, potencialmente, todas as 9 milhões de “suécias” estão ali representadas. Adoro o tweet: “se você vier um dia para a Suécia, não vá – eu repito – não vá visitar o Ice Bar: não vale a pena”. E assim, com muito menos de 140 caracteres, esse cidadão “acaba” com um dos pontos turísticos da Suécia. Mas revela um lado verdadeiríssimo: é um porre ir a estes lugares turísticos “pega trouxas”. E deve ter, provavelmente, tuitado lugares que ele acha que vale a pena. Eu já me identifiquei com este “Jack”.

@Sweden/jack

@Sweden/jack


Por que Curadores da Suécia?
Porque a campanha do país não fica com aquela cara chapa branca, daqueles comerciais sobre a Bahia ou o Rio de Janeiro, saca?

E a explicação do projeto continua. Afirmam que o desenvolvimento e a prosperidade do futuro da Suécia dependem de fortes relações com o mundo afora e de uma troca mais ativa com outros países em diversas áreas. Isso só é possível, se mais e mais pessoas se familiarizarem com a Suécia e se tornarem interessados nas coisas que o país tem a oferecer: de pontos turísticos ao seu comércio, seus objetivos políticos, áreas de investimentos, troca de talentos e de criatividade. Tudo isso depende fortemente da visão que os outros países tem da Suécia.

O que mais me impressiona é que isso é uma iniciativa de 2 órgãos formais do país. Gente séria, que entende que mudamos de século, mas muito mais importante: que estamos em trânsito para uma Nova Era. Mas estes suecos já se transportaram e estão mandando bem, lá no futuro.

Se você também quer dar um pulinho em 2017, fale com a gente aqui na 5 Years From Now®. Somos especialistas em fazer as pessoas tirar os pés do chão e aterrissar num espaço dissidente, onde ideias divergentes são acolhidas, onde combinações exóticas, infantis, extravagantes, idiossincráticas, alternativas, não ortodoxas, não convencionais, excêntricas, ou impensáveis são possíveis – onde as crises do presente são coisas do passado. Aqui, em 2017, nada existe, só o que você inventar. Somos especialistas em fazer pessoas tirar pés do chão, pirar e dar saltos para o futuro.

NOTAS:
1) Este artigo é baseado no texto do vídeo “Curators fo Sweden” postado pelo Canal Oficial da Suécia no Youtube.
2) Outros países seguiram essa tendência e criaram @WeAreAustralia, @PeopleOfTheUK, @TweetweekUSA e @CuratorsMexico.
3) A tradução é minha e livre.


26
Jun 11

Gay Parade & Fé

XÔ Homofobia!

XÔ Homofobia!

E eu tenho que ficar ouvindo que é difícil inovar. E por um tempo eu acreditei! Fui estudar um pouco pra entender como podemos inovar.

REBELDIA! Nossos instintos querem sentar no pudim. XÔ velhas certezas! Crie um espaço de dissidência ativa.

Nossa, que lindo! Tenho uma palestra sobre este assunto! Cabeça.
Mas tenho good news for you! É muito, muito mais fácil!

É tão fácil, que quando meu melhor amigo me perguntou de onde poderíamos ver a Gay Parade amanhã, eu gelei!

Só pra contextualizar, sempre me perguntam aonde ir – tenho aquela agendinha com tudo! Mas não me lembro de nenhum restaurante com vista panorâmica para a Parada. Talvez, o Tivoli São Paulo, Mofarrej? Mas a vista seria muito panorâmica e pouco específica. Não!

E dá pra acreditar que nenhuma cerveja, operadora de celular, marca esportiva, concessionária, enfim todas aquelas marcas que ficam choramingando pelos corredores atrás da tal INOVAÇÃO, simplesmente nunca pensaram na coisa mais óbvia do país do carnaval? Um camarote pra gente ver a Gay Parade na Paulista?

Ah, mas por que iriam gastar energia com isso? São apenas 4 milhões de pessoas. Pouco menos que a população da Dinamarca de 5.500.000! Sempre lembrando que nestes 5 milhões, tem bebês, presos, gente doente no hospital e gente que tem um certo probleminha com a diversidade.

Gente assim, como os editores do Guia Cultural do Estadão. Que dedica capa e mais 7 páginas à Fé e 1 página pra festa que muda a cena de São Paulo: a maior festa gay, ooopsss, da diversidade do mundo! Atrás somente do maior evento paulistano, a Formula 1! Tá, meu bem? Tá boa, Santa?

Sim, eu quero passar o domingão num camarote da Devassa. Não é demais?

Ah, e o tema deste ano, que comemora a edição de 15 anos da Parada Gay de São Paulo é “Amai-vos uns aos outros. Basta de homofobia” (Love one Another. Enough with Homophobia). Aliás, foi mais fácil encontrar o slogan em inglês, que em português, no Google! Fica assim até elementar concordar com o presidente da Associação, Ideraldo Luiz Beltrame, que falou sobre a pressão que o movimento recebe de grupos religiosos.

E como tudo começou? Com uma série de demonstrações espontâneas e violentas contra a polícia novaiorquina que invadiu a pousada Stonewall, no Village, na manhã do dia 28 de junho de 1969: a primeira vez na história americana que a comunidade homo lutou contra o sistema estabelecido. E assim começou o movimento dos direitos gays nos Estado Unidos e no mundo. Foi em Los Angeles, no dia 28 de junho de 1970 que rolou a primeira Gay Parade. Aí está o porquê da parada ser num mês tão frio no Brasil!

A primeira de São Paulo foi em 1997, com o slogan “Somos muitos, estamos em todas as profissões” e 2.000 pessoas. Eu estava lá com o meu inseparável amigo Edson, que me deu a idéia para este post!

Amanhã 1.500 policiais militares vão fazer a segurança do evento, quase o dobro do ano passado (800), apesar do Comando de Policiamento do Centro declarar que é um evento pacífico. Há mais coisas entre o céu e a Terra que os aviões de carreira.

E mais uma fantástica oportunidade de engajamento será perdida pelas mais importantes (até o momento) marcas atuando no Brasil.


15
Apr 11

CRUZEIRO DO SUL É MEMÓRIA AFETIVA?

Por volta de 1965, meus pais compraram um terreno, no então chamado Altos da Cidade. A cidade é Bauru. Adoro dizer que sou paulistana, mas cheguei na cidade que vivi até 17 anos, no dia em que completei 1 ano de vida. Por que Bauru? Até hoje, nenhuma explicação convincente. Nenhum parente, nenhum amigo, nenhuma grande oportunidade de ficar rico. Simplesmente, meus pais resolveram picar a mula da Vila Buarque, bairro paulistano que teve grande papel na minha vida. De pequena até hoje.

Demorou até a casa ficar pronta. Ninguém acredita, mas de 1955 a 1967, eu vivi num prédio de apartamentos em Bauru. Mais pra vida de paulistano que de bauruense. Nem tanto.

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