Deu (no link) do New York Times:
“Roberto Setubal, Itau’s chief executive, said the new bank would strive to be a ‘global player’ within 5 years and said the financial crisis doesn’t worry him.”
Na minha livre tradução: “Roberto Setubal, CEO do Itaú, disse que o banco vai lutar para ser um ‘global player daqui a 5 anos e disse ainda que a crise não o preocupa.”
A notícia acima deu no The International Herald Tribune, mas não perdi o link, nem a piada. Setúbal ainda completou: “O momento é único. As mudanças estão ocorrendo no mundo todo … mas nós somos otimistas. Não faríamos uma transação desta proporção se tivéssemos com medo.”
Muita gente acha que esta mega operação teve a ver com a atual crise. É só refletir por um momento, para ver que esta fusão – que posicionou o novo Itau Unibanco Holding como o maior conglomerado financeiro privado do Hemisfério Sul, entre os 20 maiores do mundo e com ativos avaliados em 575 bilhões de reais ($193,8 bi de euros e $261,4 bi de dólares) – não foi realizada da noite para o dia. Mais exatamente foram 15 meses de negociação.
O que quero chamar a atenção, no entanto, não é para o fato pontual desta mega fusão, anunciado com estardalhaço nestes tempos bicudos. Mas, sim, que esta operação é o primeiro dos passos necessários para que o claro e ambicioso cenário 5 Years From Now da Holding seja executado.
O novo gigante já tem seus 6 grandes objetivos a ser perseguidos. E já foram traçadas estratégias concretas para assegurar o sucesso de se tornar um “global player” daqui a 5 anos. “Os mercados mais maduros provavelmente não estão onde nós temos mais vantagens competitivas”, disse Pedro Moreira Salles, do Unibanco.
Desde o início de novembro, quando os 2 banqueiros fecharam este vultoso negócio, as ações dos bancos já subiram, a BOVESPA e o dólar subiram, desceram, subiram, desceram e subiram de novo.
Como diz o consultor Joe Ponzio, “se você sabe onde estará o seu negócio daqui a 5 anos pode ignorar a volatilidade do curto prazo.
E só pra não deixar barato este negócio de banqueiros, “as coisas têm que mudar para continuar as mesmas”, como dizia o príncipe Leopardo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957), em “Il gattopardo” filmado por Luchino Visconti, em 1963.
Fontes: Reuters – NY Times – The International Herald Tribune.
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