Joga Tudo Fora e Começa Tudo de Novo!

Google Glass Model - Tim Reckmann

Google Glass Model – Tim Reckmann

Este artigo foi publicado há 10 dias, dia 3 de fevereiro de 2015. Achei que deveria traduzí-lo. Talvez, porque como o autor, Steve Pearson, também ajudo empresas quando o assunto é Inovação. Já escrevi algumas vezes sobre o Google Glass e sempre discuto algum aspecto desta polêmica “inovação”. Reflita.

Agora, o artigo, na minha livre tradução.

PENSE ANTES DE MATAR UMA INOVAÇÃO!
Fracassar é uma palavra tão dramática. Tão final!
Enquanto muita gente está louca para matar projetos ambiciosos, eu gosto de me ver como uma pessoa otimista. Acredito que muitas tecnologias dão certo, mas talvez não no tempo e na forma previamente pensada.
Seja o critério financeiro, de mercado, social ou psicológico, o tempo parece ser a essência de tudo.
Dois exemplos terríveis nos vem do artigo The Top Technology Failures of 2014 (Os maiores erros de 2014). Resumidamente, este artigo declara a morte do Google Glass, do EEG Exoesqueleto brasileiro, Bitcoin e mais um punhado de outros esforços ambiciosos que não estão de forma alguma kaput (destruídos).

Por exemplo, a seção sobre o Exoesqueleto brasileiro descreve uma pessoa paralisada dando o chute inicial na Copa do Mundo de 2014, com um exoesqueleto controlado pelo cérebro. “Em vez de um homem levantando de uma cadeira de rodas e andando, o exoesqueleto parece não estar fazendo uma tarefa muito difícil ao simplesmente mover um pé para chutar a bola.” Veja vídeo here. Será que o clímax de “17 meses de trabalho insano” não é o suficiente para aplacar nossas necessidades insaciáveis?

Falar do Google Glass é falar de um produto altamente financiado sem uma data rígida de lançamento. Por que, então, declarar seu fracasso? Suponha que não fosse amplamente adotado (eu deliberadamente evito a palavra “fracasso”) por conta do estigma social para seus usuários. Apesar de não ter sido nem um ávido seguidor, nem um piloto de testes.
Quero sugerir que a vagarosa adoção do Google Glass seja um problema de aceitação social puramente relacionado com o tempo. Quanto mais a sociedade for exposta à tecnologia, mais será aceito. Eu acho que este produto está à frente de seu tempo.

E o tempo também é decisivo para avaliar o Exoesqueleto. A ambiciosa equipe teve pouco tempo para desenvolver e construir o aparelho e ainda treinar o usuário sobre a forma de controlá-lo num prazo específico. Em minha opinião, eles fizeram um belo gol (o trocadilho é de propósito).

Será que essas 2 tecnologias fracassaram? Não. Mas nenhuma delas alcançou, até agora, seus objetivos. Isso não significa fracasso. Ambas tem tudo para continuar a ser desenvolvidas e creio serão relançadas no mercado no futuro.

Você rotularia os resultados do Google Glass e do EEG Exoesqueleto como fracassos? Quando o fracasso deveria ser apregoado? Quando o produto não vende tanto quanto foi estimado anteriormente, ou quando não cumpre um prazo? Você considera tempo um fator ou uma desculpa razoável? A questão do tempo é uma questão que rotineiramente pedimos que nosso clientes considerem ao avaliar uma nova ideia.
Como você usar o fator de tempo para determinar se uma tecnologia é um sucesso?

O Som da Disrupção

O Som da Disrupção

Autor: Steve Pearson da Pearson Strategy Group: http://pearsonstrategy.com
Nota do autor 1 dia após a publicação deste seu artigo:
Steve Pearson nos dá o link de um artigo publicado, no dia seguinte ao seu, que dá conta de que o novo chefe do projeto Glass, Tony Fadell, quer que o Google Glass seja desenhado a partir do zero! Joga tudo fora e começa tudo de novo!
Créditos do gráfico: Tim.Reckmann (Wikimedia)  

Meu vídeo de 2011: “Joga Fora”:

Meus posts sobre Google Glass:

Apple watches Santos Dumont

Google Glass vai Disruptar os Aparelhos Auditivos?

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