Não se iluda, Boko Haram é ultramoderno.

Filósofo francês Luc Ferry

Filósofo francês Luc Ferry

Por 5 anos, entre 2009 e 2014 ministrei o workshop Let’s Network Together, sobre essa Nova Era da Inteligência em Redes Colaborativas e Sociais. Por ali passaram quase 500 pessoas. A maior parte delas se sente parte da “mafiazinha do Let’s”.

Do início de 2009, quando mostrava as vantagens das empresas fazerem parte do Facebook (as poucas que se aventuravam pelas redes achavam que, por serem empresas e sérias, só poderiam estar discretamente no LinkedIn) aos novos comportamentos dos radicais, “perdidos” lá nas montanhas e cavernas de um distante Afeganistão, que tinham sacado e usavam toda a tecnologia a seu favor – desde a mais tenra idade das redes sociais. Enquanto isso, a Dilma usava o Gmail para assuntos de segurança nacional.

Ontem, o Estadão trouxe a entrevista do filósofo francês Luc Ferry a respeito do lançamento de seu novo livro “A Inovação Destruidora”. E ele tocou neste assunto. Foi um revival. Uma doce nostalgia daqueles workshops e de tanta gente bacana que conheci e viraram amigos e clientes. Veja como o filósofo Luc Ferry termina a entrevista:

“Não se engane, movimentos como Daech, Boko Haram e Al Qaeda são, apesar das aparências, movimentos ultramodernos. Eles querem voltar para a tradição, mas os meios que utilizam para chegar lá são ultramodernos: propaganda modernista sobre a Internet e redes sociais, armas sofisticadas, sistema financeiro eficiente para a coleta de dinheiro, etc. Eles são falsos tradicionalistas e verdadeiros modernos, como foram os nazistas nos anos 1930.”


NOTA:
1) Luc Ferry discute o paradoxo da inovação moderna (não achei o link da matéria) – Estadão Caderno 2 – 8/9/2015
2) Vídeo das meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram:

Vídeo das meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram

Vídeo das meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram

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