Para Cacilda, Janaína e Jeanne.

Janaina, Jeanne e Cacilda: as Heroínas!

Janaina, Jeanne e Cacilda: as Heroínas!

(postado há algumas horas atrás em meu perfil do Facebook, teve uma repercussão tão emocionante, que quis “eternizar” este post aqui em meu blog).

Ontem assisti a um filme que mexeu muito comigo. Still Alice. Tenho medo de Alzheimer. Muito medo. No filme, Julianne Moore, a Dra. Alice Howland, é uma renomada professora de linguistica, diagnosticada com um raro Alzheimer aos 50 anos. A doença coloca as relações entre marido, filho e 2 filhas à prova da vida.

Hoje, vejo na timeline de minha amiga Adélia Franceschini, o TED da incrível médica e palestrante contundente Dra Ana Claudia Quintana Arantes, especialista em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, além de pós graduada em Intervenções em Luto. O trabalho, ofício, missão desta mulher é aliviar a dor e o sofrimento de doentes e familiares e resgatar a biografia de pacientes. Ela implantou as políticas assistenciais de Avaliação da Dor e de Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein e é sócia fundadora da Associação Casa do Cuidar.

Aos poucos, a plateia (cada um a seu modo e intensidade) vai sendo tomada de uma tal emoção, que contagia a todos e nos faz refletir sobre esse assunto tão tabu em nossa sociedade. A Morte. Principalmente, a morte anunciada, que segundo a doutora é responsável por 800.000 das mortes anuais, no Brasil.

Separei uma parte do filme que penso traduzir o que a doutora diz sobre a Vida diante da presença da Morte. Mais abaixo o link para o TED. Still Alice (Para Sempre Alice) foi dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e escrito por Lisa Genova, com roteiro de Richard Glatzer e Wash Westmoreland. Estrelando a Estrela Julianne Moore no papel de Alice, seu marido Alec Baldwin (sou fã) e uma jovem que me encanta, Kristen Stewart.

Julianne Moore recebendo Oscar por Alice.

Julianne Moore recebendo Oscar por Alice.

E para coroar, o discurso de Julianne Moore ao receber o Oscar, por sua interpretação da Alice. Preste atenção no final de seus agradecimentos – a parte em que ela conta quando um dos diretores, Richard Glatzer, descobriu que estava com ELA (esclerose lateral amiotrófica, aquela do balde de gelo) e o outro diretor Wash Westmoreland, pergunta a ele o que ele quer fazer. Richard responde: CINEMA! Nooossa, tendo assistido ao TEDx da Dra Ana, é de arrepiar!!!!

Eternamente obrigada a Cacilda, Janaína e Jeanne que deixaram as vidas de seus familiares e as nossas vidas mais ricas nesta tarde de domingo. As 3 revelaram a nós – a partir do post no meu perfil do facebook – as suas experiências com as doenças degenerativas. Mulheres fortes, que agarram o leme de suas (nossas) vidas e seguem valentes, entusiásticas, em frente. Iluminam o nosso caminho. Com seus depoimentos, cheguei às lágrimas, uma vez mais nesta tarde.

Dizem que não há coincidências na vida, mas sincronicidade. Estou experimentando esta sincronicidade neste fim de semana. No meu post de ontem, afirmei que por conta da minha vida em rede, minha vida fica a cada dia melhor e mais rica de pessoas. Valeu, meninas! Obrigada a todos pelos comentários e por compartilharem e espalharem este tema tão especial a todos humanos: as nossas vidas.

NOTAS:
1. Cacilda, Janaína e Jeanne deixaram as vidas de seus familiares e as nossas mais ricas nesta tarde de domingo.

2. Still Alice (Para Sempre Alice) foi dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e escrito por Lisa Genova, com roteiro de Richard Glatzer e Wash Westmoreland . Com Julianne Moore no papel de Alice, Alec Baldwin, como seu marido e jovem, Kristen Stewart.

3. Link para a palestra do TEDx da Dra Ana Claudia Quintana Arantes FMUSP, especialista em Cuidados Paliativos: https://youtu.be/ep354ZXKBEs

4. Obrigada Janaína Machado pela explicação do banho de balde de gelo, como divulgação da doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica). Eu não sabia que a escolha do gelo é porque as pessoas normais conseguem sentir, em questão de segundos, a dor quase igual à terrível dor que o portador de ELA e EM sentem em seu corpo. Agora, a campanha faz muito mais sentido para mim.

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