Posts Tagged: inovação


1
Jun 16

Minha Entrevista sobre Inovação na RH Mag, Lisboa

Twizy, uma inovação adorável!

Twizy, uma inovação adorável!

Fui entrevistada por Cristina Barros, sócia da revista RH Magazine e idealizadora do Forum RH, no qual palestrei no mês passado, em sua 22ª edição. Foram dias incríveis na capital portuguesa e o evento, um show à parte. Neste post um pouco de tudo: a entrevista completa, um clipe da palestra e algumas fotos lisboetas. Tudo muito giro, como diriam eles.

Edição #104 da RHmagazine (maio/2016)

Edição #104 da RHmagazine (maio/2016)

BEIA CARVALHO, palestrante futurista

A 1ª figura feminina a falar sobre inovação no mercado brasileiro

Conte-nos um pouco da sua história profissional. Era publicitária e decidiu mudar de vida … porquê?
Na realidade, esta não foi a primeira mudança que fiz. Comecei a minha vida profissional muito jovem como professora de inglês. Depois de me formar em publicidade, abri uma loja que comercializava Bric-a-Brac (o cotidiano antigo) e nas minhas viagens de “garimpo” pela Europa. Estive muitas vezes em Lisboa e no Porto, a comprar antiguidades, nos primeiros anos de 1980. No final dos anos 80, entrei no mercado publicitário e construí uma carreira na área de “planejamento”. No início dos anos 1990 voltei a empreender como sócia da Agência Grottera, que 10 anos mais tarde vendemos para a multinacional TBWA – de quem fui sócia por mais 5 anos. Desde esse tempo, restam inúmeros “aprendizados” e 4 Leões em Cannes, como “planejadora”. Em 2007, vendi a minha parte na sociedade e abri a consultoria de negócios 5 Years From Now®, para que os empresários pudessem parar e refletir sobre o futuro de suas empresas dali a 5 anos. Ousada, heterodoxa, com sucesso de cases e fracasso de “bilheteria”. Foram esses os meus clientes, ao longo de 5 anos, que me incentivaram a criar um a um, os atuais temas das minhas palestras. A grande “virada” para abandonar a consultoria e me dedicar totalmente à vida de palestrante, veio no dia em que palestrei para uma plateia de 1.000 pessoas. Ali descobri que eu queria aquele palco.

As temáticas das suas palestras são sobre o futuro e em particular sobre o futuro do trabalho. Porquê esta temática?
A temática do futuro do trabalho foi o meu primeiro tema, encomendado em 2009 por um cliente, para que eu falasse sobre a geração Y. Ao criar a
palestra percebi que o tema era muito mais rico. Pela 1ª vez tínhamos 5
gerações simultaneamente no mercado de trabalho, e sim, a Geração Y era o X da questão. Esse tema é até hoje, junto com o tema da inovação, os meus “carros-chefes”.

Bacalhau, almoço no dia da palestra, no próprio Estádio da Luz, Lisboa.

Bacalhau, almoço no dia da palestra, no próprio Estádio da Luz, Lisboa.

A palestra que nos traz a Lisboa chama-se Inovar ou Morrer. Acha mesmo que o futuro das empresas passa pela inovação?
Piamente! Como eu sempre digo, é cruel, mas quase nada mais resta às estratégias de micros, pequenas, médias e grandes empresas senão compreender, o mais rápido possível, as mudanças significativas, que aurora de uma nova era nos acena. É assim, que mais rapidamente beneficiarão das vantagens competitivas que a inovação e a tecnologia aportam para os negócios vencedores desta nova era.

Compreender que estamos todos vivendo uma era onde as mudanças deixaram de ser lineares para serem exponenciais é imperativo! E, internalizar o conceito de exponencialidade não é uma coisa fácil para nós, humanos. Ao compreender que o mundo hoje muda por saltos, e que a inovação nos faz saltar, fica claro que a solução para estarmos minimamente em compasso com esta nova era da cognição é a através da catapulta que a inovação nos oferece.

Comemoração após a Palestra, na Bica do Sapato

Comemoração após a Palestra, na Bica do Sapato

E os colaboradores das empresas, devem inovar ou é só para as entidades nas quais trabalham? Em que é que podem inovar?E os colaboradores das empresas, devem inovar ou é só para as entidades nas quais trabalham? Em que é que podem inovar?
Inovar está no âmbito estratégico. Quer você queira inovar como indivíduo, como executivo, como cidadão de um país, do mundo, ou inovar na sua empresa. Quando a cúpula da corporação crê que a inovação é a catapulta para os negócios vencedores desta nova era, ela desenha um projeto de longo prazo, que infete todos os níveis da empresa, já no curto prazo. Não há mágica. A inovação não está à venda nas prateleiras do supermercado. Há investimento de energia, tempo e dinheiro em algo que, sim, pode dar errado. E quem gosta de investir tanto em algo que pode dar errado? Mas estamos a caminhar para uma etapa da evolução onde você inova ou morre. A inovação começa dentro de você e, se o campo ao seu redor for fértil, ela infecta rapidamente o ambiente. Contrariamente, em ambientes áridos, ela é reprimida, abafada, subjugada, sufocada, e morre.

Também tem refletido sobre o facto de haver 5 gerações de pessoas a trabalhar em conjunto atualmente nas empresas. Que implicações é que acha que isso tem para as pessoas e para as organizações?
Quanto mais rapidamente as gerações – que ainda hoje estão no poder – entenderem que estão diante das primeiras gerações não-lineares e o que isso significa e pode agregar aos negócios, mais cedo colherão as benesses diversidade. No entanto, o que mais se vê é a dedicação empresarial em criticar energicamente esses jovens, com grosseiras comparações com suas próprias (“superiores”) gerações.

O que devem fazer as empresas para permitir essa convivência e que daí resulte mais produtividade?
Trocar de fato, e na prática do dia a dia, o verbo ‘mandar’ pelo verbo ‘engajar’ traz resultados positivos e impensáveis, a curto prazo.

Outro dos seus temas de reflexão é a famosa geração Y que supostamente é muito diferente no que diz respeito ao trabalho do que a anterior. Será mesmo? E que consequências tem isso?
Como eu sempre digo: não nos iludamos. Esta não é apenas mais uma rusga de gerações. É a mais abissal! A solução não é nós contra eles. A polarização leva à improdutividade. Interessa-nos a união. Quando damos passos e nos unimos às gerações mais jovens Y e Z, todos ganhamos! O primeiro passo, todo mundo sabe, mas poucos dão: conhecer, fuçar, “googar”. Esbravejar com os “impacientes e insubordinados” não vai mudar nada, mas pode piorar, e muito.

Para acabar, conhece o mercado do trabalho português? Acha que temos muitas semelhanças ou poucas com os brasileiros?
Num mundo globalizado as gerações têm os mesmos comportamentos, pois a geração é o resultado de experiências com a era que se vive. Neste sentido, apesar de fazer 30 anos que não visito Portugal, no que diz respeito à Geração Y, a grande diferença entre jovens portugueses e brasileiros está na quantidade. Mais de 50% da mão de obra empregada no Brasil é desta geração. Enquanto as cifras nos mostram não só uma queda de nascimentos em Portugal, como um grande êxodo nesta faixa nascida entre 1977 e 1997. Ainda somos um país de jovens. A nossa pirâmide populacional só será invertida em 2030. O percentual brasileiro de jovens no mercado de trabalho hoje, só será alcançado nos EUA, em 2020 (pew research).

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa. Lisboa, maio2016

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa. Lisboa, maio2016

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa

Quer deixar uma mensagem aos DRH portugueses?
Vou deixar uma mensagem de futurista, citando Guy Mc Pherson, expert em aquecimento global: “Suspeito que, se vivermos até os 100 anos, e talvez todos nós cheguemos lá, quando olharmos para trás, para a nossa vida, nos lembraremos apenas de alguns poucos momentos. Então, vamos criar esses
fantásticos momentos, cheios de alegria. Vamos estar aqui e agora com aqueles que nos são próximos. Vamos tratar a vida no planeta e tratar os outros seres humanos com decência e respeito. E, talvez, nos tratar com alguma dignidade, porque não importa qual seja o desfecho, eu não acho que isso seja um mau conselho.”
Obrigada! ×

ENTREVISTA DE CRISTINA MARTINS DE BARROS
Fotos Egydio Zuanazzi.

Palestrante Beia Carvalho, foto Egydio Zuanazzi.

Palestrante Beia Carvalho, foto Egydio Zuanazzi.


30
Apr 16

Banho de Cachoeira: tô precisando. Tu também?

Beia Carvalho fala de Inspiração, no PropMark

Beia Carvalho fala de Inspiração, no PropMark

Palestrante futurista conta que seus maiores inspiradores são os próprios clientes: “Um porque me provocou, outro porque levantou a minha bola…”.
(Publicado no jornal PropMark de hoje, 30abril2016, na coluna Inspiração).

Você começa a se perguntar e num instante já está imerso em conceitos facilmente misturáveis: intuição, criatividade, conexão milagrosa, epifania?

Você pode se sentir profundamente inspirado, verdadeiramente impelido a alguma forma de criação e, por um ou dez motivos, isso não se realizar. Então, acho que a criatividade, no sentido de conceber e prototipar, é um passo esperado por quem se sente inspirado, porém não está umbilicalmente ligada à inspiração.

Dizem que o que te inspira tem a ver com o que você previamente já conhece do mundo. Sejam essas coisas reais ou imaginárias. Eu tendo a concordar com essa levada. Porque minha inspiração vem sempre de uma coisa que eu quero conhecer mais, que eu discordo, que eu queria gritar para o mundo e ouvir o que as outras mentes pensam. Então, imagino que o que me irrita e me inspira a escrever, a me aprofundar e jogar numa conversa com amigos, com os meus filhos, são coisas que de alguma forma conheço.

Li que a Dra Cynthia Sifonis, descobriu que, ao pedir para os participantes de sua pesquisa para criar e desenhar animais alienígenas de um distante planeta totalmente distinto da Terra, as pessoas desenhavam animais baseados em gatos e cachorros, com simetria bilateral e órgãos de sentidos como olhos e orelhas.

Ícaro Verniz, sócio da Fenix Editora

Ícaro Verniz, sócio da Fenix Editora

 

Nunca pensei que diria isso. Mas os maiores inspiradores da minha atual carreira de palestrante foram os clientes de minha Consultoria 5 Years From Now®. Um porque me desafiou, outro porque me provocou, outro porque levantou a minha bola. Meu primeiro tema de palestra, se encaixa neste último caso. A palestra sobre as 5 Gerações no Mercado de Trabalho é a que eu mais ministrei até hoje, e tem 7 anos! Ícaro Verniz foi taxativo: “nunca ouvi ninguém falar de gerações como você fala. Você tem que montar uma palestra sobre isso!”

Silvana Torres, presidente da Mark Up

Silvana Torres, presidente da Mark Up

 

O que me desafiou a criar o tema da inovação foi bem complicado. Silvana Torres, não me inspirou de imediato. Plantou. E quanto mais eu pensava, mais aquilo me incomodava. Até que um dia, aquela coisa: a tal conexão, um siricutico dentro de você, um desconforto confortável. Um ímpeto. Uma coragem. Uma energia súbita. Um toque. Não vou parar até chegar ao fim disso. E nasceu a palestra INOVAR ou MORRER. Dos meus temas, o segundo mais pedido.

A provocação veio da Endeavor. Que meninos e meninas mais adoráveis! Oliver Alexander e Felipe Braga queriam que eu falasse do Futuro Conectado para empresários, no formato TED. Estamos falando do início de 2011. Uma palestra de 29 minutos era muito ousada! Ontem fiz uma de 4 minutos. Exponencialidade!

Se as minhas palestras surgiram da inspiração de fora, meus artigos, minhas viagens, vídeos seguem a mesma toada. Em termos de inspiração própria eu sou bem medíocre. Se não fossem pelos amigos, clientes, fotos, filmes e pelas notícias, eu ficaria sentada no pudim.

Marcello Queiroz me inspira há 25 anos!

Marcello Queiroz me inspira há 25 anos!

 

Quando eu era pequena, meu apelido era manteiga derretida, porque eu chorava fácil. Em se tratando de falar com autoridades – diretoras de escola, pais etc – sempre fui a spokeswoman. Mas nos sentimentos, buá! Por isso, acho que os filmes e as fotos tem grande efeito sobre mim até hoje. Continuam a me inspirar e são meus instrumentos para inspirar outros.

https://youtu.be/ojdbDYahiCQ
Acho que o mais importante eu ainda não falei. Normal, não é? A gente fala, fala e esquece do principal. Ciente do que te inspira, cuide de levar uma vida rica de elementos, sinais, sons, cheiros, frios na espinha, luzes enigmáticas, cores triunfantes, abraços sensuais, banhos de cachoeira(tô precisando de um), poetas russos, balés pina bauscheanos, Amys e todos os motivos do Tim-Maia-Me-Dê-Motivo.

E hoje, indo ao supermercado, encontro Evandro, poeta amigo, que diante da lama que nos atinge disparou em pleno ponto de ônibus: “Deus … que diabo é você?”. E me levou a pensar no escritor mais amado de meus pais, Machado: “O acaso … é um Deus e um diabo ao mesmo tempo.”

Andy Warhol, Detroit, 1985, Inspira.

Andy Warhol, Detroit, 1985, Inspira.


26
Apr 16

Com um pé no mercado de trabalho.

Artigo publicado no Blog CEOlab em dez 2014. Atualíssimo, concorda?

Geração Z: fazedora, empreendedora, econômica,

Geração Z: fazedora, empreendedora, econômica,

O que já sabemos sobre as Novas Gerações? O que sabemos sobre a Geração Z, crianças e jovens entre 5 e 17 anos? O fato é que mal entendemos a Y e a Z já chega estressando os Ipisilons, os poderes políticos, econômicos e culturais desta nova era.

O interesse pelo estudo das gerações aumentou exponencialmente na última década. Aliás, tão exponencial como todas as mudanças ocorridas desde o início deste novo século. Ou como eu gosto de promover, uma Nova Era.

Na Velha Era as mudanças eram lineares – aquelas que a gente tem um tempão pra ir se acostumando. Mudanças que não doem tanto. Hoje, elas são exponenciais, epidêmicas.

As mudanças exponenciais surgem, irrompem, se materializam em nossa frente e invadem as nossas vidas. Não pedem licença. Não têm paciência, nem ouvidos abertos para ouvir nossos lengalengas, nem mimimis. Mudanças exponenciais são como os aplicativos de táxi, que transportaram os taxistas do século XX para o século XXI, da noite para o dia. Assim, como um passe de mágica.

Os aplicativos de táxi e o Waze forçaram taxistas de todas as idades a trocar seus dinossáuricos celulares por smartphones de qualidade, porque eles só funcionam em aparelhos sofisticados e potentes. Também, de um minuto para outro, “ensinaram” esses profissionais – tidos pela sociedade brasileira como um grupo extremamente conservador -, a utilizar, manusear e acessar esses gadgets tecnológicos, mesmo em movimento! É que quando a gente adentra uma Nova Era, um novo mundo se descortina. E nunca os taxistas trocaram tantas ideias com seus filhos, sobrinhos ou netos para serem “iniciados” nesta era digital.

As mudanças exponenciais são dilacerantes, nos torturam, nos indignam, nos contundem e fazem sofrer. Elas nos dão uma rasteira no meio do dia, um caldo bem prolongado que faz faltar o ar. São como um tsunami que nos corta a energia para vir à tona e lutar. Seu impacto é um tumulto em nossa existência como seres humanos, como pais e educadores. Enfim, como seres produtivos diante dos desmoronamentos de tantos conceitos e fórmulas que sempre funcionaram. Quer um exemplo? Que poder tem o Sindicato dos Taxistas diante dos aplicativos hoje responsáveis por aumentos de até 5 vezes nos ganhos mensais da categoria?

E nenhum destes taxistas jamais viu, conversou e muitos nem sabem o nome destes “mágicos”, que aumentaram suas rendas exponencialmente. Do dia para a noite. Ah, e sem mexer em um centavo sequer na linearidade do aumento da bandeira ou 1 ou 2.

São também essas inovações disruptivas que nos fazem crer que tudo pode ser possível, porque dia após dia presenciamos o quase impossível. Bem ali, na frente de nossos olhos. Ninguém nos contou. A gente mesmo é prova viva que o WAZE existe!

Geração Z: à vontade na Nova Era

Geração Z: à vontade na Nova Era

E para ser um adulto minimamente são, num mundo que evolui por saltos, surgiu uma nova geração. Z. Novas gerações surgem para decifrar os novos mundos. Porque a gente não iria dar conta disso tudo, não é? Pelo menos não sem essas novas e ágeis mãozinhas, que parecem ter muito mais que 10 dedos.

Uma geração não surge do nada, não acontece sem propósito. E não vem para atrapalhar a vida de ninguém e de nenhuma empresa, como tanta gente culta e estudada adora bradar, a torto e a direito. Uma nova geração é a renovação de nossos genes, é a transmissão de conhecimentos, percepções, intuições de toda a raça humana.

Se você tem acima de 35 anos, foi testemunha desta perturbadora renovação, primeiramente com o surgimento da Geração Y, antecessora da Z. Os ipisilons tem hoje entre 18 e 34 anos,  e são responsáveis por quase 50% da mão de obra economicamente ativa, no Brasil. Contra eles foram despertados e revelados os mais secretos e absurdos preconceitos contra uma geração!

Comecei a pesquisar os Ipisolons 5 anos atrás, em 2009, quando os mais velhos desta geração tinham 29 anos. Tarde demais para desfazer os enraizados, irracionais, bizarros e muitas vezes risíveis prejulgamentos contra toda uma geração. Discriminação essa, que só trouxe e continua trazendo prejuízos e baixa produtividade às empresas, bancos escolares e lares da nossa sociedade.

Tento reparar o lapso, começando a cavar dados sobre a Z, a tempo de abrir os meus e os nossos horizontes. Antes que o desperdício de energias contra os Zês, se repita.

Essa é a geração que mais conviveu com fatos e imagens terroristas; com dados, consequências e insolubilidades de infindáveis crises econômicas e com a banalidade da violência. Nasceram e cresceram num mundo envolto em recessão, terrorismo, violência, volatilidade e complexidade.

Por isso, apesar de receberem generosas mesadas semanais, como seus irmãos mais velhos da geração Y, são econômicos, verdadeiros “homens de negócios”, a tal ponto de emprestarem dinheiro a seus pais e aos perdulários Ipisilons. Numa pequena pesquisa que realizei recentemente, através das redes sociais, sobre um recente achado de uma pesquisa americana, pude comprovar que a classe média brasileira rivaliza a americana no que concerne ao valor das mesadas à geração Z. Os dados americanos da Mintel 2013 “Activities of kids and teens” apontam uma mesada média de R$ 40,00 por semana. Meus resultados apontam média de R$ 45,00.

Esta generosa semanada se traduz em generosos $44 bilhões de dólares por ano para a economia americana. O que significa que esta será, com certeza, uma geração muito mais estudada e pesquisada que a anterior.

Crianças escolhem o que comer. Nunca dantes ...

Crianças escolhem o que comer. Nunca dantes …

Também estarei antenada aos novos estudos destas crianças e jovens que já são responsáveis por 84% da escolha de brinquedos, 73% dos cardápios do jantar, 65% das férias familiares e 70% das opções de entretenimento.

Muito das marcas que as novas gerações vão deixar no mundo, tem a ver como as gerações mais velhas interagem com as mais novas. Extremismo não parece ser o caminho. As novas gerações não são nem o centro do universo como seus pais os criaram – trocando o bifinho por um danoninho -, nem a escrotidão da humanidade. São uma geração não-linear, nativa digital e globalizada. E temos que nos esforçar e entender o que isso significa: como isso alavanca a humanidade, e como nos ajuda a sermos melhores num mundo que parou de andar para saltar.

Crianças Prototipando: Adeus Tédio. Bem-vinda a Atenção!

Crianças Prototipando: Adeus Tédio. Bem-vinda a Atenção!

A Geração Z diz que vai inventar uma coisa que vai mudar o mundo. Vamos ajudá-los? Queremos uma geração bombando suas incríveis potencialidades ou entediada com avalanches de reprovação?

Se você faz parte das gerações tradicionalistas, baby boomer, ou da X, há 99,99% de chances que esteja lendo esse artigo em uma tela. Lembra quando você achou que isso não ia pegar, ou que era coisa de moleque?

As 5 Gerações Conectadas

Há menos de 10 anos você não acreditaria que estaria hoje lendo este artigo em uma tela.

Nota:
Idade das Gerações hoje em 2016.
Geração tradicionalista (acima de 70 anos), baby-boomer (51 a 69 anos), X (36 a 50), Y (35 a 19), Z (6 a 18) e A (até 5 anos).


31
Mar 16

Nova Era da Cognição Exige Educação Experimental

Beia Carvalho e a Educação do século 21.

Beia Carvalho e a Educação do Século 21.

Fui entrevistada pela jornalista Luciana Alvarez para o blog da Bett Educar. É que em maio palestro pelo 3º ano para o BETT BRASIL EDUCAR, o maior evento educacional do Brasil, este ano com o tema ‘Melhor educação, melhor sociedade!’. A entrevista toca no tema dos sobressaltos da educação na Nova era dos saltos. Eu amei o texto desta jovem e adorável jornalista. Aqui está:

Para além do verniz de inovação, escolas têm de investir em mudar o centro do processo de ensino-aprendizagem e, assim, desenvolver a criticidade dos alunos, diz a futurista Beia de Carvalho.

Mas por que questionar e criticar é cada dia mais importante? Por que a escola precisa mudar? Segundo Beia, estamos em trânsito para a nova era – e a escola deve preparar os mais jovens para essa realidade.

Claro que a mudança tem certas dificuldades. “Quando se está em trânsito, o sentimento é de insegurança, porque você não está em casa nem no seu destino. Quanto mais resistência houver, mais o ser humano estica esse trânsito, mas nada aborta chegada da nova era”, afirmou.

Beia Carvalho Palestrante Futurista

Beia Carvalho Palestrante Futurista

Um exemplo clássico de resistência é o uso de telefones celulares. No começo, era comum as pessoas dizerem que não precisavam de celular, as empresas proibirem os funcionários de usar. Não importa por quanto tempo se resistiu, hoje praticamente todos aderiram.

Mas qual é a grande diferença entre a era passada e a próxima, a tal “era da cognição”? De acordo com Beia, a do passado era linear, com mudanças de degrau por degrau, de forma compassada. Na nova era, as mudanças serão exponenciais, por saltos. “Depois de um salto, vem o salto em cima do salto, nos deixando atônitos”, afirmou.

Essa nova era em que o mundo entra ainda não ganhou um nome oficial. Beia gosta de usar o termo “era da cognição”, algo que mostra que educação é um ponto nevrálgico. “Hoje no Brasil ela está atrasada e ineficiente, mas a educação está sendo rediscutida mesmo nos países de excelência. Em um mundo complexo, você precisa de talentos para resolver problemas complexos de forma simples. Pessoas críticas, questionadoras vão ser valorizadas”, disse.

A educação atual é linear, baseada no que a sociedade precisava numa era de revolução industrial. “Tudo tinha que ser igual, o mais padronizado possível. O que a gente menos precisa no mundo hoje são pessoas iguais. Só a diversidade traz inovação”, afirmou a futurista.

Aparentemente é simples, mas quem trabalha na área sabe bem que não é assim. A nova educação tem que ser experimental e, portanto, é repleta de incertezas, avalia Beia: “Os pais querem uma educação moderna, para o século 21, mas querem manter as certezas do passado, pedindo conteúdos, provas. A mudança é necessária para todos nós”.

Repense seus paradigmas numa palestra inquietante, desafiadora e cheia de bom humor, na Bett Brasil Educar 2016.

Notas:
Veja a entrevista original no Blog Bett Educar: http://www.bettbrasileducar.com.br/Content/Bett-Blog-61-29-03

Foto de capa: Felipe Feca

Foto do post: Egydio Zuanazzi.


23
Mar 16

Prometido e Cumprido!

AQUI!


Não está sendo fácil, não. Está sendo muito gostoso TER que gravar todas as semanas.
Tudo para fazer valer a promessa de publicar 2 novos vídeos toda semana. Hoje, cumpro a promessa semanal em dobro: 4 vídeos! Estreia ‘Dica de Mestres’ e 3 novas ‘Dicas do Futuro’: 29, 30 e 31. Pra quem está acompanhando, são 50 dicas. Aqui vão elas!


Gostou? Vá lá e assine meu canal.

E aqui a dica #31:

Até a próxima semana!
Nesta não tem gravação por conta do feriado, mas já fiz um estoque de vídeos para estes casos. Então, depois da sua ótima Páscoa, vai ter mais 2 novos vídeos!

Se você não viu o vídeo de lançamento, cá está:

Espero que você goste!

CRÉDITOS: Co-Produção FIVE + NANU. Conteúdo Beia Carvalho. Direção e Edição: Sanna Mancebo. Direção Geral: Galileo Giglio. Identidade Visual: Guido Giglio. Cabelo e Make-up: Lira Chan.


11
Jan 16

Estaremos em 2021. Onde você estará?

Até 2021 estaremos imprimindo pele em impressoras 3D.

Até 2021 estaremos imprimindo pele em impressoras 3D.

Não é novidade para a gigante L’Oreal fazer pele. Há décadas esse lento e complexo processo é presença nos laboratórios de indústrias cosméticas.

A Pele do Futuro

A Pele do Futuro

Em 5 anos, a bioimpressão em 3D vai acelerar a construção de protótipos mais fortes e novos produtos.

E, principalmente, criar novas receitas. Só a L’Oreal investiu perto de US$1 bilhão em pesquisas e inovação, em 2013.

No jogo também está a gigante Procter & Gamble, mas L’Oreal (LRLCF) está à frente numa joint-venture com a empresa americana de biotecnologia Organovo (ONVO) para produzir pele com o objetivo de testar produtos em “pele real”.

Assista este vídeo sobre algumas novas tecnologias incluindo a impressão de pele em 3D.

De um lado, a produção de pele em 3D levará empresas a abandonar testes de produtos em pessoas e ou animais. De outro, esse tremendo investimento traz benéficas esperanças para queimaduras, principalmente aquelas que exigem reposição de grandes áreas queimadas.

Mais aqui na reportagem da WIRED http://www.wired.com/2015/05/inside-loreals-plan-3-d-print-human-skin

FICA DICA #39: em 2021 imprimiremos pele em impressoras 3D

FICA DICA #39: em 2021 imprimiremos pele em impressoras 3D


18
Nov 15

Futuro, Disrupção, Beia Carvalho e Estadão

Beia Carvalho entrevistada no Estadão, evento Eurofinance, nov 2015.

Beia Carvalho entrevistada no Estadão, evento Eurofinance, nov 2015.

Abrir o Estadão e dar de cara com sua entrevista.

É, não tem preço. É demais! Ler todos os elogios dos amigos, conhecidos e desconhecidos nas redes sociais, também não tem preço. E pra coroar, tem a declaração do seu primogênito:
“A vida inteira as pessoas me falaram ‘Sua mãe é demais!’, e por muito tempo (na adolescência principalmente) eu não dei muita bola. Mas agora que eu tenho acesso à internet, descobri que ela é realmente demais! Parabéns, mã! Você é demais!!! (e sem aspas!).” E chega de autopromoção, aqui está a entrevista.

Futuro das corporações depende da força de inovar

A publicitária Beia Carvalho fundadora e presidente da empresa 5 Years From Now, pesquisa o futuro e os rumos das inovações. Durante o evento da Eurofinance sobre Gerenciamentos de Riscos, ela apresentou a palestra “O futuro é agora. Planejamento para a disrupção”. Leia a entrevista:

Dizem que 2016 será um ano pior do que 2015. As demissões continuam em ritmo acelerado e o custo de vida sobe. Nesse cenário, em que as pessoas e as empresas estão mais preocupadas em sobreviver, como as companhias devem se preparar para o futuro?
Entender (de verdade) o mundo virtual. Daqui pouquíssimos anos, apenas as gerações que tem hoje acima de 35 anos falarão em mundos on e off-line. Para 20% da população o mundo é um só. O Magazine Luiza, por exemplo, está invertendo a ordem varejista, ao colocar o varejo negócio como um negócio virtual que tem pontos físicos. E não o contrário.

Não sabemos como será a Internet em 2030, mas sabemos que no futuro, não vamos “ligar” a internet. Como diz Ivan Matkovic, da Spendgo, “a internet simplesmente existirá como parte de nossas interações rotineiras. Será como o ar que respiramos. Um componente crítico da vida, mas sua presença não será necessariamente reconhecível ou identificável.”

A conectividade global – a entrada de novos 3 bilhões de pessoas a uma velocidade de 1 Megabit por segundo – vai gerar 6 bilhões de hiper-conectados e trilhões de novos dólares fluindo para a economia global, graças às iniciativas de grandes players como Facebook, SpaceX, Google, Qualcomm e Virgin para 2020. Acredito que as conexões wifi grátis acontecerão até antes do prazo.

Beia Carvalho palestrando no evento da EUROFINANCE.

Beia Carvalho palestrando no evento da EUROFINANCE.

Qual seria esse investimento que as empresas não poderiam deixar de fazer, mesmo com a queda de faturamento? O que a tesouraria e as finanças deveriam ter em mente?
Para quem atua no mundo das moedas, conhecer, aprofundar, aprender e investir na tecnologia que está por trás da moeda virtual Bitcoin. Recomendo o artigo do The Economist e também publicado pelo Estadão sobre a Blockchain, em 31 de outubro. A inovação está em cada aspecto dessa tecnologia que subverte grandes dogmas. Possibilita a pessoas que não se conhecem, nem confiam uma nas outras, construírem uma contabilidade segura e confiável. Sei que em seguida vem a pergunta: como um sistema aberto a consulta, descentralizado, transparente e acessível pode ser ao mesmo tempo confiável e seguro? A resposta é inovação. Este assunto está nas rodas de valor de hoje e continuará na moda quando se projeta o mundo para 2040. Quem souber antes e “infectar” mais e melhor o ambiente, chega no futuro mais rápido. Não creio no conhecimento reservado ao departamento de TI. Acredito sim, na discussão da tecnologia sendo disseminada e compartilhada democraticamente na empresa.

A volatilidade econômica virou norma. Como a tesouraria e as finanças lidam com isso? Há um limite para a política de corte de custos? Como o planejamento pode substituir os cortes?
Quando a volatilidade vira norma, o planejamento não substitui cortes. A perseguição e a ganância por uma nova mentalidade para a empresa são imperativas. Empresas do futuro são aquelas que tem uma arquitetura com espaços férteis para que a inovação brote. Não há garantia que ela dê frutos. Inovar é necessário, não é opção, principalmente quando as crises deixaram de ser eventuais e viraram cena da vida cotidiana. O relatório do Bank of Merrill Lynch de abril de 2015 identifica 3 ecossistemas de disrupção criativa: a Internet das Coisas (7 trilhões), a Economia Colaborativa (450 bilhões) e os Serviços On-line (500 bilhões).

Paradoxalmente, o PIB pode estar escondendo uma economia mais pujante. Segundo o relatório, com o crescimento da Economia Colaborativa, mais transações não são diretamente monetizadas, fazendo a parte incontável do PIB crescer. Isso é um desafio na utilidade das estatísticas dos PIBs. Ou seja, a economia pode ser maior e estar crescendo mais rápido que os números sugerem”.

Em época de crise, a falta de perspectivas sempre abala a confiança no futuro. Imagino que isso seja um problema para as empresas. Como evitar esse cenário?
As empresas devem selar sua suprema parceria: construir plataformas interativas que acolham as discussões, as soluções, as inovações e as invenções com as quais a sociedade está engajada. Proporciona-se um espaço de confiança e esperança, o primeiro um valor, e o segundo um bem, ambos em falta neste enganado e desiludido Brasil. Não é fácil para as empresas criarem esses espaços sem se absterem de subverter a conversa. Tendenciar a conversa seria fatal e a sociedade sumiria desta rede de discussões.

Qual é a mensagem que a senhora gostaria de deixar para os homens e mulheres das finanças?
Conhecer, aprofundar, estudar, aprender mais e mais além e compartilhar.

Beia-Carvalho-EuroFinance_7362 copy

Explique o conceito de disrupção. As empresas deveriam ter uma área de planejamento que fosse além da questão financeira? Como isso se daria?
Uma inovação disruptiva substitui e elimina o que a antecedeu. As empresas tem de investir em espaços permanentes de dissidência ativa, onde ideias heréticas e divergentes possam ser discutidas para serem acolhidas ou destruídas. “Não temos este tempo para perder”, é uma desculpa do século passado. Para começar as empresas precisam entender criteriosamente os conceitos de inovação, imaginação, criação, exponencialidade, recursos finitos e abundância. Muitos destes conceitos estão embolados e servem de bloqueios à inovação. Por isso, é tão fácil falar sobre inovação e tão difícil inovar.

Investir na investigação do futuro, nos leva à poderosa combinação entre inteligência artificial (AI) e a nova safra da robótica, que varrerá da face do mercado 35% dos trabalhadores do Reino Unido e 47% nos Estados Unidos, incluindo postos de colarinho branco, segundo o relatório de 300 páginas do Bank of Merrill Lynch.

NOTAS:
1. Texto da entrevista publicada em 18/11/2015. Publicada no Caderno de Economia e Negócios Estadão e produzida por Estadão Projetos Especiais, para meu cliente Eurofinance.

2. EuroFinance é uma empresa do Grupo The Economist, líder mundial em conferências e seminários sobre gestão financeira e de tesouraria. Realiza mais de 50 encontros na área, em diversos países. Fui convidada a palestrar no evento Gerenciamento Internacional de Tesouraria, Caixa e Riscos para Empresas no Brasil, em São Paulo, 10-11 de novembro 2015, que reuniu mais de 400 profissionais da área financeira. Palestra “O futuro é agora. Planejamento para a disrupção”


16
Nov 15

É MINHA VEZ NA CONFRARIA DOS REPENSADORES

Beia Carvalho é a próxima repensadora a palestrar na Confraria dos Repensadores

Beia Carvalho é a próxima repensadora a palestrar na Confraria dos Repensadores

A Confraria dos Repensadores é o mais novo evento com calendário regular da Rede de Repensadores.

Toda primeira 4ª feira do mês, lá estará um dos 24 repensadores com um tema e um convidado especial.

Assim, os participantes já ganham, de cara, uma dose dupla pra repensar.

A 1ª Confraria trouxe a repensadora Andrea Bisker e sua convidada Brenda Fucutá para discutir o tema Repensando o Sabático, Co:Working & Co:Living.

A 2ª foi na semana passada com a repensadora Nina Campos e seu convidado Edu Seidenthal com o tema Re:Conectando-se co você: Propóstio e Inovação. Foi uma noite incrível! Com muita gente interessante, noite perfeita, foodtrucks em volta e muito vinho branco pra celebrar.

Nina Campos encantando na 2ª Confraria dos Repensadores.

Nina Campos encantando na 2ª Confraria dos Repensadores.

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

A 3ª Confraria dos Repensadores será com esta repensadora que vos fala, rs, no dia 9 de dezembro. Ainda estou pensando no tema e em meu convidado, mas semana que vem, já revelo tanto um quanto outro.

Se você ainda não conhece a REDE DE REPENSADORES vai se encantar, assim que conhecer.
Ela INTEGRA PROFISSIONAIS DE DIFERENTES ESPECIALIDADES QUE PERSEGUEM A INOVAÇÃO E CONTRIBUEM PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO E CORPORATIVO. SÃO ESPECIALISTAS EM DIFERENTES TEMAS QUE COMPARTILHAM CONTEÚDO, PROVOCAM DISCUSSÕES E, COLABORATIVAMENTE, REALIZAM PROJETOS INOVADORES E TRANSFORMADORES.

CONHEÇA AQUI TODOS OS REPENSADORES.

Agendem a data de 9 de dezembro, 4ª feira, 20h, na sede da REPNSE.
E venham repensar o futuro com a repensadora Beia Carvalho.

 


24
Oct 15

2040: Um Futuro Pessimista ou Otimista?


A entrevista de Guy McPherson, professor emérito da Universidade de Arizona a Thom Hartmann, no programa Conversas com Grandes Mentes a Thom Hartmann, traz reflexões profundas sobre a possibilidade da raça humana sobreviver à 6ª extinção de vida no planeta.

Fiquei muito tocada com essas palavras deste professor de Recursos Naturais, Ecologia e Biologia Evolutiva. A entrevista está dividida em 2 vídeos, assista logo abaixo o segundo segmento.

Na minha opinião, devemos agir com decência, agir como sempre deveríamos ter agido, agir como se o nosso tempo neste planeta fosse curto. E mesmo que eu esteja errado, que todos os dados, previsões e projeções para o futuro estejam erradas, eu sugeriria a mesma coisa: que daqui para frente, ajamos com mais decência do que a maioria de nós tem agido e que construamos melhores relações humanas. Em vez de buscarmos apenas o próximo dólar, vamos doar nosso tempo, nossos bens materiais e agir como se realmente as outras pessoas fossem importantes.

O meu conselho é para estarmos aqui, agora. Para nos concentrarmos no agora, porque é isso que temos. E eu suspeito que, se vivermos até os 100 anos, e talvez todos nós cheguemos lá, quando olharmos para trás, para a nossa vida, nos lembraremos apenas de alguns poucos momentos. Então, vamos criar esses fantásticos momentos, cheios de alegria. Vamos estar aqui e agora com aqueles que nos são próximos. Vamos tratar a vida no planeta e os outros seres humanos com decência e respeito. E, talvez, nos tratar com alguma dignidade, porque não importa qual seja o desfecho, eu não acho que isso seja um mau conselho.

Guy é um dos experts americanos mais influentes em aquecimento global – e é conhecido por sua afirmação de que o descontrole do aquecimento global que causará a extinção da raça humana, já está a caminho. Essa é a ideia que ele descreve em seu livro Going Dark.

Os dois segmentos de vídeo fazem parte da entrevista a Thom Hartmann, em abril de 2014, no programa Conversas com Grandes Mentes (Conversations with Great Minds). A tradução dos vídeos foi feita pelo canal do YOUTBE, Modelo Cooperativo Familiar.


14
Oct 15

De Volta pro Futuro ou Chegando do Futuro?

Palestrante Beia Carvalho capa da Revista GoWhere Business

Palestrante Beia Carvalho capa da Revista GoWhere Business

Em maio deste ano publiquei aqui neste blog a matéria de capa da revista GOWHERE Business com a chamada “Beia Carvalho, a Palestrante do Futuro”.
O título do post era “De Volta para o futuro”.

Entrevista com Beia Carvalho na Revista GoWhere Business

Entrevista com Beia Carvalho na Revista GoWhere Business

Semana passada, cheguei mesmo do futuro. Participei da Conferência, em Londres, Antecipando 2040, fruto de uma experiência incrível: meu primeiro projeto de crowdfunding!
Um projeto vencedor graças a meus inúmeros amigos e fãs, a quem nunca cansarei de agradecer.

O que uma coisa tem com a outra?

Bem, no dia em que cheguei do futuro recebi mensagens de 3 amigos, dois de São Paulo e outro do Rio, que foram as melhores Boas-Vindas possíveis.

Maru Filho, foi o primeiro: “Olha que bacana, Beia. Tô hj no elevador e vc tava lá, no caixa do Pão de Açúcar e vc lá de novo. Bjo”. E me manda junto com a mensagem a prova do crime: esta foto.

Isabella Rostworowski: “Também te vi enquanto estava na fila do caixa! Adorei!!! Bjs”.

E, Ighor Felipe, do Rio “Tentei tirar a foto ontem no elevador, mas não consegui, chegou no meu andar e tive que sair… rs… Achei top! =].”

Passada a deliciosa surpresa de saber que estava presente em elevadores e supermercados, veio a dúvida. Por que? Como? Quem?

Meu grande amigo André Moraes não conformado com o mistério, gugou a legenda da foto: Quando eu palestro, vejo empresas que ainda se protegem do mercado, dos concorrentes, das novas gerações, na tentativa de manter segredos que não são mais segredos para ninguém. E a resposta encontrada foi: matéria de capa da revista GOWHERE Business. Como diz o Ighor: TOP!

Beia Carvalho, o jornalista Celso Arnaldo e a executiva Tânia Mattana.

Beia Carvalho, o jornalista Celso Arnaldo e a executiva Tânia Mattana.

Obrigada uma vez mais a todos que fizeram essa linda matéria possível. Entrevista e texto do jornalista Celso Arnaldo Araujo. Executiva de contas e “olheira” Tania Mattana. E ao empresário Norberto Busto.

Se você quiser ler a entrevista de 5 páginas De Volta para o Futuro com com Beia Carvalho clique aqui

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição

De Volta para o Futuro, artigo publicado na 8ª edição GoWhere Business

De Volta para o Futuro, artigo publicado na 8ª edição GoWhere Business