12
Oct 15

Mães e Pais de Futuros Humanos.

Spier Secret Festival 2014, Guido Giglio, Africa do Sul.

Spier Secret Festival 2014, Guido Giglio, Africa do Sul.

Não sei se você está amamentando, desfraldando, ensinando a se vestir, a guardar a roupa e brinquedos, ou sofrendo para pagar a escolinha. Pague. Pague a melhor escola que faça deste ser humano um ser crítico. Ao longo se sua vida você não vai receber uma recompensa. Serão inúmeras! De cores, formatos e intensidades distintas. Na maior parte das vezes, chegarão para te surpreender. Para você ficar literalmente boquiaberta. Saltar de alegria. E querer abraçar todo mundo. Passei por essas deliciosas sensações inúmeras com meus 2 filhos. Hoje vou falar de uma destas surpresas, que tem um tom mais midiático e talvez, por isso mesmo, a gente dê uma importância desmesurada. Não sei. Você lê e depois me diz.

Antes de deixar você ler o artigo publicado, vou colar aqui 2 comentários que ilustram a situação. O primeiro é do Galileo: ‘Meu irmão Guido no Huffington Post! Agora entendi que ele é designer, mas faz eventos que misturam gastronomia e design. Ele e seu sócio Hannes Bernard falam sobre seus projetos gastro-design-nômicos e seu escritório SulSolSal.” O outro é da concunhada, Paul Kim: “Finalmente entendi, com a ajuda do Huffington Post, o que membros de sua família fazem, quando eles não estão ajudando a encher balões em festinhas de crianças junto com você. Guido Giglio, Hannes Bernard & SulSolSal: congrats!!!!

Sem mais enrolações, aqui está o artigo escrito por Fabio Parasecoli, professor associado e diretor da Food Studies, New School – NYC, em 5 out 2015. Enjoy!

Food Design no Hemisfério Sul

Pop-Up Bar: drinks funcionais

Pop-Up Bar: drinks funcionais

Nos últimos meses food design tem aparecido em alguns de meus posts como um nova e estimulante área de pesquisa e de prática profissional. À medida que engrenamos para receber a 2ª. Conferência Internacional em Food Design, da New School, em New York, dias 6 e 7 de novembro, postarei aqui perfis de food designers com quem tive a sorte de colaborar ou entrevistar.

Esses curtos perfis tem o objetivo de enfatizar a riqueza e diversidade deste campo em termos de projetos e abordagens, como também delinear seus limites e potencial.

Começo com a colaboração do arquiteto brasileiro Guido Giglio e o designer sul-africano Hannes Bernard, que apresentarão um de seus projetos na Conferência New York.

Eles são o SulSolSal, que em inglês significa “South, Sun and Salt”. Tive a oportunidade de me reunir com Hannes em seu estúdio em Amsterdam, alguns meses atrás. O trabalho do SulSolSal, que atravessa a Europa, África e América do Sul, reflete como o food design é inerentemente internacional – ou global – em seu escopo e perspectiva. Seus profissionais em todo o mundo, estão perfeitamente conscientes do trabalho de seus colegas e frequentemente cooperam entre si. Os projetos de Giglio e Bernard também apontam o potencial do food design para enfrentar complexos problemas sociais. Como declarado em seu site SulSolSal combina pesquisa cultural, histórica e econômica para criar espaços comuns, publicações e food performance como uma forma de investigar as complexas inter-relações entre design, economia e sociedade. A atuação deles está em algum lugar entre a sobreposição do design crítico, urbanismo, instalações artísticas e interações entre comida e espaço público.

Uma obra que representa totalmente esta abordagem é o The End Times (foto), que eles lançaram na Cidade do Cabo, em julho de 2012. The End Times era um jornal impresso, que através das habilidades gráficas de design e comunicação de Bernard e Giglio, objetivava celebrar a criatividade do hemisfério sul, onde grandes segmentos da população vivem em uma permanente situação de austeridade, e oferecer uma crítica de como a austeridade é discutida na Europa, um continente balançado uma profunda crise econômica. O material impresso celebrava iniciativas que refletiam o empreendedorismo sul-africano, inventividade e adaptabilidade. Restaurantes “pop-up” que escapavam das cozinhas da população para as ruas, proporcionando comida acessível e ocasiões para construção de uma troca comunitária. Cabritos inteiros assados em quintais para serem vendidos para vizinhos ou passantes. Toda uma economia informal é construída ao redor da necessidade básica da comida, reagindo e tirando vantagens de espaços intersticiais onde o controle do governo e a ordem são fracos ou inexistentes. Como me explicou Bernard, essa atitude “tem muito a ver com gestos, tem muito a ver com a forma como a população vive … que eu penso que, de alguma forma, são muito melhor adaptadas para o tipo de sistema onde as coisas são mais caóticas, ou em mudança ou flexíveis.” The End Times queria apresentar uma alternativa visível à  cena “foodie” da classe média na Cidade do Cabo, que apesar de sua relativa acessibilidade, não dialoga sempre com a cena gastronômica da área em toda a sua diversidade étnica e cultural.

The End Times, jornal impresso em 2012, crítica e celebração da criatividade do hemisfério sul.

The End Times, jornal impresso em 2012, celebra criatividade do hemisfério sul.

Essa experiência na África do Sul os instigou a considerar comida com uma mídia para a prática do design. Ao cutucar audiências a refletir na produção, transformação, consumo e descarte da comida, Giglio e Bernard exploram não só o potencial, como também os problemas estruturais e culturais do sistema alimentar contemporâneo. Por exemplo, eles abriram um bar temporário em Amsterdam onde ofereceriam apenas 3 opções: Booster, Snoozer, e Builder, todas baseadas no que Bernard descreve como legal smart drugs (drogas inteligentes legais). Eles se inspiraram em drinks funcionais, cuja finalidade é atender a necessidades claramente identificadas, reduzindo o papel dos alimentos a seu aspecto puramente útil, ignorando os seus aspectos culturais e emocionais.

O projeto que o SulSolSal apresentará em New York tem foco na Pineapple Beer (Cerveja de Abacaxi) que os dois designers produziram numa área rural do estado da Bahia, Brasil, usando cana de açúcar, casca de abacaxi e fermento de origem local, energia solar (não havia eletricidade na região) e garrafas recicláveis. Até o rótulo foi criado usando uma velha impressora mecânica do governo baiano, movida por pedal, que estava no local há décadas. A motivação dos designers era desenvolver a ideia de um design de impacto-zero – ainda que especulativo -, que gerasse insights ao establishment sobre um sistema alimentar mais resiliente e sustentável. Os projetos do SulSolSal constituem um interessante exemplo de como o food design é capaz de engajar questões públicas e dinâmicas comunitárias de uma forma criativa.

Food DesignFood SystemBrazilSouth AfricaSocial InnovationFood for Thought

Notas:
1. The Huffington Post é um portal de notícias e agregador de blogs americano criado em 2005 por Arianna Huffington e Kenneth Lerer. Em 2011 Arianna esteve em São Paulo, palestrando sobre “como as mídias sociais têm revolucionado as comunicações” e anunciou a versão brasileira do The Huffington Post, o primeiro da America Latina, e o 6º. criado fora dos Estados Unidos. Além dos comentaristas habituais (Harry Shearer, John Conyers e Rosie O’Donnell) e Roy Sekoff, editor do site, o Huffington Post conta com as colunas de personalidades, como Barack ObamaHillary ClintonNorman MailerSaskia SassenJohn Cusack e Bill Maher. O site faz o contraponto liberal à cobertura conservadora de sites como o Drudge Report. Comparado a blogs de esquerda, como o Znet ou o Daily Kos, o Huffington Post mostra-se muito mais complexo, uma vez que oferece tanto notícias como comentários, e não se limita à política, discute também sobre religiãoculturaambientalismomídiaeconomia etc.
2. Guido e Hannes são sócios do SulSolSal. Visite o site.
Guido Giglio B.A. ARCHITECTURE & URBANISM 2007 Universidade de São Paulo, Brazil. M.DES – MASTERS OF DESIGN 2012 Sandberg Instituut, Amsterdam, Netherlands. 
Hannes Bernard, B.A. VISUAL COMMUNICATION DESIGN, 2008 Stellenbosch University, South Africa.  M.DES – MASTERS OF DESIGN  2013 Sandberg Instituut, Amsterdam, Netherlands. 
3. 2ª. Conferência Internacional em Food Design, da New School, em New York, dias 6 e 7 de novembro.
4. Huffington Post – 5/10/15Foto: Sulsolsal
5. Para ler no original em inglês: aqui.

SulSolSal designed a special edition of Carne do Sol, a preserved food dining experience for Spier Secret 2014, Spier Secret Festival, Africa do Sul.

SulSolSal designed a special edition of Carne do Sol,  for Spier Secret 2014, South Africa.


21
Sep 15

Anticipating 2040: I’d like to take a look at it.

Contribua com o Crowfunding pra Beia ir pro Fuuturo

Contribute with the Crowdfunding so Beia can step into the Future

I have this new project (it’s driving me crazy) to inspire people to contribute with my going to the future: 2040.

Actually it’s a 1-day Conference, in London, that will feature 11 speakers who will address aspects of a potential roadmap to sustainable abundance by 2040: fantastic!!! I was a participant, last year, in the awesome conference “Anticipating 2025”.  And would not miss 2040 for nothing!

I couldn’t afford another trip from Brazil to UK, so I decided, I could impress companies to sponsor me and they would get free lectures when I got back. Amazingly, most of the people who have contributed to the CROWDFUNDING Project are my friends.

Conferência Abundância Sustentável para 2040

Conferência Abundância Sustentável para 2040

One of them, is my dear friend Dave Davies, from London, who convinced me to write my project in English. Have I thought about it earlier, I’d have my video in English. But here it is, and you can practice you Portuguese:

https://youtu.be/CY8kcjvFNDE

If you got curious about my professional back ground , you can access this link (in English) to know a little bit more about myself. And how aI became a lecturer. If I got you interested, it’s all very simple. The minimum amount to contribute is something like 3 dollars and the max is something like US$ 2,800 in dollars.

The thing about crowdfunding is not about how much people contribute, but the fact that if everyone gives 5 dollars there’s a chance to achieve the total amount.

Well, that’s it folks! I am going insane with all this! The conference is only 11 days ahead!

I included a PayPal button, so now everyone abroad can contribute!

Vamos levar a futurista Beia Carvalho para 2040?

Vamos levar a futurista Beia Carvalho para 2040?

Notes:
Here is the direct link to contribute: https://www.kickante.com.br/campanhas/quer-dar-uma-espiada-em-2040/apoiar
Here is the link to Conference: http://www.meetup.com/London-Futurists/events/222864701
My CROWDFUNDING is here: http://www.kickante.com.br/campanhas/quer-dar-uma-espiada-em-2040


19
Sep 15

O CANAL LONDRES apoiou. Falta você!

www.canallondres.tv

www.canallondres.tv


O site CANAL LONDRES APOIA O CROWDFUNDiNG pra me levar a participar da Conferência “Antecipando 2040”.

O Canal Londres é uma tv online com vídeos sobre os brasileiros em Londres e na Europa. É um canal premiado pelo seu conteúdo de mini-documentários, arte, música, dicas e roteiros turísticos europeus para brasileiros. Ganhou o 2º. lugar no Top 100 International Exchange & Experience Blogs 2010. E o Brazilian International Press Award 2014.

FALTA a sua contribuição. Clica, vá?
Contribua a partir de R$10 e eu fico mais perto de Londres 2040!
Obrigada!

FALTAM só 13 dias para 2040! Bóra lá!
Clica AQUI
Já assistiu o novo vídeo?
https://youtu.be/CY8kcjvFNDE


16
Sep 15

Já viu o novo vídeo? Um voo rapidinho pra 2040!

Vamos para 2040?

Vamos para 2040?

O bacana de um Crowdfunding é o engajamento das pessoas e empresas em seu Projeto. O meu é participar da Conferência “Antecipando 2040”, em Londres.

Sua empresa não se interessaria em contribuir? Os valores a partir de R$ 10! E a doação pode ser anônima.

Nas Cotas Especiais, as contrapartidas são beeem interessantes! Olhe só!
– 1 palestra grátis e 50% de desconto na próxima palestra contratada
– acesso às 10 pílulas mais relevantes logo após o evento.
– 100 caixas kraft Capsulas do Tempo.
– e a divulgação em todas as redes sociais da marca onde sou muito ativa e com milhares de seguidores.

Bóra dar uma espiadinha em 2040! Assista ao novo vídeo!

https://youtu.be/CY8kcjvFNDE

Conferência é dia 3/10/2015. Um dia com 11 das mais fantásticas cabeças pensantes sobre o futuro. São doutores e pós doutorandos que, diferentemente do Brasil, são acadêmicos que trabalham ou trabalharam nas mais importantes empresas do mundo.

Os assuntos vão de terapias com células-tronco; futuro da alimentação, da impressão 3-D, a transformação da educação e de como evitar retrocessos potenciais da tecnologia para o bem-estar da humanidade. FAN-TÁS-TI-CO!

Time Capsule

Time Capsule

Contribua com o Crowfunding pra Beia ir pro Fuuturo

Contribua com o Crowfunding pra Beia ir pro Fuuturo


09
Sep 15

Não se iluda, Boko Haram é ultramoderno.

Filósofo francês Luc Ferry

Filósofo francês Luc Ferry

Por 5 anos, entre 2009 e 2014 ministrei o workshop Let’s Network Together, sobre essa Nova Era da Inteligência em Redes Colaborativas e Sociais. Por ali passaram quase 500 pessoas. A maior parte delas se sente parte da “mafiazinha do Let’s”.

Do início de 2009, quando mostrava as vantagens das empresas fazerem parte do Facebook (as poucas que se aventuravam pelas redes achavam que, por serem empresas e sérias, só poderiam estar discretamente no LinkedIn) aos novos comportamentos dos radicais, “perdidos” lá nas montanhas e cavernas de um distante Afeganistão, que tinham sacado e usavam toda a tecnologia a seu favor – desde a mais tenra idade das redes sociais. Enquanto isso, a Dilma usava o Gmail para assuntos de segurança nacional.

Ontem, o Estadão trouxe a entrevista do filósofo francês Luc Ferry a respeito do lançamento de seu novo livro “A Inovação Destruidora”. E ele tocou neste assunto. Foi um revival. Uma doce nostalgia daqueles workshops e de tanta gente bacana que conheci e viraram amigos e clientes. Veja como o filósofo Luc Ferry termina a entrevista:

“Não se engane, movimentos como Daech, Boko Haram e Al Qaeda são, apesar das aparências, movimentos ultramodernos. Eles querem voltar para a tradição, mas os meios que utilizam para chegar lá são ultramodernos: propaganda modernista sobre a Internet e redes sociais, armas sofisticadas, sistema financeiro eficiente para a coleta de dinheiro, etc. Eles são falsos tradicionalistas e verdadeiros modernos, como foram os nazistas nos anos 1930.”


NOTA:
1) Luc Ferry discute o paradoxo da inovação moderna (não achei o link da matéria) – Estadão Caderno 2 – 8/9/2015
2) Vídeo das meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram:

Vídeo das meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram

Vídeo das meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram


31
Aug 15

Quer dar uma espiadinha em 2040?


Mostra aí esse vídeo pra uma empresa que queira dar espiadinha no mundo em 2040.

O grupo London Futurists realiza periodicamente conferências sobre o futuro. Este ano o tema é “Abundância Sustentável para 2040”.

Contribua com o Crowfunding pra Beia ir pro Fuuturo

Contribua com o Crowfunding pra Beia ir pro Fuuturo

O tema é fantástico! Não há nada remotamente parecido no Brasil.
Será apenas 1 dia. Mas que dia! Um dia inteiro com 11 das mais fantásticas cabeças pensantes sobre o futuro. São doutores e pós doutorandos que, diferentemente do Brasil, são acadêmicos que trabalham ou trabalharam nas mais importantes empresas do mundo, como IBM, por exemplo.

Os assuntos vão de terapias com células-tronco; futuro da alimentação, da impressão 3-D, a transformação da educação e de como evitar retrocessos potenciais da tecnologia para o bem-estar da humanidade. Teremos justiça social em 2040?

Por que eu acho que essa conferência vai ser legal?
Porque como futurista do Grupo London Futurists, conheço e admiro seu trabalho. E já participei, no ano passado, da Conferência “Antecipando 2025”, que rendeu insights de peso, para o futuro dos meus clientes.

Vamos levar a futurista Beia Carvalho para 2040?

Vamos levar a futurista Beia Carvalho para 2040?

Por que me patrocinar?
Porque este é o jeito fácil de sua empresa dar uma espiadinha no mundo em 2040. E estamos a apenas 32 dias de 2040! Também, porque o evento é local, dentro da universidade, sem tradução simultânea, e exige fluência total em inglês.
E last but not least … já fui executiva -, os executivos vão e voltam desses eventos sem parar de trabalhar para o Brasil, nem um minuto. E quando voltam não tem tempo para preparar um material à altura do evento para ser compartilhado com as equipes das empresas.

Se você acha que sua empresa pode lucrar com conteúdos e conversas sobre o futuro, assista ao vídeo e considere atentamente as recompensas para que me patrocinar.

O projeto está no CROWDFUNDING KICKANTE.

Na cota única, o Patrocinador contribui com a minha participação na Conferência, e na minha volta tem direito a:
– 2 palestras gratuitas sobre os pontos mais excitantes da Conferência.
– 50% desconto nas próximas 2 palestras.
– Acesso às 10 pílulas mais relevantes logo após o evento.

O valor é de R$ 11.970. CONTRIBUA aqui: http://www.kickante.com.br/campanhas/quer-dar-uma-espiada-em-2040

Super fácil, clicou, contribuiu, chegou em 2040!
VAMOS TROCAR IDEIAS?

Conferência Abundância Sustentável para 2040

Conferência Abundância Sustentável para 2040

NOTA:
Alguns dos 11 palestrantes:
Entre os palestrantes, o fantástico Rohit Talwar, CEO da Fast Future; Stephen Minger, ex Cientista-Chefe na GE Healthcare Life Science – sobre as terapias com células-tronco; Karen Moloney, Diretora da Moloney Minds, sobre o futuro do homem e da mulher; Diana S. Fleischman, da Universidade de Portsmouth – sobre o futuro da alimentação, um mapa para a carne in-vitro e Waldemar Ingdahl, diretor do think tank Eudoxa – sobre o futuro da impressão 3-D e outras tecnologias descentralizadas. E Steve Fuller do depto de Sociologia da Universidade de Warwick, autor de Humanity 2.0 – sobre justiça social em 2040.


16
Aug 15

A Geração Y invade o Ponto de Venda

Palestra de Beia Carvalho, no Brazil Promotion, é destaque no PropMark.

Palestra de Beia Carvalho, no Brazil Promotion, é destaque no PropMark.


A DMC Media-Radio Indoor e Comunicação Sonora me convidou para palestrar sobre “A Geração Y invade o Ponto de Venda”. Veja abaixo a cobertura do PropMark, na matéria de Andrea Valério, com foto de Egydio Zuanazzi.

Engajamento é a palavra de ordem para a chamada geração Y, que tem entre 18 e 35 anos, em todos os seus diversos ambientes. É o que afirmou Beia Carvalho, da 5 Years From Now, durante sua apresentação, no Seminário Brazil Promotion, que aconteceu, semana passada, em São Paulo.

Em sua palestra, Beia destacou que, se para os mais antigos a obediência era uma questão importante, para o mais novos, o que vale mais é o convencimento e o compartilhamento.

Segundo Beia, essa geração é bastante inquieta e traz características bem marcantes. “Por exemplo, valorizam mais a infância, tem alta autoestima, não entendem hierarquia, além de serem multitarefas.” A executiva ressaltou que, em média, essa geração terá 14 empregos até completar 38 anos.

Para ela, hoje temos várias gerações convivendo no mercado de trabalho. A primeira delas é a Tradicionalista e tem mais de 69 anos. Os membros dessa geração respeitam e entendem a hierarquia e estão no comando de muitas empresas. A maior pare deles teve um emprego só e já está há muitos anos na mesma empresa. As mulheres dessa geração só trabalhavam se precisavam.

Depois essa geração vieram os Baby Boomers, que hoje tem entre 50 e 69 anos. Essa geração, segundo ela, foi a que mais conseguiu sucesso econômico e profissional. “Eles romperam com vários padrões e foram responsáveis por várias revoluções políticas e culturais.” As mulheres dessas geração já começaram a investir em suas carreiras.

Vale lembrar, de acordo com ela, que os mais novos dessa geração são os pais dos mais velhos da geração Y.

A geração seguinte foi chamada de X. De acordo com a executiva, foram eles que perceberam a importância de se preocupar mais consigo mesmos, não só com a família e com o trabalho. Foi uma geração impactada pela ditadura. A última geração depois da Y, é a Z, que hoje tem de 6 a 17 anos.

NOVA VISÃO
O evento ainda contou com a participação de Manuella Curti, presidente da Filtros Europa, típica representante da geração Y.

Manuella é herdeira da empresa e viu a presidência cair em seu colo, em 2010, quando tinha 26 anos. O irmão, com 29 anos, que vinha sendo preparado para substituir o pai, foi assassinado em 2009. Seis meses mais tarde, Dácio Múcio de Souza, seu pai e fundador da Europa, morreu de câncer.

Desde que assumiu, foram muitos desafios de relacionamento, segundo ela, muito por conta desse contraste de gerações. “Uma das tarefas mais difíceis foi provar que, apesar da minha pouca idade, eu tinha competência para ocupar aquele cargo, e isso acontece até hoje, é uma conquista diária.”

Para ela, os principais desafios estão ligados à forma de engajar as pessoas e qual a visão de cada uma delas sobre as questões da empresa. “Muitas vezes, o que interessa a uma geração não interessa a outra. Estamos sempre dialogando com todos para entender tudo.”

A executiva disse que é importante uma empresa ter várias gerações e uma pode aprender com a outra.

Palestrante Beia Carvalho, foto Egydio Zuanazzi.

Palestrante Beia Carvalho, foto Egydio Zuanazzi.


19
Jul 15

Silvana, minha melhor amiga.

Silvana e Beia, Bauru

Silvana e Beia dando umas bandas pelas ruas de Bauru

Foi a minha melhor amiga.
Cheguei em Bauru no dia de meu aniversário de 1 ano.
Ela tinha 2, como observou minha mãe ao me dar a notícia ontem: “Conheci a Silvana com 2 anos, tão lindinha, quando chegamos a Bauru, há exatos 60 anos (14 de março de 1955).

Eram todos loiros na família, numa cidade onde ninguém era loiro. Quase ninguém, porque ela se casou com Paulo, talvez o outro único loiro da cidade. Ela tinha 2 irmãs mais velhas. Hoje seriam fashionalistas. Não sei quantas horas passamos juntas naquele enorme quarto onde Sandra e Sueli se arrumavam durante horas e horas, para ir aos bailes e festas nos fins de semana. E quando chegou a nossa vez, era ali que nos arrumávamos. Porque todo o frisson estava ali. O guarda roupa ia de fora a fora em uma das paredes e era repleto de roupas, acessórios, bugigangas, lenços, espelhos e muita bijuteria. Silvana, alta, linda e loira, sempre gostou dos brilhos, das grandes bijus, das flores. E tudo que ela vestia ficava lindo naquele corpão! Era exótica. Uma palavra que meu pai adorava falar para crianças, porque elas não sabiam o significado dela.

Silvana, a 1ª da direita para esquerda ao lado de seu marido Paulo. Seguida da irmã Sueli, cunhada Regina e meus pais, Agarb e Jeanete.

Silvana, a 1ª da direita para esquerda ao lado de seu marido Paulo. Seguida da irmã Sueli, cunhada Regina e meus pais, Agarb e Jeanete.

De todos os eventos, o Carnaval era de longe o mais importante, o mais gostoso e o que ocupava nossas mentes antes, durante e depois. Antes, porque sempre fazíamos blocos temáticos entre os amigos. Meus pais sempre adoraram Carnaval e minha “tia” Dulce, mãe da Silvana, também gostava. Mas não dançava. Se divertia da mesa. E sempre nos contava como era bom quando o Carnaval tinha lança-perfume.

Carnaval em Bauru. Da esquerda para direta, minha tia Eune, meu tio Zézinho, minha mãe Jante e pai Agarb.

Carnaval em Bauru. Da esquerda para direta, tia Eune, tio Zézinho, minha mãe Jeanete, pai Agarb e tia Dulce.

De tudo o que fizemos juntas na vida, nadar na Hípica, sem dúvida, ganhou de longe. Íamos de ônibus, sozinhos num bando de umas 10 crianças de todas as idades e ficávamos dentro da água a tarde inteira. Bauru era muito mais quente que hoje. Se dá pra imaginar! Lembro-me dos longos cabelos verdes, resultado do cloro desgraçado da piscina que “tingia” o cabelos das loiras. Um dia Silvana descobriu que lavar o cabelo com OMO tirava o verde e o cloro. E passamos a usar sabão em pó para lavar as madeixas. Que divertido!

Não estudávamos juntas. Ela foi pro Colégio das Freiras. Coitada! Não sei como suportou. Às vezes, penso que suportava as exigências e desmandos das freiras, porque estava ali, só com o o corpo. A alma era artista. Desde pequena, pintava muito e muito bem. Fazia bolos de madrugada. Lia livros inteiros de madrugada. Acordava tarde. Muito tarde. Tudo na vida dela era diferente da minha. Foi a minha melhor amiga enquanto convivemos. Um dia, não nos vimos mais. Ontem à noite, soube da tragédia.

Anos mais tarde conheci o Pedro, aqui em São Paulo. Era como olhar para ela. Ele tem a alma de artista. Não sei se também prefere a noite ao dia. Tem muito da mãe. E, por acaso dos acasos, conhece meu filho Galileo e se dão bem.

É a primeira amiga que perco. Assim, amiga mesmo de infância, adolescência e de vida adulta. Não é fácil.

Sim, ela foi uma mulher disruptiva. Viveu intensamente a vida. Isso é bom. Isso é o que importa: vivê-la.

E como Pedro postou ao lado de uma linda foto dela: “o céu acaba de ganhar mais uma estrelinha, obrigado mãe, te amo.”

Eu também, Silvana.


12
Jul 15

“Peak Car”: a chegada da decadência do Carro?

Car Peak, artigo do futurista Thomas Frey

Car Peak, artigo do futurista Thomas Frey

Em que ano o número de carros do mundo vai atingir seu pico e as vendas de veículos começarão a declinar?

Por mais surpreendente que seja, isso já está acontecendo nos EUA! As pesquisas mostram que as economias mais ricas já atingiram o “peak car,” o ponto de saturação do mercado caracterizado por uma desaceleração sem precedentes tanto no crescimento de proprietários de carros, quanto no total de quilômetros rodados e nas vendas anuais.

Por décadas, o tráfego de veículos cresceu numa velocidade assombrosa. Mas isso tudo mudou em 2007. Alguns se referem ao fato como uma tempestade perfeita combinando colapso econômico, revolução digital e enormes mudanças no estilo de vida urbano.

Muitas startups surgiram nessa época, na área de transporte alternativo, como Zipcar (ZazCar, no Brasil), Uber, Lyft, e SideCar. Junte tudo isso ao surgimento de carros conectados, aumento de carros elétricos, carros autônomos, declínio da natalidade, e o crescente congestionamento das vias expressas em quase todas as grandes cidades do mundo.

Indicadores mostram um quadro muito claro da indústria automobilística para os próximos anos, quando o resto do mundo também atingirá o tal pico. Mesmo contando que o continente africano com seus altos índices de natalidade e infraestrutura subdesenvolvida está longe de atingir o pico automotivo, as atuais mudanças no jeito de pensar o transporte acionaram o alarme por toda a indústria automobilística.

Mas como se dará essa transformação?

Em apenas pouco mais de uma década, ser proprietário de um carro será relegado a um hobby, ou ao mercado de luxo, algo parecido com ter aviões ou cavalos.

Ter um carro e ser responsável por toda a chatice que vem com ele, como financiamento, licenciamento, impostos, consertos, seguros, combustível, troca de óleo, lavagens, e submeter-se a todas as 10.000 leis de trânsito,  estacionamento, velocidade, ruídos, poluição, sinalização e semáforos serão, brevemente, coisas do passado.

Na realidade, possuir um carro passou a ser uma experiência dolorosa. Do vendedor da concessionária, o cara que faz o financiamento, aos guardas de trânsito te vigiando a cada momento, fazem os compradores de carro se sentirem como ratos com um montão de urubus circulando acima de suas cabeças.

As vendas da indústria automobilística começaram a sua lenta marcha para a inexistência.

As pessoas aguentaram tudo isso, porque não tinham nenhuma outra boa opção. Mas as novas opções já estão aqui. E muitas outras estão chegando. […]

Minha intuição é que num mundo onde o transporte passa a ser on-demand, a indústria automobilística será paga por quilômetro rodado, e mudará seu foco para veículos duráveis, capazes de viajar por mais de um milhão de quilômetros. Menos veículos, que durarão muito mais, vão gerar uma equação muito mais lucrativa para a indústria automobilística.

Os perdedores neste cenário serão as companhias de seguros e as financeiras, e toda a rede de concessionárias, que dependem de vendas. Ao mesmo tempo, guardas e juízes de trânsito, estacionamentos, e milhares de outros pequenos negócios que sustentam nosso atual mundo centrado em humanos dirigindo carros.[…]

Carro Autônomo Google

Carro Autônomo Google

Como sempre, muitas coisas podem dar errado, no caminho. Hackers podem fazer carros sem motoristas bater um contra o outro, sindicatos podem proibir alguns estados de ter carros sem motorista, protestos de pessoas que perderam seus empregos, ou carros sem motoristas sendo usados em ataques terroristas, são algumas das ameaças potenciais deste futuro cenário.

O caminho do progresso nunca é fácil, portanto espere muitas coisas darem errado ao longo desta estrada.

No entanto, eu vejo o “peak car” como um estágio muito positivo. Mas eu adoraria ouvir sua opinião. Isso é bom? Estaremos todos nós usando carros sem motorista na próxima década? O “pico do automóvel” vai acontecer nos próximos 10 anos, e se não acontecer, por que será que não?

NOTAS:
Escrito pelo futurista Futurist Thomas Frey, autor de “Communicating with the Future” e traduzido parcialmente e livremente por mim.

Para acessar o artigo original:
http://www.futuristspeaker.com/2015/07/the-coming-of-peak-car


01
Jul 15

Makers.

Ayah Bdeir, Media Arts and Sciences, Media Lab, MIT

Ayah Bdeir, Media Arts and Sciences, Media Lab, MIT

Ontem participei do Makers Master, com o incrível Ricardo Cavallini.

No mundo dos MAKERS – artesãos sem limitação de ferramentas tecnológicas – há mais mulheres, que homens, segundo meu professor Cavallini. Me apaixonei pelo littleBits, criado pela incrível libanesa-canadense Ayah Bdeir, 33.

littleBits são módulos que se juntam por ímãs (assista ao vídeo). É o LEGO das novas gerações. Seu código é aberto e ensina crianças a programar e criar como o Lego liberou a criação e ensinou a construir. Serve pra prototipar, aprender e se divertir. Tudo do littleBits que tem a ver com nerdice, vem pronto. Para que a gente brinque e experimente sem saber de eletrônica. Nas palavras da sua criadora: “Go ahead and start inventing”. Demais!!

Turma do Makers Master

Turma do Makers Master

Guru Cavallini & Euzinha

Guru Cavallini & Euzinha


Valeu, repensador Otavio Dias!