26
Jun 11

UAI-FAI?

uai!

uai!

Era Digital

Era Digital

Você está na belíssima mega moderna sala de espera, de uma das empresas “modernas” aqui em São Paulo. O bairro? Ah, Itaim, Vila Madalena, Berrini. Um belo prédio, um galpão cool, uma velha mansão.

O que todas tem em comum? Assim que você adentra o recinto, a rede wi-fi pulula no seu computador ou celular. Ato contínuo, você pergunta pra recepcionista a senha da rede.

Descobri que esta frase: “por favor, qual é a senha wi-fi?” tem o poder de ativar um botão que nos leva ao passado. Assim, instantaneamente.

Bestificada, ela olha pra você com aquela expressão de quem ouve algo muito estranho, pela primeira vez. Você insiste e repete a “incompreensível frase”. Nada. Alguém, passando por ali, num surto de futurismo, resolve ajudá-la. E aí, começam a abrir gavetas, agendas, procurar nuns papeizinhos nojentos, ligar para fulaninho e fulaninha.

De repente, acontece uma de 2 coisas. Ou você é finalmente chamado para a sua reunião. Ou, alguém finalmente acha senha. Invariavelmente, é algo imemorizável. Letras e números intermináveis! Por que? Pra que? Uma rede wi-fi, custa menos de R$ 50,00 por mês! (Isso quer dizer que os empregados também não tem acesso à rede wifi do próprio escritório? Ou o tratamento especial é só para clientes e prospects?).

Mas não vou ser injusta, no supermercado Santa Luzia, segundo a responsável “a rede wifi é para uso interno”. Ah, desculpe-nos por sermos clientes! O mesmo acontece em outra grande rede, o Natural da Terra espalhado por vários bairros da cidade. E não vamos nos esquecer da mais descarada de todas: a confeitaria Cristallo do Shopping Higienópolis. No seu requintado ponto, logo na entrada do shopping, seus clientes podem usufruir de quitutes, café e da rede wifi grátis, do RASCAL! Dá para acreditar?
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03
Apr 11

Trabalho é Ofício? Ofício é Trabalho?

É muito bom participar de um filme. Um curta-metragem. Primeira vez. E em companhia do escritor Mario Prata e do maestro Diogo Pacheco!
É muito bom.

Melhor ainda, quando todo mundo que vê gosta e comenta como minha amiga Tais Nicoletti: “Béia, eu adorei – você tem mesmo muito o que dizer! Claro pegou muito pelo meu momento de vida, mas também caiu como uma luva para um processo de concorrência lá da agência. São essas sincronicidades da vida!! Obrigada pelo presente que você me deu, mesmo sem saber ;-)”.

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10
Mar 11

It’s a free country!

Free, Babe!

Free, Babe!


Quem me conhece está cansado de ouvir esta frase. É uma frase potente. Ninguém deixa de sorrir ou fazer um comentário a cada vez que a repito. E olha que isso acontece pelo menos 1 vez por dia. Há décadas!

Esta é uma das frases, ditos, provérbios que repito porque adoro “causar”. Elas fazem parte da cultura brasileira, da cultura publicitária ou são apenas umas das muitas que recolhi/roubei durante a minha vida. “Há malas que vem de trem. E outras que vão pra Belém”; “Intimidade só traz problemas e filhos” (Fátima La Torre), “Uma idéia de 1milhão de dólares”; “Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”; “Nobody is perfect (nem você, nem eu)”; “Não é o mundo que é pequeno, é a renda que é concentrada”.

Mas, “it’s a free country, babe (beibe)” é a mais perene de todas. Talvez, por ser a mais simples e complexa.

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08
Mar 11

Você entende o seu papel no mundo?

We Can Do it

Rosie the Riveter

Em menos de 1 mês li 2 frases que me fizeram refletir sobre o intrincadíssimo e velho assunto das relações homem e mulher.

A primeira foi a manchete “A CADA 2 MINUTOS, 5 MULHERES SÃO AGREDIDAS VIOLENTAMENTE NO BRASIL” e a segunda foi num post de Marcelo Heidrich “HÁ MUITO HOMEM NÃO ENTENDENDO SEU PAPEL NO MUNDO.”

Nunca tinha feito esta ligação. Entre violência contra as mulheres e a falta de posicionamento do HOMEM (a espécie humana) na nova Era. Quando você guga “qual o papel do homem no mundo” encontra, nos primeiros textos, o homem ligado ao cosmos e à natureza. Nada sobre a relação homem-mulher.

Quando você guga “o papel da mulher no mundo” ou “what’s women’s role in the world” pouco vai agregar a seu conhecimento. As primeiras buscas são sobre o papel da mulher ao longo da história: como foi ganhando espaços na sociedade e mostrando que tem capacidade tanto quanto os homens. As primeiras, em inglês, referem-se às histórias das guerras e os consequentes pulos evolutivos da mulher. História, História, História. Outra vez, nada sobre o nosso papel hoje. Sabemos o que foi feito, mas pelo o que queremos lutar? O que queremos conquistar?

E a guerra terminou antes de eu nascer! Faz 66 anos!
Sim, a pesquisinha é rápida e superficial, mas aponta que faltam conteúdos envolventes e democráticos para serem discutidos sobre o papel da mulher e do homem. Galgar espaços antes destinados aos homens é bacana, mas esses fatos estão sendo repisados há mais de meio século.

Me parece que temos objetivos, metas e tarefas, mas falta uma visão. O que queremos com os homens? Queremos registrar que um país bem maior que a Dinamarca, 7 milhões e 200 mil mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões? E que 2% dos homens entrevistados declararam que “tem mulher que só aprende apanhando bastante”? Atente para o “bastante”!

Quando mudamos de Era as mudanças são épicas. Vamos deixar os fatos históricos na história e produzir conteúdos que expressem os buracos desse novo Homem Multitarefa? Conteúdos inclusivos, sobre todas as nossas escolhas sexuais e de vida no mundo. Conteúdos que possamos discutir, agregar, compartilhar. Uma nova visão, que nos inspire a querer contribuir para que o padrão de comportamento seja o de contribuir para a preservação de uma espécie fantástica. A espécie dos homens e das mulheres de todos os sexos, culturas, religiões e credos.

Vamos começar? Que mensagens nós mulheres estamos passando para o mundo dos nossos sobrinhos, primos, tios, pais, vizinhos, namorados, amantes, maridos? E que mensagens eles querem passar, discutir, aprender?

Deixo aqui a citadíssima e muito apropriada citação de Simone de Beauvoir “Enquanto o homem e a mulher não se reconhecerem como semelhantes, enquanto não se respeitarem como pessoas em que, do ponto de vista social, político e econômico, não há a menor diferença, os seres humanos estarão condenados a não verem o que têm de melhor: a sua liberdade.”

notas
Marcelo Heidrich é sócio-presidente da Ponto de Criação.

A pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado” , da Fundação Perseu Abramo em parceria com o SESC, foi realizada em agosto de 2010 e ouviu a opinião de 2.365 mulheres e 1.181 homens, com mais de 15 anos de idade, de 25 unidades da federação, cobrindo as áreas urbanas e rurais de todas as macrorregiões do país. Envolveu 176 municípios na amostra feminina e 104 na masculina. A margem de erro da pesquisa é entre 2 e 4 pontos percentuais para mulheres e entre 3 e 4 pontos para os homens, em ambos o intervalo de confiança é de 95%.

O pôster We Can Do It foi baseado na foto da operária americana Geraldine Doyle, aos 17 anos, quando trabalhava no avião bombardeiro A-31 Vengeance, em Nashville, Tennessee (1943). Ela serviu de modelo para o famoso cartaz de uma mulher vestindo um lenço na cabeça e mostrando seus bíceps. Rosie the Riveter foi o nome dado às mulheres trabalhando em fábricas durante a guerra. Doyle morreu em 26/12/2010, em Lansing, Michingan, aos 86 anos.


27
Feb 11

Bric-à-brac de que?

Display 1930s

Vintage RITA Display 1930s

Lalique

Bacchantes, Lalique

Muitas pessoas que visitam a 5 Years From Now® se divertem e ficam intrigadas com os objetos espalhados pelo escritório e querem saber de onde saíram todos aqueles badulaques. Explico que, no passado, tive uma loja de bric-à-brac, a Naphtalina. BRIC-O-QUE?

Isso foi há quase 30 anos e quanto mais o tempo passa, parece que menos pessoas sabem o que isso significa.

Tenho uma explicação que me parece muito simples: bric-à-brac é o cotidiano antigo. Estamos falando de artigos como latas de bolacha, litros de leite, bijuterias de época, cinzeiros de hotéis, bonecas, brinquedos, roupas, canetas, miniaturas, displays de propaganda, canecas comemorativas, chapéus, vidros de perfumes, caixinhas, canivetes. Coisas do dia a dia das famílias de uma determinada época. Objetos que, por seu design marcadamente referente a um tempo específico, nos fazem “viajar” rapidamente no tempo, suspirar e “festejar: “Ah, na casa da minha avó tinha um igualzinho a esse”. Um suspiro de saudades. Num átimo, uma viagem a cheiros, imagens e às emoções do passado.

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27
Jan 11

Bem-vindo Brasil!

2016: Educação

2016: Educação

PREPARADO BRASIL?
Bem-vindo Brasil! Assim saúdo meus clientes, logo cedo, para dois dias do workshop 5 Years From Now®, um profundo mergulho nos aspectos intangíveis da empresa. Assim saudei Brasil. 5 Years From Now® começa com um substancioso café da manhã, mas logo chega a hora que apelidamos de “soco no estômago”. Essa dinâmica começou há 2 semanas atrás, quando entrevistamos funcionários e ex-funcionários do Brasil, seus amigos e ex-amigos (ooopss), um país que Brasil ama, outro que odeia e um empresário que admira.

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10
Jan 11

Saindo da Ressaca da Copa

Escola Vitoriana

Escola Vitoriana

Escola anos 2000

Escola anos 2000

Ford anos 30

Ford anos 30

Montadora anos 2000

Montadora anos 2000


Foi no apagar das luzes de 2010, que Pyr Marcondes, editor da revista Proxxima, me ligou pra dizer que o meu negócio, a 5 Years From Now®, o tinha inspirado a comemorar os 15 anos de Internet, agora em janeiro de 2011. Como? Com um mote do futuro, perguntando a experts “Como serão os próximos 5 anos da Internet no Brasil?”

A matéria é um especial de capa e se chama “A um passo de daqui a pouco”. E eu estou lá, no meio de gente mega importante como o Ray Ozzie, ex-diretor de inovação da Microsoft; Abel Reis, CEO da Agência Click; João Batista Ciaco, diretor de publicidade e relacionamento da FIAT e mais 16 feras.

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