02
Oct 13

Nesta casa de Ferreiro o espeto é de Ferro.


Ninguém explica seus ditados tão bem explicadinho como os próprios portugueses. Então, aqui vai a explicação do ditado “em casa de ferreiro, o espeto de pau”. Diz a wikipedia: “Um ferreiro que trabalha tanto para fazer espetos de ferro para os outros, que não lhe sobra tempo de fazer espetos de ferro para si mesmo; usando assim os espetos de pau.”

Na casa deste ferreiro perseverante, determinado, perfeccionista, incansável, lunático, visionário, Otavio Dias, sócio e presidente da agência REPENSE e idealizador da Rede de Repensadores, o espeto é de ferro. Sim, ele trabalha tanto para fazer espetos de ferro para os outros e ainda faz acontecer um tempo para fazer espetos de ferro. Despreza os espetos de pau.” Nenhum ditado existe à toa, portanto, é de se imaginar que Otávio tenha conseguido um feito louvável. Quem o acompanha, é testemunha do efeito avassalador de sua personalidade absurdamente cativante, bombando sobre todas as suas qualidades! E os resultados deixam a gente assim, sem palavras apropriadas.

Prova de seu tino e encantamento – quando se trata de reunir pessoas, incríveis pessoas, ideias, incríveis ideias e esforços extraordinários -, é passear, mesmo que superficialmente, pelo novo site da Rede de Repensadores. Ali, fica patente aquele esforço a mais, a hora extra da hora extra! Um time liderado por Otavio Dias e Gabriela Tocchio. First class!

Não é “um site a mais”. É um espaço útil e chic, inteligente e organizado, gostoso e objetivo, com cara de conteúdo e com conteúdos gratuitos, direção de arte e de criação impecáveis. Ah, é lindo e lindo, muito lindo.

Passeie, fuce, compartilhe, diga o que achou!

Você vai se deleitar com temas de artigos interessantíssimos de cada um dos Repensadores já publicados. O meu já está lá: Não quero o ônus de ter um carro, quero o bônus de usufruir de vários.

E se você ainda não conhece a Rede de conteúdos mais pop, chegou a hora:
SOMOS PROFISSIONAIS DE DIFERENTES ESPECIALIDADES
QUE PERSEGUEM A INOVAÇÃO E QUEREM CONTRIBUIR
PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO.

Por que? Porque temos o desejo de inspirar e influenciar, de repensar, aprender e trocar ideias, de colaborar e contribuir para a concretização de projetos transformadores, de promover a inovação e a sustentabilidade. Gostou? Como diz a Repensadora Vania Ferrari, não se iniba “leve a gente para sua empresa”. Clique aqui ó: http://www.repensadores.com/contato

Rede de Repensadores

Rede de Repensadores

Nota: Em inglês o ditado é “who is worse shod than the shoemaker’s wife?”. Numa tradução livre “a mulher do sapateiro tem os piores sapatos.” Pra gente ver, que é difícil pra todo mundo.


06
Aug 13

Bezos de Ninjas

Bezos e Post nos Kindles

Bezos e Post nos Kindles

Não serei a 1a. a fazer a ligação entre a pechincha milionária de Jeff Bezos, da Amazon e a dupla de fundadores do Mídia Ninja, Bruno Torturra e Pablo Capilé.

É irresistível! São exemplos didáticos demais da transição de eras, em que todos estamos vivendo.

De um lado, Bezos adquire uma respeitabilíssima marca com 135 anos nas costas, de um produto decadente, o Washington Post. Será? Não, não há nada decadente com o jornalismo. O que está escorregando ladeira abaixo são as empresas de jornalismo criadas há 2 séculos e que se transformaram numa das mais poderosas mídias de massa. E só pra não perder o timing do trocadilho, emendo com Capilé: “hoje temos massas de mídias”. Sacou?

O Washington Post não é um jornal qualquer. Faz o que se chama de jornalismo agressivo, revelou o escândalo Watergate, em 1974. Ganhou 47 prêmios Pulitzer entre 1936 a 2008.

Gene Weingarten, colunista do Post em sua carta aberta a Jeff Bezos, traz um parágrafo que toca no ponto que eu tentava esclarecer pra mim mesma: “não direi que você comprou apenas um ‘grande’ jornal. Nem tenho a certeza que você comprou um ‘jornal’ em qualquer sentido. Você comprou um lugar cheio de jornalistas absurdamente talentosos e dedicados …”.

Este é o ponto, qualquer que seja a inovação que Bezos trará para o jornalismo, vai precisar de talentos. Talentos para fazer a mágica de seus Kindles. No Brasil, a Editora Abril acaba de fechar 4 revistas e demitir 150 jornalistas. Bezos parece estar com a cabeça e os 2 pés na Nova Era da Inteligência em Rede. Assistiu de camarote os prejuízos do Post, que alcançaram quase 50 milhões dólares nos últimos 7 anos de balanços negativos. Ficou fácil para Bezos pechinchar o jornal investindo apenas 1% de sua fortuna.

Em sua carta aos novos empregados, Bezos diz: “haverá mudanças nos próximos anos, lógico. Isso é essencial e teria acontecido com ou sem o novo proprietário. A internet está transformando quase todos os elementos do mercado de notícias: diminuindo novos ciclos, corroendo receitas confiáveis há séculos, e ativando novas formas de concorrência, algumas delas com pouco ou nenhum custo para se caçar a notícia. Não há mapas e mapear os próximos passos não será fácil. Precisaremos inventar, o que significa experimentar. Nosso critério será entender o que importa para os leitores – governos, líderes locais, inaugurações de restaurantes, tropas de escoteiros, negócios, beneficência, governadores, esportes – e trabalhar de trás pra frente a partir dos leitores. Estou entusiasmado e otimista sobre a oportunidade para inventar.” E ele é craque!

Mais ao sul do mundo, o programa Roda Viva entrevista o jornalista Bruno e o produtor cultural Capilé. O embate entre a velha e nova eras ficou ainda mais claro. Os jornalistas-entrevistadores, que supostamente deveriam estar brifados sobre seus 2 entrevistados, tinham uma postura de inquisidores ou de estarem diante de algo não significativo, algo desmerecedor de atenção do “jornalismo sério”. Como escreveu hoje a jornalista Regina Augusto, “uma tentativa desesperada de desqualificar o serviço do grupo”.
https://www.youtube.com/watch?v=vYgXth8QI8M

O programa tem 1 ½ h e tem que ser visto. Pontuo aqui, o que a meu ver, converge das 2 notícias e surpreende a velha mídia. Os problemas da nova era não serão resolvidos se não encararmos as questões de que fala Bezos, em um único parágrafo: novas formas de concorrência, pouco ou nenhum custo para se caçar a notícia, inventar significa experimentar e o ponto de partida não é seu bolso é seu público. Ah, e tem que gostar de inventar, de dizer adeus ao conforto das nossas velhas certezas. Tem que ter tesão em desmantelar velhas estruturas alicerçadas em crenças e terrenos que não existem mais no século XXI.

Veja só, o próprio Washington Post noticiou a compra do jornal, no dia seguinte ao feito! Muitas horas depois de uma brasileira aqui do sul do mundo, ter postado a notícia com o vídeo do ex-dono Donald Graham, no meu Facebook.

Anacrônico. Terreno não fértil. Por isso, é tão surreal assistir ao programa Roda Viva. A fala dos entrevistadores parece tradução do Google: é português, mas você não entende nada.

E há essa confluência entre a carta de Jeff Bezos e este post no perfil de Bruno Torturra sobre o fechamento das revistas da : “a derrocada do modelo comercial de imprensa, das estruturas inchadas, gigantes, que tratam jornalistas e informação como gado e comoditie é uma oportunidade inédita. Há um terreno aberto, cheio de gente capaz. Uma infra-estrutura técnica e cultural nova, uma grande expectativa pública por jornalismo independente. A chance histórica de criarmos um novo sistema, um novo modelo financeiro, um novo mercado de produção e distribuição de notícias, reportagens, imagens e ideias. A rede não é a internet, simplesmente. É uma nova lógica de relações sociais, culturais e econômicas estabelecidas, basicamente, por um fluxo de informação cada vez menos mediado. E informação, colegas, é vossa especialidade. Sem medo. Sem tempo pra lamentar. Há muito a fazer – e não falta companhia.”

Hoje, em seu perfil do Feice, Torturra lamentou não ter dado tempo para discutir o “Marco Civil da Internet, o caráter internacional do jornalismo em rede, a confusão perigosa entre jornal e jornalista, o próprio processo editorial da Mídia Ninja e o que esperamos de 2014…”. Mas com tanta pergunta sobre contabilidade, rsrs, não ia dar tempo, mesmo. Foi pena. Mas não tirou o brilho do frescor, da inteligência e sagacidade deles.

E pra fechar com a escandalosa e deliciosa articulação da dupla: “A gente não é convidado VIP de ninguém. A gente mesmo se convida e se impõe”, Capilé.


18
Jun 13

#VEM PRA RUA

Uma vez perguntei para o incrível estilista Conrado Segreto, o “enfant terrible” da moda brasileira, porque tantos estilistas haviam escolhido, naquele ano, o rosa em suas cartelas de cores. E ele: “porque está no ar”. Naquele mesmo fim de semana, de algum ano do final dos anos 80, fui pra praia e vi um caiçara, já bem senhorzinho, andando de bicicleta com uma calça róóóóóóóósa! E dali pra frente, naquele ano, o mundo me pareceu mais cor-de-rosa. Ou com-de-rosa, como minha mãe diz que eu chamava a cor.

A música do O Rappa “Vem pra Rua” e a sua apropriação no comercial da FIAT , me fez lembrar desta história de Conradinho: “Tá no ar”.

http://www.youtube.com/watch?v=SxMIwZZPlcM
Pra quem quiser, a letra e o link pra baixar o hino das manifestações de 2013.

Vem Pra Rua
O Rappa

Vem vamos pra rua
Pode vir que a festa é sua
Que o Brasil vai tá gigante
Grande como nunca se viu

Vem vamos com a gente
Vem torcer, bola pra frente
Sai de casa, vem pra rua
Pra maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Se essa rua fosse minha
Eu mandava ladrilhar
Tudo em verde e amarelo
Só pra ver o Brasil inteiro passar

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Vem pra rua!
Vem pra rua!
Vem pra rua!
Vem pra rua!

Vem vamos pra rua
Pode vir que a festa é sua
Que o Brasil vai tá gigante
Grande como nunca se viu

Vem vamos com a gente
Vem torcer, bola pra frente
Sai de casa, vem pra rua
Pra maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

http://youtu.be/9uwbNmUvqkU

Clique para ver vídeo produzido pelos drones da TV Folha, que registra o drama da 2a. feira, na Ponte Estaiada, em São Paulo:  http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=veja-imagens-aereas-de-protesto-em-sp-04024E9B3860D8A94326

Pra fazer o download da música vem pra rua: http://www.4shared.com/mp3/Y_gIhth8/Vem_pra_rua.html?

E uma foto, para quem o conheceu, matar as saudades!

O Incrível Conrado Segreto

O Incrível Conrado Segreto

http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=a-moda-de-conrado-segreto-04028D993362CC994326


31
May 13

Quase 5 na 5 Years From Now® com muitos 5!

beia-tais-5-palestra-SELIGA_0975
Neste 5o. mês do ano, a gente está comemorando a marca de mais de 5.000 fãs que curtem a nossa página no FACEBOOK. 

A GENTE A+DO+RA FÃS!  

Porque a 5 Years From Now® se fez a partir de pessoas e empresas que curtem o nosso trabalho, nosso jeito de falar e de trabalhar. E nos escrevem pra dizer isso!

Nestes quase 5 anos, construímos uma máfiazinha e já batemos a marca dos 350 clientes. E mais do que satisfeitos, temos amigos, laços fortes e uma rede tecida com mais de 5.000 horas de trabalho. Dizem que inovação acontece depois de 10.000 horas de suor. Somando minhas horas com as da minha sócia Taís estamos batendo essa marca! rsrs.

Também nos orgulhamos de nossa marca histórica de aprovação: convertemos 1 em cada 3 propostas! E ainda bem que aqui não precisou do 5 pra rimar com o post, não é?

Não descobrimos como ganhar dinheiro enquanto dormimos – nossa ambição máxima. Mas não desistimos! Se você tiver 1 ou 5 dicas, manda pra gente.

Nossas cativantes palestras são – a cada dia que passa – nosso orgulho maior. Provocar, instigar, evocar, causar, precipitar e inflamar: é com a gente, mesmo! E colhemos aplauso de todas as gerações. Adoramos chacoalhar todas as plateias.

NOTA DA BEIA:
Há várias linhas de divisões de gerações. Esta é a que eu uso:
Geração Tradicionalista: hoje acima de 67 anos (nascida antes de 1946)
Geração Baby Boomer: hoje entre 49 e 67 anos (nascida entre 1946 -1964)
Geração X: hoje entre 37 a 48 anos (nascida entre 1965 e 1976)
Geração Y: hoje entre 16 a 36 anos (nascida entre 1977 e 1997)
Geração Z: hoje entre 3 a 15 anos (nascida entre 1998 e 2009)
Geração A: hoje com até 3 anos (nascida após em 2010)

Ainda não é fã? Vai lá na nossa fanpage: https://www.facebook.com/5YearsFromNow

SE VOCÊ CONTRATA PALESTRAS PEÇA UMA PROPOSTA do mais novo conteúdo da 5 Years From Now® e se ligue no SE LIGA!


24
Feb 13

A ousadia da geração Y e sua ascensão

Beia Carvalho: A ousadia da geração Y favorece a promoção

Beia Carvalho: A ousadia da geração Y favorece a promoção

 

É sempre bom saber que a gente é fonte para alguns assuntos. Principalmente, quando é para a Folha de S.Paulo. Mais uma vez, somos consultadas sobre o tema da Geração Y. Um tema que a+do+ra+mos e sempre queremos falar. Porque o primeiro passo para entender os tais profissionais “impacientes, infiéis e insubordinados”, os “ipisilons”, todo mundo sabe, mas poucos dão: é deixar o preconceito de lado e conhecer, fuçar, aprender, googar. Esbravejar com “insubordinados” não vai mudar nada, mas pode piorar muito.

Veja abaixo a nossa contribuição para a matéria de Reinaldo Chaves “Profissional assume cargo de gerência cada vez mais cedo” e, ao final, o link para o texto integral.

A ousadia da geração Y é um aspecto que favorece a promoção de jovens à gerência. A presidente da consultoria 5 Years From Now, Béia de Carvalho, afirma que esses profissionais sabem executar diversas funções ao mesmo tempo, têm afinidade com a tecnologia e sabem compartilhar a liderança. Carvalho diz que “é quase uma lei na gestão moderna usar a liderança compartilhada”, ou seja, não se isolar dos subordinados na hora de tomar uma decisão. “Só que as gerações mais velhas não sabem agir assim. Os jovens, no entanto, já nascem compartilhando tudo”, diz.

Na realidade, para mim, o aspecto mais interessante da liderança compartilhada é o fato de que a cada momento em que um assunto/problema se impõe, liderará o processo de solução a pessoa mais capacitada e que mais entende daquele assunto. Neste novo formato, a liderança não é fixa, não está umbilicalmente ligada ao poder e, sim, ao conhecimento, à experiência, ao jogo de cintura. Assim, o conceito de chefe passa a ser nômade, ambulante. A empresa tem a sua produtividade catapultada pelo liderança dos melhores.

E pra quem ainda tem dúvidas dos novos ares dos novos tempos, dê uma olhada neste vídeo sobre a entrevista de trabalho mais doida que você já viu.

Matéria completa da Folha de S.Paulo, domingo 24/2/2013
Profissional assume cargo de gerência cada vez mais cedo
Demografia, tecnologia e falta de mão de obra impulsionam a promoção de pessoas com menos de 30 anos para postos de comando


30
Jan 13

13a. 15a. 19a. emendas: mais Lincoln

Lincoln e Ira Clark

Lincoln e Ira Clark

A cena inicial do filme Lincoln muito provavelmente nunca existiu, mas é uma daquelas coisas “spielberg”, impacto que não sai da cabeça.

Na cena, Lincoln está às margens do rio Anacostia, em Maryland. Neblina e chuva. O presidente está falando com 2 soldados negros, Harold Green, da infantaria e Ira Clark, da cavalaria, que aproveita a ilustre presença para soltar o verbo:

“Agora que os brancos se acostumaram a ver negros carregarem armas para lutar por eles, agora que eles podem tolerar que negros recebam algum soldo – talvez, em alguns anos eles possam se conformar com a ideia de ter tenentes e capitães negros. Em 50 anos, talvez um coronel. Em 100 anos – o voto.”

A 15a. emenda à Constituição americana garantiu o voto aos negros e foi ratificada apenas 5 anos depois desta cena, em 1870. A 19a. emenda, 55 anos mais tarde, deu direito de voto às mulheres americanas, em 1920. E 144 anos mais tarde, Obama é empossado. E reeleito ano passado.

Em 2013, 2 filmes tratam do tema abolicionista: Django e Lincoln. Com certeza, Hollywood tem mais.

Em tempo, Lincoln se passa nos últimos 4 meses do governo que luta para passar a 13a. emenda, que põe um fim na escravatura, em 1865.

Nota:

Lincoln, Steven Spielberg, 2012


01
Jan 13

Jogo da Paz Mundial: conhece?

Meu desejo para este 1o. dia do ano é que todos os líderes do mundo parassem.

Parassem por 20 minutos e 28 segundos para ver, ouvir e tatuar no cérebro a palestra de John Hunter para o TED 2011, explicando o Jogo da Paz Mundial – um jogo criado em 1978, para crianças da 4a. série (9 anos), quando o professor tentava preparar uma aula sobre a África.

Consiste em resolver 50 problemas do mundo, entrelaçados, de forma que nenhum dos lados saia perdendo. De tensões étnicas, minorias, vazamentos químicos e nucleares, disputas por direitos de água, repúblicas independentes, fome, espécies ameaçadas e aquecimento global. Se uma coisa muda, todo o resto muda.

A base do jogo hoje é uma estrutura de 1,2m por 1,2m por 1,2m de Plexiglass, em 4 camadas. Mais fácil de entender vendo o vídeo. Se você nunca viu um TED, saiba que é só clicar no canto inferior direito (34 languages off) e escolher “Português, Brasileiro” para ver o vídeo com legendas. Vale muito a pena!

Sobre essas estruturas são colocados todos os problemas do mundo para que as crianças possam resolvê-los sozinhas. Há 4 países no tabuleiro. As crianças inventam os nomes dos países – alguns são ricos, outros pobres. Eles têm recursos diferentes, comerciais e militares. E cada país tem um gabinete. Tem um primeiro-ministro, secretário de estado, ministro da defesa e um chefe das finanças, ou controlador. O professor escolhe o primeiro ministro baseado na relação que tem com eles e oferece o trabalho – que pode ser recusado. E, então, eles escolhem o seu gabinete. Tem um Banco Mundial, indústrias de armas e uma Nações Unidas. Há também uma deusa do tempo que controla uma bolsa de ações randômica e um clima randômico.

Ao final, nenhum país pode sair pior do que entrou. É muito emocionante!

Nota: John Hunter é professor, músico e inventor do World Peace Game
John Hunter: Teaching with the World Peace Game http://www.ted.com/talks/john_hunter_on_the_world_peace_game.html


22
Nov 12

POR QUÊ?

por que sim e por que não?


por que sim e por que não?

Por que o 2o. semestre tá sendo tão bom e o 1o. foi tão catastrófico?

Por que todo mundo quer inovar e quando você inova a sua conta bancária não bomba no ato?

Por que se paga 1 milhão de dólares por projetos de inovação, se publica mais de 255 livros sobre inovação só nos últimos 3 meses e ninguém inova?

Faz 4 anos que criamos na 5 Years From Now® a unidade de palestras com os nossos temas sobre o futuro, inovação e os conflitos com a “maldita” geração Y. A conta bancária não bombou. Tinha mais uns olhares meio enviesados assim, de soslaio. Mas a gente não tinha dúvidas.

Um dia, assim, sem ter nem porquê, nossos temas viraram a bola da vez!
Inovação, Futuro, Gerações, Inteligência em Rede.

Viu, isso é que dá estar 5 anos na frente!
Acompanhe a gente, estamos construindo novos temas e encostando em 2018!

5 Gerações no Mercado de Trabalho: Y é o X da Questão

5 Gerações no Mercado de Trabalho: Y é o X da Questão

FUTURO: INOVAR ou MORRER

FUTURO: INOVAR ou MORRER

Links para palestras:
Clip Geração Y

Resumo Palestra Inovação

Palestra Era da Inteligência em Rede.

Depoimentos de nossos clientes


04
Nov 12

Queremos fazer omelete sem quebrar ovos

Geração Y por Beia Carvalho, ilustração Marc Beaudet, 2008

Geração Y por Beia Carvalho, ilustração Marc Beaudet, 2008

Tem vezes que você dá uma entrevista e suas palavras aparecem numa citação aqui e ali. Muito bacana! Em outras, como hoje, você vê que a sua entrevista construiu o artigo. Do lead ao final. Aí, é o paraíso. O assunto do artigo “Líder em Xeque” é o despreparo das atuais lideranças em relação à Geração Y – hoje 47% da mão de obra empregada no mercado brasileiro. Um assunto urgente urgentíssimo! Se não bastasse a insana representatividade dos quase 50% de jovens entre 14 e 30 anos desta geração, daqui menos de 5 anos, entra no mercado de trabalho a Geração Z. Jovens hoje entre 2 e 14 anos, que a Y diz não entender! Imaginou o furdúncio?

Veja o vídeo e leia a parcial da matéria do caderno especial da Folha de S.Paulo de hoje.
“LÍDER EM XEQUE” por Reinaldo Chaves e Rogério de Moraes.

O ex-diretor-executivo da Apple, Steve Jobs, ao criar o iPod e o iPad sugeriu que o tradicional botão de ligar e desligar fosse retirado ou reduzido. O guru da tecnologia entendeu que a geração Y não sente mais a necessidade de se desligar de uma atividade para iniciar outra.

Essa compreensão das novas gerações é um desafio para todos os executivos. Os chefes da geração “baby boomer” (que hoje têm mais de 45 anos) e da geração X (os adultos de 30 a 45 anos) têm que lidar com a geração Y (nascidos após 1980), jovens que não compartimentam a vida em momentos separados para trabalhar, se divertir ou para ficar com a família – tudo é interligado. O papel do líder no mundo dos negócios vem passando por intensa transformação. Hoje, não basta dizer o que e como algo deve ser feito. O chefe também precisa explicar o porquê. E tem de fazer isso de modo convincente.

A presidente da consultoria 5 Years From Now, Béia Carvalho, lembra que o verbo que movia as pessoas no século 20 era “obedecer”. No século 21, defende a especialista, a palavra de ordem mudou para “engajar”.

“O jovem precisa de um desafio, seja ele alcançar um cargo mais alto ou tornar melhor algo em que acredita. Claro que mandar é muito mais fácil que engajar, mas a geração Y não aceita isso”, afirma Carvalho.

Para João Baptista Brandão, professor de liderança e de gestão de pessoas na Fundação Getúlio Vargas, a chave da nova liderança não está mais apenas na graduação ou na capacidade de gerenciar projetos, mas principalmente no caráter e na postura do líder. “Antes de tudo, é preciso construir vínculos de confiança. Sem confiança, os jovens não se comprometem”, explica o especialista.


NÃO LINEAR
O conceito de carreira para as gerações de meados do século 20 sempre esteve ligado à valorização da hierarquia e à construção, “tijolo por tijolo”, de uma trajetória. Carvalho explica que a geração Y tem uma relação não linear com a carreira. “Ao mesmo tempo eles trabalham, leem, escutam música, veem um vídeo e marcam uma balada. Os jovens entendem a carreira da mesma forma, acham que ela não precisa ter uma ordem fixa. É muito comum perguntarem ‘como eu faço para ser gerente?’ logo no começo de um trabalho.”

Segundo ela, o problema é que a maioria dos líderes não sabe responder a essa pergunta, ou pior, fica irritada com o questionamento. “Mas isso é na verdade uma grande oportunidade para engajar e reter o jovem”, diz.

Carvalho também destaca que estudos demográficos no Brasil mostram que a geração Y representa aproximadamente 47% da mão de obra e diz que essa é mais uma razão para entendê-los.

Outro fator importante é que a inovação nas empresas precisa dos jovens. “Muitos gestores de RH procuram profissionais inovadores, porém, só aceitam métodos de trabalho de décadas atrás. Isso é um contrassenso. No mundo complexo e interligado de hoje, precisamos das ideias dos jovens”, finaliza.

Notas: matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/75855-lider-em-xeque.shtml


16
Mar 12

Prometheus Promete!

“Meu nome é Peter Weyland e se vocês me permitirem, eu gostaria de mudar o mundo”. Assim termina a fala deste TED Talks, que se realiza no futuro, no ano de 2023.

Como? Dois mil e vinte e três?

http://youtu.be/S7YK2uKxil8?hd=1

Para promover o lançamento de Prometheus, novo filme de ficção de Ridley Scott, uma nova ficção foi criada. O roteirista Damon Lindelof também se inspirou no futuro – onde tudo pode acontecer – e foi em frente com a sua ideia: promover o filme estrelado por Guy Pearce num TED Talks, que “acontece”, em 2023! Em suas próprias palavras: “não seria bacana ver um TED Talk que acontecesse daqui a uma década? Como seria? O que seria dito? Fui atrás do Tom Rielly do TED, e nem nos meus mais loucos sonhos pensei que conseguiria a marca TED TALKS!”. Mas conseguiu! Porque como o futuro não está pronto e a gente pode inventá-lo.

O ARGUMENTO
O filme é sobre um grupo de cientistas que viaja pelo universo, para investigar formas de vida alienígenas, a bordo da nave “Prometheus”. E de sua luta para sobreviver, quando se perdem neste estranho mundo. A cada dia, fica mais claro que os horrores pelos quais estes cientistas estão passando, não são apenas uma ameaça a eles mesmos, mas a toda humanidade. Mais um filme de Ridley Scott sobre o significado de sermos humanos (Blade Runner, 1998). Roteiro de Jon Spaihts e Damon Lindelof.

O DEUS
Prometeu, deus grego, astuto e inteligente, desempenhou um papel crucial na história da humanidade: roubou o fogo de Zeus para dá-lo aos mortais. Como punição, Zeus o amarrou a uma rocha por toda a eternidade, enquanto uma grande águia comia, todo dia, seu fígado – que crescia novamente no dia seguinte.

O TED TALK 2023 em português
“Fogo! Nossa primeira, verdadeira tecnologia; 100.000 anos AC, utensílios de pedra; 4.000 anos AC, a roda; 900 DC, a pólvora. Século 19: eureca, a lâmpada! Século 20: o automóvel, a TV, armas nucleares, naves espaciais, internet. Século 21, biotecnologia, nanotecnologia, fusão, fissão e isso foi só na primeira década! Estamos hoje no terceiro mês do Ano de Nosso Senhor, 2023. Neste momento de nossa civilização, nós podemos criar indivíduos, que em pouquíssimo tempo serão impossíveis de ser distinguíveis de nós. O que nos leva a uma conclusão óbvia: nós somos os Deuses, agora. Para vocês que me conhecem, já sabem que minha ambição é ilimitada. Para os que ainda não me conhecem, gostaria de me apresentar: meu nome é Peter Weyland e se vocês me permitirem, eu gostaria de mudar o mundo.”

Divirtam-se, meus leitores! Finalmente, após muita ralação conseguimos recuperar o nosso blog, in-tei-ri-nho, graças a amigos e seus cérebros: André Moraes, Gustavo Santos Rodrigues, Rodrigo Brancher e Guido Giglio.

Roteirista Damon Lindelof
Roteirista Damon Lindelof

Protagonista Guy Pearce

Protagonista Guy Pearce

Ridley Scott
Diretor Ridley Scott

Notas:

Clique aqui sobre o roteirista Damon Lindelof e TEDTalks no blog.

Clique aqui sobre o imperdível trailer do filme.

Texto do vídeo traduzido livremente por mim.