17
Nov 13

Nova Era: ainda tá duvidando?

Marcas Mais Valorizadas 2013

Marcas Mais Valorizadas 2013

A matéria começa assim: “A Coca-Cola deixa de ser a marca mais valiosa do mundo.” Vejam só, e pela 1a. vez nesses 14 anos, em que o relatório Best Global Brands é divulgado pela Consultoria Interbrands.

Desde que fundei a 5 Years From Now®, o termo “Nova Era” é uma constante em tudo que faço, falo e escrevo. Para todos que me olham curiosos, é realmente um tema muito curioso. Para os que me olham duvidosos, o relatório não deixa dúvidas. Estamos em transição para uma Nova Era. Não um novo século, mas uma nova era. Ah, sim, e todo mundo que está vivo, nunca mudou de era. Nosso “guia” são as dicas do que ocorreu a cada vez que a humanidade mudou de era. Lembram-se das aulas de história e de arte: nenhum conceito de velhas eras passaram para as novas eras. Nem o conceito de Deus. Lembraram?

Vejam quanto pano pra manga este quadro nos oferece! A Coca-Cola é desbancada não por uma outra bebida, mas pelas gigantes de tecnologia. Apple valendo quase 100 bilhões de dólares, em 1o. lugar, com 37 anos de vida e Google em 2o. lugar, uma jovem de apenas 15 aninhos, que juntas expulsaram a vovozinha de 127 anos da raia vitoriosa.

E olha que esta senhora Coca-Cola não ficou moscando por aí, como muitas grandes marcas que conhecemos e que certamente não tomarão champanhe em 2020. O honroso 3o. lugar advém de uma marca que vem lutando, se reinventando e até se transparentando. Quem diria! Mas das 10 marcas mais valiosas, 6 são de tecnologia, sem colocar na conta a G.E.

Voltando a vaca fria. Se fôssemos recitar o quadro ficaria assim, do 1o. ao último lugar: tecnologia, tecnologia, bebida, tecnologia, energia-tecnologia-infraestrutura-capital, comida, tecnologia, tecnologia, automotivo.

Ah, sim, falando na Velha Era, aí está: a última colocada é uma montadora de automóveis. Reparem que não figuram as grandes automobilísticas representantes da Velha Era Industrial como Ford (1903), GM (1908), Chevrolet (1911), Chrysler (1925) ou Mercedes (1926). Mas sim a japonesa que introduziu o “Pensamento Toyota”, com suas inovadoras técnicas de gestão.

E com toda a inovação japonesa, a Apple é quase 3 vezes maior que a Toyota! E é hoje quase 18 vezes maior que quando estreou o ranking, há 14 anos, na 36a. posição!

Mas como diz o outro, só para “chutar cachorro morto” vamos ao maior crescimento de todo o ranking: Facebook com 43%! E o segundo maior crescimento é do Google, 34% em relação ao 2012.

Uma Nova Era tem novos conceitos, novos líderes, novos heróis, novas redes. Tem um novo jeito de ensinar e de aprender. E o passo em que as mudanças estão ocorrendo em tecnologia está cada vez mais rápido. E isso acelera e muda tudo. De novo. Agradeço ao PropMark pela publicação desse quadro, que deixou minha vida muito mais simples e a palestrante muito mais interessante, rs.


02
Oct 13

Nesta casa de Ferreiro o espeto é de Ferro.


Ninguém explica seus ditados tão bem explicadinho como os próprios portugueses. Então, aqui vai a explicação do ditado “em casa de ferreiro, o espeto de pau”. Diz a wikipedia: “Um ferreiro que trabalha tanto para fazer espetos de ferro para os outros, que não lhe sobra tempo de fazer espetos de ferro para si mesmo; usando assim os espetos de pau.”

Na casa deste ferreiro perseverante, determinado, perfeccionista, incansável, lunático, visionário, Otavio Dias, sócio e presidente da agência REPENSE e idealizador da Rede de Repensadores, o espeto é de ferro. Sim, ele trabalha tanto para fazer espetos de ferro para os outros e ainda faz acontecer um tempo para fazer espetos de ferro. Despreza os espetos de pau.” Nenhum ditado existe à toa, portanto, é de se imaginar que Otávio tenha conseguido um feito louvável. Quem o acompanha, é testemunha do efeito avassalador de sua personalidade absurdamente cativante, bombando sobre todas as suas qualidades! E os resultados deixam a gente assim, sem palavras apropriadas.

Prova de seu tino e encantamento – quando se trata de reunir pessoas, incríveis pessoas, ideias, incríveis ideias e esforços extraordinários -, é passear, mesmo que superficialmente, pelo novo site da Rede de Repensadores. Ali, fica patente aquele esforço a mais, a hora extra da hora extra! Um time liderado por Otavio Dias e Gabriela Tocchio. First class!

Não é “um site a mais”. É um espaço útil e chic, inteligente e organizado, gostoso e objetivo, com cara de conteúdo e com conteúdos gratuitos, direção de arte e de criação impecáveis. Ah, é lindo e lindo, muito lindo.

Passeie, fuce, compartilhe, diga o que achou!

Você vai se deleitar com temas de artigos interessantíssimos de cada um dos Repensadores já publicados. O meu já está lá: Não quero o ônus de ter um carro, quero o bônus de usufruir de vários.

E se você ainda não conhece a Rede de conteúdos mais pop, chegou a hora:
SOMOS PROFISSIONAIS DE DIFERENTES ESPECIALIDADES
QUE PERSEGUEM A INOVAÇÃO E QUEREM CONTRIBUIR
PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO.

Por que? Porque temos o desejo de inspirar e influenciar, de repensar, aprender e trocar ideias, de colaborar e contribuir para a concretização de projetos transformadores, de promover a inovação e a sustentabilidade. Gostou? Como diz a Repensadora Vania Ferrari, não se iniba “leve a gente para sua empresa”. Clique aqui ó: http://www.repensadores.com/contato

Rede de Repensadores

Rede de Repensadores

Nota: Em inglês o ditado é “who is worse shod than the shoemaker’s wife?”. Numa tradução livre “a mulher do sapateiro tem os piores sapatos.” Pra gente ver, que é difícil pra todo mundo.


21
Aug 13

Você lê pessoas ou ideias?

Você Lê Pessoas?
Você Lê Pessoas?

Nasci com esse defeito de fábrica: não leio pessoas. Felizmente, leio ideias.

Felizardos aqueles que detem os 2 códigos: leem ideias e pessoas. São “ambidestros na compreensão”.

Diz o professor Albert Mehrabian (UCLA), que 55% do que transmitimos vem da linguagem corporal, 38% do tom do voz e apenas 7% do que realmente falamos. Penso que, quem não lê pessoas com eu, se fixam nos 7% do que foi dito.

O Financial Post, baseado num artigo da Revista Psychology Today reuniu num artigo* 26 dicas para ajudar a gente a ler pessoas.

Muitas delas já “nascemos sabendo”, como a dica de que mentirosos não fazem contato visual, piscam excessivamente ou não se concentram. Mas atenção: estes também podem ser sinais de ansiedade e muitos mentirosos tem a habilidade de olhar fixamente em nossos olhos, enquanto mentem descaradamente.

Ou seja, cada uma das dicas tem suas exceções. Braços cruzados podem indicar uma “atitude distante e não receptiva. Ao que tudo indica, esse gesto visa proteger o coração e os pulmões de ataques. A maioria dos primatas também o faz por esse motivo.”** Mas se estiver frio, ou seja, se contextualizarmos, nada dessa leitura tem significado. Pois é, se fosse fácil ler gente era só decorar as 26 dicas da revista, não é?

Mas devaneei. Minha ideia inicial era provocar essa reflexão, fazermos essa pergunta a nós mesmos: leio pessoas ou ideias? E por que isso é importante? Porque se você, como eu, não tem esse dom, pode descobrir muito sobre sua vida, sobre suas apostas, seus acertos e derrotas. Pra que? Pra vida ficar mais divertida, oras.

Como descobri que não leio pessoas? Reparando (e me abismando) como outras pessoas faziam isso tão rápida e eficientemente! Quase que intuitivamente achei minha bengala e me acerquei de pessoas para quem esse dom era nato. Assim, através dos olhos delas “eu” captava e compreendia as carências, as disputas de poder e os humores presentes numa reunião de trabalho.

É fácil se iludir e tomar o domínio do mundo das ideias como o mais sofisticado, importante, cool, hip, chic, trendy. E, engano supremo: “se leio ideias “automaticamente” leio pessoas”. Pode ser que sim, pode ser que não.

Tomara que você não tenha esse defeito de fábrica. Mas se tiver essa deficiência, o quanto antes você se der conta, melhor será sua vida.

NOTAS:
A inspiração desse artigo veio de um dos meus clientes. Valeu Doraci de Souza.
* 26 dicas para ler pessoas: Revista Psychology Today 29.03.2013 http://business.financialpost.com/2013/03/29/26-tips-on-how-to-read-people
** Mundo Interpessoal: http://www.mundointerpessoal.com


06
Aug 13

Bezos de Ninjas

Bezos e Post nos Kindles

Bezos e Post nos Kindles

Não serei a 1a. a fazer a ligação entre a pechincha milionária de Jeff Bezos, da Amazon e a dupla de fundadores do Mídia Ninja, Bruno Torturra e Pablo Capilé.

É irresistível! São exemplos didáticos demais da transição de eras, em que todos estamos vivendo.

De um lado, Bezos adquire uma respeitabilíssima marca com 135 anos nas costas, de um produto decadente, o Washington Post. Será? Não, não há nada decadente com o jornalismo. O que está escorregando ladeira abaixo são as empresas de jornalismo criadas há 2 séculos e que se transformaram numa das mais poderosas mídias de massa. E só pra não perder o timing do trocadilho, emendo com Capilé: “hoje temos massas de mídias”. Sacou?

O Washington Post não é um jornal qualquer. Faz o que se chama de jornalismo agressivo, revelou o escândalo Watergate, em 1974. Ganhou 47 prêmios Pulitzer entre 1936 a 2008.

Gene Weingarten, colunista do Post em sua carta aberta a Jeff Bezos, traz um parágrafo que toca no ponto que eu tentava esclarecer pra mim mesma: “não direi que você comprou apenas um ‘grande’ jornal. Nem tenho a certeza que você comprou um ‘jornal’ em qualquer sentido. Você comprou um lugar cheio de jornalistas absurdamente talentosos e dedicados …”.

Este é o ponto, qualquer que seja a inovação que Bezos trará para o jornalismo, vai precisar de talentos. Talentos para fazer a mágica de seus Kindles. No Brasil, a Editora Abril acaba de fechar 4 revistas e demitir 150 jornalistas. Bezos parece estar com a cabeça e os 2 pés na Nova Era da Inteligência em Rede. Assistiu de camarote os prejuízos do Post, que alcançaram quase 50 milhões dólares nos últimos 7 anos de balanços negativos. Ficou fácil para Bezos pechinchar o jornal investindo apenas 1% de sua fortuna.

Em sua carta aos novos empregados, Bezos diz: “haverá mudanças nos próximos anos, lógico. Isso é essencial e teria acontecido com ou sem o novo proprietário. A internet está transformando quase todos os elementos do mercado de notícias: diminuindo novos ciclos, corroendo receitas confiáveis há séculos, e ativando novas formas de concorrência, algumas delas com pouco ou nenhum custo para se caçar a notícia. Não há mapas e mapear os próximos passos não será fácil. Precisaremos inventar, o que significa experimentar. Nosso critério será entender o que importa para os leitores – governos, líderes locais, inaugurações de restaurantes, tropas de escoteiros, negócios, beneficência, governadores, esportes – e trabalhar de trás pra frente a partir dos leitores. Estou entusiasmado e otimista sobre a oportunidade para inventar.” E ele é craque!

Mais ao sul do mundo, o programa Roda Viva entrevista o jornalista Bruno e o produtor cultural Capilé. O embate entre a velha e nova eras ficou ainda mais claro. Os jornalistas-entrevistadores, que supostamente deveriam estar brifados sobre seus 2 entrevistados, tinham uma postura de inquisidores ou de estarem diante de algo não significativo, algo desmerecedor de atenção do “jornalismo sério”. Como escreveu hoje a jornalista Regina Augusto, “uma tentativa desesperada de desqualificar o serviço do grupo”.
https://www.youtube.com/watch?v=vYgXth8QI8M

O programa tem 1 ½ h e tem que ser visto. Pontuo aqui, o que a meu ver, converge das 2 notícias e surpreende a velha mídia. Os problemas da nova era não serão resolvidos se não encararmos as questões de que fala Bezos, em um único parágrafo: novas formas de concorrência, pouco ou nenhum custo para se caçar a notícia, inventar significa experimentar e o ponto de partida não é seu bolso é seu público. Ah, e tem que gostar de inventar, de dizer adeus ao conforto das nossas velhas certezas. Tem que ter tesão em desmantelar velhas estruturas alicerçadas em crenças e terrenos que não existem mais no século XXI.

Veja só, o próprio Washington Post noticiou a compra do jornal, no dia seguinte ao feito! Muitas horas depois de uma brasileira aqui do sul do mundo, ter postado a notícia com o vídeo do ex-dono Donald Graham, no meu Facebook.

Anacrônico. Terreno não fértil. Por isso, é tão surreal assistir ao programa Roda Viva. A fala dos entrevistadores parece tradução do Google: é português, mas você não entende nada.

E há essa confluência entre a carta de Jeff Bezos e este post no perfil de Bruno Torturra sobre o fechamento das revistas da : “a derrocada do modelo comercial de imprensa, das estruturas inchadas, gigantes, que tratam jornalistas e informação como gado e comoditie é uma oportunidade inédita. Há um terreno aberto, cheio de gente capaz. Uma infra-estrutura técnica e cultural nova, uma grande expectativa pública por jornalismo independente. A chance histórica de criarmos um novo sistema, um novo modelo financeiro, um novo mercado de produção e distribuição de notícias, reportagens, imagens e ideias. A rede não é a internet, simplesmente. É uma nova lógica de relações sociais, culturais e econômicas estabelecidas, basicamente, por um fluxo de informação cada vez menos mediado. E informação, colegas, é vossa especialidade. Sem medo. Sem tempo pra lamentar. Há muito a fazer – e não falta companhia.”

Hoje, em seu perfil do Feice, Torturra lamentou não ter dado tempo para discutir o “Marco Civil da Internet, o caráter internacional do jornalismo em rede, a confusão perigosa entre jornal e jornalista, o próprio processo editorial da Mídia Ninja e o que esperamos de 2014…”. Mas com tanta pergunta sobre contabilidade, rsrs, não ia dar tempo, mesmo. Foi pena. Mas não tirou o brilho do frescor, da inteligência e sagacidade deles.

E pra fechar com a escandalosa e deliciosa articulação da dupla: “A gente não é convidado VIP de ninguém. A gente mesmo se convida e se impõe”, Capilé.


31
Jul 13

Tá achando sua estratégia o máximo?

FORMA ou CONTEÚDO?

Muitas vezes estamos tão imersos em nossas velhas certezas que não percebemos o óbvio. Ou, para usar uma palavra da Velha Era, ficamos démodé, passamos da moda.

Este vídeo mostra que distribuir dinheiro de verdade e de graça, pode ser uma promoção inócua. WOW!Abalou? Pensei um pouco sobre uma das frases do vídeo: “Giving money for free, for no reason” (distribuindo dinheiro de graça sem motivo nenhum”). Talvez, a gente esteja querendo exatamente os motivos, não é? A sua marca motiva?

A ação não é inócua pelo conteúdo, pois verdadeiramente estão distribuindo dinheiro, em praça pública.Mas a forma é tão desgastada, que simplesmente não vemos, ou não queremos ver. Passamos reto! Não queremos participar do assunto.

Numa Era de Colaboração, faz a agente pensar se as nossas estratégias estão tão cansadas como esta!

O vídeo, sim, é engajador! Em 8 dias, já passou de 1 milhão de views.

Notas:
Nobody In Boston Wants Free Money
“you don’t get a second for a free dollar, do you?
“Giving money for free, for no reason”
WebComics: http://www.youtube.com/user/fatawesomefilms


17
Jul 13

Ah, se a Dilma tivesse assistido às nossas Palestras!

Dilma Bolada leva troféu: a melhor em mídias sociais no Brasil

Dilma Bolada leva troféu: a melhor em mídias sociais no Brasil

A Internet tem 18 anos no Brasil.

Faz 18 anos que digitamos e vemos este WWW pra lá e pra cá, o dia todo: em revistas, anúncios, placas, carros, cartões de visita, TV, rádio e óbvio na Internet.

O endereço do GMAIL é PONTOCOM, não é PONTO COM PONTO BR.

PERGUNTO, querida Dilma, que parte da “re-de-mun-dial de com-pu-ta-do-res” a senhora e todos os seus ministros gênios não tinham compreendido?

“Muitas vezes os dados são armazenados fora do Brasil, principalmente os dados do Google. Então, queremos prever a obrigatoriedade de armazenagem de dados de brasileiros no Brasil”, disse Dilma, em 9 de julho. Olha esse timing! Mais de 1 mês antes, precisamente em 6 de junho, Snowden revelou o PRISM, o programa que coleta dados para a Comunidade de Inteligência.

PERGUNTO: querida Dilma, durante estes mais de 30 dias o governo brasileiro achou que o PRISM não tinha nada a ver com o Brasil? Não tem mesmo. ACORDA! Tem a ver com o mundo! Com o nosso universo. Com uma Nova Era. Gostando ou não, isso é a tal da globalização. Quando acontece uma catástrofe, é uma pandemia! Não se resolve com ordens esdrúxulas da presidenta. O buraco é muiiito mais embaixo.

PERGUNTO: querida Dilma, por que a insistência em ir aos meios de comunicação e “abrir a torneirinha de asneiras” – como diria a brilhante e perspicaz Emília, de Monteiro Lobato – desprezando até o que o seu ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, lhe alertou: ” … que a aprovação do marco civil não resolveria sozinha o problema da privacidade na rede. Uma lei nacional não dá conta de coibir isso. Tem de ter tratados internacionais.”

Ah, mas esses imigrantes da Nova Era são bem prepotentes! Parecem um pouco com aqueles brasileiros de primeira viagem, que chegam em New York e acham que vão dar golpe nos “gringos tolos”. Sem saber a língua, gírias, costumes, leis, jeitos e trejeitos. Acham que estão arrasando e já se estrepam na primeira viagem de metrô.

Querida Dilma, somos todos imigrantes nesta Nova Era. Porque todo mundo que está vivo nunca mudou de era. Por isso, somos imigrantes. Então, no mínimo, temos que ter essa clareza e o discernimento para entender o que significa ser imigrante. Significa, principalmente, que não entendemos o código vigente. E sem essa clareza, vamos achar que proibir o improibível, que força policial ou manifestação encomendada funcionam. Não funcionam. Acho que isso já deu pra presidenta sacar, mesmo que não admita. Mas olha aí o Lula, que não está moscando e recomenda que o PT ofereça “novas soluções para novos problemas”. Pintando de salvador da pátria!

Uma Nova Era, não tem mapa. Uma Nova Era tem oportunidades e riscos. Muitos riscos.

Salvador Raza, PhD e único brasileiro da equipe contratada pelo governo Obama para propor uma reforma profunda na política dos Estados Unidos, disse coisas muito interessantes e contundentes no último Globo News Painel. Esse pode salvar a pátria!
– existe um índice que mede o grau de maturidade dos países em relação à Guerra Cibernética e o Brasil tem nível 1, o nível inicial (que vai até 5, otimização).
– o grande investimento no Brasil hoje tem que ser intelectual: conhecer melhor, estudar mais, criar o nosso próprio vocabulário!

Valeu Dr Raza! “ARRAZOU”! É no que sempre insistimos: a crise é de conhecimento. A Nova era é um era da cognição. Porque são os talentos que trazem respostas simples para problemas complexos.

Dilma, fala pro Mantega liberar uma verba e contrata as nossas palestras!
O retorno é garantido!

SE LIGA, aí, turminha do poder

SE LIGA, aí, turminha do poder

Notas:

1) Para Dilma, caso de espionagem dos EUA pode configurar ‘violação de soberania:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2013-07-09/para-dilma-caso-de-espionagem-dos-eua-pode-configurar-violacao-de-soberania.html

2) Edward Snowden and the NSA files – timeline (A linha do tempo de Snowden)
Em janeiro deste ano, Snowden contatou a diretora de documentários Laura Poitras, através de  emails codificados sobre os segredos que tinha sobre a Comunidade de Inteligência. No dia 5 de junho, Snowden revelou ao The Guardian, que o governo americano tinha forçado a gigante telecom Verizon a entregar os dados telefônicos de milhões de americanos. No dia 6 de junho, revelou o Prism. http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/23/edward-snowden-nsa-files-timeline
NSA (National Security Agency), a agência Nacional de Segurança.
PRISM: nome-código da NSA para o programa que coleta dados das maiores empresas de internet como Google, Microsoft, Facebook e Apple.

3) Espionagem americana: convidados debatem se o Brasil está preparado para se defender: http://globotv.globo.com/globo-news/globonews-painel/t/veja-tambem/v/espionagem-americana-convidados-debatem-se-o-brasil-esta-preparado-para-se-defender/2691810/

4) Dr Salvador Raza, analista de segurança nacional, único brasileiro a integrar a equipe contratada pelo governo Barack Obama para propor uma reforma profunda na política e, também, nos métodos utilizados pelos Estados Unidos mundo afora. São 30 Ph.D.s, os melhores cérebros do mundo em análise de segurança, defesa e diplomacia: http://tinyurl.com/salvadorraza

5) CMMI: índice que mede o grau de maturidade em relação à Guerra Cibernética (Capability Maturity Model Integration): http://www.tutorialspoint.com/cmmi/cmmi-maturity-levels.htm

6) Pandemia: do grego pan [tudo-todos] + demos [povo]).


19
Jun 13

Vai, Persevera, a Gente Chega Lá.

Hoje recebi esse vídeo de minha participação no 11o. Pajuçara Management, onde palestrei sobre INOVAR ou MORRER.

Ouvindo a entrevista feita pelo Luciano Rocha notei que, como dizia ontem no meu post, a coisa já “estava no ar”. Ao final da entrevista, faço um chamado ao engajamento que hoje, à luz das recentes manifestações, parecia uma prévia ao vai pra rua.

Espero que vocês gostem.

FUTURO: INOVAR ou MORRER é uma palestra que esclarece com humor os conceitos de INOVAÇÃO. E discute porque a tal inovação acontece em ambientes mais perto do caos que da ordem. E porque ela é uma palavra tão fácil de falar e tão difícil de fazer.

Se você se interessou e contrata palestras, você pode encontrar mais conteúdos aqui: www.palestrasdabeia.com

Beia Carvalho no Pajuçara Management

Beia Carvalho no Pajuçara Management

Nota:
11o. Pajuçara Management, em Maceió, Alagoas, junho2013
Tá no ar: http://www.5now.com.br/vem-pra-rua


31
May 13

Quase 5 na 5 Years From Now® com muitos 5!

beia-tais-5-palestra-SELIGA_0975
Neste 5o. mês do ano, a gente está comemorando a marca de mais de 5.000 fãs que curtem a nossa página no FACEBOOK. 

A GENTE A+DO+RA FÃS!  

Porque a 5 Years From Now® se fez a partir de pessoas e empresas que curtem o nosso trabalho, nosso jeito de falar e de trabalhar. E nos escrevem pra dizer isso!

Nestes quase 5 anos, construímos uma máfiazinha e já batemos a marca dos 350 clientes. E mais do que satisfeitos, temos amigos, laços fortes e uma rede tecida com mais de 5.000 horas de trabalho. Dizem que inovação acontece depois de 10.000 horas de suor. Somando minhas horas com as da minha sócia Taís estamos batendo essa marca! rsrs.

Também nos orgulhamos de nossa marca histórica de aprovação: convertemos 1 em cada 3 propostas! E ainda bem que aqui não precisou do 5 pra rimar com o post, não é?

Não descobrimos como ganhar dinheiro enquanto dormimos – nossa ambição máxima. Mas não desistimos! Se você tiver 1 ou 5 dicas, manda pra gente.

Nossas cativantes palestras são – a cada dia que passa – nosso orgulho maior. Provocar, instigar, evocar, causar, precipitar e inflamar: é com a gente, mesmo! E colhemos aplauso de todas as gerações. Adoramos chacoalhar todas as plateias.

NOTA DA BEIA:
Há várias linhas de divisões de gerações. Esta é a que eu uso:
Geração Tradicionalista: hoje acima de 67 anos (nascida antes de 1946)
Geração Baby Boomer: hoje entre 49 e 67 anos (nascida entre 1946 -1964)
Geração X: hoje entre 37 a 48 anos (nascida entre 1965 e 1976)
Geração Y: hoje entre 16 a 36 anos (nascida entre 1977 e 1997)
Geração Z: hoje entre 3 a 15 anos (nascida entre 1998 e 2009)
Geração A: hoje com até 3 anos (nascida após em 2010)

Ainda não é fã? Vai lá na nossa fanpage: https://www.facebook.com/5YearsFromNow

SE VOCÊ CONTRATA PALESTRAS PEÇA UMA PROPOSTA do mais novo conteúdo da 5 Years From Now® e se ligue no SE LIGA!


29
May 13

SE LIGA, aí!


Tá aí, esperando uma carteirinha de globalizado? Tá chamando cara de 75 anos de gagá? Tá pouco se lixando pra tal geração Y? Não sabe o porquê de tantas palavras novas: ubíquo, meme, modo beta, rexitegui? Tá se sentindo inadequado no seu próprio mundo? SE LIGA!

Estamos “no ar” com este novo conteúdo de palestras: SE LIGA! É um tiroteio de assuntos sérios tratados com humor para chacoalhar plateias de todas a idades. Com conteúdos de hoje até 2050!

SE LIGA nos Incríveis Depoimento de Clientes:

Veronique Forat, sócia da consultoria Bottom Line.

Alvaro Fernando, sócio da V.U. Studio

João Paim, Diretor de Criação da Casa de Bamba

Quer se ligar? SE LIGA no novo conteúdo de palestras da 5 Years From Now®!

Bóra rechear o calendário de eventos de empresas e clientes com conteúdo relevante, provocativo, informativo e divertido. Que faz pensar, que provoca conversa, interatividade e inovação. BÓRA!

SE VOCÊ CONTRATA PALESTRAS PEÇA UMA PROPOSTA!
Ah, e deixe seu comentário com a sua opinião!

Créditos:
Produção e Edição: Estudio Mol
Produção Executiva: Galileo de Carvalho Giglio
Produção e Atendimento: Tsui Wai Jin
Diretor de Fotografia e Editor: Paulo de Souza Neves
Editor assistente: Cassio Sugio
Cinegrafistas: Iuri Galletti e Raphael Mariano
Técnico de Som: Marcio Silveira


10
May 12

Fe-mi-ni-cí-dio

Vamos espalhar: fe-mi-ni-cí-dio é assassinato de mulheres. E nisso somos muito bons! Brasil é o 7o. que mais mata numa lista de 87 países.

AFASTE ESSE HOMEM

AFASTE ESSE HOMEM

A 6a. maior economia do mundo concorre vergonhosamente com uma lista que inclui nomes “de peso” como El Salvador, Trinidad e Tobago, Guatemala, Rússia, Colômbia e Belize. Com exceção da potência econômica e política russa, o que são esses outros países? Eu posso dizer pra vocês, eu estive em todos eles. E é de chorar!

É vergonhoso estar nesta posição e é vergonhoso disputar este ranking com estes países tão desprovidos! Belize, que um dia se chamou Honduras Britânicas, tem um PIB de 1,4 bilhões de dólares contra os nossos 2,5 trilhões. Mas não é só assassinando mulheres que nos comparamos a este paiseco. Lá também tem Dengue! Bem inspirador, não é?
O resumo da tragédia é:
– Brasil é o 7o. que mais mata numa lista de 87 países
– Foram 4.297 assassinatos em 2010
– 4,4 mortes por 100 mil habitantes.
– 44 países tem taxas igual ou inferiores a 1,0!!!
São Paulo estado tem taxa de 3,1 = 663 assassinatos
– Vítimas tem entre 20 e 29 anos*
– Crime acontece dentro de casa*
Criminoso é namorado ou marido*
– Em 30 anos, o número de mortes aumentou mais de 200%
– Em 30 anos, foram assassinadas 92.000 mulheres

Contra 60.000 americanos mortos em 20 anos de Guerra do Vietnã.
A denúncia não acontece por medo do agressor
– Ato mais praticado é o espancamento
– Ameaça psicológica é o segundo.

O que nós estamos (des)ensinando a nossos filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, netos e netas, vizinhos e vizinhas, primos e primas, irmão e irmãs? O que podemos começar a fazer JÁ?

A análise da coordenação nacional do comitê latino-americano e do Caribe para defesa dos direitos da mulher diz que “Justiça e Educação são 2 terrenos férteis de políticas públicas para a defesa da vida das mulheres brasileiras.” Educação está na cara: educação para todos os brasileiros. Porque saber e entender a profundidade destes números é ter mais educação sobre esta vergonha. Educar mulheres para serem seres por si e não para e pelo outro. Ensinar homens a serem homens. E que espanquem paredes, oras bolas! E que levem suas fúrias pra longe das mulheres. Mas o que mais?

Quando penso em justiça e educação penso em políticas públicas e quando penso em políticas públicas penso que não vai rolar, ou vai rolar daqui muito tempo. Então, o que mais?

Na matéria do Estadão, aprendemos que esta é a “primeira pesquisa a registrar estatísticas regionais e, por isso, pode representar um marco na definição de políticas públicas.”

Mas você concorda que quando o Mapa da Violência aponta que nenhuma região se equipara a nenhum dos 44 países com taxa inferior a 1, o buraco é mais embaixo? Temo que sim. Algo maciço tem que acontecer em todo o Brasil. Caso contrário, com mais um esforcinho a gente vira campeão mundial e bate estes 7 paisinhos à nossa frente.

Não vamos deixar isso morrer no jornal de ontem, vamos? Então, bóra fazer o que mulheres sabem fazer de melhor? Conversar? Falar, falar, falar. Sem discriminações. Homens e mulheres vamos juntos nos livrar desta vergonha?

Vamos espalhar: fe-mi-ni-cí-dio é assassinato de mulheres.
TIRE ESSE HOMEM DAQUI, Drag Him Away
Este outdoor interativo foi instalado na estação londrina de Euston, e criado pela agência JWT, para o Centro Nacional de Violência Doméstica (NCDV). A ideia é atrair atenção e conscientizar as pessoas sobre como intervir e ajudar a por um ponto final na violência doméstica. O anúncio mostra um homem repreendendo uma mulher imóvel, e encoraja os passageiros a entrar no site com seus celulares: “USE SEU CELULAR PARA PARAR ISSO AGORA!” e expulsar o homem da situação. A série de outdoors múltiplos e sincronizados empurra, progressivamente, o homem cada vez mais longe da vítima. Talvez, fosse mais bacana explodir o cara como num jogo, mas isso provavelmente conflitaria com a mensagem antiviolência. Via Mashable.
A campanha “Drag Him Away” foi lançada dia 30 de abril de 2012 e coincide com os resultados sobre a violência urbana no mundo. Aqueles resultados que colocaram o Brasil na vergonhosa posição de assassinar 1 mulher a cada 2 horas durante o ano todo.

NOTA: * na maior parte das vezes.

Créditos:
Centro Nacional de Violência Doméstica (NCDV)
A cada 2 horas, uma mulher é assassinada no país
The National Centre for Domestic Violence (NCDV).
Criado pela agência JWT
Produzido por Grand Visual, a campanha usa a plataforma Agent, que permite interatividade mobile e digital nos outdoors.