10
Oct 13

Apple watches Santos Dumont

iWatch?

iWatch?


Há 110 anos, o gênio brasileiro Santos Dumont pediu ao seu amigo, o joalheiro Louis Cartier, um relógio especial: queria um relógio para vestir no pulso! Cartier escolheu um modelo feminino em metal, bem grande, com visor quadrado e tascou-lhe uma pulseira de couro. E em março de 1904, Santos Dumont passou a desfilar o modelito por Paris. Inovação por disrupção: o relógio cortou para sempre o cordão que o prendia umbilicalmente aos bolsos dos homens da Belle Époque. A era das belas inovações tecnológicas como o telefone, o telégrafo sem fio, o automóvel, o cinema, o Impressionismo, a Art Nouveau, a alta costura e, 2 anos mais tarde, pelas mãos do próprio, o mais pesado que o ar, o avião.

Santos Dumont em 1918

Santos Dumont em 1918

Santos Dumont não foi o inventor do relógio de pulso, mas tinha o amigo certo, na hora certa, na Époque certa. Uma década depois, começa a 1ª. guerra mundial, que popularizou o relógio para sempre já que seria impossível puxar uma correntinha do bolso enquanto soldados manejavam armas.

Mecânicos, automáticos, eletrônicos, analógicos, táteis, digitais, a quartzo, com calendário, cronógrafo, taquímetro, cronômetro, com as fases da lua, à prova d´água, iluminados, com função GMT, calculadoras, barômetros, bússolas vídeo games, câmeras digitais, GPS, em braile, para mergulhadores e para astronautas. De ouro, prata, com diamantes, de aço, de plástico. Ah, os relógios!

Espera-se para breve o lançamento do iWatch. E as manchetes não param: “Apple reforça equipe para acelerar desenvolvimento do iWatch”, “Apple registra marca iWatch em mais 4 países”, “Apple cria bateria flexível que pode ser usada no iWatch”, “Apple pede registro do iWatch no Brasil”. O INPI divulgou o pedido 840532792, referente ao registro da marca “I WATCH” feito em junho pela Apple.

iWatch?

iWatch?

Dentre as especulações, imagina-se que o relógio inteligente da Apple terá uma tela OLED flexível e que poderá ser lançado no segundo semestre de 2014 com preços entre 150 e 230 dólares.

iWatch flexível?

iWatch flexível?

Fui atrás dos nerds pra saber o que nos aguarda com o iWatch. Chandra é editor do iGeeksBlog e descreve em 10 razões porque o iWatch da Apple é uma boa ideia:
1. É a hora de vestir Tecnologia
Os dispositivos vestíveis vão ser a nova moda. Google Glass avançando e o IWatch prometido para 2014. Muitas pessoas acham que pode ser algo desconfortável, mas as possiblidades que se abrem são enormes e será uma tecnologia realmente disruptiva.

2. iWatch reduzirá nosso tempo no celular
Da mesma forma que o iPad reduziu nosso tempo no laptop. Não vai precisar sair com o seu iPhone a todo o momento. É um relógio que te informa muito mais que só a hora.

3. É um produto de nicho
iWatch, como o iPod, será um produto de nicho e a Apple fez milhões com produtos como o computador NeXT, iPod, iPad, todos de nicho, quando começaram, evidentemente.

4. É o relógio da vez: NOVO-FASHION
Relógios nunca saem de moda, mas com o uso intensivo dos celulares, ver as horas num relógio tem sido bastante reduzido. iWatch poderá ser uma declaração de estilo, de status. É cool, a cara da Apple.

5. Apple precisa inovar
iPhone, iPad and iPod já deixaram de ser símbolos de inovação. iWatch pode levar a Apple ao foco de tecnologias disruptivas.

6. iWatch fará da Siri um recurso melhor
Siri (o guia-grilo-falante do Iphone, ainda sem utilização em português/Brasil) será mais fácil de usar com uma interface simples, em vez de ficar falando em público com o seu celular.

7. iWatch é mais seguro
Difícil esquecer no sofá ou táxi uma coisa que está presa no seu pulso. Já o ladrão é mais difícil de evitar pro iPhone ou pro iWatch.

8. iWatch fará a vida mais simples
Só o fato de tirar o iPhone da equação já simplifica a vida, pelo menos para ver mensagens, alertas, e-mails etc.

9. Relógio já é o “vestível” mais confortável que conhecemos.

O Google Glass é muito bacana, mas nem de longe é tão confortável como usar um relógio de pulso. iWatch será um sucesso da perspectiva do design.

10. iWatch pode ser a resposta da Apple ao Projeto Glass
Google e Apple não estão competindo com o mesmo produto, mas o gênero é o mesmo. E a Apple não gosta de ficar pra trás. É a aurora da tecnologia de vestir e tenho a certeza que a Apple vai fazer uma entrada gigante neste mercado.

É incrível que 110 anos depois que Santos Dumont recebeu de Cartier seu primeiro relógio de pulso – e com tantas partes humanas para serem vestidas -, um dos maiores trunfos da Apple sobre seu concorrente Google na guerra da tecnologia de vestir seja justamente o conforto de ser vestida no pulso. Ai watch!

O Cartier de pulso de Santos Dumont

O Cartier de pulso de Santos Dumont


NOTAS:
1) Santos Dumont aeronauta, esportista e inventor brasileiro nasceu em 1873 e morreu em 1932. Com 24 anos, em 1897 herdou imensa fortuna e foi pra Paris. Em 1906, inventou o avião.
2) Relógios de pulso: primeiro modelo é do relojoeiro Abraham Louis Bréguet, encomenda de Carolina Murat, princesa de Nápoles e irmã de Napoleão Bonaparte, cerca de 1814 – portanto 90 anos anos antes de Dumont.
A invenção também foi atribuída a Athoni Patek e Adrien Phillipe, fundadores da empresa Patek-Phillipe, em 1868. Wikipedia
3) Livros escritos por Santos Dumont:
Dans L’Air – No Ar, 1904
O Que Eu Vi – O Que Nós Veremos, 1918
Os Meus Balões Alberto Santos
4) iGeeks.com
5) wearable technology traduzida por mim por tecnologia vestível ou de vestir.


30
Aug 13

Você leva sua empresa ao EXTREMO?


Você é a cabeça pensante da sua empresa.
Você tá olhando lá na frente.
Você tá animando a moçada mais que Silvio Santos.
Você desanima e não tem um outro “você” pra te animar!
Você arrisca, xinga, joga, avança, recua, mete o peito, radicaliza.
É, é com você mesmo.

Delegue tudo que puder.
Porque essa força, esse entusiasmo, essa empolgação esse gás, esse rojão, vigor, coragem, potência, veemência, influência, persistência e insanidade tem que vir daí de dentro do empresário.

Você leva a sua empresa ao EXTREMO?
Não? Então quem vai levar?

NOTAS:
Extreme Highlining – Insane Heights!!!
Filmado por Devin Graham
Música de Tony Anderson, download aqui:http://tiny.cc/jjln2w
Os 5 atletas: Lauren Crepeau, Scott Rogers, Brian Mosbaugh, Daniel Moore, Ryan Robinson, Creighton Baird.
Making off: http://www.youtube.com/watch?v=DAcwXgM9SGs&feature=youtu.be
Vídeo do Ford Explorer: http://www.ford.com/suvs/explorer


06
Aug 13

Bezos de Ninjas

Bezos e Post nos Kindles

Bezos e Post nos Kindles

Não serei a 1a. a fazer a ligação entre a pechincha milionária de Jeff Bezos, da Amazon e a dupla de fundadores do Mídia Ninja, Bruno Torturra e Pablo Capilé.

É irresistível! São exemplos didáticos demais da transição de eras, em que todos estamos vivendo.

De um lado, Bezos adquire uma respeitabilíssima marca com 135 anos nas costas, de um produto decadente, o Washington Post. Será? Não, não há nada decadente com o jornalismo. O que está escorregando ladeira abaixo são as empresas de jornalismo criadas há 2 séculos e que se transformaram numa das mais poderosas mídias de massa. E só pra não perder o timing do trocadilho, emendo com Capilé: “hoje temos massas de mídias”. Sacou?

O Washington Post não é um jornal qualquer. Faz o que se chama de jornalismo agressivo, revelou o escândalo Watergate, em 1974. Ganhou 47 prêmios Pulitzer entre 1936 a 2008.

Gene Weingarten, colunista do Post em sua carta aberta a Jeff Bezos, traz um parágrafo que toca no ponto que eu tentava esclarecer pra mim mesma: “não direi que você comprou apenas um ‘grande’ jornal. Nem tenho a certeza que você comprou um ‘jornal’ em qualquer sentido. Você comprou um lugar cheio de jornalistas absurdamente talentosos e dedicados …”.

Este é o ponto, qualquer que seja a inovação que Bezos trará para o jornalismo, vai precisar de talentos. Talentos para fazer a mágica de seus Kindles. No Brasil, a Editora Abril acaba de fechar 4 revistas e demitir 150 jornalistas. Bezos parece estar com a cabeça e os 2 pés na Nova Era da Inteligência em Rede. Assistiu de camarote os prejuízos do Post, que alcançaram quase 50 milhões dólares nos últimos 7 anos de balanços negativos. Ficou fácil para Bezos pechinchar o jornal investindo apenas 1% de sua fortuna.

Em sua carta aos novos empregados, Bezos diz: “haverá mudanças nos próximos anos, lógico. Isso é essencial e teria acontecido com ou sem o novo proprietário. A internet está transformando quase todos os elementos do mercado de notícias: diminuindo novos ciclos, corroendo receitas confiáveis há séculos, e ativando novas formas de concorrência, algumas delas com pouco ou nenhum custo para se caçar a notícia. Não há mapas e mapear os próximos passos não será fácil. Precisaremos inventar, o que significa experimentar. Nosso critério será entender o que importa para os leitores – governos, líderes locais, inaugurações de restaurantes, tropas de escoteiros, negócios, beneficência, governadores, esportes – e trabalhar de trás pra frente a partir dos leitores. Estou entusiasmado e otimista sobre a oportunidade para inventar.” E ele é craque!

Mais ao sul do mundo, o programa Roda Viva entrevista o jornalista Bruno e o produtor cultural Capilé. O embate entre a velha e nova eras ficou ainda mais claro. Os jornalistas-entrevistadores, que supostamente deveriam estar brifados sobre seus 2 entrevistados, tinham uma postura de inquisidores ou de estarem diante de algo não significativo, algo desmerecedor de atenção do “jornalismo sério”. Como escreveu hoje a jornalista Regina Augusto, “uma tentativa desesperada de desqualificar o serviço do grupo”.
https://www.youtube.com/watch?v=vYgXth8QI8M

O programa tem 1 ½ h e tem que ser visto. Pontuo aqui, o que a meu ver, converge das 2 notícias e surpreende a velha mídia. Os problemas da nova era não serão resolvidos se não encararmos as questões de que fala Bezos, em um único parágrafo: novas formas de concorrência, pouco ou nenhum custo para se caçar a notícia, inventar significa experimentar e o ponto de partida não é seu bolso é seu público. Ah, e tem que gostar de inventar, de dizer adeus ao conforto das nossas velhas certezas. Tem que ter tesão em desmantelar velhas estruturas alicerçadas em crenças e terrenos que não existem mais no século XXI.

Veja só, o próprio Washington Post noticiou a compra do jornal, no dia seguinte ao feito! Muitas horas depois de uma brasileira aqui do sul do mundo, ter postado a notícia com o vídeo do ex-dono Donald Graham, no meu Facebook.

Anacrônico. Terreno não fértil. Por isso, é tão surreal assistir ao programa Roda Viva. A fala dos entrevistadores parece tradução do Google: é português, mas você não entende nada.

E há essa confluência entre a carta de Jeff Bezos e este post no perfil de Bruno Torturra sobre o fechamento das revistas da : “a derrocada do modelo comercial de imprensa, das estruturas inchadas, gigantes, que tratam jornalistas e informação como gado e comoditie é uma oportunidade inédita. Há um terreno aberto, cheio de gente capaz. Uma infra-estrutura técnica e cultural nova, uma grande expectativa pública por jornalismo independente. A chance histórica de criarmos um novo sistema, um novo modelo financeiro, um novo mercado de produção e distribuição de notícias, reportagens, imagens e ideias. A rede não é a internet, simplesmente. É uma nova lógica de relações sociais, culturais e econômicas estabelecidas, basicamente, por um fluxo de informação cada vez menos mediado. E informação, colegas, é vossa especialidade. Sem medo. Sem tempo pra lamentar. Há muito a fazer – e não falta companhia.”

Hoje, em seu perfil do Feice, Torturra lamentou não ter dado tempo para discutir o “Marco Civil da Internet, o caráter internacional do jornalismo em rede, a confusão perigosa entre jornal e jornalista, o próprio processo editorial da Mídia Ninja e o que esperamos de 2014…”. Mas com tanta pergunta sobre contabilidade, rsrs, não ia dar tempo, mesmo. Foi pena. Mas não tirou o brilho do frescor, da inteligência e sagacidade deles.

E pra fechar com a escandalosa e deliciosa articulação da dupla: “A gente não é convidado VIP de ninguém. A gente mesmo se convida e se impõe”, Capilé.


17
Jul 13

Ah, se a Dilma tivesse assistido às nossas Palestras!

Dilma Bolada leva troféu: a melhor em mídias sociais no Brasil

Dilma Bolada leva troféu: a melhor em mídias sociais no Brasil

A Internet tem 18 anos no Brasil.

Faz 18 anos que digitamos e vemos este WWW pra lá e pra cá, o dia todo: em revistas, anúncios, placas, carros, cartões de visita, TV, rádio e óbvio na Internet.

O endereço do GMAIL é PONTOCOM, não é PONTO COM PONTO BR.

PERGUNTO, querida Dilma, que parte da “re-de-mun-dial de com-pu-ta-do-res” a senhora e todos os seus ministros gênios não tinham compreendido?

“Muitas vezes os dados são armazenados fora do Brasil, principalmente os dados do Google. Então, queremos prever a obrigatoriedade de armazenagem de dados de brasileiros no Brasil”, disse Dilma, em 9 de julho. Olha esse timing! Mais de 1 mês antes, precisamente em 6 de junho, Snowden revelou o PRISM, o programa que coleta dados para a Comunidade de Inteligência.

PERGUNTO: querida Dilma, durante estes mais de 30 dias o governo brasileiro achou que o PRISM não tinha nada a ver com o Brasil? Não tem mesmo. ACORDA! Tem a ver com o mundo! Com o nosso universo. Com uma Nova Era. Gostando ou não, isso é a tal da globalização. Quando acontece uma catástrofe, é uma pandemia! Não se resolve com ordens esdrúxulas da presidenta. O buraco é muiiito mais embaixo.

PERGUNTO: querida Dilma, por que a insistência em ir aos meios de comunicação e “abrir a torneirinha de asneiras” – como diria a brilhante e perspicaz Emília, de Monteiro Lobato – desprezando até o que o seu ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, lhe alertou: ” … que a aprovação do marco civil não resolveria sozinha o problema da privacidade na rede. Uma lei nacional não dá conta de coibir isso. Tem de ter tratados internacionais.”

Ah, mas esses imigrantes da Nova Era são bem prepotentes! Parecem um pouco com aqueles brasileiros de primeira viagem, que chegam em New York e acham que vão dar golpe nos “gringos tolos”. Sem saber a língua, gírias, costumes, leis, jeitos e trejeitos. Acham que estão arrasando e já se estrepam na primeira viagem de metrô.

Querida Dilma, somos todos imigrantes nesta Nova Era. Porque todo mundo que está vivo nunca mudou de era. Por isso, somos imigrantes. Então, no mínimo, temos que ter essa clareza e o discernimento para entender o que significa ser imigrante. Significa, principalmente, que não entendemos o código vigente. E sem essa clareza, vamos achar que proibir o improibível, que força policial ou manifestação encomendada funcionam. Não funcionam. Acho que isso já deu pra presidenta sacar, mesmo que não admita. Mas olha aí o Lula, que não está moscando e recomenda que o PT ofereça “novas soluções para novos problemas”. Pintando de salvador da pátria!

Uma Nova Era, não tem mapa. Uma Nova Era tem oportunidades e riscos. Muitos riscos.

Salvador Raza, PhD e único brasileiro da equipe contratada pelo governo Obama para propor uma reforma profunda na política dos Estados Unidos, disse coisas muito interessantes e contundentes no último Globo News Painel. Esse pode salvar a pátria!
– existe um índice que mede o grau de maturidade dos países em relação à Guerra Cibernética e o Brasil tem nível 1, o nível inicial (que vai até 5, otimização).
– o grande investimento no Brasil hoje tem que ser intelectual: conhecer melhor, estudar mais, criar o nosso próprio vocabulário!

Valeu Dr Raza! “ARRAZOU”! É no que sempre insistimos: a crise é de conhecimento. A Nova era é um era da cognição. Porque são os talentos que trazem respostas simples para problemas complexos.

Dilma, fala pro Mantega liberar uma verba e contrata as nossas palestras!
O retorno é garantido!

SE LIGA, aí, turminha do poder

SE LIGA, aí, turminha do poder

Notas:

1) Para Dilma, caso de espionagem dos EUA pode configurar ‘violação de soberania:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2013-07-09/para-dilma-caso-de-espionagem-dos-eua-pode-configurar-violacao-de-soberania.html

2) Edward Snowden and the NSA files – timeline (A linha do tempo de Snowden)
Em janeiro deste ano, Snowden contatou a diretora de documentários Laura Poitras, através de  emails codificados sobre os segredos que tinha sobre a Comunidade de Inteligência. No dia 5 de junho, Snowden revelou ao The Guardian, que o governo americano tinha forçado a gigante telecom Verizon a entregar os dados telefônicos de milhões de americanos. No dia 6 de junho, revelou o Prism. http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/23/edward-snowden-nsa-files-timeline
NSA (National Security Agency), a agência Nacional de Segurança.
PRISM: nome-código da NSA para o programa que coleta dados das maiores empresas de internet como Google, Microsoft, Facebook e Apple.

3) Espionagem americana: convidados debatem se o Brasil está preparado para se defender: http://globotv.globo.com/globo-news/globonews-painel/t/veja-tambem/v/espionagem-americana-convidados-debatem-se-o-brasil-esta-preparado-para-se-defender/2691810/

4) Dr Salvador Raza, analista de segurança nacional, único brasileiro a integrar a equipe contratada pelo governo Barack Obama para propor uma reforma profunda na política e, também, nos métodos utilizados pelos Estados Unidos mundo afora. São 30 Ph.D.s, os melhores cérebros do mundo em análise de segurança, defesa e diplomacia: http://tinyurl.com/salvadorraza

5) CMMI: índice que mede o grau de maturidade em relação à Guerra Cibernética (Capability Maturity Model Integration): http://www.tutorialspoint.com/cmmi/cmmi-maturity-levels.htm

6) Pandemia: do grego pan [tudo-todos] + demos [povo]).


28
Apr 13

Google Glass vai Disruptar os Aparelhos Auditivos?

O Som da Disrupção

O Som da Disrupção

Este artigo foi publicado há 2 dias, 26 de abril de 2013. Achei que deveria traduzí-lo. Talvez, porque como o autor, também faço parte da geração Baby Boomer. Esta aí, pra quem se interessar. Particularmente, me encanta a disrupção do Google Glass e como a frase que dizem ser de tantos mestres (de Benjamin Franklin, General  Patton ao jornalista Walter Lippmann): “quando todo mundo está pensando igual, ninguém está pensando muito”, se aplica como uma luva nestas considerações abaixo do inovador Thomas Frey. Agora, o artigo, na minha livre tradução. Infelizmente, o blog está com um problema e não consigo postar as imagens correspondentes ao artigo.

Aparelhos auditivos são para pessoas velhas. Pelo menos, isso é o que eu pensava quando eu era jovem e invencivelmente ia aos shows de rock muito mais altos do que eles deveriam ser. Mesmo tendo mantido minha audição relativamente intacta, faço parte da geração baby boomer que está ficando velha e por seu tamanho (75 milhões de americanos nasceram entre 1945 e 1965) ameaça a saúde financeira do sistema de saúde. Pessoas acima de 65 anos gastam de 3 a 5 vezes mais que os mais jovens para cuidar da saúde. Assim, a menos que a gente descubra uma forma de disruptar esta tendência de forma radical, vamos ter que lidar desesperadamente com essas questões financeiras – uma conta que não fecha.

Como uma pedrinha atirada no imenso lago dos custos da assistência médica, uma das tecnologias mais verdadeiramente disruptivas para a indústria dos aparelhos auditivos pode ser o Google Glass com as suas capacidades de transmissão de áudio por condução óssea. As 3 características que dão ao Google Glass este potencial disruptivo são: a  eliminação do aparelho no ouvido, a capacidade de processamento do microprocessador e uma API aberta que permite aos nerds do mundo a desenvolver aplicativos muito mais engenhosos que qualquer coisa existente hoje. Aqui estão algumas reflexões sobre porque esse micro-subcategoria do Google Glass está muito perto de causar um impacto massivo.

Evolução Aparelhos Auditivos

Evolução Aparelhos Auditivos

História dos Aparelhos Auditivos 

Após a invenção do transistor em 1948, os aparelhos auditivos começaram a encolher de tamanho. As primeiras ideias são dos anos 1700s com a criação de aparelhos que lembravam conchas que permitiam que as pessoas captassem uma ampla esfera de sons e focá-los dentro do seu ouvido. Apesar de nunca terem funcionado muito bem, foram eles que impulsionaram novas gerações de aparelhos eletrônicos que começaram a pulular após a invenção do telefone de Alexander Graham Bell, em 1876. O primeiro aparelho auditivo, chamado Akouphone, foi criado por Miller Reese Hutchison, em 1898. Usava um transmissor de carbono, para que o aparelho pudesse ser portátil.

Mais tarde, a Siemens começou a comercializar seu aparelho de audição amplificada, em 1913. O aparelho era um tijolão e pouco portátil. Como indústria, mesmo, os aparelhos auditivos pegaram depois do desenvolvimento do transistores, em 1948 pelos Laboratórios Bell. Com o passar do tempo, eles forma ficando cada vez menores, mais fashion, e com capacidade auditiva extremamente melhor.

Tendências da População

Nossa população baby boomer nos EUA (o mesmo acontece em outros países) aumentará dramaticamente a demanda por produtos que tenham a ver com saúde, já que pessoas com idade acima de 65 gastam 300-500% mais com assistência médica que pessoas abaixo de 65. O número de pessoas acima de 65 aumenta rapidamente, e aumenta também os níveis de atividades. Se foram aqueles dias quando velhos estavam relegados a sentar numa cadeira de rodas na varanda esperando por seus últimos anos de vida. Os mais velhos de hoje são mais ativos, e querem soluções para qualquer obstáculo que limite suas capacidades.

Evolução de Preços em 10 anos

Evolução de Preços em 10 anos

Tendências de Preços 

Como você pode ver no quadro acima, o preço da maioria dos produtos eletrônicos – câmeras, laptops, TVs e até sistemas de GPS – caiu em média pela metade! A combinação da concorrência de mercado com baixos preços de fabricação no extremo oriente racionalizaram os processos de produção e derrubaram os preços. As únicas exceções nos exemplos acima são os MP3 players e os aparelhos auditivos. Os MP3s experienciaram um salto de preços porque suas capacidades avançaram exponencialmente nesta última década partindo de uma memória de 128MB (quase 12 músicas) em 2000 para chegar a 160G (40.000 músicas) ou mais hoje em dia. Os preços dos aparelhos auditivos subiram em parte porque eles estão cobertos pelo seguro e também por puro aumento da demanda. É uma indústria bem posicionada para uma revisão radical.

Google Glass

Google Glass

Google Glass é uma tentativa de liberar as pessoas de seus computadores e acabar com a necessidade bizarra de checar seu celular a cada minuto. Google Glass dispõe a mesma informação num campo de visão bem em frente aos seus olhos. Essencialmente, Google Glass é uma câmera, um display, um touchpad, microprocessador, bateria e um microfone dentro de um óculos. O display está um pouquinho acima do campo de visão normal de uma pessoa, mas fácil de ver. A superfície de visão equivale a estar olhando uma tela de 24 polegadas a uma distância de 20 centímetros. Quando tivermos um display presente o tempo todo em nossas cabeças dá margem a uma série de usos óbvios como tirar, enviar e receber fotos, vídeos, buscas, reconhecimento facial, lembretes de calendário, flashes das últimas notícias e muito mais. Mas um dos mais intrigantes pensamentos é que o Glass se tornará uma interface perto-do-cérebro capaz de agregar um sem número de dispositivos.

Na atual versão do Glass você pode conectar seu óculos escuros e em pouco tempo suas lentes de grau também. Glass não tem aquele típico dispositivo para a orelha, ao invés disso, transmite o som por condução óssea. O uso desse tipo de amplificação sonora não-intrusiva cria a possibilidade de um dispositivo para ser usado como um aparelho auditivo para pessoas com baixo nível de perda auditiva. Naturalmente, um sem número de gadgets internos podem ser agregados para compensar qualquer tipo de perda de audição.

Criar aplicativos para o Google Glass é muito diferente que criar para smartphones Apps para Aparelhos Auditivos A abordagem do Google é única. O som é capturado pelo aro do “óculos google” e convertido em algo “escutável” através da transferência de condução óssea – vibrando seu crâneo para transmitir para seus ouvidos. Partindo do princípio que perda de audição acontece em milhão de diferentes formas e tamanhos, achar a solução perfeita para cada um tem sido um sonho ilusório.

Mas ao colocar um aparelho como este nas mãos de pessoas que estão fora do pensamento dos atuais líderes da indústria abre-se um mundo de novas possibilidades. Apenas agregando aplicativos de equalização (EQ apps) que se autocorrigem, baseados na micro-detecção de respostas humanas normais, poderia melhorar nossas habilidades em milhares de vezes. Com vários dispositivos direcionais, nós poderemos ter, em breve, um habilidade biônica de concentrar nossa atenção numa conversa a 1 milha de distância, ou ouvir através das paredes, ou ouvir os sussurros dentro de uma sala super barulhenta. Também é possível pensar num app que possibilitará ver a tradução instantânea de uma conversa que estivermos tendo num país estrangeiro, em nossa própria língua no display do Óculos Google. Sim, melhorias sensoriais como essa podem ser, a princípio, assustadoras, e haverá muitos abusos, mas quando é que nós ficamos satisfeitos em nos confinar em nossas habilidades do presente?

Pensamentos Finais

Como você pode ver, eu foquei num pequeno aspecto das capacidades do Google Glass. Mesmo assim, o impacto pode ser enorme! Grosso modo, 25% da população americana sofre de algum nível de perda de audição, mas afeta 100% da população direta ou indiretamente em algum ponto de suas vidas. O mercado americano de aparelhos auditivos é uma indústria de $6 bilhões que só de olhar essa população de velhos que em curto prazo estará dobrando de tamanho já está só lambendo os beiços. No entanto, eles nunca imaginaram que seu maior concorrente poderá, em pouco tempo, ser o Google, um rival que pouquíssimas empresas querem ver entrando em seus espaços.

Mas isso é apenas uma única possibilidade. Eu adoraria ouvir suas ideias sobre as disrupções que o Google Glass pode trazer, ou se você pensa que tudo isso pode fracassar. Ou se a Apple ou a Samsung criarão um produto muito melhor para concorrer com o Google Glass? Poste seus pensamentos abaixo.

Créditos: Thomas Frey é o editor de inovação da revista THE FUTURIST. Seu Web site is Futuristspeaker.com

Nota: Assim que o blog voltar ao normal, postarei as fotos e gráficos originais correspondentes a este artigo.


24
Feb 13

A ousadia da geração Y e sua ascensão

Beia Carvalho: A ousadia da geração Y favorece a promoção

Beia Carvalho: A ousadia da geração Y favorece a promoção

 

É sempre bom saber que a gente é fonte para alguns assuntos. Principalmente, quando é para a Folha de S.Paulo. Mais uma vez, somos consultadas sobre o tema da Geração Y. Um tema que a+do+ra+mos e sempre queremos falar. Porque o primeiro passo para entender os tais profissionais “impacientes, infiéis e insubordinados”, os “ipisilons”, todo mundo sabe, mas poucos dão: é deixar o preconceito de lado e conhecer, fuçar, aprender, googar. Esbravejar com “insubordinados” não vai mudar nada, mas pode piorar muito.

Veja abaixo a nossa contribuição para a matéria de Reinaldo Chaves “Profissional assume cargo de gerência cada vez mais cedo” e, ao final, o link para o texto integral.

A ousadia da geração Y é um aspecto que favorece a promoção de jovens à gerência. A presidente da consultoria 5 Years From Now, Béia de Carvalho, afirma que esses profissionais sabem executar diversas funções ao mesmo tempo, têm afinidade com a tecnologia e sabem compartilhar a liderança. Carvalho diz que “é quase uma lei na gestão moderna usar a liderança compartilhada”, ou seja, não se isolar dos subordinados na hora de tomar uma decisão. “Só que as gerações mais velhas não sabem agir assim. Os jovens, no entanto, já nascem compartilhando tudo”, diz.

Na realidade, para mim, o aspecto mais interessante da liderança compartilhada é o fato de que a cada momento em que um assunto/problema se impõe, liderará o processo de solução a pessoa mais capacitada e que mais entende daquele assunto. Neste novo formato, a liderança não é fixa, não está umbilicalmente ligada ao poder e, sim, ao conhecimento, à experiência, ao jogo de cintura. Assim, o conceito de chefe passa a ser nômade, ambulante. A empresa tem a sua produtividade catapultada pelo liderança dos melhores.

E pra quem ainda tem dúvidas dos novos ares dos novos tempos, dê uma olhada neste vídeo sobre a entrevista de trabalho mais doida que você já viu.

Matéria completa da Folha de S.Paulo, domingo 24/2/2013
Profissional assume cargo de gerência cada vez mais cedo
Demografia, tecnologia e falta de mão de obra impulsionam a promoção de pessoas com menos de 30 anos para postos de comando


03
Feb 13

Previsões sobre o futuro: 1967


Quando a gente gosta muito de uma “coisa”, vai cutucar – e descobre que coisas bacanas não acontecem assim, por acaso. Elas tem “pai e mãe”. Neste caso, Walter Cronkite e a Revista Smithsonian.

A “coisa” é um interessante vídeo de 1967, apresentado pelo jornalista da CBS, Walter Cronkite, que mostra a tecnologia do futuro em vários cômodos de uma casa.

O “pai” dessa história é o jornalista que virou a opinião pública norte-americana contra a Guerra do Vietnam, no início dos anos 1970. Walter Cronkite também foi considerado como o “homem que mais inspira confiança à América”, descartando políticos, dirigentes religiosos ou heróis do esporte.”

Foi apresentador do jornal da noite da rede CBS, por quase 2 décadas, entre 1960 e 1970 e tinha um programa chamado “The 21st Century”, sobre a tecnologia do futuro. Os vídeos deste post foram ao ar em 12 de março, 1967. Neste episódio, o programa mostrou como seria uma casa em 2001: TVs em 3D, videofones, uma máquina gigante que poderia ser o avô do Twitter, robôs e outros gadgets.

A “mãe” é a revista Smithsonian Mag, que tinha com linha editorial publicar “coisas em que o Instituto Smithsonian estava interessado, poderia estar interessado ou deveria estar interessado.” 5 anos depois de publicada pela primeira vez, em 1970, a circulação da revista atingiu 1 milhão de exemplares e se sagrava um dos mais bem sucedidos lançamentos de seu tempo.

Foi Smithsonian que resgatou este episódio do “Século 21”, do fundo do baú e Gizmodo publicou essa história em seu site, no último dia 31. No site, dá pra ver os 3 vídeos “futurísticos”: sala, escritório e cozinha. Você vai ver que eles não previram a genialidade de Steve Jobs e o design fica muito a desejar. Mas a tecnologia chega bem pertinho. Eu gostei particularmente da cozinha e das soluções de sustentabilidade que remoldam os utensílios usados, em vez de termos que lavá-los.

“Adoro como as previsões sobre o futuro estão sempre limitadas aos conceitos do presente. Em 1967, podíamos imaginar diferentes tarefas sendo controladas por um console, mas não conseguíamos imaginar múltiplos consoles sendo controlados por um único computador (ou smartphones ou tablets). Nos faz pensar o que as limitações da tecnologia de hoje causam à nossa imaginação do futuro”. Casey Chan, editor do Gizmodo.

O verbo da 5 Years From Now® é futurar. Futurar é visitar o futuro, um lugar que não está pronto. O presente está irremediavelmente pronto, é imexível. Mas passamos 100% do tempo tentando mudar algo imexível, e não dedicamos 1% ao futuro, onde tudo pode acontecer.

Fico aqui com a frase que Cronkite, que morreu aos 92 anos, terminava cada noticiário: “And that’s the way it is”. (é assim que é).