Quando a gente gosta muito de uma “coisa”, vai cutucar – e descobre que coisas bacanas não acontecem assim, por acaso. Elas tem “pai e mãe”. Neste caso, Walter Cronkite e a Revista Smithsonian.
A “coisa” é um interessante vídeo de 1967, apresentado pelo jornalista da CBS, Walter Cronkite, que mostra a tecnologia do futuro em vários cômodos de uma casa.
O “pai” dessa história é o jornalista que virou a opinião pública norte-americana contra a Guerra do Vietnam, no início dos anos 1970. Walter Cronkite também foi considerado como o “homem que mais inspira confiança à América”, descartando políticos, dirigentes religiosos ou heróis do esporte.”
Foi apresentador do jornal da noite da rede CBS, por quase 2 décadas, entre 1960 e 1970 e tinha um programa chamado “The 21st Century”, sobre a tecnologia do futuro. Os vídeos deste post foram ao ar em 12 de março, 1967. Neste episódio, o programa mostrou como seria uma casa em 2001: TVs em 3D, videofones, uma máquina gigante que poderia ser o avô do Twitter, robôs e outros gadgets.
A “mãe” é a revista Smithsonian Mag, que tinha com linha editorial publicar “coisas em que o Instituto Smithsonian estava interessado, poderia estar interessado ou deveria estar interessado.” 5 anos depois de publicada pela primeira vez, em 1970, a circulação da revista atingiu 1 milhão de exemplares e se sagrava um dos mais bem sucedidos lançamentos de seu tempo.
Foi Smithsonian que resgatou este episódio do “Século 21”, do fundo do baú e Gizmodo publicou essa história em seu site, no último dia 31. No site, dá pra ver os 3 vídeos “futurísticos”: sala, escritório e cozinha. Você vai ver que eles não previram a genialidade de Steve Jobs e o design fica muito a desejar. Mas a tecnologia chega bem pertinho. Eu gostei particularmente da cozinha e das soluções de sustentabilidade que remoldam os utensílios usados, em vez de termos que lavá-los.
“Adoro como as previsões sobre o futuro estão sempre limitadas aos conceitos do presente. Em 1967, podíamos imaginar diferentes tarefas sendo controladas por um console, mas não conseguíamos imaginar múltiplos consoles sendo controlados por um único computador (ou smartphones ou tablets). Nos faz pensar o que as limitações da tecnologia de hoje causam à nossa imaginação do futuro”. Casey Chan, editor do Gizmodo.
O verbo da 5 Years From Now® é futurar. Futurar é visitar o futuro, um lugar que não está pronto. O presente está irremediavelmente pronto, é imexível. Mas passamos 100% do tempo tentando mudar algo imexível, e não dedicamos 1% ao futuro, onde tudo pode acontecer.
Fico aqui com a frase que Cronkite, que morreu aos 92 anos, terminava cada noticiário: “And that’s the way it is”. (é assim que é).











