04
Sep 12

I … o quê?

O que é o que é que apareceu mais que 30.000 vezes nos últimos relatórios americanos trimestrais e anuais; que drenou entre 1 e 10 milhões de dólares anuais das empresas listadas na Fortune 100; que criou novos cargos, departamentos e novas verbas; convulsionou o mercado editorial com uma avalanche de 255 livros publicados, somente nos últimos 90 dias e a despeito disso tudo trouxe resultados nada excepcionais?

Artigo sobre Inovação pro Lançamento da Revista TopIt

Artigo sobre Inovação pro Lançamento da Revista TopIt

Capa da Revista TopIt

Capa da Revista TopIt

É um conceito? Uma atitude? Um modo de pensar? É o poder da palavra? É moda? Vai passar?

O fato é que os números sobre a tal inovação não param de crescer, de qualquer ponto de vista que se analise. Exceto a inovação, mesmo! A busca pela receita infalível é perseverante e incessante e, contrariamente à redução de custos enfrentada em todas as áreas, um pedaço do paraíso parece existir para os afortunados Consultores de Inovação, que cobram de 300 mil a 1 milhão de dólares por projeto e para os Chief Innovation Officers – ou chefes afins -, que comandam as novas áreas de inovação dentro das empresas. Diga-se de passagem, que em uma pesquisa feita com 260 executivos globais, mais da metade disse que estes cargos, apesar de existirem em suas empresas, eram só “pra inglês ver”. *

Esses são fatos publicados este ano, no Wall Street Journal*. Mas você vai ver aqui, que neste métier, mudar de país, empresa ou de chefe, não muda muita coisa.

Neste ano, também fizemos nossas enquetes*. Numa delas, pedimos que todos os 60 funcionários de nosso cliente, respondessem a 3 perguntas: o que é inovação, um exemplo e se sua empresa havia alguma vez inovado na vida. A maioria esmagadora dos entrevistados aliou inovação a invenção. Seus exemplos foram o Telefone, a Lâmpada elétrica, o Iphone. É o que chamamos de inovação disruptiva, break-thru – aquela que quando vem, elimina do mercado o que a precedia. O exemplo perfeito é o DVD. Sua chegada é um tsunami em nossas fitas VHS, videocassetes, estantezinhas e caixas-porta-vhs. De um só golpe, toda uma indústria criada em volta do VHS, a partir de 1980, sucumbe na aurora dos anos 2000: de fitas magnéticas de 1/2 polegada à movelaria. Tá aí: as inovações disruptivas varrem do mercado o que as precedeu. Não há convivência. Em outubro de 2008, a distribuidora DVA entregou seu último lote com o epitáfio de seu presidente: “ele está morto, é uma tecnologia morta e qualquer coisa que tenha sobrado no estoque, nós daremos ou jogaremos fora.”

A primeira conclusão parece por si só já explicar o porquê as empresas falam, investem, mas não inovam! Se as pessoas acham que inovar é inventar invenções do porte da lâmpada elétrica, então inovar é coisa pra gênio. E gênio eu não sou e muito provavelmente, dado a escassez numérica deles, você que chegou até aqui nesta leitura, também não deve ser. Ou seja, nos pedem, nos pressionam, nos oferecem dinheiro por uma coisa que sabemos que somos 100% incapazes de ser: gênios! Simplesmente, no afã de obter a receita de como inovar, as empresas se esqueceram de combinar o que entendem por inovação. Faça o teste na sua empresa e depois me conte.

Ah, o motivo de haver perguntado se os tais funcionários saberiam citar uma inovação de sua empresa, era porque esta empresa havia começado suas atividades, a partir de uma inovação. Mas veja a ironia, por não ser percebida pelos funcionários como “invenção”, a maioria das respostas foi um sonoro “não”.

Conclusão: inovar é inventar, inventar é para gênios, não invento porque não sou gênio e minha empresa é lugar-comum, não me estimula porque nunca inovou!

Não estou com isso zombando da dificuldade da tarefa. Mas me parece básico que uma conceituação e definição clara do trabalho a ser desempenhado poderia ajudar e muito.
Acredito piamente que podemos estimular as pessoas a nossa volta a inovar.
Acredito piamente que nossos instintos querem o conforto das velhas certezas.
Acredito piamente que nos cercamos de ideias e pessoas com as quais já concordamos. E já nos ensinou Nelson Rodrigues: a unanimidade é burra. Mas como vamos inovar se ideias heréticas e dissidentes não são bem-vindas?

Tenho colhido bons resultados a partir de alguns poucos esclarecimentos sobre os 3 tipos de inovação e suas habilidades intrínsecas.
O primeiro já exemplificamos bem, a inovação por disrupção. A segunda, bastante mais democrática, exige de seus protagonistas coisas como imaginação, cérebro ligado para fazer novas combinações. Um novo olhar. E eu adoro o exemplo do papel higiênico Neve. Um produto democrático, para o qual olhamos desde que nos conhecemos por gente – e várias vezes ao dia. Então, um dia, alguém na Kimberly-Clark levou sua imaginação para futurar, num tempo e espaço onde tudo é possível, onde ideias heréticas são acolhidas e … i-no-vou!

Ele olhou bem para o buraco no centro do rolo e … Momento Eureka! Viu que embalavam e transportavam ar! Inovação: amassar o rolo até o buraco sumir. O consumidor dá um tapinha e o rolo volta a ter o seu útil orifício. Resultados: 18% de economia em embalagens. Posso ouvir vários leitores pensando: “ah, esta inovação eu posso fazer!”

E, por fim, a inovação por atraso. Viajou? Viu uma ideia lá fora que não tem no Brasil? Traga, implante, inove! Foi assim que as flores online vieram para o Brasil. Mudou de empresa? Sugira as “inovações” para a nova.

E para terminar, uma frase do professor Ademar Bueno***: Inovação é a nota fiscal!”. Traduzindo. Você imaginou, criou, prototipou e produziu. Ninguém comprou? Isso não é inovação. Isso é um pesadelo.

Criatividade é um modo de ser. Inovação um modo de fazer.

NOTAS:
* Números referentes ao mercado americano e publicados no Wall Street Journal, por Leslie Kwoh, em 23 maio de 2012.
** Trabalho da Consultoria de Negócios 5 Years From Now®
*** Ademar Bueno é Professor e Coordenador do Laboratório de Inovação e Empreendedorismo e Sustentablidade da FGV

Alexandre Borges, vídeo sobre o empreendedor:


28
Mar 12

Coração do Brasil

Quando eu entrei neste projeto, ele se chamava Demarcação do Centro Geográfico do Brasil. Hoje, o documentário que estreia esta semana no Tudo é Verdade, se chama CORAÇÃO DO BRASIL. Seu diretor, Daniel Santiago, entusiasmadíssimo, não teve problemas em me seduzir para o projeto. Não que eu tenha experiência com a produção cinematográfica, à exceção das intermináveis horas em estúdios, nos meus tempos de publicitária. Mas porque é impossível não se envolver, quando Daniel está “tomado” por uma visão.

Esta é a sinopse: o documentário refaz em 2008, a expedição ao Centro Geográfico do Brasil, comandada pelos Irmãos Villas Bôas, em 1958. Sérgio Vahia, Adrian Cowell e o Cacique Raoni, que juntos se aventuraram por aquele mundão, retornam ao Centro para reencontrar os sobreviventes da expansão da fronteira agropastoril brasileira nos últimos 50 anos.

Coração do Brasil: Sergio Vahia, Adrian Cowel e Caique Raoni

Coração do Brasil: Sergio Vahia, Adrian Cowel e Caique Raoni


“Coração” é fruto de um desejo ardente de Sergio Vahia, um expedicionário que, em 1958, com 30 anos de idade, fez parte da expedição comandada pelos Irmãos Villas Boas, para demarcar o Centro Geográfico do Brasil. (Pra contextualizar, 2 anos depois, era fundada Brasília, no centro do país, em 1960).

Conheci o carioca aqui em São Paulo, num churrasco dos bons, em 2008, com 80 anos. Sua ambição pela aventura, sua energia insana era altamente contagiosa. E não poupou ninguém ao seu redor. Aos 80 anos, Sergio foi tomado desta determinação de refazer o mesmo trajeto de remarcar o verdadeiro local em que se encontra o Centro Geográfico do Brasil, 50 anos depois! Agora, contando com uma tecnologia inexistente em 1958.

Enquanto eu selecionava umas carninhas mais magrinhas, Sergio atacou linguiças regadas a cervejinha. Incrível! É o Cyborg? Eu, ali, olhando e ouvindo aquela história-do-brasil-ao-vivo, convulsivamente contando histórias e citando passagens de sua vida com os grandes personagens brasileiros, da década em que eu nasci. Ao lado, uma moderna muleta. Eu revirava minha cachola. Como esse homem – se tudo desse muito certo – navegaria pelo Rio Xingu, visitaria as aldeias em que esteve em 1958, se reencontraria com os povos Kokoti, Kumaré-Txicão, Kamani Suiá, Moiópi-Kaiabi e Vanité-Kalapalo. E, finalmente, chegaria à aldeia Piaraçu, território dos Caiapós-Txucarramae, onde se reencontraria com o Cacique Raoni, seu parceiro da primeira expedição, 3 décadas atrás? Cansou? De lá partiriam juntos, mata adentro, rumo às terras indígenas Capoto-Jarina, no nordeste do Mato Grosso, no sul da Amazônia Brasileira. É lá, o Centro Geográfico Brasileiro.

Já vi o documentário, sei de muitas histórias dos bastidores e até hoje sou incrédula. Mas as imagens estão lá para provarem a verdade. Você também já pode vê-las esta semana.

Sergio Vahia, Raoni e Adrian Cowel, com o novo marco, em 2008.

Sergio Vahia, Raoni e Adrian Cowel, com o novo marco, em 2008.


O outro personagem desta jornada é uma celebridade para nós e para o mundo, o Cacique Raoni, líder dos caiapós, conhecido por sua campanha em defesa do povo indígena e da floresta Amazônica. Na expedição de 50 anos atrás foi intérprete para outras línguas indígenas. Em 1989, viajou pela Europa com o cantor inglês Sting alertando contra a invasão das terras indígenas amazônicas.

O terceiro mosqueteiro é Adrian Cowel, um nome que vamos ouvir muito este ano, quando terá sua obra homenageada. Um inglês que nasceu na Índia, em 1934, e morreu no final do ano passado, um dia antes de embarcar para o Brasil. Nos seus 78 anos de vida, Adrian esteve no Brasil muitas vezes, e construiu uma incrível (e ainda pouco conhecida entre nós) trajetória como cineasta. Documentou desde a criação das primeiras reservas extrativistas e os primeiros contatos com os índios Uru Eu Wau-Wau como a chocante morte de Chico Mendes. Como ativista, foi um dos fundadores do Television Trust for the Environment e escreveu 2 livros sobre índios brasileiros: “The Heart of the Forest” e ‘The Tribe that Hides from Man”. Foi o fotógrafo da expedição de 1958 e sua maior motivação para participar da expedição 50 anos depois, era reencontrar a população indígena que conheceu à época. Por ser exímio atirador, também ficou encarregado da caça.

Adrian, de pé com o marco, em 1958.

Adrian Cowel, de pé com o marco, em 1958.


Impossível descrever o momento em que Daniel Santiago registra o reencontro de Raoni com o inglês Adrian. Como se nota, sou altamente suspeita. Convenci meu amigo Ronaldo Ramos, a ajudar a expedição e meu amigo e artista plástico Caíto a recriar o marco, agora em alumínio, a partir de uma desgastada foto tirada em 1958. Conheci e me envolvi com inimagináveis histórias de Adrian Cowel, através de suas sobrinhas Charlotte e Anna Cowel. E a cada dia que passa, eu acredito mais que o que move realmente o mundo são as nossas ambições, os nossos desejos, a nossa visão de um futuro, um futuro que a gente imagina pra gente.

Viva Sergio Vahia que imaginou um futuro para ele!
E quando a gente fica “tomado” por uma visão, vai contagiando almas contagiáveis como a de Daniel, que contagiou a minha, que contagiou Ronaldo e Caíto. E mais um montão de gente que fez uma ambição acontecer. Em tempo: a nova expedição confirmou, por modernos GPS, as coordenadas das cartas náuticas de 1958.

Bóra mudar o futuro antes que ele chegue? Valeu, Daniel!


19
Mar 12

Bóra Futurar?

Workshops da 5 Years From Now®

Workshops da 5 Years From Now®

Deu preguiça? Não vê o porquê de se pensar no futuro? Oras, o presente está irremediavelmente pronto. Bóra aproveitar cada um dos maravilhosos momentos do presente. Afinal, não deve ser à toa que o hoje se chama presente. Então, vamos desembrulhá-lo. Vamos usufruir deste “hoje”. Como diz Carly Simon, ”these are the good old days” (estes são os dias que teremos saudades).

Mas, me diga: este é um hoje que pensamos pra nós há um tempo atrás? Ou é um hoje que chegou tão rápido que nos atropelou?

Bóra futurar?

Tire os pés do chão e dê um salto pro futuro. E aterrisse num espaço dissidente, onde ideias divergentes são acolhidas. Porque para as soluções não-óbvias, vamos precisar de um pensamento dissidente, de um pouco de rebeldia. Vamos ter que manter a parte do cérebro que toma as decisões, ligada. Vamos precisar de uma zona onde combinações exóticas, infantis, extravagantes, não convencionais, não ortodoxas, alternativas, excêntricas, idiossincráticas ou impensáveis são possíveis. Onde as crises do presente são coisas do passado. Nada existe, só o que você inventar. Pirar.

Neste espaço-futuro, as tendências do passado se recombinaram e se realizaram. Outras morreram pelo caminho, faltou oxigênio para virarem realidade. O futuro é o lugar perfeito para pensar como as tendências se interconectam para ajudar os nossos negócios. Como aprender com quem tirou proveito delas? Como lucrar com elas? Solte a sua imaginação. Estamos no futuro. Neste espaço dissidente se acolhe heréticos!

Pronto! Eureca! Sim, é isso! Tirar os pés do presente, aterrissar num espaço que acolha o “impensável”, ligar o cérebro e sacar as tendências nos leva, inevitavelmente, à inovação. Porque inovar pode ser tão simples como fazer novas combinações de elementos já conhecidos – o famoso lápis e borracha que vira um lápis-com-borracha. Ou uma inovação disruptiva, aquela que reduz a pó a indústria que a precedeu, como o DVD que enterrou o VHS.

Inovar não é inventar. Se você não se sente capaz de inovar como Steve Jobs, se você acha que jamais teria inventado o Ipad, comemore! Você faz parte de um pequeno grupo de 6.860.000.000 de habitantes deste planeta que não inventou o Iphone, o Google, o Facebook, o Coração Artificial. Mas que pode trazer inovações a todo o momento para os seus negócios e para a sua vida. Crie espaços dissidentes! Visite-os! interne-se! E depois me conte.

Por que como falamos aqui no espaço dissidente da 5 Years From Now®: criatividade é um jeito de ser e inovação, um jeito de fazer. Bóra futurar. Bóra fazer!

Notas:
* “para enfrentar a complexidade da Nova Era, vamos ter que manter a parte do cérebro que toma as decisões ligada”, economista Noreena Hertz.
* Anticipation, Carly Simon. Originalmente filmado no concerto Martha’s Vineyard, para a HBO, em 1987. Mais: www.carlysimon.com

* O último vídeo é a palestra especialmente criada para os workshops Endeavor, em junho de 2011 e discute:
– A decadência das motivações extrínsecas que marcaram o século XX.
– A emergência das motivações intrínsecas deste século XXI.
– Habilidades, Rebeldia, Tendências, Reflexão e Progresso.
– Dói, saber que não sabemos. Pior é o instinto de refugiar-se em velhas certezas.
– Transição de Era, Geração YZ, Colaboração e Tecnologia Barata.
– Exemplos de Consumo Colaborativo para o seu negócio. O efeito Cloud.
– Futurar é exercitar o “músculo da reflexão”. O presente, está irremediavelmente pronto.

BIO
Beia Carvalho é presidente e piloto da consultoria de negócios 5 Years From Now®, que criou um espaço para a reflexão sobre o futuro dos negócios. Acredita que o presente, está pronto. Irremediavelmente pronto. E exercitar o “músculo da reflexão”, seguindo uma metodologia, um caminho assistido e monitorado, leva à criação do futuro. Como palestrante, seus temas são os Intangíveis, o Futuro, a Nova Era da Inteligência em Rede e a Geração Y. Foi Vice Presidente de Planejamento de Agências das Comunicação: TBWA\BR, SIGNIFICA e Grottera.


12
Oct 11

Arquétipos? Arquétipos!

Oprah, sábia popular

Oprah, sábia popular

Você sabe qual é o arquétipo que representa o seu negócio?

Se sim, sua empresa age com coerência arquetípica?

Você sabe que LOSTBBB tem seus personagens baseados em arquétipos?

arquétipos & personagens

arquétipos & personagens

Você sabe que o nosso moderno cérebro abriga nas profundezas da mente traços de uma mente arcaica? Você sabe como isso influencia como pensamos e agimos? O assunto é muito profundo e a ideia aqui é visitar o que Carl Jung nos ensina sobre os arquétipos: “há formas ou imagens de natureza coletiva que estão impressas em nossas psiques”.

Sua marca se conecta com o arquétipo do AMANTE como os chocolates KOPENHAGEN que estabelecem com seus consumidores uma conexão profunda, íntima, prazerosa e sensual? Ou com o FORA DA LEI como o programa CQC que rompe com a repressão, conformidade e cinismo? Marcas fora da lei querem chocar as pessoas. Ou com uma marca SÁBIA como OPRAH que “alimenta” a fome de sabedoria da nova era. Oprah é uma sábia popular que instrui e orienta seu público. Uma especialista que exprime sabedoria, confiança e maestria.

A dinâmica de examinar 12 arquétipos para entender suas marcas e seus consumidores é uma das mais pop dos workshops 5 Years From Now®, segundo nossos clientes.

Porque, como dizem seus fãs, todas as ideias mais poderosas do mundo vieram de arquétipos. E se os arquétipos se conectam tão profundamente com as pessoas, é fácil expandir e perceber como eles se conectam com os nossos negócios.

Oprah é uma marca sábia que promove o aprendizado contínuo e tem uma coerência arquetípica invejável. Entre lançar uma linha de cosméticos ou roupas, ficou com o seu Clube do Livro. É com essa consistência que ela governa suas decisões e alavanca seu sucesso.

Se você se interessou por este assunto e não sabe que arquétipos mais se conectam com a sua marca hoje e no futuro, está perdendo uma eficiente e lúdica oportunidade de estimular a sua imaginação empresarial.

Quando você olha para o futuro, enxerga seu negócio trilhando a direção em que o mundo parece estar caminhando?

Carl Jung

Carl Jung

NOTAS:
Carl Jung: “há formas ou imagens de natureza coletiva que estão impressas em nossas psiques”.

Oprah Winfrey apresentou o programa The Oprah Winfrey Show, por 25 anos. Depois de seu último programa em maio de 2011, irá dedicar-se a sua própria rede, OWN e outros projetos pessoais. Ela ganha cerca de 50 milhões de dólares por mês com todas as suas incumbências profissionais. Mais wikipedia

A papisa dos arquétipos Carol S. Pearson em The Hero Within e Awakening the Heroes Within.


14
Aug 11

Mudar o mundo?

Joao Felipe Scarpelini, consultor na UNICEF Zâmbia

Joao Felipe Scarpelini, consultor na UNICEF Zâmbia

Milhões de jovens da tão falada Geração Y, hoje entre 14 e 34 anos, acreditam profunda e verdadeiramente que estão ajudando a mudar o mundo. João Felipe Scarpelini, aquele que apareceu no Fantástico, diz que já ajudou a mudar o mundo em 40 países. Deve ter uns 25 anos e é consultor na UNICEF Zâmbia. Em seu Facebook, se define mais ou menos assim (seu perfil está em inglês, pois como sua geração, é um globalizado):

“Sou um sonhador e ativista em tempo integral!
Eu me engajo com pessoas criativas e apaixonadas para criar ferramentas, oportunidades e capacidades que empoderam pessoas e suas comunidades a serem a mudança que elas querem ver no mundo! Mas, por favor, não esperem que eu me defina. Porque eu não quero. Quem quer que seja definível, cria limites e fronteiras … Não, eu não!”

Quando criei a palestra 5 Gerações no Mercado de Trabalho, o Y é o X da Questão, nunca pensei que fosse ser tão importante na minha vida, nem tão longeva. Já faz mais de 1 ano que falei sobre o assunto para a minha primeira audiência de profissionais de RH. De lá para cá, aprendi muito com todas as gerações que formam meu eclético público. Chamo esta palestra de “bombril”, porque ela serve pra todo tipo de audiência e agrada a gregos e baianos.

Para quem não sabe, os profissionais de recursos humanos estão louquinhos tentando entender o por quê de não conseguirem atrair e reter talentos jovens. Por isso, o interesse.

Pais e professores se atrapalham todos com uma geração que vê TV, passa e recebe torpedos, ouve música, posta no “feice” e a resposta para “o que você está fazendo” é: estudando. É verdade, eu acredito! A GY não precisa desligar tudo a sua volta pra se concentrar em uma única tarefa. Eles conseguem fazer várias coisas simultaneamente e TER FOCO EM TODAS. Se você não acredita nisso, o problema é seu. Ninguém vai tentar convencê-lo. Sabe o por quê? Porque o mundo já funciona e vai funcionar cada vez mais como esses jovens. O mundo vai pra frente, não vai voltar ao modo de ser do século XX. Estamos no século das motivações intrínsecas, o que move esses jovens vem de dentro. O verbo desta nova era é ENGAJAR. O verbo da velha, OBEDECER. Sacou?

Jovens estudantes também curtem a palestra porque entendem o contexto da Y, a partir do entendimento das outras 4 gerações: a tradicionalista, acima de 65 anos; a baby boomer, da qual faço parte, a X, Y e Z.

Acho que de tanto falar sobre os Y “peguei” alguma coisa deles. Pela 1a. vez na minha vida profissional eu sinto que o meu trabalho está ajudando a mudar o mundo. Os momentos pós-palestra são cada vez mais longos e a troca de ideias e angústias um grande momento de conhecimento: “Ah, agora entendo meu filho/pai/aluno/trainee/empregado/chefe”. “Ah, quem deveria ouvir essa sua palestra era meu filho/pai/aluno/trainee/empregado/chefe”. Isso é muiiito bom!

Nesta próxima 3a. feira, vou ajudar a mudar o mundo novamente. Palestro no Congresso de Recursos Humanos CONARH. A missão contra o preconceito entre gerações entrará novamente em ação. E, novamente, meus ouvintes sairão com algumas repostas e muitas perguntas. E eu, junto com os milhões de jovens do mundo inteiro, vou comemorar que também estou mudando o mundo!

NOTAS:
Nas pesquisas patrocinadas pela Editora Fênix, 93% avaliaram como boa ou excelente a troca de experiências e conhecimentos adquiridos em minha palestra e 95% vêem uma aplicação prática destes conhecimentos em suas atividades.
E a energética palestrante e escritora Leila Navarro, me disse:
“Poderosa Beia, adorei sua apresentação, estou cheia de ideias. Adorei mesmo. Você pensa em escrever um livro? Não sei se você sabe que hipnotiza a plateia! Muito bom, e olha que sou palestrante.”


03
Aug 11

BIXOS & LIXOS

ritual?

ritual?

Não, não é uma opinião impensada. Faz 6 anos que a deplorável cena se repete, 2 vezes ao ano, bem aqui na porta da 5 Years From Now®.

Por mais ou menos 10 horas os veteranos dos bixos ecoam palavras de ordem grosseiras (para dizer o mínimo) e dignas de cafetões, para ser mais bem explícita. Gritos eufóricos se misturam às patéticas súplicas: “ah moço me dá um real, por favor, por favor!”. Na boca de meninas das classes média e alta, a frase toma um gosto de imoralidade. Não me pergunte o porquê: mas os carrascos veteranos que “tomam conta” da moçada são sempre do sexo masculino.

O ponto alto da parte da manhã são os carrascos-pimps forçando meninos e meninas a virar goles de 51 na boca da garrafa. Não é força de expressão não, é forçar, mesmo!

À medida que o dia vai passando, o nível alcoólico e o baixo calão vão subindo. Os cafetões vão ficando mais machos, meninas e meninos mais estridentes e bêbados e a minha paciência vai se caindo para os níveis mais baixos.

E, finalmente, cai a noite. Lambuzados de tinta dos pés às cabeças, roucos, largados pelas calçadas dos prédios em volta do Parque Buenos Aires, são os meninos e meninas vomitadas, os grandes protagonistas do gran finale.

Enquanto isso, no mundo, jovens estão fazendo grandes e inesperadas revoluções, que estão mudando bem mais que só a geografia dos países do século XXI.

Entendo e sou fã das manifestações ritualísticas que nos preparam para o próximo passo da vida. Me pergunto se a forma de um ritual evolui com o tempo. Tomara! Senão, vamos rever esta cena daqui a 5 anos, igualzinha e tediosa como num vale a pena ver de novo.

Me pergunto se essa forma “acolher” os calouros ainda ocorre em todo o Brasil, ou é privilégio das classes de “gente não-diferenciada” do Mackenzie e FAAP, meus vizinhos.

Até o próximo semestre! E meninos: don’t show up to prove. Show up to improve*.

* Simon Sinek.


14
Oct 09

D Pedro II, Luca e a banda quase larga

Luca 7 anos em 2016! 

Nos últimos anos perdi aquela sensação, que me acompanhou durante quase toda a minha vida, de pertencer e viver num pais de 3o. mundo.

Coisas que há 40 anos eram um grande divisor de águas, hoje parecem estar enterradas no século passado. Lembro-me da 1a. vez que viajei pros States e observei que em cada cômodo da casa havia um telefone com longos fios que permitiam (luxo total) falar de qualquer ponto da casa, incluindo o jardim!

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