13
Feb 13

Papa põe a Boca no Trombone

2 dias depois da renúncia, Papa diz que tomou a decisão “em plena liberdade, pelo bem da Igreja”. Ooops!

No dia seguinte à notícia da renúncia do Papa, todos os chefes de estado que se pronunciaram foram bem contidos em suas declarações – li uma por uma, no Estadão. Nenhum deles ousou a falar em dissidência, simplesmente dançaram conforme os primeiros versos da “música”, que ligava a renúncia do chefe da Igreja à sua falta de saúde e avançada idade. Ba-le-la. Ah, Dilma não estava entre as personalidades importantes que se pronunciaram. Ah, mas o país nem é católico, não é?

A Wikipédia nos diz que a média de idade dos papas quando foram eleitos é de 65 anos e chefiaram a Igreja por 13 anos. E os papas mais velhos tinham 78 quando começaram a servir e o fizeram por mais de 6 anos. Ou seja, o Vaticano sempre conviveu com a 4a. idade. Não ia ser agora que isso seria novidade ou obstáculo! Bento XVI tem 85 anos.

Bem, tudo isso serviu para trazer à tona, não a óbvia idade avançada, mas a sujeira que aparece nas disputas de poder. O beligerante é o cardeal Tarcisio Bertone e seu grupo contrários à promessa do papa de conduzir uma limpeza na Igreja: aqui leia-se o escândalo da pedofilia envolvendo a igreja por todos os cantos do mundo. Ou como colocou o Estadão: “corrupção no Banco do Vaticano e roubo de documentos por seu ex-mordomo seriam parte do desgaste”.

Mas quem é que vai se surpreender com corrupção e escândalos no Vaticano, em 2013? Adoro 2 filmes que versam sobre o assunto: O Poderoso Chefão 3, dirigido por Coppola, em 1990 e a comédia Habemus Papam, dirigida por Nanni Moretti, 2011.

No último “chefão”, Michael Corleone passa o filme tentando legalizar suas operações mafiosas. Um dos últimos lances era ter o controle majoritário da International Immobiliare, uma imobiliária europeia, da qual a Igreja detinha 25% das ações.

O cardeal irlandês Gilday era o chefe do Bando do Vaticano, afundado em dívidas (puxa! que coincidência!). Ele convence Michael a depositar $600 milhões dólares em troca de ¼ da Immobiliare. Mas tudo era uma fraude de Gilday articulada com o chefe da Contabilidade Frederick Keinszig e Don Lucchesi, presidente da Immobiliare. Ainda segundo a trama do filme, quando a maquinação está prestes a ser revelada pelo cardeal Lamberto (aquele para quem Michael se confessa no filme e que havia se tornado o novo Papa João Paulo I), o cardeal Gilday e sua gangue o envenenam e matam o reformista Papa. Ooops!

Em Habemus Papa, quem não viu poderá conhecer cena por cena o que ocorre dentro do Vaticano desde o dia em que o “cargo de papa” está desocupado até o momento em que, da varanda central da Basílica de São Pedro, o mais velho dentre os cardeais da ordem dos diáconos pronuncia as palavras Habemus Papam. E a tal fumacinha branca começa a sair da chaminé da capela Sistina e anuncia: “Temos Papa”. Enquanto o Colégio de Cardeais não se decide a fumaça é negra, significa que não houve maioria e os votos então são queimados. Quando há o consenso, o novo pontífice é eleito e a fumaça sai branca.

Será que daqui 5 anos veremos a tal limpeza da Igreja?


03
Feb 13

Previsões sobre o futuro: 1967


Quando a gente gosta muito de uma “coisa”, vai cutucar – e descobre que coisas bacanas não acontecem assim, por acaso. Elas tem “pai e mãe”. Neste caso, Walter Cronkite e a Revista Smithsonian.

A “coisa” é um interessante vídeo de 1967, apresentado pelo jornalista da CBS, Walter Cronkite, que mostra a tecnologia do futuro em vários cômodos de uma casa.

O “pai” dessa história é o jornalista que virou a opinião pública norte-americana contra a Guerra do Vietnam, no início dos anos 1970. Walter Cronkite também foi considerado como o “homem que mais inspira confiança à América”, descartando políticos, dirigentes religiosos ou heróis do esporte.”

Foi apresentador do jornal da noite da rede CBS, por quase 2 décadas, entre 1960 e 1970 e tinha um programa chamado “The 21st Century”, sobre a tecnologia do futuro. Os vídeos deste post foram ao ar em 12 de março, 1967. Neste episódio, o programa mostrou como seria uma casa em 2001: TVs em 3D, videofones, uma máquina gigante que poderia ser o avô do Twitter, robôs e outros gadgets.

A “mãe” é a revista Smithsonian Mag, que tinha com linha editorial publicar “coisas em que o Instituto Smithsonian estava interessado, poderia estar interessado ou deveria estar interessado.” 5 anos depois de publicada pela primeira vez, em 1970, a circulação da revista atingiu 1 milhão de exemplares e se sagrava um dos mais bem sucedidos lançamentos de seu tempo.

Foi Smithsonian que resgatou este episódio do “Século 21”, do fundo do baú e Gizmodo publicou essa história em seu site, no último dia 31. No site, dá pra ver os 3 vídeos “futurísticos”: sala, escritório e cozinha. Você vai ver que eles não previram a genialidade de Steve Jobs e o design fica muito a desejar. Mas a tecnologia chega bem pertinho. Eu gostei particularmente da cozinha e das soluções de sustentabilidade que remoldam os utensílios usados, em vez de termos que lavá-los.

“Adoro como as previsões sobre o futuro estão sempre limitadas aos conceitos do presente. Em 1967, podíamos imaginar diferentes tarefas sendo controladas por um console, mas não conseguíamos imaginar múltiplos consoles sendo controlados por um único computador (ou smartphones ou tablets). Nos faz pensar o que as limitações da tecnologia de hoje causam à nossa imaginação do futuro”. Casey Chan, editor do Gizmodo.

O verbo da 5 Years From Now® é futurar. Futurar é visitar o futuro, um lugar que não está pronto. O presente está irremediavelmente pronto, é imexível. Mas passamos 100% do tempo tentando mudar algo imexível, e não dedicamos 1% ao futuro, onde tudo pode acontecer.

Fico aqui com a frase que Cronkite, que morreu aos 92 anos, terminava cada noticiário: “And that’s the way it is”. (é assim que é).


11
Jan 13

Destruir é Inovar?

Férias de Inverno na Suíça

Férias de Inverno na Suíça


Você seria capaz de destruir o que você faz de melhor para provar o seu ponto de vista? Os suíços são!

Não mediram esforços para divulgar que suas idílicas paisagens alpinas são o melhor destino turístico para as férias de inverno. E ao destruírem e se livrarem de seu ícone mais famoso, nos asseguram que teremos as mais relaxantes férias de nossas vidas. O resultado é um filme que mostra muita neve, seus bucólicos-quentinhos-hotéis-cabanas e casinhas suíças de um jeito que nunca vimos. E com um tipo de humor impensável em suíços.

Sua empresa seria capaz de ir tão longe e destruir o que você faz de melhor?

Nota:
pra saber mais: http://www.myswitzerland.com/winter


02
Dec 12

4 anos da 5 Years From Now®

Há 4 anos o céu mostrou esse alinhamento surpreendente: Júpiter, Vênus e Lua.

Alinhamento surpreendente de Júpiter, Vênus e Lua.

Alinhamento surpreendente de Júpiter, Vênus e Lua.

Era o dia 1 dezembro 2008!
Dia que escolhi para lançar a consultoria de negócios 5 Years From Now®.
Por que? Porque fatos muito inovadores vem acontecendo neste dia desde 1600!

Nestes 4 anos, contei com velhos amigos e novos clientes – para espalhar um negócio inédito: transportar-se para daqui 5 anos, para o futuro, onde nada existe, só o que você inventar.

Taís e Beia celebram 4 anos de 5 Years From Now®
Taís e Beia celebram 4 anos de 5 Years From Now®

fatos inovadores ocorridos em 1 de dezembro
1640 – Dom João IV é aclamado rei, após 60 anos de domínio espanhol
1878 – Instalado 1º. telefone na Casa Branca
1887 – Publicado 1º. romance policial sobre o detetive Sherlock Holmes
1902 – Lançamento de ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha
1909 – Fundado 1º. Kibutz, em Israel
1913 – Inaugurado 1º. posto de gasolina em Pittsburgh
1935 – Nasce Woody Allen, cineasta e humorista norte-americano
1955 – Rosa Parks é presa por se recusar a ceder lugar no ônibus a um branco
1959 – Tratado Antártico: nações se comprometem a não reivindicar o continente
1959 – Tirada 1ª. fotografia colorida do planeta Terra, de uma espaçonave
1970 – Aprovada lei do divórcio, na Itália
1976 – Estréia Dona Flor, maior bilheteria do cinema, indicado ao Globo de Ouro
1989 – Gorbatchov é o 1º. líder soviético a visitar o papa João Paulo II, desde 1917
1990 – Operários dos 2 lados do túnel sob o Canal da Mancha encontram-se
1999 – Apenas 30 dias para o Bug do Milênio!
2002 – Num blog “a volta do feriadão foi um saco.”
2005 – Aprovado casamento entre pessoas do mesmo sexo na África do Sul
2005 – Parlamento belga reconheceu o direito à adoção para casais gays
2008 – Beia Carvalho lança o inédito Workshop 5 Years From Now®
2009 – Beia Carvalho comemora 1 ano da 5 Years From Now®
2010 – Beia e Taís comemoram 2 anos da 5 Years From Now®
2011 – Beia e Taís comemoram 3 anos da 5 Years From Now®
2012 – Beia e Taís comemoram 4 anos da 5 Years From Now®!

5 anos é perto o bastante para você imaginar e longe o suficiente para você sonhar.
Se você é empresário, venha participar de nossos workshops no ano que vem: 2018 está encostando aqui na 5 Years From Now®!

Nós somos a consultoria 5 Years From Now®.
Somos especialistas em fazer você tirar os pés do chão e aterrissar num espaço dissidente, onde ideias divergentes são acolhidas, onde combinações exóticas, infantis, extravagantes, idiossincráticas, alternativas, não ortodoxas, não convencionais, excêntricas e impensáveis são possíveis. Onde as crises do presente são coisas do passado. Aqui, no futuro, nada existe, só o que você inventar.

Somos especialistas em fazer você tirar os pés do chão, pirar e dar saltos para o futuro.


30
Nov 12

4-YEAR-OLD

Estamos fazendo 4 anos de idade.

beia carvalho aos 4 anos, presidente 5 Years From Now®

beia carvalho aos 4 anos, presidente 5 Years From Now®

tais aos 4 anos, vic presidente da 5 Years From Now®

tais aos 4 anos, vice presidente da 5 Years From Now®

Somos cheias de energia, falamos pelos cotovelos e somos curiosíssimas.
Ansiosas pra mostrar o que a gente já sabe fazer.
Tanto como você, nós ficamos mega empolgados com as nossas habilidades e realizações.

Aos 4 anos, constantemente testamos os ambientes e os nossos domínios.
Experimentamos momentos de inseguranças e de muita segurança também.
Somos mandonas, fazemos barbaridades e, sim, inventamos histórias.
Como diria o Rei, são muitas as emoções nessa nossa idade!
Mas a cada dia, você traz uma nova exigência e isso vira um desafio, pra nós e pra você.

Nem todos com 4 anos de idade tem as mesmas habilidades e referências, mas a gente se identifica com esses marcos:
• Transbordamos de ideias imaginativas e somos mais independentes
• Já sabemos escovar os dentes e nos vestir sozinhas
• Somos exigentes, mas também nos empenhamos por colaborar
• Somos divertidas, falamos a verdade e tocamos nos pontos amargos
• Já dominamos tipos de comida, dinheiro e o conceito de tempo
• Não temos senso de propriedade
• Aprendemos a observar quando alguém está aborrecido ou sofrendo
• Queremos que você goste da gente e temos amigos de todos os sexos
• Ah, sim, sexualidade, temos uma curiosidade natural sobre o assunto
• E também temos interesses em música, dança e atuação
• Pulamos e andamos pra frente num pé só
• Adoramos escrever, pintar, recortar, colar e construir estruturas
• E desenhamos círculos, quadrados e, algumas vezes, um triângulo
• E em se tratando de desenhos, a Taís parou por aí, rsrs
• Contamos acima de 10 e distinguimos mais de 4 cores
• Adoramos repetir os palavrões que ouvimos por aí – se liga.
E, sorte a sua, fazemos mais perguntas do que qualquer outra idade!

Nós somos a consultoria 5 Years From Now®.
Somos especialistas em fazer você tirar os pés do chão e aterrissar num espaço dissidente, onde ideias divergentes são acolhidas, onde combinações exóticas, infantis, extravagantes, idiossincráticas, alternativas, não ortodoxas, não convencionais, excêntricas e impensáveis são possíveis. Onde as crises do presente são coisas do passado.
Aqui, no futuro, nada existe, só o que você inventar.

Somos especialistas em fazer você tirar os pés do chão, pirar e dar saltos para o futuro.

nota:
Traduzido do conteúdo do site SHE KNOWS PARENTING: http://www.sheknows.com/parenting/articles/814238/your-4-year-old-development-behavior-and-parenting-tips-1


22
Nov 12

POR QUÊ?

por que sim e por que não?


por que sim e por que não?

Por que o 2o. semestre tá sendo tão bom e o 1o. foi tão catastrófico?

Por que todo mundo quer inovar e quando você inova a sua conta bancária não bomba no ato?

Por que se paga 1 milhão de dólares por projetos de inovação, se publica mais de 255 livros sobre inovação só nos últimos 3 meses e ninguém inova?

Faz 4 anos que criamos na 5 Years From Now® a unidade de palestras com os nossos temas sobre o futuro, inovação e os conflitos com a “maldita” geração Y. A conta bancária não bombou. Tinha mais uns olhares meio enviesados assim, de soslaio. Mas a gente não tinha dúvidas.

Um dia, assim, sem ter nem porquê, nossos temas viraram a bola da vez!
Inovação, Futuro, Gerações, Inteligência em Rede.

Viu, isso é que dá estar 5 anos na frente!
Acompanhe a gente, estamos construindo novos temas e encostando em 2018!

5 Gerações no Mercado de Trabalho: Y é o X da Questão

5 Gerações no Mercado de Trabalho: Y é o X da Questão

FUTURO: INOVAR ou MORRER

FUTURO: INOVAR ou MORRER

Links para palestras:
Clip Geração Y

Resumo Palestra Inovação

Palestra Era da Inteligência em Rede.

Depoimentos de nossos clientes


04
Sep 12

I … o quê?

O que é o que é que apareceu mais que 30.000 vezes nos últimos relatórios americanos trimestrais e anuais; que drenou entre 1 e 10 milhões de dólares anuais das empresas listadas na Fortune 100; que criou novos cargos, departamentos e novas verbas; convulsionou o mercado editorial com uma avalanche de 255 livros publicados, somente nos últimos 90 dias e a despeito disso tudo trouxe resultados nada excepcionais?

Artigo sobre Inovação pro Lançamento da Revista TopIt

Artigo sobre Inovação pro Lançamento da Revista TopIt

Capa da Revista TopIt

Capa da Revista TopIt

É um conceito? Uma atitude? Um modo de pensar? É o poder da palavra? É moda? Vai passar?

O fato é que os números sobre a tal inovação não param de crescer, de qualquer ponto de vista que se analise. Exceto a inovação, mesmo! A busca pela receita infalível é perseverante e incessante e, contrariamente à redução de custos enfrentada em todas as áreas, um pedaço do paraíso parece existir para os afortunados Consultores de Inovação, que cobram de 300 mil a 1 milhão de dólares por projeto e para os Chief Innovation Officers – ou chefes afins -, que comandam as novas áreas de inovação dentro das empresas. Diga-se de passagem, que em uma pesquisa feita com 260 executivos globais, mais da metade disse que estes cargos, apesar de existirem em suas empresas, eram só “pra inglês ver”. *

Esses são fatos publicados este ano, no Wall Street Journal*. Mas você vai ver aqui, que neste métier, mudar de país, empresa ou de chefe, não muda muita coisa.

Neste ano, também fizemos nossas enquetes*. Numa delas, pedimos que todos os 60 funcionários de nosso cliente, respondessem a 3 perguntas: o que é inovação, um exemplo e se sua empresa havia alguma vez inovado na vida. A maioria esmagadora dos entrevistados aliou inovação a invenção. Seus exemplos foram o Telefone, a Lâmpada elétrica, o Iphone. É o que chamamos de inovação disruptiva, break-thru – aquela que quando vem, elimina do mercado o que a precedia. O exemplo perfeito é o DVD. Sua chegada é um tsunami em nossas fitas VHS, videocassetes, estantezinhas e caixas-porta-vhs. De um só golpe, toda uma indústria criada em volta do VHS, a partir de 1980, sucumbe na aurora dos anos 2000: de fitas magnéticas de 1/2 polegada à movelaria. Tá aí: as inovações disruptivas varrem do mercado o que as precedeu. Não há convivência. Em outubro de 2008, a distribuidora DVA entregou seu último lote com o epitáfio de seu presidente: “ele está morto, é uma tecnologia morta e qualquer coisa que tenha sobrado no estoque, nós daremos ou jogaremos fora.”

A primeira conclusão parece por si só já explicar o porquê as empresas falam, investem, mas não inovam! Se as pessoas acham que inovar é inventar invenções do porte da lâmpada elétrica, então inovar é coisa pra gênio. E gênio eu não sou e muito provavelmente, dado a escassez numérica deles, você que chegou até aqui nesta leitura, também não deve ser. Ou seja, nos pedem, nos pressionam, nos oferecem dinheiro por uma coisa que sabemos que somos 100% incapazes de ser: gênios! Simplesmente, no afã de obter a receita de como inovar, as empresas se esqueceram de combinar o que entendem por inovação. Faça o teste na sua empresa e depois me conte.

Ah, o motivo de haver perguntado se os tais funcionários saberiam citar uma inovação de sua empresa, era porque esta empresa havia começado suas atividades, a partir de uma inovação. Mas veja a ironia, por não ser percebida pelos funcionários como “invenção”, a maioria das respostas foi um sonoro “não”.

Conclusão: inovar é inventar, inventar é para gênios, não invento porque não sou gênio e minha empresa é lugar-comum, não me estimula porque nunca inovou!

Não estou com isso zombando da dificuldade da tarefa. Mas me parece básico que uma conceituação e definição clara do trabalho a ser desempenhado poderia ajudar e muito.
Acredito piamente que podemos estimular as pessoas a nossa volta a inovar.
Acredito piamente que nossos instintos querem o conforto das velhas certezas.
Acredito piamente que nos cercamos de ideias e pessoas com as quais já concordamos. E já nos ensinou Nelson Rodrigues: a unanimidade é burra. Mas como vamos inovar se ideias heréticas e dissidentes não são bem-vindas?

Tenho colhido bons resultados a partir de alguns poucos esclarecimentos sobre os 3 tipos de inovação e suas habilidades intrínsecas.
O primeiro já exemplificamos bem, a inovação por disrupção. A segunda, bastante mais democrática, exige de seus protagonistas coisas como imaginação, cérebro ligado para fazer novas combinações. Um novo olhar. E eu adoro o exemplo do papel higiênico Neve. Um produto democrático, para o qual olhamos desde que nos conhecemos por gente – e várias vezes ao dia. Então, um dia, alguém na Kimberly-Clark levou sua imaginação para futurar, num tempo e espaço onde tudo é possível, onde ideias heréticas são acolhidas e … i-no-vou!

Ele olhou bem para o buraco no centro do rolo e … Momento Eureka! Viu que embalavam e transportavam ar! Inovação: amassar o rolo até o buraco sumir. O consumidor dá um tapinha e o rolo volta a ter o seu útil orifício. Resultados: 18% de economia em embalagens. Posso ouvir vários leitores pensando: “ah, esta inovação eu posso fazer!”

E, por fim, a inovação por atraso. Viajou? Viu uma ideia lá fora que não tem no Brasil? Traga, implante, inove! Foi assim que as flores online vieram para o Brasil. Mudou de empresa? Sugira as “inovações” para a nova.

E para terminar, uma frase do professor Ademar Bueno***: Inovação é a nota fiscal!”. Traduzindo. Você imaginou, criou, prototipou e produziu. Ninguém comprou? Isso não é inovação. Isso é um pesadelo.

Criatividade é um modo de ser. Inovação um modo de fazer.

NOTAS:
* Números referentes ao mercado americano e publicados no Wall Street Journal, por Leslie Kwoh, em 23 maio de 2012.
** Trabalho da Consultoria de Negócios 5 Years From Now®
*** Ademar Bueno é Professor e Coordenador do Laboratório de Inovação e Empreendedorismo e Sustentablidade da FGV

Alexandre Borges, vídeo sobre o empreendedor:


21
May 12

JAWS!

Tubarão, Spielberg, 1975

Tubarão, Jaws, Spielberg, 1975

Fui um dos 47 profissionais selecionados para criar uma imagem que sintetizasse a dimensão de uma determinada obra cinematográfica, para comemorar os 47 anos do jornal Propmark. Para mim, caiu o TUBARÃO, de Steven Spielberg.

Meu pai sempre dizia que é melhor “ter amigo na praça que dinheiro no bolso”. A mais pura verdade! Quero agradecer esta participação aos meus amigos Armando Ferrentini, diretor e presidente da Editora Referência, empresário da comunicação; e Marcello Queiroz, Diretor de Redação do jornal e site propmark e agudo observador das relações de consumo.

“A homenagem do PropMark é um breve passeio histórico pelos últimos 47 anos do cinema sustentado por cenas de romance, terror, ficção cientifica, drama e humor. Observando bilheteria, marketing e o impacto no universo do consumidor, a Redação selecionou 47 filmes. Não é uma lista dos melhores filmes. Não tivemos esta pretensão. É uma seleção que preferiu mais o recall e o fantástico resíduo imagético a opiniões de críticos, teóricos ou especialistas de plantão. Para cada um dos filmes selecionados, o propmark convidou um profissional do mercado para criar uma imagem que, na opinião dele, sintetiza a dimensão de uma determinada obra cinematográfica. O briefing foi tão livre como uma ideia na cabeça e uma câmera na mão.”*

O que aconteceu em 1975, além do estrondoso sucesso de TUBARÃO (JAWS)? Outro estupendo sucesso, o Super Fuscão e a chegada do que viria a ser uma das maiores empresa do mundo, a partir de uma garagem: a Microsoft.

Mas a minha interpretação para o TUBARÃO foi juntar este meio da década dos incríveis anos 70, com a introdução no mercado dos aparelhos de barbear descartáveis.

1975 também foi o ano que eu casei (pela primeira vez, rsrss). Ou seja, na lua de mel não tinha barbeador descartável cor de rosa na necessaire! Segundo a Wikipedia, sob o estigma “dados não confiáveis”, a BIC lançou este novo conforto, na França, em 1974. Logo depois, a Gillette lançou o seu, com o lindíssimo nome de Good News! (assim mesmo com ponto de exclamação): the first disposable, double-blade razor, em 1976.

Nem sempre quem chega primeiro, é quem fica com o mercado, ou com o recall. Sim, foi a Gillete quem introduziu a novidade e dominou o grande mercado americano. O desafio não é só inovar, ser o primeirão, é espalhar nossas ideias, cativar nosso público.

Na 5 Years From Now® tenho este desafio diário. E é um grande moto para os negócios.

Para este último parágrafo, vou parodiar o texto final de Marcello Queiroz e dizer que este texto “foi feito pura e simplesmente com o objetivo de ficar sempre em cartaz com o espectador mais importante do mundo que é você, caro leitor. Bons filmes!”

Vida longa ao PropMark e aos amigos!

Notas:
1) Texto de abertura da edição de comemoração dos 47 anos do jornal PropMark.

2) Beia Carvalho é palestrante do futuro, é presidente da 5 Years From Now®. Ela fez a arte acima com a participação de seu filho Guido Giglio, da nu design.

3) Para ver esta edição completa online: http://propmark.digitalpages.com.br/

4) PropMark é um dos maiores veículos que cobrem os negócios nos segmentos de Propaganda e Marketing, no Brasil. www.propmark.com.br


26
Mar 12

Presentes de Aniversário

Beia, da 5 Years From Now®, internacional

Beia, da 5 Years From Now®, internacional

Ao redor de uma mesa chamada Babete, reuni amigos e vinhos divinos, neste mês do meu aniversário. E ganhei presentes muito bacanas.

Apagando a velinha, no Lola Bistro

Apagando a velinha, no Lola Bistro

 
Mas 2 deles caíram no meu colo e foram muito surpreendentes. Um foi o convite para participar de um time internacional de experts em inovação e inteligência. Outro, a divulgação deste convite. Que coisa boa que é ganhar presentes.
VALEU, Tim Bonnet, chairman da Creston Communications!
VALEU, Marcello Queiroz, editor do PropMark!

Pra quem ainda não viu, leia abaixo a matéria do PropMark de hoje.

Beia Carvalho & Tim Bonnet, Londres 2006

Beia Carvalho & Tim Bonnet, Londres 2006

RADAR
Beia Carvalho, ex-TBWA e Tequila, presidente da consultoria de negócios 5 Years From Now®, de São Paulo, acaba de ser convidada por Tim Bonnet, ex-Tequila Londres, para integrar um seleto time de experts que vão indicar inovação e inteligência em trabalhos de mídias sociais e CRM, além de outras estratégias e tendências de relacionamento com o consumidor e stakeholders em geral. Tim Bonnet atualmente é o chairman da Creston Communications. Os relatórios da Creston, com abrangência global, serão atualizados a cada 2 meses. Na 5 Years From Now®, empresa lançada em 2008, Beia desenvolve workshopstemáticos com o conceito “o presente visto do futuro”.

Radar

Radar

Fonte: PropMark, SuperCenas, by Marcello Queiroz, 26.03.2012
Jornal Propaganda & Marketing


19
Mar 12

Bóra Futurar?

Workshops da 5 Years From Now®

Workshops da 5 Years From Now®

Deu preguiça? Não vê o porquê de se pensar no futuro? Oras, o presente está irremediavelmente pronto. Bóra aproveitar cada um dos maravilhosos momentos do presente. Afinal, não deve ser à toa que o hoje se chama presente. Então, vamos desembrulhá-lo. Vamos usufruir deste “hoje”. Como diz Carly Simon, ”these are the good old days” (estes são os dias que teremos saudades).

Mas, me diga: este é um hoje que pensamos pra nós há um tempo atrás? Ou é um hoje que chegou tão rápido que nos atropelou?

Bóra futurar?

Tire os pés do chão e dê um salto pro futuro. E aterrisse num espaço dissidente, onde ideias divergentes são acolhidas. Porque para as soluções não-óbvias, vamos precisar de um pensamento dissidente, de um pouco de rebeldia. Vamos ter que manter a parte do cérebro que toma as decisões, ligada. Vamos precisar de uma zona onde combinações exóticas, infantis, extravagantes, não convencionais, não ortodoxas, alternativas, excêntricas, idiossincráticas ou impensáveis são possíveis. Onde as crises do presente são coisas do passado. Nada existe, só o que você inventar. Pirar.

Neste espaço-futuro, as tendências do passado se recombinaram e se realizaram. Outras morreram pelo caminho, faltou oxigênio para virarem realidade. O futuro é o lugar perfeito para pensar como as tendências se interconectam para ajudar os nossos negócios. Como aprender com quem tirou proveito delas? Como lucrar com elas? Solte a sua imaginação. Estamos no futuro. Neste espaço dissidente se acolhe heréticos!

Pronto! Eureca! Sim, é isso! Tirar os pés do presente, aterrissar num espaço que acolha o “impensável”, ligar o cérebro e sacar as tendências nos leva, inevitavelmente, à inovação. Porque inovar pode ser tão simples como fazer novas combinações de elementos já conhecidos – o famoso lápis e borracha que vira um lápis-com-borracha. Ou uma inovação disruptiva, aquela que reduz a pó a indústria que a precedeu, como o DVD que enterrou o VHS.

Inovar não é inventar. Se você não se sente capaz de inovar como Steve Jobs, se você acha que jamais teria inventado o Ipad, comemore! Você faz parte de um pequeno grupo de 6.860.000.000 de habitantes deste planeta que não inventou o Iphone, o Google, o Facebook, o Coração Artificial. Mas que pode trazer inovações a todo o momento para os seus negócios e para a sua vida. Crie espaços dissidentes! Visite-os! interne-se! E depois me conte.

Por que como falamos aqui no espaço dissidente da 5 Years From Now®: criatividade é um jeito de ser e inovação, um jeito de fazer. Bóra futurar. Bóra fazer!

Notas:
* “para enfrentar a complexidade da Nova Era, vamos ter que manter a parte do cérebro que toma as decisões ligada”, economista Noreena Hertz.
* Anticipation, Carly Simon. Originalmente filmado no concerto Martha’s Vineyard, para a HBO, em 1987. Mais: www.carlysimon.com

* O último vídeo é a palestra especialmente criada para os workshops Endeavor, em junho de 2011 e discute:
– A decadência das motivações extrínsecas que marcaram o século XX.
– A emergência das motivações intrínsecas deste século XXI.
– Habilidades, Rebeldia, Tendências, Reflexão e Progresso.
– Dói, saber que não sabemos. Pior é o instinto de refugiar-se em velhas certezas.
– Transição de Era, Geração YZ, Colaboração e Tecnologia Barata.
– Exemplos de Consumo Colaborativo para o seu negócio. O efeito Cloud.
– Futurar é exercitar o “músculo da reflexão”. O presente, está irremediavelmente pronto.

BIO
Beia Carvalho é presidente e piloto da consultoria de negócios 5 Years From Now®, que criou um espaço para a reflexão sobre o futuro dos negócios. Acredita que o presente, está pronto. Irremediavelmente pronto. E exercitar o “músculo da reflexão”, seguindo uma metodologia, um caminho assistido e monitorado, leva à criação do futuro. Como palestrante, seus temas são os Intangíveis, o Futuro, a Nova Era da Inteligência em Rede e a Geração Y. Foi Vice Presidente de Planejamento de Agências das Comunicação: TBWA\BR, SIGNIFICA e Grottera.