
publicado no jornal PropMark em 22fev10
A Cor do Som era o nome de uma banda brasileira no início de 1977, o mesmo ano do lançamento do Apple II, do Atari 2600, da ópera espacial Star Wars, do Voyager I, da Soyuz 24, do adeus do Pelé ao futebol e ao Cosmos. Também foi o ano em que tranquei o curso de publicidade na ECA para uma viagem que duraria 8 meses, rumo a Nova Iorque, por terra.
Em janeiro daquele ano Bruce Eisner publicou um polêmico artigo na revista High Times, no qual ele revelava sua longa experiência em busca da sintetização do LSD.
As propriedades alucinatórias psicodélicas do LSD, tão procuradas para a “expansão da mente”, nos permitem ver a cor do som, entre outras tantas experiências transcendentais. Sob circunstâncias normais, esta percepção do mundo não nos é permitida, porque não existem conexões no nosso cérebro ligando as cores aos sons, ou os sabores às cores. Menos complexa, a ponte entre o gosto da maçã e a própria maçã é um trajeto percorrido por bilhões de pessoas todos os dias, antes e depois de Newton.