03
Jan 14

5 Produtos que vão Morrer em 5 Anos

Somos Menos Inteligentes que as Chaves - Smart Keys

Somos Menos Inteligentes que as Chaves – Smart Keys

(Artigo original publicado por Micah Singleton, 30DEZ2013, no Techlicious e republicado por TIME, ontem 02JAN2014. Livremente traduzido por 5 YEARS FROM NOW®)

Daqui 5 Anos
Com a velocidade da inovação na indústria de tecnologia, fica difícil saber quais produtos farão parte do nosso dia-a-dia nos próximos 5 anos. Mas podemos, prever aqueles que não durarão. Com os smartphones tomando o lugar de câmeras baratas e obsoletas e Netflix dando um banho no mercado de DVD e Blu-ray, fica claro que o cenário tecnológico será dramaticamente diferente no futuro próximo.

Aqui estão 5 produtos que profetizamos estarão mortinhos da silva na segunda metade desta década.

1 Blu-ray/DVD players
Netflix, Netflix, Netflix. É incrível pensar que a morte de Blu-rays e DVDs (e Blockbuster) é responsabilidade de uma única empresa! Houve outras empresas nesta virada cultural para os streaming movies, mas Netflix é o iTunes dos filmes sob demanda. Engraçado, sim, porque o iTunes também aluga filmes.

Por alguns anos, para assistir filmes, os aparelhos de Blu-ray já foram o crème de la crème, mas 2013 deve ser o último ano de crescimento para este mercado. Com a crescente facilidade de uso, acessibilidade e qualidade do Netflix (4K streaming nos próximos anos), sem mencionar outros concorrentes que poderão surgir e encantar os usuários, os Blu-ray estão fadados a se tornar as mais novas peças de coleção ao lado dos VHSs.

2 GPS para Carros
Daqui pouco mais de 6 anos, mais de 1.3 bilhões de iPhone e Android smartphones terão sido vendidos no mundo e todos eles  tem acesso a software de mapeamento. Combine isso com a crescente propagação de sistemas de GPS que já vem instalados de fábrica nos carros, e a morte deste produto tão bem sucediod no início e final dos anos 2000 está selada. Desde que o smartphones começaram a oferecer GPS em2008, as vendas dos GPS (stand-alone GPS units) para veículos caíram de 15 a 20% por ano.

Ao custo de US$75-US$350, as unidades GPS para carros dos fabricantes Garmin e TomTom já estão se tornando inviáveis  (mas estas empresas ainda fazem sucesso com unidades de GPS para barcos e outras atividades outdoor), e certamente serão varridas do mercado daqui 5 anos. Com a qualidade das baterias permitindo mais tempo de uso nos smartphones e com a renovação da frota para os novos carros já com sistemas GPS, brevemente não haverá possibilidade de vida para o aparelho de GPS.

3 Internet Discada
É, Internet Discada ainda existe e as pessoas ainda a usam, não só no 3o. mundo. Na verdade, 3% dos americanos, ou seja 9 milhões de pessoas (a população de New Jersey) ainda a usam. Atualmente apenas 65% dos americanos tem banda larga. Graças à necessidade de acesso à Internet e a novas alternativas de conexão cada vez mais rápidas, a sobrevivência da Internet discada está com os dias contados.

As empresas de Internet estão expandindo a passos largos, para servir a populações que demandam por velocidades de banda larga. Essas expansões continuarão a crescer nos próximos 5 anos, em parte graças ao FCC’s Connect America Fund, que tem por objetivo levar a banda larga a 7 milhões de americanos, que hoje não tem esse acesso. A combinação com a expansão das empresas de TV a cabo com as novas alternativas como Internet por satélite (que hoje atinge a velocidade de 15Mbps), a Internet discada será extinta nos próximos 5 anos.

4 Câmeras Digitais Vagabundas
Temos que agradecer à Apple por esta! O lançamento do iPhone 4, em 2010, mudou o jogo das câmeras em celulares e forçou a indústria mobile a acelerar a qualidade das câmeras tão drasticamente que deixou o mercado de câmeras abaixo de US$200 obsoleto. Ainda há consumidores que preferem estas câmeras a de seus smartphones, mas no passo que a tecnologia  mobile avança, falta pouco para que o que falta nas câmeras dos celulares seja passado.

Daqui 5 anos, fabricantes de câmeras como Nikon, Canon e Sony deixarão de fabricar estas câmeras mais simples, que estarão integradas aos smartphones e se concentrarão no mercado mais top (mid- and high-end market).

5 Chave de Carros
Uma das menos discutidas mas mais rápida mudança que vai rolar em pouquíssimo anos é a redução das chaves físicas dos carros e a implantação das chaves-inteligentes (smart Keys) nos novos veículos. Surpreendentemente, esta grande mudança das chaves físicas aconteceu sem muito alarde por parte dos consumidores. Com benefícios como abrir as portas e ligar o motor sem tirá-las do bolso, keyless, e armazenar preferências do motorista, os consumidores destes novos veículos estão curtindo muito os benefícios do novo sistema inteligente (ainda que muitos acabam trancados do lado de fora se seus carros se saírem do veículo enquanto o carro está esquentando o motor).

Mas tão rápido quanto as chaves inteligentes chegaram ao mercado, devem perder lugar para os próprios smartphones, que as substituirão. Com aplicativos como OnStar RemoteLink que é oferecido pela Chevrolet, que deixa você destravar e ligar o carro com um app, o futuro das chaves dos carros está mesmo numa App Store. Se vamos ficar com as chaves inteligentes ou se mudaremos para algo mais inovador nos próximos 5 anos, pode ter a certeza que as chaves físicas que usamos por amis de 70 anos serão mais uma daquelas coisas do passado.

Clique nos Principais Links:
FIM dos BLU-RAYS

FIM das Câmeras simples (low-end) e aparelhos de GPS

FIM da Internet Discada

PROBLEMAS com Chaves Inteligentes

APP para “Chaves de Carros”


02
Jan 14

Empresas tentam se adaptar à Geração Y: ainda?

Beia Carvalho: Palestra Geração Y

Beia Carvalho: Palestra Geração Y

Depois de 5 anos ralando dia-a-dia, a 5 Years From Now® é fonte de um dos mais importantes jornais brasileiros – o Correio Braziliense – ao lado de grandes marcas internacionais, sobre um de seus mais pops temas de PALESTRAS: a Geração Y. Leia abaixo o texto integral publicado.

Na busca pelo desenvolvimento profissional, jovens autoconfiantes e determinados querem mais do que um salário satisfatório. Impetuosos, criativos e determinados. Assim podem ser definidos os jovens da chamada geração Y— constituída por indivíduos nascidos entre 1980 e 2000. Cássio Bastos, 26 anos, é um exemplo dessa nova safra de profissionais que tem desafiado o mercado na hora de reter grandes talentos. O jovem se graduou em história, mas hoje trabalha com mídias sociais e já está no quarto emprego—e se diz longe da realização profissional. Para ele, o sonho do carro e da casa própria, que direcionava os profissionais de gerações anteriores, deu espaço ao desejo de viajar, viver novas experiências e não se sentir tão preso à rotina.

Cássio, que acredita em um novo conceito de estabilidade, aponta os diferentes objetivos como o principal fator de contraste com a geração passada. “Ao contrário do que dizem, somos uma geração apegada. Porém, nosso foco está em outras coisas. Queremos ganhar dinheiro e ter estabilidade, sim, mas não a qualquer custo”, explica. O grupo, conhecido por um forte sentimento de autoestima, começa a conquistar espaço no mercado profissional e, consequentemente, impõe novas prioridades na busca pelo sucesso na carreira. Segundo pesquisa divulgada pela empresa de recrutamento Hays, além de ansiosos e imediatistas, os membros da geraçãoY não priorizam o salário e, não raramente, encontram-se insatisfeitos com seu desenvolvimento profissional, pois sentem a necessidade de chegar rápido a níveis hierárquicos mais altos e de trabalharem em funções com as quais se identifiquem.

Todas essas características fazem desse um primeiro grupo geracional não linear, define Beia Carvalho, palestrante e presidente da empresa de consultoria Five Years From Now. “Para eles, um elemento não exclui o outro e padrões não são, impreterivelmente, regras inquestionáveis. Essa dificuldade em obedecer sem antes entender o que se passa é o principal motivo dos conflitos dentro das empresas. Por ser tão diferente, essa nova geração é podada pelo preconceito, que desmotiva o jovem e o afasta da instituição”, explica a especialista. Como exemplo dessa ausência de compreensão, Beia cita também o engajamento entre as principais características desse novo grupo. “Trata-se de uma questão verbal. Enquanto as antigas gerações são pautadas pelo ‘obedecer’, a juventude é movida pelo ‘engajar’”, afirma. No entanto, essa necessidade de dialogar, receber feedback e se identificar com aquilo que a empresa faz nem sempre é bem-vinda ou entendida no mundo corporativo. Para Beia, a culpa raramente é do jovem. “Quem deve assumir a responsabilidade da entrada desse grupo no mercado é a própria empresa.” O retorno sobre o trabalho desenvolvido e a comunicação dentro do ambiente organizacional são importantes e podem ser aprimorados por meios mais próximos desses profissionais, como chats, redes sociais e mensagens instantâneas. “Com a internet, as pessoas têm acesso a tudo e da maneira mais rápida possível. Nossos jovens são questionadores e apresentam dificuldade em respeitar hierarquias, não necessariamente porque são arrogantes, mas porque aprenderam que uma informação não é definitiva, e que um fato pode trazer inúmeras interpretações. A geração Y não dispensa a interação e o diálogo”, acrescenta a especialista em psicanálise Viviane Formosinho.

Conflito

Essa linha de pensamento tem mexido com as empresas, que precisam se adaptar a uma nova geração de profissionais com valores e pretensões que geram conflitos. Na tentativa de manter os melhores profissionais na companhia, algumas organizações estão lançando mão de vantagens como um ambiente de trabalho menos formal, jornadas flexíveis e plano de carreira. No entanto, essa mudança tem que entrar no ritmo acelerado dos jovens. De acordo com estudos da consultoria Edelman Significa, até 2025, 75% da força de trabalho será composta por profissionais da geração Y. “O primeiro passo para o empregador é reconhecer a necessidade de adaptação e explorar o que esse novo jovem traz de positivo”, aconselha Rodolfo Araújo, diretor de Pesquisa e Conhecimento da consultoria. Segundo o especialista, a personalidade complexa vem acompanhada pela motivação e por um nível maior de conhecimento. “Ao mesmo tempo em que o profissional pode ser excessivamente autoconfiante e, de certo modo, prepotente, ele é marcado por um grau de instrução mais alto e uma vontade maior de fazer aquilo a que se propôs. Ganha a instituição que conseguir lapidar esse turbilhão de características e fazer com que o lado bom se sobressaia.”

Novos tempos

Há mais de três anos na Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, Michelly Medeiros, 22 anos, afirma que ser valorizada é o principal motivo de uma permanência duradoura na instituição. “Dificilmente estaria há tanto tempo no mesmo lugar se não tivesse a liberdade e a identificação que encontro aqui”, explica. Outro fator destacado por Michelly, que cursa o 10° semestre de direito, é a confiança e o investimento oferecido. “A associação paga boa parte da minha faculdade, esperando que eu me forme e continue como funcionária. Vejo isso como uma grande prova de confiança, que me faz sentir importante e motivada a trabalhar”, diz a jovem. Para Maurício Seriacopi, consultor empresarial, casos como o de Michelly devem servir de exemplo para todas as empresas. Segundo ele, reforçar a importância do jovem no papel construtivo da corporação e oferecer expectativas de futuro é indispensável. “Quando falamos de geração Y, temos em pauta, antes de tudo, a ansiedade. Ou a empresa detalha para o jovemo caminho que ele tem a traçar, ou corre o risco de desmotivá-lo e perdê-lo”, defende. Além da transparência, o consultor ressalta a necessidade de as companhias reformularem processos. “A velocidade com a qual os jovens têm se inserido no mercado de trabalho é imensamente superior à da assimilação das empresas. Todos nós sabemos quem é a geração Y — sobram artigos, pesquisas e dados sobre o grupo. O que falta é repensar um modelo de gestão pertinente com a atualidade”, alerta. Para ele, essa é a hora de encontrar novos métodos de seleção, ambientação e desenvolvimento. “A empresa tem que deixar claro durante o recrutamento como é a rotina de trabalho e o plano de carreira que tem a oferecer. Em segundo lugar, é preciso realizar um trabalho de preparação junto aos funcionários veteranos, para que eles compreendam o estilo dos novos trabalhadores e saibam lidar com as divergências. Por fim, a instituição deve estimular o jovem a se engajar, dando-lhe espaço, mas deixando claro também os limites”, esclarece Seriacopi.

Fontes: Pesquisas das consultoria PwC, Boo-Box, Hello Research, Edelman e Five Years From Now®.

NOTAS: Matéria especial “Empresas tentam se adaptar à Geração Y”, publicada no caderno Trabalho & Formação Profissional, no Correio Braziliense, em sua edição de 8 de dezembro de 2013.


11
Dec 13

Five Years From Now faz 5 anos!

É, conseguimos!!!
Em 5 anos, 40 empresas atendidas e mais de 500 profissionais em workshops. Nas quase 50 palestras, milhares! Bóra FUTURAR! Bóra PALESTRAR para milhares! Feliz 2019!
Obrigada a todos os clientes, amigos, monitores, prospects, fãs, fornecedores, amigos dos amigos e plateias de minhas palestras. Em 2014, dedicação total aos 5 temas de palestras: FUTURO, INOVAÇÃO, GERAÇÕES, SE LIGA e MKT PESSOAL.

Presente de aniversário: linda matéria no Propmark!

Presente de aniversário: linda matéria no Propmark!

HIGH FIVE! #faivefaz5

HIGH FIVE! #faivefaz5

#faivefaz5

#faivefaz5


11
Dec 13

Desconto? Só se desligar o celular!

DESLIGUE! Ganhe 50% de desconto.

DESLIGUE! Ganhe 50% de desconto.

O restaurante Abu Gosh, em Jerusalém, está dando 50% de desconto para seus clientes que desligarem seus celulares.
Por que? Porque o zum zum zum dos malditos está matando o astral (atmosphere) dos restaurantes. A coisa chegou a um ponto, que o desconto é mega considerável, levando-se em conta que os meus “brimos” não são muito afeitos a descontos: 50%! Astral não é algo que se compre no supermercado: quem tem sabe que tem que preservar, a qualquer custo!

Tocado pelo milionário árabe-israelita Jawdat Ibrahim, o restaurante tem o mesmo nome da vila onde está situado e é frequentado pelos locais. Ibrahim vem observando que, pouco a pouco, seus clientes vem falando cada vez menos entre si, desde que os smarphones viraram uma febre. Já teve até cliente que pediu para requentar o prato, devido aos intermináveis papos pendurados no celular. Agora, todo cliente que concordar em desligar seu celular terá 50% de desconto na conta. Apesar da pancada financeira na receita do restaurante, Ibrahim acredita no aumento da popularidade do lugar, no longo prazo.

Na contramão do Abu Ghosh está o projeto do Feedie, que encoraja seus frequentadores a postar fotos de sua comida para ajudar a levantar fundos para crianças famintas.

Este artigo foi livremente traduzido do originalmente escrito por Tracy Chong, para Springwise.

NOTAS:
ABU GOSH: TripAdvisor: http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1765603-d2419236-Reviews-Abu_Gosh-Abu_Ghosh_Jerusalem_District.html

FEEDIE: http://www.wethefeedies.com


21
Nov 13

NOIVAS: os 5 posts mais chatos

O pop Huff Post publicou hoje, na sessão “Casamentos”, os 5 posts mais chatos sobre ficar noiva, publicados no Facebook.

Minha pergunta: nosso (mau) humor com esses posts é igual ao das americanas?

Noiva do Meu Melhor Amigo

Noiva do Meu Melhor Amigo


1. Fiquei noiva do meu melhor amigo! (The BBF)
“mal posso esperar para me casar com meu melhor amigo!!!”
A Noiva de Unhas Postiças

A Noiva de Unhas Postiças


2. A solteira (com unhas postiças de acrílico)
“piadinha batida: “He liked is so he pt a ring on it!”, piadinha batida citando o hiy de Beyonce, de 2008.
Noiva Louca por Sobrenome

Noiva Louca por Sobrenome


3. Mal posso esperar pra assinar o sobrenome dele.
A Tonta

A Tonta


4. A tonta (The DUH)
Ele pediu … e eu disse SIM!
Ah, o Amor à 1a. Vista

Ah, o Amor à 1a. Vista


5. A Náusea Nostálgica
Há 3 anos, um cara lindo ficou me olhando num bar e eu soube ali que era a mor à primeira vista. Hoje ele me pediu para ser sua esposa.

Nota:
Matéria na íntegra publicada em 21/11/2013 aqui http://www.huffingtonpost.com/ashley-hesseltine/facebook-engagement-posts_b_4302492.html. – Republicada do blog de Ashley Hesseltine, editora de Witty + Pretty.


17
Nov 13

Nova Era: ainda tá duvidando?

Marcas Mais Valorizadas 2013

Marcas Mais Valorizadas 2013

A matéria começa assim: “A Coca-Cola deixa de ser a marca mais valiosa do mundo.” Vejam só, e pela 1a. vez nesses 14 anos, em que o relatório Best Global Brands é divulgado pela Consultoria Interbrands.

Desde que fundei a 5 Years From Now®, o termo “Nova Era” é uma constante em tudo que faço, falo e escrevo. Para todos que me olham curiosos, é realmente um tema muito curioso. Para os que me olham duvidosos, o relatório não deixa dúvidas. Estamos em transição para uma Nova Era. Não um novo século, mas uma nova era. Ah, sim, e todo mundo que está vivo, nunca mudou de era. Nosso “guia” são as dicas do que ocorreu a cada vez que a humanidade mudou de era. Lembram-se das aulas de história e de arte: nenhum conceito de velhas eras passaram para as novas eras. Nem o conceito de Deus. Lembraram?

Vejam quanto pano pra manga este quadro nos oferece! A Coca-Cola é desbancada não por uma outra bebida, mas pelas gigantes de tecnologia. Apple valendo quase 100 bilhões de dólares, em 1o. lugar, com 37 anos de vida e Google em 2o. lugar, uma jovem de apenas 15 aninhos, que juntas expulsaram a vovozinha de 127 anos da raia vitoriosa.

E olha que esta senhora Coca-Cola não ficou moscando por aí, como muitas grandes marcas que conhecemos e que certamente não tomarão champanhe em 2020. O honroso 3o. lugar advém de uma marca que vem lutando, se reinventando e até se transparentando. Quem diria! Mas das 10 marcas mais valiosas, 6 são de tecnologia, sem colocar na conta a G.E.

Voltando a vaca fria. Se fôssemos recitar o quadro ficaria assim, do 1o. ao último lugar: tecnologia, tecnologia, bebida, tecnologia, energia-tecnologia-infraestrutura-capital, comida, tecnologia, tecnologia, automotivo.

Ah, sim, falando na Velha Era, aí está: a última colocada é uma montadora de automóveis. Reparem que não figuram as grandes automobilísticas representantes da Velha Era Industrial como Ford (1903), GM (1908), Chevrolet (1911), Chrysler (1925) ou Mercedes (1926). Mas sim a japonesa que introduziu o “Pensamento Toyota”, com suas inovadoras técnicas de gestão.

E com toda a inovação japonesa, a Apple é quase 3 vezes maior que a Toyota! E é hoje quase 18 vezes maior que quando estreou o ranking, há 14 anos, na 36a. posição!

Mas como diz o outro, só para “chutar cachorro morto” vamos ao maior crescimento de todo o ranking: Facebook com 43%! E o segundo maior crescimento é do Google, 34% em relação ao 2012.

Uma Nova Era tem novos conceitos, novos líderes, novos heróis, novas redes. Tem um novo jeito de ensinar e de aprender. E o passo em que as mudanças estão ocorrendo em tecnologia está cada vez mais rápido. E isso acelera e muda tudo. De novo. Agradeço ao PropMark pela publicação desse quadro, que deixou minha vida muito mais simples e a palestrante muito mais interessante, rs.


23
Oct 13

Apatia sexual japonesa ameaça economia global

Homens Herbívoros?

Homens Herbívoros?

Os japoneses tem tanta aversão a relacionamentos amorosos que a mídia do Japão tem até um nome pra isso: sekkusu shinai shokogun, ou “síndrome do celibato”, de acordo com uma história amplamente divulgada pelo The Guardian (Why have young people in Japan stopped having sex?) sobre os baixos índices de casamentos, nascimentos e sexo mesmo, puro e simples.

Mas isso é mais que uma história sobre o Japão e seus subterfúgios culturais: é uma história sobre a economia global. Japão é a 3a. maior economia do mundo, crucial para o comércio e um significante fator de bem estar para todos os envolvidos na economia. O Japão detém quase o mesmo valor da dívida americana que a China. É parceiro comercial top dos Estados Unidos, China e muitos outros países.

A economia japonesa tem um problema que pode afetar a negativamente todos nós. E a maior causa desse problema é demográfico: os japoneses não estão tendo bebês para sustentar a economia. A razão é simples, eles não estão mais interessados em namorar ou se casar, em parte porque estão cada vez menos interessados em sexo.

Desencontros

Desencontros

Veja alguns números, alguns do Guardian outros do estudo do Centro Populacional do Japão.
• Gente demais que não acha graça em sexo: 45% das mulheres e 25% dos homens com idade entre 16 e 24 anos “não estão interessados ou desprezam o contato sexual.”
• Mais da metade dos japoneses são solteiros. 49% de mulheres e 61% dos homens entre 18 e 34, não estão em nenhum tipo de relacionamento romântico.
• Em qualquer grupo etário, o percentual de japoneses e japonesas que não estão num relacionamento romântico cresce regularmente desde a década de 1990.
• Aproximadamente ¼ dos japoneses não querem relacionamentos românticos e 23% das mulheres e 27% dos homens não estão interessados em nenhum tipo de relacionamento romântico.
• Mais de 1/3 das mulheres em idade de engravidar nunca fizeram sexo: 39% das mulheres e 36% dos homens entre 18 e 34. E essa porcentagem não mudou quase nada na última década, mas é extraordinariamente alta.
• O Instituto de População Japonesa projeta que as mulheres entre 20 e 25 anos tem 25% de chance de nunca se casarem e 40% de chance de nunca terem filhos.

Essas tendências não são novas. Desde 2006, as japonesas reclamam dos soshoku danshi ou “homens herbívoros,” aqueles que não tem interesse pelo sexo oposto. Há toda uma indústria no Japão que ajuda homens que renegam sua vida romântica, através de vídeos com jogos que simulam relacionamentos e até retiros nos feriados.

Do outro lado, as japonesas, frequentemente evitam relações românticas, porque as leis e as normas japonesas podem dificultar muito a vida das mulheres que querem construir tanto uma carreira e como uma família. Apesar de ser um país riquíssimo e com altos índices educacionais, o Japão tem um dos piores sistemas de igualdade entre sexos. Tem um estilo de economia europeu, mas códigos familiares asiáticos. E as mulheres que querem trabalhar estão presas no meio desta contradição.

A pressão é enorme! Não é só a falta de creches, mas espera-se das mulheres que ficam grávidas ou se casam que se demitam de seus empregos. Assim, avançar na carreira se torna algo impossível.

Há uma palavra para mulheres casadas que trabalham oniyome, ou “esposa do diabo.” Como elas são forçadas a escolher entre se casar e ter um emprego, a maioria escolhe o último. Este pessimismo sobre o casamento parece ser, parcialmente, o responsável pela falta de interesse em relacionamento românticos, e portanto em sexo.

Este artigo foi publicado originalmente no The Washington Post com o título “Japan’s sexual apathy is endangering the global economy” e foi traduzido livremente por mim. Veja em detalhe os quadros que mostram as razões comuns para continuar solteiro, em “notas” logo abaixo.

NOTAS:
1. The Guardian Why have young people in Japan stopped having sex?)
http://www.theguardian.com/world/2013/oct/20/young-people-japan-stopped-having-sex

2. Centro Populacional do Japão.
http://www.ipss.go.jp/site-ad/index_english/nfs14/Nfs14_Singles_Eng.pdf

3. Jogos Virtuais sobre relacionamentos
http://www.theatlanticwire.com/global/2010/09/in-japan-men-take-virtual-girlfriends-on-real-vacations/18999
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/10/24/AR2010102403342.html

4. Veja todos os gráficos aqui:
http://www.washingtonpost.com/blogs/worldviews/wp/2013/10/22/japans-sexual-apathy-is-endangering-the-global-economy/?wpisrc=nl_wv


10
Oct 13

Apple watches Santos Dumont

iWatch?

iWatch?


Há 110 anos, o gênio brasileiro Santos Dumont pediu ao seu amigo, o joalheiro Louis Cartier, um relógio especial: queria um relógio para vestir no pulso! Cartier escolheu um modelo feminino em metal, bem grande, com visor quadrado e tascou-lhe uma pulseira de couro. E em março de 1904, Santos Dumont passou a desfilar o modelito por Paris. Inovação por disrupção: o relógio cortou para sempre o cordão que o prendia umbilicalmente aos bolsos dos homens da Belle Époque. A era das belas inovações tecnológicas como o telefone, o telégrafo sem fio, o automóvel, o cinema, o Impressionismo, a Art Nouveau, a alta costura e, 2 anos mais tarde, pelas mãos do próprio, o mais pesado que o ar, o avião.

Santos Dumont em 1918

Santos Dumont em 1918

Santos Dumont não foi o inventor do relógio de pulso, mas tinha o amigo certo, na hora certa, na Époque certa. Uma década depois, começa a 1ª. guerra mundial, que popularizou o relógio para sempre já que seria impossível puxar uma correntinha do bolso enquanto soldados manejavam armas.

Mecânicos, automáticos, eletrônicos, analógicos, táteis, digitais, a quartzo, com calendário, cronógrafo, taquímetro, cronômetro, com as fases da lua, à prova d´água, iluminados, com função GMT, calculadoras, barômetros, bússolas vídeo games, câmeras digitais, GPS, em braile, para mergulhadores e para astronautas. De ouro, prata, com diamantes, de aço, de plástico. Ah, os relógios!

Espera-se para breve o lançamento do iWatch. E as manchetes não param: “Apple reforça equipe para acelerar desenvolvimento do iWatch”, “Apple registra marca iWatch em mais 4 países”, “Apple cria bateria flexível que pode ser usada no iWatch”, “Apple pede registro do iWatch no Brasil”. O INPI divulgou o pedido 840532792, referente ao registro da marca “I WATCH” feito em junho pela Apple.

iWatch?

iWatch?

Dentre as especulações, imagina-se que o relógio inteligente da Apple terá uma tela OLED flexível e que poderá ser lançado no segundo semestre de 2014 com preços entre 150 e 230 dólares.

iWatch flexível?

iWatch flexível?

Fui atrás dos nerds pra saber o que nos aguarda com o iWatch. Chandra é editor do iGeeksBlog e descreve em 10 razões porque o iWatch da Apple é uma boa ideia:
1. É a hora de vestir Tecnologia
Os dispositivos vestíveis vão ser a nova moda. Google Glass avançando e o IWatch prometido para 2014. Muitas pessoas acham que pode ser algo desconfortável, mas as possiblidades que se abrem são enormes e será uma tecnologia realmente disruptiva.

2. iWatch reduzirá nosso tempo no celular
Da mesma forma que o iPad reduziu nosso tempo no laptop. Não vai precisar sair com o seu iPhone a todo o momento. É um relógio que te informa muito mais que só a hora.

3. É um produto de nicho
iWatch, como o iPod, será um produto de nicho e a Apple fez milhões com produtos como o computador NeXT, iPod, iPad, todos de nicho, quando começaram, evidentemente.

4. É o relógio da vez: NOVO-FASHION
Relógios nunca saem de moda, mas com o uso intensivo dos celulares, ver as horas num relógio tem sido bastante reduzido. iWatch poderá ser uma declaração de estilo, de status. É cool, a cara da Apple.

5. Apple precisa inovar
iPhone, iPad and iPod já deixaram de ser símbolos de inovação. iWatch pode levar a Apple ao foco de tecnologias disruptivas.

6. iWatch fará da Siri um recurso melhor
Siri (o guia-grilo-falante do Iphone, ainda sem utilização em português/Brasil) será mais fácil de usar com uma interface simples, em vez de ficar falando em público com o seu celular.

7. iWatch é mais seguro
Difícil esquecer no sofá ou táxi uma coisa que está presa no seu pulso. Já o ladrão é mais difícil de evitar pro iPhone ou pro iWatch.

8. iWatch fará a vida mais simples
Só o fato de tirar o iPhone da equação já simplifica a vida, pelo menos para ver mensagens, alertas, e-mails etc.

9. Relógio já é o “vestível” mais confortável que conhecemos.

O Google Glass é muito bacana, mas nem de longe é tão confortável como usar um relógio de pulso. iWatch será um sucesso da perspectiva do design.

10. iWatch pode ser a resposta da Apple ao Projeto Glass
Google e Apple não estão competindo com o mesmo produto, mas o gênero é o mesmo. E a Apple não gosta de ficar pra trás. É a aurora da tecnologia de vestir e tenho a certeza que a Apple vai fazer uma entrada gigante neste mercado.

É incrível que 110 anos depois que Santos Dumont recebeu de Cartier seu primeiro relógio de pulso – e com tantas partes humanas para serem vestidas -, um dos maiores trunfos da Apple sobre seu concorrente Google na guerra da tecnologia de vestir seja justamente o conforto de ser vestida no pulso. Ai watch!

O Cartier de pulso de Santos Dumont

O Cartier de pulso de Santos Dumont


NOTAS:
1) Santos Dumont aeronauta, esportista e inventor brasileiro nasceu em 1873 e morreu em 1932. Com 24 anos, em 1897 herdou imensa fortuna e foi pra Paris. Em 1906, inventou o avião.
2) Relógios de pulso: primeiro modelo é do relojoeiro Abraham Louis Bréguet, encomenda de Carolina Murat, princesa de Nápoles e irmã de Napoleão Bonaparte, cerca de 1814 – portanto 90 anos anos antes de Dumont.
A invenção também foi atribuída a Athoni Patek e Adrien Phillipe, fundadores da empresa Patek-Phillipe, em 1868. Wikipedia
3) Livros escritos por Santos Dumont:
Dans L’Air – No Ar, 1904
O Que Eu Vi – O Que Nós Veremos, 1918
Os Meus Balões Alberto Santos
4) iGeeks.com
5) wearable technology traduzida por mim por tecnologia vestível ou de vestir.


05
Oct 13

Let’s Clone Ricardo!

Tem gente que inspira a gente desde sempre, com um sorrisão esbanjador, um olhar com aquela energia que-vai-dar-certo! É tão forte que você se pergunta por que um dia pensou o contrário!

Ricardo Santos, sócio Milk®

Ricardo Santos, sócio Milk®

Faz 4 anos que dou esta dica no workshop LET’S NETWORK TOGETHER:
Repare no que dá certo para você
Repare em quem te ajuda
Tente clonar quem te ajuda.

O que sempre dá certo pra você, tem altas chances de dar certo de novo, certo?
Um dia, reparei que Ricardo Santos era uma dessas pessoas que SEMPRE me ajudavam. Como cloná-lo?

Clones: P&D

Clones: P&D

Até hoje meus experimentos de clonagem não vingaram, mas não desisto. Resolvi atacar de outro ângulo. Dia 27 de outubro será a última edição do ano do LET’S NETWORK TOGETHER e o homenageado é ele, Ricardo Santos: Amigo, Empreendedor e Inspirador desde sempre. Um dia, depois de incansavelmente indicar nossos workshops a seus amigos e clientes, ele mesmo participou de um deles. Aqui está seu depoimento:
“Networking não se faz com anúncios, emails e links patrocinados. No Let’s vivi uma experiência única: criei ligações pessoais instantâneas e entendi como criar conexões que durem pra sempre – ou quase.”

Se você, como o Ricardo, quer estar cada vez mais ligado nas oportunidades da nova era da inteligência em rede, mais antenado com a sua postura digital e a de sua empresa, mais perto das opções das redes sociais, mais ligado com gente interessante e com um time de monitores absolutamente imbatível, você tem um encontro marcado: 27 de outubro! Última edição do ano. RESERVE JÁ!
Não vá moscar!

NOTAS:
Mais sobre a Milk® e Ricardo Santos:
– Amigos, Clientes, Inspiradores: http://www.slideshare.net/beia/amigos-clientes-inspiradores-scios-da-milk
– Milk® conquista conta da bebida canadense Slow Cow: http://propmark.uol.com.br/agencias/45784:milk-comunicacao-atendera-slow-cow-no-brasil


02
Oct 13

Nesta casa de Ferreiro o espeto é de Ferro.


Ninguém explica seus ditados tão bem explicadinho como os próprios portugueses. Então, aqui vai a explicação do ditado “em casa de ferreiro, o espeto de pau”. Diz a wikipedia: “Um ferreiro que trabalha tanto para fazer espetos de ferro para os outros, que não lhe sobra tempo de fazer espetos de ferro para si mesmo; usando assim os espetos de pau.”

Na casa deste ferreiro perseverante, determinado, perfeccionista, incansável, lunático, visionário, Otavio Dias, sócio e presidente da agência REPENSE e idealizador da Rede de Repensadores, o espeto é de ferro. Sim, ele trabalha tanto para fazer espetos de ferro para os outros e ainda faz acontecer um tempo para fazer espetos de ferro. Despreza os espetos de pau.” Nenhum ditado existe à toa, portanto, é de se imaginar que Otávio tenha conseguido um feito louvável. Quem o acompanha, é testemunha do efeito avassalador de sua personalidade absurdamente cativante, bombando sobre todas as suas qualidades! E os resultados deixam a gente assim, sem palavras apropriadas.

Prova de seu tino e encantamento – quando se trata de reunir pessoas, incríveis pessoas, ideias, incríveis ideias e esforços extraordinários -, é passear, mesmo que superficialmente, pelo novo site da Rede de Repensadores. Ali, fica patente aquele esforço a mais, a hora extra da hora extra! Um time liderado por Otavio Dias e Gabriela Tocchio. First class!

Não é “um site a mais”. É um espaço útil e chic, inteligente e organizado, gostoso e objetivo, com cara de conteúdo e com conteúdos gratuitos, direção de arte e de criação impecáveis. Ah, é lindo e lindo, muito lindo.

Passeie, fuce, compartilhe, diga o que achou!

Você vai se deleitar com temas de artigos interessantíssimos de cada um dos Repensadores já publicados. O meu já está lá: Não quero o ônus de ter um carro, quero o bônus de usufruir de vários.

E se você ainda não conhece a Rede de conteúdos mais pop, chegou a hora:
SOMOS PROFISSIONAIS DE DIFERENTES ESPECIALIDADES
QUE PERSEGUEM A INOVAÇÃO E QUEREM CONTRIBUIR
PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO.

Por que? Porque temos o desejo de inspirar e influenciar, de repensar, aprender e trocar ideias, de colaborar e contribuir para a concretização de projetos transformadores, de promover a inovação e a sustentabilidade. Gostou? Como diz a Repensadora Vania Ferrari, não se iniba “leve a gente para sua empresa”. Clique aqui ó: http://www.repensadores.com/contato

Rede de Repensadores

Rede de Repensadores

Nota: Em inglês o ditado é “who is worse shod than the shoemaker’s wife?”. Numa tradução livre “a mulher do sapateiro tem os piores sapatos.” Pra gente ver, que é difícil pra todo mundo.