Economia Global


14
Sep 14

Cada país tem a faixa que merece

Boneca Dilma criada pelo artista Marcus Baby

Boneca Dilma criada pelo artista Marcus Baby


Hoje faz 1 semana que a ciclofaixa ficou pronta na rua que eu moro. Nesses 7 dias não ouvi 1 elogio sequer. Um uníssono do contra. Mais que do contra, o jeito de blasfemar parecia ensaiado, raivoso: “putz, não acredito, aqui também puseram essas faixas? Que saco!”

Comecei a pensar o que todas essas pessoas-do-contra tinham em comum. Aparentemente, nada. Um taxista, o porteiro, uma amiga, um amigo, um caminhante, o cara que vende no sinal. Gente mais velha, mais moça. Gente do bairro, gente de longe.

Como é que tanta gente tão distinta é tão ostensivamente contra? Ah, sim, todos são brasileiros!

E hoje, pra coroar este assunto que vinha me coçando a semana toda, me deparei com esse vídeo, postado há exatos 7 dias com mais de 200.000 visualizações.
Eu que nunca concordei com esse ditado, passei a acreditar nele nesta semana: “cada povo tem o governo que merece”.

E aposto, que todos esses do contra, acham os 400 km de ciclovias de Amsterdam “o máximo”. E com certeza, também odeiam congestionamentos e a quantidade absurda de carros pelas ruas da capital a todo e qualquer momento do dia.

Ciclofaixas

Ciclofaixas

Ah, em tempo, sim houve uma exceção: meu amigo de Facebook, Mentor Neto, postou no dia 11: “… andando pela cidade e vendo as ciclovias bem sinalizadas, pintadas de vermelho, com duas mãos claramente indicadas e olhos de gato nos limites, dá orgulho da cidade.”

Bato palmas para os ciclistas que valentemente conseguiram, em tão pouco tempo, mudar a cara da cidade. Com muita luta e infelizmente, com algumas vidas.
#eugostodasciclofaixas


19
Jun 14

Zelite Branca

Chico Anísio em Escolinha do Professor Raimundo

Chico Anísio em Escolinha do Professor Raimundo

Viver num mundo que cresce de forma exponencial é enervante, fatigante, debilitante, extenuante, árduo, exaustivo. Exige de nós, cidadãos desta nova era, muito de tudo: muito mais trabalho, muito mais dedicação, mais conhecimento e muito, muito mais estudo.

Por isso, EDUCAÇÃO é um dos 15 Desafios Globais classificados pelo mais respeitado e influente relatório sobre o futuro da humanidade, o State of the Future 2013-14*. Porque a Educação constrói uma humanidade mais inteligente, detentora de mais conhecimento e mais sábia para compreender e enfrentar os desafios globais.

Por exemplo, como vamos suprir a necessidade crescente de energia com segurança e eficiência para todos? Como equilibrar o aumento da população e recursos? Como diminuir o abismo entre pobres e ricos, e o status da mulher? Como impedir as redes transnacionais do crime organizado de se transformarem em empresas globais ainda mais poderosas e sofisticadas? Como fazer chegar água potável a todos os habitantes do planeta sem conflitos?

Quando a Educação figura ao lado de gigantescas tarefas como energia, água potável, crime organizado transnacional, dá para entender a sua colossal importância. Mas tem mais! Os futuristas ainda colocam a Educação acima delas – como um “caminho”, a chave para se chegar à solução, senão de todos, de alguns desses 14 hercúleos desafios que o futuro nos impõe.

Posto isso, eu desafio o ditado que “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”. Não me importa quantas mil vezes o cidadão Sr. Lula repita essa lamentável frase. “Comeram demais, estudaram demais e perderam a educação”*, ela não se tornará verdade para mim. Muito menos para o mundo que propõe o oposto. Estudar cada vez mais e interconectar conhecimentos tem a ver com as nações que querem ver seus cidadãos dando as cartas no futuro próximo.

Não se tornará verdade, talvez porque eu faça parte das “zelite branca”: sou descendente de paraibanos, índios, portugueses, alemães, árabes e judeus. Ou porque sempre fui 1a. da classe. CDF. Tirei 10 em todas as matérias do vestibular com exceção de matemática. Sou trilíngue. Estudo todos os dias. E estou estudando agora para escrever este artigo.

Boliviana carregando seu bebê vota durante eleições nacionais Boliviana carregando seu bebê vota durante eleições nacionais.

Peguei um trem em São Paulo e fui até New York por terra, nos anos 1970. Conheço 3 continentes, 30 países, centenas de cidades em todo o mundo e nunca, jamais em todos os meus 60 anos conheci uma família – nos cafundós da Bolívia, Peru; na Colômbia caótica pelos conflitos entre cartéis da droga; num El Salvador em pé de guerra; numa Belize paralisada pelos cortadores de cana; no Panamá militarizado; na “Suécia sul americana”, a Costa Rica; Guatemala e México, em todos os subempregos que tive nos Estados Unidos, e em todas as famílias que conheci na Europa, ricas, pobres e remediadas – pais que não almejassem, desejassem e se sacrificassem para dar estudo para os seus filhos. Quanto mais e melhor, melhor.

Como futurista, quero líderes que pensem nos homens deste planeta em primeiro lugar. E não em alguns poucos homens, sempre.

Senhor cidadão Lula, afasta de mim esse cálice.

NOTAS:

Obrigada, Malu Moraes, amiga, professora e cidadã guerreira pela Educação.

Relatório Anual State of the Future 2013-14

Relatório Anual State of the Future 2013-14

I- 15 Desafios Globais pelo relatório State of the Future 2013-14.
1. Desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas
2. Água potável
3. Equilíbrio populacional e recursos
4. Democracia
5. Previsões globais e tomada de decisões
6. Convergência global de TI
7. Abismo entre pobres e ricos
8. Ameaças na Saúde
9. Paz e Conflitos
10. Status das mulheres
11. Crime organizado transnacional
12. Energia
13. Ciência e Tecnologia
14. Ética global.
15. Educação para uma humanidade mais inteligente, detentora de mais conhecimento e sábia para compreender e enfrentar os desafios globais.

II – Estudar não é feio, artigo de Miriam Leitão, em globo.com, 17/6/2014

III –  Lula conquistou a Copa da Cretinice, artigo de Augusto Nunes, em VEJA, 18/6/2014 

IV – Cálice, Chico Buarque e Milton Nascimento


6
May 14

Mundo MUDOU: RECONFIGUROU?

Hora de Reconfigurar Seu Negócio

Hora de Reconfigurar Seu Negócio

Quando o teu avô te pergunta uma função do celular e dali 2 minutos seu neto te mostra um novo app; quando você vê países que até pouco tempo só constavam de lista de desgraças passando zulando na frente de dezenas de países; quando você achou que a guerra fria e poliomielite tinham acabado; quando a centenária Coca-Cola deixa de ser a marca mais valiosa do mundo pela 1a. vez em 14 anos – desbancada não por outra bebida, mas por 2 gigantes de tecnologia – Apple – com 37 anos de vida e Google de apenas 15 aninhos; estamos todos diante de uma poderosa combinação de novas forças. Mudanças econômicas estão redistribuindo o poder, a riqueza, a competitividade,  os valores e as habilidades desta nova era.

Sim, estamos em transição para uma Nova Era. Não um novo século, mas uma nova era. Ah, sim, e todo mundo que está vivo, nunca mudou de era. Por isso, somos todos aprendizes. E aprendizes sem mapas ou fórmulas. Reconhecer este estado é crucial para se compreender a necessidade de reconfiguração. Precisamos nos auto-reconfigurar para aí partirmos para as grandes as reconfigurações de nossas vidas, comunidade, empresas, país, planeta.

Por isso, é tão importante discutir dentro das empresas o que é INOVAÇÃO, por que se fala tanto em GERAÇÃO Y, em FUTURO e LONGEVIDADE. É preciso trazer novos conteúdos para o umbigo da empresa, para gerar desconforto, novas conversas, novas perguntas, novos incômodos. Estamos diante de uma NOVA CONVERGÊNCIA. Entram em cena palavrões como a NEUROROBÓTICA e NEURONANOROBÓTICA. Ah, isso não tem a ver com você? Tem sim. Porque já estamos discutindo e assistindo a filmes sobre sexo com robôs. Isso tem a ver com TODO o MUNDO.

E voltando para a senhora Coca-Cola, veja que ela rebolou para ficar com o honroso 3o. lugar: é uma marca que vem lutando, se reinventando e até se transparentando. Quem diria!

Se das 10 marcas mais valiosas, pelo menos 6 são de tecnologia, dos 10 jovens brasileiros mais inovadores escolhidos pelo MIT, 8 de seus projetos tem a ver com tecnologia e um deles com robótica. É a Geração Y surfando no seu mundo onde as gerações mais velhas se engasgam e tropeçam.
Se você está pensando em reconfiguração, temos muito o que conversar. VAMOS?

Beia Carvalho Palestrante Futurista

Beia Carvalho Palestrante Futurista


NOTAS:
Geração Y: resumo
Relatório Best Global Brands: http://issuu.com/propmark/docs/ed_comp071013/27
MIT divulgou quem são os 10 jovens brasileiros mais inovadores:
5 produtos que vão morrer daqui 5 anos
ELA (HER): homem com o coração partido inicia relacioanmento com um novo e avançado sistema operacional, filme dirigido por Spike Jonze com Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson.

10 ganhadores brasileiros do MIT Technology Review, divulgado pelo Olhar Digital:

  • David Schlesinger (34 anos): software de computador para melhorar o diagnóstico de doenças genéticas.
  • Eduardo Bontempo (30 anos): plataforma de ensino própria para personalizar o ensino em universidades e também em escolas.
  • Guilherme Lichand (28 anos): reunião de informações de celulares com grande penetração com o objetivo de melhorar a gestão de problemas sociais.
  • Gustavo Caetano (32 anos): empresa inserida no segmento de internet que trabalha solucionando problemas de comunicação digital dentro de corporações.
  • Lorrana Scarpioni (23 anos): rede social focada na troca de diferentes experiências e conhecimentos entre os usuários.
  • Lucas Strasburg (22): criação de próteses ortopédicas mais baratas com o uso de plástico reciclado.
  • Mario Sérgio Adolfi Jr. (27 anos): desenvolvimento de softwares para o gerenciamento de cuidados hospitalares.
  • Martin Restrepo (32 anos): método de ensino com o uso de dispositivos móveis para melhorar a formação de empresários e também de estudantes.
  • Vanessa Testoni (34 anos): nova tecnologia de compras online mais seguras.
  • Wendell Coltro (34 anos): tecnologia mais acessível para a fabricação de aparelhos que vão ser usados em análises microfluídicas a partir do papel.
  • Marcas Mais Valorizadas 2013

    Marcas Mais Valorizadas 2013


    15
    Apr 14

    EDUCAR EDUCADOR 2014: importante para o Brasil.

    Beia Carvalho, Futurista e Repensadora fala das Gerações na Feira EDUCAR EDUCADOR

    Beia Carvalho, Futurista e Repensadora fala das Gerações na Feira EDUCAR EDUCADOR

    O tema EDUCAÇÃO foi um dos 3 temas de peso discutidos por países de primeiro mundo, na Conferência “Antecipando 2025”, em março deste ano, em Londres. Este fato per si, deixa toda e qualquer discussão a respeito do estado [lamentável] em que se encontra a Educação no Brasil, 100 vezes mais importante, mais relevante, mais urgente, mais imprescindível, mais pertinente, mais significativa, mais pivotal, mais séria, mais grave, mais decisiva, mais crítica, mais fundamental, mais essencial, mais central, mais crucial, mais indispensável, mais imperativa, mais inegociável, mais vital.

    Sim, é uma questão de vida ou morte. De vida ou morte de qualquer país que deseja fazer parte do jogo da próxima década. Quer seja embaralhando, jogando, ou dando as cartas. Mas no jogo. E o jogo mudou. Notou? As regras que demoramos tanto para aprender não servem mais. Não porque não sejam boas, mas porque elas não se aplicam ao novo jogo. Um exemplo deste novo jogo? MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia, foi surpreendido quando as mais altas notas para engenharia foram conquistadas por meninas de 16 anos da Mongólia, que tiveram acesso a educação online, de graça. Você começa a entender que o mundo está mudando quando a potencialidade de cada indivíduo combinada com a tecnologia barata e acessível dos cursos online muda o resultado do jogo. De repente, essas meninas tem acesso a oportunidades que nunca tiveram antes em suas vidas e em seus países. Porque a hora de “consertar” a Educação no Brasil, já passou. Uma das marcas dos novos jogos desta Nova Era é que as coisa não se acontecem linearmente, degrau por degrau. Elas nos surpreendem, como surpreenderam o MIT, porque saltam etapas, ignoram regras e desprezam destinos preconcebidos pela incompetência de seus países.

    Neste sentido, os desafios estão muito mais além do conhecido e infeliz mantra da educação “Nossos professores são mal pagos e desvalorizados. Nossas faculdades não formam os professores como deveriam. Nossos currículos não atendem princípios e regras que poderiam nos levar ao sucesso.”

    Se nos concentrarmos em pensar a Educação desta Nova Era, os nossos desafios serão outros. Talvez os problemas não sejam mais esses, porque eles pertencem ao passado. E não será “consertando” esses problemas, que teremos a Educação do futuro. Observar como setores tão imprescindíveis ao homem como a produção de alimentos desenvolveram soluções para o futuro é uma valiosa dica para conseguirmos saltos na Educação.

    Fazendas verticais, em Chicago

    Fazendas verticais, em Chicago

    O mundo precisa de um crescimento de mais de 4% na produção de alimentos e a produção não cresce nem 2%. Como produzir mais, com menos energia, menos água e menos espaço? Não é tentando “consertar” a atual fazenda, mas dando um salto: as fazendas verticais. A solução é radical. De novo, não é linear. Não é “melhorando” o que temos. É reinventando. Fazendas verticais de 30 a 40 andares estão sendo construídas em Chicago e Singapura. Isso não melhora, e sim muda a cadeia produtiva.

    Por que observar é interessante? Porque é raro encontrar nesta solução profissionais que vieram da área de alimentos. Os responsáveis por essa inovação vieram de diversos setores de tecnologia. Para não ficar num só exemplo, os aplicativos de taxi não são uma solução do Sindicato dos Taxistas, do Taxi Vermelho e Branco, nem de algum taxista desesperado, nem de um engenheiro de trânsito. Para cada inovação com que nos deparamos nos dias de hoje, detectamos soluções que vieram de profissionais não envolvidos diretamente com o assunto em questão. E em muitos casos, as soluções do futuro passam pela conjunção e colaboração de vários profissionais, expertises, experiências que, aparentemente, ou melhor, vistas com as regras dos jogos do passado, não fazem sentido. Com os olhos de ver o futuro, tem tudo a ver!

    Venha participar da EDUCAR EDUCADOR. É a 21a. edição da Feira que, neste ano, tem como temática central “Uma Verdadeira Imersão para a Excelência em Educação. Que Rumo Seguir?”. Muita gente boa vai estar lá. Grandes estudiosos nacionais e internacionais.

    Sim, eu vou estar lá ao lado de mais 2 Repensadores: Gil Giardelli e Alexandre Le Voci. E do meu mais novo amigo, o grande Tom Coelho. E os incríveis internacionais Domenico De Masi e Marc Giget.

    Gil Giardelli Professor e Repensador

    Gil Giardelli Professor e Repensador

    Alexandre Sayad Educador, Repensador e Jornalista

    Alexandre Sayad Educador, Repensador e Jornalista

    Tom Coelho Educador e Escritor

    Tom Coelho Educador e Escritor

    Domenico DeMasi Sociólogo

    Domenico DeMasi Sociólogo

    Marc Giget Inovador

    Marc Giget Inovador

    NOTAS:
    Beia Carvalho e as “5 Gerações no Mercado de Trabalho. Y é o X da Questão”.

    Gil Giardelli e seu grande tema “Você é o que Você Compartilha.”

    Alexandre Le Voci Sayad vai falar de “Mensurando o Impacto da Tecnologia na Educação”.

    Tom Coelho fala de “Sete Vidas: Lições para Construir seu Equilíbrio Profissional e Pessoal.

    Domenico De Masi: “O Ócio Criativo: Criatividade, Empreendedorismo e Inovação”

    Marc Giget  “Inovação ou Arte de Definir o Futuro e Desenvolvimento Humano”.

    Agradecimentos a Rede de Repensadores e a seu idealizador Otávio Dias, ao São Paulo e London Futurists e ao futurista Michell Zappa.

    Agradecimentos a Rohit Talwar, palestrante futurista da Futurist Speaker Fast Future Research, Fast Future Solutions, Fast Future Ventures.

    21a. Feira Educar Educador 2014

    21a. Feira Educar Educador 2014

    Destaques da Educar/Educador 2014
    • 21 a 24 de maio de 2014
    • Tema: uma verdadeira imersão para a excelência em educação. Que rumo seguir?
    • Evento em conjunto com a Bett Brasil será estruturado em 32.000 m²
    • Público de 20.000 pessoas entre congressistas e visitantes

    Livro The Vertical Farm

    Livro The Vertical Farm


    11
    Apr 14

    Dá? Não acredito! Ah, dá sim!

    A História da Construção Reescrita

    A História da Construção Reescrita

    Uma das coisas que está acontecendo na China é disrupção de umas das mais ortodoxas e dogmáticas indústrias, a da construção. O grupo BROAD SUSTAINABLE BUILDING transformou este processo ao construir um hotel de 30 andares em 15 dias.

    Como? Basicamente pre-fabricando todas as peças e depois montando o hotel como um Lego, no local. E eles estão construindo mais de 30 edifícios como esse, em várias partes do mundo. Mais do que isso, estão sendo convidados a mostrar como se vira de cabeça para baixo as ortodoxias de uma indústria, o modo como você “acha que deve” fazer algo, porque-sempre-foi-assim-que-todo-o-mundo-sempre-fez. Enfim, como fazer gigantescos projetos de infra-estrutura de forma inimaginavelmente rápida.

    Além da proeza da rapidez, o hotel é resistente a terremotos de magnitude 9, com um sistema de recuperação de ar, que proporciona 20 vezes mais ar fresco e 5 vezes mais eficiente em energia, que os edifícios normais.

    Se você ainda não viu, veja esse vídeo sobre esse hotel na Província de Hunan, China, final e 2011.

    Se você quer provocar sua empresa a pensar em inovação, veja meus conteúdos de palestras aqui:www.palestrasdabeia.com
    E venha curtir nossa fanpage: https://www.facebook.com/palestrasdabeia

    Notas:
    Conteúdo da Conferência “Anticipating 2025, março 2014, Londres.
    Palestrante Rohit Talwar, Global Futurist e Fundador da Fast Future Research, http://fastfuture.com


    13
    Jan 14

    Comida da Mama, da Mama, mesmo, em Londres?

    Tomates San Marzano

    Tomates San Marzano

    Ah, tem! Tem desde os luxuosos tomates San Marzano, os melhores pra se fazer o verdadeiro molho de tomate italiano, até coberturas para bruschetta feitas em casa, por vovós italianas. E mais uma variedade de molhos, azeites, azeitonas, mel, alcaparras e todas as delícias.

    Por que acreditar nisso? Porque o sindicato Coldiretti dos fazendeiros italianos, com mais de 1 milhão de famílias agricultoras, se uniu numa campanha contra produtos italianos falsos e a favor da genuína comida italiana. Apoiados pela Campagna Amica, que promove a agricultura local e também pelo Made In Italy e o Italian Trade Agency (http://www.italtrade.com/about/about_us.htm), o objetivo é oferecer uma comida eco-friendly produzida por pequenos agricultores.

    Campagna Amica é dona de várias lojas e mercados de agricultores na Itália e acaba de abrir sua 1a. loja em Londres, em Stroud Green, onde existe uma grande comunidade italiana de expatriados.

    E daí, você me pergunta?

    E daí que eu li tudo isso e fiquei pensando se o Brasil fizesse  mesma coisa com o nosso café, com a nossa cachaça e por aí vai.

    Mas, tem que TRABALHAR, RALAR, SE ORGANIZAR. Daí, dá! Brasiiiiiillllll!!!!

    Ah, e brasileiro expatriado é o que não falta, não é?

    Cafézinho & Cachaça pra "Gringo"

    Cafézinho & Cachaça pra “Gringo”


    3
    Jan 14

    5 Produtos que vão Morrer em 5 Anos

    Somos Menos Inteligentes que as Chaves - Smart Keys

    Somos Menos Inteligentes que as Chaves – Smart Keys

    (Artigo original publicado por Micah Singleton, 30DEZ2013, no Techlicious e republicado por TIME, ontem 02JAN2014. Livremente traduzido por 5 YEARS FROM NOW®)

    Daqui 5 Anos
    Com a velocidade da inovação na indústria de tecnologia, fica difícil saber quais produtos farão parte do nosso dia-a-dia nos próximos 5 anos. Mas podemos, prever aqueles que não durarão. Com os smartphones tomando o lugar de câmeras baratas e obsoletas e Netflix dando um banho no mercado de DVD e Blu-ray, fica claro que o cenário tecnológico será dramaticamente diferente no futuro próximo.

    Aqui estão 5 produtos que profetizamos estarão mortinhos da silva na segunda metade desta década.

    1 Blu-ray/DVD players
    Netflix, Netflix, Netflix. É incrível pensar que a morte de Blu-rays e DVDs (e Blockbuster) é responsabilidade de uma única empresa! Houve outras empresas nesta virada cultural para os streaming movies, mas Netflix é o iTunes dos filmes sob demanda. Engraçado, sim, porque o iTunes também aluga filmes.

    Por alguns anos, para assistir filmes, os aparelhos de Blu-ray já foram o crème de la crème, mas 2013 deve ser o último ano de crescimento para este mercado. Com a crescente facilidade de uso, acessibilidade e qualidade do Netflix (4K streaming nos próximos anos), sem mencionar outros concorrentes que poderão surgir e encantar os usuários, os Blu-ray estão fadados a se tornar as mais novas peças de coleção ao lado dos VHSs.

    2 GPS para Carros
    Daqui pouco mais de 6 anos, mais de 1.3 bilhões de iPhone e Android smartphones terão sido vendidos no mundo e todos eles  tem acesso a software de mapeamento. Combine isso com a crescente propagação de sistemas de GPS que já vem instalados de fábrica nos carros, e a morte deste produto tão bem sucediod no início e final dos anos 2000 está selada. Desde que o smartphones começaram a oferecer GPS em2008, as vendas dos GPS (stand-alone GPS units) para veículos caíram de 15 a 20% por ano.

    Ao custo de US$75-US$350, as unidades GPS para carros dos fabricantes Garmin e TomTom já estão se tornando inviáveis  (mas estas empresas ainda fazem sucesso com unidades de GPS para barcos e outras atividades outdoor), e certamente serão varridas do mercado daqui 5 anos. Com a qualidade das baterias permitindo mais tempo de uso nos smartphones e com a renovação da frota para os novos carros já com sistemas GPS, brevemente não haverá possibilidade de vida para o aparelho de GPS.

    3 Internet Discada
    É, Internet Discada ainda existe e as pessoas ainda a usam, não só no 3o. mundo. Na verdade, 3% dos americanos, ou seja 9 milhões de pessoas (a população de New Jersey) ainda a usam. Atualmente apenas 65% dos americanos tem banda larga. Graças à necessidade de acesso à Internet e a novas alternativas de conexão cada vez mais rápidas, a sobrevivência da Internet discada está com os dias contados.

    As empresas de Internet estão expandindo a passos largos, para servir a populações que demandam por velocidades de banda larga. Essas expansões continuarão a crescer nos próximos 5 anos, em parte graças ao FCC’s Connect America Fund, que tem por objetivo levar a banda larga a 7 milhões de americanos, que hoje não tem esse acesso. A combinação com a expansão das empresas de TV a cabo com as novas alternativas como Internet por satélite (que hoje atinge a velocidade de 15Mbps), a Internet discada será extinta nos próximos 5 anos.

    4 Câmeras Digitais Vagabundas
    Temos que agradecer à Apple por esta! O lançamento do iPhone 4, em 2010, mudou o jogo das câmeras em celulares e forçou a indústria mobile a acelerar a qualidade das câmeras tão drasticamente que deixou o mercado de câmeras abaixo de US$200 obsoleto. Ainda há consumidores que preferem estas câmeras a de seus smartphones, mas no passo que a tecnologia  mobile avança, falta pouco para que o que falta nas câmeras dos celulares seja passado.

    Daqui 5 anos, fabricantes de câmeras como Nikon, Canon e Sony deixarão de fabricar estas câmeras mais simples, que estarão integradas aos smartphones e se concentrarão no mercado mais top (mid- and high-end market).

    5 Chave de Carros
    Uma das menos discutidas mas mais rápida mudança que vai rolar em pouquíssimo anos é a redução das chaves físicas dos carros e a implantação das chaves-inteligentes (smart Keys) nos novos veículos. Surpreendentemente, esta grande mudança das chaves físicas aconteceu sem muito alarde por parte dos consumidores. Com benefícios como abrir as portas e ligar o motor sem tirá-las do bolso, keyless, e armazenar preferências do motorista, os consumidores destes novos veículos estão curtindo muito os benefícios do novo sistema inteligente (ainda que muitos acabam trancados do lado de fora se seus carros se saírem do veículo enquanto o carro está esquentando o motor).

    Mas tão rápido quanto as chaves inteligentes chegaram ao mercado, devem perder lugar para os próprios smartphones, que as substituirão. Com aplicativos como OnStar RemoteLink que é oferecido pela Chevrolet, que deixa você destravar e ligar o carro com um app, o futuro das chaves dos carros está mesmo numa App Store. Se vamos ficar com as chaves inteligentes ou se mudaremos para algo mais inovador nos próximos 5 anos, pode ter a certeza que as chaves físicas que usamos por amis de 70 anos serão mais uma daquelas coisas do passado.

    Clique nos Principais Links:
    FIM dos BLU-RAYS

    FIM das Câmeras simples (low-end) e aparelhos de GPS

    FIM da Internet Discada

    PROBLEMAS com Chaves Inteligentes

    APP para “Chaves de Carros”


    11
    Dec 13

    Desconto? Só se desligar o celular!

    DESLIGUE! Ganhe 50% de desconto.

    DESLIGUE! Ganhe 50% de desconto.

    O restaurante Abu Gosh, em Jerusalém, está dando 50% de desconto para seus clientes que desligarem seus celulares.
    Por que? Porque o zum zum zum dos malditos está matando o astral (atmosphere) dos restaurantes. A coisa chegou a um ponto, que o desconto é mega considerável, levando-se em conta que os meus “brimos” não são muito afeitos a descontos: 50%! Astral não é algo que se compre no supermercado: quem tem sabe que tem que preservar, a qualquer custo!

    Tocado pelo milionário árabe-israelita Jawdat Ibrahim, o restaurante tem o mesmo nome da vila onde está situado e é frequentado pelos locais. Ibrahim vem observando que, pouco a pouco, seus clientes vem falando cada vez menos entre si, desde que os smarphones viraram uma febre. Já teve até cliente que pediu para requentar o prato, devido aos intermináveis papos pendurados no celular. Agora, todo cliente que concordar em desligar seu celular terá 50% de desconto na conta. Apesar da pancada financeira na receita do restaurante, Ibrahim acredita no aumento da popularidade do lugar, no longo prazo.

    Na contramão do Abu Ghosh está o projeto do Feedie, que encoraja seus frequentadores a postar fotos de sua comida para ajudar a levantar fundos para crianças famintas.

    Este artigo foi livremente traduzido do originalmente escrito por Tracy Chong, para Springwise.

    NOTAS:
    ABU GOSH: TripAdvisor: http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1765603-d2419236-Reviews-Abu_Gosh-Abu_Ghosh_Jerusalem_District.html

    FEEDIE: http://www.wethefeedies.com


    17
    Nov 13

    Nova Era: ainda tá duvidando?

    Marcas Mais Valorizadas 2013

    Marcas Mais Valorizadas 2013

    A matéria começa assim: “A Coca-Cola deixa de ser a marca mais valiosa do mundo.” Vejam só, e pela 1a. vez nesses 14 anos, em que o relatório Best Global Brands é divulgado pela Consultoria Interbrands.

    Desde que fundei a 5 Years From Now®, o termo “Nova Era” é uma constante em tudo que faço, falo e escrevo. Para todos que me olham curiosos, é realmente um tema muito curioso. Para os que me olham duvidosos, o relatório não deixa dúvidas. Estamos em transição para uma Nova Era. Não um novo século, mas uma nova era. Ah, sim, e todo mundo que está vivo, nunca mudou de era. Nosso “guia” são as dicas do que ocorreu a cada vez que a humanidade mudou de era. Lembram-se das aulas de história e de arte: nenhum conceito de velhas eras passaram para as novas eras. Nem o conceito de Deus. Lembraram?

    Vejam quanto pano pra manga este quadro nos oferece! A Coca-Cola é desbancada não por uma outra bebida, mas pelas gigantes de tecnologia. Apple valendo quase 100 bilhões de dólares, em 1o. lugar, com 37 anos de vida e Google em 2o. lugar, uma jovem de apenas 15 aninhos, que juntas expulsaram a vovozinha de 127 anos da raia vitoriosa.

    E olha que esta senhora Coca-Cola não ficou moscando por aí, como muitas grandes marcas que conhecemos e que certamente não tomarão champanhe em 2020. O honroso 3o. lugar advém de uma marca que vem lutando, se reinventando e até se transparentando. Quem diria! Mas das 10 marcas mais valiosas, 6 são de tecnologia, sem colocar na conta a G.E.

    Voltando a vaca fria. Se fôssemos recitar o quadro ficaria assim, do 1o. ao último lugar: tecnologia, tecnologia, bebida, tecnologia, energia-tecnologia-infraestrutura-capital, comida, tecnologia, tecnologia, automotivo.

    Ah, sim, falando na Velha Era, aí está: a última colocada é uma montadora de automóveis. Reparem que não figuram as grandes automobilísticas representantes da Velha Era Industrial como Ford (1903), GM (1908), Chevrolet (1911), Chrysler (1925) ou Mercedes (1926). Mas sim a japonesa que introduziu o “Pensamento Toyota”, com suas inovadoras técnicas de gestão.

    E com toda a inovação japonesa, a Apple é quase 3 vezes maior que a Toyota! E é hoje quase 18 vezes maior que quando estreou o ranking, há 14 anos, na 36a. posição!

    Mas como diz o outro, só para “chutar cachorro morto” vamos ao maior crescimento de todo o ranking: Facebook com 43%! E o segundo maior crescimento é do Google, 34% em relação ao 2012.

    Uma Nova Era tem novos conceitos, novos líderes, novos heróis, novas redes. Tem um novo jeito de ensinar e de aprender. E o passo em que as mudanças estão ocorrendo em tecnologia está cada vez mais rápido. E isso acelera e muda tudo. De novo. Agradeço ao PropMark pela publicação desse quadro, que deixou minha vida muito mais simples e a palestrante muito mais interessante, rs.


    23
    Oct 13

    Apatia sexual japonesa ameaça economia global

    Homens Herbívoros?

    Homens Herbívoros?

    Os japoneses tem tanta aversão a relacionamentos amorosos que a mídia do Japão tem até um nome pra isso: sekkusu shinai shokogun, ou “síndrome do celibato”, de acordo com uma história amplamente divulgada pelo The Guardian (Why have young people in Japan stopped having sex?) sobre os baixos índices de casamentos, nascimentos e sexo mesmo, puro e simples.

    Mas isso é mais que uma história sobre o Japão e seus subterfúgios culturais: é uma história sobre a economia global. Japão é a 3a. maior economia do mundo, crucial para o comércio e um significante fator de bem estar para todos os envolvidos na economia. O Japão detém quase o mesmo valor da dívida americana que a China. É parceiro comercial top dos Estados Unidos, China e muitos outros países.

    A economia japonesa tem um problema que pode afetar a negativamente todos nós. E a maior causa desse problema é demográfico: os japoneses não estão tendo bebês para sustentar a economia. A razão é simples, eles não estão mais interessados em namorar ou se casar, em parte porque estão cada vez menos interessados em sexo.

    Desencontros

    Desencontros

    Veja alguns números, alguns do Guardian outros do estudo do Centro Populacional do Japão.
    • Gente demais que não acha graça em sexo: 45% das mulheres e 25% dos homens com idade entre 16 e 24 anos “não estão interessados ou desprezam o contato sexual.”
    • Mais da metade dos japoneses são solteiros. 49% de mulheres e 61% dos homens entre 18 e 34, não estão em nenhum tipo de relacionamento romântico.
    • Em qualquer grupo etário, o percentual de japoneses e japonesas que não estão num relacionamento romântico cresce regularmente desde a década de 1990.
    • Aproximadamente ¼ dos japoneses não querem relacionamentos românticos e 23% das mulheres e 27% dos homens não estão interessados em nenhum tipo de relacionamento romântico.
    • Mais de 1/3 das mulheres em idade de engravidar nunca fizeram sexo: 39% das mulheres e 36% dos homens entre 18 e 34. E essa porcentagem não mudou quase nada na última década, mas é extraordinariamente alta.
    • O Instituto de População Japonesa projeta que as mulheres entre 20 e 25 anos tem 25% de chance de nunca se casarem e 40% de chance de nunca terem filhos.

    Essas tendências não são novas. Desde 2006, as japonesas reclamam dos soshoku danshi ou “homens herbívoros,” aqueles que não tem interesse pelo sexo oposto. Há toda uma indústria no Japão que ajuda homens que renegam sua vida romântica, através de vídeos com jogos que simulam relacionamentos e até retiros nos feriados.

    Do outro lado, as japonesas, frequentemente evitam relações românticas, porque as leis e as normas japonesas podem dificultar muito a vida das mulheres que querem construir tanto uma carreira e como uma família. Apesar de ser um país riquíssimo e com altos índices educacionais, o Japão tem um dos piores sistemas de igualdade entre sexos. Tem um estilo de economia europeu, mas códigos familiares asiáticos. E as mulheres que querem trabalhar estão presas no meio desta contradição.

    A pressão é enorme! Não é só a falta de creches, mas espera-se das mulheres que ficam grávidas ou se casam que se demitam de seus empregos. Assim, avançar na carreira se torna algo impossível.

    Há uma palavra para mulheres casadas que trabalham oniyome, ou “esposa do diabo.” Como elas são forçadas a escolher entre se casar e ter um emprego, a maioria escolhe o último. Este pessimismo sobre o casamento parece ser, parcialmente, o responsável pela falta de interesse em relacionamento românticos, e portanto em sexo.

    Este artigo foi publicado originalmente no The Washington Post com o título “Japan’s sexual apathy is endangering the global economy” e foi traduzido livremente por mim. Veja em detalhe os quadros que mostram as razões comuns para continuar solteiro, em “notas” logo abaixo.

    NOTAS:
    1. The Guardian Why have young people in Japan stopped having sex?)
    http://www.theguardian.com/world/2013/oct/20/young-people-japan-stopped-having-sex

    2. Centro Populacional do Japão.
    http://www.ipss.go.jp/site-ad/index_english/nfs14/Nfs14_Singles_Eng.pdf

    3. Jogos Virtuais sobre relacionamentos
    http://www.theatlanticwire.com/global/2010/09/in-japan-men-take-virtual-girlfriends-on-real-vacations/18999
    http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/10/24/AR2010102403342.html

    4. Veja todos os gráficos aqui:
    http://www.washingtonpost.com/blogs/worldviews/wp/2013/10/22/japans-sexual-apathy-is-endangering-the-global-economy/?wpisrc=nl_wv