07
Jun 15

Para Cacilda, Janaína e Jeanne.

Janaina, Jeanne e Cacilda: as Heroínas!

Janaina, Jeanne e Cacilda: as Heroínas!

(postado há algumas horas atrás em meu perfil do Facebook, teve uma repercussão tão emocionante, que quis “eternizar” este post aqui em meu blog).

Ontem assisti a um filme que mexeu muito comigo. Still Alice. Tenho medo de Alzheimer. Muito medo. No filme, Julianne Moore, a Dra. Alice Howland, é uma renomada professora de linguistica, diagnosticada com um raro Alzheimer aos 50 anos. A doença coloca as relações entre marido, filho e 2 filhas à prova da vida.

Hoje, vejo na timeline de minha amiga Adélia Franceschini, o TED da incrível médica e palestrante contundente Dra Ana Claudia Quintana Arantes, especialista em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, além de pós graduada em Intervenções em Luto. O trabalho, ofício, missão desta mulher é aliviar a dor e o sofrimento de doentes e familiares e resgatar a biografia de pacientes. Ela implantou as políticas assistenciais de Avaliação da Dor e de Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein e é sócia fundadora da Associação Casa do Cuidar.

Aos poucos, a plateia (cada um a seu modo e intensidade) vai sendo tomada de uma tal emoção, que contagia a todos e nos faz refletir sobre esse assunto tão tabu em nossa sociedade. A Morte. Principalmente, a morte anunciada, que segundo a doutora é responsável por 800.000 das mortes anuais, no Brasil.

Separei uma parte do filme que penso traduzir o que a doutora diz sobre a Vida diante da presença da Morte. Mais abaixo o link para o TED. Still Alice (Para Sempre Alice) foi dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e escrito por Lisa Genova, com roteiro de Richard Glatzer e Wash Westmoreland. Estrelando a Estrela Julianne Moore no papel de Alice, seu marido Alec Baldwin (sou fã) e uma jovem que me encanta, Kristen Stewart.

Julianne Moore recebendo Oscar por Alice.

Julianne Moore recebendo Oscar por Alice.

E para coroar, o discurso de Julianne Moore ao receber o Oscar, por sua interpretação da Alice. Preste atenção no final de seus agradecimentos – a parte em que ela conta quando um dos diretores, Richard Glatzer, descobriu que estava com ELA (esclerose lateral amiotrófica, aquela do balde de gelo) e o outro diretor Wash Westmoreland, pergunta a ele o que ele quer fazer. Richard responde: CINEMA! Nooossa, tendo assistido ao TEDx da Dra Ana, é de arrepiar!!!!

Eternamente obrigada a Cacilda, Janaína e Jeanne que deixaram as vidas de seus familiares e as nossas vidas mais ricas nesta tarde de domingo. As 3 revelaram a nós – a partir do post no meu perfil do facebook – as suas experiências com as doenças degenerativas. Mulheres fortes, que agarram o leme de suas (nossas) vidas e seguem valentes, entusiásticas, em frente. Iluminam o nosso caminho. Com seus depoimentos, cheguei às lágrimas, uma vez mais nesta tarde.

Dizem que não há coincidências na vida, mas sincronicidade. Estou experimentando esta sincronicidade neste fim de semana. No meu post de ontem, afirmei que por conta da minha vida em rede, minha vida fica a cada dia melhor e mais rica de pessoas. Valeu, meninas! Obrigada a todos pelos comentários e por compartilharem e espalharem este tema tão especial a todos humanos: as nossas vidas.

NOTAS:
1. Cacilda, Janaína e Jeanne deixaram as vidas de seus familiares e as nossas mais ricas nesta tarde de domingo.

2. Still Alice (Para Sempre Alice) foi dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e escrito por Lisa Genova, com roteiro de Richard Glatzer e Wash Westmoreland . Com Julianne Moore no papel de Alice, Alec Baldwin, como seu marido e jovem, Kristen Stewart.

3. Link para a palestra do TEDx da Dra Ana Claudia Quintana Arantes FMUSP, especialista em Cuidados Paliativos: https://youtu.be/ep354ZXKBEs

4. Obrigada Janaína Machado pela explicação do banho de balde de gelo, como divulgação da doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica). Eu não sabia que a escolha do gelo é porque as pessoas normais conseguem sentir, em questão de segundos, a dor quase igual à terrível dor que o portador de ELA e EM sentem em seu corpo. Agora, a campanha faz muito mais sentido para mim.


24
Mar 15

Sua casa daqui 5 anos: 2020

Ou como seu sempre digo: 5 Years From Now!

Texturas Bizarras, Sensações Estranhas

Texturas Bizarras, Sensações Estranhas

Texturas Bizarras, Sensações Estranhas  
Uma das 7 previsões da IKEA para nossas casas em 2020 (daqui 5 anos)

Marcus Engman, lembra que passamos a maior parte de nosso tempo tocando telas, e o quanto isso é entediante. Ele prevê que no futuro próximo estaremos vivendo numa casa mais tátil, rodeada de tecidos e materiais personalizados (custom-designed), que contrastarão com as polidas telas de smartphones e tablets.

A Morte do Armazenamento
Uma das 7 previsões da IKEA para nossas casas em 2020.

Armazenamento foto de er Jonathan Lin, Flickr

Armazenamento foto de Jonathan Lin, Flickr

Gavetas, armários, estantes costumavam guardar nossos amados livros, discos, CDs e DVDs. Em outras épocas, disquetes. Ao mesmo tempo em que o espaço de moradia está ficando cada vez mais diminuto, toda essa “mobília” subiu para a NUVEM (cloud).

Segundo Marcus Engman, o Manda-Chuva do design da Ikea sueca, as pessoas gostam de mostrar seus objetos como uma forma de mostrar quem eles são. Assim, o que não estiver guardado na nuvem,  não estará escondido em uma gaveta. Ele fala em displays que sejam funcionais, mas também exibicionistas. Como a exposição de peças em um museu. Prateleiras abertas e gabinetes com vidro serão a tendência.

Mobília Inteligente
Uma das 7 previsões da IKEA para nossas casas em 2020 (daqui 5 anos)

Luminárias Inteligentes IKEA: carrega seu celular

Luminárias Inteligentes IKEA: carrega seu celular

No início deste mês, a Ikea lançou uma linha de luminárias que podia carregar via wifi todos seus gadgets. A ideia não é transformar a Ikea numa manufatura de eletrônicos, mas como diz Engman “nossa missão não é vender eletrônicos, mas descobrir como tornar a vida dentro de casa mais fácil e inteligente”. Tão bom e tão raro ver empresas com missões claras!

Mas será que será tão simples assim? Não bastarão as atualizações de aplicativos e vamos ter também que atualizar tapetes, luminárias e sofás? Ah, a Internet das Coisas (IoT).
Ikea deve expor uma Cozinha Conceitual, no próximo mês, em Milão, no Salone del Mobile.

Este artigo é uma adaptação do artigo publicado na FASTCOMPANY em 16/3/2015. Para ler sobre todas as outras previsões clique aqui no artigo de JOHN BROWNLEE, escritor deste artigo para a Fast Company. Seu trabalho já foi publicado pela Wired, Playboy, PopMech, CNN, Boing Boing, Gizmodo. Seu email é: john.brownlee+fastco@gmail.com.

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Beia Carvalho é palestrante futurista, a 1ª figura feminina a falar sobre Inovação.
Seus temas são aqueles que estão dando um nó em nossas empresas e vidas: Futuro, Gerações e Inovação.


09
Mar 15

Mulheres. Somos perfeitamente imperfeitas.

Beia Carvalho: Dia Internacional da Mulher 2015

Beia Carvalho: Dia Internacional da Mulher 2015. Entrevista Jornal PropMark, 8março2015

No dia 8 de março de 2010, há 5 anos, fechei um artigo* no meu blog com essa esperança:
“Espero que em 8 de março de 2015 possamos CE-LE-BRAR!? Celebrar o valor de homens e mulheres que ao desempenhar a mesma função, recebem o mesmo salário. Celebrar o fantástico declínio da violência sexual contra as mulheres, especialmente em zonas de guerra. Celebrar o fim da discriminação racial e da vileza da intimidação. Uma salva de palmas!”

Infelizmente, passados 5 anos, ainda não podemos bater palmas. Infelizmente, engatamos rapidamente uma marcha ré. Por favor, um uísque triplo, um balde de gelo, uma porrada no meio da minha cara, me tirem do túnel do tempo!

Temos, mulheres e homens juntos, que chegar ao cerne da questão do “feminicídio”, “femicídio” ou simplesmente “assassinato” contra mulheres, justificado sociocultural e historicamente pela dominação da mulher pelo homem e estimulado pela impunidade e indiferença da sociedade e do Estado. Crimes de ódio.***

Números?
ONU estima que 66 mil mulheres tenham sido assassinadas entre 2004 e 2009, em razão de serem mulheres. Impunidade é norma.

Números Brasil?
Quase 44 mil mulheres assassinadas entre 2000 e 2010. Em 30 anos (1980-2010) dobramos o nosso abominável e repugnante status de 2,3 para 4,6 assassinatos por grupo de 100 mil mulheres. Assim, junto com a posição de 7ª. economia do mundo, o Brasil está na 7ª. posição mundial de assassinatos de mulheres. Totais? São 92.000 mulheres assassinadas nestes 30 anos (em 20 anos de Guerra do Vietnã morreram 60.000 americanos). Ah, mas era uma guerra!

Então, vamos falar claramente: os homens estão em guerra contra as mulheres. Com uma diferença gritante: quase metade das mulheres assassinadas morreram nas mãos de seus companheiros ou ex-companheiros e em suas próprias casas. Não há nem a dignidade de declarar a guerra e se colocar como inimigo.

Será isso mesmo?
Será que muitos destes homens não deixaram muito claro para muitas destas mulheres que eram seus inimigos? O que acontece com a gente? Estamos cegas? Ou somos realmente seres tão inferiores que não conseguimos entender que ali é “Perigo, Perigo, Perigo”? Cai fora. Salta de banda.

Segundo os especialistas, homem que espanca mulher, repete. É que nem grapete. E quase metade também espanca os filhos. Mas as mães não dizem que amam os filhos? Que fazem tudo por eles? Oras, então há alguma coisa muito estranha e profunda nesta problemática. Sim, é muito complexo. É por isso que temos que juntar forças e reconhecer a complexidade do problema, que atinge todas as classes sociais, no mundo todo. Mas que aqui é muito, muito grave.

1 milhão abortos clandestinos por ano

1 milhão abortos clandestinos por ano


Neste Dia Internacional das Mulheres, também podemos comemorar as aterrorizantes cifras do aborto clandestino no Brasil: 1 milhão por ano!
E se é pra falar de vida: 1 mulher morre a cada 2 dias devido a abortos inseguros no Brasil. Sabe quem faz/fez aborto? Sua mãe, sua namorada, sua mulher (com ou sem seu consentimento), sua vizinha, sua avó, e sua prima de 16 anos. Mais da metade das mulheres (60%) entre 18 e 29 anos fizeram abortos.**

E de repente, em 2014, tivemos uma confluência de oportunidades incrível: 2 mulheres concorrendo em pé de igualdade a ser a nova presidenta do Brasil! Inacreditavelmente, em pleno século 21, vivenciamos uma realidade ímpar –– nenhuma das 2 representam os nossos anseios mais básicos: ter direitos sobre o nosso corpo. Direitos irrestritos. É muito muito triste. É muito muito desesperançoso. É desempolgante. É um país broxa.

Apatia sexual seria a solução?

Na contramão da tradição japonesa, novas palavras-conceitos surgem a todo momento para abarcar os novos comportamentos sociais/sexuais. Sekkusu shinai shokogun, ou “síndrome do celibato”: 45% das mulheres e 25% dos homens com idade entre 16 e 24 anos “não estão interessados ou desprezam o contato sexual.” A outra palavra: soshoku danshi ou “homens herbívoros,” indica aqueles que não tem interesse por mulheres. E deixei a pérola para o final. Oniyome “esposas do diabo” designa mulheres casadas que trabalham.

Lá, no riquíssimo Japão com altos índices educacionais, está um dos piores sistemas de igualdade entre sexos. Engraçado. Não serão as patentes ou a falta de inovação, que rebaixarão a economia japonesa. Será a falta de bebês para sustentar a economia. Será que bebês virtuais impulsionam a economia? Porque o jogo “LovePlus+,” xodó dos jovens japoneses, simula um relacionamento (não sexual) onde jovens saem de férias, num hotel real, com suas namoradas virtuais.

E em 2030?
A ficção trabalha muitas vezes como uma luz no fim do túnel. Assistindo ao Filme “Ela” (Her) conhecemos Amy, uma nerd que está desenvolvendo um game chamado “A Mãe Perfeita”. No jogo, a mãe perde milhares de pontos porque alimenta os filhos com açúcar refinado. Mas ela pode se redimir e ganhar pontos, ao fazer suas mães rivais sentirem inveja de seus cupcakes. CUPCAKES! Dá um tempo?!? Quase tive um ataque ao ver retratado em 2030, as mesmas pressões que as mães enfrentaram e ainda enfrentam para fazer de tudo para serem Mães Perfeitas.

Se não tomarmos em nossas mãos femininas a tarefa de virar esse jogo, os 16 anos que nos separam do filme ELA vão voar. E, quando menos percebermos, BUM! Estaremos cara a cara com 2030, com as mesmas intragáveis, velhas e irreais expectativas em relação às mulheres e mães, que não trazem felicidade para nenhum dos lados envolvidos.

Dá pra fazer muita coisa de hoje até lá!
Quais são as novas possibilidades de criar e educar as nossas crianças?
O que nós estamos (des)ensinando a nossos filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, netos e netas, vizinhos e vizinhas, primos e primas, irmão e irmãs? Porque o resultado é que muitos deles estão matando e muitas delas estão sendo mortas.

O que podemos começar a fazer JÁ?
Educar mulheres para serem seres por si e não para e pelo outro. Ensinar homens a serem homens. E que espanquem paredes, oras bolas! E que levem suas fúrias pra longe das mulheres. Mas o que mais? Não vamos deixar isso morrer no jornal de ontem, vamos? Então, bóra fazer o que mulheres sabem fazer de melhor? Conversar? Falar, falar, falar. Sem discriminações. Homens e mulheres vamos juntos nos livrar desta vergonha?

Vamos começar?
Em 2030, tenho a certeza que esses jovens estarão namorando de um jeito diferente e terão expectativas mais construtivas em relação aos diferentes sexos. Não gosto de pensar que essa é uma luta de mulheres. Penso que homens e mulheres, juntos, deveriam se unir para um mundo mais harmônico. Vamos nos magnetizar pela utopia de um mundo mais feliz – e não por um mundo de mulheres e mães perfeitas.

Neste dia Internacional das Mulheres não me venham com os adjetivos que santificam as mulheres: rosa, santa, esposa, mãe, “lá em casa quem manda é ela”. As mulheres não são perfeitas. Não falem, escrevam, reproduzam, incentivem, nem se alimentem machistamente com esta ideia de santidade. Porque quando não correspondemos a esta imagem da Santa Perfeição, os homens ficam muito decepcionados. E quando eles se decepcionam …

Nós somos mulheres. Somos perfeitamente imperfeitas.

Espero que em 8 de março de 2020 possamos CE-LE-BRAR!?Celebrar o valor de homens e mulheres que ao desempenhar a mesma função, recebem o mesmo salário. Celebrar o fantástico declínio da violência sexual contra as mulheres, especialmente em zonas de guerra. Celebrar o fim da discriminação racial e da vileza da intimidação. Uma salva de palmas!

Dia Internacional da Mulher 2015: Pesquisa IPSP MediaCT

Dia Internacional da Mulher 2015: Pesquisa IPSP MediaCT, Jornal PropMark, 8março2015

NOTAS:
A entrevista completa com os dados da pesquisa IPSOS MediaCT e com as entrevistadas Cecília Russo, Marlene Bregman, Judith Brito e eu está aqui: http://propmark.uol.com.br/mercado/52414:mulheres-questionam-hoje-a-propria-responsabilidade-na-continuidade-do-machismo. Por Cristiane Marsola.

* link para o post de 2010:

** dados Pesquisa Nacional do Abortamento (PNA)

*** Em 8.3.2015, num discurso atrapalhado, misto de comemoração ao dia das mulheres, arrocho econômico e programa de governo, a presidente Dilma sancionará no dia de hoje, 9.3.2015, a lei que tipifica feminicídio e o classifica como “crime hediondo”: o que impede que os acusados sejam libertados após pagamento de fiança, estipula que a morte de mulheres por motivos de gênero seja um agravante do homicídio e aumenta as penas às quais podem ser condenados os responsáveis, que poderão variar de 12 a 30 anos. (UOL) Vamos em frente!


03
Jan 15

Caipiras e Urbanóides

Donna Douglas, A Família Buscapé. 1933-2015

Donna Douglas, A Família Buscapé. 1933-2015

Eu era fã. Minha família toda era. Estávamos lá todas as semanas nos divertindo juntos. A TV ficava numa área de piso frio, o que era muito bom, pra quem morava em Bauru, sem ventiladores, nem ar condicionado.

A Família Buscapé – The Beverly Hillbillies – foi uma das primeiras sitcoms (situation comedies) da TV americana. Produzida pela CBS com 274 episódios – 106 em preto e branco (de 1962 a 1965) e 168 em cores (1965 a 1971). Nos divertíamos e aprendíamos bastante com a família caipira que havia ficado rica ao encontrar petróleo no quintal de casa e se mudado para uma das mansões de Beverly Hills, na Califórnia.

É dos anos 1960 também a criação do cartel OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Desde então, os países membros controlam refinadamente as “torneirinhas” do óleo negro balouçando os preços mundiais a seu bel prazer e interesses. Sou leiga no assunto, estou aqui googando, me perdendo e me achando com tanta informação. Me deparo com um tal relatório LINK, também dos anos 1960. Uma boa leitura para quem se interessa pela história da Petrobrás. Quem se aprofundar, poderá traçar algum paralelo entre os conselhos (desprezados, à época, pela esquerda) do geólogo americano e alto funcionário da Petrobrás, Walter K. Link, e os milhões do Pré-Sal.

De 1961 a 1964, a Petrobrás, como ‘criança teimosa’, só perfurou onde Mr. Link desaconselhou. Jogou centenas de milhões de dólares no lixo, sem produzir petróleo comercial. “Com o Brasil falido e em terrível crise cambial, o regime militar adotou as providências de Mr. Link, a partir de 1964. Logo no segundo poço perfurado no mar, o petróleo apareceu. Entre março de 1960 e março 1964, a produção de petróleo do Brasil caiu, e, entre março de 1964 e 1969, esta produção mais que dobrou.”

Donna Douglas era a linda filha caipiríssima da família. Morreu aos 81 anos. No primeiro dia do ano de 2015.

Era uma família ingênua em relação aos desafios da cidade grande. Mas desafiavam os parcos conhecimentos de seus urbanóides sobre a natureza com sua afiada cultura rural. Enquanto a previsão da TV anunciava um belo dia de sol, o pai – vindo dos cafundós do Arkansas – afirmava categoricamente que iria chover, porque as formigas, em seu belo jardim, estavam se recolhendo. E chovia.

NOTAS:
WIKIPEDIA:
A Familia Buscapé: http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Beverly_Hillbillies
O Relatório LINK, de Walter K. Link. http://pt.wikipedia.org/wiki/Relatório_Link


11
Dec 14

Quer a dica para seu evento do fim de ano?

Beia Carvalho é Palestrante futurista: Vamos FUTURAR pra FATURAR!

Beia Carvalho é Palestrante Futurista: Vamos FUTURAR pra FATURAR!

A disposição para INOVAR tem a ver com estados de espírito e comportamentos que não estavam em voga no século passado, como aprender e trabalhar com a diversidade, celebrar a heterogeneidade, compartilhar conhecimentos gratuitamente, exprimir ideias dissidentes e divergentes.

A inovação não acontece na ordem. A Era passada foi uma era ordenada, industrial, produtos iguais numa produção em escala. Quanto mais igual melhor!

É preciso uma certa disposição interna para inovar. Podemos inovar em nossa família, nossa comunidade, escola, empresa, estado. No namoro, no casamento. Inovar é vencer a batalha contra os nossos instintos, que querem o conforto das nossa velhas certezas.

Inovar não é uma decisão, uma tarefa a ser cumprida. Não passa pelo crivo dos benefícios e seus potenciais riscos como a compra ou não de uma determinada máquina. Há riscos, haverá erros e os benefícios serão uma incógnita. Mas na nova era da inteligência em rede a opção é INOVAR ou MORRER.

Vamos levar essas indagações para seu time repensar 2015?

Criei o conceito 5 Years From Now® porque me apavora como pessoas e empresas passam todas as horas do dia de hoje pensando em como mudar o presente. E não dedicam 1% de seu tempo para o futuro, onde nada existe e tudo pode acontecer.

5 anos é perto o bastante pra se imaginar e longe o suficiente pra você sonhar.

Quer falar de FUTURO? Fique com a original: 5 Years From Now®

Quer falar de FUTURO? Fique com a original: 5 Years From Now®


09
Dec 14

3 futuristas futurando

Jantar de Aniversário, 14 março 2014, NYC. Robert, Doug e Beia

Jantar de Aniversário, 14 março 2014, NYC. Robert, Doug e Beia

No começo de 2014, decidi que no aniversário de 60 anos iria viajar. Básico. Viajar é a melhor coisa do mundo, porque tudo que é maravilhoso na vida fica ainda melhor em viagens: namorar, beber, comer, fazer nada, conhecer e aprender. Nesta data especial quis aprender. E aprender comendo, bebendo, fazendo lhufas e conhecendo. Desta vez não teve namorado, snif. Foi em março deste ano. Apenas 2 destinos: New York e London.

Giacomo Balla, Futurismo Italiano - vanguarda artística altamente estética e políticamente radicalizada.

Giacomo Balla, Futurismo Italiano – vanguarda artística altamente estética e políticamente radicalizada.

Em NYC para comemorar o aniversário com amigos e visitar a exposição multidisciplinar do Futurismo Italiano (1909-1944), no Guggenheim. O começo da minha viagem para o futuro. Futurando desde a 2ª. guerra mundial.
De lá, direto para a Conferência Antecipando 2025, em Londres.
Decisão inspirada e timing perfeito. Amigos, Conhecimento e Novos Amigos.

Conferência Anticipating 2025, London 2014.

Conferência Anticipating 2025, London 2014.

Na conferência, convivi intensamente com pessoas que desde então vejo citadas como referência do grande assunto de todas as agendas: o futuro. David Levy (Amor com Robôs), Natasha Vita-More (Transhumanismo) e Aubrey de Grey (Longevidade) e o futurista Rohit Talwar – a inspiração deste post – são alguns das dezenas de personalidades futuristas daqueles dias londrinos.

Rohit abriu os trabalhos e me apaixonei, imediatamente. No coffee break, eu e uma horda de gente fomos falar com ele. Ao ouvir “Brazilian”, se virou e disse: eu adoro o Jose Cordeiro”. E eu ali, com aquela cara de conteúdo (Who the F* is Jose Cordeiro?). O que me lembro é que tive instantânea e total atenção da celebridade do momento. Rohit falou e falou sobre o venezuelano Jose Cordeiro, que era Conselheiro Fundador da área de Energia da Singularity University/NASA, Professor convidado do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e isso e aquilo e mais um quilômetro de curriculum. Findo o break, é hora de voltar para a conferência.

Adiante o seu relógio para 4 meses depois e se situe no Rio de Janeiro. Estou fazendo a abertura do 3º. Seminário de Inovação, porque o convidado internacional que abriria o evento se enroscou no aeroporto. Quem irrompe no recinto? Sim, ele, Jose Cordeiro. Foi um encontro rápido e marcante, que me deixou muito impressionada com toda aquela sincronicidade.

Vamos dar mais um salto à frente, 5 meses depois, estamos Jose e eu no mesmo palco. Desta vez num evento só nosso sobre Inovação, tecnologia e Energia. Os 2 ali, alternando o palco. Dá para acreditar? 

Futuristas Beia Carvalho & Jose Cordeiro no Evento da Rio Tinto Alcan, 2014.

Futuristas Beia Carvalho & Jose Cordeiro no Evento da Rio Tinto Alcan, 2014.

O que eu esperava ouvir na CONFERÊNCIA “Antecipando 2025”?
Ah, que daqui 10 anos teremos a capacidade de produzir energia solar para todas as necessidades humanas. Que a nanotecnologia e a biologia sintética nos trarão a abundância material. Que testemunharemos a transição do homem 1.0 para o pós-homem ou o transhumano 2.0, muito mais inteligente e com níveis de consciência e conectividade mais altos e muito mais sofisticados.

Que reverteremos os processos de envelhecimento e viveremos indefinida e saudavelmente. E transporemos um sistema educacional exaurido, que coloca as matérias que desenvolvem a criatividade como opcionais. Também esperava compartilhar os temores de que a tecnologia fosse usada para o “mal”, porque os terroristas terão acesso a armas de destruição em massa. Medos de desastres ecológicos por conta de todo este aquecimento global e de novas crises financeiras que venham acometer o mundo.

Encantada, apreensiva, estupefata, desentendida, ouvi a todos estes assuntos. E a muitos outros inesperados como a tese de doutorado Amor e Sexo com Robôs, de David Levy, que faz aniversário no mesmo dia que eu, rs. Param por aí as coincidências. Levy é Mestre internacional de xadrez, responsável pelos primeiros experimentos com inteligência artificial (Deep Blue) e envolvido com os mais recentes também, e escreveu mais de 40 livros. Imprevisível também foi ouvir sobre biologia quântica, que não faço a menor ideia do que seja, mas parece que será responsável pelo implante da vacina contra o câncer. E ficar fascinada com a incrível nanotecnóloga Sonia Contera dizendo que apenas 2% dos nossos genes são formados pelo tão aclamado DNA. “O resto nós não sabemos!”.

Ao recontar essa história 9 meses depois, tudo parece tão mais perto e mais familiar que no momento que comecei esse artigo. Relembro de Rohit Talwar dizendo que a incerteza é o novo normal, que a educação online e de graça vai mudar todo e qualquer jogo, e que se você não quiser jogar o jogo do momento, que invente outros.

Fui aprender. Trouxe comigo um montão de dúvidas. Um mundo de horas estudadas e já mastigadas por esses PhDs. Que se transformaram em novos e interessantes insights sobre o futuro. Sobre o que podemos fazer, no presente, para catapultar.

Aprendi com esses futuristas que futuram, que veem o porvir com bons olhos, que temos que lutar para fazer as coisas acontecerem bem. Que o desenvolvimento tecnológico tem que pensar nos homens deste planeta, em primeiro lugar. E não em alguns poucos homens, sempre.

Amor+Sexo com Robôs, David Levy

Amor+Sexo com Robôs, David Levy

Notas:

Guggenheim Museum: www.guggenheim.org/new-york/exhibitions/past/exhibit/5354

Giacomo Balla: pt.wikipedia.org/wiki/Giacomo_Balla

Singularity University/NASA: www.SingularityU.org

Jose Cordeiro: Conselheiro Fundador da área de Energia da Singularity University/NASA: www.cordeiro.org

Rohit Talwar: CEO da Fast Future Research: www.fastfuture.com

Beia Carvalho: Palestrante futurista e Presidente da 5 Years From Now®: www.5now.com.br

Evento Antecipando 2025 promovido pelo London Futurists, David Wood, presidente da Delta Wisdom.

Seminário Inovação Muzy, Cordeiro, Beia, Gustavo Caetano, Lindalia Reis e Pedro Moneo

Seminário Inovação Muzy, Cordeiro, Beia, Gustavo Caetano, Lindalia Reis e Pedro Moneo

 

Matéria no PropMark sobre o Evento na Rio Tinto Alcan

Matéria no PropMark sobre o Evento na Rio Tinto Alcan

___________

 


01
Dec 14

Dia Mundial da Luta Contra a Aids. Não Mosque!

No dia 1 de dezembro comemoramos um alerta a toda a humanidade.

É o Dia Mundial da Luta Contra a Aids.

Ainda não há vacina. Ainda não há cura.

Dia Mundial da Luta Contra a Aids

Dia Mundial da Luta Contra a Aids

SE LIGA!

NÃO MOSQUE!

NÃO CAIA EM PAPO FURADO.

ESTEJA SEMPRE PRA LÁ DE PREVENIDO(A)!

No dia 1 de dezembro comemoramos 6 anos da 5 Years From Now®.

Para quem nos acompanha em todas a Baladinhas já se acostumou a ver o banheiro repleto de camisinhas junto ao cartaz:

5 Years From Now® é Hoje!

5 Years From Now® é Hoje!

Inspiração da grande amiga Beth Berto.

Ainda não há vacina. Ainda não há cura.

Ainda não há vacina. Ainda não há cura.


19
Oct 14

Sinceramente?

Adoro Palmas!

Adoro Palmas!

Depois do “obrigada” vem as palmas. Palmas sempre provocam profundas emoções. Especialmente quando são longas e sonoras! Pouco a pouco, timidamente, começam as perguntas. Sinceramente, a parte da palestra que eu mais gosto. Uma vez, palestrei por 30 minutos e fiquei 1 hora no palco respondendo a perguntas. D+!

Tem os elogios. Tem as perguntas que te fazem repensar a palestra. Tem as que são tão complicadamente formuladas, que você não tem a mínima ideia de como responder. E tem ainda quem, ao pegar o microfone, sente que chegou a sua vez de palestrar. Cut! Hora da “última pergunta”. Respondida. Novas palmas.

Encerramento? Não. É a hora de quem quer falar com a palestrante em particular, ali no cantinho, sem microfone. Essa é a hora do vale tudo. Contato bem pessoal. Elogios, declarações pessoais, pedidos de conselhos para a carreira e para os negócios. “Posso te mandar meu CV?”.

Hora das fotos com a palestrante. Adoro fotos!

Mini-fã & Beia em Maceió

Mini-fã & Beia em Maceió

Em minha última palestra, um mini jovem, geração Z, se aproximou durante o coquetel e me disse: “Gostei muito de sua palestra. A senhora é muito sincera!”. Foi a hora de eu pedir uma foto com ele. Sinceramente? Fui tomada de uma emoção desmedida.

Obrigada, mini jovem de 12 anos que quer ser médico!

Há 6 anos sou dona do meu próprio negócio. Faço tudo o que aprendi na vida pessoal, familiar e profissional durante esses meus 60 anos para que dê certo e prospere. Faço do meu jeito, com autenticidade. Sinceramente? Às vezes, dá certo. É uma vida com altos e baixos. Sincera.

Até hoje, esse foi o maior elogio que recebi como empresária e palestrante.

INOVAR ou MORRER

INOVAR ou MORRER

NOTA:
Palestra INOVAR ou MORRER, que abriu a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do SEBRAE-Alagoas, em 13 de outubro de 2014. Obrigada a Ronaldo de Moraes e Silva, Fernanda Maia e Erica Pereira.
Palestra INOVAR ou MORRER


02
Oct 14

Hipsters, Mudérnus, Disainers: ELLO chegou!

Ello, só para os 'cool'

Ello, só para os ‘cool’

wow todo mundo eh hipster no ello??? (1º impacto do meu amigo André Moraes)

Reza a lenda que o boom desta nova rede social Ello, se deu graças a pisada de bola do Zuckerberg com a comunidade de Drag Queens – ao exigir que elas se registrassem com seus nomes verdadeiros – e não seus nomes de guerra. Pra você ver, que não é só no Brasil que prosperam Bolsonaros, Joões Campos, Felicianos, Magnos Maltas, Eduardos Cunhas, Apolinários, Crivellas, Demóstenes e a capitã Dilma Roussef, em suas cruzadas contra as comunidades LGBT.

Assim, de um átimo para outro, acharam acolhida em outras bandas. Chiquérrima, a rede que nasceu das mãos do designer Budnitz e outros 6 artistas, designers e programadores, é super clean e já está sendo chamada de anti-faceboook. O bochicho todo está ao redor do Manifesto da rede, que começa agressivamente assim: “Quem manda na sua rede social são os anunciantes.” Traduzi abaixo o manifesto completo.

Mas a tônica das crenças da rede está em preservar a sua privacidade, não vendendo seus dados; em não ter publicidade (para não enfeiar o design da rede, rs) e em BELEZA. Porque como diriam Vinicius de Morais “As muito feias que me perdoem. Mas beleza é fundamental.”

E tem até manual pra ser mudérno! Já te colocam nos “trilhos” na 1ª. mensagem de “boas-vindas”: “Olá Beia, aqui alguns de nossos perfis prediletos”. E aí, cara, se segura! É só campeão. Terra dos mudérrnos hipsters, fotos incríveis e o escambal em design. É a Patrulha da Estética! Quem viver, verá! Vamos ver onde estarão 5 years from now!

Não deixa de ser impressionante o crescimento exponencial da rede, aberta ao público pouco mais de um mês, com a estratégia de entrada “apenas com convites”. Quem se lembra da (mala) onda do Google Wave “invitation-only”? Parece que aqui está dando certo: há registros de convites Ello vendidos no eBay por mais de US $500! E a rede está recebendo mais de 35.000 pedidos de participação por hora! Resultado de uma onda viral recente.

Ello grew at an incredible rate this week

Ello grew at an incredible rate this week

Eles avisam que ainda estão em modo beta. Ontem recebi uma cartinha deles que explica os novos features que já estão em funcionamento, “resultado do trabalho dos programadores que passaram a noite em claro”. E abaixo todos os que ainda estão por vir.

Minha Capa Cool: Ello 2020

Minha Capa Cool: Ello 2020

Meu amigo Alex Anunciato me diz que aqui não tem “like”. Que Ello é um misto de Facebook com Twitter. Eu achei que – em termos de funcionamento de rede social – parece uma rede pre Orkut. Mas como só tem 1 mês de vida, vamos ver quais das atuais redes estarão tomando champagne em 2020.

Manifesto Ello
Quem manda nas sua rede social são os anunciantes.
Cada post que você compartilha, cada novo amigo, cada link que você segue é registrado, gravado e convertido em dados.
Anunciantes compram esses dados para poder lhe mostrar mais anúncios.
Você é o produto que está sendo comprado e vendido.

Nós acreditamos que existe um jeito melhor. Nós acreditamos em audácia. Nós acreditamos em beleza, simplicidade e transparência. Nós acreditamos que as pessoas que fazem coisas e as pessoas que usam essas coisas deveriam ser parceiras.

Nós acreditamos que uma rede social pode ser uma ferramenta para o empoderamento. E não uma ferramenta para enganar, coagir e manipular — mas um lugar para conectar, criar e celebrar a vida.

Você não é um produto.
concorda não concorda

Concordo!

Concordo!

NOTA:
Foto Beia by Egydio Zuanazzi


19
Sep 14

Vá te catar! Isso é que é futurar!

Dra Kira Radinsky e seu programa Debora, que prevê o futuro

Dra Kira Radinsky e seu programa Debra, que prevê o futuro

Com 6 anos de idade, a ucraniana Kira Radinsky escreveu a sua 1ª. linha de código para poder mudar de fase num joguinho. Vinte anos depois, já morando em Israel, ela criou um programa, chamado Debra, capaz de prever o futuro. E em 2013, Kira foi escolhida pelo MIT Technology Review, como um dos “35 Jovens Inovadores com menos de 35”. Faz a gente ficar com inveja de Israel, onde 46% da população adulta tem curso universitário.

Infelizmente, o vídeo não está legendado, mas é um bom teste para testar o seu inglês. São apenas 9 minutos de muita coisa interessante!

Nascida em Kiev, na Ucrânia, mudou-se pra Israel, aos 4 anos, em 1990. Com 8 anos já programava. Fazia cursos extras de física, química e literatura. Pra distrair aprendeu karatê e é faixa preta. Ah, também aprendeu piano, tênis e dança. Com 15 anos entrou na faculdade e com 26 era PhD: Dra Kira Radinsky. Vá te catar! E ainda por cima é bonita!

A obsessão por prever o futuro catapultou Kira para a fama. Seus algoritmos previram em 2012, com muitos meses de antecedência, o primeiro surto de cólera em Cuba, em 130 anos. E previram também as revoltas da Primavera Árabe. “O sistema criado por ela coleta uma quantidade imensa de informação eletrônica – além de notícias, mensagens do Twitter e verbetes da Wikipedia, por exemplo – e processa os dados para extrair relações de causa e efeito que podem ser usadas para prever o futuro”.1

Nesta palestra TEDx ela conta como começou a fazer correlações entre as secas de Bangladesh, nos anos 1960 e os surtos de cólera.  E finaliza com a sua indignação quanto às importantes decisões que são feitas diariamente em todo o mundo, “no escuro”, quando poderiam levar em conta dados e a tecnologia já disponíveis hoje em dia.

Notas:

Revista Época:

Jovem cientista cria algoritmo que prevê o futuro a partir do jornal de ontem

No Camels:

27-Year-Old Prodigy Dr. Kira Radinsky