Obesidade


2
Mar 14

Faça exercícios & envelheça bem, não importa sua idade

Exercícios na meia idade: comece!

Exercícios na meia idade: comece!

(traduzido livremente por mim do New York Times)

Um novo estudo traz esperança e encoraja adultos que de alguma forma negligenciaram a atividade física nas últimas décadas. Diz que tornar-se fisicamente ativo na meia idade, mesmo para alguém que tenha sido sedentário por anos a fio, reduz substancialmente a possibilidade de vir a adoecer seriamente ou ficar fisicamente incapacitado na aposentadoria.

O novo estudo é uma das inúmeras pesquisas dedicadas a examinar o envelhecimento bem sucedido (“successful aging”), um tópico com um considerável interesse científico, já que as populações dos Estados Unidos e da Europa (e no Brasil a partir de 2030), estão envelhecendo. E junto com elas, muitos cientistas. Em pesquisa, o termo “envelhecimento bem sucedido” significa muito mais que simplesmente estar vivo, o que é o requisito óbvio e básico. O envelhecimento bem sucedido envolve uma debilidade mínima após a idade de 65 anos, com pouca ou nenhuma séria doença crônica diagnosticada, depressão, declínio cognitivo ou problemas de locomoção que impediriam alguém de viver independentemente.

Estudos epidemiológicos detectaram que vários fatores já esperados contribuem para o envelhecimento bem sucedido. Nunca ter fumado, ter consumido álcool moderadamente e, por mais que seja injusto, ter dinheiro. Pessoas com mais recursos econômicos tendem a desenvolver menos problemas de saúde na meia idade, do que pessoas não tão bem de vida.

Mas ser fisicamente ativo durante a fase adulta é particularmente importante. Num estudo em grande escala publicado no ano passado, com mais de 12.000 homens australianos entre 65 e 83 anos, aqueles que praticavam exercícios por mais ou menos 30 minutos, 5 vezes por semana, estavam muito mais saudáveis e menos suscetíveis a morrer 11 anos após o início do estudo, que aqueles que eram sedentários. Mesmo quando os pesquisadores ajustaram os hábitos de fumar, educação, índice de massa corpórea e outras variáveis.

Outro estudo da University College London em conjunto com outras instituições pesquisou e observou de perto os hábitos de milhares de cidadãos ingleses, sobre como eles comiam, se exercitavam, se sentiam e de modo geral, como viviam, por décadas. Para o estudo, os cientistas isolaram 3.454 respondentes saudáveis, homens e mulheres entre 55 e 73 anos que informaram seus hábitos durante 8 anos.

Os pesquisadores dividiram os respondentes entre fisicamente ativos e não ativos. Por “ativo” o generoso estudo entendia que 1 hora por semana de atividades moderadas ou vigorosas bastavam. Dançar, lavar o carro, caminhar, cuidar do jardim 1 vez por semana já qualificava como “ativo”.

Oito anos depois que o estudo começou, o resultado mostrou que os respondentes que tinham sido e continuaram a ser fisicamente ativos, envelheceram melhor, com menor incidência das doenças crônicas, perda de memória ou incapacidade física. Mas a grande notícia é que aqueles que eram sedentários e começaram a se tornar ativos apenas na meia idade, também envelheceram com sucesso. Os exercícios na meia idade tiveram o efeito de reduzir em 7 vezes o risco de se tornarem doentes ou inválidos após 8 anos, comparados com aqueles que se conservaram ou se tornaram sedentários. Mesmo levando em conta o tabagismo e outros fatores.

Esses resultados reafirmam tanto a ciência como o senso comum. Os pesquisadores concluíram que “a redução da mortalidade associada ao aumento da atividade física foi similar àquela associada com o parar de fumar.”

Mas neste estudo, os voluntários não simplesmente viveram mais; eles viveram melhor que seus pares não ativos fisicamente, o que não deixa nenhum argumento para nós vivendo nossa meia idade. “Construa atividade no seu dia-a-dia. Ou, em termos concretos, se você ainda não dança, dance, lave seu carro e se seus talentos lhe permitem (os meus não), combine os dois, diz o Dr. Hamer.

NOTAS:
1. Neste mês de março completo 60 anos. Faço Pilates 2 vezes por semana há 10 anos. Torço para estar encaixada nos estudos!
2. Original: Exercise to Age Well, Whatever Your Age, escrito por Gretchen Reynolds, janeiro 29, 2014. http://mobile.nytimes.com/blogs/well/2014/01/29/exercise-to-age-well-regardless-of-age/?smid=tw-nytimes
3. Imagem: ON FEINGERSH/GETTY IMAGES


18
May 13

Ah, Se a Moda Pega!


A moda sempre me fascinou. E felizmente trabalhei 2 vezes neste mercado. Um mercado em que os azougues são poucos, porque entendem que trabalham com o intangível, mas o sucesso é bem tangível. Na moda há sucessos de crítica e público que rapidamente se transformaram em escandalosas bancarrotas. E os longevos e verdadeiros sucessos de negócios como Christian Dior e Giorgio Armani, para citar conhecidos.

A história por trás desses bem-sucedidos empresários da moda é sempre de muito perseverança, determinação, obsessão, mesmo. Costumo dizer que são do signo de capricórnio: nada os detém.

Lendo a trajetória de Mike Jeffries, 68, CEO da Abercrombie & Fitch desde 1984, seria ao mesmo tempo difícil e óbvio imaginar seu último depoimento, que causou frisson no bilionário mercado de moda.

Difícil, porque Jeffries praticamente nasceu dentro de uma cadeia de lojas. Aos 12 anos já era responsável pela compra da seção de brinquedos das lojas de seu pai, se formou em Economia, tem MBA na Columbia Business School, estudou na London School of Economics e trabalhou com Allen Questrom, da J.C. Penney e com o ex CEO da Gap, Millard S. Drexler, hoje J.Crew.

Fácil, porque seu arquétipo do Fora-da-Lei, o bad guy, jamais o abandonou! Ele ostenta títulos como “Mais Bem Pago dos Piores Gestores (Highest Paid Worst Performer), concedido a ele em 2008, pela The Corporate Library, numa pesquisa com 2.000 empresas americanas!

A web está de exemplos de sua luta insana por agregar valor a marca com suas frases arquetípicas “não quero que os meus principais clientes vejam pessoas que não são tão bacanas como eles usando nossas roupas”. Mas valor é uma coisa em decadência para Abercrombie desde 2005. Em 2009, após abrir 250 lojas, as vendas líquidas (net sales) eram de $313.9 milhões, muito perto dos $287.4 milhões de 2005 ou $351.3 de 2006.

Segundo a about.com sua reputação também não vai nada bem. Num país careta como os Estados Unidos, ele tem contra ele o boicote de grupos como Foco na Família, Fundação de Mulheres e Meninas, Coalisão Nacional para a Proteção de Crianças e Famílias, estudantes, universitários, pais e tantos grupos de internet que nem dá para listar.

As apostas do “fora-da-lei” não viraram grana, mas este vídeo de Greg Karber pode virar uma dor de cabeça.

Para quem não entende inglês, minha humilde contribuição: Tradução do vídeo.
Abercrombie & Fitch é um empresa horrível. Seu CEO insiste em somente contrata pessoas atraentes o que é irônico, considerando que ele tem essa cara. Além disso, ele se recusa a vender tamanhos grandes (XL e XXL) para mulheres, porque ele não quer que gordas usem suas roupas.

Mike Jeffries explica sua política relembrando que em toda escola existem jovens bacanas (popular kids) e os que não são. “Francamente, nós queremos os bacanas. Nós queremos todos os atraentes jovens americanos com um jeito cool e muitos amigos. Muita gente não encaixa [em nossas roupas], e eles não podem ter [pertencer]. Atitude de exclusão? Absolutamente.”

Para piorar a situação, eles queimam as roupas com defeitos em vez de dar para quem precisa. Eles querem só um tipo de pessoa usando suas roupas.

Hoje nós vamos mudar a marca deles. Viajei para um outlet de Los Angeles e comprei (não foi nada fácil) umas peças para doar aos desabrigados. De lá segui para a zona leste de Los Angeels, um local chamado Skid Row, que tem um das maiores populações de sem-tetos dos Estados Unidos. E comecei a doar. No começo, as pessoas foram relutantes em aceitar, mas depois minha expedição foi um grande sucesso.

Mas eu sou só uma pessoa eu não posso mudar uma marca sozinho. Eu vou precisar da sua ajuda. Então, dê uma olhada no seu guarda-roupa, no guarda-roupa dos seus amigos e de seus vizinho. Ache todas as roupas Abercrombie que eles compraram (por engano) e doe-as para o abrigo de sem-teto de sua cidade. Compartilhe o que você fez no Facebook e no Twitter e no Google+ (se você realmente estiver usando Google+) com a hashtag #FitchTheHomeless.

Juntos podemos fazer da Abercrombie & Fitch a marca de roupas número 1 dos sem-teto.

Mais aqui: http://www.businessinsider.com/abercrombie-wants-thin-customers-2013-5#ixzz2TeEf7zuq
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Mike_Jeffries_(CEO)
http://elitedaily.com/humor/the-10-most-ridiculous-things-mike-jeffries-ceo-of-abercrombie-fitch-has-said
Seguir @GregKarber