03
Jan 14

5 Produtos que vão Morrer em 5 Anos

Somos Menos Inteligentes que as Chaves - Smart Keys

Somos Menos Inteligentes que as Chaves – Smart Keys

(Artigo original publicado por Micah Singleton, 30DEZ2013, no Techlicious e republicado por TIME, ontem 02JAN2014. Livremente traduzido por 5 YEARS FROM NOW®)

Daqui 5 Anos
Com a velocidade da inovação na indústria de tecnologia, fica difícil saber quais produtos farão parte do nosso dia-a-dia nos próximos 5 anos. Mas podemos, prever aqueles que não durarão. Com os smartphones tomando o lugar de câmeras baratas e obsoletas e Netflix dando um banho no mercado de DVD e Blu-ray, fica claro que o cenário tecnológico será dramaticamente diferente no futuro próximo.

Aqui estão 5 produtos que profetizamos estarão mortinhos da silva na segunda metade desta década.

1 Blu-ray/DVD players
Netflix, Netflix, Netflix. É incrível pensar que a morte de Blu-rays e DVDs (e Blockbuster) é responsabilidade de uma única empresa! Houve outras empresas nesta virada cultural para os streaming movies, mas Netflix é o iTunes dos filmes sob demanda. Engraçado, sim, porque o iTunes também aluga filmes.

Por alguns anos, para assistir filmes, os aparelhos de Blu-ray já foram o crème de la crème, mas 2013 deve ser o último ano de crescimento para este mercado. Com a crescente facilidade de uso, acessibilidade e qualidade do Netflix (4K streaming nos próximos anos), sem mencionar outros concorrentes que poderão surgir e encantar os usuários, os Blu-ray estão fadados a se tornar as mais novas peças de coleção ao lado dos VHSs.

2 GPS para Carros
Daqui pouco mais de 6 anos, mais de 1.3 bilhões de iPhone e Android smartphones terão sido vendidos no mundo e todos eles  tem acesso a software de mapeamento. Combine isso com a crescente propagação de sistemas de GPS que já vem instalados de fábrica nos carros, e a morte deste produto tão bem sucediod no início e final dos anos 2000 está selada. Desde que o smartphones começaram a oferecer GPS em2008, as vendas dos GPS (stand-alone GPS units) para veículos caíram de 15 a 20% por ano.

Ao custo de US$75-US$350, as unidades GPS para carros dos fabricantes Garmin e TomTom já estão se tornando inviáveis  (mas estas empresas ainda fazem sucesso com unidades de GPS para barcos e outras atividades outdoor), e certamente serão varridas do mercado daqui 5 anos. Com a qualidade das baterias permitindo mais tempo de uso nos smartphones e com a renovação da frota para os novos carros já com sistemas GPS, brevemente não haverá possibilidade de vida para o aparelho de GPS.

3 Internet Discada
É, Internet Discada ainda existe e as pessoas ainda a usam, não só no 3o. mundo. Na verdade, 3% dos americanos, ou seja 9 milhões de pessoas (a população de New Jersey) ainda a usam. Atualmente apenas 65% dos americanos tem banda larga. Graças à necessidade de acesso à Internet e a novas alternativas de conexão cada vez mais rápidas, a sobrevivência da Internet discada está com os dias contados.

As empresas de Internet estão expandindo a passos largos, para servir a populações que demandam por velocidades de banda larga. Essas expansões continuarão a crescer nos próximos 5 anos, em parte graças ao FCC’s Connect America Fund, que tem por objetivo levar a banda larga a 7 milhões de americanos, que hoje não tem esse acesso. A combinação com a expansão das empresas de TV a cabo com as novas alternativas como Internet por satélite (que hoje atinge a velocidade de 15Mbps), a Internet discada será extinta nos próximos 5 anos.

4 Câmeras Digitais Vagabundas
Temos que agradecer à Apple por esta! O lançamento do iPhone 4, em 2010, mudou o jogo das câmeras em celulares e forçou a indústria mobile a acelerar a qualidade das câmeras tão drasticamente que deixou o mercado de câmeras abaixo de US$200 obsoleto. Ainda há consumidores que preferem estas câmeras a de seus smartphones, mas no passo que a tecnologia  mobile avança, falta pouco para que o que falta nas câmeras dos celulares seja passado.

Daqui 5 anos, fabricantes de câmeras como Nikon, Canon e Sony deixarão de fabricar estas câmeras mais simples, que estarão integradas aos smartphones e se concentrarão no mercado mais top (mid- and high-end market).

5 Chave de Carros
Uma das menos discutidas mas mais rápida mudança que vai rolar em pouquíssimo anos é a redução das chaves físicas dos carros e a implantação das chaves-inteligentes (smart Keys) nos novos veículos. Surpreendentemente, esta grande mudança das chaves físicas aconteceu sem muito alarde por parte dos consumidores. Com benefícios como abrir as portas e ligar o motor sem tirá-las do bolso, keyless, e armazenar preferências do motorista, os consumidores destes novos veículos estão curtindo muito os benefícios do novo sistema inteligente (ainda que muitos acabam trancados do lado de fora se seus carros se saírem do veículo enquanto o carro está esquentando o motor).

Mas tão rápido quanto as chaves inteligentes chegaram ao mercado, devem perder lugar para os próprios smartphones, que as substituirão. Com aplicativos como OnStar RemoteLink que é oferecido pela Chevrolet, que deixa você destravar e ligar o carro com um app, o futuro das chaves dos carros está mesmo numa App Store. Se vamos ficar com as chaves inteligentes ou se mudaremos para algo mais inovador nos próximos 5 anos, pode ter a certeza que as chaves físicas que usamos por amis de 70 anos serão mais uma daquelas coisas do passado.

Clique nos Principais Links:
FIM dos BLU-RAYS

FIM das Câmeras simples (low-end) e aparelhos de GPS

FIM da Internet Discada

PROBLEMAS com Chaves Inteligentes

APP para “Chaves de Carros”


11
Dec 13

Desconto? Só se desligar o celular!

DESLIGUE! Ganhe 50% de desconto.

DESLIGUE! Ganhe 50% de desconto.

O restaurante Abu Gosh, em Jerusalém, está dando 50% de desconto para seus clientes que desligarem seus celulares.
Por que? Porque o zum zum zum dos malditos está matando o astral (atmosphere) dos restaurantes. A coisa chegou a um ponto, que o desconto é mega considerável, levando-se em conta que os meus “brimos” não são muito afeitos a descontos: 50%! Astral não é algo que se compre no supermercado: quem tem sabe que tem que preservar, a qualquer custo!

Tocado pelo milionário árabe-israelita Jawdat Ibrahim, o restaurante tem o mesmo nome da vila onde está situado e é frequentado pelos locais. Ibrahim vem observando que, pouco a pouco, seus clientes vem falando cada vez menos entre si, desde que os smarphones viraram uma febre. Já teve até cliente que pediu para requentar o prato, devido aos intermináveis papos pendurados no celular. Agora, todo cliente que concordar em desligar seu celular terá 50% de desconto na conta. Apesar da pancada financeira na receita do restaurante, Ibrahim acredita no aumento da popularidade do lugar, no longo prazo.

Na contramão do Abu Ghosh está o projeto do Feedie, que encoraja seus frequentadores a postar fotos de sua comida para ajudar a levantar fundos para crianças famintas.

Este artigo foi livremente traduzido do originalmente escrito por Tracy Chong, para Springwise.

NOTAS:
ABU GOSH: TripAdvisor: http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1765603-d2419236-Reviews-Abu_Gosh-Abu_Ghosh_Jerusalem_District.html

FEEDIE: http://www.wethefeedies.com


17
Nov 13

Nova Era: ainda tá duvidando?

Marcas Mais Valorizadas 2013

Marcas Mais Valorizadas 2013

A matéria começa assim: “A Coca-Cola deixa de ser a marca mais valiosa do mundo.” Vejam só, e pela 1a. vez nesses 14 anos, em que o relatório Best Global Brands é divulgado pela Consultoria Interbrands.

Desde que fundei a 5 Years From Now®, o termo “Nova Era” é uma constante em tudo que faço, falo e escrevo. Para todos que me olham curiosos, é realmente um tema muito curioso. Para os que me olham duvidosos, o relatório não deixa dúvidas. Estamos em transição para uma Nova Era. Não um novo século, mas uma nova era. Ah, sim, e todo mundo que está vivo, nunca mudou de era. Nosso “guia” são as dicas do que ocorreu a cada vez que a humanidade mudou de era. Lembram-se das aulas de história e de arte: nenhum conceito de velhas eras passaram para as novas eras. Nem o conceito de Deus. Lembraram?

Vejam quanto pano pra manga este quadro nos oferece! A Coca-Cola é desbancada não por uma outra bebida, mas pelas gigantes de tecnologia. Apple valendo quase 100 bilhões de dólares, em 1o. lugar, com 37 anos de vida e Google em 2o. lugar, uma jovem de apenas 15 aninhos, que juntas expulsaram a vovozinha de 127 anos da raia vitoriosa.

E olha que esta senhora Coca-Cola não ficou moscando por aí, como muitas grandes marcas que conhecemos e que certamente não tomarão champanhe em 2020. O honroso 3o. lugar advém de uma marca que vem lutando, se reinventando e até se transparentando. Quem diria! Mas das 10 marcas mais valiosas, 6 são de tecnologia, sem colocar na conta a G.E.

Voltando a vaca fria. Se fôssemos recitar o quadro ficaria assim, do 1o. ao último lugar: tecnologia, tecnologia, bebida, tecnologia, energia-tecnologia-infraestrutura-capital, comida, tecnologia, tecnologia, automotivo.

Ah, sim, falando na Velha Era, aí está: a última colocada é uma montadora de automóveis. Reparem que não figuram as grandes automobilísticas representantes da Velha Era Industrial como Ford (1903), GM (1908), Chevrolet (1911), Chrysler (1925) ou Mercedes (1926). Mas sim a japonesa que introduziu o “Pensamento Toyota”, com suas inovadoras técnicas de gestão.

E com toda a inovação japonesa, a Apple é quase 3 vezes maior que a Toyota! E é hoje quase 18 vezes maior que quando estreou o ranking, há 14 anos, na 36a. posição!

Mas como diz o outro, só para “chutar cachorro morto” vamos ao maior crescimento de todo o ranking: Facebook com 43%! E o segundo maior crescimento é do Google, 34% em relação ao 2012.

Uma Nova Era tem novos conceitos, novos líderes, novos heróis, novas redes. Tem um novo jeito de ensinar e de aprender. E o passo em que as mudanças estão ocorrendo em tecnologia está cada vez mais rápido. E isso acelera e muda tudo. De novo. Agradeço ao PropMark pela publicação desse quadro, que deixou minha vida muito mais simples e a palestrante muito mais interessante, rs.


23
Oct 13

Apatia sexual japonesa ameaça economia global

Homens Herbívoros?

Homens Herbívoros?

Os japoneses tem tanta aversão a relacionamentos amorosos que a mídia do Japão tem até um nome pra isso: sekkusu shinai shokogun, ou “síndrome do celibato”, de acordo com uma história amplamente divulgada pelo The Guardian (Why have young people in Japan stopped having sex?) sobre os baixos índices de casamentos, nascimentos e sexo mesmo, puro e simples.

Mas isso é mais que uma história sobre o Japão e seus subterfúgios culturais: é uma história sobre a economia global. Japão é a 3a. maior economia do mundo, crucial para o comércio e um significante fator de bem estar para todos os envolvidos na economia. O Japão detém quase o mesmo valor da dívida americana que a China. É parceiro comercial top dos Estados Unidos, China e muitos outros países.

A economia japonesa tem um problema que pode afetar a negativamente todos nós. E a maior causa desse problema é demográfico: os japoneses não estão tendo bebês para sustentar a economia. A razão é simples, eles não estão mais interessados em namorar ou se casar, em parte porque estão cada vez menos interessados em sexo.

Desencontros

Desencontros

Veja alguns números, alguns do Guardian outros do estudo do Centro Populacional do Japão.
• Gente demais que não acha graça em sexo: 45% das mulheres e 25% dos homens com idade entre 16 e 24 anos “não estão interessados ou desprezam o contato sexual.”
• Mais da metade dos japoneses são solteiros. 49% de mulheres e 61% dos homens entre 18 e 34, não estão em nenhum tipo de relacionamento romântico.
• Em qualquer grupo etário, o percentual de japoneses e japonesas que não estão num relacionamento romântico cresce regularmente desde a década de 1990.
• Aproximadamente ¼ dos japoneses não querem relacionamentos românticos e 23% das mulheres e 27% dos homens não estão interessados em nenhum tipo de relacionamento romântico.
• Mais de 1/3 das mulheres em idade de engravidar nunca fizeram sexo: 39% das mulheres e 36% dos homens entre 18 e 34. E essa porcentagem não mudou quase nada na última década, mas é extraordinariamente alta.
• O Instituto de População Japonesa projeta que as mulheres entre 20 e 25 anos tem 25% de chance de nunca se casarem e 40% de chance de nunca terem filhos.

Essas tendências não são novas. Desde 2006, as japonesas reclamam dos soshoku danshi ou “homens herbívoros,” aqueles que não tem interesse pelo sexo oposto. Há toda uma indústria no Japão que ajuda homens que renegam sua vida romântica, através de vídeos com jogos que simulam relacionamentos e até retiros nos feriados.

Do outro lado, as japonesas, frequentemente evitam relações românticas, porque as leis e as normas japonesas podem dificultar muito a vida das mulheres que querem construir tanto uma carreira e como uma família. Apesar de ser um país riquíssimo e com altos índices educacionais, o Japão tem um dos piores sistemas de igualdade entre sexos. Tem um estilo de economia europeu, mas códigos familiares asiáticos. E as mulheres que querem trabalhar estão presas no meio desta contradição.

A pressão é enorme! Não é só a falta de creches, mas espera-se das mulheres que ficam grávidas ou se casam que se demitam de seus empregos. Assim, avançar na carreira se torna algo impossível.

Há uma palavra para mulheres casadas que trabalham oniyome, ou “esposa do diabo.” Como elas são forçadas a escolher entre se casar e ter um emprego, a maioria escolhe o último. Este pessimismo sobre o casamento parece ser, parcialmente, o responsável pela falta de interesse em relacionamento românticos, e portanto em sexo.

Este artigo foi publicado originalmente no The Washington Post com o título “Japan’s sexual apathy is endangering the global economy” e foi traduzido livremente por mim. Veja em detalhe os quadros que mostram as razões comuns para continuar solteiro, em “notas” logo abaixo.

NOTAS:
1. The Guardian Why have young people in Japan stopped having sex?)
http://www.theguardian.com/world/2013/oct/20/young-people-japan-stopped-having-sex

2. Centro Populacional do Japão.
http://www.ipss.go.jp/site-ad/index_english/nfs14/Nfs14_Singles_Eng.pdf

3. Jogos Virtuais sobre relacionamentos
http://www.theatlanticwire.com/global/2010/09/in-japan-men-take-virtual-girlfriends-on-real-vacations/18999
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/10/24/AR2010102403342.html

4. Veja todos os gráficos aqui:
http://www.washingtonpost.com/blogs/worldviews/wp/2013/10/22/japans-sexual-apathy-is-endangering-the-global-economy/?wpisrc=nl_wv


10
Oct 13

Apple watches Santos Dumont

iWatch?

iWatch?


Há 110 anos, o gênio brasileiro Santos Dumont pediu ao seu amigo, o joalheiro Louis Cartier, um relógio especial: queria um relógio para vestir no pulso! Cartier escolheu um modelo feminino em metal, bem grande, com visor quadrado e tascou-lhe uma pulseira de couro. E em março de 1904, Santos Dumont passou a desfilar o modelito por Paris. Inovação por disrupção: o relógio cortou para sempre o cordão que o prendia umbilicalmente aos bolsos dos homens da Belle Époque. A era das belas inovações tecnológicas como o telefone, o telégrafo sem fio, o automóvel, o cinema, o Impressionismo, a Art Nouveau, a alta costura e, 2 anos mais tarde, pelas mãos do próprio, o mais pesado que o ar, o avião.

Santos Dumont em 1918

Santos Dumont em 1918

Santos Dumont não foi o inventor do relógio de pulso, mas tinha o amigo certo, na hora certa, na Époque certa. Uma década depois, começa a 1ª. guerra mundial, que popularizou o relógio para sempre já que seria impossível puxar uma correntinha do bolso enquanto soldados manejavam armas.

Mecânicos, automáticos, eletrônicos, analógicos, táteis, digitais, a quartzo, com calendário, cronógrafo, taquímetro, cronômetro, com as fases da lua, à prova d´água, iluminados, com função GMT, calculadoras, barômetros, bússolas vídeo games, câmeras digitais, GPS, em braile, para mergulhadores e para astronautas. De ouro, prata, com diamantes, de aço, de plástico. Ah, os relógios!

Espera-se para breve o lançamento do iWatch. E as manchetes não param: “Apple reforça equipe para acelerar desenvolvimento do iWatch”, “Apple registra marca iWatch em mais 4 países”, “Apple cria bateria flexível que pode ser usada no iWatch”, “Apple pede registro do iWatch no Brasil”. O INPI divulgou o pedido 840532792, referente ao registro da marca “I WATCH” feito em junho pela Apple.

iWatch?

iWatch?

Dentre as especulações, imagina-se que o relógio inteligente da Apple terá uma tela OLED flexível e que poderá ser lançado no segundo semestre de 2014 com preços entre 150 e 230 dólares.

iWatch flexível?

iWatch flexível?

Fui atrás dos nerds pra saber o que nos aguarda com o iWatch. Chandra é editor do iGeeksBlog e descreve em 10 razões porque o iWatch da Apple é uma boa ideia:
1. É a hora de vestir Tecnologia
Os dispositivos vestíveis vão ser a nova moda. Google Glass avançando e o IWatch prometido para 2014. Muitas pessoas acham que pode ser algo desconfortável, mas as possiblidades que se abrem são enormes e será uma tecnologia realmente disruptiva.

2. iWatch reduzirá nosso tempo no celular
Da mesma forma que o iPad reduziu nosso tempo no laptop. Não vai precisar sair com o seu iPhone a todo o momento. É um relógio que te informa muito mais que só a hora.

3. É um produto de nicho
iWatch, como o iPod, será um produto de nicho e a Apple fez milhões com produtos como o computador NeXT, iPod, iPad, todos de nicho, quando começaram, evidentemente.

4. É o relógio da vez: NOVO-FASHION
Relógios nunca saem de moda, mas com o uso intensivo dos celulares, ver as horas num relógio tem sido bastante reduzido. iWatch poderá ser uma declaração de estilo, de status. É cool, a cara da Apple.

5. Apple precisa inovar
iPhone, iPad and iPod já deixaram de ser símbolos de inovação. iWatch pode levar a Apple ao foco de tecnologias disruptivas.

6. iWatch fará da Siri um recurso melhor
Siri (o guia-grilo-falante do Iphone, ainda sem utilização em português/Brasil) será mais fácil de usar com uma interface simples, em vez de ficar falando em público com o seu celular.

7. iWatch é mais seguro
Difícil esquecer no sofá ou táxi uma coisa que está presa no seu pulso. Já o ladrão é mais difícil de evitar pro iPhone ou pro iWatch.

8. iWatch fará a vida mais simples
Só o fato de tirar o iPhone da equação já simplifica a vida, pelo menos para ver mensagens, alertas, e-mails etc.

9. Relógio já é o “vestível” mais confortável que conhecemos.

O Google Glass é muito bacana, mas nem de longe é tão confortável como usar um relógio de pulso. iWatch será um sucesso da perspectiva do design.

10. iWatch pode ser a resposta da Apple ao Projeto Glass
Google e Apple não estão competindo com o mesmo produto, mas o gênero é o mesmo. E a Apple não gosta de ficar pra trás. É a aurora da tecnologia de vestir e tenho a certeza que a Apple vai fazer uma entrada gigante neste mercado.

É incrível que 110 anos depois que Santos Dumont recebeu de Cartier seu primeiro relógio de pulso – e com tantas partes humanas para serem vestidas -, um dos maiores trunfos da Apple sobre seu concorrente Google na guerra da tecnologia de vestir seja justamente o conforto de ser vestida no pulso. Ai watch!

O Cartier de pulso de Santos Dumont

O Cartier de pulso de Santos Dumont


NOTAS:
1) Santos Dumont aeronauta, esportista e inventor brasileiro nasceu em 1873 e morreu em 1932. Com 24 anos, em 1897 herdou imensa fortuna e foi pra Paris. Em 1906, inventou o avião.
2) Relógios de pulso: primeiro modelo é do relojoeiro Abraham Louis Bréguet, encomenda de Carolina Murat, princesa de Nápoles e irmã de Napoleão Bonaparte, cerca de 1814 – portanto 90 anos anos antes de Dumont.
A invenção também foi atribuída a Athoni Patek e Adrien Phillipe, fundadores da empresa Patek-Phillipe, em 1868. Wikipedia
3) Livros escritos por Santos Dumont:
Dans L’Air – No Ar, 1904
O Que Eu Vi – O Que Nós Veremos, 1918
Os Meus Balões Alberto Santos
4) iGeeks.com
5) wearable technology traduzida por mim por tecnologia vestível ou de vestir.


02
Oct 13

Nesta casa de Ferreiro o espeto é de Ferro.


Ninguém explica seus ditados tão bem explicadinho como os próprios portugueses. Então, aqui vai a explicação do ditado “em casa de ferreiro, o espeto de pau”. Diz a wikipedia: “Um ferreiro que trabalha tanto para fazer espetos de ferro para os outros, que não lhe sobra tempo de fazer espetos de ferro para si mesmo; usando assim os espetos de pau.”

Na casa deste ferreiro perseverante, determinado, perfeccionista, incansável, lunático, visionário, Otavio Dias, sócio e presidente da agência REPENSE e idealizador da Rede de Repensadores, o espeto é de ferro. Sim, ele trabalha tanto para fazer espetos de ferro para os outros e ainda faz acontecer um tempo para fazer espetos de ferro. Despreza os espetos de pau.” Nenhum ditado existe à toa, portanto, é de se imaginar que Otávio tenha conseguido um feito louvável. Quem o acompanha, é testemunha do efeito avassalador de sua personalidade absurdamente cativante, bombando sobre todas as suas qualidades! E os resultados deixam a gente assim, sem palavras apropriadas.

Prova de seu tino e encantamento – quando se trata de reunir pessoas, incríveis pessoas, ideias, incríveis ideias e esforços extraordinários -, é passear, mesmo que superficialmente, pelo novo site da Rede de Repensadores. Ali, fica patente aquele esforço a mais, a hora extra da hora extra! Um time liderado por Otavio Dias e Gabriela Tocchio. First class!

Não é “um site a mais”. É um espaço útil e chic, inteligente e organizado, gostoso e objetivo, com cara de conteúdo e com conteúdos gratuitos, direção de arte e de criação impecáveis. Ah, é lindo e lindo, muito lindo.

Passeie, fuce, compartilhe, diga o que achou!

Você vai se deleitar com temas de artigos interessantíssimos de cada um dos Repensadores já publicados. O meu já está lá: Não quero o ônus de ter um carro, quero o bônus de usufruir de vários.

E se você ainda não conhece a Rede de conteúdos mais pop, chegou a hora:
SOMOS PROFISSIONAIS DE DIFERENTES ESPECIALIDADES
QUE PERSEGUEM A INOVAÇÃO E QUEREM CONTRIBUIR
PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO.

Por que? Porque temos o desejo de inspirar e influenciar, de repensar, aprender e trocar ideias, de colaborar e contribuir para a concretização de projetos transformadores, de promover a inovação e a sustentabilidade. Gostou? Como diz a Repensadora Vania Ferrari, não se iniba “leve a gente para sua empresa”. Clique aqui ó: http://www.repensadores.com/contato

Rede de Repensadores

Rede de Repensadores

Nota: Em inglês o ditado é “who is worse shod than the shoemaker’s wife?”. Numa tradução livre “a mulher do sapateiro tem os piores sapatos.” Pra gente ver, que é difícil pra todo mundo.


30
Aug 13

Você leva sua empresa ao EXTREMO?


Você é a cabeça pensante da sua empresa.
Você tá olhando lá na frente.
Você tá animando a moçada mais que Silvio Santos.
Você desanima e não tem um outro “você” pra te animar!
Você arrisca, xinga, joga, avança, recua, mete o peito, radicaliza.
É, é com você mesmo.

Delegue tudo que puder.
Porque essa força, esse entusiasmo, essa empolgação esse gás, esse rojão, vigor, coragem, potência, veemência, influência, persistência e insanidade tem que vir daí de dentro do empresário.

Você leva a sua empresa ao EXTREMO?
Não? Então quem vai levar?

NOTAS:
Extreme Highlining – Insane Heights!!!
Filmado por Devin Graham
Música de Tony Anderson, download aqui:http://tiny.cc/jjln2w
Os 5 atletas: Lauren Crepeau, Scott Rogers, Brian Mosbaugh, Daniel Moore, Ryan Robinson, Creighton Baird.
Making off: http://www.youtube.com/watch?v=DAcwXgM9SGs&feature=youtu.be
Vídeo do Ford Explorer: http://www.ford.com/suvs/explorer


21
Aug 13

Você lê pessoas ou ideias?

Você Lê Pessoas?
Você Lê Pessoas?

Nasci com esse defeito de fábrica: não leio pessoas. Felizmente, leio ideias.

Felizardos aqueles que detem os 2 códigos: leem ideias e pessoas. São “ambidestros na compreensão”.

Diz o professor Albert Mehrabian (UCLA), que 55% do que transmitimos vem da linguagem corporal, 38% do tom do voz e apenas 7% do que realmente falamos. Penso que, quem não lê pessoas com eu, se fixam nos 7% do que foi dito.

O Financial Post, baseado num artigo da Revista Psychology Today reuniu num artigo* 26 dicas para ajudar a gente a ler pessoas.

Muitas delas já “nascemos sabendo”, como a dica de que mentirosos não fazem contato visual, piscam excessivamente ou não se concentram. Mas atenção: estes também podem ser sinais de ansiedade e muitos mentirosos tem a habilidade de olhar fixamente em nossos olhos, enquanto mentem descaradamente.

Ou seja, cada uma das dicas tem suas exceções. Braços cruzados podem indicar uma “atitude distante e não receptiva. Ao que tudo indica, esse gesto visa proteger o coração e os pulmões de ataques. A maioria dos primatas também o faz por esse motivo.”** Mas se estiver frio, ou seja, se contextualizarmos, nada dessa leitura tem significado. Pois é, se fosse fácil ler gente era só decorar as 26 dicas da revista, não é?

Mas devaneei. Minha ideia inicial era provocar essa reflexão, fazermos essa pergunta a nós mesmos: leio pessoas ou ideias? E por que isso é importante? Porque se você, como eu, não tem esse dom, pode descobrir muito sobre sua vida, sobre suas apostas, seus acertos e derrotas. Pra que? Pra vida ficar mais divertida, oras.

Como descobri que não leio pessoas? Reparando (e me abismando) como outras pessoas faziam isso tão rápida e eficientemente! Quase que intuitivamente achei minha bengala e me acerquei de pessoas para quem esse dom era nato. Assim, através dos olhos delas “eu” captava e compreendia as carências, as disputas de poder e os humores presentes numa reunião de trabalho.

É fácil se iludir e tomar o domínio do mundo das ideias como o mais sofisticado, importante, cool, hip, chic, trendy. E, engano supremo: “se leio ideias “automaticamente” leio pessoas”. Pode ser que sim, pode ser que não.

Tomara que você não tenha esse defeito de fábrica. Mas se tiver essa deficiência, o quanto antes você se der conta, melhor será sua vida.

NOTAS:
A inspiração desse artigo veio de um dos meus clientes. Valeu Doraci de Souza.
* 26 dicas para ler pessoas: Revista Psychology Today 29.03.2013 http://business.financialpost.com/2013/03/29/26-tips-on-how-to-read-people
** Mundo Interpessoal: http://www.mundointerpessoal.com


06
Aug 13

Bezos de Ninjas

Bezos e Post nos Kindles

Bezos e Post nos Kindles

Não serei a 1a. a fazer a ligação entre a pechincha milionária de Jeff Bezos, da Amazon e a dupla de fundadores do Mídia Ninja, Bruno Torturra e Pablo Capilé.

É irresistível! São exemplos didáticos demais da transição de eras, em que todos estamos vivendo.

De um lado, Bezos adquire uma respeitabilíssima marca com 135 anos nas costas, de um produto decadente, o Washington Post. Será? Não, não há nada decadente com o jornalismo. O que está escorregando ladeira abaixo são as empresas de jornalismo criadas há 2 séculos e que se transformaram numa das mais poderosas mídias de massa. E só pra não perder o timing do trocadilho, emendo com Capilé: “hoje temos massas de mídias”. Sacou?

O Washington Post não é um jornal qualquer. Faz o que se chama de jornalismo agressivo, revelou o escândalo Watergate, em 1974. Ganhou 47 prêmios Pulitzer entre 1936 a 2008.

Gene Weingarten, colunista do Post em sua carta aberta a Jeff Bezos, traz um parágrafo que toca no ponto que eu tentava esclarecer pra mim mesma: “não direi que você comprou apenas um ‘grande’ jornal. Nem tenho a certeza que você comprou um ‘jornal’ em qualquer sentido. Você comprou um lugar cheio de jornalistas absurdamente talentosos e dedicados …”.

Este é o ponto, qualquer que seja a inovação que Bezos trará para o jornalismo, vai precisar de talentos. Talentos para fazer a mágica de seus Kindles. No Brasil, a Editora Abril acaba de fechar 4 revistas e demitir 150 jornalistas. Bezos parece estar com a cabeça e os 2 pés na Nova Era da Inteligência em Rede. Assistiu de camarote os prejuízos do Post, que alcançaram quase 50 milhões dólares nos últimos 7 anos de balanços negativos. Ficou fácil para Bezos pechinchar o jornal investindo apenas 1% de sua fortuna.

Em sua carta aos novos empregados, Bezos diz: “haverá mudanças nos próximos anos, lógico. Isso é essencial e teria acontecido com ou sem o novo proprietário. A internet está transformando quase todos os elementos do mercado de notícias: diminuindo novos ciclos, corroendo receitas confiáveis há séculos, e ativando novas formas de concorrência, algumas delas com pouco ou nenhum custo para se caçar a notícia. Não há mapas e mapear os próximos passos não será fácil. Precisaremos inventar, o que significa experimentar. Nosso critério será entender o que importa para os leitores – governos, líderes locais, inaugurações de restaurantes, tropas de escoteiros, negócios, beneficência, governadores, esportes – e trabalhar de trás pra frente a partir dos leitores. Estou entusiasmado e otimista sobre a oportunidade para inventar.” E ele é craque!

Mais ao sul do mundo, o programa Roda Viva entrevista o jornalista Bruno e o produtor cultural Capilé. O embate entre a velha e nova eras ficou ainda mais claro. Os jornalistas-entrevistadores, que supostamente deveriam estar brifados sobre seus 2 entrevistados, tinham uma postura de inquisidores ou de estarem diante de algo não significativo, algo desmerecedor de atenção do “jornalismo sério”. Como escreveu hoje a jornalista Regina Augusto, “uma tentativa desesperada de desqualificar o serviço do grupo”.
https://www.youtube.com/watch?v=vYgXth8QI8M

O programa tem 1 ½ h e tem que ser visto. Pontuo aqui, o que a meu ver, converge das 2 notícias e surpreende a velha mídia. Os problemas da nova era não serão resolvidos se não encararmos as questões de que fala Bezos, em um único parágrafo: novas formas de concorrência, pouco ou nenhum custo para se caçar a notícia, inventar significa experimentar e o ponto de partida não é seu bolso é seu público. Ah, e tem que gostar de inventar, de dizer adeus ao conforto das nossas velhas certezas. Tem que ter tesão em desmantelar velhas estruturas alicerçadas em crenças e terrenos que não existem mais no século XXI.

Veja só, o próprio Washington Post noticiou a compra do jornal, no dia seguinte ao feito! Muitas horas depois de uma brasileira aqui do sul do mundo, ter postado a notícia com o vídeo do ex-dono Donald Graham, no meu Facebook.

Anacrônico. Terreno não fértil. Por isso, é tão surreal assistir ao programa Roda Viva. A fala dos entrevistadores parece tradução do Google: é português, mas você não entende nada.

E há essa confluência entre a carta de Jeff Bezos e este post no perfil de Bruno Torturra sobre o fechamento das revistas da : “a derrocada do modelo comercial de imprensa, das estruturas inchadas, gigantes, que tratam jornalistas e informação como gado e comoditie é uma oportunidade inédita. Há um terreno aberto, cheio de gente capaz. Uma infra-estrutura técnica e cultural nova, uma grande expectativa pública por jornalismo independente. A chance histórica de criarmos um novo sistema, um novo modelo financeiro, um novo mercado de produção e distribuição de notícias, reportagens, imagens e ideias. A rede não é a internet, simplesmente. É uma nova lógica de relações sociais, culturais e econômicas estabelecidas, basicamente, por um fluxo de informação cada vez menos mediado. E informação, colegas, é vossa especialidade. Sem medo. Sem tempo pra lamentar. Há muito a fazer – e não falta companhia.”

Hoje, em seu perfil do Feice, Torturra lamentou não ter dado tempo para discutir o “Marco Civil da Internet, o caráter internacional do jornalismo em rede, a confusão perigosa entre jornal e jornalista, o próprio processo editorial da Mídia Ninja e o que esperamos de 2014…”. Mas com tanta pergunta sobre contabilidade, rsrs, não ia dar tempo, mesmo. Foi pena. Mas não tirou o brilho do frescor, da inteligência e sagacidade deles.

E pra fechar com a escandalosa e deliciosa articulação da dupla: “A gente não é convidado VIP de ninguém. A gente mesmo se convida e se impõe”, Capilé.


31
Jul 13

Tá achando sua estratégia o máximo?

FORMA ou CONTEÚDO?

Muitas vezes estamos tão imersos em nossas velhas certezas que não percebemos o óbvio. Ou, para usar uma palavra da Velha Era, ficamos démodé, passamos da moda.

Este vídeo mostra que distribuir dinheiro de verdade e de graça, pode ser uma promoção inócua. WOW!Abalou? Pensei um pouco sobre uma das frases do vídeo: “Giving money for free, for no reason” (distribuindo dinheiro de graça sem motivo nenhum”). Talvez, a gente esteja querendo exatamente os motivos, não é? A sua marca motiva?

A ação não é inócua pelo conteúdo, pois verdadeiramente estão distribuindo dinheiro, em praça pública.Mas a forma é tão desgastada, que simplesmente não vemos, ou não queremos ver. Passamos reto! Não queremos participar do assunto.

Numa Era de Colaboração, faz a agente pensar se as nossas estratégias estão tão cansadas como esta!

O vídeo, sim, é engajador! Em 8 dias, já passou de 1 milhão de views.

Notas:
Nobody In Boston Wants Free Money
“you don’t get a second for a free dollar, do you?
“Giving money for free, for no reason”
WebComics: http://www.youtube.com/user/fatawesomefilms