16
Sep 15

Já viu o novo vídeo? Um voo rapidinho pra 2040!

Vamos para 2040?

Vamos para 2040?

O bacana de um Crowdfunding é o engajamento das pessoas e empresas em seu Projeto. O meu é participar da Conferência “Antecipando 2040”, em Londres.

Sua empresa não se interessaria em contribuir? Os valores a partir de R$ 10! E a doação pode ser anônima.

Nas Cotas Especiais, as contrapartidas são beeem interessantes! Olhe só!
– 1 palestra grátis e 50% de desconto na próxima palestra contratada
– acesso às 10 pílulas mais relevantes logo após o evento.
– 100 caixas kraft Capsulas do Tempo.
– e a divulgação em todas as redes sociais da marca onde sou muito ativa e com milhares de seguidores.

Bóra dar uma espiadinha em 2040! Assista ao novo vídeo!

https://youtu.be/CY8kcjvFNDE

Conferência é dia 3/10/2015. Um dia com 11 das mais fantásticas cabeças pensantes sobre o futuro. São doutores e pós doutorandos que, diferentemente do Brasil, são acadêmicos que trabalham ou trabalharam nas mais importantes empresas do mundo.

Os assuntos vão de terapias com células-tronco; futuro da alimentação, da impressão 3-D, a transformação da educação e de como evitar retrocessos potenciais da tecnologia para o bem-estar da humanidade. FAN-TÁS-TI-CO!

Time Capsule

Time Capsule

Contribua com o Crowfunding pra Beia ir pro Fuuturo

Contribua com o Crowfunding pra Beia ir pro Fuuturo


07
Jun 15

Para Cacilda, Janaína e Jeanne.

Janaina, Jeanne e Cacilda: as Heroínas!

Janaina, Jeanne e Cacilda: as Heroínas!

(postado há algumas horas atrás em meu perfil do Facebook, teve uma repercussão tão emocionante, que quis “eternizar” este post aqui em meu blog).

Ontem assisti a um filme que mexeu muito comigo. Still Alice. Tenho medo de Alzheimer. Muito medo. No filme, Julianne Moore, a Dra. Alice Howland, é uma renomada professora de linguistica, diagnosticada com um raro Alzheimer aos 50 anos. A doença coloca as relações entre marido, filho e 2 filhas à prova da vida.

Hoje, vejo na timeline de minha amiga Adélia Franceschini, o TED da incrível médica e palestrante contundente Dra Ana Claudia Quintana Arantes, especialista em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, além de pós graduada em Intervenções em Luto. O trabalho, ofício, missão desta mulher é aliviar a dor e o sofrimento de doentes e familiares e resgatar a biografia de pacientes. Ela implantou as políticas assistenciais de Avaliação da Dor e de Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein e é sócia fundadora da Associação Casa do Cuidar.

Aos poucos, a plateia (cada um a seu modo e intensidade) vai sendo tomada de uma tal emoção, que contagia a todos e nos faz refletir sobre esse assunto tão tabu em nossa sociedade. A Morte. Principalmente, a morte anunciada, que segundo a doutora é responsável por 800.000 das mortes anuais, no Brasil.

Separei uma parte do filme que penso traduzir o que a doutora diz sobre a Vida diante da presença da Morte. Mais abaixo o link para o TED. Still Alice (Para Sempre Alice) foi dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e escrito por Lisa Genova, com roteiro de Richard Glatzer e Wash Westmoreland. Estrelando a Estrela Julianne Moore no papel de Alice, seu marido Alec Baldwin (sou fã) e uma jovem que me encanta, Kristen Stewart.

Julianne Moore recebendo Oscar por Alice.

Julianne Moore recebendo Oscar por Alice.

E para coroar, o discurso de Julianne Moore ao receber o Oscar, por sua interpretação da Alice. Preste atenção no final de seus agradecimentos – a parte em que ela conta quando um dos diretores, Richard Glatzer, descobriu que estava com ELA (esclerose lateral amiotrófica, aquela do balde de gelo) e o outro diretor Wash Westmoreland, pergunta a ele o que ele quer fazer. Richard responde: CINEMA! Nooossa, tendo assistido ao TEDx da Dra Ana, é de arrepiar!!!!

Eternamente obrigada a Cacilda, Janaína e Jeanne que deixaram as vidas de seus familiares e as nossas vidas mais ricas nesta tarde de domingo. As 3 revelaram a nós – a partir do post no meu perfil do facebook – as suas experiências com as doenças degenerativas. Mulheres fortes, que agarram o leme de suas (nossas) vidas e seguem valentes, entusiásticas, em frente. Iluminam o nosso caminho. Com seus depoimentos, cheguei às lágrimas, uma vez mais nesta tarde.

Dizem que não há coincidências na vida, mas sincronicidade. Estou experimentando esta sincronicidade neste fim de semana. No meu post de ontem, afirmei que por conta da minha vida em rede, minha vida fica a cada dia melhor e mais rica de pessoas. Valeu, meninas! Obrigada a todos pelos comentários e por compartilharem e espalharem este tema tão especial a todos humanos: as nossas vidas.

NOTAS:
1. Cacilda, Janaína e Jeanne deixaram as vidas de seus familiares e as nossas mais ricas nesta tarde de domingo.

2. Still Alice (Para Sempre Alice) foi dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e escrito por Lisa Genova, com roteiro de Richard Glatzer e Wash Westmoreland . Com Julianne Moore no papel de Alice, Alec Baldwin, como seu marido e jovem, Kristen Stewart.

3. Link para a palestra do TEDx da Dra Ana Claudia Quintana Arantes FMUSP, especialista em Cuidados Paliativos: https://youtu.be/ep354ZXKBEs

4. Obrigada Janaína Machado pela explicação do banho de balde de gelo, como divulgação da doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica). Eu não sabia que a escolha do gelo é porque as pessoas normais conseguem sentir, em questão de segundos, a dor quase igual à terrível dor que o portador de ELA e EM sentem em seu corpo. Agora, a campanha faz muito mais sentido para mim.


28
May 15

De Volta para o Futuro.

De Volta para o Futuro, artigo publicado na 8ª edição GoWhere Business

De Volta para o Futuro, entrevista de 5 páginas com Beia Carvalho na 8ª edição GoWhere Business

Beia Carvalho e o jornalista Reinaldo Azevedo no evento de lançamento da edição.

Beia Carvalho e o jornalista Reinaldo Azevedo no evento de lançamento da edição.

Quando eu palestro, vejo empresas que ainda se protegem do mercado, dos concorrentes, das novas gerações, na tentativa de manter segredos que não são mais segredos para ninguém.

Com uma sólida carreira na publicidade, incluindo 4 Leões de Ouro em Cannes, em 2008 ela viajou no tempo e foi parar 5 anos à frente, ao abrir a consultoria 5 Years From Now®. Seu objetivo: provocar reflexões sobre o que o futuro reserva para o mundo corporativo. Nada de premonições cabalísticas, predições com búzios. Apenas reflexões e projeções de quem conhece o mercado em todas as suas manifestações. No começo, organizou em sua própria casa workshops de 2 dias inteiros, para compartilhar sua experiência com diretores e sócios de empresas. De 2 anos para cá, ampliando o alcance desse trabalho, passou a fazer palestras para empresas de diversos portes e segmentos – como grandes bancos, institutos de ensino, empresas de tecnologia e cruzeiros marítimos.

Logo se tornou uma das profissionais mais requisitadas desse disputado mercado, com um distinção: Beia Carvalho é uma palestrante do futuro. Hoje. Instiga e provoca, dissecando o mundo não-linear em que vivemos e o tipo de profissional que o amanhã vai procurar. Depois que encerra sua apresentação, costuma ser fustigada por perguntas e questões por até 1 hora. Fio o tempo que ela dedicou a GoWhere Business, aqui e agora.

Sobre o que fala Beia Carvalho
Sua empresa tá pronta?

Mudanças exponenciais são a marca da complexidade do século 21. Diga “adeus” àquelas mudanças lineares do século passado. Bons tempos, em que tínhamos tempo para nos adaptar às movimentações locais e globais. Tínhamos tempo para longas, chatas e ineficientes reuniões. Para elucubrações e masturbações mentais. Afinal, o mundo podia esperar.

Só os talentos trazem repostas simples para problemas complexos.
Você está rodeado deles ou de songamongas?

É cruel. Mas quase nada resta às estratégias de micros, pequenas e médias empresas senão compreender, o mais rápido possível, essas significativas mudanças que a aurora de uma nova era nos acena. E sem desculpa para quem não é grande. Estudos apontam que é mais fácil inovar nas pequenas empresas. Porque nas mastodontes, a estrutura engessada não permite movimentos rápidos e cirúrgicos que o novo século reverencia.

Entrevista:
Como é que vai o mercado de palestras neste período de pessimismo empresarial?
Não conheço nenhuma pesquisa, mas é um mercado bombando. Por ser crescente e cheio de oportunidades, atrai todo tipo de gente – desde os com conteúdo aos aventureiros. O mercado é tão atraente que já há cursos e workshops especializados em formar palestrantes. Eu mesma sou constantemente procurada para fazer coaching de candidatos a palestrantes. Cheguei a fazer uma reunião com uma pessoa que tinha decidido s e tornar palestrante que, de cara, disse. “Tenho um problema. Detesto falar em público”. Um pequeno detalhe.

Dos palestrantes do mercado, você é a única que não se limita a falar do presente – projeta um futuro, situado sempre a 5 anos de hoje. Você começou esse ciclo em 2008, portanto há 7 anos. Os primeiros 5 anos comprovaram a sua estimativa?
Quando alguém se propõe a pensar no futuro – e pode ser 5, 10 ou 20 anos – o que primeiro vem à cabeça é o conceito de previsibilidade, tipo Mãe Dinah. Mas minha ideia de viajar para o futuro é provocar o cérebro para uma série de perspectivas: com quem estarei casado em 202? Onde estarei morando e trabalhando em 2020? A excitação cerebral produzida por esse tipo de exercício mental constrói novas sinapses cerebrais, novas ligações. E isso, com a devida orientação, pode gerar avanços. Aliás foi o que fiz nos meus primeiros 5 anos. Uma vez por mês, entre 2008 e 2013 organizei workshops aqui em casa, para sócios de empresas. Eu e minha sócia estudávamos cada empresa durante 1 mês e, dessa preparação, surgia uma intensa dinâmica de 2 dias, fruto de uma vida inteira como planejadora. Se fizéssemos esse trabalho hoje, colocaríamos esses diretores e a empresa deles no ano de 2020. Que tendências estariam influenciando o negócio daqui 5 anos? Suponha que fosse uma locadora de vídeos. Ao fazer o exercício de ir para o futuro, esses executivos começavam a fazer novas ligações – e a despertar para coisas que não estão no seu horizonte do dia a dia, não estão nos jornais, no papo do boteco. Pode ser um exercício para sua vida, para sua empresa, para a sua comunidade, o seu país. O fato é que as pessoas tem uma tendência absurda de colocar 100% de sua energia no dia de hoje – que é o dia mais pronto e sua vida. É um presente que você pega, desembrulha e usa. Um líder não poder ser o cara que está pensando no fim do dia – nem no fim do mês. Pensar no futuro é como fazer exercício físico: dá uma preguiça danada, deixa para amanhã …

Se eu, editor de revistas, fizesse esse exercício com você, no que eu deveria pensar daqui 5 anos?
No universo dos livros e revistas, com os vários segmentos em que elas se especializam, vejo que as coisas plásticas tem um futuro mais garantido – no sentido de que é muito mais bonito ver um parto num papel couché, com supercuidado gráfico, do que vê-lo numa telinha que some a um toque. O mesmo acontece com livros de arte, que também tem essa permanência. O contato com a mídia papel não se perderá tão cedo. Mas evidentemente ela precisa se reciclar. Assim que abaixo para pegar o jornal que deixaram à minha porta, percebo que já vi aquelas manchetes várias vezes ontem nos noticiários da TV, nos sites de notícia e nas redes sociais. O mundo das notícias é o mais complicado. O que eu queria ver num jornal não é a manchete do Jornal Nacional do dia anterior, mas uma análise mais profunda – só que o cara capaz de fazer essa análise já foi demitido.

Todo o futuro que se projeta hoje passa pelas redes sociais, pela internet?
Vivemos num mundo com plataformas de engajamento – das redes sociais aos programas de trocas e de produção de conhecimentos. De qualquer forma, ninguém mais conhece resolver e criar coisas sozinho. Você compartilha seu know-how e ao compartilhar, contribui para a plataforma de conhecimento – por isso o conhecimento dá saltos exponenciais. É a única forma de se produzir soluções para problemas complexos. Quando eu palestro, vejo empresas que ainda se protegem do mercado, dos concorrentes, das novas gerações, na tentativa de manter segredos que não são mais segredos para ninguém. Tem gente que me diz: “você põe seu vídeo na internet, ninguém vai contratar sua palestra”. É ao contrário: me contratam porque eu ponho meu vídeo na internet. Quem não perceber isso ainda não entendeu o mundo. E não serve para trabalhar em sua empresa.

Algum tipo de profissional deve ser mais valorizado nos dias de hoje?
O mundo de hoje precisa de talentos. Tudo o que for passível de ser automatização será robotizado ou terceirizado. Só talentos conseguem resolver problemas complexos de forma simples. E essas pessoas são fundamentais, porque daqui a 2 minutos surge outro problema complexo. É a tal história, você gosta de fazer pão francês? Vá aprender tudo sobre o pão francês, e dos outros pães, da bioquímica à história. Com esse cabedal, você vai ter um lugar 5 years from now. Os talentos que interessam ao futuro são necessariamente complexos.

Quais os temas carro-chefe de suas palestras?
Eu diria que são dois: o das gerações e o da inovação. É a primeira vez que temos 5 gerações convivendo no mesmo mercado de trabalho: A Geração Tradicionalista, os Baby Boomers, a Gen X e as Gerações Y e Z. Mas o x da questão é a Geração Y.

Defina a Geração Y
Situa-se entre 17 e 34 anos e é a primeira geração que, desde a aquisição da fala, vive num mundo com internet. É a primeira geração não-linear e esse é o mote de minhas palestras. No mundo linear, feito em linhas sucessivas, você chega a presidente da empresa subindo linha por linha, degrau por degrau. É um mundo hierárquico. Num mundo não-linear um membro da geração Y entra de repente na sala do presidente da empresa, que é um Baby Boomer, ou pertence à geração Tradicionalista, e este pode achar aquela presença inconveniente e mal educada. Na realidade, quem é da Geração Y, por ser não-linear, não entende por que deve bater à porta e se reverência diante de um superior.

Em sua palestra, você ensina os mais velhos a lidarem com a Geração Y?
O mundo não será do jeito que você quer, mas do jeito que eles querem. Na geração anterior, era muito difícil alguém com 30 anos ser diretor de uma empresa grande – ou um empreendedor. A Geração Y já é diretora, porque é mais precoce. E, dependendo do tipo de negócio dessa empresa, ele está mais apto do que os mais velhos em postos de comando. Porque eles podem eventualmente não ter entendido este mundo não-linear. Eles não entendem porque a palestra da Beia está na internet …

E a Geração Z já está na cola …
Os Y têm irmãos Z – e às vezes têm dificuldades de entendê-los. O mundo vai para frente. E é incrível que, em minhas palestras, ouço de muita gente de alto nível algo como “isso é uma fase” e o mundo vai voltar a ser o que era … A Geração Y é multitarefa – uma consequência de ser não-linear. Está atenta a várias coisas, simultaneamente, com foco em todas – o que para as gerações anteriores pode parecer dispersão. Há exemplos e mais exemplos de que há um gap na forma de adquirir e expressar conhecimentos para a vida entre as gerações mais velhas e a Y.

Mas o cara que atravessa a rua digitando freneticamente no celular não pode ser um boçal?
Mas ele não é atropelado. E você é …

Sua outra palestra muito requisitada é sobre inovação. Em que sentido?
Ela surgiu de meus workshops com empresários. Eles falavam em inovação -mas eu percebia que esse conceito variava muito de diretor para diretor. Para um pode ser dar um Ipod para cada funcionário. Então, dei um passo para trás para discutir com eles o que é inovar – e porque é tão difícil inovar. Por que é fácil falar e escrever sobre inovação e tão difícil fazer? Há empresas gastando milhões de dólares com inovação – com resultados pífios. Inovar não é comprar tendências ou contratar consultor, mas introjetar esse espirito de enfatizar a diversidade, acolher o diferente. Inovação não está na prateleira, mas na cabeça. E nossos instintos querem o conforto das velhas certezas. Além disso, inovação pode, sim, dar errado…Mas, nesta nova era, ou você inova ou você morre.

Cantores pop já mortos sobrevivem pela técnica da holografia.
Haverá palestrantes holográficos?
Na minha palestra mais futurista, a “Se Liga”, mostro o show holográfico de uma rock star japonesa que lota estádios em toda a Ásia. É mais louco ainda, porque não é que ela esteja morta – ela nunca existiu! Mas palestrante virtual ainda está na infância.

Fale com a beia: beia@5now.combr

NOTAS:
O artigo “De Volta para o futuro”, é matéria de capa da 8ª edição especial da Revista GoWhere Business. Foi escrito pelo jornalista Celso Arnaldo Araujo.
O texto acima é uma reprodução fiel do texto publicado.

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição.

Beia Carvalho, o jornalista Celso Arnaldo e a executiva Tânia Mattana.

Beia Carvalho, jornalista Celso Arnaldo e executiva Tânia Mattana no lançamento da edição.

 


20
May 15

Politicamente incorreto. SIM!

Slavoj Žižek

Slavoj Žižek

Li um artigo do esloveno Slavoj Zizek na Think Big.

Tive a imediata vontade de traduzi-lo para o meu blog. Bad idea. Por quê? Ah, Zizek não é nada fácil de ser traduzido. Só que o assunto me atrai demais: a correção política sempre me incomodou. Mas não tenho os recursos para expressar meus incômodos. Tenho, sim, uma intuitiva sensação de que o “politicamente correto” cheira mal, esconde algo sobre o tapete; é prepotente. E, como Zizek brilhantemente conclui em seu artigo, uma forma arrogante de nos colocarmos acima do outro.

Comercial sobre preconceito após a volta de Mandela ao poder, TBWA\Hunt Lascaris, África do Sul.

Como eu disse, não é um assunto fácil, e o estilo do professor escrever tampouco me ajudou. Sou teimosa e fiz uma tradução livre. Queria que mais pessoas tivessem acesso a este tema tão contemporâneo. Ainda que bem mais acentuado nos Estados Unidos – o que num mundo globalizado nos afeta diretamente. Quando cheguei ao final da tradução, achei o artigo ainda mais relevante para a audiência do blog do CEOlab.

Deixo, ao final, um link para um de seus vídeos – uma verdadeira aula sobre o destino da democracia e do capitalismo –, que dá conta para o leitor de seus peculiares trejeitos e sua inquieta personalidade. É um filósofo-personagem! Talvez seja interessante assistir primeiro a uma parte do vídeo para conhecê-lo, ou revê-lo, se você já é fã. Fica a dica. Bom proveito!

Slavoj Žižek: Correção Política é a Forma Mais Perigosa de Totalitarismo

É claro que eu não tenho nada contra o fato de seu chefe lhe tratar bem. O problema é se essa atitude não apenas encobre uma real relação de poder, como a faz ainda mais impenetrável. Você distingue muito bem o chefe antiquado, que grita com você e exerce plenamente sua brutal autoridade. De certo modo, é muito mais fácil se rebelar contra esse tipo do que o chefinho super bacana, que acolhe você e quer saber como foi o encontro de ontem à noite, blah, blah, e toda aquela conversa fiada. Nesse caso, fica quase indelicado protestar!

Vou contar uma velha história, que sempre uso para exemplificar claramente o meu ponto de vista. Imagine você ou eu; eu sou uma criança. É domingo à tarde. Meu pai quer que eu vá visitar minha avó. Vamos dizer que meu pai seja um tipo autoritário. Como ele agiria? Provavelmente, diria algo assim: “Tô me lixando para o que você acha; é seu dever visitar a sua avó e seja educado com ela e blah, blah.” Não vejo nada de errado nesse sermão, porque eu ainda não tenho espaço para me rebelar. É uma ordem clara.

Mas como seria o papo do pai pós-moderno-não-autoritário?

Eu sei porque vivi isso. O outro pai pegaria esse caminho: “Você sabe o quanto a sua avó te ama, mas não estou te forçando a ir visitá-la. Você deveria ir só se quiser mesmo.” Aí, toda criança aprende que, por trás de uma aparente livre escolha, há uma pressão muito maior na 2ª mensagem. Porque basicamente seu pai não está apenas dizendo que você deveria visitar a sua avó, mas que você deveria adorar isso. Seu pai está falando como você deve se sentir. É uma ordem muito mais forte que a anterior. E isso, para mim, é quase um paradigma da moderna e permissiva autoridade. É por isso que a fórmula do autoritarismo não é a de “não quero saber o que você pensa, é pra fazer!”. Esse é o autoritarismo tradicional. A fórmula totalitária é “eu sei melhor o que você realmente quer e, pode parecer que estou forçando, mas estou apenas lhe mostrando o que você – mesmo sem saber – quer realmente fazer. Portanto, nesse sentido, fico horrorizado. E há um outro aspecto dessa nova cultura, na qual uma ordem é apresentada somente como um enunciado neutro.

Tenho um outro exemplo que gosto muito, e não vamos nos equivocar. Eu não fumo e sou a favor da punição da indústria do fumo e por aí vai. Mas sou super desconfiado em relação a nossa fobia sobre o ato de fumar. E não estou convencido que ela seja justificada apenas no conhecimento científico sobre os males que o cigarro nos causa. Meu primeiro problema é que a maior parte das pessoas contra o fumo são, geralmente, a favor da liberação da maconha etc. Mas meu problema básico é um só. Veja isso, agora eles acharam uma meia solução, os e-cigarettes ou cigarros eletrônicos. E acabo de descobrir que as maiores empresas aéreas americanas decidiram proibi-los. É interessante saber por quê. A razão não é tanto pela dúvida de que são benéficos ou não. Basicamente, eles o são. Mas a ideia é que, se você está fumando um e-cigarette durante um voo, está publicamente exibindo seu vício e isso não é um bom exemplo pedagógico para os outros, para a sociedade.

Acredito que esse seja um claro exemplo de como algumas éticas, que não são éticas de saúde neutras, mas basicamente penso que é uma ética do tipo “não tenha um comportamento apaixonado”. Fique a uma distância apropriada, controle-se. E, agora, vou chocar você. Eu penso que até o racismo pode ser ambíguo. Uma vez fiz uma entrevista em que eu perguntava como a gente encontra o racismo ultraconservador. Você já sabe a minha resposta. Com o racismo progressivo. Então, ah, ah, o que eu quero dizer? Lógico que não quero dizer racismo. O que quero dizer é o seguinte: sim, claro que as piadas racistas e outras atitudes podem ser extremamente opressivas, humilhantes, e daí por diante. Mas penso que a solução seja criar um clima ou praticar essas piadas de um jeito que elas realmente funcionem como aquela partezinha de obscenidade que serve para estabelecer uma proximidade verdadeira entre nós. E falo isso a partir da minha própria experiência política passada.

Ex-Iugoslávia. Eu me lembro quando era jovem e encontrava pessoas das outras ex-repúblicas iugoslavas – sérvios, croatas, bósnios. A gente passava o tempo todo contando piadas sujas uns sobre os outros. Não tanto contra o outro. Estávamos, de um jeito maravilhoso, competindo com quem conseguiria contar a mais indecente das piadas sobre nós. Essas eram piadas obscenas e racistas, mas o seu efeito era um surpreendente senso de obscena solidariedade compartilhada.

Slavoj Žižek

Slavoj Žižek


E eu tenho uma outra prova aqui. Você sabia que quando a Guerra Civil eclodiu na Iugoslávia, no começo do anos 1990, e mesmo antes com as tensões éticas de 1980, as primeiras vítimas foram exatamente essas piadas: elas desapareceram imediatamente. Por exemplo, digamos que você vá visitar um outro país. Eu detesto essa coisa do politicamente correto, do tipo, ah, de que comida vocês gostam, quais são as suas expressões de cultura. Eu, não; peço que me contem uma piada racista sobre si e seremos amigos. Dá certo. Pois é, veja essa ambiguidade – esse é o meu problema com o politicamente correto. Não é uma forma de autodisciplina, que permite superar o racismo. É somente um racismo oprimido e controlado. É a mesma coisa por aqui. Vou contar uma maravilhosa história, muito simples. Aconteceu comigo há um ano, bem aqui na livraria da esquina. Eu estava assinando um dos meus livros. Dois homens negros chegam, afro-americanos; não gosto do termo “correto”. Meus amigos negros também não, porque, por razões óbvias, pode ser até mais racista.

O ponto é que eles me pediram para assinar o livro, e os vendo ali eu não pude resistir e fazer um comentário racista. Quando estava retornando os livros a eles, eu disse: “sabe, eu não sei qual dos livros é pra quem, porque vocês negros, como os amarelos, parecem todos iguais.” Eles me abraçaram e disseram, você pode nos chamar de negão (nigga). E quando isso acontece, significa que estamos juntos, na mesma sintonia. Eles sacaram no ato.

Outro problema que tive numa palestra foi com um jovem surdo-mudo que pediu por um tradutor. E não pude resistir. No meio da palestra, diante de umas 200-300 pessoas, eu disse: “o que vocês estão fazendo aí, garotos?” Minha ideia era mostrar que, ao olhar os gestos do tradutor, parecia que ele estava passando mensagens obscenas. O surdo-mudo morreu de rir e ficamos amigos. E uma ridícula repórter me denunciou por fazer piadas com um deficiente. Era como se ela não tivesse visto que havíamos nos tornado amigos. Mas eu sou… espere um minuto. Eu não sou um idiota. Sei perfeitamente bem que isso não significa que nós deveríamos andar por aí humilhando uns aos outros. Fazer isso é uma grande arte. Digo apenas que esta é a minha hipótese. Sem a troca de uma pequena dose de amigáveis obscenidades você não estabelece um contato real com o outro.

Fica aquele respeito frio, sabe? Nós precisamos estabelecer um contato real. Pra mim, é disso que o politicamente correto carece. E a coisa chega a um ponto que fica tão louca como uma piada. Eu confirmei com um amigo australiano. Sabe o que aconteceu em Perth, na Austrália. Não é uma piada, repito. Proibiram o teatro municipal de encenar Carmen. A ópera Carmen, sabe por quê? Porque o 1º ato acontece em uma fábrica de tabaco. Não estou brincando. Só estou dizendo que há algo muito falso sobre a correção. Sei que é melhor que um racismo aberto, lógico. Mas me pergunto se funciona, porque eu, por exemplo, nunca entrei nessa onda de fazer as substituições permanentes no vocabulário. Negões são negros. Negros são pretos. OK, pretos são afro-americanos. Talvez – acho que eles que deveriam decidir. A única coisa que sei é que quando estava em Missoula, no estado de Montana, me envolvi numa conversa de amigos com alguns americanos nativos. Eles odiavam o termo e me deram uma razão maravilhosa: “nós americanos nativos, eles americanos cultos.” E daí, somos parte da natureza. Eles me disseram que preferiam ser chamados de índios.

“Pelo menos nosso nome é um monumento à estupidez do homem branco”, que pensaram que eles estavam na Índia, quando chegaram na América. Ah, que insight eles tiveram sobre essa bobagem da Nova Era, sabe. Nós, os brancos, exploramos a natureza tecnologicamente enquanto os nativos dialogaram com a natureza, eles pediriam à montanha permissão para mineração blah, blah. Não é verdade. Pesquisas nos mostram que os nativos, os índios, mataram mais búfalos e queimaram muito mais florestas que os brancos. Você sabe por que esse é o ponto correto. A coisa mais racista é, arrogantemente, nos elevar em relação àquele jeito primitivo, orgânico, de viver em harmonia com a Mãe Natureza. Não, eles têm o direito fundamental de ser maus também. Se nós podemos ser maus, porque eles não poderiam? Por fim, repito, mesmo se tratando de racismo, temos que ser muito precisos para não lutar contra o preconceito de um modo que, eventualmente, reproduza as condições para o racismo.

SLAVOJ ŽIŽEK
Slavoj Žižek é um filósofo esloveno e um crítico cultural. É professor da European Graduate School, diretor internacional do Instituto Birkbeck para as Humanidades, no Birkbeck College, University of London, e pesquisador sênior no Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana, Eslovênia. Entre seus livros, Living in the End Times, First as Tragedy, Then as Farce, In Defense of Lost Causes, 4 volumes do Essential Žižek, e Event: A Philosophical Journey Through a Concept.

Clique para ver os vídeos:

Vídeo “Capitalismo e Democracia estão destinados a se divorciar”:

Artigo original:

*Beia Carvalho é Palestrante futurista, 1ª mulher a falar sobre Inovação e Gerações no mercado.
beia@5now.com.br

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho


09
Mar 15

Mulheres. Somos perfeitamente imperfeitas.

Beia Carvalho: Dia Internacional da Mulher 2015

Beia Carvalho: Dia Internacional da Mulher 2015. Entrevista Jornal PropMark, 8março2015

No dia 8 de março de 2010, há 5 anos, fechei um artigo* no meu blog com essa esperança:
“Espero que em 8 de março de 2015 possamos CE-LE-BRAR!? Celebrar o valor de homens e mulheres que ao desempenhar a mesma função, recebem o mesmo salário. Celebrar o fantástico declínio da violência sexual contra as mulheres, especialmente em zonas de guerra. Celebrar o fim da discriminação racial e da vileza da intimidação. Uma salva de palmas!”

Infelizmente, passados 5 anos, ainda não podemos bater palmas. Infelizmente, engatamos rapidamente uma marcha ré. Por favor, um uísque triplo, um balde de gelo, uma porrada no meio da minha cara, me tirem do túnel do tempo!

Temos, mulheres e homens juntos, que chegar ao cerne da questão do “feminicídio”, “femicídio” ou simplesmente “assassinato” contra mulheres, justificado sociocultural e historicamente pela dominação da mulher pelo homem e estimulado pela impunidade e indiferença da sociedade e do Estado. Crimes de ódio.***

Números?
ONU estima que 66 mil mulheres tenham sido assassinadas entre 2004 e 2009, em razão de serem mulheres. Impunidade é norma.

Números Brasil?
Quase 44 mil mulheres assassinadas entre 2000 e 2010. Em 30 anos (1980-2010) dobramos o nosso abominável e repugnante status de 2,3 para 4,6 assassinatos por grupo de 100 mil mulheres. Assim, junto com a posição de 7ª. economia do mundo, o Brasil está na 7ª. posição mundial de assassinatos de mulheres. Totais? São 92.000 mulheres assassinadas nestes 30 anos (em 20 anos de Guerra do Vietnã morreram 60.000 americanos). Ah, mas era uma guerra!

Então, vamos falar claramente: os homens estão em guerra contra as mulheres. Com uma diferença gritante: quase metade das mulheres assassinadas morreram nas mãos de seus companheiros ou ex-companheiros e em suas próprias casas. Não há nem a dignidade de declarar a guerra e se colocar como inimigo.

Será isso mesmo?
Será que muitos destes homens não deixaram muito claro para muitas destas mulheres que eram seus inimigos? O que acontece com a gente? Estamos cegas? Ou somos realmente seres tão inferiores que não conseguimos entender que ali é “Perigo, Perigo, Perigo”? Cai fora. Salta de banda.

Segundo os especialistas, homem que espanca mulher, repete. É que nem grapete. E quase metade também espanca os filhos. Mas as mães não dizem que amam os filhos? Que fazem tudo por eles? Oras, então há alguma coisa muito estranha e profunda nesta problemática. Sim, é muito complexo. É por isso que temos que juntar forças e reconhecer a complexidade do problema, que atinge todas as classes sociais, no mundo todo. Mas que aqui é muito, muito grave.

1 milhão abortos clandestinos por ano

1 milhão abortos clandestinos por ano


Neste Dia Internacional das Mulheres, também podemos comemorar as aterrorizantes cifras do aborto clandestino no Brasil: 1 milhão por ano!
E se é pra falar de vida: 1 mulher morre a cada 2 dias devido a abortos inseguros no Brasil. Sabe quem faz/fez aborto? Sua mãe, sua namorada, sua mulher (com ou sem seu consentimento), sua vizinha, sua avó, e sua prima de 16 anos. Mais da metade das mulheres (60%) entre 18 e 29 anos fizeram abortos.**

E de repente, em 2014, tivemos uma confluência de oportunidades incrível: 2 mulheres concorrendo em pé de igualdade a ser a nova presidenta do Brasil! Inacreditavelmente, em pleno século 21, vivenciamos uma realidade ímpar –– nenhuma das 2 representam os nossos anseios mais básicos: ter direitos sobre o nosso corpo. Direitos irrestritos. É muito muito triste. É muito muito desesperançoso. É desempolgante. É um país broxa.

Apatia sexual seria a solução?

Na contramão da tradição japonesa, novas palavras-conceitos surgem a todo momento para abarcar os novos comportamentos sociais/sexuais. Sekkusu shinai shokogun, ou “síndrome do celibato”: 45% das mulheres e 25% dos homens com idade entre 16 e 24 anos “não estão interessados ou desprezam o contato sexual.” A outra palavra: soshoku danshi ou “homens herbívoros,” indica aqueles que não tem interesse por mulheres. E deixei a pérola para o final. Oniyome “esposas do diabo” designa mulheres casadas que trabalham.

Lá, no riquíssimo Japão com altos índices educacionais, está um dos piores sistemas de igualdade entre sexos. Engraçado. Não serão as patentes ou a falta de inovação, que rebaixarão a economia japonesa. Será a falta de bebês para sustentar a economia. Será que bebês virtuais impulsionam a economia? Porque o jogo “LovePlus+,” xodó dos jovens japoneses, simula um relacionamento (não sexual) onde jovens saem de férias, num hotel real, com suas namoradas virtuais.

E em 2030?
A ficção trabalha muitas vezes como uma luz no fim do túnel. Assistindo ao Filme “Ela” (Her) conhecemos Amy, uma nerd que está desenvolvendo um game chamado “A Mãe Perfeita”. No jogo, a mãe perde milhares de pontos porque alimenta os filhos com açúcar refinado. Mas ela pode se redimir e ganhar pontos, ao fazer suas mães rivais sentirem inveja de seus cupcakes. CUPCAKES! Dá um tempo?!? Quase tive um ataque ao ver retratado em 2030, as mesmas pressões que as mães enfrentaram e ainda enfrentam para fazer de tudo para serem Mães Perfeitas.

Se não tomarmos em nossas mãos femininas a tarefa de virar esse jogo, os 16 anos que nos separam do filme ELA vão voar. E, quando menos percebermos, BUM! Estaremos cara a cara com 2030, com as mesmas intragáveis, velhas e irreais expectativas em relação às mulheres e mães, que não trazem felicidade para nenhum dos lados envolvidos.

Dá pra fazer muita coisa de hoje até lá!
Quais são as novas possibilidades de criar e educar as nossas crianças?
O que nós estamos (des)ensinando a nossos filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, netos e netas, vizinhos e vizinhas, primos e primas, irmão e irmãs? Porque o resultado é que muitos deles estão matando e muitas delas estão sendo mortas.

O que podemos começar a fazer JÁ?
Educar mulheres para serem seres por si e não para e pelo outro. Ensinar homens a serem homens. E que espanquem paredes, oras bolas! E que levem suas fúrias pra longe das mulheres. Mas o que mais? Não vamos deixar isso morrer no jornal de ontem, vamos? Então, bóra fazer o que mulheres sabem fazer de melhor? Conversar? Falar, falar, falar. Sem discriminações. Homens e mulheres vamos juntos nos livrar desta vergonha?

Vamos começar?
Em 2030, tenho a certeza que esses jovens estarão namorando de um jeito diferente e terão expectativas mais construtivas em relação aos diferentes sexos. Não gosto de pensar que essa é uma luta de mulheres. Penso que homens e mulheres, juntos, deveriam se unir para um mundo mais harmônico. Vamos nos magnetizar pela utopia de um mundo mais feliz – e não por um mundo de mulheres e mães perfeitas.

Neste dia Internacional das Mulheres não me venham com os adjetivos que santificam as mulheres: rosa, santa, esposa, mãe, “lá em casa quem manda é ela”. As mulheres não são perfeitas. Não falem, escrevam, reproduzam, incentivem, nem se alimentem machistamente com esta ideia de santidade. Porque quando não correspondemos a esta imagem da Santa Perfeição, os homens ficam muito decepcionados. E quando eles se decepcionam …

Nós somos mulheres. Somos perfeitamente imperfeitas.

Espero que em 8 de março de 2020 possamos CE-LE-BRAR!?Celebrar o valor de homens e mulheres que ao desempenhar a mesma função, recebem o mesmo salário. Celebrar o fantástico declínio da violência sexual contra as mulheres, especialmente em zonas de guerra. Celebrar o fim da discriminação racial e da vileza da intimidação. Uma salva de palmas!

Dia Internacional da Mulher 2015: Pesquisa IPSP MediaCT

Dia Internacional da Mulher 2015: Pesquisa IPSP MediaCT, Jornal PropMark, 8março2015

NOTAS:
A entrevista completa com os dados da pesquisa IPSOS MediaCT e com as entrevistadas Cecília Russo, Marlene Bregman, Judith Brito e eu está aqui: http://propmark.uol.com.br/mercado/52414:mulheres-questionam-hoje-a-propria-responsabilidade-na-continuidade-do-machismo. Por Cristiane Marsola.

* link para o post de 2010:

** dados Pesquisa Nacional do Abortamento (PNA)

*** Em 8.3.2015, num discurso atrapalhado, misto de comemoração ao dia das mulheres, arrocho econômico e programa de governo, a presidente Dilma sancionará no dia de hoje, 9.3.2015, a lei que tipifica feminicídio e o classifica como “crime hediondo”: o que impede que os acusados sejam libertados após pagamento de fiança, estipula que a morte de mulheres por motivos de gênero seja um agravante do homicídio e aumenta as penas às quais podem ser condenados os responsáveis, que poderão variar de 12 a 30 anos. (UOL) Vamos em frente!


23
Jan 15

Você é o que Você Compartilha

MOOC- Educação Aberta Online Massiva

MOOC- Educação Aberta Online Massiva

Tenho muita sorte em conhecer muita gente, muito inteligente e com muita vontade de espalhar conhecimento, de colaborar. Na semana passada, o Repensador Gil Giardelli me enviou vários links preciosos sobre Educação. Um assunto que ele é mestre e que sabe do meu interesse.
Todos em inglês. Peguei um deles, sobre as tecnologias que já estão aí, batendo em nossas portas. Está aí, traduzido livremente por mim.
Estou aqui re-compartilhando o conhecimento. Valeu, Gil!

6 Tecnologias Emergentes

6 Tecnologias Emergentes

A tecnologia continua a revolucionar o ensino básico e de 2º. grau (K-12), faculdades e universidades e outras organizações e instituições educacionais.

O Relatório 2013 Horizon identificou e diagramou 6 tecnologias que serão integradas dentro das classes. Algumas estão ainda em desenvolvimento, mas há outras que já dá para serem usada já.

EM 1 ANO:
1) MOOCS (cursos massivos online e abertos)
Cursos online abertos ao público permitem que qualquer pessoa, a despeito de seu histórico ou localização, ganhe novas habilidades e conhecimento a custo zero. O interesse em MOOCs e sua proliferação tem crescido rapidamente nos últimos anos.
EXEMPLO:
O primeiro curso do Google online e aberto, Curso de Busca Avançado, (Power Searching with Google), ajudou seus participantes a melhorar suas habilidades de busca na Internet.

2) Tecnologia Móvel
Graças às sua portabilidade, a disponibilidade de aplicativos interativos e móveis, e o baixo custo quando comparado aos laptops, o crescimento dos tablets como ferramentas de aprendizado dentro das classes vem crescendo.
EXEMPLO:
Os estudantes da Universidade Vanderbilt estão projetando um aplicativo para Android para ajudar os deficientes visuais a aprender matemática usando vibrações e áudio como feedback.

EM 2-3 ANOS:
3) Games e Gamificação (jogos)
Jogar jogos educacionais pode construir pensamento crítico, para solução de problemas e habilidades para trabalhar em equipe.
medalhas e sistemas de ranking podem servir também para reconhecer a performance e realizações dos estudantes.
EXEMPLO:
O projeto A História da Narrativa Viva de Williamsburg é um jogo de ficção interativo que incorpora geografia, cultura e personagens de Williamsburg, no estado da Virginia, EUA.

4) Monitoramento do Aprendizado (learning analytics)
O monitoramento do aprendizado ajuda os instrutores a criar estratégias eficazes de ensino e aprendizado sob medida para cada estudante. Porque decifra as tendências e os padrões a partir de dados (data) educacionais.
EXEMPLO:
Uma empresa incorporou uma ferramenta destas em sua e-apostila que dava aos alunos insights sobre os seus comportamentos e hábitos de estudar.

EM 4-5 ANOS:
5) Impressoras 3D (3 dimensões)
Essa tecnologia vem se tornando mais e mais barata e acessível ao longo dos últimos anos. As aplicações dentro de classe vão desde criar replicas de objetos a produzir modelos em 3D de desenhos e conceitos.
EXEMPLO:
A impressora 3D poderia ser usada para criar modelos de fósseis de dinossauros, esculturas e moléculas.

6) Tecnologia Vestível (wearable technology)
Acessórios vestíveis, como o Google Glass, podem oferecer informação em tempo real ao usuário sobre seu ambiente e arredores, seguir movimentos e gestos, e deixar as mãos livres para várias outras funções tecnológicas.
EXEMPLO:
Câmeras de vídeo vestíveis (câmera GoPro) permitem a gravação do aprendizado de projetos e experiências.2014 Horizon Report

2014 Horizon Report

Notas:
Repensador Gil Giardelli: https://www.youtube.com/watch?v=7nv12ceZQbI
Você é o que Você Compartilha: livro de Gil Giardelli: http://www.gilgiardelli.com.br/blog/livro

Repensadora Beia Carvalho: https://www.youtube.com/watch?v=hKafA4Z80G0
Horizon report 2014: http://www.nmc.org/nmc-horizon


01
Dec 14

Dia Mundial da Luta Contra a Aids. Não Mosque!

No dia 1 de dezembro comemoramos um alerta a toda a humanidade.

É o Dia Mundial da Luta Contra a Aids.

Ainda não há vacina. Ainda não há cura.

Dia Mundial da Luta Contra a Aids

Dia Mundial da Luta Contra a Aids

SE LIGA!

NÃO MOSQUE!

NÃO CAIA EM PAPO FURADO.

ESTEJA SEMPRE PRA LÁ DE PREVENIDO(A)!

No dia 1 de dezembro comemoramos 6 anos da 5 Years From Now®.

Para quem nos acompanha em todas a Baladinhas já se acostumou a ver o banheiro repleto de camisinhas junto ao cartaz:

5 Years From Now® é Hoje!

5 Years From Now® é Hoje!

Inspiração da grande amiga Beth Berto.

Ainda não há vacina. Ainda não há cura.

Ainda não há vacina. Ainda não há cura.


19
Oct 14

Sinceramente?

Adoro Palmas!

Adoro Palmas!

Depois do “obrigada” vem as palmas. Palmas sempre provocam profundas emoções. Especialmente quando são longas e sonoras! Pouco a pouco, timidamente, começam as perguntas. Sinceramente, a parte da palestra que eu mais gosto. Uma vez, palestrei por 30 minutos e fiquei 1 hora no palco respondendo a perguntas. D+!

Tem os elogios. Tem as perguntas que te fazem repensar a palestra. Tem as que são tão complicadamente formuladas, que você não tem a mínima ideia de como responder. E tem ainda quem, ao pegar o microfone, sente que chegou a sua vez de palestrar. Cut! Hora da “última pergunta”. Respondida. Novas palmas.

Encerramento? Não. É a hora de quem quer falar com a palestrante em particular, ali no cantinho, sem microfone. Essa é a hora do vale tudo. Contato bem pessoal. Elogios, declarações pessoais, pedidos de conselhos para a carreira e para os negócios. “Posso te mandar meu CV?”.

Hora das fotos com a palestrante. Adoro fotos!

Mini-fã & Beia em Maceió

Mini-fã & Beia em Maceió

Em minha última palestra, um mini jovem, geração Z, se aproximou durante o coquetel e me disse: “Gostei muito de sua palestra. A senhora é muito sincera!”. Foi a hora de eu pedir uma foto com ele. Sinceramente? Fui tomada de uma emoção desmedida.

Obrigada, mini jovem de 12 anos que quer ser médico!

Há 6 anos sou dona do meu próprio negócio. Faço tudo o que aprendi na vida pessoal, familiar e profissional durante esses meus 60 anos para que dê certo e prospere. Faço do meu jeito, com autenticidade. Sinceramente? Às vezes, dá certo. É uma vida com altos e baixos. Sincera.

Até hoje, esse foi o maior elogio que recebi como empresária e palestrante.

INOVAR ou MORRER

INOVAR ou MORRER

NOTA:
Palestra INOVAR ou MORRER, que abriu a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do SEBRAE-Alagoas, em 13 de outubro de 2014. Obrigada a Ronaldo de Moraes e Silva, Fernanda Maia e Erica Pereira.
Palestra INOVAR ou MORRER


19
Sep 14

Vá te catar! Isso é que é futurar!

Dra Kira Radinsky e seu programa Debora, que prevê o futuro

Dra Kira Radinsky e seu programa Debra, que prevê o futuro

Com 6 anos de idade, a ucraniana Kira Radinsky escreveu a sua 1ª. linha de código para poder mudar de fase num joguinho. Vinte anos depois, já morando em Israel, ela criou um programa, chamado Debra, capaz de prever o futuro. E em 2013, Kira foi escolhida pelo MIT Technology Review, como um dos “35 Jovens Inovadores com menos de 35”. Faz a gente ficar com inveja de Israel, onde 46% da população adulta tem curso universitário.

Infelizmente, o vídeo não está legendado, mas é um bom teste para testar o seu inglês. São apenas 9 minutos de muita coisa interessante!

Nascida em Kiev, na Ucrânia, mudou-se pra Israel, aos 4 anos, em 1990. Com 8 anos já programava. Fazia cursos extras de física, química e literatura. Pra distrair aprendeu karatê e é faixa preta. Ah, também aprendeu piano, tênis e dança. Com 15 anos entrou na faculdade e com 26 era PhD: Dra Kira Radinsky. Vá te catar! E ainda por cima é bonita!

A obsessão por prever o futuro catapultou Kira para a fama. Seus algoritmos previram em 2012, com muitos meses de antecedência, o primeiro surto de cólera em Cuba, em 130 anos. E previram também as revoltas da Primavera Árabe. “O sistema criado por ela coleta uma quantidade imensa de informação eletrônica – além de notícias, mensagens do Twitter e verbetes da Wikipedia, por exemplo – e processa os dados para extrair relações de causa e efeito que podem ser usadas para prever o futuro”.1

Nesta palestra TEDx ela conta como começou a fazer correlações entre as secas de Bangladesh, nos anos 1960 e os surtos de cólera.  E finaliza com a sua indignação quanto às importantes decisões que são feitas diariamente em todo o mundo, “no escuro”, quando poderiam levar em conta dados e a tecnologia já disponíveis hoje em dia.

Notas:

Revista Época:

Jovem cientista cria algoritmo que prevê o futuro a partir do jornal de ontem

No Camels:

27-Year-Old Prodigy Dr. Kira Radinsky 

 


14
Sep 14

Cada país tem a faixa que merece

Boneca Dilma criada pelo artista Marcus Baby

Boneca Dilma criada pelo artista Marcus Baby


Hoje faz 1 semana que a ciclofaixa ficou pronta na rua que eu moro. Nesses 7 dias não ouvi 1 elogio sequer. Um uníssono do contra. Mais que do contra, o jeito de blasfemar parecia ensaiado, raivoso: “putz, não acredito, aqui também puseram essas faixas? Que saco!”

Comecei a pensar o que todas essas pessoas-do-contra tinham em comum. Aparentemente, nada. Um taxista, o porteiro, uma amiga, um amigo, um caminhante, o cara que vende no sinal. Gente mais velha, mais moça. Gente do bairro, gente de longe.

Como é que tanta gente tão distinta é tão ostensivamente contra? Ah, sim, todos são brasileiros!

E hoje, pra coroar este assunto que vinha me coçando a semana toda, me deparei com esse vídeo, postado há exatos 7 dias com mais de 200.000 visualizações.
Eu que nunca concordei com esse ditado, passei a acreditar nele nesta semana: “cada povo tem o governo que merece”.

E aposto, que todos esses do contra, acham os 400 km de ciclovias de Amsterdam “o máximo”. E com certeza, também odeiam congestionamentos e a quantidade absurda de carros pelas ruas da capital a todo e qualquer momento do dia.

Ciclofaixas

Ciclofaixas

Ah, em tempo, sim houve uma exceção: meu amigo de Facebook, Mentor Neto, postou no dia 11: “… andando pela cidade e vendo as ciclovias bem sinalizadas, pintadas de vermelho, com duas mãos claramente indicadas e olhos de gato nos limites, dá orgulho da cidade.”

Bato palmas para os ciclistas que valentemente conseguiram, em tão pouco tempo, mudar a cara da cidade. Com muita luta e infelizmente, com algumas vidas.
#eugostodasciclofaixas