18
Jun 13

#VEM PRA RUA

Uma vez perguntei para o incrível estilista Conrado Segreto, o “enfant terrible” da moda brasileira, porque tantos estilistas haviam escolhido, naquele ano, o rosa em suas cartelas de cores. E ele: “porque está no ar”. Naquele mesmo fim de semana, de algum ano do final dos anos 80, fui pra praia e vi um caiçara, já bem senhorzinho, andando de bicicleta com uma calça róóóóóóóósa! E dali pra frente, naquele ano, o mundo me pareceu mais cor-de-rosa. Ou com-de-rosa, como minha mãe diz que eu chamava a cor.

A música do O Rappa “Vem pra Rua” e a sua apropriação no comercial da FIAT , me fez lembrar desta história de Conradinho: “Tá no ar”.

http://www.youtube.com/watch?v=SxMIwZZPlcM
Pra quem quiser, a letra e o link pra baixar o hino das manifestações de 2013.

Vem Pra Rua
O Rappa

Vem vamos pra rua
Pode vir que a festa é sua
Que o Brasil vai tá gigante
Grande como nunca se viu

Vem vamos com a gente
Vem torcer, bola pra frente
Sai de casa, vem pra rua
Pra maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Se essa rua fosse minha
Eu mandava ladrilhar
Tudo em verde e amarelo
Só pra ver o Brasil inteiro passar

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Vem pra rua!
Vem pra rua!
Vem pra rua!
Vem pra rua!

Vem vamos pra rua
Pode vir que a festa é sua
Que o Brasil vai tá gigante
Grande como nunca se viu

Vem vamos com a gente
Vem torcer, bola pra frente
Sai de casa, vem pra rua
Pra maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

Ooooh
Vem pra rua
Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil

http://youtu.be/9uwbNmUvqkU

Clique para ver vídeo produzido pelos drones da TV Folha, que registra o drama da 2a. feira, na Ponte Estaiada, em São Paulo:  http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=veja-imagens-aereas-de-protesto-em-sp-04024E9B3860D8A94326

Pra fazer o download da música vem pra rua: http://www.4shared.com/mp3/Y_gIhth8/Vem_pra_rua.html?

E uma foto, para quem o conheceu, matar as saudades!

O Incrível Conrado Segreto

O Incrível Conrado Segreto

http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=a-moda-de-conrado-segreto-04028D993362CC994326


29
May 13

SE LIGA, aí!


Tá aí, esperando uma carteirinha de globalizado? Tá chamando cara de 75 anos de gagá? Tá pouco se lixando pra tal geração Y? Não sabe o porquê de tantas palavras novas: ubíquo, meme, modo beta, rexitegui? Tá se sentindo inadequado no seu próprio mundo? SE LIGA!

Estamos “no ar” com este novo conteúdo de palestras: SE LIGA! É um tiroteio de assuntos sérios tratados com humor para chacoalhar plateias de todas a idades. Com conteúdos de hoje até 2050!

SE LIGA nos Incríveis Depoimento de Clientes:

Veronique Forat, sócia da consultoria Bottom Line.

Alvaro Fernando, sócio da V.U. Studio

João Paim, Diretor de Criação da Casa de Bamba

Quer se ligar? SE LIGA no novo conteúdo de palestras da 5 Years From Now®!

Bóra rechear o calendário de eventos de empresas e clientes com conteúdo relevante, provocativo, informativo e divertido. Que faz pensar, que provoca conversa, interatividade e inovação. BÓRA!

SE VOCÊ CONTRATA PALESTRAS PEÇA UMA PROPOSTA!
Ah, e deixe seu comentário com a sua opinião!

Créditos:
Produção e Edição: Estudio Mol
Produção Executiva: Galileo de Carvalho Giglio
Produção e Atendimento: Tsui Wai Jin
Diretor de Fotografia e Editor: Paulo de Souza Neves
Editor assistente: Cassio Sugio
Cinegrafistas: Iuri Galletti e Raphael Mariano
Técnico de Som: Marcio Silveira


03
Feb 13

Previsões sobre o futuro: 1967


Quando a gente gosta muito de uma “coisa”, vai cutucar – e descobre que coisas bacanas não acontecem assim, por acaso. Elas tem “pai e mãe”. Neste caso, Walter Cronkite e a Revista Smithsonian.

A “coisa” é um interessante vídeo de 1967, apresentado pelo jornalista da CBS, Walter Cronkite, que mostra a tecnologia do futuro em vários cômodos de uma casa.

O “pai” dessa história é o jornalista que virou a opinião pública norte-americana contra a Guerra do Vietnam, no início dos anos 1970. Walter Cronkite também foi considerado como o “homem que mais inspira confiança à América”, descartando políticos, dirigentes religiosos ou heróis do esporte.”

Foi apresentador do jornal da noite da rede CBS, por quase 2 décadas, entre 1960 e 1970 e tinha um programa chamado “The 21st Century”, sobre a tecnologia do futuro. Os vídeos deste post foram ao ar em 12 de março, 1967. Neste episódio, o programa mostrou como seria uma casa em 2001: TVs em 3D, videofones, uma máquina gigante que poderia ser o avô do Twitter, robôs e outros gadgets.

A “mãe” é a revista Smithsonian Mag, que tinha com linha editorial publicar “coisas em que o Instituto Smithsonian estava interessado, poderia estar interessado ou deveria estar interessado.” 5 anos depois de publicada pela primeira vez, em 1970, a circulação da revista atingiu 1 milhão de exemplares e se sagrava um dos mais bem sucedidos lançamentos de seu tempo.

Foi Smithsonian que resgatou este episódio do “Século 21”, do fundo do baú e Gizmodo publicou essa história em seu site, no último dia 31. No site, dá pra ver os 3 vídeos “futurísticos”: sala, escritório e cozinha. Você vai ver que eles não previram a genialidade de Steve Jobs e o design fica muito a desejar. Mas a tecnologia chega bem pertinho. Eu gostei particularmente da cozinha e das soluções de sustentabilidade que remoldam os utensílios usados, em vez de termos que lavá-los.

“Adoro como as previsões sobre o futuro estão sempre limitadas aos conceitos do presente. Em 1967, podíamos imaginar diferentes tarefas sendo controladas por um console, mas não conseguíamos imaginar múltiplos consoles sendo controlados por um único computador (ou smartphones ou tablets). Nos faz pensar o que as limitações da tecnologia de hoje causam à nossa imaginação do futuro”. Casey Chan, editor do Gizmodo.

O verbo da 5 Years From Now® é futurar. Futurar é visitar o futuro, um lugar que não está pronto. O presente está irremediavelmente pronto, é imexível. Mas passamos 100% do tempo tentando mudar algo imexível, e não dedicamos 1% ao futuro, onde tudo pode acontecer.

Fico aqui com a frase que Cronkite, que morreu aos 92 anos, terminava cada noticiário: “And that’s the way it is”. (é assim que é).


27
Jan 13

Freedom: Django & Lincoln

Tarantino e Spielberg

Tarantino e Spielberg

Assim que você deixa a sala, já está todo mundo querendo falar mais que a boca sobre Django: as músicas, o ator coadjuvante – que parece ser mais principal que o protagonista -, o diabólico DiCaprio, o irreconhecível Samuel Jackson, as brutais cenas, que mais acontecem na sua cabeça que na tela, e mais um vinho, e mais café e o papo não termina. É muito Tarantino pra pouca noite.

Na maratona de feriado, vi Lincoln primeiro. Recomendo fortemente o contrário: Tarantino pra abrir o apetite, Spielberg para ser degustado de sobremesa.

Pensei em escrever sobre cada um dos 2 filmes, em separado. Mas com Django com 5 indicações ao Oscar e Lincoln com 12, já tem muito material disponível pra ser lido, quer seja como história do cinema, história americana ou história da democracia.

Voltando à sequencia dos 2 filmes, note que eles se passam com meros 7 anos de diferença. O primeiro, Django, situado em 1858, apenas 2 anos antes de começar a sangrenta Guerra Civil americana. E o segundo, Lincoln, fixado nos primeiros 4 meses do ano de 1865. Os trailers estão abaixo.

A guerra durou exatos 4 anos e deixou um absurdo rastro de mais de 600.000 mortes. Muito além da Guerra Civil Espanhola ou da recente Guerra do Vietnã, quando 58.183 americanos morreram, menos de 10% que nessa guerra de secessão entre o norte, a União, e o sul, os Confederados.

Nos 2 filmes, a escravidão. E todo o modus vivendi que dela deriva. No primeiro, a população pasma ao ver um negro montado num cavalo. No segundo, uma população de 200.000 negros está empunhando uma arma para defender a União! No primeiro, vemos mais do sul dos Estados Unidos – Texas, Tennessee e Mississipi. Em Lincoln, mais do norte, a Casa Branca e o River Queen, em Virginia. E é inacreditável pensar que a abolição possa ter acontecido, quando toda a economia do sul estava baseada no trabalho escravo. É só a gente inverter os pontos cardeais, e imaginar DiCaprio, um coronel do nordeste. Sim, também é chamado de “painho”, mas como é americano é Big Daddy. Divaguei.

Mas para além da escravidão, o cerne, o que realmente vemos nos 2 filmes é o poder da negociação, a política do mundo dos homens. É disso que o ex dentista Dr Schultz e o presidente Lincoln tratam. Magnificamente!

Dr King Schultz, o irrepreensível Christoph Waltz, é um eloquente negociador. Usa as palavras, cena a cena, tão bem, rápida e eficazmente quanto aperta gatilhos. Lincoln, só atira com as palavras e com aquelas histórias compridas, que no nordeste chamam de anedotas. É, este Lincoln de Spielberg tem humor. E Waltz, desde Bastardos Inglórios, se diverte e continua nos divertindo com tantos salamaleques de vocabulário. O primeiro, ganha a vida caçando os procurados pela justiça para receber a recompensa por suas cabeças. Haja estratégia de negociação para achar, matar e entregar os procurados. E aí, Tarantino é mestre nos diálogos. E se até então, esse não era o forte de Spielberg, agora é. É tanta informação que sai da boca de Daniel Day-Lewis em sua aclamada voz de Lincoln, que vira uma gincana apreender todos os seus significados.

Lincoln, tem um problema tão grande e insolúvel na mão que ninguém acredita que ele possa prosseguir com sua teimosia e ter sucesso. Um, não, ele tem 3 problemas. Tem que acabar com a Guerra Civil antes que ela acabe com o país; tem que conseguir a maioria para aprovar a 13a. emenda à Constituição – a abolição da escravatura – e, por fim, tem que se reeleger. Para conseguir apoio para passar a emenda, precisa por um fim à guerra. Se acabar com a guerra não consegue por um fim à escravidão. Se acabar com a escravidão e não acabar com a guerra, não se reelege. Catch 22. É como convencer um Sarney que acabar com a escravidão será bom para o clã. Se você não viu, vá. O cara era bom, mesmo!

O projeto de Tarantino começou em 2007, terminou o script em 2011 e começou a filmá-lo em novembro do mesmo ano, durante 130 dias. O primeiro script de Lincoln, do próprio Spielberg, é de 2002 e não fez a cabeça de Daniel Day-Lewis. O segundo é do ganhador do Pulitzer, Tony Kushner, de 2006, e foi filmado em 90 dias, no final de 2011.

Quem teve que ligar pra Daniel Day-Lewis e convencê-lo a aceitar o papel foi DiCaprio, o crudelíssimo Calvin Candie, de Django: “Daniel, você tem que reconsiderar, porque Steven realmente quer você no papel e não vai fazer o filme sem você.”

E, por fim, os 2 negociadores tem uma missão: aquela força que nos sacode e com força nos arremessa na direção de cumpri-la. Dr Schultz, depois de se dedicar à bem sucedida carreira de caçador de recompensas, embarca na missão de encarnar Siegfried, o herói que salva a mocinha, Brunhilde, na lenda escandinava. Lincoln não sabe o que acontecerá com os negros após a abolição e declara isso abertamente, numa conversa no pórtico da Casa Branca com a ama de quarto de sua esposa. “Freedom is first.” Mas o presidente sabe que essa é a sua missão. O que acontecerá no futuro não pode ser impedimento para adiar a Abolição.
São 2 obstinados.

E isso já tá muito longo, mas faltou falar que tanto Django quanto Lincoln tem a aquela moralidade cinza, circunstancial. Enfim, se você ainda não viu, vá. Primeiro Django, depois Lincoln. Ou, ao contrário, não importa. Vá.


Vale a pena ler:
5 regras de ouro de Tarantino, escrito por ele para o Daily Mail online, 12 de janeiro, 2013. http://www.dailymail.co.uk/home/moslive/article-2260197/Quentin-Tarantino-Django-Unchained-The-story-Western.html

Mike Fleming entrevista Spielberg: porque demorou 12 anos para encontrar Lincoln:
http://www.deadline.com/2012/12/steven-spielberg-lincoln-making-of-interview-exclusive


12
Dec 12

Zeitgeist 2012: o que foi mais gugado no Google?

O estudo é extenso, mas aqui rapidinho você vai ver O QUE O MUNDO E O BRASIL MAIS GUGARAM EM 2012. A lista completa você acha aqui, mas vou me concentrar só nos primeiros lugares de cada categoria.

Foram 1.2 trilhões de buscas em 146 línguas. WOW, difícil imaginar mais de 50! 

No mundo, o destaque para pesquisa foi Whitney Houston e em segundo, o coreano com mais de 1 bilhão de vizualizações no Youtube: PSY, Gangnam Style. Eventos, Hurricane Sandy. Pessoas, ela de novo, Whitney Houston. Filmes, Jogos Vorazes, dirigido por Gary Ross e roteiro de Suzanne Collins. Programa de TV, foi BBB12. É você leu direito: o programa de TV mais procurado do mundo foi o reality show da Globo. Artistas, again Whitney Houston – artista, atriz, produtora, modelo. Segundo o Guinness World Records, a mais premiada mulher de todos os tempos e top de vendas, com mais de 170 milhões de álbums, no mundo todo.

Ooops! Acabo de gugar mais uma vez, pra obter este dados sobre ela. Nos eletrônicos “ele”, o iPad 3. Companhias aéreas, Southwest Airlines e pra fechar, as hashtags do Google: #SOPA – a sigla para Stop Online Piracy Act ou em tradução livre, Lei de Combate à Pirataria Online. Lembra quando o mundo era mais simples e sopa era refeição?

Gangnam Style

PSY, Gangnam Style. Se não viu, veja!

Vamos lá: BRASIL, agora.
Primeiro lugar para pesquisa foi “Face”. Não, não é face=rosto, é o Facebook! Evento de 2012 mais pesquisado foi Eleições. Programas de TV, BBB12. Música, ele, Gangnam Style. Músicos, Pedro Leonardo. Jogos, Transformice. Equipes esportivas, Flamengo, seguido do Timão. Esportes, Olimpíadas. Destinos de viagem, São Paulo! OK, seguido do Rio. A pesquisa também mostra o que se segue quando começamos a busca com “como“. Por exemplo, “como hackear” ficou em 6o.lugar. Mas o vencedor desta categoria foi, pasmem: “Como excluir do Facebook?”. No nosso workshop “Let’s Network Together”, essa também é uma das perguntas campeãs: “Como excluir do Facebook, sem a pessoa notar?”. E “o que é“, ganhou “O que é Ecossistema?”. Imagem, amor. Hummmm. Locais, hotel. Bancos, ITAU. Marcas nacionais: Mercado Livre, seguido de Casa Bahia e Correios.

Será que daqui 5 anos o termo mais gugado será EDUCAÇÃO? É o que nós, da 5 Years From Now® desejamos para 2018!

Notas:
Se quiser saber mais, leia:
1. Artigo no PropMark: http://propmark.uol.com.br/digital/42707:google-analisa-pesquisas-de-2012
2. Google Zeitgeist 2012: http://www.google.com/zeitgeist/2012/#brazil
3. Huffington Post: http://www.huffingtonpost.com/2012/12/12/google-zeitgist-2012-video-year-in-review_n_2286595.html


04
Nov 12

Queremos fazer omelete sem quebrar ovos

Geração Y por Beia Carvalho, ilustração Marc Beaudet, 2008

Geração Y por Beia Carvalho, ilustração Marc Beaudet, 2008

Tem vezes que você dá uma entrevista e suas palavras aparecem numa citação aqui e ali. Muito bacana! Em outras, como hoje, você vê que a sua entrevista construiu o artigo. Do lead ao final. Aí, é o paraíso. O assunto do artigo “Líder em Xeque” é o despreparo das atuais lideranças em relação à Geração Y – hoje 47% da mão de obra empregada no mercado brasileiro. Um assunto urgente urgentíssimo! Se não bastasse a insana representatividade dos quase 50% de jovens entre 14 e 30 anos desta geração, daqui menos de 5 anos, entra no mercado de trabalho a Geração Z. Jovens hoje entre 2 e 14 anos, que a Y diz não entender! Imaginou o furdúncio?

Veja o vídeo e leia a parcial da matéria do caderno especial da Folha de S.Paulo de hoje.
“LÍDER EM XEQUE” por Reinaldo Chaves e Rogério de Moraes.

O ex-diretor-executivo da Apple, Steve Jobs, ao criar o iPod e o iPad sugeriu que o tradicional botão de ligar e desligar fosse retirado ou reduzido. O guru da tecnologia entendeu que a geração Y não sente mais a necessidade de se desligar de uma atividade para iniciar outra.

Essa compreensão das novas gerações é um desafio para todos os executivos. Os chefes da geração “baby boomer” (que hoje têm mais de 45 anos) e da geração X (os adultos de 30 a 45 anos) têm que lidar com a geração Y (nascidos após 1980), jovens que não compartimentam a vida em momentos separados para trabalhar, se divertir ou para ficar com a família – tudo é interligado. O papel do líder no mundo dos negócios vem passando por intensa transformação. Hoje, não basta dizer o que e como algo deve ser feito. O chefe também precisa explicar o porquê. E tem de fazer isso de modo convincente.

A presidente da consultoria 5 Years From Now, Béia Carvalho, lembra que o verbo que movia as pessoas no século 20 era “obedecer”. No século 21, defende a especialista, a palavra de ordem mudou para “engajar”.

“O jovem precisa de um desafio, seja ele alcançar um cargo mais alto ou tornar melhor algo em que acredita. Claro que mandar é muito mais fácil que engajar, mas a geração Y não aceita isso”, afirma Carvalho.

Para João Baptista Brandão, professor de liderança e de gestão de pessoas na Fundação Getúlio Vargas, a chave da nova liderança não está mais apenas na graduação ou na capacidade de gerenciar projetos, mas principalmente no caráter e na postura do líder. “Antes de tudo, é preciso construir vínculos de confiança. Sem confiança, os jovens não se comprometem”, explica o especialista.


NÃO LINEAR
O conceito de carreira para as gerações de meados do século 20 sempre esteve ligado à valorização da hierarquia e à construção, “tijolo por tijolo”, de uma trajetória. Carvalho explica que a geração Y tem uma relação não linear com a carreira. “Ao mesmo tempo eles trabalham, leem, escutam música, veem um vídeo e marcam uma balada. Os jovens entendem a carreira da mesma forma, acham que ela não precisa ter uma ordem fixa. É muito comum perguntarem ‘como eu faço para ser gerente?’ logo no começo de um trabalho.”

Segundo ela, o problema é que a maioria dos líderes não sabe responder a essa pergunta, ou pior, fica irritada com o questionamento. “Mas isso é na verdade uma grande oportunidade para engajar e reter o jovem”, diz.

Carvalho também destaca que estudos demográficos no Brasil mostram que a geração Y representa aproximadamente 47% da mão de obra e diz que essa é mais uma razão para entendê-los.

Outro fator importante é que a inovação nas empresas precisa dos jovens. “Muitos gestores de RH procuram profissionais inovadores, porém, só aceitam métodos de trabalho de décadas atrás. Isso é um contrassenso. No mundo complexo e interligado de hoje, precisamos das ideias dos jovens”, finaliza.

Notas: matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/75855-lider-em-xeque.shtml


10
May 12

Fe-mi-ni-cí-dio

Vamos espalhar: fe-mi-ni-cí-dio é assassinato de mulheres. E nisso somos muito bons! Brasil é o 7o. que mais mata numa lista de 87 países.

AFASTE ESSE HOMEM

AFASTE ESSE HOMEM

A 6a. maior economia do mundo concorre vergonhosamente com uma lista que inclui nomes “de peso” como El Salvador, Trinidad e Tobago, Guatemala, Rússia, Colômbia e Belize. Com exceção da potência econômica e política russa, o que são esses outros países? Eu posso dizer pra vocês, eu estive em todos eles. E é de chorar!

É vergonhoso estar nesta posição e é vergonhoso disputar este ranking com estes países tão desprovidos! Belize, que um dia se chamou Honduras Britânicas, tem um PIB de 1,4 bilhões de dólares contra os nossos 2,5 trilhões. Mas não é só assassinando mulheres que nos comparamos a este paiseco. Lá também tem Dengue! Bem inspirador, não é?
O resumo da tragédia é:
– Brasil é o 7o. que mais mata numa lista de 87 países
– Foram 4.297 assassinatos em 2010
– 4,4 mortes por 100 mil habitantes.
– 44 países tem taxas igual ou inferiores a 1,0!!!
São Paulo estado tem taxa de 3,1 = 663 assassinatos
– Vítimas tem entre 20 e 29 anos*
– Crime acontece dentro de casa*
Criminoso é namorado ou marido*
– Em 30 anos, o número de mortes aumentou mais de 200%
– Em 30 anos, foram assassinadas 92.000 mulheres

Contra 60.000 americanos mortos em 20 anos de Guerra do Vietnã.
A denúncia não acontece por medo do agressor
– Ato mais praticado é o espancamento
– Ameaça psicológica é o segundo.

O que nós estamos (des)ensinando a nossos filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, netos e netas, vizinhos e vizinhas, primos e primas, irmão e irmãs? O que podemos começar a fazer JÁ?

A análise da coordenação nacional do comitê latino-americano e do Caribe para defesa dos direitos da mulher diz que “Justiça e Educação são 2 terrenos férteis de políticas públicas para a defesa da vida das mulheres brasileiras.” Educação está na cara: educação para todos os brasileiros. Porque saber e entender a profundidade destes números é ter mais educação sobre esta vergonha. Educar mulheres para serem seres por si e não para e pelo outro. Ensinar homens a serem homens. E que espanquem paredes, oras bolas! E que levem suas fúrias pra longe das mulheres. Mas o que mais?

Quando penso em justiça e educação penso em políticas públicas e quando penso em políticas públicas penso que não vai rolar, ou vai rolar daqui muito tempo. Então, o que mais?

Na matéria do Estadão, aprendemos que esta é a “primeira pesquisa a registrar estatísticas regionais e, por isso, pode representar um marco na definição de políticas públicas.”

Mas você concorda que quando o Mapa da Violência aponta que nenhuma região se equipara a nenhum dos 44 países com taxa inferior a 1, o buraco é mais embaixo? Temo que sim. Algo maciço tem que acontecer em todo o Brasil. Caso contrário, com mais um esforcinho a gente vira campeão mundial e bate estes 7 paisinhos à nossa frente.

Não vamos deixar isso morrer no jornal de ontem, vamos? Então, bóra fazer o que mulheres sabem fazer de melhor? Conversar? Falar, falar, falar. Sem discriminações. Homens e mulheres vamos juntos nos livrar desta vergonha?

Vamos espalhar: fe-mi-ni-cí-dio é assassinato de mulheres.
TIRE ESSE HOMEM DAQUI, Drag Him Away
Este outdoor interativo foi instalado na estação londrina de Euston, e criado pela agência JWT, para o Centro Nacional de Violência Doméstica (NCDV). A ideia é atrair atenção e conscientizar as pessoas sobre como intervir e ajudar a por um ponto final na violência doméstica. O anúncio mostra um homem repreendendo uma mulher imóvel, e encoraja os passageiros a entrar no site com seus celulares: “USE SEU CELULAR PARA PARAR ISSO AGORA!” e expulsar o homem da situação. A série de outdoors múltiplos e sincronizados empurra, progressivamente, o homem cada vez mais longe da vítima. Talvez, fosse mais bacana explodir o cara como num jogo, mas isso provavelmente conflitaria com a mensagem antiviolência. Via Mashable.
A campanha “Drag Him Away” foi lançada dia 30 de abril de 2012 e coincide com os resultados sobre a violência urbana no mundo. Aqueles resultados que colocaram o Brasil na vergonhosa posição de assassinar 1 mulher a cada 2 horas durante o ano todo.

NOTA: * na maior parte das vezes.

Créditos:
Centro Nacional de Violência Doméstica (NCDV)
A cada 2 horas, uma mulher é assassinada no país
The National Centre for Domestic Violence (NCDV).
Criado pela agência JWT
Produzido por Grand Visual, a campanha usa a plataforma Agent, que permite interatividade mobile e digital nos outdoors.


28
Mar 12

Coração do Brasil

Quando eu entrei neste projeto, ele se chamava Demarcação do Centro Geográfico do Brasil. Hoje, o documentário que estreia esta semana no Tudo é Verdade, se chama CORAÇÃO DO BRASIL. Seu diretor, Daniel Santiago, entusiasmadíssimo, não teve problemas em me seduzir para o projeto. Não que eu tenha experiência com a produção cinematográfica, à exceção das intermináveis horas em estúdios, nos meus tempos de publicitária. Mas porque é impossível não se envolver, quando Daniel está “tomado” por uma visão.

Esta é a sinopse: o documentário refaz em 2008, a expedição ao Centro Geográfico do Brasil, comandada pelos Irmãos Villas Bôas, em 1958. Sérgio Vahia, Adrian Cowell e o Cacique Raoni, que juntos se aventuraram por aquele mundão, retornam ao Centro para reencontrar os sobreviventes da expansão da fronteira agropastoril brasileira nos últimos 50 anos.

Coração do Brasil: Sergio Vahia, Adrian Cowel e Caique Raoni

Coração do Brasil: Sergio Vahia, Adrian Cowel e Caique Raoni


“Coração” é fruto de um desejo ardente de Sergio Vahia, um expedicionário que, em 1958, com 30 anos de idade, fez parte da expedição comandada pelos Irmãos Villas Boas, para demarcar o Centro Geográfico do Brasil. (Pra contextualizar, 2 anos depois, era fundada Brasília, no centro do país, em 1960).

Conheci o carioca aqui em São Paulo, num churrasco dos bons, em 2008, com 80 anos. Sua ambição pela aventura, sua energia insana era altamente contagiosa. E não poupou ninguém ao seu redor. Aos 80 anos, Sergio foi tomado desta determinação de refazer o mesmo trajeto de remarcar o verdadeiro local em que se encontra o Centro Geográfico do Brasil, 50 anos depois! Agora, contando com uma tecnologia inexistente em 1958.

Enquanto eu selecionava umas carninhas mais magrinhas, Sergio atacou linguiças regadas a cervejinha. Incrível! É o Cyborg? Eu, ali, olhando e ouvindo aquela história-do-brasil-ao-vivo, convulsivamente contando histórias e citando passagens de sua vida com os grandes personagens brasileiros, da década em que eu nasci. Ao lado, uma moderna muleta. Eu revirava minha cachola. Como esse homem – se tudo desse muito certo – navegaria pelo Rio Xingu, visitaria as aldeias em que esteve em 1958, se reencontraria com os povos Kokoti, Kumaré-Txicão, Kamani Suiá, Moiópi-Kaiabi e Vanité-Kalapalo. E, finalmente, chegaria à aldeia Piaraçu, território dos Caiapós-Txucarramae, onde se reencontraria com o Cacique Raoni, seu parceiro da primeira expedição, 3 décadas atrás? Cansou? De lá partiriam juntos, mata adentro, rumo às terras indígenas Capoto-Jarina, no nordeste do Mato Grosso, no sul da Amazônia Brasileira. É lá, o Centro Geográfico Brasileiro.

Já vi o documentário, sei de muitas histórias dos bastidores e até hoje sou incrédula. Mas as imagens estão lá para provarem a verdade. Você também já pode vê-las esta semana.

Sergio Vahia, Raoni e Adrian Cowel, com o novo marco, em 2008.

Sergio Vahia, Raoni e Adrian Cowel, com o novo marco, em 2008.


O outro personagem desta jornada é uma celebridade para nós e para o mundo, o Cacique Raoni, líder dos caiapós, conhecido por sua campanha em defesa do povo indígena e da floresta Amazônica. Na expedição de 50 anos atrás foi intérprete para outras línguas indígenas. Em 1989, viajou pela Europa com o cantor inglês Sting alertando contra a invasão das terras indígenas amazônicas.

O terceiro mosqueteiro é Adrian Cowel, um nome que vamos ouvir muito este ano, quando terá sua obra homenageada. Um inglês que nasceu na Índia, em 1934, e morreu no final do ano passado, um dia antes de embarcar para o Brasil. Nos seus 78 anos de vida, Adrian esteve no Brasil muitas vezes, e construiu uma incrível (e ainda pouco conhecida entre nós) trajetória como cineasta. Documentou desde a criação das primeiras reservas extrativistas e os primeiros contatos com os índios Uru Eu Wau-Wau como a chocante morte de Chico Mendes. Como ativista, foi um dos fundadores do Television Trust for the Environment e escreveu 2 livros sobre índios brasileiros: “The Heart of the Forest” e ‘The Tribe that Hides from Man”. Foi o fotógrafo da expedição de 1958 e sua maior motivação para participar da expedição 50 anos depois, era reencontrar a população indígena que conheceu à época. Por ser exímio atirador, também ficou encarregado da caça.

Adrian, de pé com o marco, em 1958.

Adrian Cowel, de pé com o marco, em 1958.


Impossível descrever o momento em que Daniel Santiago registra o reencontro de Raoni com o inglês Adrian. Como se nota, sou altamente suspeita. Convenci meu amigo Ronaldo Ramos, a ajudar a expedição e meu amigo e artista plástico Caíto a recriar o marco, agora em alumínio, a partir de uma desgastada foto tirada em 1958. Conheci e me envolvi com inimagináveis histórias de Adrian Cowel, através de suas sobrinhas Charlotte e Anna Cowel. E a cada dia que passa, eu acredito mais que o que move realmente o mundo são as nossas ambições, os nossos desejos, a nossa visão de um futuro, um futuro que a gente imagina pra gente.

Viva Sergio Vahia que imaginou um futuro para ele!
E quando a gente fica “tomado” por uma visão, vai contagiando almas contagiáveis como a de Daniel, que contagiou a minha, que contagiou Ronaldo e Caíto. E mais um montão de gente que fez uma ambição acontecer. Em tempo: a nova expedição confirmou, por modernos GPS, as coordenadas das cartas náuticas de 1958.

Bóra mudar o futuro antes que ele chegue? Valeu, Daniel!


14
Aug 11

Mudar o mundo?

Joao Felipe Scarpelini, consultor na UNICEF Zâmbia

Joao Felipe Scarpelini, consultor na UNICEF Zâmbia

Milhões de jovens da tão falada Geração Y, hoje entre 14 e 34 anos, acreditam profunda e verdadeiramente que estão ajudando a mudar o mundo. João Felipe Scarpelini, aquele que apareceu no Fantástico, diz que já ajudou a mudar o mundo em 40 países. Deve ter uns 25 anos e é consultor na UNICEF Zâmbia. Em seu Facebook, se define mais ou menos assim (seu perfil está em inglês, pois como sua geração, é um globalizado):

“Sou um sonhador e ativista em tempo integral!
Eu me engajo com pessoas criativas e apaixonadas para criar ferramentas, oportunidades e capacidades que empoderam pessoas e suas comunidades a serem a mudança que elas querem ver no mundo! Mas, por favor, não esperem que eu me defina. Porque eu não quero. Quem quer que seja definível, cria limites e fronteiras … Não, eu não!”

Quando criei a palestra 5 Gerações no Mercado de Trabalho, o Y é o X da Questão, nunca pensei que fosse ser tão importante na minha vida, nem tão longeva. Já faz mais de 1 ano que falei sobre o assunto para a minha primeira audiência de profissionais de RH. De lá para cá, aprendi muito com todas as gerações que formam meu eclético público. Chamo esta palestra de “bombril”, porque ela serve pra todo tipo de audiência e agrada a gregos e baianos.

Para quem não sabe, os profissionais de recursos humanos estão louquinhos tentando entender o por quê de não conseguirem atrair e reter talentos jovens. Por isso, o interesse.

Pais e professores se atrapalham todos com uma geração que vê TV, passa e recebe torpedos, ouve música, posta no “feice” e a resposta para “o que você está fazendo” é: estudando. É verdade, eu acredito! A GY não precisa desligar tudo a sua volta pra se concentrar em uma única tarefa. Eles conseguem fazer várias coisas simultaneamente e TER FOCO EM TODAS. Se você não acredita nisso, o problema é seu. Ninguém vai tentar convencê-lo. Sabe o por quê? Porque o mundo já funciona e vai funcionar cada vez mais como esses jovens. O mundo vai pra frente, não vai voltar ao modo de ser do século XX. Estamos no século das motivações intrínsecas, o que move esses jovens vem de dentro. O verbo desta nova era é ENGAJAR. O verbo da velha, OBEDECER. Sacou?

Jovens estudantes também curtem a palestra porque entendem o contexto da Y, a partir do entendimento das outras 4 gerações: a tradicionalista, acima de 65 anos; a baby boomer, da qual faço parte, a X, Y e Z.

Acho que de tanto falar sobre os Y “peguei” alguma coisa deles. Pela 1a. vez na minha vida profissional eu sinto que o meu trabalho está ajudando a mudar o mundo. Os momentos pós-palestra são cada vez mais longos e a troca de ideias e angústias um grande momento de conhecimento: “Ah, agora entendo meu filho/pai/aluno/trainee/empregado/chefe”. “Ah, quem deveria ouvir essa sua palestra era meu filho/pai/aluno/trainee/empregado/chefe”. Isso é muiiito bom!

Nesta próxima 3a. feira, vou ajudar a mudar o mundo novamente. Palestro no Congresso de Recursos Humanos CONARH. A missão contra o preconceito entre gerações entrará novamente em ação. E, novamente, meus ouvintes sairão com algumas repostas e muitas perguntas. E eu, junto com os milhões de jovens do mundo inteiro, vou comemorar que também estou mudando o mundo!

NOTAS:
Nas pesquisas patrocinadas pela Editora Fênix, 93% avaliaram como boa ou excelente a troca de experiências e conhecimentos adquiridos em minha palestra e 95% vêem uma aplicação prática destes conhecimentos em suas atividades.
E a energética palestrante e escritora Leila Navarro, me disse:
“Poderosa Beia, adorei sua apresentação, estou cheia de ideias. Adorei mesmo. Você pensa em escrever um livro? Não sei se você sabe que hipnotiza a plateia! Muito bom, e olha que sou palestrante.”


27
Jan 11

Bem-vindo Brasil!

2016: Educação

2016: Educação

PREPARADO BRASIL?
Bem-vindo Brasil! Assim saúdo meus clientes, logo cedo, para dois dias do workshop 5 Years From Now®, um profundo mergulho nos aspectos intangíveis da empresa. Assim saudei Brasil. 5 Years From Now® começa com um substancioso café da manhã, mas logo chega a hora que apelidamos de “soco no estômago”. Essa dinâmica começou há 2 semanas atrás, quando entrevistamos funcionários e ex-funcionários do Brasil, seus amigos e ex-amigos (ooopss), um país que Brasil ama, outro que odeia e um empresário que admira.

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