13
Feb 13

Papa põe a Boca no Trombone

2 dias depois da renúncia, Papa diz que tomou a decisão “em plena liberdade, pelo bem da Igreja”. Ooops!

No dia seguinte à notícia da renúncia do Papa, todos os chefes de estado que se pronunciaram foram bem contidos em suas declarações – li uma por uma, no Estadão. Nenhum deles ousou a falar em dissidência, simplesmente dançaram conforme os primeiros versos da “música”, que ligava a renúncia do chefe da Igreja à sua falta de saúde e avançada idade. Ba-le-la. Ah, Dilma não estava entre as personalidades importantes que se pronunciaram. Ah, mas o país nem é católico, não é?

A Wikipédia nos diz que a média de idade dos papas quando foram eleitos é de 65 anos e chefiaram a Igreja por 13 anos. E os papas mais velhos tinham 78 quando começaram a servir e o fizeram por mais de 6 anos. Ou seja, o Vaticano sempre conviveu com a 4a. idade. Não ia ser agora que isso seria novidade ou obstáculo! Bento XVI tem 85 anos.

Bem, tudo isso serviu para trazer à tona, não a óbvia idade avançada, mas a sujeira que aparece nas disputas de poder. O beligerante é o cardeal Tarcisio Bertone e seu grupo contrários à promessa do papa de conduzir uma limpeza na Igreja: aqui leia-se o escândalo da pedofilia envolvendo a igreja por todos os cantos do mundo. Ou como colocou o Estadão: “corrupção no Banco do Vaticano e roubo de documentos por seu ex-mordomo seriam parte do desgaste”.

Mas quem é que vai se surpreender com corrupção e escândalos no Vaticano, em 2013? Adoro 2 filmes que versam sobre o assunto: O Poderoso Chefão 3, dirigido por Coppola, em 1990 e a comédia Habemus Papam, dirigida por Nanni Moretti, 2011.

No último “chefão”, Michael Corleone passa o filme tentando legalizar suas operações mafiosas. Um dos últimos lances era ter o controle majoritário da International Immobiliare, uma imobiliária europeia, da qual a Igreja detinha 25% das ações.

O cardeal irlandês Gilday era o chefe do Bando do Vaticano, afundado em dívidas (puxa! que coincidência!). Ele convence Michael a depositar $600 milhões dólares em troca de ¼ da Immobiliare. Mas tudo era uma fraude de Gilday articulada com o chefe da Contabilidade Frederick Keinszig e Don Lucchesi, presidente da Immobiliare. Ainda segundo a trama do filme, quando a maquinação está prestes a ser revelada pelo cardeal Lamberto (aquele para quem Michael se confessa no filme e que havia se tornado o novo Papa João Paulo I), o cardeal Gilday e sua gangue o envenenam e matam o reformista Papa. Ooops!

Em Habemus Papa, quem não viu poderá conhecer cena por cena o que ocorre dentro do Vaticano desde o dia em que o “cargo de papa” está desocupado até o momento em que, da varanda central da Basílica de São Pedro, o mais velho dentre os cardeais da ordem dos diáconos pronuncia as palavras Habemus Papam. E a tal fumacinha branca começa a sair da chaminé da capela Sistina e anuncia: “Temos Papa”. Enquanto o Colégio de Cardeais não se decide a fumaça é negra, significa que não houve maioria e os votos então são queimados. Quando há o consenso, o novo pontífice é eleito e a fumaça sai branca.

Será que daqui 5 anos veremos a tal limpeza da Igreja?


03
Feb 13

Previsões sobre o futuro: 1967


Quando a gente gosta muito de uma “coisa”, vai cutucar – e descobre que coisas bacanas não acontecem assim, por acaso. Elas tem “pai e mãe”. Neste caso, Walter Cronkite e a Revista Smithsonian.

A “coisa” é um interessante vídeo de 1967, apresentado pelo jornalista da CBS, Walter Cronkite, que mostra a tecnologia do futuro em vários cômodos de uma casa.

O “pai” dessa história é o jornalista que virou a opinião pública norte-americana contra a Guerra do Vietnam, no início dos anos 1970. Walter Cronkite também foi considerado como o “homem que mais inspira confiança à América”, descartando políticos, dirigentes religiosos ou heróis do esporte.”

Foi apresentador do jornal da noite da rede CBS, por quase 2 décadas, entre 1960 e 1970 e tinha um programa chamado “The 21st Century”, sobre a tecnologia do futuro. Os vídeos deste post foram ao ar em 12 de março, 1967. Neste episódio, o programa mostrou como seria uma casa em 2001: TVs em 3D, videofones, uma máquina gigante que poderia ser o avô do Twitter, robôs e outros gadgets.

A “mãe” é a revista Smithsonian Mag, que tinha com linha editorial publicar “coisas em que o Instituto Smithsonian estava interessado, poderia estar interessado ou deveria estar interessado.” 5 anos depois de publicada pela primeira vez, em 1970, a circulação da revista atingiu 1 milhão de exemplares e se sagrava um dos mais bem sucedidos lançamentos de seu tempo.

Foi Smithsonian que resgatou este episódio do “Século 21”, do fundo do baú e Gizmodo publicou essa história em seu site, no último dia 31. No site, dá pra ver os 3 vídeos “futurísticos”: sala, escritório e cozinha. Você vai ver que eles não previram a genialidade de Steve Jobs e o design fica muito a desejar. Mas a tecnologia chega bem pertinho. Eu gostei particularmente da cozinha e das soluções de sustentabilidade que remoldam os utensílios usados, em vez de termos que lavá-los.

“Adoro como as previsões sobre o futuro estão sempre limitadas aos conceitos do presente. Em 1967, podíamos imaginar diferentes tarefas sendo controladas por um console, mas não conseguíamos imaginar múltiplos consoles sendo controlados por um único computador (ou smartphones ou tablets). Nos faz pensar o que as limitações da tecnologia de hoje causam à nossa imaginação do futuro”. Casey Chan, editor do Gizmodo.

O verbo da 5 Years From Now® é futurar. Futurar é visitar o futuro, um lugar que não está pronto. O presente está irremediavelmente pronto, é imexível. Mas passamos 100% do tempo tentando mudar algo imexível, e não dedicamos 1% ao futuro, onde tudo pode acontecer.

Fico aqui com a frase que Cronkite, que morreu aos 92 anos, terminava cada noticiário: “And that’s the way it is”. (é assim que é).


30
Jan 13

13a. 15a. 19a. emendas: mais Lincoln

Lincoln e Ira Clark

Lincoln e Ira Clark

A cena inicial do filme Lincoln muito provavelmente nunca existiu, mas é uma daquelas coisas “spielberg”, impacto que não sai da cabeça.

Na cena, Lincoln está às margens do rio Anacostia, em Maryland. Neblina e chuva. O presidente está falando com 2 soldados negros, Harold Green, da infantaria e Ira Clark, da cavalaria, que aproveita a ilustre presença para soltar o verbo:

“Agora que os brancos se acostumaram a ver negros carregarem armas para lutar por eles, agora que eles podem tolerar que negros recebam algum soldo – talvez, em alguns anos eles possam se conformar com a ideia de ter tenentes e capitães negros. Em 50 anos, talvez um coronel. Em 100 anos – o voto.”

A 15a. emenda à Constituição americana garantiu o voto aos negros e foi ratificada apenas 5 anos depois desta cena, em 1870. A 19a. emenda, 55 anos mais tarde, deu direito de voto às mulheres americanas, em 1920. E 144 anos mais tarde, Obama é empossado. E reeleito ano passado.

Em 2013, 2 filmes tratam do tema abolicionista: Django e Lincoln. Com certeza, Hollywood tem mais.

Em tempo, Lincoln se passa nos últimos 4 meses do governo que luta para passar a 13a. emenda, que põe um fim na escravatura, em 1865.

Nota:

Lincoln, Steven Spielberg, 2012


28
Jan 13

Valeu, Amigos & Amigas!

Beia Carvalho & Sandra Paschoal: Parceria & Sucesso!

Beia Carvalho & Sandra Paschoal: Parceria & Sucesso!

Não é a 1a.  vez que faço reverência a amizades e à importância de suas conexões.

Neste domingão, final de feriado, sou surpreendida pela fresquíssima edição do jornal PropMark, que traz uma nota sobre a nova parceria:  Sandra Paschoal Soluções em Palestras5 Years From Now®. Quem me conhece sabe da minha “pregação” sobre semear, cultivar e nutrir conexões, para que elas se tornem a cada momento adiante mais íntimas. Minha amizade com o amigo e fotógrafo Egydio Zuanazzi tem quase os 5 anos de existência da 5 Years From Now®. Ele foi um de meus primeiros clientes e o responsável pelo click desta nota. Com Adélia Franceschini, colega, cliente, amiga e ceo da Fran6 Análises de Mercado já estamos encostando em 2 décadas. Ela e Sandra trabalharam juntas no Estadão. Sandra e eu descobrimos muita gente e muitos interesses, em comum. Com o jornalista, amigo e editor Marcello Queiroz, já são mais de 20 anos de convivência! Por fim, com a mais importante e estrela desse post, a nova parceira Sandra Paschoal são só alguns meses. Mas tenho certeza que isso vai longe!

E não é nada mal comemorar minha entrada neste grupo privilegiado, que tem como alguns de seus palestrantes Washington Olivetto, Maílson da Nóbrega e Regina Navarro Lins! E que agora conta com os cativantes temas de nossas palestras: INOVAÇÃOFUTURO CONECTADO e GERAÇÕES YZ.

Beia Carvalho e Sandra Paschoal

Beia Carvalho e Sandra Paschoal

Obrigada a todos os amigos e amigas! E a minha sócia Taís de Souza, que é incansável na nossa conquista rumo às conexões e ao sucesso!

(íntegra da nota publicada na edição de 28 de janeiro de 2013, no jornal PropMark):
CONTEÚDO
Beia Carvalho, presidente da consultoria 5 Years From Now®, acaba de ser convidada para integrar a lista de palestrantes da empresa Sandra Paschoal Soluções em Palestras.
Com clientes em todo o Brasil, Sandra tem uma série de experts para os quais faz agenciamento exclusivo, entre eles Washington Olivetto, Ozires Silva, Jaime Troiano, Maílson da Nóbrega, Regina Navarro Lins, Salete Lemos, João Carlos Martins e Dudu Braga, entre outros.

Palestrante Beia Carvalho

Palestrante Beia Carvalho no PropMark de 28 janeiro 2013

 


27
Jan 13

Freedom: Django & Lincoln

Tarantino e Spielberg

Tarantino e Spielberg

Assim que você deixa a sala, já está todo mundo querendo falar mais que a boca sobre Django: as músicas, o ator coadjuvante – que parece ser mais principal que o protagonista -, o diabólico DiCaprio, o irreconhecível Samuel Jackson, as brutais cenas, que mais acontecem na sua cabeça que na tela, e mais um vinho, e mais café e o papo não termina. É muito Tarantino pra pouca noite.

Na maratona de feriado, vi Lincoln primeiro. Recomendo fortemente o contrário: Tarantino pra abrir o apetite, Spielberg para ser degustado de sobremesa.

Pensei em escrever sobre cada um dos 2 filmes, em separado. Mas com Django com 5 indicações ao Oscar e Lincoln com 12, já tem muito material disponível pra ser lido, quer seja como história do cinema, história americana ou história da democracia.

Voltando à sequencia dos 2 filmes, note que eles se passam com meros 7 anos de diferença. O primeiro, Django, situado em 1858, apenas 2 anos antes de começar a sangrenta Guerra Civil americana. E o segundo, Lincoln, fixado nos primeiros 4 meses do ano de 1865. Os trailers estão abaixo.

A guerra durou exatos 4 anos e deixou um absurdo rastro de mais de 600.000 mortes. Muito além da Guerra Civil Espanhola ou da recente Guerra do Vietnã, quando 58.183 americanos morreram, menos de 10% que nessa guerra de secessão entre o norte, a União, e o sul, os Confederados.

Nos 2 filmes, a escravidão. E todo o modus vivendi que dela deriva. No primeiro, a população pasma ao ver um negro montado num cavalo. No segundo, uma população de 200.000 negros está empunhando uma arma para defender a União! No primeiro, vemos mais do sul dos Estados Unidos – Texas, Tennessee e Mississipi. Em Lincoln, mais do norte, a Casa Branca e o River Queen, em Virginia. E é inacreditável pensar que a abolição possa ter acontecido, quando toda a economia do sul estava baseada no trabalho escravo. É só a gente inverter os pontos cardeais, e imaginar DiCaprio, um coronel do nordeste. Sim, também é chamado de “painho”, mas como é americano é Big Daddy. Divaguei.

Mas para além da escravidão, o cerne, o que realmente vemos nos 2 filmes é o poder da negociação, a política do mundo dos homens. É disso que o ex dentista Dr Schultz e o presidente Lincoln tratam. Magnificamente!

Dr King Schultz, o irrepreensível Christoph Waltz, é um eloquente negociador. Usa as palavras, cena a cena, tão bem, rápida e eficazmente quanto aperta gatilhos. Lincoln, só atira com as palavras e com aquelas histórias compridas, que no nordeste chamam de anedotas. É, este Lincoln de Spielberg tem humor. E Waltz, desde Bastardos Inglórios, se diverte e continua nos divertindo com tantos salamaleques de vocabulário. O primeiro, ganha a vida caçando os procurados pela justiça para receber a recompensa por suas cabeças. Haja estratégia de negociação para achar, matar e entregar os procurados. E aí, Tarantino é mestre nos diálogos. E se até então, esse não era o forte de Spielberg, agora é. É tanta informação que sai da boca de Daniel Day-Lewis em sua aclamada voz de Lincoln, que vira uma gincana apreender todos os seus significados.

Lincoln, tem um problema tão grande e insolúvel na mão que ninguém acredita que ele possa prosseguir com sua teimosia e ter sucesso. Um, não, ele tem 3 problemas. Tem que acabar com a Guerra Civil antes que ela acabe com o país; tem que conseguir a maioria para aprovar a 13a. emenda à Constituição – a abolição da escravatura – e, por fim, tem que se reeleger. Para conseguir apoio para passar a emenda, precisa por um fim à guerra. Se acabar com a guerra não consegue por um fim à escravidão. Se acabar com a escravidão e não acabar com a guerra, não se reelege. Catch 22. É como convencer um Sarney que acabar com a escravidão será bom para o clã. Se você não viu, vá. O cara era bom, mesmo!

O projeto de Tarantino começou em 2007, terminou o script em 2011 e começou a filmá-lo em novembro do mesmo ano, durante 130 dias. O primeiro script de Lincoln, do próprio Spielberg, é de 2002 e não fez a cabeça de Daniel Day-Lewis. O segundo é do ganhador do Pulitzer, Tony Kushner, de 2006, e foi filmado em 90 dias, no final de 2011.

Quem teve que ligar pra Daniel Day-Lewis e convencê-lo a aceitar o papel foi DiCaprio, o crudelíssimo Calvin Candie, de Django: “Daniel, você tem que reconsiderar, porque Steven realmente quer você no papel e não vai fazer o filme sem você.”

E, por fim, os 2 negociadores tem uma missão: aquela força que nos sacode e com força nos arremessa na direção de cumpri-la. Dr Schultz, depois de se dedicar à bem sucedida carreira de caçador de recompensas, embarca na missão de encarnar Siegfried, o herói que salva a mocinha, Brunhilde, na lenda escandinava. Lincoln não sabe o que acontecerá com os negros após a abolição e declara isso abertamente, numa conversa no pórtico da Casa Branca com a ama de quarto de sua esposa. “Freedom is first.” Mas o presidente sabe que essa é a sua missão. O que acontecerá no futuro não pode ser impedimento para adiar a Abolição.
São 2 obstinados.

E isso já tá muito longo, mas faltou falar que tanto Django quanto Lincoln tem a aquela moralidade cinza, circunstancial. Enfim, se você ainda não viu, vá. Primeiro Django, depois Lincoln. Ou, ao contrário, não importa. Vá.


Vale a pena ler:
5 regras de ouro de Tarantino, escrito por ele para o Daily Mail online, 12 de janeiro, 2013. http://www.dailymail.co.uk/home/moslive/article-2260197/Quentin-Tarantino-Django-Unchained-The-story-Western.html

Mike Fleming entrevista Spielberg: porque demorou 12 anos para encontrar Lincoln:
http://www.deadline.com/2012/12/steven-spielberg-lincoln-making-of-interview-exclusive


11
Jan 13

Destruir é Inovar?

Férias de Inverno na Suíça

Férias de Inverno na Suíça


Você seria capaz de destruir o que você faz de melhor para provar o seu ponto de vista? Os suíços são!

Não mediram esforços para divulgar que suas idílicas paisagens alpinas são o melhor destino turístico para as férias de inverno. E ao destruírem e se livrarem de seu ícone mais famoso, nos asseguram que teremos as mais relaxantes férias de nossas vidas. O resultado é um filme que mostra muita neve, seus bucólicos-quentinhos-hotéis-cabanas e casinhas suíças de um jeito que nunca vimos. E com um tipo de humor impensável em suíços.

Sua empresa seria capaz de ir tão longe e destruir o que você faz de melhor?

Nota:
pra saber mais: http://www.myswitzerland.com/winter


01
Jan 13

Jogo da Paz Mundial: conhece?

Meu desejo para este 1o. dia do ano é que todos os líderes do mundo parassem.

Parassem por 20 minutos e 28 segundos para ver, ouvir e tatuar no cérebro a palestra de John Hunter para o TED 2011, explicando o Jogo da Paz Mundial – um jogo criado em 1978, para crianças da 4a. série (9 anos), quando o professor tentava preparar uma aula sobre a África.

Consiste em resolver 50 problemas do mundo, entrelaçados, de forma que nenhum dos lados saia perdendo. De tensões étnicas, minorias, vazamentos químicos e nucleares, disputas por direitos de água, repúblicas independentes, fome, espécies ameaçadas e aquecimento global. Se uma coisa muda, todo o resto muda.

A base do jogo hoje é uma estrutura de 1,2m por 1,2m por 1,2m de Plexiglass, em 4 camadas. Mais fácil de entender vendo o vídeo. Se você nunca viu um TED, saiba que é só clicar no canto inferior direito (34 languages off) e escolher “Português, Brasileiro” para ver o vídeo com legendas. Vale muito a pena!

Sobre essas estruturas são colocados todos os problemas do mundo para que as crianças possam resolvê-los sozinhas. Há 4 países no tabuleiro. As crianças inventam os nomes dos países – alguns são ricos, outros pobres. Eles têm recursos diferentes, comerciais e militares. E cada país tem um gabinete. Tem um primeiro-ministro, secretário de estado, ministro da defesa e um chefe das finanças, ou controlador. O professor escolhe o primeiro ministro baseado na relação que tem com eles e oferece o trabalho – que pode ser recusado. E, então, eles escolhem o seu gabinete. Tem um Banco Mundial, indústrias de armas e uma Nações Unidas. Há também uma deusa do tempo que controla uma bolsa de ações randômica e um clima randômico.

Ao final, nenhum país pode sair pior do que entrou. É muito emocionante!

Nota: John Hunter é professor, músico e inventor do World Peace Game
John Hunter: Teaching with the World Peace Game http://www.ted.com/talks/john_hunter_on_the_world_peace_game.html


30
Dec 12

Mad Men episódio 7: martinis-e-ostras

E já vou avisando: o post é para os fãs da série.
Começo com o infográfico de quem bebe mais:

Mad Drinkers

Browse more infographics.

É tão bom quando a gente esbarra em alguém que curte as mesmas coisas que a gente e, diferentemente, não tem preguiça de ir fundo nas questões, mesmos as mais bizarras.

Me lembro bem como fiquei impressionada – tanto quanto Mark – com este tal episódio 7, da 1a. temporada de Mad Men.

Na realidade, é uma tradução do post de Mark Wilson, que descreve muito bem este episódio, além de nos presentear com um infográfico sobre quem mais bebe e o que bebem na 1a. temporada. Cultura inútil que os fãs sempre se perguntam. Vamos a seu texto?

Meu momento favorito de Mad Men é o episódio 7, da 1a. temporada. Roger Sterling tinha, na noite anterior, abertamente paquerado a mulher de Don Draper, num jantar em sua casa. No dia seguinte, Don parece aceitar as desculpas de Roger. Mas o que acontece durante o almoço é a desforra. A cena é uma competição pra mostrar quem é o mais durão, coisa de menino, numa orgia de martinis-e-ostras durante um “rotineiro” almoço. Pra enausear mais a história, quando os 2 finalmente chegam à agência, atrasadíssimos, encontram o elevador parado e tem que subir 23 andares pela escada. Ao chegar, quase enfartando Roger vomita pra tudo quanto é canto. Don, traz aquele sorrisinho e um leve suor. E o universo restabelece seu equilíbrio.

Quantos drinks Don e Roger tomaram neste episódio? 10 cada um. Exatamente: 10 por cabeça! As contas foram feitas num workshop de Santiago Ortiz de onde surgiu este infográfico, onde cada personagem recebeu uma cor e, assim, podemos seguir quem tomou quanto em cada um dos 13 segmentos da série. Don, cor-de-rosa, domina a cena das ostras, pico de bebedeira da série. Mas a novidade é que Peggy Olson, a humilde secretária que tem a sua criatividade descoberta, vai aos poucos chegando no páreo com os rapazes. Dê uma olhadinha: ela é amarelo.

E o que eles bebem? Whiskey, claro. Mas há mais 14 outras bebidas incluindo mai tais, vinho, rum. Visualize aqui: http://visual.ly/mad-drinkers

NOTAS:
Mark Wilson lançou um site chamado Philanthroper, que conseguiu angariar quase 200 mil dólares antes de fechar. Detalhes aqui: http://philanthroper.com
Também escreve para His work has also appeared at Gizmodo, Kotaku, PopMech, PopSci, Esquire, American Photo and Lucky Peach. http://www.fastcodesign.com/users/mark-wilson


12
Dec 12

Zeitgeist 2012: o que foi mais gugado no Google?

O estudo é extenso, mas aqui rapidinho você vai ver O QUE O MUNDO E O BRASIL MAIS GUGARAM EM 2012. A lista completa você acha aqui, mas vou me concentrar só nos primeiros lugares de cada categoria.

Foram 1.2 trilhões de buscas em 146 línguas. WOW, difícil imaginar mais de 50! 

No mundo, o destaque para pesquisa foi Whitney Houston e em segundo, o coreano com mais de 1 bilhão de vizualizações no Youtube: PSY, Gangnam Style. Eventos, Hurricane Sandy. Pessoas, ela de novo, Whitney Houston. Filmes, Jogos Vorazes, dirigido por Gary Ross e roteiro de Suzanne Collins. Programa de TV, foi BBB12. É você leu direito: o programa de TV mais procurado do mundo foi o reality show da Globo. Artistas, again Whitney Houston – artista, atriz, produtora, modelo. Segundo o Guinness World Records, a mais premiada mulher de todos os tempos e top de vendas, com mais de 170 milhões de álbums, no mundo todo.

Ooops! Acabo de gugar mais uma vez, pra obter este dados sobre ela. Nos eletrônicos “ele”, o iPad 3. Companhias aéreas, Southwest Airlines e pra fechar, as hashtags do Google: #SOPA – a sigla para Stop Online Piracy Act ou em tradução livre, Lei de Combate à Pirataria Online. Lembra quando o mundo era mais simples e sopa era refeição?

Gangnam Style

PSY, Gangnam Style. Se não viu, veja!

Vamos lá: BRASIL, agora.
Primeiro lugar para pesquisa foi “Face”. Não, não é face=rosto, é o Facebook! Evento de 2012 mais pesquisado foi Eleições. Programas de TV, BBB12. Música, ele, Gangnam Style. Músicos, Pedro Leonardo. Jogos, Transformice. Equipes esportivas, Flamengo, seguido do Timão. Esportes, Olimpíadas. Destinos de viagem, São Paulo! OK, seguido do Rio. A pesquisa também mostra o que se segue quando começamos a busca com “como“. Por exemplo, “como hackear” ficou em 6o.lugar. Mas o vencedor desta categoria foi, pasmem: “Como excluir do Facebook?”. No nosso workshop “Let’s Network Together”, essa também é uma das perguntas campeãs: “Como excluir do Facebook, sem a pessoa notar?”. E “o que é“, ganhou “O que é Ecossistema?”. Imagem, amor. Hummmm. Locais, hotel. Bancos, ITAU. Marcas nacionais: Mercado Livre, seguido de Casa Bahia e Correios.

Será que daqui 5 anos o termo mais gugado será EDUCAÇÃO? É o que nós, da 5 Years From Now® desejamos para 2018!

Notas:
Se quiser saber mais, leia:
1. Artigo no PropMark: http://propmark.uol.com.br/digital/42707:google-analisa-pesquisas-de-2012
2. Google Zeitgeist 2012: http://www.google.com/zeitgeist/2012/#brazil
3. Huffington Post: http://www.huffingtonpost.com/2012/12/12/google-zeitgist-2012-video-year-in-review_n_2286595.html


02
Dec 12

4 anos da 5 Years From Now®

Há 4 anos o céu mostrou esse alinhamento surpreendente: Júpiter, Vênus e Lua.

Alinhamento surpreendente de Júpiter, Vênus e Lua.

Alinhamento surpreendente de Júpiter, Vênus e Lua.

Era o dia 1 dezembro 2008!
Dia que escolhi para lançar a consultoria de negócios 5 Years From Now®.
Por que? Porque fatos muito inovadores vem acontecendo neste dia desde 1600!

Nestes 4 anos, contei com velhos amigos e novos clientes – para espalhar um negócio inédito: transportar-se para daqui 5 anos, para o futuro, onde nada existe, só o que você inventar.

Taís e Beia celebram 4 anos de 5 Years From Now®
Taís e Beia celebram 4 anos de 5 Years From Now®

fatos inovadores ocorridos em 1 de dezembro
1640 – Dom João IV é aclamado rei, após 60 anos de domínio espanhol
1878 – Instalado 1º. telefone na Casa Branca
1887 – Publicado 1º. romance policial sobre o detetive Sherlock Holmes
1902 – Lançamento de ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha
1909 – Fundado 1º. Kibutz, em Israel
1913 – Inaugurado 1º. posto de gasolina em Pittsburgh
1935 – Nasce Woody Allen, cineasta e humorista norte-americano
1955 – Rosa Parks é presa por se recusar a ceder lugar no ônibus a um branco
1959 – Tratado Antártico: nações se comprometem a não reivindicar o continente
1959 – Tirada 1ª. fotografia colorida do planeta Terra, de uma espaçonave
1970 – Aprovada lei do divórcio, na Itália
1976 – Estréia Dona Flor, maior bilheteria do cinema, indicado ao Globo de Ouro
1989 – Gorbatchov é o 1º. líder soviético a visitar o papa João Paulo II, desde 1917
1990 – Operários dos 2 lados do túnel sob o Canal da Mancha encontram-se
1999 – Apenas 30 dias para o Bug do Milênio!
2002 – Num blog “a volta do feriadão foi um saco.”
2005 – Aprovado casamento entre pessoas do mesmo sexo na África do Sul
2005 – Parlamento belga reconheceu o direito à adoção para casais gays
2008 – Beia Carvalho lança o inédito Workshop 5 Years From Now®
2009 – Beia Carvalho comemora 1 ano da 5 Years From Now®
2010 – Beia e Taís comemoram 2 anos da 5 Years From Now®
2011 – Beia e Taís comemoram 3 anos da 5 Years From Now®
2012 – Beia e Taís comemoram 4 anos da 5 Years From Now®!

5 anos é perto o bastante para você imaginar e longe o suficiente para você sonhar.
Se você é empresário, venha participar de nossos workshops no ano que vem: 2018 está encostando aqui na 5 Years From Now®!

Nós somos a consultoria 5 Years From Now®.
Somos especialistas em fazer você tirar os pés do chão e aterrissar num espaço dissidente, onde ideias divergentes são acolhidas, onde combinações exóticas, infantis, extravagantes, idiossincráticas, alternativas, não ortodoxas, não convencionais, excêntricas e impensáveis são possíveis. Onde as crises do presente são coisas do passado. Aqui, no futuro, nada existe, só o que você inventar.

Somos especialistas em fazer você tirar os pés do chão, pirar e dar saltos para o futuro.