Mulheres


15
Apr 14

EDUCAR EDUCADOR 2014: importante para o Brasil.

Beia Carvalho, Futurista e Repensadora fala das Gerações na Feira EDUCAR EDUCADOR

Beia Carvalho, Futurista e Repensadora fala das Gerações na Feira EDUCAR EDUCADOR

O tema EDUCAÇÃO foi um dos 3 temas de peso discutidos por países de primeiro mundo, na Conferência “Antecipando 2025”, em março deste ano, em Londres. Este fato per si, deixa toda e qualquer discussão a respeito do estado [lamentável] em que se encontra a Educação no Brasil, 100 vezes mais importante, mais relevante, mais urgente, mais imprescindível, mais pertinente, mais significativa, mais pivotal, mais séria, mais grave, mais decisiva, mais crítica, mais fundamental, mais essencial, mais central, mais crucial, mais indispensável, mais imperativa, mais inegociável, mais vital.

Sim, é uma questão de vida ou morte. De vida ou morte de qualquer país que deseja fazer parte do jogo da próxima década. Quer seja embaralhando, jogando, ou dando as cartas. Mas no jogo. E o jogo mudou. Notou? As regras que demoramos tanto para aprender não servem mais. Não porque não sejam boas, mas porque elas não se aplicam ao novo jogo. Um exemplo deste novo jogo? MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia, foi surpreendido quando as mais altas notas para engenharia foram conquistadas por meninas de 16 anos da Mongólia, que tiveram acesso a educação online, de graça. Você começa a entender que o mundo está mudando quando a potencialidade de cada indivíduo combinada com a tecnologia barata e acessível dos cursos online muda o resultado do jogo. De repente, essas meninas tem acesso a oportunidades que nunca tiveram antes em suas vidas e em seus países. Porque a hora de “consertar” a Educação no Brasil, já passou. Uma das marcas dos novos jogos desta Nova Era é que as coisa não se acontecem linearmente, degrau por degrau. Elas nos surpreendem, como surpreenderam o MIT, porque saltam etapas, ignoram regras e desprezam destinos preconcebidos pela incompetência de seus países.

Neste sentido, os desafios estão muito mais além do conhecido e infeliz mantra da educação “Nossos professores são mal pagos e desvalorizados. Nossas faculdades não formam os professores como deveriam. Nossos currículos não atendem princípios e regras que poderiam nos levar ao sucesso.”

Se nos concentrarmos em pensar a Educação desta Nova Era, os nossos desafios serão outros. Talvez os problemas não sejam mais esses, porque eles pertencem ao passado. E não será “consertando” esses problemas, que teremos a Educação do futuro. Observar como setores tão imprescindíveis ao homem como a produção de alimentos desenvolveram soluções para o futuro é uma valiosa dica para conseguirmos saltos na Educação.

Fazendas verticais, em Chicago

Fazendas verticais, em Chicago

O mundo precisa de um crescimento de mais de 4% na produção de alimentos e a produção não cresce nem 2%. Como produzir mais, com menos energia, menos água e menos espaço? Não é tentando “consertar” a atual fazenda, mas dando um salto: as fazendas verticais. A solução é radical. De novo, não é linear. Não é “melhorando” o que temos. É reinventando. Fazendas verticais de 30 a 40 andares estão sendo construídas em Chicago e Singapura. Isso não melhora, e sim muda a cadeia produtiva.

Por que observar é interessante? Porque é raro encontrar nesta solução profissionais que vieram da área de alimentos. Os responsáveis por essa inovação vieram de diversos setores de tecnologia. Para não ficar num só exemplo, os aplicativos de taxi não são uma solução do Sindicato dos Taxistas, do Taxi Vermelho e Branco, nem de algum taxista desesperado, nem de um engenheiro de trânsito. Para cada inovação com que nos deparamos nos dias de hoje, detectamos soluções que vieram de profissionais não envolvidos diretamente com o assunto em questão. E em muitos casos, as soluções do futuro passam pela conjunção e colaboração de vários profissionais, expertises, experiências que, aparentemente, ou melhor, vistas com as regras dos jogos do passado, não fazem sentido. Com os olhos de ver o futuro, tem tudo a ver!

Venha participar da EDUCAR EDUCADOR. É a 21a. edição da Feira que, neste ano, tem como temática central “Uma Verdadeira Imersão para a Excelência em Educação. Que Rumo Seguir?”. Muita gente boa vai estar lá. Grandes estudiosos nacionais e internacionais.

Sim, eu vou estar lá ao lado de mais 2 Repensadores: Gil Giardelli e Alexandre Le Voci. E do meu mais novo amigo, o grande Tom Coelho. E os incríveis internacionais Domenico De Masi e Marc Giget.

Gil Giardelli Professor e Repensador

Gil Giardelli Professor e Repensador

Alexandre Sayad Educador, Repensador e Jornalista

Alexandre Sayad Educador, Repensador e Jornalista

Tom Coelho Educador e Escritor

Tom Coelho Educador e Escritor

Domenico DeMasi Sociólogo

Domenico DeMasi Sociólogo

Marc Giget Inovador

Marc Giget Inovador

NOTAS:
Beia Carvalho e as “5 Gerações no Mercado de Trabalho. Y é o X da Questão”.

Gil Giardelli e seu grande tema “Você é o que Você Compartilha.”

Alexandre Le Voci Sayad vai falar de “Mensurando o Impacto da Tecnologia na Educação”.

Tom Coelho fala de “Sete Vidas: Lições para Construir seu Equilíbrio Profissional e Pessoal.

Domenico De Masi: “O Ócio Criativo: Criatividade, Empreendedorismo e Inovação”

Marc Giget  “Inovação ou Arte de Definir o Futuro e Desenvolvimento Humano”.

Agradecimentos a Rede de Repensadores e a seu idealizador Otávio Dias, ao São Paulo e London Futurists e ao futurista Michell Zappa.

Agradecimentos a Rohit Talwar, palestrante futurista da Futurist Speaker Fast Future Research, Fast Future Solutions, Fast Future Ventures.

21a. Feira Educar Educador 2014

21a. Feira Educar Educador 2014

Destaques da Educar/Educador 2014
• 21 a 24 de maio de 2014
• Tema: uma verdadeira imersão para a excelência em educação. Que rumo seguir?
• Evento em conjunto com a Bett Brasil será estruturado em 32.000 m²
• Público de 20.000 pessoas entre congressistas e visitantes

Livro The Vertical Farm

Livro The Vertical Farm


25
Mar 14

Selfies & Networking

Fernanda e Beia, Brooklyn, NY, 2014

Fernanda e Beia, Brooklyn, NY, 2014

Brooklyn, final de inverno, -3C, caminho por 15 minutos. Destino: Manhattan. Meio: metro.

Chego. Tô gelada. Entro na estação. Máquinas de tickets quebradas. Dois homens tentam consertar. Estou no guichê. Passagem pra Rua 14, plis. Não há trens para Manhattan. Como assim? Madam, não há trens para Manhattan. Não sabemos o que aconteceu. Não sabemos quando haverá. Ponto final. Volto pra rua na esperança de um taxi. Não vai rolar. São poucos e cheios. E muita concorrência. Polar, a esquina em que me encontro. Vento inimigo, cortante. Vejo 2 mulheres muito lindas se abraçando. É um adeus. Falam brasileiro. Cada uma vai para um lado. Interrompo a mais próxima. Onde é o melhor lugar pra se pegar um taxi por aqui? Vem comigo. Tem taxi-service na quadra da frente. Mais do que bonita, tem aquela luz que algumas pessoas tem. Fico fascinada. Ela é fotógrafa. Veio fazer curso. Já terminou faz 1 ano. Mas tá aqui, ficando, cavando. Me conta da festa indiana que abre a primavera. Foi ontem, no Queens. Jogam pó colorido, daquelas cores da India, vermelho, azul turquesa, roxo, rosa choque, para o alto, nas pessoas, em tudo. Uma euforia cromática. Meu taxi chega. Pergunto seu nome. Fernanda. Sou Beia. Ah, eu sabia que você era a Beia, desde que te vi na esquina. Eu sou amiga da Bruna Laruccia, que trabalhou com você – há 5 anos atrás. Como dizem os gringos:”What are the odds?”. Não sei. Lembro daquele matemático que calculava a probabilidade dos ganhadores da loteria da semana. Tem milhão de brasileiros em New York. Não importa, a gente se espanta. É intrigante.

Seria só isso, uma coincidência? Ah, a mente quer achar que aí tem mais.

Damos risada e nos abraçamos. Fazemos um selfie. Compartilhamos com a Bruna. Vou para um lado. Ela para o outro. É a mesma cena de 5 minutos atrás. Dia da marmota?*

Notas:
-Fernanda Lens, fotógrafa
-Bruna Laruccia, publicitária
-Comemoração de 60 anos
-*Groundhog Day (Feitiço do Tempo) foi dirigido por Harold Ramis, em 1993.
No filme, um egocêntrico homem do tempo da TV, encontra-se repetindo o mesmo dias várias vezes, durante a abertura do anual Dia da Marmota. Em 2006, Groundhog Day foi incluído no National Film Registry, sendo considerado “culturalmente, historicamente ou esteticamente significaste”.- Wikipedia


8
Mar 14

2030: Ah não, me recuso a ver esse futuro!

Meu artigo hoje no PropMark em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

Samanthas & Rachels

Samanthas & Rachels

O que a linda e graciosa feiticeira Samantha, a bela adolescente androide Rachel, de Blade Runner, a mega inteligente e bem humorada Siri do iPhone e arrasadora robô Scarlett Johansson, do filme ELA têm em comum? Todas elas são absurdamente bonitas, perfeitas, poderosas – e irreais. São telas de projeção. E personalizam a suprema fantasia masculina de mulheres encantadoras, fortes e poderosas, e que desistiram de tudo por amor – a eles.

Samantha é uma bruxa de 3.000 anos, que abriu mão de sua independência e carreira para se realizar como esposa e dona de (uma linda) casa, nos arrumadinhos subúrbios americanos dos anos 60. Rachel é uma perfeição da engenharia genética, que desenvolve emoções humanas, que “enfeitiça” Deckard, seu par romântico, a ponto dele desistir de sua tarefa de matá-la para juntos fugirem para o norte, numa Los Angeles de 2019. Siri é uma palavra norueguesa que significa “linda mulher que te conduz à vitória”. Sabia?

Scarlett Johansson, que no filme ELA interessantemente se chama ‘Samantha’, nunca aparece na tela: ela é um inteligente e envolvente sistema operacional telefônico, que deixa o solitário escritor Theodore de quatro por sua voz sedutora, sua perspicácia, sensibilidade, acolhimento, sensualidade e sua arte. O filme ELA, também se passa em Los Angeles, um pouco mais no futuro, em 2030.

Para trazer esse “futurismo”, o visionário diretor Spike Jonze nos traz uma Los Angeles filmada na futurista Shangai dos arranha-céus. Longas passarelas elevadas, trens e ausência de carros, nos levam a crer que ELA realmente se passa no futuro. Mas duas coisas me fazem crer que o filme faz a crítica do presente.

A primeira, é que após o choque inicial de acompanhar a naturalidade do relacionamento amoroso entre o escritor e a robô, caímos em si que esta é a forma como nós já estamos lidando com todo esse mundo virtual que nos cerca!

A outra, é quando conhecemos Amy, a vizinha de Theodore, uma nerd que está desenvolvendo um game chamado “A Mãe Perfeita”. No jogo, a mãe perde milhares de pontos porque alimenta os filhos com açúcar refinado. Mas ela pode se redimir e ganhar pontos ao fazer suas mães rivais sentirem inveja de seus cupcakes. CUPCAKES! Dá um tempo! Quase tive um ataque ao ver retratado em 2030, as mesmas pressões que as mães enfrentaram e ainda enfrentam para fazer de tudo para ser a Mãe Perfeita.

Depois que me livrei de um acesso de ódio ao diretor, comecei a entender a presença, no filme, deste sufocante game da condição feminina. É um alerta geral! Se não tomarmos em nossas mãos femininas a tarefa de virar esse jogo, os 16 anos que nos separam do filme ELA vão voar. E, quando menos percebermos, BUM! Estaremos cara a cara com 2030, com as mesmas velhas e irreais expectativas em relação às mulheres e mães, que não trazem felicidade para nenhum dos lados envolvidos.

Dá pra fazer muita coisa, de hoje até lá, se pensarmos em novas possiblidades de criar e educar as nossas crianças. Em 2030, tenho a certeza que esses jovens estarão namorando de um jeito diferente e terão expectativas mais construtivas em relação aos diferentes sexos. Não gosto de pensar que essa é uma luta de mulheres. Penso que homens e mulheres, juntos, deveriam se unir para um mundo mais harmônico. Vamos nos magnetizar pela utopia de um mundo mais feliz – e não por um mundo de mulheres e mães perfeitas.

Há uma correlação entre o feminicídio – a violência fatal contra a mulher – e esses modelos da mulher perfeita perpetrados em nossa sociedade? Mulheres lindas, inteligentes, que completam seus homens como a Voz Robô de ELA, que compõe músicas ou tocam piano como Rachel, de Blade Runner? Acredito que sim. Porque as pesquisas mostram que os parceiros íntimos são os principais assassinos de mulheres, no Brasil. Somos a 7a. economia do mundo e o 7o. país que mais mata mulheres numa lista de 87 países! A cada 1 ½ hora acontece um feminicídio no Brasil.

A visão de Melinda Gates, Fundação Gates, sobre o futuro da mulher para 2030 é que “mulheres e meninas não encontrarão limites para as suas aspirações no futuro, não importa onde tenham nascido”. É uma poderosa visão, daquele tipo que emociona, envolve e empurra a gente a fazer valer. Em seu site Impatient Optimists (otimistas impacientes) há uma coleção de visões, ela dá essa cutucada: “Qual é a sua esperança para 2030? Compartilhe a sua aqui: www.myhope2030.com”.

Comecei comparando as feiticeiras-robóticas com modelos ilusórios e irreais da mulher contemporânea. Refletindo sobre todas elas durante os dias em que escrevi esse texto, um feliz insight me arrebatou. A ideia de que podemos, sim, aprender uma lição pra lá de importante e transformadora com elas. Todas tem emoções. Ao se humanizarem, elas evoluíram e conquistaram uma qualidade que nos distingue dos androides: o livre arbítrio. A Feiticeira Samantha quer ser a dona de casa e mulher do mortal publicitário Darrin Stephens; a Rachel quer aproveitar seus últimos anos da limitada vida de androide num grande romance com Harrison Ford; e a Samantha de ELA seduz e fala ao mesmo tempo com mais de 8000 homens. Rs.

É isso! Livre-arbítrio. Ser mulher não é cumprir uma lista de tarefas e tentar preencher expectativas de perfeição impossíveis de serem cumpridas. Livre-arbítrio é ser livre para determinarmos nossos próprios destinos, para almejarmos a possiblidade de um futuro melhor para homens e mulheres, crianças, filhos, vizinhos, sobrinhos, netos, amigos, clientes. E, muito brevemente, a felicidade de nossos próprios avatares. Ah, mas isso é conversa pra outro artigo.

Em 2030, teremos mais mulheres, mais cabelos brancos e uma maior diversidade étnica no mercado de trabalho. Esta mudança sugere que os líderes do futuro terão que mudar a sua cabecinha em relação às mulheres, à idade e à diversidade – ao mesmo tempo! Faltam apenas 15 anos e 265 dias para 2030.

Beia Carvalho é palestrante futurista da 5 Years From Now®, ex-publicitária.2030: queremos outro futuro para as mulheres

2030: queremos outro futuro para as mulheres

Notas:

A Feiticeira (Bewitched), Sol Saks, 1964-1972.
Siri, assistente pessoal, adquirido pela Apple, 2008
Blader Runner (Caçador de Androides), Ridley Scott, 1986.
ELA (Her), Spike Jonze, 2013.
Pesquisa Deloitte: Women’s agenda, http://www.womensagenda.com.au
Melinda Gates: http://www.impatientoptimists.org
IPEA Feminicídios no Brasil, http://www.ipea.gov.br, 2013.


2
Mar 14

Faça exercícios & envelheça bem, não importa sua idade

Exercícios na meia idade: comece!

Exercícios na meia idade: comece!

(traduzido livremente por mim do New York Times)

Um novo estudo traz esperança e encoraja adultos que de alguma forma negligenciaram a atividade física nas últimas décadas. Diz que tornar-se fisicamente ativo na meia idade, mesmo para alguém que tenha sido sedentário por anos a fio, reduz substancialmente a possibilidade de vir a adoecer seriamente ou ficar fisicamente incapacitado na aposentadoria.

O novo estudo é uma das inúmeras pesquisas dedicadas a examinar o envelhecimento bem sucedido (“successful aging”), um tópico com um considerável interesse científico, já que as populações dos Estados Unidos e da Europa (e no Brasil a partir de 2030), estão envelhecendo. E junto com elas, muitos cientistas. Em pesquisa, o termo “envelhecimento bem sucedido” significa muito mais que simplesmente estar vivo, o que é o requisito óbvio e básico. O envelhecimento bem sucedido envolve uma debilidade mínima após a idade de 65 anos, com pouca ou nenhuma séria doença crônica diagnosticada, depressão, declínio cognitivo ou problemas de locomoção que impediriam alguém de viver independentemente.

Estudos epidemiológicos detectaram que vários fatores já esperados contribuem para o envelhecimento bem sucedido. Nunca ter fumado, ter consumido álcool moderadamente e, por mais que seja injusto, ter dinheiro. Pessoas com mais recursos econômicos tendem a desenvolver menos problemas de saúde na meia idade, do que pessoas não tão bem de vida.

Mas ser fisicamente ativo durante a fase adulta é particularmente importante. Num estudo em grande escala publicado no ano passado, com mais de 12.000 homens australianos entre 65 e 83 anos, aqueles que praticavam exercícios por mais ou menos 30 minutos, 5 vezes por semana, estavam muito mais saudáveis e menos suscetíveis a morrer 11 anos após o início do estudo, que aqueles que eram sedentários. Mesmo quando os pesquisadores ajustaram os hábitos de fumar, educação, índice de massa corpórea e outras variáveis.

Outro estudo da University College London em conjunto com outras instituições pesquisou e observou de perto os hábitos de milhares de cidadãos ingleses, sobre como eles comiam, se exercitavam, se sentiam e de modo geral, como viviam, por décadas. Para o estudo, os cientistas isolaram 3.454 respondentes saudáveis, homens e mulheres entre 55 e 73 anos que informaram seus hábitos durante 8 anos.

Os pesquisadores dividiram os respondentes entre fisicamente ativos e não ativos. Por “ativo” o generoso estudo entendia que 1 hora por semana de atividades moderadas ou vigorosas bastavam. Dançar, lavar o carro, caminhar, cuidar do jardim 1 vez por semana já qualificava como “ativo”.

Oito anos depois que o estudo começou, o resultado mostrou que os respondentes que tinham sido e continuaram a ser fisicamente ativos, envelheceram melhor, com menor incidência das doenças crônicas, perda de memória ou incapacidade física. Mas a grande notícia é que aqueles que eram sedentários e começaram a se tornar ativos apenas na meia idade, também envelheceram com sucesso. Os exercícios na meia idade tiveram o efeito de reduzir em 7 vezes o risco de se tornarem doentes ou inválidos após 8 anos, comparados com aqueles que se conservaram ou se tornaram sedentários. Mesmo levando em conta o tabagismo e outros fatores.

Esses resultados reafirmam tanto a ciência como o senso comum. Os pesquisadores concluíram que “a redução da mortalidade associada ao aumento da atividade física foi similar àquela associada com o parar de fumar.”

Mas neste estudo, os voluntários não simplesmente viveram mais; eles viveram melhor que seus pares não ativos fisicamente, o que não deixa nenhum argumento para nós vivendo nossa meia idade. “Construa atividade no seu dia-a-dia. Ou, em termos concretos, se você ainda não dança, dance, lave seu carro e se seus talentos lhe permitem (os meus não), combine os dois, diz o Dr. Hamer.

NOTAS:
1. Neste mês de março completo 60 anos. Faço Pilates 2 vezes por semana há 10 anos. Torço para estar encaixada nos estudos!
2. Original: Exercise to Age Well, Whatever Your Age, escrito por Gretchen Reynolds, janeiro 29, 2014. http://mobile.nytimes.com/blogs/well/2014/01/29/exercise-to-age-well-regardless-of-age/?smid=tw-nytimes
3. Imagem: ON FEINGERSH/GETTY IMAGES


20
Feb 14

Vamos falar de nós?

Palestra Dia Internacional da Mulher

Palestra Dia Internacional da Mulher

CLIQUE nos temas para ler todos os artigos deste blog sobre MULHERES.
Você entende o seu papel no mundo?

Fe-mi-ni-cí-dio

Facebook tem Problema com Mulheres?

Apatia sexual japonesa ameaça economia global


11
Dec 13

Five Years From Now faz 5 anos!

É, conseguimos!!!
Em 5 anos, 40 empresas atendidas e mais de 500 profissionais em workshops. Nas quase 50 palestras, milhares! Bóra FUTURAR! Bóra PALESTRAR para milhares! Feliz 2019!
Obrigada a todos os clientes, amigos, monitores, prospects, fãs, fornecedores, amigos dos amigos e plateias de minhas palestras. Em 2014, dedicação total aos 5 temas de palestras: FUTURO, INOVAÇÃO, GERAÇÕES, SE LIGA e MKT PESSOAL.

Presente de aniversário: linda matéria no Propmark!

Presente de aniversário: linda matéria no Propmark!

HIGH FIVE! #faivefaz5

HIGH FIVE! #faivefaz5

#faivefaz5

#faivefaz5


21
Nov 13

NOIVAS: os 5 posts mais chatos

O pop Huff Post publicou hoje, na sessão “Casamentos”, os 5 posts mais chatos sobre ficar noiva, publicados no Facebook.

Minha pergunta: nosso (mau) humor com esses posts é igual ao das americanas?

Noiva do Meu Melhor Amigo

Noiva do Meu Melhor Amigo


1. Fiquei noiva do meu melhor amigo! (The BBF)
“mal posso esperar para me casar com meu melhor amigo!!!”
A Noiva de Unhas Postiças

A Noiva de Unhas Postiças


2. A solteira (com unhas postiças de acrílico)
“piadinha batida: “He liked is so he pt a ring on it!”, piadinha batida citando o hiy de Beyonce, de 2008.
Noiva Louca por Sobrenome

Noiva Louca por Sobrenome


3. Mal posso esperar pra assinar o sobrenome dele.
A Tonta

A Tonta


4. A tonta (The DUH)
Ele pediu … e eu disse SIM!
Ah, o Amor à 1a. Vista

Ah, o Amor à 1a. Vista


5. A Náusea Nostálgica
Há 3 anos, um cara lindo ficou me olhando num bar e eu soube ali que era a mor à primeira vista. Hoje ele me pediu para ser sua esposa.

Nota:
Matéria na íntegra publicada em 21/11/2013 aqui http://www.huffingtonpost.com/ashley-hesseltine/facebook-engagement-posts_b_4302492.html. – Republicada do blog de Ashley Hesseltine, editora de Witty + Pretty.


23
Oct 13

Apatia sexual japonesa ameaça economia global

Homens Herbívoros?

Homens Herbívoros?

Os japoneses tem tanta aversão a relacionamentos amorosos que a mídia do Japão tem até um nome pra isso: sekkusu shinai shokogun, ou “síndrome do celibato”, de acordo com uma história amplamente divulgada pelo The Guardian (Why have young people in Japan stopped having sex?) sobre os baixos índices de casamentos, nascimentos e sexo mesmo, puro e simples.

Mas isso é mais que uma história sobre o Japão e seus subterfúgios culturais: é uma história sobre a economia global. Japão é a 3a. maior economia do mundo, crucial para o comércio e um significante fator de bem estar para todos os envolvidos na economia. O Japão detém quase o mesmo valor da dívida americana que a China. É parceiro comercial top dos Estados Unidos, China e muitos outros países.

A economia japonesa tem um problema que pode afetar a negativamente todos nós. E a maior causa desse problema é demográfico: os japoneses não estão tendo bebês para sustentar a economia. A razão é simples, eles não estão mais interessados em namorar ou se casar, em parte porque estão cada vez menos interessados em sexo.

Desencontros

Desencontros

Veja alguns números, alguns do Guardian outros do estudo do Centro Populacional do Japão.
• Gente demais que não acha graça em sexo: 45% das mulheres e 25% dos homens com idade entre 16 e 24 anos “não estão interessados ou desprezam o contato sexual.”
• Mais da metade dos japoneses são solteiros. 49% de mulheres e 61% dos homens entre 18 e 34, não estão em nenhum tipo de relacionamento romântico.
• Em qualquer grupo etário, o percentual de japoneses e japonesas que não estão num relacionamento romântico cresce regularmente desde a década de 1990.
• Aproximadamente ¼ dos japoneses não querem relacionamentos românticos e 23% das mulheres e 27% dos homens não estão interessados em nenhum tipo de relacionamento romântico.
• Mais de 1/3 das mulheres em idade de engravidar nunca fizeram sexo: 39% das mulheres e 36% dos homens entre 18 e 34. E essa porcentagem não mudou quase nada na última década, mas é extraordinariamente alta.
• O Instituto de População Japonesa projeta que as mulheres entre 20 e 25 anos tem 25% de chance de nunca se casarem e 40% de chance de nunca terem filhos.

Essas tendências não são novas. Desde 2006, as japonesas reclamam dos soshoku danshi ou “homens herbívoros,” aqueles que não tem interesse pelo sexo oposto. Há toda uma indústria no Japão que ajuda homens que renegam sua vida romântica, através de vídeos com jogos que simulam relacionamentos e até retiros nos feriados.

Do outro lado, as japonesas, frequentemente evitam relações românticas, porque as leis e as normas japonesas podem dificultar muito a vida das mulheres que querem construir tanto uma carreira e como uma família. Apesar de ser um país riquíssimo e com altos índices educacionais, o Japão tem um dos piores sistemas de igualdade entre sexos. Tem um estilo de economia europeu, mas códigos familiares asiáticos. E as mulheres que querem trabalhar estão presas no meio desta contradição.

A pressão é enorme! Não é só a falta de creches, mas espera-se das mulheres que ficam grávidas ou se casam que se demitam de seus empregos. Assim, avançar na carreira se torna algo impossível.

Há uma palavra para mulheres casadas que trabalham oniyome, ou “esposa do diabo.” Como elas são forçadas a escolher entre se casar e ter um emprego, a maioria escolhe o último. Este pessimismo sobre o casamento parece ser, parcialmente, o responsável pela falta de interesse em relacionamento românticos, e portanto em sexo.

Este artigo foi publicado originalmente no The Washington Post com o título “Japan’s sexual apathy is endangering the global economy” e foi traduzido livremente por mim. Veja em detalhe os quadros que mostram as razões comuns para continuar solteiro, em “notas” logo abaixo.

NOTAS:
1. The Guardian Why have young people in Japan stopped having sex?)
http://www.theguardian.com/world/2013/oct/20/young-people-japan-stopped-having-sex

2. Centro Populacional do Japão.
http://www.ipss.go.jp/site-ad/index_english/nfs14/Nfs14_Singles_Eng.pdf

3. Jogos Virtuais sobre relacionamentos
http://www.theatlanticwire.com/global/2010/09/in-japan-men-take-virtual-girlfriends-on-real-vacations/18999
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/10/24/AR2010102403342.html

4. Veja todos os gráficos aqui:
http://www.washingtonpost.com/blogs/worldviews/wp/2013/10/22/japans-sexual-apathy-is-endangering-the-global-economy/?wpisrc=nl_wv


23
Jun 13

1997: Ano do Búfalo. O que rolou?

Cannes 2013

Cannes 2013

O Propmark resolveu fazer uma dupla comemoração neste ano: celebrar 48 anos do jornal e a 60a. edição do Festival Cannes Lions, o mais importante termômetro da qualidade criativa internacional.

Desde o começo da ano, a cada edição semanal, o Propmark traz uma história de quem já participou do festival durante esses anos. E essa semana, é o meu artigo que foi publicado. Se você ainda não leu no jornal, leia aqui.

1997: Ano do Búfalo no horóscopo chinês. Você se lembra o que rolou?

Ano começa com a assinatura do Tratado de Otawa, uma vitória de Lady Di, na luta para banir minas terrestres. Dois meses após o Festival ela morre, em Paris. Um mês antes Gianni Versace é assassinado, em Miami.
Tony Blair é o 1o. ministro britânico.
Guilherme de Pádua é condenado a 19 anos por assassinar Daniella Perez.
Hong Kong é devolvida à China.
Protocolo de Kyoto é assinado por 150 países.
Microsoft é a empresa mais valiosa do mundo aos $261 bilhões de dólares.
Madre Teresa morre em Calcutá.
Rio é eliminado pelo Comitê Olímpico para sediar os Jogos Olímpicos-2004.
Crise asiática causa o mini-crash das Bolsas e encerra o boom dos anos 90.
Mike Tyson morde a orelha de Evander Holyfield.
Steve Jobs volta para Apple.
Carlos, o Chacal, é pego e pega prisão perpétua.
Gripe Aviária faz 1a. vítima e 1 milhão de aves são exterminadas, Hong Kong.
Dolly é o 1o. mamífero clonado.
Pathfinder “aterrissa” em Marte.
Publicado o 1o. livro Harry Potter.
Guga conquista o 1o. título de Roland Garros.
É o ano de Titanic, Jurassic Park, Men in Black e Tomorrow Never Dies.
FHC, Chirac, Mandela, Clinton e Boris Yeltsin são os líderes do mundo.
Beia Carvalho chega pela primeira vez no Festival de Cannes.

Festival de Cinema havia acabado de terminar, celebrando seus 50 anos, e a cidade ainda está decorada com todo tipo de souvenir. Única vez na vida que vi souvenir chic. Ainda tenho uma lata de filmes retrofit.

Cheguei em Nice me dando bem. Tinha comigo moedas de francos (se liga, que ainda não era Euro) e consegui destravar o carrinho de bagagens do aeroporto, aos olhos invejosos de um desconhecido brasileiro. Troquei uma outra moeda por uma carona até Cannes, num sportscar conversível. É o efeito Cannes, na hora de alugar carros.

Me hospedei no lendário Carlton, com sua fachada Belle Époque, de frente pro Mediterrâneo, com suas prainhas feias e cheias de pedra, mas que logo você releva, e troca pela delícia que é caminhar naquelas calçadas.

Como estava com amigos habitués, me levaram pra passear pelos arredores de Cannes. Juan-les-Pins, no conversível do diretor Rodrigo Lewkowicz, então com 25 anos. Fundação Maeght e almoço no La Colombe D’Or, em St Paul de Vence, pelas mãos de habitués de outra geração, Larry Dobrow e sua inseparável Carol. Por do sol, no Grand-Hotel du Cap-Ferrat, enquanto tomávamos champanhe nacional e Larry me desfiava todos detalhes cool da famosa festa de Nizan, anos antes. Também compartilhei outro champagne na piscina do Majestic com Lew, que na época era só Lew,Lara. Carlos Rocca, Roberto Cipolla e Cibar Ruiz, meu sócio à época, me levaram para comer um incrível spaghetti alle vongole, no La Mére Besson. Ma-ra!

Anos mais tarde, para comemorar meus 50 anos, refiz todos estes passeios com meus filhos. O spaghetti alle vongole, já não era o mesmo.

E dá-lhe filme! Novato é assim: vê tudo! Os “velhões” chegam no início da semana, mas só dão as caras depois do short-list. Pelo menos, foi assim, naqueles idos de 1997.

E não tem como não esbarrar no Marcello Queiroz, sempre a milhão! E ele me pediu um artigo, “o que você achou de Cannes”, que escrevi e foi publicado, mas já revirei o armário e não o acho. Tinha alguma graça, porque inverti o título e ficou “O que Cannes achou da Béia”. Modéstia, sempre. Naquela época, ainda não tinha havido a atualização da língua portuguesa e meu nome ainda tinha acento.

E finalmente, chegou o dia de ir à primeira festa. Lá no Museu do Automóvel. E você tinha que confirmar seu lugar num ônibus. Achei aquilo, uó! Sozinha, decidindo por minha própria cabecinha, olhei o endereço, achei a rua no mapa e vi que era muito pertinho. Me arrumei e decidi ir a pé. Tudo errado!

O Museu ficava a alguns quilômetros dali (o nome da rua pertinho era apenas uma coincidência). Perdi o ônibus. Tive que pegar e pagar um taxi sozinha. E fiz minha grande rentre, pelo parque do Museu, ao lado de uma íngreme estrada, pelo o que me recordo. Estava, na minha concepção, a-rra-saaan-do! E realmente estava, porque todo mundo me olhava e dava uma risadinha e fazia um comentariozinho.

Assim que encontrei o primeiro amigo, ele sorriu e me disse: “Ah só você pra fazer isso!”. “Isso o que?”. “Vir vestida de oncinha ‘para tirar uma’ das Oncinhas”. Nunca tinha ouvido falar das tais Oncinhas. Pra quem não sabe, mãe e filha – a mãe, Pascaline, na faixa dos 80 hoje, que o tempo levou a juventude, mas não a postura – e Esmeralda, que estão presentes há décadas em todos os festivais de Cannes. Elas se autodenominam Femme Panther. Mas como elas mesmas dizem num vídeo super bem humorado, são chamadas de tudo um pouco: prostitutas, traficantes, sadomasoquistas, espiãs e a minha predileta: Agentes do FBI! É só gugar e quem nunca viu, vai entender o que estou falando.

Ah, a moral da história é: na sua 1a. vez, grude nos habitués!

Oncinhas de Cannes

Oncinhas de Cannes

Meus 4 Leões de Cannes

Meus 4 Leões de Cannes

Beia Carvalho é palestrante e presidente da consultoria 5 Years From Now®.
NOTA:
Se minha memória não falhou, aqui estão os créditos desses leões.
Direct Bronze Lion, para Absolut Vodka, 2004. Planejamento Beia Carvalho, criação José Luis Mendieta e direção de Criação Cibar Ruiz.
Digital Silver Lion, para Adidas, 2004. Planejamento Beia Carvalho, criação Domenico de Massareto e direção de Criação Cibar Ruiz.
Digital Bronze Lion, para TBWA\BR, 2004. Planejamento Beia Carvalho, criação Domenico de Massareto e direção de Criação Cibar Ruiz.
Cyber Bronze Lion, para Pedigree, 2005. Planejamento Beia Carvalho, criação Domenico de Massareto e direção de Criação Cibar Ruiz.


31
May 13

Quase 5 na 5 Years From Now® com muitos 5!

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Neste 5o. mês do ano, a gente está comemorando a marca de mais de 5.000 fãs que curtem a nossa página no FACEBOOK. 

A GENTE A+DO+RA FÃS!  

Porque a 5 Years From Now® se fez a partir de pessoas e empresas que curtem o nosso trabalho, nosso jeito de falar e de trabalhar. E nos escrevem pra dizer isso!

Nestes quase 5 anos, construímos uma máfiazinha e já batemos a marca dos 350 clientes. E mais do que satisfeitos, temos amigos, laços fortes e uma rede tecida com mais de 5.000 horas de trabalho. Dizem que inovação acontece depois de 10.000 horas de suor. Somando minhas horas com as da minha sócia Taís estamos batendo essa marca! rsrs.

Também nos orgulhamos de nossa marca histórica de aprovação: convertemos 1 em cada 3 propostas! E ainda bem que aqui não precisou do 5 pra rimar com o post, não é?

Não descobrimos como ganhar dinheiro enquanto dormimos – nossa ambição máxima. Mas não desistimos! Se você tiver 1 ou 5 dicas, manda pra gente.

Nossas cativantes palestras são – a cada dia que passa – nosso orgulho maior. Provocar, instigar, evocar, causar, precipitar e inflamar: é com a gente, mesmo! E colhemos aplauso de todas as gerações. Adoramos chacoalhar todas as plateias.

NOTA DA BEIA:
Há várias linhas de divisões de gerações. Esta é a que eu uso:
Geração Tradicionalista: hoje acima de 67 anos (nascida antes de 1946)
Geração Baby Boomer: hoje entre 49 e 67 anos (nascida entre 1946 -1964)
Geração X: hoje entre 37 a 48 anos (nascida entre 1965 e 1976)
Geração Y: hoje entre 16 a 36 anos (nascida entre 1977 e 1997)
Geração Z: hoje entre 3 a 15 anos (nascida entre 1998 e 2009)
Geração A: hoje com até 3 anos (nascida após em 2010)

Ainda não é fã? Vai lá na nossa fanpage: https://www.facebook.com/5YearsFromNow

SE VOCÊ CONTRATA PALESTRAS PEÇA UMA PROPOSTA do mais novo conteúdo da 5 Years From Now® e se ligue no SE LIGA!