30
May 13

Facebook tem Problema com Mulheres?

#FBHate

#FBHate

Estava zapeando e parei nesta notícia na CNN, com a Laura Bates – fundadora do Projeto Sexismo do Dia-a-Dia, que já coletou mais de 10.000 experiências cotidianas sobre a violência contra mulheres. Ela comentava o sucesso da campanha #FBhate, que levou várias empresas a suspender e retirar seus anúncios do Facebook, devido ao fracasso do Facebook em proibir-retirar páginas com comentários e fotos de abuso slogans encorajando estupro e celebrando todo tipo de violência contra as mulheres. Apesar das muitas promessas do site, nada foi feito.

Segundo Trista Hendren, uma das líderes do movimento Women, Action & the Media, esta foi a razão da ação lançada na semana passada para dar um basta no discurso a favor do estupro e da violência contra as mulheres.
“Este problema com Facebook vem de anos. Se fosse uma prioridade para o site, eles já teriam dado um basta. Em minha conversa com Facebook nos últimos 6 meses, eles me falaram muitas vezes que já estavam “trabalhando” para reparar este abuso.”

Não Curti

Não Curti


Com a hastag #fbhate as ativistas enviaram mais de 5.000 e-mails para anunciantes do Facebook e mais de 60.000 tweets a campanha também instigou a Nissan, Pringles, Dove, British Airways e outros anunciantes menores a parar de anunciar na rede social.
“Olá @amazon, seus anúncios no @facebook estão patrocinando imagens de violência doméstica. Vai retirar os anúncios?” tuitado por @schemaly (Soraya Chemaly, escritora e ativista).

Num post em seu próprio blog, o Facebook disse que “seus sistemas para identificar e remover os discursos de celebração do ódio como ele gostaria …” Mas que dentre as várias atitudes, inclui um mais linhas diretas de comunicação com grupos de mulheres e outras entidades de defesa.

De hoje, 29 a 31 de maio, a campanha incita a todos a mudar suas fotos do perfil pela imagem abaixo, em protesto à tolerância à cultura do estupro pelo Facebook.

Que Páginas Podem?

Que Páginas Podem?

Interessante é que o Facebook retira imagens de mulheres amamentando, ou de mastectomia, mas não consegue retirar, por exemplo, uma piada de estupro de uma criança deficiente ou frases como “Não é estupro se elas estão mortas e se estão vivas é sexo surpresa”. Segundo o Facebook “aqui não há espaço para o discurso que incita o ódio, a ameaça ou a violência.”

Jaclyn Friedman, diretora da Women, Action and the Media, comentou: “Não fazíamos ideia que a coisa ia explodir dessa forma. Acho que as pessoas já estavam bem frustradas com esse assunto há muito tempo. Como consumidores temos muito poder.”
David Reuter, o porta-voz da Nissan, disse nesta 3a. feira que suspendeu todos os anúncios no Facebook até terem a certeza que seus anúncios não apareceriam em páginas com conteúdos ofensivos.

Dove e American Express não suspenderam seus anúncios.
Na página da Dove no Faecbook, este comentário: “Então, Dove, você quer fazer dinheiro em cima da gente, mas não quer levantar um dedo para mostrar ao Facebook que a violência contra a mulher é inaceitável?”
Enquanto isso, no Brasi, os registros de estupro quase triplicaram no Brasil em 5 anos, saltando de 15.351 para 41.294!

Estupro: Dê um Basta Facebook

Estupro: Dê um Basta Facebook

NOTAS:
Does Facebook have a problem with women? Laura Bates, The Guardian, 19 fevereiro/2013
Companies pull Facebook ads over violent content, http://www.cbsnews.com, 29 maio/2013
Facebook Says It Failed to Bar Posts With Hate Speech, http://www.nytimes.com, 28 maio/2013
estupro brasil, http://g1.globo.com, 18 maio/2013


18
May 13

Ah, Se a Moda Pega!


A moda sempre me fascinou. E felizmente trabalhei 2 vezes neste mercado. Um mercado em que os azougues são poucos, porque entendem que trabalham com o intangível, mas o sucesso é bem tangível. Na moda há sucessos de crítica e público que rapidamente se transformaram em escandalosas bancarrotas. E os longevos e verdadeiros sucessos de negócios como Christian Dior e Giorgio Armani, para citar conhecidos.

A história por trás desses bem-sucedidos empresários da moda é sempre de muito perseverança, determinação, obsessão, mesmo. Costumo dizer que são do signo de capricórnio: nada os detém.

Lendo a trajetória de Mike Jeffries, 68, CEO da Abercrombie & Fitch desde 1984, seria ao mesmo tempo difícil e óbvio imaginar seu último depoimento, que causou frisson no bilionário mercado de moda.

Difícil, porque Jeffries praticamente nasceu dentro de uma cadeia de lojas. Aos 12 anos já era responsável pela compra da seção de brinquedos das lojas de seu pai, se formou em Economia, tem MBA na Columbia Business School, estudou na London School of Economics e trabalhou com Allen Questrom, da J.C. Penney e com o ex CEO da Gap, Millard S. Drexler, hoje J.Crew.

Fácil, porque seu arquétipo do Fora-da-Lei, o bad guy, jamais o abandonou! Ele ostenta títulos como “Mais Bem Pago dos Piores Gestores (Highest Paid Worst Performer), concedido a ele em 2008, pela The Corporate Library, numa pesquisa com 2.000 empresas americanas!

A web está de exemplos de sua luta insana por agregar valor a marca com suas frases arquetípicas “não quero que os meus principais clientes vejam pessoas que não são tão bacanas como eles usando nossas roupas”. Mas valor é uma coisa em decadência para Abercrombie desde 2005. Em 2009, após abrir 250 lojas, as vendas líquidas (net sales) eram de $313.9 milhões, muito perto dos $287.4 milhões de 2005 ou $351.3 de 2006.

Segundo a about.com sua reputação também não vai nada bem. Num país careta como os Estados Unidos, ele tem contra ele o boicote de grupos como Foco na Família, Fundação de Mulheres e Meninas, Coalisão Nacional para a Proteção de Crianças e Famílias, estudantes, universitários, pais e tantos grupos de internet que nem dá para listar.

As apostas do “fora-da-lei” não viraram grana, mas este vídeo de Greg Karber pode virar uma dor de cabeça.

Para quem não entende inglês, minha humilde contribuição: Tradução do vídeo.
Abercrombie & Fitch é um empresa horrível. Seu CEO insiste em somente contrata pessoas atraentes o que é irônico, considerando que ele tem essa cara. Além disso, ele se recusa a vender tamanhos grandes (XL e XXL) para mulheres, porque ele não quer que gordas usem suas roupas.

Mike Jeffries explica sua política relembrando que em toda escola existem jovens bacanas (popular kids) e os que não são. “Francamente, nós queremos os bacanas. Nós queremos todos os atraentes jovens americanos com um jeito cool e muitos amigos. Muita gente não encaixa [em nossas roupas], e eles não podem ter [pertencer]. Atitude de exclusão? Absolutamente.”

Para piorar a situação, eles queimam as roupas com defeitos em vez de dar para quem precisa. Eles querem só um tipo de pessoa usando suas roupas.

Hoje nós vamos mudar a marca deles. Viajei para um outlet de Los Angeles e comprei (não foi nada fácil) umas peças para doar aos desabrigados. De lá segui para a zona leste de Los Angeels, um local chamado Skid Row, que tem um das maiores populações de sem-tetos dos Estados Unidos. E comecei a doar. No começo, as pessoas foram relutantes em aceitar, mas depois minha expedição foi um grande sucesso.

Mas eu sou só uma pessoa eu não posso mudar uma marca sozinho. Eu vou precisar da sua ajuda. Então, dê uma olhada no seu guarda-roupa, no guarda-roupa dos seus amigos e de seus vizinho. Ache todas as roupas Abercrombie que eles compraram (por engano) e doe-as para o abrigo de sem-teto de sua cidade. Compartilhe o que você fez no Facebook e no Twitter e no Google+ (se você realmente estiver usando Google+) com a hashtag #FitchTheHomeless.

Juntos podemos fazer da Abercrombie & Fitch a marca de roupas número 1 dos sem-teto.

Mais aqui: http://www.businessinsider.com/abercrombie-wants-thin-customers-2013-5#ixzz2TeEf7zuq
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Mike_Jeffries_(CEO)
http://elitedaily.com/humor/the-10-most-ridiculous-things-mike-jeffries-ceo-of-abercrombie-fitch-has-said
Seguir @GregKarber


30
Nov 12

4-YEAR-OLD

Estamos fazendo 4 anos de idade.

beia carvalho aos 4 anos, presidente 5 Years From Now®

beia carvalho aos 4 anos, presidente 5 Years From Now®

tais aos 4 anos, vic presidente da 5 Years From Now®

tais aos 4 anos, vice presidente da 5 Years From Now®

Somos cheias de energia, falamos pelos cotovelos e somos curiosíssimas.
Ansiosas pra mostrar o que a gente já sabe fazer.
Tanto como você, nós ficamos mega empolgados com as nossas habilidades e realizações.

Aos 4 anos, constantemente testamos os ambientes e os nossos domínios.
Experimentamos momentos de inseguranças e de muita segurança também.
Somos mandonas, fazemos barbaridades e, sim, inventamos histórias.
Como diria o Rei, são muitas as emoções nessa nossa idade!
Mas a cada dia, você traz uma nova exigência e isso vira um desafio, pra nós e pra você.

Nem todos com 4 anos de idade tem as mesmas habilidades e referências, mas a gente se identifica com esses marcos:
• Transbordamos de ideias imaginativas e somos mais independentes
• Já sabemos escovar os dentes e nos vestir sozinhas
• Somos exigentes, mas também nos empenhamos por colaborar
• Somos divertidas, falamos a verdade e tocamos nos pontos amargos
• Já dominamos tipos de comida, dinheiro e o conceito de tempo
• Não temos senso de propriedade
• Aprendemos a observar quando alguém está aborrecido ou sofrendo
• Queremos que você goste da gente e temos amigos de todos os sexos
• Ah, sim, sexualidade, temos uma curiosidade natural sobre o assunto
• E também temos interesses em música, dança e atuação
• Pulamos e andamos pra frente num pé só
• Adoramos escrever, pintar, recortar, colar e construir estruturas
• E desenhamos círculos, quadrados e, algumas vezes, um triângulo
• E em se tratando de desenhos, a Taís parou por aí, rsrs
• Contamos acima de 10 e distinguimos mais de 4 cores
• Adoramos repetir os palavrões que ouvimos por aí – se liga.
E, sorte a sua, fazemos mais perguntas do que qualquer outra idade!

Nós somos a consultoria 5 Years From Now®.
Somos especialistas em fazer você tirar os pés do chão e aterrissar num espaço dissidente, onde ideias divergentes são acolhidas, onde combinações exóticas, infantis, extravagantes, idiossincráticas, alternativas, não ortodoxas, não convencionais, excêntricas e impensáveis são possíveis. Onde as crises do presente são coisas do passado.
Aqui, no futuro, nada existe, só o que você inventar.

Somos especialistas em fazer você tirar os pés do chão, pirar e dar saltos para o futuro.

nota:
Traduzido do conteúdo do site SHE KNOWS PARENTING: http://www.sheknows.com/parenting/articles/814238/your-4-year-old-development-behavior-and-parenting-tips-1


12
Jun 12

Dia dos Namorados Retrógrado

Angela Diniz e Doca Street

Angela Diniz e Doca Street


Acabo de ouvir na Band, no programa Alta Frequência, num especial (MÓRBIDO) do Dia dos Namorados, o jornalista Salomão Schvartzman, fazer uma apologia de Doca Street, repetindo a frase que o inocentou de assassinar sua namorada Angela Diniz, com 3 tiros no rosto e 1 na nuca, em 1976: “matei por amor”.

Os comentários do jornalista – todos machistas e anacrônicos – embolaram meu estômago e me fizeram repensar a BandNews, rádio que ouço todos os dias. É tão desconcertante ter que ouvir o dito jornalista, reviver essa frase tão odiosa! Frase que levou os brasileiros e a promotoria a recorrer com o slogan “quem ama não mata”, levando o assassino Doca à prisão, num segundo julgamento – em decisão histórica, transmitida pela TV.

Trinta e três anos depois desta vitória contra a impunidade do machismo, temos que ouvir essa babação machista do Sr Salomão Schvartzman. Helloooo, BandNews??!!

Quem quiser acompanhar a ótima matéria “Doca Vai, Mata e Vence”, no arquivo da VEJA, clique aqui: http://veja.abril.com.br/arquivo_veja/capa_24101979.shtml

Salomão Schvartzman

Salomão Schvartzman


10
May 12

Fe-mi-ni-cí-dio

Vamos espalhar: fe-mi-ni-cí-dio é assassinato de mulheres. E nisso somos muito bons! Brasil é o 7o. que mais mata numa lista de 87 países.

AFASTE ESSE HOMEM

AFASTE ESSE HOMEM

A 6a. maior economia do mundo concorre vergonhosamente com uma lista que inclui nomes “de peso” como El Salvador, Trinidad e Tobago, Guatemala, Rússia, Colômbia e Belize. Com exceção da potência econômica e política russa, o que são esses outros países? Eu posso dizer pra vocês, eu estive em todos eles. E é de chorar!

É vergonhoso estar nesta posição e é vergonhoso disputar este ranking com estes países tão desprovidos! Belize, que um dia se chamou Honduras Britânicas, tem um PIB de 1,4 bilhões de dólares contra os nossos 2,5 trilhões. Mas não é só assassinando mulheres que nos comparamos a este paiseco. Lá também tem Dengue! Bem inspirador, não é?
O resumo da tragédia é:
– Brasil é o 7o. que mais mata numa lista de 87 países
– Foram 4.297 assassinatos em 2010
– 4,4 mortes por 100 mil habitantes.
– 44 países tem taxas igual ou inferiores a 1,0!!!
São Paulo estado tem taxa de 3,1 = 663 assassinatos
– Vítimas tem entre 20 e 29 anos*
– Crime acontece dentro de casa*
Criminoso é namorado ou marido*
– Em 30 anos, o número de mortes aumentou mais de 200%
– Em 30 anos, foram assassinadas 92.000 mulheres

Contra 60.000 americanos mortos em 20 anos de Guerra do Vietnã.
A denúncia não acontece por medo do agressor
– Ato mais praticado é o espancamento
– Ameaça psicológica é o segundo.

O que nós estamos (des)ensinando a nossos filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, netos e netas, vizinhos e vizinhas, primos e primas, irmão e irmãs? O que podemos começar a fazer JÁ?

A análise da coordenação nacional do comitê latino-americano e do Caribe para defesa dos direitos da mulher diz que “Justiça e Educação são 2 terrenos férteis de políticas públicas para a defesa da vida das mulheres brasileiras.” Educação está na cara: educação para todos os brasileiros. Porque saber e entender a profundidade destes números é ter mais educação sobre esta vergonha. Educar mulheres para serem seres por si e não para e pelo outro. Ensinar homens a serem homens. E que espanquem paredes, oras bolas! E que levem suas fúrias pra longe das mulheres. Mas o que mais?

Quando penso em justiça e educação penso em políticas públicas e quando penso em políticas públicas penso que não vai rolar, ou vai rolar daqui muito tempo. Então, o que mais?

Na matéria do Estadão, aprendemos que esta é a “primeira pesquisa a registrar estatísticas regionais e, por isso, pode representar um marco na definição de políticas públicas.”

Mas você concorda que quando o Mapa da Violência aponta que nenhuma região se equipara a nenhum dos 44 países com taxa inferior a 1, o buraco é mais embaixo? Temo que sim. Algo maciço tem que acontecer em todo o Brasil. Caso contrário, com mais um esforcinho a gente vira campeão mundial e bate estes 7 paisinhos à nossa frente.

Não vamos deixar isso morrer no jornal de ontem, vamos? Então, bóra fazer o que mulheres sabem fazer de melhor? Conversar? Falar, falar, falar. Sem discriminações. Homens e mulheres vamos juntos nos livrar desta vergonha?

Vamos espalhar: fe-mi-ni-cí-dio é assassinato de mulheres.
TIRE ESSE HOMEM DAQUI, Drag Him Away
Este outdoor interativo foi instalado na estação londrina de Euston, e criado pela agência JWT, para o Centro Nacional de Violência Doméstica (NCDV). A ideia é atrair atenção e conscientizar as pessoas sobre como intervir e ajudar a por um ponto final na violência doméstica. O anúncio mostra um homem repreendendo uma mulher imóvel, e encoraja os passageiros a entrar no site com seus celulares: “USE SEU CELULAR PARA PARAR ISSO AGORA!” e expulsar o homem da situação. A série de outdoors múltiplos e sincronizados empurra, progressivamente, o homem cada vez mais longe da vítima. Talvez, fosse mais bacana explodir o cara como num jogo, mas isso provavelmente conflitaria com a mensagem antiviolência. Via Mashable.
A campanha “Drag Him Away” foi lançada dia 30 de abril de 2012 e coincide com os resultados sobre a violência urbana no mundo. Aqueles resultados que colocaram o Brasil na vergonhosa posição de assassinar 1 mulher a cada 2 horas durante o ano todo.

NOTA: * na maior parte das vezes.

Créditos:
Centro Nacional de Violência Doméstica (NCDV)
A cada 2 horas, uma mulher é assassinada no país
The National Centre for Domestic Violence (NCDV).
Criado pela agência JWT
Produzido por Grand Visual, a campanha usa a plataforma Agent, que permite interatividade mobile e digital nos outdoors.


26
Mar 12

Presentes de Aniversário

Beia, da 5 Years From Now®, internacional

Beia, da 5 Years From Now®, internacional

Ao redor de uma mesa chamada Babete, reuni amigos e vinhos divinos, neste mês do meu aniversário. E ganhei presentes muito bacanas.

Apagando a velinha, no Lola Bistro

Apagando a velinha, no Lola Bistro

 
Mas 2 deles caíram no meu colo e foram muito surpreendentes. Um foi o convite para participar de um time internacional de experts em inovação e inteligência. Outro, a divulgação deste convite. Que coisa boa que é ganhar presentes.
VALEU, Tim Bonnet, chairman da Creston Communications!
VALEU, Marcello Queiroz, editor do PropMark!

Pra quem ainda não viu, leia abaixo a matéria do PropMark de hoje.

Beia Carvalho & Tim Bonnet, Londres 2006

Beia Carvalho & Tim Bonnet, Londres 2006

RADAR
Beia Carvalho, ex-TBWA e Tequila, presidente da consultoria de negócios 5 Years From Now®, de São Paulo, acaba de ser convidada por Tim Bonnet, ex-Tequila Londres, para integrar um seleto time de experts que vão indicar inovação e inteligência em trabalhos de mídias sociais e CRM, além de outras estratégias e tendências de relacionamento com o consumidor e stakeholders em geral. Tim Bonnet atualmente é o chairman da Creston Communications. Os relatórios da Creston, com abrangência global, serão atualizados a cada 2 meses. Na 5 Years From Now®, empresa lançada em 2008, Beia desenvolve workshopstemáticos com o conceito “o presente visto do futuro”.

Radar

Radar

Fonte: PropMark, SuperCenas, by Marcello Queiroz, 26.03.2012
Jornal Propaganda & Marketing


12
Oct 11

Arquétipos? Arquétipos!

Oprah, sábia popular

Oprah, sábia popular

Você sabe qual é o arquétipo que representa o seu negócio?

Se sim, sua empresa age com coerência arquetípica?

Você sabe que LOSTBBB tem seus personagens baseados em arquétipos?

arquétipos & personagens

arquétipos & personagens

Você sabe que o nosso moderno cérebro abriga nas profundezas da mente traços de uma mente arcaica? Você sabe como isso influencia como pensamos e agimos? O assunto é muito profundo e a ideia aqui é visitar o que Carl Jung nos ensina sobre os arquétipos: “há formas ou imagens de natureza coletiva que estão impressas em nossas psiques”.

Sua marca se conecta com o arquétipo do AMANTE como os chocolates KOPENHAGEN que estabelecem com seus consumidores uma conexão profunda, íntima, prazerosa e sensual? Ou com o FORA DA LEI como o programa CQC que rompe com a repressão, conformidade e cinismo? Marcas fora da lei querem chocar as pessoas. Ou com uma marca SÁBIA como OPRAH que “alimenta” a fome de sabedoria da nova era. Oprah é uma sábia popular que instrui e orienta seu público. Uma especialista que exprime sabedoria, confiança e maestria.

A dinâmica de examinar 12 arquétipos para entender suas marcas e seus consumidores é uma das mais pop dos workshops 5 Years From Now®, segundo nossos clientes.

Porque, como dizem seus fãs, todas as ideias mais poderosas do mundo vieram de arquétipos. E se os arquétipos se conectam tão profundamente com as pessoas, é fácil expandir e perceber como eles se conectam com os nossos negócios.

Oprah é uma marca sábia que promove o aprendizado contínuo e tem uma coerência arquetípica invejável. Entre lançar uma linha de cosméticos ou roupas, ficou com o seu Clube do Livro. É com essa consistência que ela governa suas decisões e alavanca seu sucesso.

Se você se interessou por este assunto e não sabe que arquétipos mais se conectam com a sua marca hoje e no futuro, está perdendo uma eficiente e lúdica oportunidade de estimular a sua imaginação empresarial.

Quando você olha para o futuro, enxerga seu negócio trilhando a direção em que o mundo parece estar caminhando?

Carl Jung

Carl Jung

NOTAS:
Carl Jung: “há formas ou imagens de natureza coletiva que estão impressas em nossas psiques”.

Oprah Winfrey apresentou o programa The Oprah Winfrey Show, por 25 anos. Depois de seu último programa em maio de 2011, irá dedicar-se a sua própria rede, OWN e outros projetos pessoais. Ela ganha cerca de 50 milhões de dólares por mês com todas as suas incumbências profissionais. Mais wikipedia

A papisa dos arquétipos Carol S. Pearson em The Hero Within e Awakening the Heroes Within.


08
Mar 11

Você entende o seu papel no mundo?

We Can Do it

Rosie the Riveter

Em menos de 1 mês li 2 frases que me fizeram refletir sobre o intrincadíssimo e velho assunto das relações homem e mulher.

A primeira foi a manchete “A CADA 2 MINUTOS, 5 MULHERES SÃO AGREDIDAS VIOLENTAMENTE NO BRASIL” e a segunda foi num post de Marcelo Heidrich “HÁ MUITO HOMEM NÃO ENTENDENDO SEU PAPEL NO MUNDO.”

Nunca tinha feito esta ligação. Entre violência contra as mulheres e a falta de posicionamento do HOMEM (a espécie humana) na nova Era. Quando você guga “qual o papel do homem no mundo” encontra, nos primeiros textos, o homem ligado ao cosmos e à natureza. Nada sobre a relação homem-mulher.

Quando você guga “o papel da mulher no mundo” ou “what’s women’s role in the world” pouco vai agregar a seu conhecimento. As primeiras buscas são sobre o papel da mulher ao longo da história: como foi ganhando espaços na sociedade e mostrando que tem capacidade tanto quanto os homens. As primeiras, em inglês, referem-se às histórias das guerras e os consequentes pulos evolutivos da mulher. História, História, História. Outra vez, nada sobre o nosso papel hoje. Sabemos o que foi feito, mas pelo o que queremos lutar? O que queremos conquistar?

E a guerra terminou antes de eu nascer! Faz 66 anos!
Sim, a pesquisinha é rápida e superficial, mas aponta que faltam conteúdos envolventes e democráticos para serem discutidos sobre o papel da mulher e do homem. Galgar espaços antes destinados aos homens é bacana, mas esses fatos estão sendo repisados há mais de meio século.

Me parece que temos objetivos, metas e tarefas, mas falta uma visão. O que queremos com os homens? Queremos registrar que um país bem maior que a Dinamarca, 7 milhões e 200 mil mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões? E que 2% dos homens entrevistados declararam que “tem mulher que só aprende apanhando bastante”? Atente para o “bastante”!

Quando mudamos de Era as mudanças são épicas. Vamos deixar os fatos históricos na história e produzir conteúdos que expressem os buracos desse novo Homem Multitarefa? Conteúdos inclusivos, sobre todas as nossas escolhas sexuais e de vida no mundo. Conteúdos que possamos discutir, agregar, compartilhar. Uma nova visão, que nos inspire a querer contribuir para que o padrão de comportamento seja o de contribuir para a preservação de uma espécie fantástica. A espécie dos homens e das mulheres de todos os sexos, culturas, religiões e credos.

Vamos começar? Que mensagens nós mulheres estamos passando para o mundo dos nossos sobrinhos, primos, tios, pais, vizinhos, namorados, amantes, maridos? E que mensagens eles querem passar, discutir, aprender?

Deixo aqui a citadíssima e muito apropriada citação de Simone de Beauvoir “Enquanto o homem e a mulher não se reconhecerem como semelhantes, enquanto não se respeitarem como pessoas em que, do ponto de vista social, político e econômico, não há a menor diferença, os seres humanos estarão condenados a não verem o que têm de melhor: a sua liberdade.”

notas
Marcelo Heidrich é sócio-presidente da Ponto de Criação.

A pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado” , da Fundação Perseu Abramo em parceria com o SESC, foi realizada em agosto de 2010 e ouviu a opinião de 2.365 mulheres e 1.181 homens, com mais de 15 anos de idade, de 25 unidades da federação, cobrindo as áreas urbanas e rurais de todas as macrorregiões do país. Envolveu 176 municípios na amostra feminina e 104 na masculina. A margem de erro da pesquisa é entre 2 e 4 pontos percentuais para mulheres e entre 3 e 4 pontos para os homens, em ambos o intervalo de confiança é de 95%.

O pôster We Can Do It foi baseado na foto da operária americana Geraldine Doyle, aos 17 anos, quando trabalhava no avião bombardeiro A-31 Vengeance, em Nashville, Tennessee (1943). Ela serviu de modelo para o famoso cartaz de uma mulher vestindo um lenço na cabeça e mostrando seus bíceps. Rosie the Riveter foi o nome dado às mulheres trabalhando em fábricas durante a guerra. Doyle morreu em 26/12/2010, em Lansing, Michingan, aos 86 anos.


24
May 10

“Acima de tudo, a mulher dobra seus joelhos e ora!”

Começam pau-sa-da-men-te e ar-ti-cu-lan-do palavras como ROSA, SANTA, ESPOSA, MÃE, enquanto dispõem um sorriso entre o patético e o infantilóide, e um olhar complacente. Os que se julgam mais pra-frentex (leia-se não machistas) usam, além destas analogias nauseantes, outras como: “lá em casa quem manda é ela”.

Elas não ficam atrás! Ao tentarem homenagear seu próprio gênero, parecem tomadas de um machismo ainda mais espetacular e listam uma lengalenga das qualidades da mulher no lar, do cuidado com os filhos e maridos.

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