20
May 15

Politicamente incorreto. SIM!

Slavoj Žižek

Slavoj Žižek

Li um artigo do esloveno Slavoj Zizek na Think Big.

Tive a imediata vontade de traduzi-lo para o meu blog. Bad idea. Por quê? Ah, Zizek não é nada fácil de ser traduzido. Só que o assunto me atrai demais: a correção política sempre me incomodou. Mas não tenho os recursos para expressar meus incômodos. Tenho, sim, uma intuitiva sensação de que o “politicamente correto” cheira mal, esconde algo sobre o tapete; é prepotente. E, como Zizek brilhantemente conclui em seu artigo, uma forma arrogante de nos colocarmos acima do outro.

Comercial sobre preconceito após a volta de Mandela ao poder, TBWA\Hunt Lascaris, África do Sul.

Como eu disse, não é um assunto fácil, e o estilo do professor escrever tampouco me ajudou. Sou teimosa e fiz uma tradução livre. Queria que mais pessoas tivessem acesso a este tema tão contemporâneo. Ainda que bem mais acentuado nos Estados Unidos – o que num mundo globalizado nos afeta diretamente. Quando cheguei ao final da tradução, achei o artigo ainda mais relevante para a audiência do blog do CEOlab.

Deixo, ao final, um link para um de seus vídeos – uma verdadeira aula sobre o destino da democracia e do capitalismo –, que dá conta para o leitor de seus peculiares trejeitos e sua inquieta personalidade. É um filósofo-personagem! Talvez seja interessante assistir primeiro a uma parte do vídeo para conhecê-lo, ou revê-lo, se você já é fã. Fica a dica. Bom proveito!

Slavoj Žižek: Correção Política é a Forma Mais Perigosa de Totalitarismo

É claro que eu não tenho nada contra o fato de seu chefe lhe tratar bem. O problema é se essa atitude não apenas encobre uma real relação de poder, como a faz ainda mais impenetrável. Você distingue muito bem o chefe antiquado, que grita com você e exerce plenamente sua brutal autoridade. De certo modo, é muito mais fácil se rebelar contra esse tipo do que o chefinho super bacana, que acolhe você e quer saber como foi o encontro de ontem à noite, blah, blah, e toda aquela conversa fiada. Nesse caso, fica quase indelicado protestar!

Vou contar uma velha história, que sempre uso para exemplificar claramente o meu ponto de vista. Imagine você ou eu; eu sou uma criança. É domingo à tarde. Meu pai quer que eu vá visitar minha avó. Vamos dizer que meu pai seja um tipo autoritário. Como ele agiria? Provavelmente, diria algo assim: “Tô me lixando para o que você acha; é seu dever visitar a sua avó e seja educado com ela e blah, blah.” Não vejo nada de errado nesse sermão, porque eu ainda não tenho espaço para me rebelar. É uma ordem clara.

Mas como seria o papo do pai pós-moderno-não-autoritário?

Eu sei porque vivi isso. O outro pai pegaria esse caminho: “Você sabe o quanto a sua avó te ama, mas não estou te forçando a ir visitá-la. Você deveria ir só se quiser mesmo.” Aí, toda criança aprende que, por trás de uma aparente livre escolha, há uma pressão muito maior na 2ª mensagem. Porque basicamente seu pai não está apenas dizendo que você deveria visitar a sua avó, mas que você deveria adorar isso. Seu pai está falando como você deve se sentir. É uma ordem muito mais forte que a anterior. E isso, para mim, é quase um paradigma da moderna e permissiva autoridade. É por isso que a fórmula do autoritarismo não é a de “não quero saber o que você pensa, é pra fazer!”. Esse é o autoritarismo tradicional. A fórmula totalitária é “eu sei melhor o que você realmente quer e, pode parecer que estou forçando, mas estou apenas lhe mostrando o que você – mesmo sem saber – quer realmente fazer. Portanto, nesse sentido, fico horrorizado. E há um outro aspecto dessa nova cultura, na qual uma ordem é apresentada somente como um enunciado neutro.

Tenho um outro exemplo que gosto muito, e não vamos nos equivocar. Eu não fumo e sou a favor da punição da indústria do fumo e por aí vai. Mas sou super desconfiado em relação a nossa fobia sobre o ato de fumar. E não estou convencido que ela seja justificada apenas no conhecimento científico sobre os males que o cigarro nos causa. Meu primeiro problema é que a maior parte das pessoas contra o fumo são, geralmente, a favor da liberação da maconha etc. Mas meu problema básico é um só. Veja isso, agora eles acharam uma meia solução, os e-cigarettes ou cigarros eletrônicos. E acabo de descobrir que as maiores empresas aéreas americanas decidiram proibi-los. É interessante saber por quê. A razão não é tanto pela dúvida de que são benéficos ou não. Basicamente, eles o são. Mas a ideia é que, se você está fumando um e-cigarette durante um voo, está publicamente exibindo seu vício e isso não é um bom exemplo pedagógico para os outros, para a sociedade.

Acredito que esse seja um claro exemplo de como algumas éticas, que não são éticas de saúde neutras, mas basicamente penso que é uma ética do tipo “não tenha um comportamento apaixonado”. Fique a uma distância apropriada, controle-se. E, agora, vou chocar você. Eu penso que até o racismo pode ser ambíguo. Uma vez fiz uma entrevista em que eu perguntava como a gente encontra o racismo ultraconservador. Você já sabe a minha resposta. Com o racismo progressivo. Então, ah, ah, o que eu quero dizer? Lógico que não quero dizer racismo. O que quero dizer é o seguinte: sim, claro que as piadas racistas e outras atitudes podem ser extremamente opressivas, humilhantes, e daí por diante. Mas penso que a solução seja criar um clima ou praticar essas piadas de um jeito que elas realmente funcionem como aquela partezinha de obscenidade que serve para estabelecer uma proximidade verdadeira entre nós. E falo isso a partir da minha própria experiência política passada.

Ex-Iugoslávia. Eu me lembro quando era jovem e encontrava pessoas das outras ex-repúblicas iugoslavas – sérvios, croatas, bósnios. A gente passava o tempo todo contando piadas sujas uns sobre os outros. Não tanto contra o outro. Estávamos, de um jeito maravilhoso, competindo com quem conseguiria contar a mais indecente das piadas sobre nós. Essas eram piadas obscenas e racistas, mas o seu efeito era um surpreendente senso de obscena solidariedade compartilhada.

Slavoj Žižek

Slavoj Žižek


E eu tenho uma outra prova aqui. Você sabia que quando a Guerra Civil eclodiu na Iugoslávia, no começo do anos 1990, e mesmo antes com as tensões éticas de 1980, as primeiras vítimas foram exatamente essas piadas: elas desapareceram imediatamente. Por exemplo, digamos que você vá visitar um outro país. Eu detesto essa coisa do politicamente correto, do tipo, ah, de que comida vocês gostam, quais são as suas expressões de cultura. Eu, não; peço que me contem uma piada racista sobre si e seremos amigos. Dá certo. Pois é, veja essa ambiguidade – esse é o meu problema com o politicamente correto. Não é uma forma de autodisciplina, que permite superar o racismo. É somente um racismo oprimido e controlado. É a mesma coisa por aqui. Vou contar uma maravilhosa história, muito simples. Aconteceu comigo há um ano, bem aqui na livraria da esquina. Eu estava assinando um dos meus livros. Dois homens negros chegam, afro-americanos; não gosto do termo “correto”. Meus amigos negros também não, porque, por razões óbvias, pode ser até mais racista.

O ponto é que eles me pediram para assinar o livro, e os vendo ali eu não pude resistir e fazer um comentário racista. Quando estava retornando os livros a eles, eu disse: “sabe, eu não sei qual dos livros é pra quem, porque vocês negros, como os amarelos, parecem todos iguais.” Eles me abraçaram e disseram, você pode nos chamar de negão (nigga). E quando isso acontece, significa que estamos juntos, na mesma sintonia. Eles sacaram no ato.

Outro problema que tive numa palestra foi com um jovem surdo-mudo que pediu por um tradutor. E não pude resistir. No meio da palestra, diante de umas 200-300 pessoas, eu disse: “o que vocês estão fazendo aí, garotos?” Minha ideia era mostrar que, ao olhar os gestos do tradutor, parecia que ele estava passando mensagens obscenas. O surdo-mudo morreu de rir e ficamos amigos. E uma ridícula repórter me denunciou por fazer piadas com um deficiente. Era como se ela não tivesse visto que havíamos nos tornado amigos. Mas eu sou… espere um minuto. Eu não sou um idiota. Sei perfeitamente bem que isso não significa que nós deveríamos andar por aí humilhando uns aos outros. Fazer isso é uma grande arte. Digo apenas que esta é a minha hipótese. Sem a troca de uma pequena dose de amigáveis obscenidades você não estabelece um contato real com o outro.

Fica aquele respeito frio, sabe? Nós precisamos estabelecer um contato real. Pra mim, é disso que o politicamente correto carece. E a coisa chega a um ponto que fica tão louca como uma piada. Eu confirmei com um amigo australiano. Sabe o que aconteceu em Perth, na Austrália. Não é uma piada, repito. Proibiram o teatro municipal de encenar Carmen. A ópera Carmen, sabe por quê? Porque o 1º ato acontece em uma fábrica de tabaco. Não estou brincando. Só estou dizendo que há algo muito falso sobre a correção. Sei que é melhor que um racismo aberto, lógico. Mas me pergunto se funciona, porque eu, por exemplo, nunca entrei nessa onda de fazer as substituições permanentes no vocabulário. Negões são negros. Negros são pretos. OK, pretos são afro-americanos. Talvez – acho que eles que deveriam decidir. A única coisa que sei é que quando estava em Missoula, no estado de Montana, me envolvi numa conversa de amigos com alguns americanos nativos. Eles odiavam o termo e me deram uma razão maravilhosa: “nós americanos nativos, eles americanos cultos.” E daí, somos parte da natureza. Eles me disseram que preferiam ser chamados de índios.

“Pelo menos nosso nome é um monumento à estupidez do homem branco”, que pensaram que eles estavam na Índia, quando chegaram na América. Ah, que insight eles tiveram sobre essa bobagem da Nova Era, sabe. Nós, os brancos, exploramos a natureza tecnologicamente enquanto os nativos dialogaram com a natureza, eles pediriam à montanha permissão para mineração blah, blah. Não é verdade. Pesquisas nos mostram que os nativos, os índios, mataram mais búfalos e queimaram muito mais florestas que os brancos. Você sabe por que esse é o ponto correto. A coisa mais racista é, arrogantemente, nos elevar em relação àquele jeito primitivo, orgânico, de viver em harmonia com a Mãe Natureza. Não, eles têm o direito fundamental de ser maus também. Se nós podemos ser maus, porque eles não poderiam? Por fim, repito, mesmo se tratando de racismo, temos que ser muito precisos para não lutar contra o preconceito de um modo que, eventualmente, reproduza as condições para o racismo.

SLAVOJ ŽIŽEK
Slavoj Žižek é um filósofo esloveno e um crítico cultural. É professor da European Graduate School, diretor internacional do Instituto Birkbeck para as Humanidades, no Birkbeck College, University of London, e pesquisador sênior no Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana, Eslovênia. Entre seus livros, Living in the End Times, First as Tragedy, Then as Farce, In Defense of Lost Causes, 4 volumes do Essential Žižek, e Event: A Philosophical Journey Through a Concept.

Clique para ver os vídeos:

Vídeo “Capitalismo e Democracia estão destinados a se divorciar”:

Artigo original:

*Beia Carvalho é Palestrante futurista, 1ª mulher a falar sobre Inovação e Gerações no mercado.
beia@5now.com.br

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho


24
Mar 15

Sua casa daqui 5 anos: 2020

Ou como seu sempre digo: 5 Years From Now!

Texturas Bizarras, Sensações Estranhas

Texturas Bizarras, Sensações Estranhas

Texturas Bizarras, Sensações Estranhas  
Uma das 7 previsões da IKEA para nossas casas em 2020 (daqui 5 anos)

Marcus Engman, lembra que passamos a maior parte de nosso tempo tocando telas, e o quanto isso é entediante. Ele prevê que no futuro próximo estaremos vivendo numa casa mais tátil, rodeada de tecidos e materiais personalizados (custom-designed), que contrastarão com as polidas telas de smartphones e tablets.

A Morte do Armazenamento
Uma das 7 previsões da IKEA para nossas casas em 2020.

Armazenamento foto de er Jonathan Lin, Flickr

Armazenamento foto de Jonathan Lin, Flickr

Gavetas, armários, estantes costumavam guardar nossos amados livros, discos, CDs e DVDs. Em outras épocas, disquetes. Ao mesmo tempo em que o espaço de moradia está ficando cada vez mais diminuto, toda essa “mobília” subiu para a NUVEM (cloud).

Segundo Marcus Engman, o Manda-Chuva do design da Ikea sueca, as pessoas gostam de mostrar seus objetos como uma forma de mostrar quem eles são. Assim, o que não estiver guardado na nuvem,  não estará escondido em uma gaveta. Ele fala em displays que sejam funcionais, mas também exibicionistas. Como a exposição de peças em um museu. Prateleiras abertas e gabinetes com vidro serão a tendência.

Mobília Inteligente
Uma das 7 previsões da IKEA para nossas casas em 2020 (daqui 5 anos)

Luminárias Inteligentes IKEA: carrega seu celular

Luminárias Inteligentes IKEA: carrega seu celular

No início deste mês, a Ikea lançou uma linha de luminárias que podia carregar via wifi todos seus gadgets. A ideia não é transformar a Ikea numa manufatura de eletrônicos, mas como diz Engman “nossa missão não é vender eletrônicos, mas descobrir como tornar a vida dentro de casa mais fácil e inteligente”. Tão bom e tão raro ver empresas com missões claras!

Mas será que será tão simples assim? Não bastarão as atualizações de aplicativos e vamos ter também que atualizar tapetes, luminárias e sofás? Ah, a Internet das Coisas (IoT).
Ikea deve expor uma Cozinha Conceitual, no próximo mês, em Milão, no Salone del Mobile.

Este artigo é uma adaptação do artigo publicado na FASTCOMPANY em 16/3/2015. Para ler sobre todas as outras previsões clique aqui no artigo de JOHN BROWNLEE, escritor deste artigo para a Fast Company. Seu trabalho já foi publicado pela Wired, Playboy, PopMech, CNN, Boing Boing, Gizmodo. Seu email é: john.brownlee+fastco@gmail.com.

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Beia Carvalho é palestrante futurista, a 1ª figura feminina a falar sobre Inovação.
Seus temas são aqueles que estão dando um nó em nossas empresas e vidas: Futuro, Gerações e Inovação.


29
Nov 14

FAIVE FAZ SIX!

Beia Carvalho, palestra das Gerações, Paulínia.

Beia Carvalho, palestra das Gerações, Paulínia.

No último post de 2013, me despedi da fase consultoria da 5 Years From Now® fazendo um balanço de seus 5 anos de atuação. E soltei um grito de guerra – minha visão para os próximos 5 anos:

“BÓRA PALESTRAR PRA MILHARES!”

Graças a clientes, amigos, prospects, fãs, fornecedores e amigos dos amigos realizei a visão, já em 2014! E que ano tão ingrato esse 2014! Tão esperado, tão sonhado e tão difícil para todos nós que trabalhamos dedicada e incessantemente.

Falar para milhares é emocionante, excitante, inebriante, instigante, estimulante, fascinante, provocativo, impressionante, cativante, magnífico, paralisante, devastador, surpreendente, espantoso, assombroso, arrebatador, estonteante, irresistível, opressor, alucinante, extraordinário, deslumbrante, cambaleante, asfixiante, maravilhoso, miraculoso, estupendo, fenomenal, excepcional, inconcebível. Superlativo.

Minha reverência a meus clientes que fizeram meu ano: Paulo Vaz, Erik, Mario e Barreto; Rosana Monteiro, Regina, Valeria, Vania, Eduardo, Fernando e Elaine; Lu Freire; Karen Midori, Fernanda, Thalita, Anna Paula, Vania Ferrari; Otavio Dias, Luna, Gil Giardelli, Marina Campos, Edu Santos, Daniel Chagas; Marcos Melo, Marcelo, Rick Berlitz, Erika, Mila e Antenor; Muzy e Solange; Raquel Frois, Sandra e Mayony; Andrea Aydar, Eliana e Yoshimi; Ana Lucia, Adelir, Vanessa Campos; Fernanda Maia e Erica; Ronaldo Ramos, Lucia-Helena, Paulo e Jose Cordeiro; Leila Navarro e Fadel; Iris Barbosa e Gabriela.

A todos os fãs das redes sociais, que a cada hora, a cada dia, nos paparicam com seus likes, comentários, emoticons, e nos tornam populares em tantas tribos diferentes deste Brasilzão. Incessantemente, incansavelmente. E ganhei até uma hashtag: #TietedaBeia

RUMO A 2020! DAQUI 5 ANOS!

16° Encontrão, Guarapari-ES: mais de 1.000 na plateia

16° Encontrão: mais de 1.000 na plateia de Guarapari.

Mais de 1.000 professores municipais na plateia

Mais de 1.000 Professores municipais na plateia do Espaço das Américas

Paulínia: mais de 1.000 educadores na plateia

Teatro de Paulínia: mais de 1.000 Educadores na plateia

And last, but not least, aos amados amigos do peito, com o colo sempre presente de Edson Pires, Marcello Queiroz, Nélio & Nany Bilate, André Moraes, Valeria Midena e à grande amiga Taís de Souza. E, lógico, aos filhos Galileo e Guido.

Nany, Nelio & Consuelo

Nany, Nelio & Consuelo

Marcello & Beia

Marcello & Beia

Beia & Edson

Beia & Edson


Beia e Taís

Beia e Taís

 


14
Sep 14

Cada país tem a faixa que merece

Boneca Dilma criada pelo artista Marcus Baby

Boneca Dilma criada pelo artista Marcus Baby


Hoje faz 1 semana que a ciclofaixa ficou pronta na rua que eu moro. Nesses 7 dias não ouvi 1 elogio sequer. Um uníssono do contra. Mais que do contra, o jeito de blasfemar parecia ensaiado, raivoso: “putz, não acredito, aqui também puseram essas faixas? Que saco!”

Comecei a pensar o que todas essas pessoas-do-contra tinham em comum. Aparentemente, nada. Um taxista, o porteiro, uma amiga, um amigo, um caminhante, o cara que vende no sinal. Gente mais velha, mais moça. Gente do bairro, gente de longe.

Como é que tanta gente tão distinta é tão ostensivamente contra? Ah, sim, todos são brasileiros!

E hoje, pra coroar este assunto que vinha me coçando a semana toda, me deparei com esse vídeo, postado há exatos 7 dias com mais de 200.000 visualizações.
Eu que nunca concordei com esse ditado, passei a acreditar nele nesta semana: “cada povo tem o governo que merece”.

E aposto, que todos esses do contra, acham os 400 km de ciclovias de Amsterdam “o máximo”. E com certeza, também odeiam congestionamentos e a quantidade absurda de carros pelas ruas da capital a todo e qualquer momento do dia.

Ciclofaixas

Ciclofaixas

Ah, em tempo, sim houve uma exceção: meu amigo de Facebook, Mentor Neto, postou no dia 11: “… andando pela cidade e vendo as ciclovias bem sinalizadas, pintadas de vermelho, com duas mãos claramente indicadas e olhos de gato nos limites, dá orgulho da cidade.”

Bato palmas para os ciclistas que valentemente conseguiram, em tão pouco tempo, mudar a cara da cidade. Com muita luta e infelizmente, com algumas vidas.
#eugostodasciclofaixas


11
Aug 14

O Maldito Futuro Chegou?

“22 Fotos que Provam que Estamos Vivendo no Maldito Futuro”

1. Óculos Inteligente que obscurece o banheiro quando você tranca a porta. Meio sem sentido para nós, que não temos porta de vidro. Clique aqui para ver óculos inteligente.  

2. Cadeira de rodas que sobe escadas. clique aqui para ver cadeira de rodas

3. App de sorvetes. clique aqui para ver app

4. Lixeira que “mira” o lixo. clique aqui para ver lixeira

5. Relógio que escreve tempo pra você (Oi?).

6. Essa progressão: 2005 (128MB) e 2014 (128 GB).

Capacidade de Memória 1956-2005-2014

Capacidade de Memória 1956-2005-2014

7. Câmera drone que te (per)segue onde quer que você vá. clique aqui para ver drone

8. Anúncio de Harry Potter-esque (deduzam vocês, eu nunca vi Harry Porter). clique aqui para ver o anúncio

9. App que traduz palavras em tempo real. clique aqui pra comprar

10. Neo zíper? Vale a pena ler a história

11. Máquina para arrancar árvores. clique e veja como

12. Areia controlada por sonsclique para ver lindas imagens

13. Que mesaeu quero uma mesa assim!

14. Impressora portátil linha a linha. clique aqui para ver impressora em ação

15. Essa eu não entendi, mesmo! clique pra entender

16. Régua que mede ângulos automaticamente. clique aqui para ver

17. Cola para vidros invisível. Mais: clique aqui para ver cola de vidro

18. Motricidade fina desta mão artificial. clique é muito incrível!

19. Drone para cervejas (rs).

20. Ventilador que elimina o claro de suas mãos. Oi?
21. A reação deste líquido sobre a roupa quimicamente tratada do homem à direita.
22. Compare e lembre-se: 1994 x 2014.

20 anos: 1994-2014

20 anos: 1994-2014

Viver numa Era de crescimento exponencial, em oposição à evolução linear das eras que anteriores, exige um esforço hercúleo de seus habitantes. É por isso que não está fácil pra ninguém!

Notas:
O artigo “22 Fotos que Provam que Estamos Vivendo no Maldito Futuro”, de Dave Stopera, publicado no BuzzFeed, 6ago2014, e traduzido livremente por mim. Clique aqui para ir direto para versão original e ver todos os gifs animados.: http://www.buzzfeed.com/daves4/future-fuuuuuture-fuuuuuuture

 


22
May 14

Complicado ou Complexo?

Vamos Mudar de Era?

Vamos Mudar de Era?

Se você não acredita que mudamos de Era, nem perca seu tempo com este texto. Aqui vamos discutir como vamos municiar as nossas crianças para os novos conceitos desta nova ordem mundial que se avizinha. Para falar de poucos: sexualidade, longevidade e transhumanismo, que é a transição do homem 1.0 para o pós-homem: mais inteligente e com níveis de consciência e conectividade mais altos e mais sofisticados. Coisas que já estão acontecendo ou serão realidade nos próximos 30 anos.

Não sei se você vai se esconder num buraco quando tudo isso estiver acontecendo para valer. Mas bilhões – isso mesmo bilhões – de crianças e jovens (seus filhos, sobrinhos, netos, vizinhos) estarão enfrentando as complexidades do século XXI. Municiados de que? Do sistema educacional pensado e criado há 200 anos, para bombar a Revolução Industrial! Onde, por princípio, crianças são tão absolutamente iguais a operários numa linha de produção. Chocado?

É por esse precioso e digno motivo e não mais pelo lamentável estado da Escola no Brasil e governos afins, que o tema EDUCAÇÃO foi um dos 3 tópicos de peso mais calorosamente discutidos por países de primeiro mundo, na Conferência “Antecipando 2025?, em março deste ano, em Londres.

Numa Era onde criatividade já-é-e-será a mais importante habilidade do cidadão do mundo, um sistema educacional que coloca as matérias que desenvolvem a criatividade como opcionais, é um sistema que desprepara as nossas crianças e jovens para o processo de decisão.(1)

Viver numa Nova Era, é viver um dia a dia onde as regras do passado são dinossauros que não resolvem os problemas do presente, que dirá nossos problemas do futuro! Crescer numa Nova Era é viver um dia adia em que a não tomada de decisões pode paralisar todo um país. E sem exagero, todo o planeta. Somos testemunhas oculares da não tomada de decisões dos principais governantes do mundo, a cada encontro do G8.(2)

Decidir é uma das atividades mais importantes para partirmos para a ação. Saber tomar decisões é uma habilidade essencial ao líder. Entender como nós chegamos às nossas escolhas é uma área da psicologia cognitiva, muito longe do meu “quadrado”. Meu ponto aqui é que todos os dias somos assolados por uma estrondosa massa de informações e não de conhecimento. Como ranquear as informações? Como identificar e escolher – dentre as várias alternativas – aquela que tem a maior probabilidade de ser bem sucedida, aquela que não afronta nossos valores, que não destrói nossos desejos e que serve como uma luva para aquele problema em questão?

Tomar uma decisão é habilidade cada vez mais rara e a cada segundo mais desejada em todo o mundo. Porque não tomar decisões é tomar a decisão de empurrar o problema com a barriga – o que nos deixa paralisados como indivíduos, como amantes, como chefes de família, professores, líderes corporativos, espirituais e governamentais. Amanhã, não só o problema não se resolveu, como se intercomunicou e se interrelacionou com outros, produzindo um emaranhado ainda mais complexo que o anterior.

Seguramente, tomar uma decisão já foi muito mais fácil, para alguém que foi educado para a mesma Era em que viveu. Tome as gerações tradicionalistas e os mais velhos BabyBoomers (hoje entre 50 a 68 anos), que viveram a glória da Revolução Industrial e que foram educadas segundo um Sistema Educacional, criado pela mesma Revolução Industrial. Uma Era em que 1 + 1 dava 2, sempre.

Como tomar decisões numa Era em que novas descobertas, novos negócios, novas fortunas advêm de raciocínios onde 1+1 dá 5? O Paypal não foi inventado por um banco, nem a Amazon por um livreiro, o Instagram pela Kodak, ou o Zipcar pelas grandes Avis ou Hertz. Tampouco, a maior comunidade de viagens do mundo, o TripAdvisor, brotou de uma reunião dos maiores conglomerados de hotéis do mundo. E não dá para desprezar uma comunidade com mais de 30 milhões de associados e 100 milhões de opiniões e posts sobre hotéis, restaurantes e atrações em geral. E se não bastassem esse disparates, o Skype foi criado na Estônia!

Muita gente se sente segura com esse sistema de educação criado no século XIX para resolver os problemas do século XXI. Nossas crianças, não. Elas estão em risco. Elas sabem que estamos, sim, muito atrasados! Que deveríamos ter criado um novo sistema para o século XXI. Essa é a agenda que países com excelentes escolas e top índices de desenvolvimento humano junto com países como o Brasil, na pífia e estagnada 85a. posição no IDH, tem que se engajar. (3) Porque não restam mais dúvidas que as soluções repetitivas serão robotizadas. Tampouco restam dúvidas que para as soluções não óbvias vamos precisar de um outro tipo de pensamento; um pensamento generativo, inventivo, que pense em possibilidades, que seja inclusivo. Vamos precisar de um pensamento divergente, dissidente. Sim, vamos precisar de um pouco de rebeldia para criar um jeito novo de aprender e ensinar e aprender e ensinar.

Meu amigo Ronaldo, tem uma explicação simples: na Era passada os problemas eram complicados, na nova Era os problemas são complexos. Não dá para enfrentar problemas complexos com armas que resolvem problemas complicados. Problemas complicados você resolve por partes, pensando no presente e no passado. Os complexos você olha como o todo se interconecta com outros todos, pensando no presente e no futuro. Sim, a Educação é um problema complexo.

Como cidadãos do mundo, precisamos de uma nova Agenda, como se diz em inglês. Uma Nova Ordem Mundial, como dizia Caetano. O verbo mudou. O jogo da educação mudou. Vamos criar o Jogo do Aprender para Ensinar. Aprender o novo de novo nas escolas, no mercado de trabalho, nas relações. Precisamos equipar pessoas com habilidades para que elas possam formular perguntas, sobreviver, viver, criar, desenvolver, aprender, ensinar, lutar, prosperar, apreciar, florescer, desfrutar, progredir, ralar, colher, transar, amar e procriar num mundo que já mudou.

Precisamos estimular um debate público muito mais profundo. Porque todos nós temos que desenvolver a capacidade de ver mais sobre o futuro do que o dia que vai cair o Carnaval em 2015. Temos que olhar o futuro com um olhar de quem quer fazer parte das mudanças do planeta. De quem quer entender como essas mudanças impactam o nosso trabalho, nosso emprego, nossa empresa, nossa casa, nossas relações e o nosso relacionamento com filhos e netos e com as gerações mais jovens. Com a vontade de quem quer ser protagonista ao esboçar as possibilidades para que comunidade, mercado e país reajam a essas mudanças! Como vamos tomar decisões? Como vamos garimpar para ampliar o nosso conhecimento? Onde vamos aprender que há outras alternativas além do mundinho da cartilha do século XIX? Somente assim, a nossa decisão terá chance de empurrar o mundo para ação e não para a estagnação.

Uma Nova Era muda os conceitos mais básicos que temos sobre o mundo. Para a geração que tem hoje menos de 16 anos e que será adulta daqui 10 anos riqueza não é dinheiro. Riqueza é a habilidade de influenciar pessoas. Qual riqueza nossa escola está apta a ensinar? Qual riqueza a nossa sociedade quer que os nossos filhos desfrutem? (4)

Queremos que os nossos filhos façam parte dos 87% de empregados que não se sentem engajados no mercado de trabalho, segundo a pesquisa Gallup em 142 países? Não! (5)

Queremos que os exemplos históricos dos impactos da tecnologia sobre a sociedade nos ensinem a caminhar pelos círculos virtuosos do desenvolvimento. Aqueles que pensam nos homens deste planeta em primeiro lugar. E não em alguns poucos homens, sempre.

Quando você ainda fica feliz em descobrir que é a pessoa mais inteligente da sala, você está com 2 problemas: ainda fica feliz e nem desconfia que está na sala errada. Michel Dell dá 2 dicas: ou você convida gente mais inteligente que você ou procura uma nova sala. E aproveito para dar a minha dica: convide gente muito diferente do segmento da Educação. Gente que faz parte de outros mundos. Porque você conhece a ladainha: quando todo mundo está pensando igual, ninguém está pensando muito. (6)

NOTAS:
1 Sir Ken Robinson consultor internacional em educação nas artes para o governo e ONGs. Clique para ver o vídeo: Ken Robinson: How schools kill creativity

2 Encontro do G8 termina com cordial impasse sobre Síria

3 Brasil continua na 85ª posição no ranking mundial de IDH

4 Natasha Vita-More, designer e teórica do Transhumanismo.

5 Pesquisa Gallup “State of the Global Workplace”, em 142 países: a cada 1 pessoa engajada em seu trabalho, 2 não estão.

6 Walter Lippmann, escritor, jornalista e comentarista político estadunidense.

Ronaldo Ramos é diretor presidente da CEOLAB.


13
Jan 14

Comida da Mama, da Mama, mesmo, em Londres?

Tomates San Marzano

Tomates San Marzano

Ah, tem! Tem desde os luxuosos tomates San Marzano, os melhores pra se fazer o verdadeiro molho de tomate italiano, até coberturas para bruschetta feitas em casa, por vovós italianas. E mais uma variedade de molhos, azeites, azeitonas, mel, alcaparras e todas as delícias.

Por que acreditar nisso? Porque o sindicato Coldiretti dos fazendeiros italianos, com mais de 1 milhão de famílias agricultoras, se uniu numa campanha contra produtos italianos falsos e a favor da genuína comida italiana. Apoiados pela Campagna Amica, que promove a agricultura local e também pelo Made In Italy e o Italian Trade Agency (http://www.italtrade.com/about/about_us.htm), o objetivo é oferecer uma comida eco-friendly produzida por pequenos agricultores.

Campagna Amica é dona de várias lojas e mercados de agricultores na Itália e acaba de abrir sua 1a. loja em Londres, em Stroud Green, onde existe uma grande comunidade italiana de expatriados.

E daí, você me pergunta?

E daí que eu li tudo isso e fiquei pensando se o Brasil fizesse  mesma coisa com o nosso café, com a nossa cachaça e por aí vai.

Mas, tem que TRABALHAR, RALAR, SE ORGANIZAR. Daí, dá! Brasiiiiiillllll!!!!

Ah, e brasileiro expatriado é o que não falta, não é?

Cafézinho & Cachaça pra "Gringo"

Cafézinho & Cachaça pra “Gringo”


03
Jan 14

5 Produtos que vão Morrer em 5 Anos

Somos Menos Inteligentes que as Chaves - Smart Keys

Somos Menos Inteligentes que as Chaves – Smart Keys

(Artigo original publicado por Micah Singleton, 30DEZ2013, no Techlicious e republicado por TIME, ontem 02JAN2014. Livremente traduzido por 5 YEARS FROM NOW®)

Daqui 5 Anos
Com a velocidade da inovação na indústria de tecnologia, fica difícil saber quais produtos farão parte do nosso dia-a-dia nos próximos 5 anos. Mas podemos, prever aqueles que não durarão. Com os smartphones tomando o lugar de câmeras baratas e obsoletas e Netflix dando um banho no mercado de DVD e Blu-ray, fica claro que o cenário tecnológico será dramaticamente diferente no futuro próximo.

Aqui estão 5 produtos que profetizamos estarão mortinhos da silva na segunda metade desta década.

1 Blu-ray/DVD players
Netflix, Netflix, Netflix. É incrível pensar que a morte de Blu-rays e DVDs (e Blockbuster) é responsabilidade de uma única empresa! Houve outras empresas nesta virada cultural para os streaming movies, mas Netflix é o iTunes dos filmes sob demanda. Engraçado, sim, porque o iTunes também aluga filmes.

Por alguns anos, para assistir filmes, os aparelhos de Blu-ray já foram o crème de la crème, mas 2013 deve ser o último ano de crescimento para este mercado. Com a crescente facilidade de uso, acessibilidade e qualidade do Netflix (4K streaming nos próximos anos), sem mencionar outros concorrentes que poderão surgir e encantar os usuários, os Blu-ray estão fadados a se tornar as mais novas peças de coleção ao lado dos VHSs.

2 GPS para Carros
Daqui pouco mais de 6 anos, mais de 1.3 bilhões de iPhone e Android smartphones terão sido vendidos no mundo e todos eles  tem acesso a software de mapeamento. Combine isso com a crescente propagação de sistemas de GPS que já vem instalados de fábrica nos carros, e a morte deste produto tão bem sucediod no início e final dos anos 2000 está selada. Desde que o smartphones começaram a oferecer GPS em2008, as vendas dos GPS (stand-alone GPS units) para veículos caíram de 15 a 20% por ano.

Ao custo de US$75-US$350, as unidades GPS para carros dos fabricantes Garmin e TomTom já estão se tornando inviáveis  (mas estas empresas ainda fazem sucesso com unidades de GPS para barcos e outras atividades outdoor), e certamente serão varridas do mercado daqui 5 anos. Com a qualidade das baterias permitindo mais tempo de uso nos smartphones e com a renovação da frota para os novos carros já com sistemas GPS, brevemente não haverá possibilidade de vida para o aparelho de GPS.

3 Internet Discada
É, Internet Discada ainda existe e as pessoas ainda a usam, não só no 3o. mundo. Na verdade, 3% dos americanos, ou seja 9 milhões de pessoas (a população de New Jersey) ainda a usam. Atualmente apenas 65% dos americanos tem banda larga. Graças à necessidade de acesso à Internet e a novas alternativas de conexão cada vez mais rápidas, a sobrevivência da Internet discada está com os dias contados.

As empresas de Internet estão expandindo a passos largos, para servir a populações que demandam por velocidades de banda larga. Essas expansões continuarão a crescer nos próximos 5 anos, em parte graças ao FCC’s Connect America Fund, que tem por objetivo levar a banda larga a 7 milhões de americanos, que hoje não tem esse acesso. A combinação com a expansão das empresas de TV a cabo com as novas alternativas como Internet por satélite (que hoje atinge a velocidade de 15Mbps), a Internet discada será extinta nos próximos 5 anos.

4 Câmeras Digitais Vagabundas
Temos que agradecer à Apple por esta! O lançamento do iPhone 4, em 2010, mudou o jogo das câmeras em celulares e forçou a indústria mobile a acelerar a qualidade das câmeras tão drasticamente que deixou o mercado de câmeras abaixo de US$200 obsoleto. Ainda há consumidores que preferem estas câmeras a de seus smartphones, mas no passo que a tecnologia  mobile avança, falta pouco para que o que falta nas câmeras dos celulares seja passado.

Daqui 5 anos, fabricantes de câmeras como Nikon, Canon e Sony deixarão de fabricar estas câmeras mais simples, que estarão integradas aos smartphones e se concentrarão no mercado mais top (mid- and high-end market).

5 Chave de Carros
Uma das menos discutidas mas mais rápida mudança que vai rolar em pouquíssimo anos é a redução das chaves físicas dos carros e a implantação das chaves-inteligentes (smart Keys) nos novos veículos. Surpreendentemente, esta grande mudança das chaves físicas aconteceu sem muito alarde por parte dos consumidores. Com benefícios como abrir as portas e ligar o motor sem tirá-las do bolso, keyless, e armazenar preferências do motorista, os consumidores destes novos veículos estão curtindo muito os benefícios do novo sistema inteligente (ainda que muitos acabam trancados do lado de fora se seus carros se saírem do veículo enquanto o carro está esquentando o motor).

Mas tão rápido quanto as chaves inteligentes chegaram ao mercado, devem perder lugar para os próprios smartphones, que as substituirão. Com aplicativos como OnStar RemoteLink que é oferecido pela Chevrolet, que deixa você destravar e ligar o carro com um app, o futuro das chaves dos carros está mesmo numa App Store. Se vamos ficar com as chaves inteligentes ou se mudaremos para algo mais inovador nos próximos 5 anos, pode ter a certeza que as chaves físicas que usamos por amis de 70 anos serão mais uma daquelas coisas do passado.

Clique nos Principais Links:
FIM dos BLU-RAYS

FIM das Câmeras simples (low-end) e aparelhos de GPS

FIM da Internet Discada

PROBLEMAS com Chaves Inteligentes

APP para “Chaves de Carros”


10
Oct 13

Apple watches Santos Dumont

iWatch?

iWatch?


Há 110 anos, o gênio brasileiro Santos Dumont pediu ao seu amigo, o joalheiro Louis Cartier, um relógio especial: queria um relógio para vestir no pulso! Cartier escolheu um modelo feminino em metal, bem grande, com visor quadrado e tascou-lhe uma pulseira de couro. E em março de 1904, Santos Dumont passou a desfilar o modelito por Paris. Inovação por disrupção: o relógio cortou para sempre o cordão que o prendia umbilicalmente aos bolsos dos homens da Belle Époque. A era das belas inovações tecnológicas como o telefone, o telégrafo sem fio, o automóvel, o cinema, o Impressionismo, a Art Nouveau, a alta costura e, 2 anos mais tarde, pelas mãos do próprio, o mais pesado que o ar, o avião.

Santos Dumont em 1918

Santos Dumont em 1918

Santos Dumont não foi o inventor do relógio de pulso, mas tinha o amigo certo, na hora certa, na Époque certa. Uma década depois, começa a 1ª. guerra mundial, que popularizou o relógio para sempre já que seria impossível puxar uma correntinha do bolso enquanto soldados manejavam armas.

Mecânicos, automáticos, eletrônicos, analógicos, táteis, digitais, a quartzo, com calendário, cronógrafo, taquímetro, cronômetro, com as fases da lua, à prova d´água, iluminados, com função GMT, calculadoras, barômetros, bússolas vídeo games, câmeras digitais, GPS, em braile, para mergulhadores e para astronautas. De ouro, prata, com diamantes, de aço, de plástico. Ah, os relógios!

Espera-se para breve o lançamento do iWatch. E as manchetes não param: “Apple reforça equipe para acelerar desenvolvimento do iWatch”, “Apple registra marca iWatch em mais 4 países”, “Apple cria bateria flexível que pode ser usada no iWatch”, “Apple pede registro do iWatch no Brasil”. O INPI divulgou o pedido 840532792, referente ao registro da marca “I WATCH” feito em junho pela Apple.

iWatch?

iWatch?

Dentre as especulações, imagina-se que o relógio inteligente da Apple terá uma tela OLED flexível e que poderá ser lançado no segundo semestre de 2014 com preços entre 150 e 230 dólares.

iWatch flexível?

iWatch flexível?

Fui atrás dos nerds pra saber o que nos aguarda com o iWatch. Chandra é editor do iGeeksBlog e descreve em 10 razões porque o iWatch da Apple é uma boa ideia:
1. É a hora de vestir Tecnologia
Os dispositivos vestíveis vão ser a nova moda. Google Glass avançando e o IWatch prometido para 2014. Muitas pessoas acham que pode ser algo desconfortável, mas as possiblidades que se abrem são enormes e será uma tecnologia realmente disruptiva.

2. iWatch reduzirá nosso tempo no celular
Da mesma forma que o iPad reduziu nosso tempo no laptop. Não vai precisar sair com o seu iPhone a todo o momento. É um relógio que te informa muito mais que só a hora.

3. É um produto de nicho
iWatch, como o iPod, será um produto de nicho e a Apple fez milhões com produtos como o computador NeXT, iPod, iPad, todos de nicho, quando começaram, evidentemente.

4. É o relógio da vez: NOVO-FASHION
Relógios nunca saem de moda, mas com o uso intensivo dos celulares, ver as horas num relógio tem sido bastante reduzido. iWatch poderá ser uma declaração de estilo, de status. É cool, a cara da Apple.

5. Apple precisa inovar
iPhone, iPad and iPod já deixaram de ser símbolos de inovação. iWatch pode levar a Apple ao foco de tecnologias disruptivas.

6. iWatch fará da Siri um recurso melhor
Siri (o guia-grilo-falante do Iphone, ainda sem utilização em português/Brasil) será mais fácil de usar com uma interface simples, em vez de ficar falando em público com o seu celular.

7. iWatch é mais seguro
Difícil esquecer no sofá ou táxi uma coisa que está presa no seu pulso. Já o ladrão é mais difícil de evitar pro iPhone ou pro iWatch.

8. iWatch fará a vida mais simples
Só o fato de tirar o iPhone da equação já simplifica a vida, pelo menos para ver mensagens, alertas, e-mails etc.

9. Relógio já é o “vestível” mais confortável que conhecemos.

O Google Glass é muito bacana, mas nem de longe é tão confortável como usar um relógio de pulso. iWatch será um sucesso da perspectiva do design.

10. iWatch pode ser a resposta da Apple ao Projeto Glass
Google e Apple não estão competindo com o mesmo produto, mas o gênero é o mesmo. E a Apple não gosta de ficar pra trás. É a aurora da tecnologia de vestir e tenho a certeza que a Apple vai fazer uma entrada gigante neste mercado.

É incrível que 110 anos depois que Santos Dumont recebeu de Cartier seu primeiro relógio de pulso – e com tantas partes humanas para serem vestidas -, um dos maiores trunfos da Apple sobre seu concorrente Google na guerra da tecnologia de vestir seja justamente o conforto de ser vestida no pulso. Ai watch!

O Cartier de pulso de Santos Dumont

O Cartier de pulso de Santos Dumont


NOTAS:
1) Santos Dumont aeronauta, esportista e inventor brasileiro nasceu em 1873 e morreu em 1932. Com 24 anos, em 1897 herdou imensa fortuna e foi pra Paris. Em 1906, inventou o avião.
2) Relógios de pulso: primeiro modelo é do relojoeiro Abraham Louis Bréguet, encomenda de Carolina Murat, princesa de Nápoles e irmã de Napoleão Bonaparte, cerca de 1814 – portanto 90 anos anos antes de Dumont.
A invenção também foi atribuída a Athoni Patek e Adrien Phillipe, fundadores da empresa Patek-Phillipe, em 1868. Wikipedia
3) Livros escritos por Santos Dumont:
Dans L’Air – No Ar, 1904
O Que Eu Vi – O Que Nós Veremos, 1918
Os Meus Balões Alberto Santos
4) iGeeks.com
5) wearable technology traduzida por mim por tecnologia vestível ou de vestir.


05
Oct 13

Let’s Clone Ricardo!

Tem gente que inspira a gente desde sempre, com um sorrisão esbanjador, um olhar com aquela energia que-vai-dar-certo! É tão forte que você se pergunta por que um dia pensou o contrário!

Ricardo Santos, sócio Milk®

Ricardo Santos, sócio Milk®

Faz 4 anos que dou esta dica no workshop LET’S NETWORK TOGETHER:
Repare no que dá certo para você
Repare em quem te ajuda
Tente clonar quem te ajuda.

O que sempre dá certo pra você, tem altas chances de dar certo de novo, certo?
Um dia, reparei que Ricardo Santos era uma dessas pessoas que SEMPRE me ajudavam. Como cloná-lo?

Clones: P&D

Clones: P&D

Até hoje meus experimentos de clonagem não vingaram, mas não desisto. Resolvi atacar de outro ângulo. Dia 27 de outubro será a última edição do ano do LET’S NETWORK TOGETHER e o homenageado é ele, Ricardo Santos: Amigo, Empreendedor e Inspirador desde sempre. Um dia, depois de incansavelmente indicar nossos workshops a seus amigos e clientes, ele mesmo participou de um deles. Aqui está seu depoimento:
“Networking não se faz com anúncios, emails e links patrocinados. No Let’s vivi uma experiência única: criei ligações pessoais instantâneas e entendi como criar conexões que durem pra sempre – ou quase.”

Se você, como o Ricardo, quer estar cada vez mais ligado nas oportunidades da nova era da inteligência em rede, mais antenado com a sua postura digital e a de sua empresa, mais perto das opções das redes sociais, mais ligado com gente interessante e com um time de monitores absolutamente imbatível, você tem um encontro marcado: 27 de outubro! Última edição do ano. RESERVE JÁ!
Não vá moscar!

NOTAS:
Mais sobre a Milk® e Ricardo Santos:
– Amigos, Clientes, Inspiradores: http://www.slideshare.net/beia/amigos-clientes-inspiradores-scios-da-milk
– Milk® conquista conta da bebida canadense Slow Cow: http://propmark.uol.com.br/agencias/45784:milk-comunicacao-atendera-slow-cow-no-brasil