Dra Kira Radinsky e seu programa Debra, que prevê o futuro
Com 6 anos de idade, a ucraniana Kira Radinsky escreveu a sua 1ª. linha de código para poder mudar de fase num joguinho. Vinte anos depois, já morando em Israel, ela criou um programa, chamado Debra, capaz de prever o futuro. E em 2013, Kira foi escolhida pelo MIT Technology Review, como um dos “35 Jovens Inovadores com menos de 35”. Faz a gente ficar com inveja de Israel, onde 46% da população adulta tem curso universitário.
Infelizmente, o vídeo não está legendado, mas é um bom teste para testar o seu inglês. São apenas 9 minutos de muita coisa interessante!
Nascida em Kiev, na Ucrânia, mudou-se pra Israel, aos 4 anos, em 1990. Com 8 anos já programava. Fazia cursos extras de física, química e literatura. Pra distrair aprendeu karatê e é faixa preta. Ah, também aprendeu piano, tênis e dança. Com 15 anos entrou na faculdade e com 26 era PhD: Dra Kira Radinsky. Vá te catar! E ainda por cima é bonita!
A obsessão por prever o futuro catapultou Kira para a fama. Seus algoritmos previram em 2012, com muitos meses de antecedência, o primeiro surto de cólera em Cuba, em 130 anos. E previram também as revoltas da Primavera Árabe. “O sistema criado por ela coleta uma quantidade imensa de informação eletrônica – além de notícias, mensagens do Twitter e verbetes da Wikipedia, por exemplo – e processa os dados para extrair relações de causa e efeito que podem ser usadas para prever o futuro”.1
Nesta palestra TEDx ela conta como começou a fazer correlações entre as secas de Bangladesh, nos anos 1960 e os surtos de cólera. E finaliza com a sua indignação quanto às importantes decisões que são feitas diariamente em todo o mundo, “no escuro”, quando poderiam levar em conta dados e a tecnologia já disponíveis hoje em dia.
Hoje faz 1 semana que a ciclofaixa ficou pronta na rua que eu moro. Nesses 7 dias não ouvi 1 elogio sequer. Um uníssono do contra. Mais que do contra, o jeito de blasfemar parecia ensaiado, raivoso: “putz, não acredito, aqui também puseram essas faixas? Que saco!”
Comecei a pensar o que todas essas pessoas-do-contra tinham em comum. Aparentemente, nada. Um taxista, o porteiro, uma amiga, um amigo, um caminhante, o cara que vende no sinal. Gente mais velha, mais moça. Gente do bairro, gente de longe.
Como é que tanta gente tão distinta é tão ostensivamente contra? Ah, sim, todos são brasileiros!
E hoje, pra coroar este assunto que vinha me coçando a semana toda, me deparei com esse vídeo, postado há exatos 7 dias com mais de 200.000 visualizações.
Eu que nunca concordei com esse ditado, passei a acreditar nele nesta semana: “cada povo tem o governo que merece”.
E aposto, que todos esses do contra, acham os 400 km de ciclovias de Amsterdam “o máximo”. E com certeza, também odeiam congestionamentos e a quantidade absurda de carros pelas ruas da capital a todo e qualquer momento do dia.
Ciclofaixas
Ah, em tempo, sim houve uma exceção: meu amigo de Facebook, Mentor Neto, postou no dia 11: “… andando pela cidade e vendo as ciclovias bem sinalizadas, pintadas de vermelho, com duas mãos claramente indicadas e olhos de gato nos limites, dá orgulho da cidade.”
Bato palmas para os ciclistas que valentemente conseguiram, em tão pouco tempo, mudar a cara da cidade. Com muita luta e infelizmente, com algumas vidas.
#eugostodasciclofaixas
“22 Fotos que Provam que Estamos Vivendo no Maldito Futuro”
1. Óculos Inteligente que obscurece o banheiro quando você tranca a porta. Meio sem sentido para nós, que não temos porta de vidro. Clique aqui para ver óculos inteligente.
20. Ventilador que elimina o claro de suas mãos. Oi?
21. A reação deste líquido sobre a roupa quimicamente tratada do homem à direita.
22. Compare e lembre-se: 1994 x 2014.
20 anos: 1994-2014
Viver numa Era de crescimento exponencial, em oposição à evolução linear das eras que anteriores, exige um esforço hercúleo de seus habitantes. É por isso que não está fácil pra ninguém!
Notas:
O artigo “22 Fotos que Provam que Estamos Vivendo no Maldito Futuro”, de Dave Stopera, publicado no BuzzFeed, 6ago2014, e traduzido livremente por mim. Clique aqui para ir direto para versão original e ver todos os gifs animados.: http://www.buzzfeed.com/daves4/future-fuuuuuture-fuuuuuuture
Viver num mundo que cresce de forma exponencial é enervante, fatigante, debilitante, extenuante, árduo, exaustivo. Exige de nós, cidadãos desta nova era, muito de tudo: muito mais trabalho, muito mais dedicação, mais conhecimento e muito, muito mais estudo.
Por isso, EDUCAÇÃO é um dos 15 Desafios Globais classificados pelo mais respeitado e influente relatório sobre o futuro da humanidade, o State of the Future 2013-14*. Porque aEducação constrói uma humanidade mais inteligente, detentora de mais conhecimento e mais sábia para compreender e enfrentar os desafios globais.
Por exemplo, como vamos suprir a necessidade crescente de energia com segurança e eficiência para todos? Como equilibrar o aumento da população e recursos? Como diminuir o abismo entre pobres e ricos, e o status da mulher? Como impedir as redes transnacionais do crime organizado de se transformarem em empresas globais ainda mais poderosas e sofisticadas? Como fazer chegar água potável a todos os habitantes do planeta sem conflitos?
Quando a Educação figura ao lado de gigantescas tarefas como energia, água potável, crime organizado transnacional, dá para entender a sua colossal importância. Mas tem mais! Os futuristas ainda colocam a Educação acima delas – como um “caminho”, a chave para se chegar à solução, senão de todos, de alguns desses 14 hercúleos desafios que o futuro nos impõe.
Posto isso, eu desafio o ditado que “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”. Não me importa quantas mil vezes o cidadão Sr. Lula repita essa lamentável frase. “Comeram demais, estudaram demais e perderam a educação”*, ela não se tornará verdade para mim. Muito menos para o mundo que propõe o oposto. Estudar cada vez mais e interconectar conhecimentos tem a ver com as nações que querem ver seus cidadãos dando as cartas no futuro próximo.
Não se tornará verdade, talvez porque eu faça parte das “zelite branca”: sou descendente de paraibanos, índios, portugueses, alemães, árabes e judeus. Ou porque sempre fui 1a. da classe. CDF. Tirei 10 em todas as matérias do vestibular com exceção de matemática. Sou trilíngue. Estudo todos os dias. E estou estudando agora para escrever este artigo.
Boliviana carregando seu bebê vota durante eleições nacionais.
Peguei um trem em São Paulo e fui até New York por terra, nos anos 1970. Conheço 3 continentes, 30 países, centenas de cidades em todo o mundo e nunca, jamais em todos os meus 60 anos conheci uma família – nos cafundós da Bolívia, Peru; na Colômbia caótica pelos conflitos entre cartéis da droga; num El Salvador em pé de guerra; numa Belize paralisada pelos cortadores de cana; no Panamá militarizado; na “Suécia sul americana”, a Costa Rica; Guatemala e México, em todos os subempregos que tive nos Estados Unidos, e em todas as famílias que conheci na Europa, ricas, pobres e remediadas – pais que não almejassem, desejassem e se sacrificassem para dar estudo para os seus filhos. Quanto mais e melhor, melhor.
Como futurista, quero líderes que pensem nos homens deste planeta em primeiro lugar. E não em alguns poucos homens, sempre.
Senhor cidadão Lula, afasta de mim esse cálice.
NOTAS:
Obrigada, Malu Moraes, amiga, professora e cidadã guerreira pela Educação.
Relatório Anual State of the Future 2013-14
I- 15 Desafios Globais pelo relatório State of the Future 2013-14.
1. Desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas
2. Água potável
3. Equilíbrio populacional e recursos
4. Democracia
5. Previsões globais e tomada de decisões
6. Convergência global de TI
7. Abismo entre pobres e ricos
8. Ameaças na Saúde
9. Paz e Conflitos
10. Status das mulheres
11. Crime organizado transnacional
12. Energia
13. Ciência e Tecnologia
14. Ética global. 15. Educação para uma humanidade mais inteligente, detentora de mais conhecimento e sábia para compreender e enfrentar os desafios globais.
Se você não acredita que mudamos de Era, nem perca seu tempo com este texto. Aqui vamos discutir como vamos municiar as nossas crianças para os novos conceitos desta nova ordem mundial que se avizinha. Para falar de poucos: sexualidade, longevidade e transhumanismo, que é a transição do homem 1.0 para o pós-homem: mais inteligente e com níveis de consciência e conectividade mais altos e mais sofisticados. Coisas que já estão acontecendo ou serão realidade nos próximos 30 anos.
Não sei se você vai se esconder num buraco quando tudo isso estiver acontecendo para valer. Mas bilhões – isso mesmo bilhões – de crianças e jovens (seus filhos, sobrinhos, netos, vizinhos) estarão enfrentando as complexidades do século XXI. Municiados de que? Do sistema educacional pensado e criado há 200 anos, para bombar a Revolução Industrial! Onde, por princípio, crianças são tão absolutamente iguais a operários numa linha de produção. Chocado?
É por esse precioso e digno motivo e não mais pelo lamentável estado da Escola no Brasil e governos afins, que o tema EDUCAÇÃO foi um dos 3 tópicos de peso mais calorosamente discutidos por países de primeiro mundo, na Conferência “Antecipando 2025?, em março deste ano, em Londres.
Numa Era onde criatividade já-é-e-será a mais importante habilidade do cidadão do mundo, um sistema educacional que coloca as matérias que desenvolvem a criatividade como opcionais, é um sistema que desprepara as nossas crianças e jovens para o processo de decisão.(1)
Viver numa Nova Era, é viver um dia a dia onde as regras do passado são dinossauros que não resolvem os problemas do presente, que dirá nossos problemas do futuro! Crescer numa Nova Era é viver um dia adia em que a não tomada de decisões pode paralisar todo um país. E sem exagero, todo o planeta. Somos testemunhas oculares da não tomada de decisões dos principais governantes do mundo, a cada encontro do G8.(2)
Decidir é uma das atividades mais importantes para partirmos para a ação. Saber tomar decisões é uma habilidade essencial ao líder. Entender como nós chegamos às nossas escolhas é uma área da psicologia cognitiva, muito longe do meu “quadrado”. Meu ponto aqui é que todos os dias somos assolados por uma estrondosa massa de informações e não de conhecimento. Como ranquear as informações? Como identificar e escolher – dentre as várias alternativas – aquela que tem a maior probabilidade de ser bem sucedida, aquela que não afronta nossos valores, que não destrói nossos desejos e que serve como uma luva para aquele problema em questão?
Tomar uma decisão é habilidade cada vez mais rara e a cada segundo mais desejada em todo o mundo. Porque não tomar decisões é tomar a decisão de empurrar o problema com a barriga – o que nos deixa paralisados como indivíduos, como amantes, como chefes de família, professores, líderes corporativos, espirituais e governamentais. Amanhã, não só o problema não se resolveu, como se intercomunicou e se interrelacionou com outros, produzindo um emaranhado ainda mais complexo que o anterior.
Seguramente, tomar uma decisão já foi muito mais fácil, para alguém que foi educado para a mesma Era em que viveu. Tome as gerações tradicionalistas e os mais velhos BabyBoomers (hoje entre 50 a 68 anos), que viveram a glória da Revolução Industrial e que foram educadas segundo um Sistema Educacional, criado pela mesma Revolução Industrial. Uma Era em que 1 + 1 dava 2, sempre.
Como tomar decisões numa Era em que novas descobertas, novos negócios, novas fortunas advêm de raciocínios onde 1+1 dá 5? O Paypal não foi inventado por um banco, nem a Amazon por um livreiro, o Instagram pela Kodak, ou o Zipcar pelas grandes Avis ou Hertz. Tampouco, a maior comunidade de viagens do mundo, o TripAdvisor, brotou de uma reunião dos maiores conglomerados de hotéis do mundo. E não dá para desprezar uma comunidade com mais de 30 milhões de associados e 100 milhões de opiniões e posts sobre hotéis, restaurantes e atrações em geral. E se não bastassem esse disparates, o Skype foi criado na Estônia!
Muita gente se sente segura com esse sistema de educação criado no século XIX para resolver os problemas do século XXI. Nossas crianças, não. Elas estão em risco. Elas sabem que estamos, sim, muito atrasados! Que deveríamos ter criado um novo sistema para o século XXI. Essa é a agenda que países com excelentes escolas e top índices de desenvolvimento humano junto com países como o Brasil, na pífia e estagnada 85a. posição no IDH, tem que se engajar. (3) Porque não restam mais dúvidas que as soluções repetitivas serão robotizadas. Tampouco restam dúvidas que para as soluções não óbvias vamos precisar de um outro tipo de pensamento; um pensamento generativo, inventivo, que pense em possibilidades, que seja inclusivo. Vamos precisar de um pensamento divergente, dissidente. Sim, vamos precisar de um pouco de rebeldia para criar um jeito novo de aprender e ensinar e aprender e ensinar.
Meu amigo Ronaldo, tem uma explicação simples: na Era passada os problemas eram complicados, na nova Era os problemas são complexos. Não dá para enfrentar problemas complexos com armas que resolvem problemas complicados. Problemas complicados você resolve por partes, pensando no presente e no passado. Os complexos você olha como o todo se interconecta com outros todos, pensando no presente e no futuro. Sim, a Educação é um problema complexo.
Como cidadãos do mundo, precisamos de uma nova Agenda, como se diz em inglês. Uma Nova Ordem Mundial, como dizia Caetano. O verbo mudou. O jogo da educação mudou. Vamos criar o Jogo do Aprender para Ensinar. Aprender o novo de novo nas escolas, no mercado de trabalho, nas relações. Precisamos equipar pessoas com habilidades para que elas possam formular perguntas, sobreviver, viver, criar, desenvolver, aprender, ensinar, lutar, prosperar, apreciar, florescer, desfrutar, progredir, ralar, colher, transar, amar e procriar num mundo que já mudou.
Precisamos estimular um debate público muito mais profundo. Porque todos nós temos que desenvolver a capacidade de ver mais sobre o futuro do que o dia que vai cair o Carnaval em 2015. Temos que olhar o futuro com um olhar de quem quer fazer parte das mudanças do planeta. De quem quer entender como essas mudanças impactam o nosso trabalho, nosso emprego, nossa empresa, nossa casa, nossas relações e o nosso relacionamento com filhos e netos e com as gerações mais jovens. Com a vontade de quem quer ser protagonista ao esboçar as possibilidades para que comunidade, mercado e país reajam a essas mudanças! Como vamos tomar decisões? Como vamos garimpar para ampliar o nosso conhecimento? Onde vamos aprender que há outras alternativas além do mundinho da cartilha do século XIX? Somente assim, a nossa decisão terá chance de empurrar o mundo para ação e não para a estagnação.
Uma Nova Era muda os conceitos mais básicos que temos sobre o mundo. Para a geração que tem hoje menos de 16 anos e que será adulta daqui 10 anos riqueza não é dinheiro. Riqueza é a habilidade de influenciar pessoas. Qual riqueza nossa escola está apta a ensinar? Qual riqueza a nossa sociedade quer que os nossos filhos desfrutem? (4)
Queremos que os nossos filhos façam parte dos 87% de empregados que não se sentem engajados no mercado de trabalho, segundo a pesquisa Gallup em 142 países? Não! (5)
Queremos que os exemplos históricos dos impactos da tecnologia sobre a sociedade nos ensinem a caminhar pelos círculos virtuosos do desenvolvimento. Aqueles que pensam nos homens deste planeta em primeiro lugar. E não em alguns poucos homens, sempre.
Quando você ainda fica feliz em descobrir que é a pessoa mais inteligente da sala, você está com 2 problemas: ainda fica feliz e nem desconfia que está na sala errada. Michel Dell dá 2 dicas: ou você convida gente mais inteligente que você ou procura uma nova sala. E aproveito para dar a minha dica: convide gente muito diferente do segmento da Educação. Gente que faz parte de outros mundos. Porque você conhece a ladainha: quando todo mundo está pensando igual, ninguém está pensando muito. (6)
Uma das coisas que está acontecendo na China é disrupção de umas das mais ortodoxas e dogmáticas indústrias, a da construção. O grupo BROAD SUSTAINABLE BUILDING transformou este processo ao construir um hotel de 30 andares em 15 dias.
Como? Basicamente pre-fabricando todas as peças e depois montando o hotel como um Lego, no local. E eles estão construindo mais de 30 edifícios como esse, em várias partes do mundo. Mais do que isso, estão sendo convidados a mostrar como se vira de cabeça para baixo as ortodoxias de uma indústria, o modo como você “acha que deve” fazer algo, porque-sempre-foi-assim-que-todo-o-mundo-sempre-fez. Enfim, como fazer gigantescos projetos de infra-estrutura de forma inimaginavelmente rápida.
Além da proeza da rapidez, o hotel é resistente a terremotos de magnitude 9, com um sistema de recuperação de ar, que proporciona 20 vezes mais ar fresco e 5 vezes mais eficiente em energia, que os edifícios normais.
Se você ainda não viu, veja esse vídeo sobre esse hotel na Província de Hunan, China, final e 2011.
Se você quer provocar sua empresa a pensar em inovação, veja meus conteúdos de palestras aqui:www.palestrasdabeia.com E venha curtir nossa fanpage: https://www.facebook.com/palestrasdabeia
Notas:
Conteúdo da Conferência “Anticipating 2025, março 2014, Londres.
Palestrante Rohit Talwar, Global Futurist e Fundador da Fast Future Research, http://fastfuture.com
Palestrante Beia Carvalho abre o ano na Revista Dia-a-Dia
Olha só, não é demais? Começamos o ano com 4 páginas na revista Dia-a-Dia, encartada no Diário do Grande ABC. Isso é que é “Feliz Ano Novo!”.
A matéria completa está aqui:
“A melhor maneira de prever o futuro é construí-lo”. A máxima proferida pelo pai da administração moderna, Peter Drucker, tira a ideia passiva de que o que está por vir é de responsabilidade divina. A própria Bíblia, em pelo menos três passagens, atribui aos seres humanos o tal do livre-arbítrio, que consiste em escrever o próprio destino de acordo com suas escolhas. Então, chega de protelações: é hora de deixar de se preocupar apenas com o presente, começar a traçar metas e fazer o devido planejamento para alcançá-las – tanto na vida pessoal quanto na profissional. A palavra de ordem é futurar. Afinal, como bem disse a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Eleanor Roosevelt?, “o futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos”.
Especialista no assunto, a coach Beia Carvalho, presidente da Five Years From Now, instrui empresários de pequenas e médias empresas a pensar no sentido do termo ‘futurar’. “Quando você faz isso, olha para o futuro com bons olhos. Você tem a oportunidade de estar em um lugar onde nada existe, nada está pronto, então nada é impossível.” Segundo ela, a humanidade costuma preocupar-se muito apenas com o presente – inclusive os brasileiros – e, por isso, todo mundo pensa igual, o que inviabiliza a possibilidade de grandes ideias.
Estamos em uma transição de era, acrescenta a especialista, e quem não tiver a consciência de que, para o próximo período, é preciso inovar vai ser atropelado por quem o faz, em qualquer setor da vida. E não precisa pensar tão longe: como o próprio nome de sua empresa diz, ela aconselha a traçar objetivos para, no máximo, cinco anos. “Perto o bastante para você imaginar e longe o bastante para você sonhar.”
No livro Carta ao Pequeno Empreendedor, o autor Edson Massola Jr. diz que a maior vantagem do planejamento é que você ‘assina’ um compromisso. “É a etapa inicial de qualquer projeto (pessoal ou profissional) e é tão importante que pode definir o seu sucesso ou, infelizmente, seu fracasso. Por esse motivo, ao confeccioná-lo, seja disciplinado e metódico. Quanto maior o nível de detalhes, maior será a probabilidade de acerto.”
Com os planos visualizados, como saber, então, se está no caminho certo? “Se for muito sofrido, você não está no caminho certo”, alerta Beia. Quando se pensa na história de uma pessoa física, o período de cinco anos é suficiente para muitos acontecimentos e imprevistos. “Este fulano pode casar, ter filhos, mudar de emprego… Existem inúmeras possibilidades. Uma moça de 25, que acabou de sair da faculdade, se quiser ser diretora de uma empresa aos 30 anos, por exemplo, não conseguirá planejar facilmente uma maternidade. Ela precisará ter foco”, explica a coach.
Mas e se o emprego é o problema e ela não sabe o que fazer? Neste caso, é importante saber onde está a crise e mudar. Empreender pode ser uma opção. Estudo feito pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) aponta que 48% dos empreendedores abriram a empresa sem qualquer experiência. Isso não quer dizer, no entanto, que estes empresários que resolveram arriscar estão fadados ao fracasso.
“Pela minha experiência, por mais que você saiba empreender, sempre será uma caixa preta. Sempre haverá o que aprender ou um tombo a levar. Mas, se não arriscar, você nunca vai saber”, desafia Beia. Agora é a hora, portanto, de fazer um balanço de sua conduta para ver o que pode ser feito de diferente. Afinal, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Futurar é Preciso.
A RODA DA VIDA
O contador e assessor na área de educação financeira José Roberto Xavier de Paiva, da Olímpia Contábil, diz que para realizar objetivos – e ver a profissão ou empresa prosperar – é essencial ter equilíbrio em todos os setores da vida. Para isso, usa o diagrama chamado Roda da Vida – que compreende dez áreas – a fim de medir a organização da rotina de seus clientes. “Por trás de cada empresa, há uma pessoa, um profissional, um pai ou mãe de família, um jovem empreendedor. Portanto, se esta pessoa está equilibrada emocional, psicológica e espiritualmente, suas decisões e escolhas serão mais acertadas. Assim, haverá probabilidade maior de êxito em seus empreendimentos pessoais e empresariais.”
Entre os setores analisados estão: saúde e condição física, lazer, relacionamentos e amigos, romance e relação íntima, família, emocional, espiritual, intelectual, profissional, financeiro e dinheiro. “Para que a pessoa tenha saúde integral, é preciso que ela esteja bem em cada uma destas áreas. Todas elas influenciam e são influenciadas entre si.”
Traçada a roda da vida pessoal, analisa-se a profissional (vendas, compras, recursos humanos, administração, finanças, marketing e relacionamento com cliente, produção, operacional, jurídica, pesquisa e desenvolvimento) e, então, são definidos os caminhos para fazer diferente.
Se as finanças não estão equilibradas, por exemplo, Paiva sugere fazer um planejamento por escrito. “Esse documento deve envolver todos em casa ou na empresa. Nas famílias, não importa a idade, como é uma questão de educação, de hábito, que se transforma depois em um padrão de comportamento, crianças e jovens devem participar deste momento.” Para estimular os pequenos, ele sugere a oferta de papel e lápis coloridos para que desenhem, recortem e colem seus objetivos em um lugar à vista. Depois, é só ajudá-los a verificar quanto custará para atender a essas demandas e quanto terão de poupar para chegar a este fim.
A boa notícia é que a fórmula para solucionar este tipo de imbróglio é simples: não gaste mais do que ganha, não gaste tudo o que ganha e jamais gaste antes de ganhar, independentemente do montante que entra em sua conta ao fim do mês. “A necessidade e os benefícios do planejamento são os mesmos tanto para o micro quanto para o grande empresário. A diferença é que o pequeno pode ter uma agilidade para se readequar a uma situação nova – e, portanto, não prevista – que o grande muitas vezes não tem.” Assim como sugere Beia, Paiva considera que definir prazos é fundamental para trabalhar a paciência, persistência, disciplina, perseverança e motivação.
RECONHECER A CRISE
A sociedade atual é consumista. Segundo Paiva, isso faz com que o imediatismo seja utilizado como instrumento de dominação e poder. “Como as famílias não vão ter os recursos financeiros necessários para adquirir à vista estes produtos e serviços, há uma oferta de crédito e muita propaganda para todos comprarem. Se isso não acontecer, a roda da indústria para e assim tem-se o desemprego.” É por essa razão que o grau de endividamento das famílias está crescendo a cada ano, o que leva muitas pessoas e empresas à falência. Beia diz que, nestes momentos, o melhor a ser feito é admitir o problema e pensar nas possibilidades de eliminá-lo. “Renegar é um passo para cair no buraco”, alerta.
Existem outros obstáculos que podem parecer inofensivos, mas ajudam, e muito, a intensificar problemas futuros. Um deles é o conflito de gerações: “Ninguém sabe lidar com as diferenças, seja dentro de casa, com os filhos, ou na empresa. Todos reclamam da geração Y (15 a 33 anos), por exemplo, mas ninguém sabe usar suas potencialidades”, diz Beia.
Esta faixa etária, que representa 47% da população brasileira, é caracterizada por ter autoestima elevada, conceber o mundo em redes e realizar multitarefas. “Cada uma dessas gerações tem uma relação com o trabalho, com o lazer e com a autoridade. Temos de lembrar que os últimos cases de sucesso foram criados pela geração Y, como o (Mark) Zuckerberg (que criou o Facebook) e o Google (fundado por Larry Page). Eles têm muito a oferecer.”
Saber cultivar e melhorar as relações também pode ser uma das metas para fazer um futuro melhor. Enfim, lembre-se deste trinômio para 2014: autoconfiança, paixão e ousadia. “(A mudança) vai exigir muita vontade, disciplina e esforço. Conhecer-se mais e melhor é tomar a vida nas próprias mãos. Não devemos ficar à mercê do que escolhem para a gente”, finaliza Paiva. Deixar a vida levar pode ser muito arriscado. E não vale a pena apostar.
Palestrante Futurista Beia Carvalho
Dez dicas para alcançar seus objetivos em 2014 Sonhe – Veja, ouça e sinta como se já estivesse realizando. Esse é um poderoso mecanismo de realização. Os seus sentidos precisam experimentar antes o que você deseja, para acionar inconscientemente as conexões com as suas capacidades e o universo, que são os seus servos. Tudo está ligado, por isso precisamos comunicar o que desejamos. Reflita – Pense sobre o que lhe impede de conquistar o que deseja e quais são as possibilidades de realização. Pensamento negativo, pessimista, ou sensação desagradável são impedimentos internos – seus maiores sabotadores. Questione-se – Pergunte: “Por que eu quero isto? O que isso me proporciona de importante? O que me motiva?”. Questione seu desconforto e negatividade, reconheça de onde vem isso e se pergunte: “Como eu posso pensar e sentir para favorecer isso?” Tenha foco – Mantenha lembretes visuais, agende as ações necessárias para a realização junto com as demais responsabilidades do dia. Volte sempre a atenção para seu desejo. Realize atividades que estimulem as suas qualidades que contribuirão com a sua meta. Tenha determinação – Não deixe para depois! Coloque em ação o que está na cabeça, tenha atitudes determinantes para que as interferências externas, naturais da vida, sejam neutralizadas. Planeje-se – O poder da realização está também na capacidade de viver antecipadamente, prever as etapas, seus desafios e se preparar para a realização. Isso permite não sofrer com a ansiedade e as incertezas. Propicia estar confiante no momento presente, percebendo os efeitos de cada ação, o acesso a recursos e as atitudes que sustentam o caminhar forte até a realização. Aproveite feedbacks – Analise as observações das outras pessoas. Não interessa quem tem mais razão, e sim o quanto se pode ser e fazer o que é preciso para realizar o que se quer. Seja humilde, inteligente, flexível e aprenda de tudo. Esteja no Bem – Reconheça e cultive o bem em você, e seja grato por tudo isso. Pense positivamente e faça o bem onde quer que você esteja. As vibrações positivas atraem as oportunidades, facilitam os processos e o acesso às melhores capacidades para a concretização. Valorize-se – Pense quais são as boas características que possui, aproveite seus talentos para usar como ferramentas de realização. Seja flexível e veja o quanto é possível melhorar os pontos fracos. Passado e futuro – Avalie sinceramente o passado, aprenda com ele e construa um futuro muito mais feliz. Verifique como foram as realizações de cada área de sua vida no ano que passou, dando notas de zero a dez para elas: saúde, carreira, família, campo afetivo, espiritual, lazer, finanças e contribuição, por exemplo. Caso você não tenha realizado tanto quanto gostaria, avalie, aprenda com o seu passado e invista nas áreas mais deficitárias, pois o equilíbrio gera fluidez na vida e também auxilia na sua melhor energia.
Jornalista Miriam Gimenes
Foto: Andrea Iseki
Entrevistados: Beia Carvalho Palestrante Futurista e José Roberto de Paiva, assessor de educação financeira.
Empresas: Palestras da 5 Years From Now® e Olímpia Contábil.
Fonte: Roselake Leiros, coach e especialista em comportamento humano
Foto (última) por Egydio Zuanazzi.
O restaurante Abu Gosh, em Jerusalém, está dando 50% de desconto para seus clientes que desligarem seus celulares.
Por que? Porque o zum zum zum dos malditos está matando o astral (atmosphere) dos restaurantes. A coisa chegou a um ponto, que o desconto é mega considerável, levando-se em conta que os meus “brimos” não são muito afeitos a descontos: 50%! Astral não é algo que se compre no supermercado: quem tem sabe que tem que preservar, a qualquer custo!
Tocado pelo milionário árabe-israelita Jawdat Ibrahim, o restaurante tem o mesmo nome da vila onde está situado e é frequentado pelos locais. Ibrahim vem observando que, pouco a pouco, seus clientes vem falando cada vez menos entre si, desde que os smarphones viraram uma febre. Já teve até cliente que pediu para requentar o prato, devido aos intermináveis papos pendurados no celular. Agora, todo cliente que concordar em desligar seu celular terá 50% de desconto na conta. Apesar da pancada financeira na receita do restaurante, Ibrahim acredita no aumento da popularidade do lugar, no longo prazo.
Na contramão do Abu Ghosh está o projeto do Feedie, que encoraja seus frequentadores a postar fotos de sua comida para ajudar a levantar fundos para crianças famintas.
Este artigo foi livremente traduzido do originalmente escrito por Tracy Chong, para Springwise.
NOTAS: ABU GOSH: TripAdvisor: http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1765603-d2419236-Reviews-Abu_Gosh-Abu_Ghosh_Jerusalem_District.html
A matéria começa assim: “A Coca-Cola deixa de ser a marca mais valiosa do mundo.” Vejam só, e pela 1a. vez nesses 14 anos, em que o relatório Best Global Brands é divulgado pela Consultoria Interbrands.
Desde que fundei a 5 Years From Now®, o termo “Nova Era” é uma constante em tudo que faço, falo e escrevo. Para todos que me olham curiosos, é realmente um tema muito curioso. Para os que me olham duvidosos, o relatório não deixa dúvidas. Estamos em transição para uma Nova Era. Não um novo século, mas uma nova era. Ah, sim, e todo mundo que está vivo, nunca mudou de era. Nosso “guia” são as dicas do que ocorreu a cada vez que a humanidade mudou de era. Lembram-se das aulas de história e de arte: nenhum conceito de velhas eras passaram para as novas eras. Nem o conceito de Deus. Lembraram?
Vejam quanto pano pra manga este quadro nos oferece! A Coca-Cola é desbancada não por uma outra bebida, mas pelas gigantes de tecnologia. Apple valendo quase 100 bilhões de dólares, em 1o. lugar, com 37 anos de vida e Google em 2o. lugar, uma jovem de apenas 15 aninhos, que juntas expulsaram a vovozinha de 127 anos da raia vitoriosa.
E olha que esta senhora Coca-Cola não ficou moscando por aí, como muitas grandes marcas que conhecemos e que certamente não tomarão champanhe em 2020. O honroso 3o. lugar advém de uma marca que vem lutando, se reinventando e até se transparentando. Quem diria! Mas das 10 marcas mais valiosas, 6 são de tecnologia, sem colocar na conta a G.E.
Voltando a vaca fria. Se fôssemos recitar o quadro ficaria assim, do 1o. ao último lugar: tecnologia, tecnologia, bebida, tecnologia, energia-tecnologia-infraestrutura-capital, comida, tecnologia, tecnologia, automotivo.
Ah, sim, falando na Velha Era, aí está: a última colocada é uma montadora de automóveis. Reparem que não figuram as grandes automobilísticas representantes da Velha Era Industrial como Ford (1903), GM (1908), Chevrolet (1911), Chrysler (1925) ou Mercedes (1926). Mas sim a japonesa que introduziu o “Pensamento Toyota”, com suas inovadoras técnicas de gestão.
E com toda a inovação japonesa, a Apple é quase 3 vezes maior que a Toyota! E é hoje quase 18 vezes maior que quando estreou o ranking, há 14 anos, na 36a. posição!
Mas como diz o outro, só para “chutar cachorro morto” vamos ao maior crescimento de todo o ranking: Facebook com 43%! E o segundo maior crescimento é do Google, 34% em relação ao 2012.
Uma Nova Era tem novos conceitos, novos líderes, novos heróis, novas redes. Tem um novo jeito de ensinar e de aprender. E o passo em que as mudanças estão ocorrendo em tecnologia está cada vez mais rápido. E isso acelera e muda tudo. De novo. Agradeço ao PropMark pela publicação desse quadro, que deixou minha vida muito mais simples e a palestrante muito mais interessante, rs.
Palestrante futurista, única mulher a tratar
desses assuntos no mercado brasileiro.
Suas referências são fruto de um mar de
experiências, quevão desde a road-trip
São Paulo a New York, nos anos 1970,
a centenas de cidades em 30 países.
Em 2008 funda a 5 Years From Now®,
um espaço de reflexão sobre o futuro
dos negócios: aí, o celeiro de seus
poderosos temas de palestras.
Em 2014, dedica-se exclusivamente a
palestrar sobre conteúdos deste século
XXI: inovação, futuro e gerações. Temas
que estão dando um nó em nossas vidas!