A caminho do Tropicana, foi a primeira coisa que ouvi, da mulher ao meu lado na van que nos levava do Aeroporto para o hotel, em Las Vegas.
O pouco-quase-nada-que-eu-sei-e-vi de Las Vegas é assim: muitos mortos-vivos.
No Tropicana, construído em 1956, quando Las Vegas era igual àquela do filme do Warren Beatty, “Bugsy”, a decadência está por toda a parte. E olha que o hotel está longe de ser o lanterninha da degradação. Palcos imensos com um coitadinho cantando a qualquer hora do dia ou da noite. Um grupo de cinqüentões com um guarda-roupa antigo, maquiagem de quinta, pulando, dançando, dando a vida para parecer os atléticos jovens do passado. É de matar!