A PHEROMONE PARTY londrina veio direto de Los Angeles.
A promessa é que aqui você realmente encontra seu par perfeito. Dê só uma olhadinha nas regras: os convidados tem que dormir vestidos com uma camiseta de algodão limpinha por 3 noites seguidas para que seu cheiro impregne. Daí, é só colocar a T-shirt num daqueles ziplocs e trazer pra festa.
Assim que a festa começa, os convidados começam a dar uma fungadinha na camiseta de cada um até achar um cheiro que gostem. A ideia é que teu faro vai te guiar em direção ao cheiro de gente que você já é naturalmente atraído. A entrada custa £6, mais ou menos R$ 10,00 e foi ontem a partir das 19h.
Yxaiio pheromones®: energético
A primeira vez que ouvi falar em feronômios, foi quando meu amigo austríaco, Michael Wlazny, fundador do energético Yxaiio pheromones®, “o primeiro e único drink afrodisíaco no mundo”. Se você ainda não provou, vai adorar: a cor incrível, o apimentado, a lata. O resultados dos feronômios depois você me conta.
Voltando pra festa, ainda teve atrações paralelas com artistas convidados:
Odette Toilette, uma scent-lover que faz eventos com fragrâncias vai falou sobre Dirty Scents. Não sei como traduzir isso. A criativa, subversiva e controvertida perfumaria Etat Libre D’ Orange contou histórias sobre uma seleção de seus maravilhosos perfumes. O artista e ilustrator Novemto Komo vai criar ao vivo usando materiais que soltam odores e promete levar os sentidos a um frenesi. E por fim, todos receberão um fanzine com cheiro criado pela incrível Annexe Magazine.
Na hora pensei em 3 dos meus amigos feronômicos: Taís de Souza, da Tintin Vinhos. Alessandra Tucci, da Perfumaria Paralela e óbvio, Michael Wlazny, da Yxaiio.
Brooklyn, final de inverno, -3C, caminho por 15 minutos. Destino: Manhattan. Meio: metro.
Chego. Tô gelada. Entro na estação. Máquinas de tickets quebradas. Dois homens tentam consertar. Estou no guichê. Passagem pra Rua 14, plis. Não há trens para Manhattan. Como assim? Madam, não há trens para Manhattan. Não sabemos o que aconteceu. Não sabemos quando haverá. Ponto final. Volto pra rua na esperança de um taxi. Não vai rolar. São poucos e cheios. E muita concorrência. Polar, a esquina em que me encontro. Vento inimigo, cortante. Vejo 2 mulheres muito lindas se abraçando. É um adeus. Falam brasileiro. Cada uma vai para um lado. Interrompo a mais próxima. Onde é o melhor lugar pra se pegar um taxi por aqui? Vem comigo. Tem taxi-service na quadra da frente. Mais do que bonita, tem aquela luz que algumas pessoas tem. Fico fascinada. Ela é fotógrafa. Veio fazer curso. Já terminou faz 1 ano. Mas tá aqui, ficando, cavando. Me conta da festa indiana que abre a primavera. Foi ontem, no Queens. Jogam pó colorido, daquelas cores da India, vermelho, azul turquesa, roxo, rosa choque, para o alto, nas pessoas, em tudo. Uma euforia cromática. Meu taxi chega. Pergunto seu nome. Fernanda. Sou Beia. Ah, eu sabia que você era a Beia, desde que te vi na esquina. Eu sou amiga da Bruna Laruccia, que trabalhou com você – há 5 anos atrás. Como dizem os gringos:”What are the odds?”. Não sei. Lembro daquele matemático que calculava a probabilidade dos ganhadores da loteria da semana. Tem milhão de brasileiros em New York. Não importa, a gente se espanta. É intrigante.
Seria só isso, uma coincidência? Ah, a mente quer achar que aí tem mais.
Damos risada e nos abraçamos. Fazemos um selfie. Compartilhamos com a Bruna. Vou para um lado. Ela para o outro. É a mesma cena de 5 minutos atrás. Dia da marmota?*
Notas:
-Fernanda Lens, fotógrafa
-Bruna Laruccia, publicitária
-Comemoração de 60 anos
-*Groundhog Day (Feitiço do Tempo) foi dirigido por Harold Ramis, em 1993.
No filme, um egocêntrico homem do tempo da TV, encontra-se repetindo o mesmo dias várias vezes, durante a abertura do anual Dia da Marmota. Em 2006, Groundhog Day foi incluído no National Film Registry, sendo considerado “culturalmente, historicamente ou esteticamente significaste”.- Wikipedia
Meu artigo hoje no PropMark em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
Samanthas & Rachels
O que a linda e graciosa feiticeira Samantha, a bela adolescente androide Rachel, de Blade Runner, a mega inteligente e bem humorada Siri do iPhone e arrasadora robô Scarlett Johansson, do filme ELA têm em comum? Todas elas são absurdamente bonitas, perfeitas, poderosas – e irreais. São telas de projeção. E personalizam a suprema fantasia masculina de mulheres encantadoras, fortes e poderosas, e que desistiram de tudo por amor – a eles.
Samantha é uma bruxa de 3.000 anos, que abriu mão de sua independência e carreira para se realizar como esposa e dona de (uma linda) casa, nos arrumadinhos subúrbios americanos dos anos 60. Rachel é uma perfeição da engenharia genética, que desenvolve emoções humanas, que “enfeitiça” Deckard, seu par romântico, a ponto dele desistir de sua tarefa de matá-la para juntos fugirem para o norte, numa Los Angeles de 2019. Siri é uma palavra norueguesa que significa “linda mulher que te conduz à vitória”. Sabia?
Scarlett Johansson, que no filme ELA interessantemente se chama ‘Samantha’, nunca aparece na tela: ela é um inteligente e envolvente sistema operacional telefônico, que deixa o solitário escritor Theodore de quatro por sua voz sedutora, sua perspicácia, sensibilidade, acolhimento, sensualidade e sua arte. O filme ELA, também se passa em Los Angeles, um pouco mais no futuro, em 2030.
Para trazer esse “futurismo”, o visionário diretor Spike Jonze nos traz uma Los Angeles filmada na futurista Shangai dos arranha-céus. Longas passarelas elevadas, trens e ausência de carros, nos levam a crer que ELA realmente se passa no futuro. Mas duas coisas me fazem crer que o filme faz a crítica do presente.
A primeira, é que após o choque inicial de acompanhar a naturalidade do relacionamento amoroso entre o escritor e a robô, caímos em si que esta é a forma como nós já estamos lidando com todo esse mundo virtual que nos cerca!
A outra, é quando conhecemos Amy, a vizinha de Theodore, uma nerd que está desenvolvendo um game chamado “A Mãe Perfeita”. No jogo, a mãe perde milhares de pontos porque alimenta os filhos com açúcar refinado. Mas ela pode se redimir e ganhar pontos ao fazer suas mães rivais sentirem inveja de seus cupcakes. CUPCAKES! Dá um tempo! Quase tive um ataque ao ver retratado em 2030, as mesmas pressões que as mães enfrentaram e ainda enfrentam para fazer de tudo para ser a Mãe Perfeita.
Depois que me livrei de um acesso de ódio ao diretor, comecei a entender a presença, no filme, deste sufocante game da condição feminina. É um alerta geral! Se não tomarmos em nossas mãos femininas a tarefa de virar esse jogo, os 16 anos que nos separam do filme ELA vão voar. E, quando menos percebermos, BUM! Estaremos cara a cara com 2030, com as mesmas velhas e irreais expectativas em relação às mulheres e mães, que não trazem felicidade para nenhum dos lados envolvidos.
Dá pra fazer muita coisa, de hoje até lá, se pensarmos em novas possiblidades de criar e educar as nossas crianças. Em 2030, tenho a certeza que esses jovens estarão namorando de um jeito diferente e terão expectativas mais construtivas em relação aos diferentes sexos. Não gosto de pensar que essa é uma luta de mulheres. Penso que homens e mulheres, juntos, deveriam se unir para um mundo mais harmônico. Vamos nos magnetizar pela utopia de um mundo mais feliz – e não por um mundo de mulheres e mães perfeitas.
Há uma correlação entre o feminicídio – a violência fatal contra a mulher – e esses modelos da mulher perfeita perpetrados em nossa sociedade? Mulheres lindas, inteligentes, que completam seus homens como a Voz Robô de ELA, que compõe músicas ou tocam piano como Rachel, de Blade Runner? Acredito que sim. Porque as pesquisas mostram que os parceiros íntimos são os principais assassinos de mulheres, no Brasil. Somos a 7a. economia do mundo e o 7o. país que mais mata mulheres numa lista de 87 países! A cada 1 ½ hora acontece um feminicídio no Brasil.
A visão de Melinda Gates, Fundação Gates, sobre o futuro da mulher para 2030 é que “mulheres e meninas não encontrarão limites para as suas aspirações no futuro, não importa onde tenham nascido”. É uma poderosa visão, daquele tipo que emociona, envolve e empurra a gente a fazer valer. Em seu site Impatient Optimists (otimistas impacientes) há uma coleção de visões, ela dá essa cutucada: “Qual é a sua esperança para 2030? Compartilhe a sua aqui: www.myhope2030.com”.
Comecei comparando as feiticeiras-robóticas com modelos ilusórios e irreais da mulher contemporânea. Refletindo sobre todas elas durante os dias em que escrevi esse texto, um feliz insight me arrebatou. A ideia de que podemos, sim, aprender uma lição pra lá de importante e transformadora com elas. Todas tem emoções. Ao se humanizarem, elas evoluíram e conquistaram uma qualidade que nos distingue dos androides: o livre arbítrio. A Feiticeira Samantha quer ser a dona de casa e mulher do mortal publicitário Darrin Stephens; a Rachel quer aproveitar seus últimos anos da limitada vida de androide num grande romance com Harrison Ford; e a Samantha de ELA seduz e fala ao mesmo tempo com mais de 8000 homens. Rs.
É isso! Livre-arbítrio. Ser mulher não é cumprir uma lista de tarefas e tentar preencher expectativas de perfeição impossíveis de serem cumpridas. Livre-arbítrio é ser livre para determinarmos nossos próprios destinos, para almejarmos a possiblidade de um futuro melhor para homens e mulheres, crianças, filhos, vizinhos, sobrinhos, netos, amigos, clientes. E, muito brevemente, a felicidade de nossos próprios avatares. Ah, mas isso é conversa pra outro artigo.
Em 2030, teremos mais mulheres, mais cabelos brancos e uma maior diversidade étnica no mercado de trabalho. Esta mudança sugere que os líderes do futuro terão que mudar a sua cabecinha em relação às mulheres, à idade e à diversidade – ao mesmo tempo! Faltam apenas 15 anos e 265 dias para 2030.
Beia Carvalho é palestrante futurista da 5 Years From Now®, ex-publicitária.
2030: queremos outro futuro para as mulheres
Notas:
A Feiticeira (Bewitched), Sol Saks, 1964-1972.
Siri, assistente pessoal, adquirido pela Apple, 2008
Blader Runner (Caçador de Androides), Ridley Scott, 1986.
ELA (Her), Spike Jonze, 2013.
Pesquisa Deloitte: Women’s agenda, http://www.womensagenda.com.au
Melinda Gates: http://www.impatientoptimists.org
IPEA Feminicídios no Brasil, http://www.ipea.gov.br, 2013.
Um novo estudo traz esperança e encoraja adultos que de alguma forma negligenciaram a atividade física nas últimas décadas. Diz que tornar-se fisicamente ativo na meia idade, mesmo para alguém que tenha sido sedentário por anos a fio, reduz substancialmente a possibilidade de vir a adoecer seriamente ou ficar fisicamente incapacitado na aposentadoria.
O novo estudo é uma das inúmeras pesquisas dedicadas a examinar o envelhecimento bem sucedido (“successful aging”), um tópico com um considerável interesse científico, já que as populações dos Estados Unidos e da Europa (e no Brasil a partir de 2030), estão envelhecendo. E junto com elas, muitos cientistas. Em pesquisa, o termo “envelhecimento bem sucedido” significa muito mais que simplesmente estar vivo, o que é o requisito óbvio e básico. O envelhecimento bem sucedido envolve uma debilidade mínima após a idade de 65 anos, com pouca ou nenhuma séria doença crônica diagnosticada, depressão, declínio cognitivo ou problemas de locomoção que impediriam alguém de viver independentemente.
Estudos epidemiológicos detectaram que vários fatores já esperados contribuem para o envelhecimento bem sucedido. Nunca ter fumado, ter consumido álcool moderadamente e, por mais que seja injusto, ter dinheiro. Pessoas com mais recursos econômicos tendem a desenvolver menos problemas de saúde na meia idade, do que pessoas não tão bem de vida.
Mas ser fisicamente ativo durante a fase adulta é particularmente importante. Num estudo em grande escala publicado no ano passado, com mais de 12.000 homens australianos entre 65 e 83 anos, aqueles que praticavam exercícios por mais ou menos 30 minutos, 5 vezes por semana, estavam muito mais saudáveis e menos suscetíveis a morrer 11 anos após o início do estudo, que aqueles que eram sedentários. Mesmo quando os pesquisadores ajustaram os hábitos de fumar, educação, índice de massa corpórea e outras variáveis.
Outro estudo da University College London em conjunto com outras instituições pesquisou e observou de perto os hábitos de milhares de cidadãos ingleses, sobre como eles comiam, se exercitavam, se sentiam e de modo geral, como viviam, por décadas. Para o estudo, os cientistas isolaram 3.454 respondentes saudáveis, homens e mulheres entre 55 e 73 anos que informaram seus hábitos durante 8 anos.
Os pesquisadores dividiram os respondentes entre fisicamente ativos e não ativos. Por “ativo” o generoso estudo entendia que 1 hora por semana de atividades moderadas ou vigorosas bastavam. Dançar, lavar o carro, caminhar, cuidar do jardim 1 vez por semana já qualificava como “ativo”.
Oito anos depois que o estudo começou, o resultado mostrou que os respondentes que tinham sido e continuaram a ser fisicamente ativos, envelheceram melhor, com menor incidência das doenças crônicas, perda de memória ou incapacidade física. Mas a grande notícia é que aqueles que eram sedentários e começaram a se tornar ativos apenas na meia idade, também envelheceram com sucesso. Os exercícios na meia idade tiveram o efeito de reduzir em 7 vezes o risco de se tornarem doentes ou inválidos após 8 anos, comparados com aqueles que se conservaram ou se tornaram sedentários. Mesmo levando em conta o tabagismo e outros fatores.
Esses resultados reafirmam tanto a ciência como o senso comum. Os pesquisadores concluíram que “a redução da mortalidade associada ao aumento da atividade física foi similar àquela associada com o parar de fumar.”
Mas neste estudo, os voluntários não simplesmente viveram mais; eles viveram melhor que seus pares não ativos fisicamente, o que não deixa nenhum argumento para nós vivendo nossa meia idade. “Construa atividade no seu dia-a-dia. Ou, em termos concretos, se você ainda não dança, dance, lave seu carro e se seus talentos lhe permitem (os meus não), combine os dois, diz o Dr. Hamer.
NOTAS:
1. Neste mês de março completo 60 anos. Faço Pilates 2 vezes por semana há 10 anos. Torço para estar encaixada nos estudos!
2. Original: Exercise to Age Well, Whatever Your Age, escrito por Gretchen Reynolds, janeiro 29, 2014. http://mobile.nytimes.com/blogs/well/2014/01/29/exercise-to-age-well-regardless-of-age/?smid=tw-nytimes
3. Imagem: ON FEINGERSH/GETTY IMAGES
Ah, tem! Tem desde os luxuosos tomates San Marzano, os melhores pra se fazer o verdadeiro molho de tomate italiano, até coberturas para bruschetta feitas em casa, por vovós italianas. E mais uma variedade de molhos, azeites, azeitonas, mel, alcaparras e todas as delícias.
Por que acreditar nisso? Porque o sindicato Coldiretti dos fazendeiros italianos, com mais de 1 milhão de famílias agricultoras, se uniu numa campanha contra produtos italianos falsos e a favor da genuína comida italiana. Apoiados pela Campagna Amica, que promove a agricultura local e também pelo Made In Italy e o Italian Trade Agency (http://www.italtrade.com/about/about_us.htm), o objetivo é oferecer uma comida eco-friendly produzida por pequenos agricultores.
Campagna Amica é dona de várias lojas e mercados de agricultores na Itália e acaba de abrir sua 1a. loja em Londres, em Stroud Green, onde existe uma grande comunidade italiana de expatriados.
E daí, você me pergunta?
E daí que eu li tudo isso e fiquei pensando se o Brasil fizesse mesma coisa com o nosso café, com a nossa cachaça e por aí vai.
Mas, tem que TRABALHAR, RALAR, SE ORGANIZAR. Daí, dá! Brasiiiiiillllll!!!!
Ah, e brasileiro expatriado é o que não falta, não é?
Palestrante Beia Carvalho abre o ano na Revista Dia-a-Dia
Olha só, não é demais? Começamos o ano com 4 páginas na revista Dia-a-Dia, encartada no Diário do Grande ABC. Isso é que é “Feliz Ano Novo!”.
A matéria completa está aqui:
“A melhor maneira de prever o futuro é construí-lo”. A máxima proferida pelo pai da administração moderna, Peter Drucker, tira a ideia passiva de que o que está por vir é de responsabilidade divina. A própria Bíblia, em pelo menos três passagens, atribui aos seres humanos o tal do livre-arbítrio, que consiste em escrever o próprio destino de acordo com suas escolhas. Então, chega de protelações: é hora de deixar de se preocupar apenas com o presente, começar a traçar metas e fazer o devido planejamento para alcançá-las – tanto na vida pessoal quanto na profissional. A palavra de ordem é futurar. Afinal, como bem disse a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Eleanor Roosevelt?, “o futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos”.
Especialista no assunto, a coach Beia Carvalho, presidente da Five Years From Now, instrui empresários de pequenas e médias empresas a pensar no sentido do termo ‘futurar’. “Quando você faz isso, olha para o futuro com bons olhos. Você tem a oportunidade de estar em um lugar onde nada existe, nada está pronto, então nada é impossível.” Segundo ela, a humanidade costuma preocupar-se muito apenas com o presente – inclusive os brasileiros – e, por isso, todo mundo pensa igual, o que inviabiliza a possibilidade de grandes ideias.
Estamos em uma transição de era, acrescenta a especialista, e quem não tiver a consciência de que, para o próximo período, é preciso inovar vai ser atropelado por quem o faz, em qualquer setor da vida. E não precisa pensar tão longe: como o próprio nome de sua empresa diz, ela aconselha a traçar objetivos para, no máximo, cinco anos. “Perto o bastante para você imaginar e longe o bastante para você sonhar.”
No livro Carta ao Pequeno Empreendedor, o autor Edson Massola Jr. diz que a maior vantagem do planejamento é que você ‘assina’ um compromisso. “É a etapa inicial de qualquer projeto (pessoal ou profissional) e é tão importante que pode definir o seu sucesso ou, infelizmente, seu fracasso. Por esse motivo, ao confeccioná-lo, seja disciplinado e metódico. Quanto maior o nível de detalhes, maior será a probabilidade de acerto.”
Com os planos visualizados, como saber, então, se está no caminho certo? “Se for muito sofrido, você não está no caminho certo”, alerta Beia. Quando se pensa na história de uma pessoa física, o período de cinco anos é suficiente para muitos acontecimentos e imprevistos. “Este fulano pode casar, ter filhos, mudar de emprego… Existem inúmeras possibilidades. Uma moça de 25, que acabou de sair da faculdade, se quiser ser diretora de uma empresa aos 30 anos, por exemplo, não conseguirá planejar facilmente uma maternidade. Ela precisará ter foco”, explica a coach.
Mas e se o emprego é o problema e ela não sabe o que fazer? Neste caso, é importante saber onde está a crise e mudar. Empreender pode ser uma opção. Estudo feito pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) aponta que 48% dos empreendedores abriram a empresa sem qualquer experiência. Isso não quer dizer, no entanto, que estes empresários que resolveram arriscar estão fadados ao fracasso.
“Pela minha experiência, por mais que você saiba empreender, sempre será uma caixa preta. Sempre haverá o que aprender ou um tombo a levar. Mas, se não arriscar, você nunca vai saber”, desafia Beia. Agora é a hora, portanto, de fazer um balanço de sua conduta para ver o que pode ser feito de diferente. Afinal, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Futurar é Preciso.
A RODA DA VIDA
O contador e assessor na área de educação financeira José Roberto Xavier de Paiva, da Olímpia Contábil, diz que para realizar objetivos – e ver a profissão ou empresa prosperar – é essencial ter equilíbrio em todos os setores da vida. Para isso, usa o diagrama chamado Roda da Vida – que compreende dez áreas – a fim de medir a organização da rotina de seus clientes. “Por trás de cada empresa, há uma pessoa, um profissional, um pai ou mãe de família, um jovem empreendedor. Portanto, se esta pessoa está equilibrada emocional, psicológica e espiritualmente, suas decisões e escolhas serão mais acertadas. Assim, haverá probabilidade maior de êxito em seus empreendimentos pessoais e empresariais.”
Entre os setores analisados estão: saúde e condição física, lazer, relacionamentos e amigos, romance e relação íntima, família, emocional, espiritual, intelectual, profissional, financeiro e dinheiro. “Para que a pessoa tenha saúde integral, é preciso que ela esteja bem em cada uma destas áreas. Todas elas influenciam e são influenciadas entre si.”
Traçada a roda da vida pessoal, analisa-se a profissional (vendas, compras, recursos humanos, administração, finanças, marketing e relacionamento com cliente, produção, operacional, jurídica, pesquisa e desenvolvimento) e, então, são definidos os caminhos para fazer diferente.
Se as finanças não estão equilibradas, por exemplo, Paiva sugere fazer um planejamento por escrito. “Esse documento deve envolver todos em casa ou na empresa. Nas famílias, não importa a idade, como é uma questão de educação, de hábito, que se transforma depois em um padrão de comportamento, crianças e jovens devem participar deste momento.” Para estimular os pequenos, ele sugere a oferta de papel e lápis coloridos para que desenhem, recortem e colem seus objetivos em um lugar à vista. Depois, é só ajudá-los a verificar quanto custará para atender a essas demandas e quanto terão de poupar para chegar a este fim.
A boa notícia é que a fórmula para solucionar este tipo de imbróglio é simples: não gaste mais do que ganha, não gaste tudo o que ganha e jamais gaste antes de ganhar, independentemente do montante que entra em sua conta ao fim do mês. “A necessidade e os benefícios do planejamento são os mesmos tanto para o micro quanto para o grande empresário. A diferença é que o pequeno pode ter uma agilidade para se readequar a uma situação nova – e, portanto, não prevista – que o grande muitas vezes não tem.” Assim como sugere Beia, Paiva considera que definir prazos é fundamental para trabalhar a paciência, persistência, disciplina, perseverança e motivação.
RECONHECER A CRISE
A sociedade atual é consumista. Segundo Paiva, isso faz com que o imediatismo seja utilizado como instrumento de dominação e poder. “Como as famílias não vão ter os recursos financeiros necessários para adquirir à vista estes produtos e serviços, há uma oferta de crédito e muita propaganda para todos comprarem. Se isso não acontecer, a roda da indústria para e assim tem-se o desemprego.” É por essa razão que o grau de endividamento das famílias está crescendo a cada ano, o que leva muitas pessoas e empresas à falência. Beia diz que, nestes momentos, o melhor a ser feito é admitir o problema e pensar nas possibilidades de eliminá-lo. “Renegar é um passo para cair no buraco”, alerta.
Existem outros obstáculos que podem parecer inofensivos, mas ajudam, e muito, a intensificar problemas futuros. Um deles é o conflito de gerações: “Ninguém sabe lidar com as diferenças, seja dentro de casa, com os filhos, ou na empresa. Todos reclamam da geração Y (15 a 33 anos), por exemplo, mas ninguém sabe usar suas potencialidades”, diz Beia.
Esta faixa etária, que representa 47% da população brasileira, é caracterizada por ter autoestima elevada, conceber o mundo em redes e realizar multitarefas. “Cada uma dessas gerações tem uma relação com o trabalho, com o lazer e com a autoridade. Temos de lembrar que os últimos cases de sucesso foram criados pela geração Y, como o (Mark) Zuckerberg (que criou o Facebook) e o Google (fundado por Larry Page). Eles têm muito a oferecer.”
Saber cultivar e melhorar as relações também pode ser uma das metas para fazer um futuro melhor. Enfim, lembre-se deste trinômio para 2014: autoconfiança, paixão e ousadia. “(A mudança) vai exigir muita vontade, disciplina e esforço. Conhecer-se mais e melhor é tomar a vida nas próprias mãos. Não devemos ficar à mercê do que escolhem para a gente”, finaliza Paiva. Deixar a vida levar pode ser muito arriscado. E não vale a pena apostar.
Palestrante Futurista Beia Carvalho
Dez dicas para alcançar seus objetivos em 2014 Sonhe – Veja, ouça e sinta como se já estivesse realizando. Esse é um poderoso mecanismo de realização. Os seus sentidos precisam experimentar antes o que você deseja, para acionar inconscientemente as conexões com as suas capacidades e o universo, que são os seus servos. Tudo está ligado, por isso precisamos comunicar o que desejamos. Reflita – Pense sobre o que lhe impede de conquistar o que deseja e quais são as possibilidades de realização. Pensamento negativo, pessimista, ou sensação desagradável são impedimentos internos – seus maiores sabotadores. Questione-se – Pergunte: “Por que eu quero isto? O que isso me proporciona de importante? O que me motiva?”. Questione seu desconforto e negatividade, reconheça de onde vem isso e se pergunte: “Como eu posso pensar e sentir para favorecer isso?” Tenha foco – Mantenha lembretes visuais, agende as ações necessárias para a realização junto com as demais responsabilidades do dia. Volte sempre a atenção para seu desejo. Realize atividades que estimulem as suas qualidades que contribuirão com a sua meta. Tenha determinação – Não deixe para depois! Coloque em ação o que está na cabeça, tenha atitudes determinantes para que as interferências externas, naturais da vida, sejam neutralizadas. Planeje-se – O poder da realização está também na capacidade de viver antecipadamente, prever as etapas, seus desafios e se preparar para a realização. Isso permite não sofrer com a ansiedade e as incertezas. Propicia estar confiante no momento presente, percebendo os efeitos de cada ação, o acesso a recursos e as atitudes que sustentam o caminhar forte até a realização. Aproveite feedbacks – Analise as observações das outras pessoas. Não interessa quem tem mais razão, e sim o quanto se pode ser e fazer o que é preciso para realizar o que se quer. Seja humilde, inteligente, flexível e aprenda de tudo. Esteja no Bem – Reconheça e cultive o bem em você, e seja grato por tudo isso. Pense positivamente e faça o bem onde quer que você esteja. As vibrações positivas atraem as oportunidades, facilitam os processos e o acesso às melhores capacidades para a concretização. Valorize-se – Pense quais são as boas características que possui, aproveite seus talentos para usar como ferramentas de realização. Seja flexível e veja o quanto é possível melhorar os pontos fracos. Passado e futuro – Avalie sinceramente o passado, aprenda com ele e construa um futuro muito mais feliz. Verifique como foram as realizações de cada área de sua vida no ano que passou, dando notas de zero a dez para elas: saúde, carreira, família, campo afetivo, espiritual, lazer, finanças e contribuição, por exemplo. Caso você não tenha realizado tanto quanto gostaria, avalie, aprenda com o seu passado e invista nas áreas mais deficitárias, pois o equilíbrio gera fluidez na vida e também auxilia na sua melhor energia.
Jornalista Miriam Gimenes
Foto: Andrea Iseki
Entrevistados: Beia Carvalho Palestrante Futurista e José Roberto de Paiva, assessor de educação financeira.
Empresas: Palestras da 5 Years From Now® e Olímpia Contábil.
Fonte: Roselake Leiros, coach e especialista em comportamento humano
Foto (última) por Egydio Zuanazzi.
Somos Menos Inteligentes que as Chaves – Smart Keys
(Artigo original publicado por Micah Singleton, 30DEZ2013, no Techliciouse republicado por TIME, ontem 02JAN2014. Livremente traduzido por 5 YEARS FROM NOW®)
Daqui 5 Anos
Com a velocidade da inovação na indústria de tecnologia, fica difícil saber quais produtos farão parte do nosso dia-a-dia nos próximos 5 anos. Mas podemos, prever aqueles que não durarão. Com os smartphones tomando o lugar de câmeras baratas e obsoletas e Netflix dando um banho no mercado de DVD e Blu-ray, fica claro que o cenário tecnológico será dramaticamente diferente no futuro próximo.
Aqui estão 5 produtos que profetizamos estarão mortinhos da silva na segunda metade desta década.
1 Blu-ray/DVD players
Netflix, Netflix, Netflix. É incrível pensar que a morte de Blu-rays e DVDs (e Blockbuster) é responsabilidade de uma única empresa! Houve outras empresas nesta virada cultural para os streaming movies, mas Netflix é o iTunes dos filmes sob demanda. Engraçado, sim, porque o iTunes também aluga filmes.
Por alguns anos, para assistir filmes, os aparelhos de Blu-ray já foram o crème de la crème, mas 2013 deve ser o último ano de crescimento para este mercado. Com a crescente facilidade de uso, acessibilidade e qualidade do Netflix (4K streaming nos próximos anos), sem mencionar outros concorrentes que poderão surgir e encantar os usuários, os Blu-ray estão fadados a se tornar as mais novas peças de coleção ao lado dos VHSs.
2 GPS para Carros
Daqui pouco mais de 6 anos, mais de 1.3 bilhões de iPhone e Android smartphones terão sido vendidos no mundo e todos eles tem acesso a software de mapeamento. Combine isso com a crescente propagação de sistemas de GPS que já vem instalados de fábrica nos carros, e a morte deste produto tão bem sucediod no início e final dos anos 2000 está selada. Desde que o smartphones começaram a oferecer GPS em2008, as vendas dos GPS (stand-alone GPS units) para veículos caíram de 15 a 20% por ano.
Ao custo de US$75-US$350, as unidades GPS para carros dos fabricantes Garmin e TomTom já estão se tornando inviáveis (mas estas empresas ainda fazem sucesso com unidades de GPS para barcos e outras atividades outdoor), e certamente serão varridas do mercado daqui 5 anos. Com a qualidade das baterias permitindo mais tempo de uso nos smartphones e com a renovação da frota para os novos carros já com sistemas GPS, brevemente não haverá possibilidade de vida para o aparelho de GPS.
3 Internet Discada
É, Internet Discada ainda existe e as pessoas ainda a usam, não só no 3o. mundo. Na verdade, 3% dos americanos, ou seja 9 milhões de pessoas (a população de New Jersey) ainda a usam. Atualmente apenas 65% dos americanos tem banda larga. Graças à necessidade de acesso à Internet e a novas alternativas de conexão cada vez mais rápidas, a sobrevivência da Internet discada está com os dias contados.
As empresas de Internet estão expandindo a passos largos, para servir a populações que demandam por velocidades de banda larga. Essas expansões continuarão a crescer nos próximos 5 anos, em parte graças ao FCC’s Connect America Fund, que tem por objetivo levar a banda larga a 7 milhões de americanos, que hoje não tem esse acesso. A combinação com a expansão das empresas de TV a cabo com as novas alternativas como Internet por satélite (que hoje atinge a velocidade de 15Mbps), a Internet discada será extinta nos próximos 5 anos.
4 Câmeras Digitais Vagabundas
Temos que agradecer à Apple por esta! O lançamento do iPhone 4, em 2010, mudou o jogo das câmeras em celulares e forçou a indústria mobile a acelerar a qualidade das câmeras tão drasticamente que deixou o mercado de câmeras abaixo de US$200 obsoleto. Ainda há consumidores que preferem estas câmeras a de seus smartphones, mas no passo que a tecnologia mobile avança, falta pouco para que o que falta nas câmeras dos celulares seja passado.
Daqui 5 anos, fabricantes de câmeras como Nikon, Canon e Sony deixarão de fabricar estas câmeras mais simples, que estarão integradas aos smartphones e se concentrarão no mercado mais top (mid- and high-end market).
5 Chave de Carros
Uma das menos discutidas mas mais rápida mudança que vai rolar em pouquíssimo anos é a redução das chaves físicas dos carros e a implantação das chaves-inteligentes (smart Keys) nos novos veículos. Surpreendentemente, esta grande mudança das chaves físicas aconteceu sem muito alarde por parte dos consumidores. Com benefícios como abrir as portas e ligar o motor sem tirá-las do bolso, keyless, e armazenar preferências do motorista, os consumidores destes novos veículos estão curtindo muito os benefícios do novo sistema inteligente (ainda que muitos acabam trancados do lado de fora se seus carros se saírem do veículo enquanto o carro está esquentando o motor).
Mas tão rápido quanto as chaves inteligentes chegaram ao mercado, devem perder lugar para os próprios smartphones, que as substituirão. Com aplicativos como OnStar RemoteLink que é oferecido pela Chevrolet, que deixa você destravar e ligar o carro com um app, o futuro das chaves dos carros está mesmo numa App Store. Se vamos ficar com as chaves inteligentes ou se mudaremos para algo mais inovador nos próximos 5 anos, pode ter a certeza que as chaves físicas que usamos por amis de 70 anos serão mais uma daquelas coisas do passado.
É, conseguimos!!!
Em 5 anos, 40 empresas atendidas e mais de 500 profissionais em workshops. Nas quase 50 palestras, milhares! Bóra FUTURAR! Bóra PALESTRAR para milhares! Feliz 2019! Obrigada a todos os clientes, amigos, monitores, prospects, fãs, fornecedores, amigos dos amigos e plateias de minhas palestras. Em 2014, dedicação total aos 5 temas de palestras: FUTURO, INOVAÇÃO, GERAÇÕES, SE LIGA e MKT PESSOAL.
Presente de aniversário: linda matéria no Propmark!
O restaurante Abu Gosh, em Jerusalém, está dando 50% de desconto para seus clientes que desligarem seus celulares.
Por que? Porque o zum zum zum dos malditos está matando o astral (atmosphere) dos restaurantes. A coisa chegou a um ponto, que o desconto é mega considerável, levando-se em conta que os meus “brimos” não são muito afeitos a descontos: 50%! Astral não é algo que se compre no supermercado: quem tem sabe que tem que preservar, a qualquer custo!
Tocado pelo milionário árabe-israelita Jawdat Ibrahim, o restaurante tem o mesmo nome da vila onde está situado e é frequentado pelos locais. Ibrahim vem observando que, pouco a pouco, seus clientes vem falando cada vez menos entre si, desde que os smarphones viraram uma febre. Já teve até cliente que pediu para requentar o prato, devido aos intermináveis papos pendurados no celular. Agora, todo cliente que concordar em desligar seu celular terá 50% de desconto na conta. Apesar da pancada financeira na receita do restaurante, Ibrahim acredita no aumento da popularidade do lugar, no longo prazo.
Na contramão do Abu Ghosh está o projeto do Feedie, que encoraja seus frequentadores a postar fotos de sua comida para ajudar a levantar fundos para crianças famintas.
Este artigo foi livremente traduzido do originalmente escrito por Tracy Chong, para Springwise.
NOTAS: ABU GOSH: TripAdvisor: http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1765603-d2419236-Reviews-Abu_Gosh-Abu_Ghosh_Jerusalem_District.html
Palestrante futurista, única mulher a tratar
desses assuntos no mercado brasileiro.
Suas referências são fruto de um mar de
experiências, quevão desde a road-trip
São Paulo a New York, nos anos 1970,
a centenas de cidades em 30 países.
Em 2008 funda a 5 Years From Now®,
um espaço de reflexão sobre o futuro
dos negócios: aí, o celeiro de seus
poderosos temas de palestras.
Em 2014, dedica-se exclusivamente a
palestrar sobre conteúdos deste século
XXI: inovação, futuro e gerações. Temas
que estão dando um nó em nossas vidas!