Cultura e Educação


5
Jun 16

Sonho? Fones de ouvido que traduzem simultaneamente em outras línguas.

Dê uma olhada no vídeo. Mesmo sem tradução, rs, acho que dá pra entender como funciona.

Os melhores apps surgem assim: resolvem um problemão pessoal, que na real é um problema de muita gente ao redor do mundo. Com muita simplicidade e no caso de produtos, com design e conforto.

Fones de ouvido que traduzem

Fones de ouvido que traduzem

O ‘Pilot’ é um fone de ouvido especial e inteligente, que traduz simultaneamente para outras línguas, possibilitando conversas de verdade sem as barreiras das línguas. Uma convergência entre a tecnologia vestível e uma máquina de tradução de línguas.

Menos de 3% dos brasileiros são fluentes na língua dos habitantes da Nova Era.

Pra nós brasileiros, a notícia é pra lá de boa. Somos péssimos no aprendizado da língua da Nova Era. A língua que comanda os negócios no mundo todo. De acordo com o EF Education First, nosso domínio do inglês é ridículo! Estamos na 41ª colocação de um ranking de 70 países! No topo estão: Suécia, Holanda e Dinamarca. O Brasil está atrás do Peru, Equador, México e Chile. Sacou?

No site deles ,você pode ver o ranking completo e a colocação de “baixa proficiência”, do Brasil. Há mais de um ano, assisti a uma entrevista na TV, de um empresário sírio que imigrou para o Brasil, e estava estupefato de não encontrar empresários brasileiros que falavam em inglês! Não compreendia como poderiam fazer negócio num mundo globalizado sem dominar a língua dos negócios. Explica alguma coisa? (!) waverly-labs-pilot-earpiece-translator-wearable-designboom-03-818x409 O fundador da Waverly Labs, Andrew Ochoa, começou seu projeto baseado numa premissa básica: necessidade! Ele falava inglês e não conseguia se comunicar com sua namorada francesa. Se sentir perdido em traduções já aconteceu a todo mundo que viajou. O ‘pilot’ já vem em par e se conecta com um aplicativo do celular, que alterna entre línguas. Mas mais pessoas podem entrar na conversa. É só plugar o Pilot.

Indiegogo: reservas de Pilots.

Indiegogo: reservas de Pilots.

Inicialmente, este fone de ouvido inteligente vai falar latim, francês, inglês, alemão, holandês e o sueco, as línguas germânicas. E depois outras línguas, como as eslavas, hindi e asiáticas. A empresa Waverly Labs já está recebendo as encomendas antecipadas via Indiegogo e planeja começar a despachar a partir de 2017.

Notas:

1. As informações sobre o Pilot, foram livremente traduzidas do site Design Boom http://www.designboom.com

2. Waverly Labs criou o Pilot, fones de ouvido que traduzem simultaneamente em outras línguas, para conversar sem as barreiras de línguas. Site do Pilot: http://www.waverlylabs.com

3. Compras pelo site Indiegogo: https://www.indiegogo.com/projects/meet-the-pilot-smart-earpiece-language-translator–2#

4. Reportagem da Revista Você S/A: http://vocesa.uol.com.br/noticias/carreira/por-que-ainda-nao-somos-fluentes-em-ingles.phtml#.V1NPKpMrLTs


1
Jun 16

Minha Entrevista sobre Inovação na RH Mag, Lisboa

Twizy, uma inovação adorável!

Twizy, uma inovação adorável!

Fui entrevistada por Cristina Barros, sócia da revista RH Magazine e idealizadora do Forum RH, no qual palestrei no mês passado, em sua 22ª edição. Foram dias incríveis na capital portuguesa e o evento, um show à parte. Neste post um pouco de tudo: a entrevista completa, um clipe da palestra e algumas fotos lisboetas. Tudo muito giro, como diriam eles.

Edição #104 da RHmagazine (maio/2016)

Edição #104 da RHmagazine (maio/2016)

BEIA CARVALHO, palestrante futurista

A 1ª figura feminina a falar sobre inovação no mercado brasileiro

Conte-nos um pouco da sua história profissional. Era publicitária e decidiu mudar de vida … porquê?
Na realidade, esta não foi a primeira mudança que fiz. Comecei a minha vida profissional muito jovem como professora de inglês. Depois de me formar em publicidade, abri uma loja que comercializava Bric-a-Brac (o cotidiano antigo) e nas minhas viagens de “garimpo” pela Europa. Estive muitas vezes em Lisboa e no Porto, a comprar antiguidades, nos primeiros anos de 1980. No final dos anos 80, entrei no mercado publicitário e construí uma carreira na área de “planejamento”. No início dos anos 1990 voltei a empreender como sócia da Agência Grottera, que 10 anos mais tarde vendemos para a multinacional TBWA – de quem fui sócia por mais 5 anos. Desde esse tempo, restam inúmeros “aprendizados” e 4 Leões em Cannes, como “planejadora”. Em 2007, vendi a minha parte na sociedade e abri a consultoria de negócios 5 Years From Now®, para que os empresários pudessem parar e refletir sobre o futuro de suas empresas dali a 5 anos. Ousada, heterodoxa, com sucesso de cases e fracasso de “bilheteria”. Foram esses os meus clientes, ao longo de 5 anos, que me incentivaram a criar um a um, os atuais temas das minhas palestras. A grande “virada” para abandonar a consultoria e me dedicar totalmente à vida de palestrante, veio no dia em que palestrei para uma plateia de 1.000 pessoas. Ali descobri que eu queria aquele palco.

As temáticas das suas palestras são sobre o futuro e em particular sobre o futuro do trabalho. Porquê esta temática?
A temática do futuro do trabalho foi o meu primeiro tema, encomendado em 2009 por um cliente, para que eu falasse sobre a geração Y. Ao criar a
palestra percebi que o tema era muito mais rico. Pela 1ª vez tínhamos 5
gerações simultaneamente no mercado de trabalho, e sim, a Geração Y era o X da questão. Esse tema é até hoje, junto com o tema da inovação, os meus “carros-chefes”.

Bacalhau, almoço no dia da palestra, no próprio Estádio da Luz, Lisboa.

Bacalhau, almoço no dia da palestra, no próprio Estádio da Luz, Lisboa.

A palestra que nos traz a Lisboa chama-se Inovar ou Morrer. Acha mesmo que o futuro das empresas passa pela inovação?
Piamente! Como eu sempre digo, é cruel, mas quase nada mais resta às estratégias de micros, pequenas, médias e grandes empresas senão compreender, o mais rápido possível, as mudanças significativas, que aurora de uma nova era nos acena. É assim, que mais rapidamente beneficiarão das vantagens competitivas que a inovação e a tecnologia aportam para os negócios vencedores desta nova era.

Compreender que estamos todos vivendo uma era onde as mudanças deixaram de ser lineares para serem exponenciais é imperativo! E, internalizar o conceito de exponencialidade não é uma coisa fácil para nós, humanos. Ao compreender que o mundo hoje muda por saltos, e que a inovação nos faz saltar, fica claro que a solução para estarmos minimamente em compasso com esta nova era da cognição é a através da catapulta que a inovação nos oferece.

Comemoração após a Palestra, na Bica do Sapato

Comemoração após a Palestra, na Bica do Sapato

E os colaboradores das empresas, devem inovar ou é só para as entidades nas quais trabalham? Em que é que podem inovar?E os colaboradores das empresas, devem inovar ou é só para as entidades nas quais trabalham? Em que é que podem inovar?
Inovar está no âmbito estratégico. Quer você queira inovar como indivíduo, como executivo, como cidadão de um país, do mundo, ou inovar na sua empresa. Quando a cúpula da corporação crê que a inovação é a catapulta para os negócios vencedores desta nova era, ela desenha um projeto de longo prazo, que infete todos os níveis da empresa, já no curto prazo. Não há mágica. A inovação não está à venda nas prateleiras do supermercado. Há investimento de energia, tempo e dinheiro em algo que, sim, pode dar errado. E quem gosta de investir tanto em algo que pode dar errado? Mas estamos a caminhar para uma etapa da evolução onde você inova ou morre. A inovação começa dentro de você e, se o campo ao seu redor for fértil, ela infecta rapidamente o ambiente. Contrariamente, em ambientes áridos, ela é reprimida, abafada, subjugada, sufocada, e morre.

Também tem refletido sobre o facto de haver 5 gerações de pessoas a trabalhar em conjunto atualmente nas empresas. Que implicações é que acha que isso tem para as pessoas e para as organizações?
Quanto mais rapidamente as gerações – que ainda hoje estão no poder – entenderem que estão diante das primeiras gerações não-lineares e o que isso significa e pode agregar aos negócios, mais cedo colherão as benesses diversidade. No entanto, o que mais se vê é a dedicação empresarial em criticar energicamente esses jovens, com grosseiras comparações com suas próprias (“superiores”) gerações.

O que devem fazer as empresas para permitir essa convivência e que daí resulte mais produtividade?
Trocar de fato, e na prática do dia a dia, o verbo ‘mandar’ pelo verbo ‘engajar’ traz resultados positivos e impensáveis, a curto prazo.

Outro dos seus temas de reflexão é a famosa geração Y que supostamente é muito diferente no que diz respeito ao trabalho do que a anterior. Será mesmo? E que consequências tem isso?
Como eu sempre digo: não nos iludamos. Esta não é apenas mais uma rusga de gerações. É a mais abissal! A solução não é nós contra eles. A polarização leva à improdutividade. Interessa-nos a união. Quando damos passos e nos unimos às gerações mais jovens Y e Z, todos ganhamos! O primeiro passo, todo mundo sabe, mas poucos dão: conhecer, fuçar, “googar”. Esbravejar com os “impacientes e insubordinados” não vai mudar nada, mas pode piorar, e muito.

Para acabar, conhece o mercado do trabalho português? Acha que temos muitas semelhanças ou poucas com os brasileiros?
Num mundo globalizado as gerações têm os mesmos comportamentos, pois a geração é o resultado de experiências com a era que se vive. Neste sentido, apesar de fazer 30 anos que não visito Portugal, no que diz respeito à Geração Y, a grande diferença entre jovens portugueses e brasileiros está na quantidade. Mais de 50% da mão de obra empregada no Brasil é desta geração. Enquanto as cifras nos mostram não só uma queda de nascimentos em Portugal, como um grande êxodo nesta faixa nascida entre 1977 e 1997. Ainda somos um país de jovens. A nossa pirâmide populacional só será invertida em 2030. O percentual brasileiro de jovens no mercado de trabalho hoje, só será alcançado nos EUA, em 2020 (pew research).

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa. Lisboa, maio2016

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa. Lisboa, maio2016

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa

Beia Carvalho entrevistada pela RH Magazine, matéria de capa

Quer deixar uma mensagem aos DRH portugueses?
Vou deixar uma mensagem de futurista, citando Guy Mc Pherson, expert em aquecimento global: “Suspeito que, se vivermos até os 100 anos, e talvez todos nós cheguemos lá, quando olharmos para trás, para a nossa vida, nos lembraremos apenas de alguns poucos momentos. Então, vamos criar esses
fantásticos momentos, cheios de alegria. Vamos estar aqui e agora com aqueles que nos são próximos. Vamos tratar a vida no planeta e tratar os outros seres humanos com decência e respeito. E, talvez, nos tratar com alguma dignidade, porque não importa qual seja o desfecho, eu não acho que isso seja um mau conselho.”
Obrigada! ×

ENTREVISTA DE CRISTINA MARTINS DE BARROS
Fotos Egydio Zuanazzi.

Palestrante Beia Carvalho, foto Egydio Zuanazzi.

Palestrante Beia Carvalho, foto Egydio Zuanazzi.


26
Apr 16

Com um pé no mercado de trabalho.

Artigo publicado no Blog CEOlab em dez 2014. Atualíssimo, concorda?

Geração Z: fazedora, empreendedora, econômica,

Geração Z: fazedora, empreendedora, econômica,

O que já sabemos sobre as Novas Gerações? O que sabemos sobre a Geração Z, crianças e jovens entre 5 e 17 anos? O fato é que mal entendemos a Y e a Z já chega estressando os Ipisilons, os poderes políticos, econômicos e culturais desta nova era.

O interesse pelo estudo das gerações aumentou exponencialmente na última década. Aliás, tão exponencial como todas as mudanças ocorridas desde o início deste novo século. Ou como eu gosto de promover, uma Nova Era.

Na Velha Era as mudanças eram lineares – aquelas que a gente tem um tempão pra ir se acostumando. Mudanças que não doem tanto. Hoje, elas são exponenciais, epidêmicas.

As mudanças exponenciais surgem, irrompem, se materializam em nossa frente e invadem as nossas vidas. Não pedem licença. Não têm paciência, nem ouvidos abertos para ouvir nossos lengalengas, nem mimimis. Mudanças exponenciais são como os aplicativos de táxi, que transportaram os taxistas do século XX para o século XXI, da noite para o dia. Assim, como um passe de mágica.

Os aplicativos de táxi e o Waze forçaram taxistas de todas as idades a trocar seus dinossáuricos celulares por smartphones de qualidade, porque eles só funcionam em aparelhos sofisticados e potentes. Também, de um minuto para outro, “ensinaram” esses profissionais – tidos pela sociedade brasileira como um grupo extremamente conservador -, a utilizar, manusear e acessar esses gadgets tecnológicos, mesmo em movimento! É que quando a gente adentra uma Nova Era, um novo mundo se descortina. E nunca os taxistas trocaram tantas ideias com seus filhos, sobrinhos ou netos para serem “iniciados” nesta era digital.

As mudanças exponenciais são dilacerantes, nos torturam, nos indignam, nos contundem e fazem sofrer. Elas nos dão uma rasteira no meio do dia, um caldo bem prolongado que faz faltar o ar. São como um tsunami que nos corta a energia para vir à tona e lutar. Seu impacto é um tumulto em nossa existência como seres humanos, como pais e educadores. Enfim, como seres produtivos diante dos desmoronamentos de tantos conceitos e fórmulas que sempre funcionaram. Quer um exemplo? Que poder tem o Sindicato dos Taxistas diante dos aplicativos hoje responsáveis por aumentos de até 5 vezes nos ganhos mensais da categoria?

E nenhum destes taxistas jamais viu, conversou e muitos nem sabem o nome destes “mágicos”, que aumentaram suas rendas exponencialmente. Do dia para a noite. Ah, e sem mexer em um centavo sequer na linearidade do aumento da bandeira ou 1 ou 2.

São também essas inovações disruptivas que nos fazem crer que tudo pode ser possível, porque dia após dia presenciamos o quase impossível. Bem ali, na frente de nossos olhos. Ninguém nos contou. A gente mesmo é prova viva que o WAZE existe!

Geração Z: à vontade na Nova Era

Geração Z: à vontade na Nova Era

E para ser um adulto minimamente são, num mundo que evolui por saltos, surgiu uma nova geração. Z. Novas gerações surgem para decifrar os novos mundos. Porque a gente não iria dar conta disso tudo, não é? Pelo menos não sem essas novas e ágeis mãozinhas, que parecem ter muito mais que 10 dedos.

Uma geração não surge do nada, não acontece sem propósito. E não vem para atrapalhar a vida de ninguém e de nenhuma empresa, como tanta gente culta e estudada adora bradar, a torto e a direito. Uma nova geração é a renovação de nossos genes, é a transmissão de conhecimentos, percepções, intuições de toda a raça humana.

Se você tem acima de 35 anos, foi testemunha desta perturbadora renovação, primeiramente com o surgimento da Geração Y, antecessora da Z. Os ipisilons tem hoje entre 18 e 34 anos,  e são responsáveis por quase 50% da mão de obra economicamente ativa, no Brasil. Contra eles foram despertados e revelados os mais secretos e absurdos preconceitos contra uma geração!

Comecei a pesquisar os Ipisolons 5 anos atrás, em 2009, quando os mais velhos desta geração tinham 29 anos. Tarde demais para desfazer os enraizados, irracionais, bizarros e muitas vezes risíveis prejulgamentos contra toda uma geração. Discriminação essa, que só trouxe e continua trazendo prejuízos e baixa produtividade às empresas, bancos escolares e lares da nossa sociedade.

Tento reparar o lapso, começando a cavar dados sobre a Z, a tempo de abrir os meus e os nossos horizontes. Antes que o desperdício de energias contra os Zês, se repita.

Essa é a geração que mais conviveu com fatos e imagens terroristas; com dados, consequências e insolubilidades de infindáveis crises econômicas e com a banalidade da violência. Nasceram e cresceram num mundo envolto em recessão, terrorismo, violência, volatilidade e complexidade.

Por isso, apesar de receberem generosas mesadas semanais, como seus irmãos mais velhos da geração Y, são econômicos, verdadeiros “homens de negócios”, a tal ponto de emprestarem dinheiro a seus pais e aos perdulários Ipisilons. Numa pequena pesquisa que realizei recentemente, através das redes sociais, sobre um recente achado de uma pesquisa americana, pude comprovar que a classe média brasileira rivaliza a americana no que concerne ao valor das mesadas à geração Z. Os dados americanos da Mintel 2013 “Activities of kids and teens” apontam uma mesada média de R$ 40,00 por semana. Meus resultados apontam média de R$ 45,00.

Esta generosa semanada se traduz em generosos $44 bilhões de dólares por ano para a economia americana. O que significa que esta será, com certeza, uma geração muito mais estudada e pesquisada que a anterior.

Crianças escolhem o que comer. Nunca dantes ...

Crianças escolhem o que comer. Nunca dantes …

Também estarei antenada aos novos estudos destas crianças e jovens que já são responsáveis por 84% da escolha de brinquedos, 73% dos cardápios do jantar, 65% das férias familiares e 70% das opções de entretenimento.

Muito das marcas que as novas gerações vão deixar no mundo, tem a ver como as gerações mais velhas interagem com as mais novas. Extremismo não parece ser o caminho. As novas gerações não são nem o centro do universo como seus pais os criaram – trocando o bifinho por um danoninho -, nem a escrotidão da humanidade. São uma geração não-linear, nativa digital e globalizada. E temos que nos esforçar e entender o que isso significa: como isso alavanca a humanidade, e como nos ajuda a sermos melhores num mundo que parou de andar para saltar.

Crianças Prototipando: Adeus Tédio. Bem-vinda a Atenção!

Crianças Prototipando: Adeus Tédio. Bem-vinda a Atenção!

A Geração Z diz que vai inventar uma coisa que vai mudar o mundo. Vamos ajudá-los? Queremos uma geração bombando suas incríveis potencialidades ou entediada com avalanches de reprovação?

Se você faz parte das gerações tradicionalistas, baby boomer, ou da X, há 99,99% de chances que esteja lendo esse artigo em uma tela. Lembra quando você achou que isso não ia pegar, ou que era coisa de moleque?

As 5 Gerações Conectadas

Há menos de 10 anos você não acreditaria que estaria hoje lendo este artigo em uma tela.

Nota:
Idade das Gerações hoje em 2016.
Geração tradicionalista (acima de 70 anos), baby-boomer (51 a 69 anos), X (36 a 50), Y (35 a 19), Z (6 a 18) e A (até 5 anos).


31
Mar 16

Nova Era da Cognição Exige Educação Experimental

Beia Carvalho e a Educação do século 21.

Beia Carvalho e a Educação do Século 21.

Fui entrevistada pela jornalista Luciana Alvarez para o blog da Bett Educar. É que em maio palestro pelo 3º ano para o BETT BRASIL EDUCAR, o maior evento educacional do Brasil, este ano com o tema ‘Melhor educação, melhor sociedade!’. A entrevista toca no tema dos sobressaltos da educação na Nova era dos saltos. Eu amei o texto desta jovem e adorável jornalista. Aqui está:

Para além do verniz de inovação, escolas têm de investir em mudar o centro do processo de ensino-aprendizagem e, assim, desenvolver a criticidade dos alunos, diz a futurista Beia de Carvalho.

Mas por que questionar e criticar é cada dia mais importante? Por que a escola precisa mudar? Segundo Beia, estamos em trânsito para a nova era – e a escola deve preparar os mais jovens para essa realidade.

Claro que a mudança tem certas dificuldades. “Quando se está em trânsito, o sentimento é de insegurança, porque você não está em casa nem no seu destino. Quanto mais resistência houver, mais o ser humano estica esse trânsito, mas nada aborta chegada da nova era”, afirmou.

Beia Carvalho Palestrante Futurista

Beia Carvalho Palestrante Futurista

Um exemplo clássico de resistência é o uso de telefones celulares. No começo, era comum as pessoas dizerem que não precisavam de celular, as empresas proibirem os funcionários de usar. Não importa por quanto tempo se resistiu, hoje praticamente todos aderiram.

Mas qual é a grande diferença entre a era passada e a próxima, a tal “era da cognição”? De acordo com Beia, a do passado era linear, com mudanças de degrau por degrau, de forma compassada. Na nova era, as mudanças serão exponenciais, por saltos. “Depois de um salto, vem o salto em cima do salto, nos deixando atônitos”, afirmou.

Essa nova era em que o mundo entra ainda não ganhou um nome oficial. Beia gosta de usar o termo “era da cognição”, algo que mostra que educação é um ponto nevrálgico. “Hoje no Brasil ela está atrasada e ineficiente, mas a educação está sendo rediscutida mesmo nos países de excelência. Em um mundo complexo, você precisa de talentos para resolver problemas complexos de forma simples. Pessoas críticas, questionadoras vão ser valorizadas”, disse.

A educação atual é linear, baseada no que a sociedade precisava numa era de revolução industrial. “Tudo tinha que ser igual, o mais padronizado possível. O que a gente menos precisa no mundo hoje são pessoas iguais. Só a diversidade traz inovação”, afirmou a futurista.

Aparentemente é simples, mas quem trabalha na área sabe bem que não é assim. A nova educação tem que ser experimental e, portanto, é repleta de incertezas, avalia Beia: “Os pais querem uma educação moderna, para o século 21, mas querem manter as certezas do passado, pedindo conteúdos, provas. A mudança é necessária para todos nós”.

Repense seus paradigmas numa palestra inquietante, desafiadora e cheia de bom humor, na Bett Brasil Educar 2016.

Notas:
Veja a entrevista original no Blog Bett Educar: http://www.bettbrasileducar.com.br/Content/Bett-Blog-61-29-03

Foto de capa: Felipe Feca

Foto do post: Egydio Zuanazzi.


23
Mar 16

Prometido e Cumprido!

AQUI!

Não está sendo fácil, não. Está sendo muito gostoso TER que gravar todas as semanas.
Tudo para fazer valer a promessa de publicar 2 novos vídeos toda semana. Hoje, cumpro a promessa semanal em dobro: 4 vídeos! Estreia ‘Dica de Mestres’ e 3 novas ‘Dicas do Futuro’: 29, 30 e 31. Pra quem está acompanhando, são 50 dicas. Aqui vão elas!

Gostou? Vá lá e assine meu canal.

E aqui a dica #31:

Até a próxima semana!
Nesta não tem gravação por conta do feriado, mas já fiz um estoque de vídeos para estes casos. Então, depois da sua ótima Páscoa, vai ter mais 2 novos vídeos!

Se você não viu o vídeo de lançamento, cá está:

Espero que você goste!

CRÉDITOS: Co-Produção FIVE + NANU. Conteúdo Beia Carvalho. Direção e Edição: Sanna Mancebo. Direção Geral: Galileo Giglio. Identidade Visual: Guido Giglio. Cabelo e Make-up: Lira Chan.


6
Mar 16

Facão e o Dia da Mulher

Facão e o Dia da Mulher

Facão e o Dia da Mulher

Mulheres são fundamentais, mas ainda abrem caminho com facão.

Edição Especial do PropMark em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Edição Especial do PropMark em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

E a minha expressão ‘facão” virou a manchete da matéria!
Leia aqui a minha entrevista completa para a Edição Especial do PropMark em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Valeu PropMark!

Beia Carvalho, presidente da 5 Years From Now®, é outro exemplo feminino que abriu caminhos à força. “Acho que tenho um caminho aberto com facão. Fui sócia durante 15 anos de cinco homens. Isso não é comum, não é um bolinho crocante. Foi um aprendizado. Uma minissociedade é reflexo da sociedade com seus dramas, problemas e problemáticas.”
O desafio dela foi abrir o próprio negócio e partir para o desconhecido. “Faço as pessoas pensarem no futuro. Abri essa picada para explicar uma coisas que não existe com uma metodologia baseada em jogos num mundo em que as pessoas tendem a ser mais formais.”Uma das maiores batalhas é a falta de apoio para abrir frentes e desbravar novos caminhos. Beia fica impressionada como a sociedade, de uma forma geral, e as as mulheres de forma específica, não têm apoio para inovar. “As pessoas acham que você está louca”, diz. “Parece que a sociedade não quer você empreendedora. A sociedade não te fortalece para ter esse aval de empreender na vida. Acho que isso é a maior batalha.”

Uma das maiores batalhas é a falta de apoio para abrir frentes e desbravar novos caminhos. Beia fica impressionada como a sociedade, de uma forma geral, e as as mulheres de forma específica, não têm apoio para inovar. “As pessoas acham que você está louca”, diz. “Parece que a sociedade não quer você empreendedora. A sociedade não te fortalece para ter esse aval de empreender na vida. Acho que isso é a maior batalha.”

O comercial abaixo tem legendas em inglês, mas dá pra entender muito bem, tim tim por tim tim. Porque esta é a vida como ela é. Ou como tem sido para a maior parte das mulheres do mundo, em todas as classes sociais.

Com expertise para provocar reflexão, inspirar a ousar, criar e inovar, Beia acha importante questionar o que as mães estão ensinando aos seus filhos. “Quando as mulheres aprenderem a criar seus filhos como ‘pares’ de uma mulher e não ‘chefes’, aí, sim, teremos uma sociedade mais igualitária. Nós, mulheres, temos de nos reeducar, educar nossos filhos com essa perspectiva e, principalmente, continuarmos a desfilar pelo mundo, trazendo a paz a compreensão e a beleza por onde passarmos”, opina. No fundo, o que as mulheres querem não é a igualdade, mas sim, equidade. Equiparação. “Não faz sentido que uma mulher ganhe menos que um homem. Eu nunca passei esse perrengue, mas isso sempre me chamou a atenção”, declara Beia.

Sempre me causou espécie o fato que países considerados não-machistas, os países nórdicos por exemplo, também praticarem a desigualdade de salários.
Isso leva essa discussão a um nível muito mais complexo e profundo, já que sempre que se aponta a desigualdade , se força a barra no machismo latino.

Edição Especial do PropMark em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

CAPA da Edição Especial do PropMark em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Texto da minha entrevista para o PropMark em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Texto da minha entrevista para o PropMark em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

MATÉRIA de Ana Paula Jung, publicada no jornal PropMark, março 2016.


16
Nov 15

É MINHA VEZ NA CONFRARIA DOS REPENSADORES

Beia Carvalho é a próxima repensadora a palestrar na Confraria dos Repensadores

Beia Carvalho é a próxima repensadora a palestrar na Confraria dos Repensadores

A Confraria dos Repensadores é o mais novo evento com calendário regular da Rede de Repensadores.

Toda primeira 4ª feira do mês, lá estará um dos 24 repensadores com um tema e um convidado especial.

Assim, os participantes já ganham, de cara, uma dose dupla pra repensar.

A 1ª Confraria trouxe a repensadora Andrea Bisker e sua convidada Brenda Fucutá para discutir o tema Repensando o Sabático, Co:Working & Co:Living.

A 2ª foi na semana passada com a repensadora Nina Campos e seu convidado Edu Seidenthal com o tema Re:Conectando-se co você: Propóstio e Inovação. Foi uma noite incrível! Com muita gente interessante, noite perfeita, foodtrucks em volta e muito vinho branco pra celebrar.

Nina Campos encantando na 2ª Confraria dos Repensadores.

Nina Campos encantando na 2ª Confraria dos Repensadores.

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

2ª Confraria dos Repensadores com Nina Campos

A 3ª Confraria dos Repensadores será com esta repensadora que vos fala, rs, no dia 9 de dezembro. Ainda estou pensando no tema e em meu convidado, mas semana que vem, já revelo tanto um quanto outro.

Se você ainda não conhece a REDE DE REPENSADORES vai se encantar, assim que conhecer.
Ela INTEGRA PROFISSIONAIS DE DIFERENTES ESPECIALIDADES QUE PERSEGUEM A INOVAÇÃO E CONTRIBUEM PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO E CORPORATIVO. SÃO ESPECIALISTAS EM DIFERENTES TEMAS QUE COMPARTILHAM CONTEÚDO, PROVOCAM DISCUSSÕES E, COLABORATIVAMENTE, REALIZAM PROJETOS INOVADORES E TRANSFORMADORES.

CONHEÇA AQUI TODOS OS REPENSADORES.

Agendem a data de 9 de dezembro, 4ª feira, 20h, na sede da REPNSE.
E venham repensar o futuro com a repensadora Beia Carvalho.

 


27
Oct 15

E vai começar o Movember: HOMENS, preparem-se!

MOVEMBER: eles também aderiram

MOVEMBER: eles também aderiram

Tudo pronto para começar?

‘MO’ de Moustache e ‘VEMBER’ de novembro. Há 5 anos, falei pela 1ª vez deste movimento iniciado na Austrália, em 2003, por Travis Garone e Luke Slattery, com apenas 30 participantes. Hoje engaja 5 milhões de homens e mulheres em todo o mundo, ainda que no Brasil continue a ser novidade. Desde a sua fundação é uma campanha vencedora, que levanta enormes somas para a causas de câncer de próstata em todo o mundo. Apenas nos EUA, mais de US $650 milhões até hoje.

MOVEMBER é listado em 72º lugar entre as 500 ONGs mais importantes do mundo. Na minha opinião, o sucesso vem não só de embarcar nas tendências da colaboração e compartilhamento como forças imbatíveis, mas por ter resistido em seus 12 anos de exisitência, a não abandonar o humor e o desigin como expressão da causa.

Qual é o seu estilo?

Qual é o seu estilo?

E o mais importante: é um movimento qaue sabe como engajar homens na difícil tarefa de cuidar de sua saúde. Como? Compreendendo o real sentido doengajamento e o exercendo, de fato. Este é um difícil verbo, que poucas empresa, pais, educadores sabem conjugar – e que faço questão de enfatizar e exemplificar em todas as minhas palestras. ENGAJAR é despertar a sede por conhecimento, é motivar o outro com ideias e tarefas que façam sentido para a vida do outro. Neste caso, que façam sentido para a vida dos homens do nosso planeta atual. Nas próprias palavras do MOVEMBER:

“você tem que engajá-los com aquilo que eles se sentem confortáveis: deixar seu bigode crescer e competir. Isso os leva para a conversa que queremos ter: aumentar a consciência e donativos para o câncer de próstata”.

O site traz todos os tipos de bigode que se possa imaginar. Concursos, vídeos, dados. É completo. O vídeo que escolhi é da Speedo, sempre no mote do humor.

Muito mais aqui: https://au.movember.com/get-involved/moustaches

Qual Che você prefere?

Qual Che você prefere?


24
Oct 15

2040: Um Futuro Pessimista ou Otimista?

A entrevista de Guy McPherson, professor emérito da Universidade de Arizona a Thom Hartmann, no programa Conversas com Grandes Mentes a Thom Hartmann, traz reflexões profundas sobre a possibilidade da raça humana sobreviver à 6ª extinção de vida no planeta.

Fiquei muito tocada com essas palavras deste professor de Recursos Naturais, Ecologia e Biologia Evolutiva. A entrevista está dividida em 2 vídeos, assista logo abaixo o segundo segmento.

Na minha opinião, devemos agir com decência, agir como sempre deveríamos ter agido, agir como se o nosso tempo neste planeta fosse curto. E mesmo que eu esteja errado, que todos os dados, previsões e projeções para o futuro estejam erradas, eu sugeriria a mesma coisa: que daqui para frente, ajamos com mais decência do que a maioria de nós tem agido e que construamos melhores relações humanas. Em vez de buscarmos apenas o próximo dólar, vamos doar nosso tempo, nossos bens materiais e agir como se realmente as outras pessoas fossem importantes.

O meu conselho é para estarmos aqui, agora. Para nos concentrarmos no agora, porque é isso que temos. E eu suspeito que, se vivermos até os 100 anos, e talvez todos nós cheguemos lá, quando olharmos para trás, para a nossa vida, nos lembraremos apenas de alguns poucos momentos. Então, vamos criar esses fantásticos momentos, cheios de alegria. Vamos estar aqui e agora com aqueles que nos são próximos. Vamos tratar a vida no planeta e os outros seres humanos com decência e respeito. E, talvez, nos tratar com alguma dignidade, porque não importa qual seja o desfecho, eu não acho que isso seja um mau conselho.

Guy é um dos experts americanos mais influentes em aquecimento global – e é conhecido por sua afirmação de que o descontrole do aquecimento global que causará a extinção da raça humana, já está a caminho. Essa é a ideia que ele descreve em seu livro Going Dark.

Os dois segmentos de vídeo fazem parte da entrevista a Thom Hartmann, em abril de 2014, no programa Conversas com Grandes Mentes (Conversations with Great Minds). A tradução dos vídeos foi feita pelo canal do YOUTBE, Modelo Cooperativo Familiar.


16
Sep 15

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