Gerações


4
Dec 11

Você vai deixar uma marca no mundo?

Dr Sócrates, Magrão, o Calcanhar de Ouro

Dr Sócrates, Magrão, o Calcanhar de Ouro

Difícil entender porque me sinto numa emaranhada conexão com o Dr. Sócrates. Pelo jogador? Seu calcanhar? Irmão do Raí? Por ter a mesma idade que eu e Steve Jobs? Por carregar o nome e a ética do filósofo grego, morto há quase 2.500 anos?

Creio que porque veio e deixou sua marca no mundo. E isso muda tudo. Sim, os grandes gols continuarão a ser lembrados pelos seus fãs. Mas é quando a gente sobe na grua, vê a nossa vidinha lá de cima e resolve fazer algo que mude o mundo, é que a nossa marca começa a ser desenhada.

Não conhecia muito do Dr Sócrates, mas tinha esse orgulho dele, por sua perseverança em alimentar e lutar pelos assuntos que realmente importam a todos os homens como a liberdade, o bem-estar e a democracia. É como se o fato dele fazer coisas bacanas respingassem sobre a gente.

Enquanto ‘gugo’ sobre suas famosas frases, helicópteros fazem rasantes aqui do lado, pelo Estádio do Pacaembu, rojões tentam abafar os hinos e as sirenes de polícia. E as ruas da vizinhança estão alvinegras, desde cedinho.

É a final do Brasileirão. E o Timão é favorito.

Raro quem deixa marcas. E foi muito bom estar passando pelo planeta Terra exatamente ao mesmo tempo em que você passou, Dr!

“O Corinthians é um símbolo de brasilidade, do que nós somos. Não é só um time, uma torcida. É um estado de espírito.”
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, 19/2/54-4/12/11

Nota:
Dr Sócrates foi ativo na Diretas Já e na articulação do movimento Democracia Corintiana, para mais liberdade e influência dos jogadores nas decisões administrativas do clube.
Sócrates, 19/2/54-4/12/11
Steve Jobs, 24/2/55-5/10/11


2
Oct 11

Ah, a primeira vez!

A Primeira Vez

The Graduate, 1967


É a primeira vez que ela é barata, democrática, acessível e fácil de usar.

É a primeira vez que em nossas casas ela é mais moderna, tem mais design, é mais potente e parruda que a que encontramos nas empresas.

É a primeira vez que muitos de nós estão muito mais à frente das empresas no domínio dos seus mais profundos segredos.

Desde os mais remotos tempos, a tecnologia nunca foi barata, portanto longe de ser democrática. O poder e o controle sobre ela se concentravam nas mãos de poucos que tinham a posse, o acesso, o conhecimento e eram os responsáveis por sua evolução – qualquer que fosse ela, da roda aos computadores.

Até muito pouco tempo atrás, este poder estava totalmente nas mãos das empresas. E tem muita empresa, por aí, ainda achando que é a tal, alheia à realidade debaixo de seu nariz, de que até seu mais simplório empregado possui e opera um gadget melhor, mais potente e poderoso que o disponível em seu local de trabalho.

E este descompasso é democrático. Está em todo o tipo de empresa. Algumas, vocês podem nem acreditar, poderosos grupos multinacionais, grandes e médias empresas brasileiras, governamentais e também as pequenas e micro.

Na minha experiência com empresários na 5 Years From Now®, vejo uma grande oportunidade para estas últimas darem um salto à frente da concorrência. São as micro, pequenas e até as médias que podem lançar mão da centralização, de uma baixa burocratização e da falta de engessadas policies internacionais, para sincronizar a visão de suas empresas com o futuro.

Isso. Vamos dar um fast fast forward correndo! Vamos desamarrar o nosso burro do século passado e fazer um sync com a Nova Era. A Era do Conhecimento em Rede.

Como diz o sueco Michael B Hardt, professor e pesquisador de tendências e design sustentável “acho que as tendências culturais são cíclicas através dos tempos e períodos de materialismo são seguidos de períodos de idealismo onde os valores éticos são considerados mais importantes que os financeiros. Esses períodos são longos e, no momento, passamos pela experiência de transitar de uma era materialista para uma era idealista. Nos próximos 40-50 anos vamos experienciar uma renascença de valores ideais. [...]. A curva de uma tendência que surge sempre é vista como positiva, por isso vemos o idealismo hoje como positivo, e assim será pelas próximas 2 décadas, pelo menos.” E arremata dizendo que o nosso pensamento se tornará um valor no futuro e que já há um mercado crescente para esta “mercadoria”.

Você está preparado pra ganhar dinheiro com esta nova mercadoria nos próximos 5, 10, 20 anos?

Nota:
Michael B Hardt, da Universidade de Lapland, Finlândia.


14
Aug 11

Mudar o mundo?

Joao Felipe Scarpelini, consultor na UNICEF Zâmbia

Joao Felipe Scarpelini, consultor na UNICEF Zâmbia

Milhões de jovens da tão falada Geração Y, hoje entre 14 e 34 anos, acreditam profunda e verdadeiramente que estão ajudando a mudar o mundo. João Felipe Scarpelini, aquele que apareceu no Fantástico, diz que já ajudou a mudar o mundo em 40 países. Deve ter uns 25 anos e é consultor na UNICEF Zâmbia. Em seu Facebook, se define mais ou menos assim (seu perfil está em inglês, pois como sua geração, é um globalizado):

“Sou um sonhador e ativista em tempo integral!
Eu me engajo com pessoas criativas e apaixonadas para criar ferramentas, oportunidades e capacidades que empoderam pessoas e suas comunidades a serem a mudança que elas querem ver no mundo! Mas, por favor, não esperem que eu me defina. Porque eu não quero. Quem quer que seja definível, cria limites e fronteiras … Não, eu não!”

Quando criei a palestra 5 Gerações no Mercado de Trabalho, o Y é o X da Questão, nunca pensei que fosse ser tão importante na minha vida, nem tão longeva. Já faz mais de 1 ano que falei sobre o assunto para a minha primeira audiência de profissionais de RH. De lá para cá, aprendi muito com todas as gerações que formam meu eclético público. Chamo esta palestra de “bombril”, porque ela serve pra todo tipo de audiência e agrada a gregos e baianos.

Para quem não sabe, os profissionais de recursos humanos estão louquinhos tentando entender o por quê de não conseguirem atrair e reter talentos jovens. Por isso, o interesse.

Pais e professores se atrapalham todos com uma geração que vê TV, passa e recebe torpedos, ouve música, posta no “feice” e a resposta para “o que você está fazendo” é: estudando. É verdade, eu acredito! A GY não precisa desligar tudo a sua volta pra se concentrar em uma única tarefa. Eles conseguem fazer várias coisas simultaneamente e TER FOCO EM TODAS. Se você não acredita nisso, o problema é seu. Ninguém vai tentar convencê-lo. Sabe o por quê? Porque o mundo já funciona e vai funcionar cada vez mais como esses jovens. O mundo vai pra frente, não vai voltar ao modo de ser do século XX. Estamos no século das motivações intrínsecas, o que move esses jovens vem de dentro. O verbo desta nova era é ENGAJAR. O verbo da velha, OBEDECER. Sacou?

Jovens estudantes também curtem a palestra porque entendem o contexto da Y, a partir do entendimento das outras 4 gerações: a tradicionalista, acima de 65 anos; a baby boomer, da qual faço parte, a X, Y e Z.

Acho que de tanto falar sobre os Y “peguei” alguma coisa deles. Pela 1a. vez na minha vida profissional eu sinto que o meu trabalho está ajudando a mudar o mundo. Os momentos pós-palestra são cada vez mais longos e a troca de ideias e angústias um grande momento de conhecimento: “Ah, agora entendo meu filho/pai/aluno/trainee/empregado/chefe”. “Ah, quem deveria ouvir essa sua palestra era meu filho/pai/aluno/trainee/empregado/chefe”. Isso é muiiito bom!

Nesta próxima 3a. feira, vou ajudar a mudar o mundo novamente. Palestro no Congresso de Recursos Humanos CONARH. A missão contra o preconceito entre gerações entrará novamente em ação. E, novamente, meus ouvintes sairão com algumas repostas e muitas perguntas. E eu, junto com os milhões de jovens do mundo inteiro, vou comemorar que também estou mudando o mundo!

NOTAS:
Nas pesquisas patrocinadas pela Editora Fênix, 93% avaliaram como boa ou excelente a troca de experiências e conhecimentos adquiridos em minha palestra e 95% vêem uma aplicação prática destes conhecimentos em suas atividades.
E a energética palestrante e escritora Leila Navarro, me disse:
“Poderosa Beia, adorei sua apresentação, estou cheia de ideias. Adorei mesmo. Você pensa em escrever um livro? Não sei se você sabe que hipnotiza a plateia! Muito bom, e olha que sou palestrante.”


3
Aug 11

BIXOS & LIXOS

ritual?

ritual?

Não, não é uma opinião impensada. Faz 6 anos que a deplorável cena se repete, 2 vezes ao ano, bem aqui na porta da 5 Years From Now®.

Por mais ou menos 10 horas os veteranos dos bixos ecoam palavras de ordem grosseiras (para dizer o mínimo) e dignas de cafetões, para ser mais bem explícita. Gritos eufóricos se misturam às patéticas súplicas: “ah moço me dá um real, por favor, por favor!”. Na boca de meninas das classes média e alta, a frase toma um gosto de imoralidade. Não me pergunte o porquê: mas os carrascos veteranos que “tomam conta” da moçada são sempre do sexo masculino.

O ponto alto da parte da manhã são os carrascos-pimps forçando meninos e meninas a virar goles de 51 na boca da garrafa. Não é força de expressão não, é forçar, mesmo!

À medida que o dia vai passando, o nível alcoólico e o baixo calão vão subindo. Os cafetões vão ficando mais machos, meninas e meninos mais estridentes e bêbados e a minha paciência vai se caindo para os níveis mais baixos.

E, finalmente, cai a noite. Lambuzados de tinta dos pés às cabeças, roucos, largados pelas calçadas dos prédios em volta do Parque Buenos Aires, são os meninos e meninas vomitadas, os grandes protagonistas do gran finale.

Enquanto isso, no mundo, jovens estão fazendo grandes e inesperadas revoluções, que estão mudando bem mais que só a geografia dos países do século XXI.

Entendo e sou fã das manifestações ritualísticas que nos preparam para o próximo passo da vida. Me pergunto se a forma de um ritual evolui com o tempo. Tomara! Senão, vamos rever esta cena daqui a 5 anos, igualzinha e tediosa como num vale a pena ver de novo.

Me pergunto se essa forma “acolher” os calouros ainda ocorre em todo o Brasil, ou é privilégio das classes de “gente não-diferenciada” do Mackenzie e FAAP, meus vizinhos.

Até o próximo semestre! E meninos: don’t show up to prove. Show up to improve*.

* Simon Sinek.


27
Jun 11

Dito & Feito: segui meu conselho!

Sensação Sensacional!

Sensação Sensacional!

Experimentei uma coisa diferente: segui meu próprio conselho.
É uma sensação sensacional!

Outro dia, depois de me ouvir re-explicando uma vez mais o porquê as empresas deveriam investir em blogs, no lugar de sites, a ficha caiu!
E parece que tudo foi se encaixando. Uma semana depois, elogiei o blog da minha nova amiga Valeria Midena, que me passou o contato da super Carla. Guardei. E 2 dias depois, pá! Estava ligando pra ela com um novo roteiro para o meu blog.

Fui me “ouvindo” e redesenhando: uma página para as minhas palestras, outra pros vídeos, credenciais, depoimentos e uma especial para o workshop Let’s Network Together.

O resultado ficou igualzinho ao que eu falo para os meus clientes: um “site” vivo. Que a gente mesmo atualiza. Fresh. Recheado. Interativo. Tá tudo lá.
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15
Apr 11

CRUZEIRO DO SUL É MEMÓRIA AFETIVA?

Por volta de 1965, meus pais compraram um terreno, no então chamado Altos da Cidade. A cidade é Bauru. Adoro dizer que sou paulistana, mas cheguei na cidade que vivi até 17 anos, no dia em que completei 1 ano de vida. Por que Bauru? Até hoje, nenhuma explicação convincente. Nenhum parente, nenhum amigo, nenhuma grande oportunidade de ficar rico. Simplesmente, meus pais resolveram picar a mula da Vila Buarque, bairro paulistano que teve grande papel na minha vida. De pequena até hoje.

Demorou até a casa ficar pronta. Ninguém acredita, mas de 1955 a 1967, eu vivi num prédio de apartamentos em Bauru. Mais pra vida de paulistano que de bauruense. Nem tanto.

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3
Apr 11

Trabalho é Ofício? Ofício é Trabalho?

É muito bom participar de um filme. Um curta-metragem. Primeira vez. E em companhia do escritor Mario Prata e do maestro Diogo Pacheco!
É muito bom.

Melhor ainda, quando todo mundo que vê gosta e comenta como minha amiga Tais Nicoletti: “Béia, eu adorei – você tem mesmo muito o que dizer! Claro pegou muito pelo meu momento de vida, mas também caiu como uma luva para um processo de concorrência lá da agência. São essas sincronicidades da vida!! Obrigada pelo presente que você me deu, mesmo sem saber ;-) ”.

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8
Mar 11

Você entende o seu papel no mundo?

We Can Do it

Rosie the Riveter


Em menos de 1 mês li 2 frases que me fizeram refletir sobre o intrincadíssimo e velho assunto das relações homem e mulher.

A primeira foi a manchete “A CADA 2 MINUTOS, 5 MULHERES SÃO AGREDIDAS VIOLENTAMENTE NO BRASIL” e a segunda foi num post de Marcelo Heidrich “HÁ MUITO HOMEM NÃO ENTENDENDO SEU PAPEL NO MUNDO.”

Nunca tinha feito esta ligação. Entre violência contra as mulheres e a falta de posicionamento do HOMEM (a espécie humana) na nova Era. Quando você guga “qual o papel do homem no mundo” encontra, nos primeiros textos, o homem ao cosmos e à natureza. Nada sobre a relação homem-mulher.

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10
Jan 11

Saindo da Ressaca da Copa

Escola Vitoriana

Escola Vitoriana

Escola anos 2000

Escola anos 2000

Ford anos 30

Ford anos 30

Montadora anos 2000

Montadora anos 2000


Foi no apagar das luzes de 2010, que Pyr Marcondes, editor da revista Proxxima, me ligou pra dizer que o meu negócio, a 5 Years From Now®, o tinha inspirado a comemorar os 15 anos de Internet, agora em janeiro de 2011. Como? Com um mote do futuro, perguntando a experts “Como serão os próximos 5 anos da Internet no Brasil?”

A matéria é um especial de capa e se chama “A um passo de daqui a pouco”. E eu estou lá, no meio de gente mega importante como o Ray Ozzie, ex-diretor de inovação da Microsoft; Abel Reis, CEO da Agência Click; João Batista Ciaco, diretor de publicidade e relacionamento da FIAT e mais 16 feras.

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17
Nov 10

A primeira Revista EXAME a gente nunca esquece!

Beia e Taís

Beia Carvalho e Taís de Souza

Meu amigo, cliente e fotógrafo Egydio Zuanazzi fez uma foto minha junto com a Taís, co-piloto da 5 Years From Now®, que é um arraso! Aqui, na FAIVE a gente fala que é a nossa foto “EXAME”. A foto frisou um momento muito especial e André, outro amigão e um dos chefes-de-vôo da 5 Years From Now®, deu um tratamento upgrade fantástico a ela.

A brincadeira virou verdade! Saímos na EXAME. GOLAÇO! Sem a foto do Egydio, mas pra quem ainda vai fazer 2 aninhos de idade, já dá pra imaginar daqui a 5 anos! Espero que vocês fiquem tão bobinhos como nós ficamos com essa novidade.

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