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18
Nov 15

Futuro, Disrupção, Beia Carvalho e Estadão

Beia Carvalho entrevistada no Estadão, evento Eurofinance, nov 2015.

Beia Carvalho entrevistada no Estadão, evento Eurofinance, nov 2015.

Abrir o Estadão e dar de cara com sua entrevista.

É, não tem preço. É demais! Ler todos os elogios dos amigos, conhecidos e desconhecidos nas redes sociais, também não tem preço. E pra coroar, tem a declaração do seu primogênito:
“A vida inteira as pessoas me falaram ‘Sua mãe é demais!’, e por muito tempo (na adolescência principalmente) eu não dei muita bola. Mas agora que eu tenho acesso à internet, descobri que ela é realmente demais! Parabéns, mã! Você é demais!!! (e sem aspas!).” E chega de autopromoção, aqui está a entrevista.

Futuro das corporações depende da força de inovar

A publicitária Beia Carvalho fundadora e presidente da empresa 5 Years From Now, pesquisa o futuro e os rumos das inovações. Durante o evento da Eurofinance sobre Gerenciamentos de Riscos, ela apresentou a palestra “O futuro é agora. Planejamento para a disrupção”. Leia a entrevista:

Dizem que 2016 será um ano pior do que 2015. As demissões continuam em ritmo acelerado e o custo de vida sobe. Nesse cenário, em que as pessoas e as empresas estão mais preocupadas em sobreviver, como as companhias devem se preparar para o futuro?
Entender (de verdade) o mundo virtual. Daqui pouquíssimos anos, apenas as gerações que tem hoje acima de 35 anos falarão em mundos on e off-line. Para 20% da população o mundo é um só. O Magazine Luiza, por exemplo, está invertendo a ordem varejista, ao colocar o varejo negócio como um negócio virtual que tem pontos físicos. E não o contrário.

Não sabemos como será a Internet em 2030, mas sabemos que no futuro, não vamos “ligar” a internet. Como diz Ivan Matkovic, da Spendgo, “a internet simplesmente existirá como parte de nossas interações rotineiras. Será como o ar que respiramos. Um componente crítico da vida, mas sua presença não será necessariamente reconhecível ou identificável.”

A conectividade global – a entrada de novos 3 bilhões de pessoas a uma velocidade de 1 Megabit por segundo – vai gerar 6 bilhões de hiper-conectados e trilhões de novos dólares fluindo para a economia global, graças às iniciativas de grandes players como Facebook, SpaceX, Google, Qualcomm e Virgin para 2020. Acredito que as conexões wifi grátis acontecerão até antes do prazo.

Beia Carvalho palestrando no evento da EUROFINANCE.

Beia Carvalho palestrando no evento da EUROFINANCE.

Qual seria esse investimento que as empresas não poderiam deixar de fazer, mesmo com a queda de faturamento? O que a tesouraria e as finanças deveriam ter em mente?
Para quem atua no mundo das moedas, conhecer, aprofundar, aprender e investir na tecnologia que está por trás da moeda virtual Bitcoin. Recomendo o artigo do The Economist e também publicado pelo Estadão sobre a Blockchain, em 31 de outubro. A inovação está em cada aspecto dessa tecnologia que subverte grandes dogmas. Possibilita a pessoas que não se conhecem, nem confiam uma nas outras, construírem uma contabilidade segura e confiável. Sei que em seguida vem a pergunta: como um sistema aberto a consulta, descentralizado, transparente e acessível pode ser ao mesmo tempo confiável e seguro? A resposta é inovação. Este assunto está nas rodas de valor de hoje e continuará na moda quando se projeta o mundo para 2040. Quem souber antes e “infectar” mais e melhor o ambiente, chega no futuro mais rápido. Não creio no conhecimento reservado ao departamento de TI. Acredito sim, na discussão da tecnologia sendo disseminada e compartilhada democraticamente na empresa.

A volatilidade econômica virou norma. Como a tesouraria e as finanças lidam com isso? Há um limite para a política de corte de custos? Como o planejamento pode substituir os cortes?
Quando a volatilidade vira norma, o planejamento não substitui cortes. A perseguição e a ganância por uma nova mentalidade para a empresa são imperativas. Empresas do futuro são aquelas que tem uma arquitetura com espaços férteis para que a inovação brote. Não há garantia que ela dê frutos. Inovar é necessário, não é opção, principalmente quando as crises deixaram de ser eventuais e viraram cena da vida cotidiana. O relatório do Bank of Merrill Lynch de abril de 2015 identifica 3 ecossistemas de disrupção criativa: a Internet das Coisas (7 trilhões), a Economia Colaborativa (450 bilhões) e os Serviços On-line (500 bilhões).

Paradoxalmente, o PIB pode estar escondendo uma economia mais pujante. Segundo o relatório, com o crescimento da Economia Colaborativa, mais transações não são diretamente monetizadas, fazendo a parte incontável do PIB crescer. Isso é um desafio na utilidade das estatísticas dos PIBs. Ou seja, a economia pode ser maior e estar crescendo mais rápido que os números sugerem”.

Em época de crise, a falta de perspectivas sempre abala a confiança no futuro. Imagino que isso seja um problema para as empresas. Como evitar esse cenário?
As empresas devem selar sua suprema parceria: construir plataformas interativas que acolham as discussões, as soluções, as inovações e as invenções com as quais a sociedade está engajada. Proporciona-se um espaço de confiança e esperança, o primeiro um valor, e o segundo um bem, ambos em falta neste enganado e desiludido Brasil. Não é fácil para as empresas criarem esses espaços sem se absterem de subverter a conversa. Tendenciar a conversa seria fatal e a sociedade sumiria desta rede de discussões.

Qual é a mensagem que a senhora gostaria de deixar para os homens e mulheres das finanças?
Conhecer, aprofundar, estudar, aprender mais e mais além e compartilhar.

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Explique o conceito de disrupção. As empresas deveriam ter uma área de planejamento que fosse além da questão financeira? Como isso se daria?
Uma inovação disruptiva substitui e elimina o que a antecedeu. As empresas tem de investir em espaços permanentes de dissidência ativa, onde ideias heréticas e divergentes possam ser discutidas para serem acolhidas ou destruídas. “Não temos este tempo para perder”, é uma desculpa do século passado. Para começar as empresas precisam entender criteriosamente os conceitos de inovação, imaginação, criação, exponencialidade, recursos finitos e abundância. Muitos destes conceitos estão embolados e servem de bloqueios à inovação. Por isso, é tão fácil falar sobre inovação e tão difícil inovar.

Investir na investigação do futuro, nos leva à poderosa combinação entre inteligência artificial (AI) e a nova safra da robótica, que varrerá da face do mercado 35% dos trabalhadores do Reino Unido e 47% nos Estados Unidos, incluindo postos de colarinho branco, segundo o relatório de 300 páginas do Bank of Merrill Lynch.

NOTAS:
1. Texto da entrevista publicada em 18/11/2015. Publicada no Caderno de Economia e Negócios Estadão e produzida por Estadão Projetos Especiais, para meu cliente Eurofinance.

2. EuroFinance é uma empresa do Grupo The Economist, líder mundial em conferências e seminários sobre gestão financeira e de tesouraria. Realiza mais de 50 encontros na área, em diversos países. Fui convidada a palestrar no evento Gerenciamento Internacional de Tesouraria, Caixa e Riscos para Empresas no Brasil, em São Paulo, 10-11 de novembro 2015, que reuniu mais de 400 profissionais da área financeira. Palestra “O futuro é agora. Planejamento para a disrupção”


14
Oct 15

De Volta pro Futuro ou Chegando do Futuro?

Palestrante Beia Carvalho capa da Revista GoWhere Business

Palestrante Beia Carvalho capa da Revista GoWhere Business

Em maio deste ano publiquei aqui neste blog a matéria de capa da revista GOWHERE Business com a chamada “Beia Carvalho, a Palestrante do Futuro”.
O título do post era “De Volta para o futuro”.

Entrevista com Beia Carvalho na Revista GoWhere Business

Entrevista com Beia Carvalho na Revista GoWhere Business

Semana passada, cheguei mesmo do futuro. Participei da Conferência, em Londres, Antecipando 2040, fruto de uma experiência incrível: meu primeiro projeto de crowdfunding!
Um projeto vencedor graças a meus inúmeros amigos e fãs, a quem nunca cansarei de agradecer.

O que uma coisa tem com a outra?

Bem, no dia em que cheguei do futuro recebi mensagens de 3 amigos, dois de São Paulo e outro do Rio, que foram as melhores Boas-Vindas possíveis.

Maru Filho, foi o primeiro: “Olha que bacana, Beia. Tô hj no elevador e vc tava lá, no caixa do Pão de Açúcar e vc lá de novo. Bjo”. E me manda junto com a mensagem a prova do crime: esta foto.

Isabella Rostworowski: “Também te vi enquanto estava na fila do caixa! Adorei!!! Bjs”.

E, Ighor Felipe, do Rio “Tentei tirar a foto ontem no elevador, mas não consegui, chegou no meu andar e tive que sair… rs… Achei top! =].”

Passada a deliciosa surpresa de saber que estava presente em elevadores e supermercados, veio a dúvida. Por que? Como? Quem?

Meu grande amigo André Moraes não conformado com o mistério, gugou a legenda da foto: Quando eu palestro, vejo empresas que ainda se protegem do mercado, dos concorrentes, das novas gerações, na tentativa de manter segredos que não são mais segredos para ninguém. E a resposta encontrada foi: matéria de capa da revista GOWHERE Business. Como diz o Ighor: TOP!

Beia Carvalho, o jornalista Celso Arnaldo e a executiva Tânia Mattana.

Beia Carvalho, o jornalista Celso Arnaldo e a executiva Tânia Mattana.

Obrigada uma vez mais a todos que fizeram essa linda matéria possível. Entrevista e texto do jornalista Celso Arnaldo Araujo. Executiva de contas e “olheira” Tania Mattana. E ao empresário Norberto Busto.

Se você quiser ler a entrevista de 5 páginas De Volta para o Futuro com com Beia Carvalho clique aqui

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição

De Volta para o Futuro, artigo publicado na 8ª edição GoWhere Business

De Volta para o Futuro, artigo publicado na 8ª edição GoWhere Business


31
Aug 15

Quer dar uma espiadinha em 2040?


Mostra aí esse vídeo pra uma empresa que queira dar espiadinha no mundo em 2040.

O grupo London Futurists realiza periodicamente conferências sobre o futuro. Este ano o tema é “Abundância Sustentável para 2040”.

Contribua com o Crowfunding pra Beia ir pro Fuuturo

Contribua com o Crowfunding pra Beia ir pro Fuuturo

O tema é fantástico! Não há nada remotamente parecido no Brasil.
Será apenas 1 dia. Mas que dia! Um dia inteiro com 11 das mais fantásticas cabeças pensantes sobre o futuro. São doutores e pós doutorandos que, diferentemente do Brasil, são acadêmicos que trabalham ou trabalharam nas mais importantes empresas do mundo, como IBM, por exemplo.

Os assuntos vão de terapias com células-tronco; futuro da alimentação, da impressão 3-D, a transformação da educação e de como evitar retrocessos potenciais da tecnologia para o bem-estar da humanidade. Teremos justiça social em 2040?

Por que eu acho que essa conferência vai ser legal?
Porque como futurista do Grupo London Futurists, conheço e admiro seu trabalho. E já participei, no ano passado, da Conferência “Antecipando 2025”, que rendeu insights de peso, para o futuro dos meus clientes.

Vamos levar a futurista Beia Carvalho para 2040?

Vamos levar a futurista Beia Carvalho para 2040?

Por que me patrocinar?
Porque este é o jeito fácil de sua empresa dar uma espiadinha no mundo em 2040. E estamos a apenas 32 dias de 2040! Também, porque o evento é local, dentro da universidade, sem tradução simultânea, e exige fluência total em inglês.
E last but not least … já fui executiva -, os executivos vão e voltam desses eventos sem parar de trabalhar para o Brasil, nem um minuto. E quando voltam não tem tempo para preparar um material à altura do evento para ser compartilhado com as equipes das empresas.

Se você acha que sua empresa pode lucrar com conteúdos e conversas sobre o futuro, assista ao vídeo e considere atentamente as recompensas para que me patrocinar.

O projeto está no CROWDFUNDING KICKANTE.

Na cota única, o Patrocinador contribui com a minha participação na Conferência, e na minha volta tem direito a:
– 2 palestras gratuitas sobre os pontos mais excitantes da Conferência.
– 50% desconto nas próximas 2 palestras.
– Acesso às 10 pílulas mais relevantes logo após o evento.

O valor é de R$ 11.970. CONTRIBUA aqui: http://www.kickante.com.br/campanhas/quer-dar-uma-espiada-em-2040

Super fácil, clicou, contribuiu, chegou em 2040!
VAMOS TROCAR IDEIAS?

Conferência Abundância Sustentável para 2040

Conferência Abundância Sustentável para 2040

NOTA:
Alguns dos 11 palestrantes:
Entre os palestrantes, o fantástico Rohit Talwar, CEO da Fast Future; Stephen Minger, ex Cientista-Chefe na GE Healthcare Life Science – sobre as terapias com células-tronco; Karen Moloney, Diretora da Moloney Minds, sobre o futuro do homem e da mulher; Diana S. Fleischman, da Universidade de Portsmouth – sobre o futuro da alimentação, um mapa para a carne in-vitro e Waldemar Ingdahl, diretor do think tank Eudoxa – sobre o futuro da impressão 3-D e outras tecnologias descentralizadas. E Steve Fuller do depto de Sociologia da Universidade de Warwick, autor de Humanity 2.0 – sobre justiça social em 2040.


1
Jul 15

Makers.

Ayah Bdeir, Media Arts and Sciences, Media Lab, MIT

Ayah Bdeir, Media Arts and Sciences, Media Lab, MIT

Ontem participei do Makers Master, com o incrível Ricardo Cavallini.

No mundo dos MAKERS – artesãos sem limitação de ferramentas tecnológicas – há mais mulheres, que homens, segundo meu professor Cavallini. Me apaixonei pelo littleBits, criado pela incrível libanesa-canadense Ayah Bdeir, 33.

littleBits são módulos que se juntam por ímãs (assista ao vídeo). É o LEGO das novas gerações. Seu código é aberto e ensina crianças a programar e criar como o Lego liberou a criação e ensinou a construir. Serve pra prototipar, aprender e se divertir. Tudo do littleBits que tem a ver com nerdice, vem pronto. Para que a gente brinque e experimente sem saber de eletrônica. Nas palavras da sua criadora: “Go ahead and start inventing”. Demais!!

Turma do Makers Master

Turma do Makers Master

Guru Cavallini & Euzinha

Guru Cavallini & Euzinha


Valeu, repensador Otavio Dias!


8
Jun 15

FICADICA: a coleção #01 a #20

#FICADICA é o desejo de registrar as minhas próprias frases, as de colegas futuristas e de amigos, que me inspiram pelo mundo afora.

FICADICA #01. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #01. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

Reúno as primeiras 20 dicas aqui. Se gostar, colecione e espalhe. Daqui 5 anos vamos recompartilhá-las e ver o que já virou realidade.
Vamos ver a minha disciplina para chegar a 50 dicas. Projeto compartilhado com meu dupla André Moraes, da amDESIGN.

FICADICA #02. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #02. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #03. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #03. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #04. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #04. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #05. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #05. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #06. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #06. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #07. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #07. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #08. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #08. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #09. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #09. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #10. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #10. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #11. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #11. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #12. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #12. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #13. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #13. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #14. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #14. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #15. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #15. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #16. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #16. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #17. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #17. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #18. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #18. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #19. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #19. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #20. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #20. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

 

Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione e Inspire-se!!

Quer saber mais?

Contrate uma palestra 5 Years From Now® com a palestrante futurista Beia Carvalho, para a sua equipe: palestras@5now.com.br

AGUARDE A NOVA COLEÇÃO COM MAIS 20 DICAS.
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Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Daqui 5 anos vamos ver o que virou realidade.

Daqui 5 anos vamos ver o que virou realidade.

Minha Capa Cool: Ello 2020

2020


5
Jun 15

Ah, as responsabilidades de compartilhar!

Adoooorooo fãs!

Adoooorooo fãs!

Recebi esta mensagem ontem, e tive que ralar pra responder à minha nova fã gaúcha Lygia Pires de Macedo, especialista em Pesquisas de Mercado & Planejamento. Olha só a saia justa! Perguntas inteligentes, respostas difíceis.

“Beia , tenho acompanhado seus posts e virei sua fã. Tenho 2 perguntas, pode ser?
1. Como você preconiza a geração Y neste novo cenário econômico (novo para eles) brasileiro? Afinal eles cresceram em um ambiente macro bem mais confortável. Levando-se em consideração que haverá retração nos empregos, fechamento de empresas, dinheiro e outros recursos mais caros, poucos investimentos e que levaremos pelo menos uns cinco anos para sair disso, se formos bem administrados, como você acha que eles lidarão com esse novo momento adverso?

2. Você fala em análise de notícias (tb acho que sim, tanto que tenho assistido noticiários onde há analistas), mas como explicar então essa limpeza de pensantes feitas pelas redações de jornais e revistas por todo Brasil? Isso poderá mudar?”

Rapidamente, respondi: “Lygia, as perguntas são boas demais. Vou me dedicar às respostas e posto aqui. Amei seus elogios. Eu adoroooo fãs.”

Obrigada, Lygia Pires de Macedo.

Obrigada, Lygia Pires de Macedo.

Este é o resultado da minha dedicação, Lygia. Espero que tenha chegado à altura de suas questões. Com a ajudinha do Deus brasileiro, que fez os EUA e a Europa passarem por uma mega recessão, a gente pode, sem gastar dinheiro em pesquisas, ter referências para a nossa crise retardada de 2015.

Em 1982, quase 4 milhões de bebês nasceram nos EUA. Eles. Aqueles. Os Millennials. A Geração Y. A maior geração americana. Wow! Passaram os baby boomers? São os NEO baby boomers? Pois é, enquanto ainda estavam se divertindo, mamando o leite materno, o país se recuperava da recessão dos anos 1980, entrando na era Reagan, com seus 4 pilares para chacoalhar a economia: redução dos gastos do governo, redução das taxas do imposto de renda federal e sobre ganho de capital, redução da regulamentação governamental e redução da oferta de moeda, para reduzir a inflação. (ouviu D. Dilma? São 4 pilares. Os 4 começam com redução, não com inchação!).

Desmamaram e se viram de frente com os anos 1990, uma era estável, bombando, parecia que a humanidade finalmente estava acertado o passo. BUM! As torres caíram em 11 de setembro de 2011! Os mais velhos da geração Y, aqueles “bezerros” dos anos 1980 estavam então com 21 anos. Pois é, sofreram o baque. Adeus mundo-cor-de-rosa. Bye bye.

Mas o verdadeiro tapa-na-cara, o real “acorda aíê”, veio com a inesperada, para nós leigos, crise mundial de 2007-08. MUN-DI-AL. Mas por artifícios nunca dantes imaginados no mundo-mundial, o Brasil “surfou na marolinha” da crise. Afinal, somos brasileiros. Deus é brasileiro. Estávamos acima, além deste tal mundo-mundial.

Mas, ri melhor quem ri por último. Tente explicar para alguém do 1º. mundo porque estamos na pior recessão MUNDIAL! Se conseguir, e se sua explicação fizer sentido, me passe por email, por favor.

Vou retratar agora um fenômeno americano mas que, com algum esforço, dá pra gente tropicalizar. A Geração Y é a geração americana com o maior nível educacional. Nos países de 1º. mundo isso se traduz por mais mestrados, PhDs e pós doutorados. No Brasil e em outros países do 3º. mundo, não chegamos a tanto! Mas fizemos a nossa parte: temos menos analfabetos – sem entrar no triste “detalhe” dos analfabetos funcionais (sabe, a balconista da rua Oscar Freire que faz o desconto de 10% da calculadora?).

A despeito destas diferenças brutais entre os mundos-mundiais e o mundo-do-faz-de-conta-das-marolinhas, a tal melhor educação está pagando um preço fenomenal! Nos EUA, onde tudo está contabilizado, a dívida dos universitários junto às universidades dobrou entre 1996 e 2006. A esperança de poder pagar a dívida da bolsa universitária com empregos fantásticos, sucumbiu quando – ao sair da universidade – os jovens Y deram de cara com a pior crise econômica em 80 anos! Diferentemente de países liderados por caudilhos, nenhum país de 1º. mundo apelidou a crise de “marolinha”.

Mas será que se safaram os “ispertos” que não foram para as universidades? Putz, não! Com salários arrochados, melhor pagar por tecnologia que substitui gente, ou terceirizar nos países emergentes, ou pagar pouco para quem pode me oferecer muito, que pagar pouco por um “vagabundo” ou semianalfabeto.

Achar emprego e achar um bom salário tem sido cada vez mais difícil. Isso significa que o ciclo que começa com o compromisso do jovem em comprar uma casa (deixar a casa dos pais, pagar por comida, roupa lavada, comprar e manter seu carro, casar, ter filhos, escola etc) – foi interrompido. Uma geração que não compra sua casa própria, nem seu primeiro carro é uma geração que interrompe o “curso natural da economia americana”.

Olhando do ponto de vista dos baby boomers (a geração que mais acumulou poder econômico e que são os pais dos mais velhos da Geração Y); ou com os olhos da Geração X (berço dos yuppies e os pais dos mais novos da Geração Y), isso pode parecer um desastre. Só que não. A maior parte dos Y não está nem aí. E muitas vezes até despreza esta busca “patrão”, “burguesa”. Mesmo porque, sempre podem não deixar a casa dos pais, ou retornar a elas, sem sofrer a pecha de perdedores – lembrando que para as gerações mais velhas, regressar à casa dos pais era assinar que e “falharam na vida”.

E mais de 1 entre 5 americanos entre 18-34 respondendo à pesquisa da Pew Research Center disseram que adiaram se casar ou ter o primeiro bebê por conta da má fase da economia. E mais de 1/3 de jovens entre 25 e 29 anos voltaram a morar com seus pais. Não me surpreende. Essa é a geração que adora um toddynho e tem um estreito contato com a vida infantil. Por quê? Porque lá é bem mais “quentinho” que resolver problemas de adultos. Por dominarem o que nós mais velhos chamamos de tecnologia, eles vem resolvendo nossos problemas desde a mais tenra idade. Quem acima de 50 anos não pediu para uma criança de 5 anos ajustar o relógio digital do carro ou o radio-relógio da cabeceira, quando chegava o horário de verão? Quem abaixo de 50 anos não pediu para uma criança resolver um problema com a impressora ou com o computador que ‘travou”?

Há quem pense que a Geração Y é a mais azarada desde a 2ª Guerra Mundial, por conta dos baixos salários, altas taxas de desemprego, terrorismo, globalização e tecnologia substituindo mão de obra humana. Mas há quem veja o copo quase cheio: ninguém vai morrer de fome – pelo menos nos EUA. E nem no Brasil, se contarmos a escalada da obesidade em todas as faixas etárias e em todas as classe sociais, notadamente nas classes mais baixas. E a Internet possibilitou acesso gratuito a muita coisa que antes era reservada a uma distinta classe (aprendizado de línguas, educação de alto padrão, e entretenimento, por exemplo).

O mesmo instituto Pew Research Center revela que 9 entre 10 jovens da geração Y que haviam mudado para casa de seus pais já dizem ter o dinheiro que necessitam ou que o terão num futuro bem próximo.

Talvez a geração Tradicionalista (nascidos antes de 1946) estivessem certos: é preciso passar por uma ‘guerra” para dar valor à “vida”. Pew acredita que esta geração de jovens entre 18 e 35 anos, entregarão uma nação mais próspera às suas crianças que seus pais. Afinal, não nos esqueçamos: numa Era da Cognição, esses jovens são os mais bem estudados e bem equipados. Sem contar que, mais para o bem que para o mal, o preço da casa própria – por conta da crise de 2008 – ainda está super atrativo. Talvez o meio copo deles esteja realmente quase cheio.

Desde a 2ª. Guerra Mundial, o que faz a economia americana bombar são a aquisição de novos carros e de casas nos “chics” subúrbios americanos. Nenhuma das 2 coisas parece fazer os olhos dos jovens Y brilharem.

É exatamente durante entre 20 e 30 anos que arriscamos mais, experimentando na universidade, trocando de empregos, viajando, empreendendo, casando. Sim, a recessão tem um impacto sobre esses rompantes juvenis. Mas respondendo a sua pergunta, Lygia, os brasileiros são otimistas. Não me pergunte o por quê. Esta semana, quando os jornais e os maiores entendidos em economia e política anunciam a pior recessão brasileira pelos próximos 2 anos, pelo menos (!!), ouvi de várias pessoas que a situação melhorou e parece que o ano já está “pegando na rampa”.

Enfim, Lygia, em uma frase? Acredito que a Geração Y sofrerá menos as consequências destes vindouros duros anos do marolão brasileiro, que nós (Gerações acima de 36 anos) sofreríamos. Eles vieram equipados com alguns itens de fábrica, que nós tivemos que adquirir (caro) no mercado.

Sobre a sua 2ª. questão (… como explicar essa limpeza de pensantes feitas pelas redações de jornais e revistas por todo Brasil? Isso poderá mudar?), é ao mesmo tempo mais fácil de explicar e mais complexo de se safar.

Quando mudamos de Era, trazemos conosco os velhos arraigados conceitos da velha Era (que não resolvem problemas da nova era, mas atrapalham bastante!) e não conseguimos apreender e muito menos internalizar os novos conceitos da Nova Era. Assim, resolvemos problemas de uma Era Complexa da forma que costumávamos resolver problemas em uma Era Complicada. Em uma frase: um tremendo erro!

Veja. Não estamos mais vendendo tanto jornal? Fácil: despedimos os maiores salários, os grandes jornalistas, os que fazem as profundas análises, os que nos levam a refletir e a ter uma visão mais crítica. Assim, os jornais que tinham 1 grande diferencial sobre muitas das novas mídias digitais, ficam de um só golpe, além de antiquados, sujos (tinta), insustentáveis (papel), rasos e superficiais. Usar soluções da velha Era para resolver problemas da nova Era, dá nisso.

NOTAS:
1) Clique aqui para um passeio sobre a Nova Era: https://youtu.be/paIATFfWSZM

2) The Cheapest Generation: Why Millennials aren’t buying cars or houses, and what that means for the economy – http://www.theatlantic.com/magazine/archive/2012/09/the-cheapest-generation/309060


28
May 15

De Volta para o Futuro.

De Volta para o Futuro, artigo publicado na 8ª edição GoWhere Business

De Volta para o Futuro, entrevista de 5 páginas com Beia Carvalho na 8ª edição GoWhere Business

Beia Carvalho e o jornalista Reinaldo Azevedo no evento de lançamento da edição.

Beia Carvalho e o jornalista Reinaldo Azevedo no evento de lançamento da edição.

Quando eu palestro, vejo empresas que ainda se protegem do mercado, dos concorrentes, das novas gerações, na tentativa de manter segredos que não são mais segredos para ninguém.

Com uma sólida carreira na publicidade, incluindo 4 Leões de Ouro em Cannes, em 2008 ela viajou no tempo e foi parar 5 anos à frente, ao abrir a consultoria 5 Years From Now®. Seu objetivo: provocar reflexões sobre o que o futuro reserva para o mundo corporativo. Nada de premonições cabalísticas, predições com búzios. Apenas reflexões e projeções de quem conhece o mercado em todas as suas manifestações. No começo, organizou em sua própria casa workshops de 2 dias inteiros, para compartilhar sua experiência com diretores e sócios de empresas. De 2 anos para cá, ampliando o alcance desse trabalho, passou a fazer palestras para empresas de diversos portes e segmentos – como grandes bancos, institutos de ensino, empresas de tecnologia e cruzeiros marítimos.

Logo se tornou uma das profissionais mais requisitadas desse disputado mercado, com um distinção: Beia Carvalho é uma palestrante do futuro. Hoje. Instiga e provoca, dissecando o mundo não-linear em que vivemos e o tipo de profissional que o amanhã vai procurar. Depois que encerra sua apresentação, costuma ser fustigada por perguntas e questões por até 1 hora. Fio o tempo que ela dedicou a GoWhere Business, aqui e agora.

Sobre o que fala Beia Carvalho
Sua empresa tá pronta?

Mudanças exponenciais são a marca da complexidade do século 21. Diga “adeus” àquelas mudanças lineares do século passado. Bons tempos, em que tínhamos tempo para nos adaptar às movimentações locais e globais. Tínhamos tempo para longas, chatas e ineficientes reuniões. Para elucubrações e masturbações mentais. Afinal, o mundo podia esperar.

Só os talentos trazem repostas simples para problemas complexos.
Você está rodeado deles ou de songamongas?

É cruel. Mas quase nada resta às estratégias de micros, pequenas e médias empresas senão compreender, o mais rápido possível, essas significativas mudanças que a aurora de uma nova era nos acena. E sem desculpa para quem não é grande. Estudos apontam que é mais fácil inovar nas pequenas empresas. Porque nas mastodontes, a estrutura engessada não permite movimentos rápidos e cirúrgicos que o novo século reverencia.

Entrevista:
Como é que vai o mercado de palestras neste período de pessimismo empresarial?
Não conheço nenhuma pesquisa, mas é um mercado bombando. Por ser crescente e cheio de oportunidades, atrai todo tipo de gente – desde os com conteúdo aos aventureiros. O mercado é tão atraente que já há cursos e workshops especializados em formar palestrantes. Eu mesma sou constantemente procurada para fazer coaching de candidatos a palestrantes. Cheguei a fazer uma reunião com uma pessoa que tinha decidido s e tornar palestrante que, de cara, disse. “Tenho um problema. Detesto falar em público”. Um pequeno detalhe.

Dos palestrantes do mercado, você é a única que não se limita a falar do presente – projeta um futuro, situado sempre a 5 anos de hoje. Você começou esse ciclo em 2008, portanto há 7 anos. Os primeiros 5 anos comprovaram a sua estimativa?
Quando alguém se propõe a pensar no futuro – e pode ser 5, 10 ou 20 anos – o que primeiro vem à cabeça é o conceito de previsibilidade, tipo Mãe Dinah. Mas minha ideia de viajar para o futuro é provocar o cérebro para uma série de perspectivas: com quem estarei casado em 202? Onde estarei morando e trabalhando em 2020? A excitação cerebral produzida por esse tipo de exercício mental constrói novas sinapses cerebrais, novas ligações. E isso, com a devida orientação, pode gerar avanços. Aliás foi o que fiz nos meus primeiros 5 anos. Uma vez por mês, entre 2008 e 2013 organizei workshops aqui em casa, para sócios de empresas. Eu e minha sócia estudávamos cada empresa durante 1 mês e, dessa preparação, surgia uma intensa dinâmica de 2 dias, fruto de uma vida inteira como planejadora. Se fizéssemos esse trabalho hoje, colocaríamos esses diretores e a empresa deles no ano de 2020. Que tendências estariam influenciando o negócio daqui 5 anos? Suponha que fosse uma locadora de vídeos. Ao fazer o exercício de ir para o futuro, esses executivos começavam a fazer novas ligações – e a despertar para coisas que não estão no seu horizonte do dia a dia, não estão nos jornais, no papo do boteco. Pode ser um exercício para sua vida, para sua empresa, para a sua comunidade, o seu país. O fato é que as pessoas tem uma tendência absurda de colocar 100% de sua energia no dia de hoje – que é o dia mais pronto e sua vida. É um presente que você pega, desembrulha e usa. Um líder não poder ser o cara que está pensando no fim do dia – nem no fim do mês. Pensar no futuro é como fazer exercício físico: dá uma preguiça danada, deixa para amanhã …

Se eu, editor de revistas, fizesse esse exercício com você, no que eu deveria pensar daqui 5 anos?
No universo dos livros e revistas, com os vários segmentos em que elas se especializam, vejo que as coisas plásticas tem um futuro mais garantido – no sentido de que é muito mais bonito ver um parto num papel couché, com supercuidado gráfico, do que vê-lo numa telinha que some a um toque. O mesmo acontece com livros de arte, que também tem essa permanência. O contato com a mídia papel não se perderá tão cedo. Mas evidentemente ela precisa se reciclar. Assim que abaixo para pegar o jornal que deixaram à minha porta, percebo que já vi aquelas manchetes várias vezes ontem nos noticiários da TV, nos sites de notícia e nas redes sociais. O mundo das notícias é o mais complicado. O que eu queria ver num jornal não é a manchete do Jornal Nacional do dia anterior, mas uma análise mais profunda – só que o cara capaz de fazer essa análise já foi demitido.

Todo o futuro que se projeta hoje passa pelas redes sociais, pela internet?
Vivemos num mundo com plataformas de engajamento – das redes sociais aos programas de trocas e de produção de conhecimentos. De qualquer forma, ninguém mais conhece resolver e criar coisas sozinho. Você compartilha seu know-how e ao compartilhar, contribui para a plataforma de conhecimento – por isso o conhecimento dá saltos exponenciais. É a única forma de se produzir soluções para problemas complexos. Quando eu palestro, vejo empresas que ainda se protegem do mercado, dos concorrentes, das novas gerações, na tentativa de manter segredos que não são mais segredos para ninguém. Tem gente que me diz: “você põe seu vídeo na internet, ninguém vai contratar sua palestra”. É ao contrário: me contratam porque eu ponho meu vídeo na internet. Quem não perceber isso ainda não entendeu o mundo. E não serve para trabalhar em sua empresa.

Algum tipo de profissional deve ser mais valorizado nos dias de hoje?
O mundo de hoje precisa de talentos. Tudo o que for passível de ser automatização será robotizado ou terceirizado. Só talentos conseguem resolver problemas complexos de forma simples. E essas pessoas são fundamentais, porque daqui a 2 minutos surge outro problema complexo. É a tal história, você gosta de fazer pão francês? Vá aprender tudo sobre o pão francês, e dos outros pães, da bioquímica à história. Com esse cabedal, você vai ter um lugar 5 years from now. Os talentos que interessam ao futuro são necessariamente complexos.

Quais os temas carro-chefe de suas palestras?
Eu diria que são dois: o das gerações e o da inovação. É a primeira vez que temos 5 gerações convivendo no mesmo mercado de trabalho: A Geração Tradicionalista, os Baby Boomers, a Gen X e as Gerações Y e Z. Mas o x da questão é a Geração Y.

Defina a Geração Y
Situa-se entre 17 e 34 anos e é a primeira geração que, desde a aquisição da fala, vive num mundo com internet. É a primeira geração não-linear e esse é o mote de minhas palestras. No mundo linear, feito em linhas sucessivas, você chega a presidente da empresa subindo linha por linha, degrau por degrau. É um mundo hierárquico. Num mundo não-linear um membro da geração Y entra de repente na sala do presidente da empresa, que é um Baby Boomer, ou pertence à geração Tradicionalista, e este pode achar aquela presença inconveniente e mal educada. Na realidade, quem é da Geração Y, por ser não-linear, não entende por que deve bater à porta e se reverência diante de um superior.

Em sua palestra, você ensina os mais velhos a lidarem com a Geração Y?
O mundo não será do jeito que você quer, mas do jeito que eles querem. Na geração anterior, era muito difícil alguém com 30 anos ser diretor de uma empresa grande – ou um empreendedor. A Geração Y já é diretora, porque é mais precoce. E, dependendo do tipo de negócio dessa empresa, ele está mais apto do que os mais velhos em postos de comando. Porque eles podem eventualmente não ter entendido este mundo não-linear. Eles não entendem porque a palestra da Beia está na internet …

E a Geração Z já está na cola …
Os Y têm irmãos Z – e às vezes têm dificuldades de entendê-los. O mundo vai para frente. E é incrível que, em minhas palestras, ouço de muita gente de alto nível algo como “isso é uma fase” e o mundo vai voltar a ser o que era … A Geração Y é multitarefa – uma consequência de ser não-linear. Está atenta a várias coisas, simultaneamente, com foco em todas – o que para as gerações anteriores pode parecer dispersão. Há exemplos e mais exemplos de que há um gap na forma de adquirir e expressar conhecimentos para a vida entre as gerações mais velhas e a Y.

Mas o cara que atravessa a rua digitando freneticamente no celular não pode ser um boçal?
Mas ele não é atropelado. E você é …

Sua outra palestra muito requisitada é sobre inovação. Em que sentido?
Ela surgiu de meus workshops com empresários. Eles falavam em inovação -mas eu percebia que esse conceito variava muito de diretor para diretor. Para um pode ser dar um Ipod para cada funcionário. Então, dei um passo para trás para discutir com eles o que é inovar – e porque é tão difícil inovar. Por que é fácil falar e escrever sobre inovação e tão difícil fazer? Há empresas gastando milhões de dólares com inovação – com resultados pífios. Inovar não é comprar tendências ou contratar consultor, mas introjetar esse espirito de enfatizar a diversidade, acolher o diferente. Inovação não está na prateleira, mas na cabeça. E nossos instintos querem o conforto das velhas certezas. Além disso, inovação pode, sim, dar errado…Mas, nesta nova era, ou você inova ou você morre.

Cantores pop já mortos sobrevivem pela técnica da holografia.
Haverá palestrantes holográficos?
Na minha palestra mais futurista, a “Se Liga”, mostro o show holográfico de uma rock star japonesa que lota estádios em toda a Ásia. É mais louco ainda, porque não é que ela esteja morta – ela nunca existiu! Mas palestrante virtual ainda está na infância.

Fale com a beia: beia@5now.combr

NOTAS:
O artigo “De Volta para o futuro”, é matéria de capa da 8ª edição especial da Revista GoWhere Business. Foi escrito pelo jornalista Celso Arnaldo Araujo.
O texto acima é uma reprodução fiel do texto publicado.

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição.

Beia Carvalho, o jornalista Celso Arnaldo e a executiva Tânia Mattana.

Beia Carvalho, jornalista Celso Arnaldo e executiva Tânia Mattana no lançamento da edição.

 


2
Apr 15

Talentos ou songamongas?


2020: Sua Empresa tá Pronta?

Mudanças exponenciais são a marca da complexidade do século XXI.

Se você ainda não disse, diga “adeus” àquelas mudanças lineares do século passado. Bons tempos, em que tínhamos tempo para nos acostumar e nos adaptar às movimentações locais e globais. Tínhamos tempo para longas, chatas e ineficientes reuniões. Para elocubrações e masturbações mentais. Afinal, o mundo pode esperar.

Ah, mas as mudanças exponenciais exigem respostas simples. Respostas que somente os novos olhares sobre esta Nova Era pós industrial podem trazer. E é bom olhar quem está a sua volta, porque quem traz respostas simples para problemas complexos são os talentos.

Você está rodeado deles, ou de songamongas?

É cruel! Mas quase mais nada resta às estratégias de Micros, Pequenas, Médias e Grandes Empresas senão compreender, o mais rápido possível, essas significativas mudanças. Mudanças que a aurora de uma Nova Era nos acena. Pare, olhe e reflita, para se beneficiar rapidamente das vantagens competitivas que a Inovação e a Tecnologia aportam para os negócios.

E sem desculpas para quem não é grande. Estudos apontam que é mais fácil inovar nas pequenas empresas. Porque nas mastodontes – o capital abunda – mas a estrutura engessada não permite movimentos rápidos e cirúrgicos, que o novo século reverencia.

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E depois me conte.

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho


16
Mar 15

O Futuro é um país BEM estrangeiro

Sua Mochila pra Viajar pro Futuro Tá Super Equipada?

Sua Mochila pra Viajar pro Futuro Tá Super Equipada?

Patrícia Lustig é uma futurista como eu e vemos o exercício de futurar de forma muita parecida. Neste artigo, que traduzi livremente, ela usa uma expressão que está no meu primeiro site: exercitar os músculos que viajam para o futuro (exercising your “foresight muscles”). Leia seu artigo:

Se você for a um país estrangeiro, como o Nepal e esperar que ele seja igual a seu país, você vai apanhar. O mesmo acontece quando você planeja o futuro: se você só pensar sobre o hoje e o ontem, você também apanha.

E se a gente morrer e descobrir que Deus é uma grande galinha?? E aí?! - What If? What Else?

E se a gente morrer e descobrir que Deus é uma grande galinha?? E aí?! -What If? What Else?

Lidar efetivamente com qualquer futuro não tem nada a ver com acertar o que acontecerá neste futuro, mas como exercitar o que eu chamo de “músculos da previsão” e se preparar para um leque de potenciais diferentes futuros, exatamente igual você se prepararia para um leque de possibilidades de clima se fosse escalar no Nepal. Quanto mais você esticar seu pensamento para ele trabalhar nos mais diferentes e estranhos potenciais de futuro (e o que você faria diante cada um deles), mais bem preparado você estará para qualquer um deles se e quando eles ocorrerem – e se tornarem o seu hoje.

A pesquisa de Daniel Gilbert indica que as pessoas sempre estimam a quantidade de mudanças que acontecerão no futuro, muito abaixo do que eles já sabem que aconteceu no mesmo espaço de tempo, no passado. E se você adiciona o fator de aceleração das mudanças, a coisa fica bem complicada. Em “De Volta para o Futuro”, Marty McFly vai de 1985 a 1955. Imagine que o filme fosse feito hoje e fosse de 2015 para 1985. Em 1985 não havia celulares, computadores, internet, câmeras digitais, só pra ficar em tecnologia. A diferença dos últimos 30 anos é muito MAIS significativa que a dos 30 anos anteriores. Ray Kurzweil chama isso de Teoria das Mudanças Aceleradas. Ele acredita que o século 21 terá 1000 vezes mais progresso que o século 20. E outros cientistas concordam. Portanto, não é de se admirar que seja tão difícil imaginar quais seriam esses potenciais futuros.

1955-1985-2015

1955-1985-2015

No momento atual todo e qualquer futuro são uma surpresa. Para se preparar para esses diferentes e surpreendentes você tem que liberar seus “músculos de previsão” para cada um destes futuros, e assim criar um plano A, B e C. Você traça um caminho plausível de como você chegaria naquele particular futuro potencial, a partir do hoje. Conceber um caminho ajuda você a notar quando você realmente estiver caminhando por ali, na vida real. Assim, você poderá tirar vantagem do seu Plano B para aquele futuro particular, porque saberá engajar as forças apropriadas e necessárias para obter benefícios para o seu negócio. Você saberá quais são essas forças porque você já havia pensado nelas de antemão.

Aqui estão algumas coisas que você vai gostar de levar em sua mochila, para ajudá-lo a pensar futuros bem ‘futurísticos’:
– Você pode ler ou assistir a ficção científica e anotar coisas que poderiam lhe afetar.
– Você pode prestar atenção aos novos avanços da medicina, tecnologia e do pensamento. Imagine o que pode acontecer quando diferentes tendências se encontram, se fundem e tem bebês.
– Você pode desenvolver um conjunto de futuros potenciais (com uma equipe diversificada) – e desafiar suas suposições e convicções, brincar com loucas ideias e construir sobre as ideias dos outros.
– Você pode perguntar ‘E se …?’ e ‘O que mais?’
– E você pode pensar como é o seu Plano A, B e C para cada um desses futuros potenciais.

Não chegue despreparado naquele país estrangeiro do futuro – tenha a certeza que a sua mochila está super bem equipada.

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Referências:
Dan Gilbert
A Revolução da Inteligência Artificial

Agradecimentos:
Futurista Rohit Talwar

Beia Carvalho é palestrante futurista, a 1ª figura feminina a falar sobre Inovação. Seu verbo é futurar. Seus temas são aqueles que estão dando um nó em nossas empresas e vidas: Futuro, Gerações e Inovação.


7
Feb 15

A Adrenalina do Abutre

Jake Gyllenhaal como Louis Bloom

Jake Gyllenhaal como Louis Bloom

Jake Gyllenhaal, 33 e 13 quilos mais magro vai te aterrorizar. Como Jack Nicholson em ‘O Iluminado. O coração dispara.

“Eu queria parecer e estar faminto”.

Ele interpreta Louis Bloom no filme Nightcrawler ao lado de Bill Paxton e da fenomenal (sou fã) Rene Russo, 60. Dirigido pelo maridão dela, Dan Gilroy, de Legado Bourne (2012) e produzido por Jake.

Louis Bloom é muito louco. Ladrão desempregado, ele é seduzido pelo frisson do submundo do jornalismo criminal televisivo de Los Angeles e com um capital inicial advindo do roubo de uma bicicleta, investe em uma câmera e num rádio para interceptar as frequências da polícia. Assim, se torna um freelancer que registra os acidentes, incêndios e mortes para vender seus vídeos para as estações de TV. Os chamados stringers ou “paparazzi of pain” (paparazzi da dor).

Não, ele não é um freelancer. Ele é um homem de negócios, um empresário. Um viciado em dicas online sobre empreender e liderar. Com uma mente loucamente assombrosa, decora e recita – em improváveis ocasiões – lições de empreendedorismo numa verborragia sem precedentes. Parece estar lendo aqueles posts que nos acostumamos a ver em redes sociais como LinkedIn, sites de coaching e outras chatices. Mas ele não apenas estuda, ele pratica. E nos prova, ironicamente, como se tornar uma liderança empresarial autodidata. Obstinação, disciplina, amoralidade, foco e tempo dedicado a estudar pela internet.

O filme nos ameaça com a constante dúvida sobre o que é moral, ético e legal. Onde está a fronteira? Louis facilmente borra essa linha-limite entre o observador e o participante para se tornar a estrela de sua própria história e de sua marca, a “Video Production Services” (Cultured Vultures). Punir a desobediência de forma cabal e matar a concorrência são tarefas levadas a sério e no sentido literal pelo “empresário” Louis: “I can’t jeopardize my company’s success to retain an untrustworthy employee” (Não posso prejudicar o sucesso de minha empresa para reter um funcionário em quem não confio).

No vídeo abaixo você pode assistir ao Jake Gyllenhaal falando de sua personagem: “Ele faz parte de uma geração de pessoas que está procurando emprego num mundo onde os próprios empregos estão sendo redefinidos.”

Você vai sentir todas aquelas fortes sensações e emoções, que os bons thrillers nos despertam. Taquicardia. Medo. Pânico. Repugnância. Aversão. Ansiedade. Vai rir, um pouco, nervosamente. E de forma bem amoral, mas extremamente eficiente, vai compreender na prática conceitos, dicas e visões de empreendedorismo, branding, marca, equipe e marketing pessoal.

Vale por um curso de Capitalismo? Marketing? Branding? Com bem mais adrenalina que numa entediante sala de aula.

Notas:
Filme: Nightcrawler, dirigido por Dan Gilroy, 2014.
Atores principais: Jake Gyllenhaal, Rene Russo, Bill Paxton e Riz Ahmed.

Cultured Vultures

Rene Russo em Nightcrawler

Rene Russo em Nightcrawler