Nova Era


12
Jul 15

“Peak Car”: a chegada da decadência do Carro?

Car Peak, artigo do futurista Thomas Frey

Car Peak, artigo do futurista Thomas Frey

Em que ano o número de carros do mundo vai atingir seu pico e as vendas de veículos começarão a declinar?

Por mais surpreendente que seja, isso já está acontecendo nos EUA! As pesquisas mostram que as economias mais ricas já atingiram o “peak car,” o ponto de saturação do mercado caracterizado por uma desaceleração sem precedentes tanto no crescimento de proprietários de carros, quanto no total de quilômetros rodados e nas vendas anuais.

Por décadas, o tráfego de veículos cresceu numa velocidade assombrosa. Mas isso tudo mudou em 2007. Alguns se referem ao fato como uma tempestade perfeita combinando colapso econômico, revolução digital e enormes mudanças no estilo de vida urbano.

Muitas startups surgiram nessa época, na área de transporte alternativo, como Zipcar (ZazCar, no Brasil), Uber, Lyft, e SideCar. Junte tudo isso ao surgimento de carros conectados, aumento de carros elétricos, carros autônomos, declínio da natalidade, e o crescente congestionamento das vias expressas em quase todas as grandes cidades do mundo.

Indicadores mostram um quadro muito claro da indústria automobilística para os próximos anos, quando o resto do mundo também atingirá o tal pico. Mesmo contando que o continente africano com seus altos índices de natalidade e infraestrutura subdesenvolvida está longe de atingir o pico automotivo, as atuais mudanças no jeito de pensar o transporte acionaram o alarme por toda a indústria automobilística.

Mas como se dará essa transformação?

Em apenas pouco mais de uma década, ser proprietário de um carro será relegado a um hobby, ou ao mercado de luxo, algo parecido com ter aviões ou cavalos.

Ter um carro e ser responsável por toda a chatice que vem com ele, como financiamento, licenciamento, impostos, consertos, seguros, combustível, troca de óleo, lavagens, e submeter-se a todas as 10.000 leis de trânsito,  estacionamento, velocidade, ruídos, poluição, sinalização e semáforos serão, brevemente, coisas do passado.

Na realidade, possuir um carro passou a ser uma experiência dolorosa. Do vendedor da concessionária, o cara que faz o financiamento, aos guardas de trânsito te vigiando a cada momento, fazem os compradores de carro se sentirem como ratos com um montão de urubus circulando acima de suas cabeças.

As vendas da indústria automobilística começaram a sua lenta marcha para a inexistência.

As pessoas aguentaram tudo isso, porque não tinham nenhuma outra boa opção. Mas as novas opções já estão aqui. E muitas outras estão chegando. [...]

Minha intuição é que num mundo onde o transporte passa a ser on-demand, a indústria automobilística será paga por quilômetro rodado, e mudará seu foco para veículos duráveis, capazes de viajar por mais de um milhão de quilômetros. Menos veículos, que durarão muito mais, vão gerar uma equação muito mais lucrativa para a indústria automobilística.

Os perdedores neste cenário serão as companhias de seguros e as financeiras, e toda a rede de concessionárias, que dependem de vendas. Ao mesmo tempo, guardas e juízes de trânsito, estacionamentos, e milhares de outros pequenos negócios que sustentam nosso atual mundo centrado em humanos dirigindo carros.[...]

Carro Autônomo Google

Carro Autônomo Google

Como sempre, muitas coisas podem dar errado, no caminho. Hackers podem fazer carros sem motoristas bater um contra o outro, sindicatos podem proibir alguns estados de ter carros sem motorista, protestos de pessoas que perderam seus empregos, ou carros sem motoristas sendo usados em ataques terroristas, são algumas das ameaças potenciais deste futuro cenário.

O caminho do progresso nunca é fácil, portanto espere muitas coisas darem errado ao longo desta estrada.

No entanto, eu vejo o “peak car” como um estágio muito positivo. Mas eu adoraria ouvir sua opinião. Isso é bom? Estaremos todos nós usando carros sem motorista na próxima década? O “pico do automóvel” vai acontecer nos próximos 10 anos, e se não acontecer, por que será que não?

NOTAS:
Escrito pelo futurista Futurist Thomas Frey, autor de “Communicating with the Future” e traduzido parcialmente e livremente por mim.

Para acessar o artigo original:

http://www.futuristspeaker.com/2015/07/the-coming-of-peak-car


28
Apr 15

Telefonemas Gratuitos para e do Nepal. Ou como os Deuses ainda Sorriem.

Os Deuses ainda Sorriem

Os Deuses ainda Sorriem

Após o terremoto de magnitude 7.8 no Nepal, a Microsoft liberou ligações gratuitas, via Skype, para-e-do Nepal para telefones fixos e celulares. Skype é uma das ferramentas de telecomunicação online mais usadas em todo o mundo. É um esforço muito significativo da Microsoft e parte de sua iniciativa de doar $1 milhão de dólares em cash, tecnologia e serviços para ajudar no resgate e recuperação do Nepal. O massivo terremoto já ceifou mais de 4.000 vidas (alguns estimam que chegará a 10.000) e há milhares de feridos e desabrigados.

Microsoft não é a única empresa de tecnologia a ajudar o Nepal. Google abriu seu Person Finder tool e está cobrando apenas 1 centavo de dólar em vez dos 19 centavos para chamadas ao Nepal através do GoogleVoice. Google diz que não é de graça para “evitar os abusos em seu sistema e assim causar mais tráfego desnecessário ao sobrecarregado sistema de telefonia nepalês”. Tanto a T-Mobile quanto a Sprint liberaram gratuitamente as mensagens de texto e as chamadas para o Nepal. Apple lançou uma parceria com a Cruz Vermelha americana para encorajar os usuários do iTunes a doar, e o Facebook ativou o app Safety Check feature, que permite que as pessoas façam um “check=in” e assim “avisem” a todos de sua rede que estão vivas no Nepal.

Traduzido livremente por mim do artigo da The Verge, Microsoft responds to Nepal earthquake with free Skype calls, escrito por Tom Warren, em 27 de abril de 2015.


2
Apr 15

Talentos ou songamongas?

2020: Sua Empresa tá Pronta?

Mudanças exponenciais são a marca da complexidade do século XXI.

Se você ainda não disse, diga “adeus” àquelas mudanças lineares do século passado. Bons tempos, em que tínhamos tempo para nos acostumar e nos adaptar às movimentações locais e globais. Tínhamos tempo para longas, chatas e ineficientes reuniões. Para elocubrações e masturbações mentais. Afinal, o mundo pode esperar.

Ah, mas as mudanças exponenciais exigem respostas simples. Respostas que somente os novos olhares sobre esta Nova Era pós industrial podem trazer. E é bom olhar quem está a sua volta, porque quem traz respostas simples para problemas complexos são os talentos.

Você está rodeado deles, ou de songamongas?

É cruel! Mas quase mais nada resta às estratégias de Micros, Pequenas, Médias e Grandes Empresas senão compreender, o mais rápido possível, essas significativas mudanças. Mudanças que a aurora de uma Nova Era nos acena. Pare, olhe e reflita, para se beneficiar rapidamente das vantagens competitivas que a Inovação e a Tecnologia aportam para os negócios.

E sem desculpas para quem não é grande. Estudos apontam que é mais fácil inovar nas pequenas empresas. Porque nas mastodontes – o capital abunda – mas a estrutura engessada não permite movimentos rápidos e cirúrgicos, que o novo século reverencia.

Quer infectar seu público? Contrate as PALESTRAS 5 YEARS FROM NOW®.
E depois me conte.

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

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14
Feb 15

Joga Tudo Fora e Começa Tudo de Novo!

Google Glass Model - Tim Reckmann

Google Glass Model – Tim Reckmann

Este artigo foi publicado há 10 dias, dia 3 de fevereiro de 2015. Achei que deveria traduzí-lo. Talvez, porque como o autor, Steve Pearson, também ajudo empresas quando o assunto é Inovação. Já escrevi algumas vezes sobre o Google Glass e sempre discuto algum aspecto desta polêmica “inovação”. Reflita.

Agora, o artigo, na minha livre tradução.

PENSE ANTES DE MATAR UMA INOVAÇÃO!
Fracassar é uma palavra tão dramática. Tão final!
Enquanto muita gente está louca para matar projetos ambiciosos, eu gosto de me ver como uma pessoa otimista. Acredito que muitas tecnologias dão certo, mas talvez não no tempo e na forma previamente pensada.
Seja o critério financeiro, de mercado, social ou psicológico, o tempo parece ser a essência de tudo.
Dois exemplos terríveis nos vem do artigo The Top Technology Failures of 2014 (Os maiores erros de 2014). Resumidamente, este artigo declara a morte do Google Glass, do EEG Exoesqueleto brasileiro, Bitcoin e mais um punhado de outros esforços ambiciosos que não estão de forma alguma kaput (destruídos).

Por exemplo, a seção sobre o Exoesqueleto brasileiro descreve uma pessoa paralisada dando o chute inicial na Copa do Mundo de 2014, com um exoesqueleto controlado pelo cérebro. “Em vez de um homem levantando de uma cadeira de rodas e andando, o exoesqueleto parece não estar fazendo uma tarefa muito difícil ao simplesmente mover um pé para chutar a bola.” Veja vídeo here. Será que o clímax de “17 meses de trabalho insano” não é o suficiente para aplacar nossas necessidades insaciáveis?

Falar do Google Glass é falar de um produto altamente financiado sem uma data rígida de lançamento. Por que, então, declarar seu fracasso? Suponha que não fosse amplamente adotado (eu deliberadamente evito a palavra “fracasso”) por conta do estigma social para seus usuários. Apesar de não ter sido nem um ávido seguidor, nem um piloto de testes.
Quero sugerir que a vagarosa adoção do Google Glass seja um problema de aceitação social puramente relacionado com o tempo. Quanto mais a sociedade for exposta à tecnologia, mais será aceito. Eu acho que este produto está à frente de seu tempo.

E o tempo também é decisivo para avaliar o Exoesqueleto. A ambiciosa equipe teve pouco tempo para desenvolver e construir o aparelho e ainda treinar o usuário sobre a forma de controlá-lo num prazo específico. Em minha opinião, eles fizeram um belo gol (o trocadilho é de propósito).

Será que essas 2 tecnologias fracassaram? Não. Mas nenhuma delas alcançou, até agora, seus objetivos. Isso não significa fracasso. Ambas tem tudo para continuar a ser desenvolvidas e creio serão relançadas no mercado no futuro.

Você rotularia os resultados do Google Glass e do EEG Exoesqueleto como fracassos? Quando o fracasso deveria ser apregoado? Quando o produto não vende tanto quanto foi estimado anteriormente, ou quando não cumpre um prazo? Você considera tempo um fator ou uma desculpa razoável? A questão do tempo é uma questão que rotineiramente pedimos que nosso clientes considerem ao avaliar uma nova ideia.
Como você usar o fator de tempo para determinar se uma tecnologia é um sucesso?

O Som da Disrupção

O Som da Disrupção

Autor: Steve Pearson da Pearson Strategy Group: http://pearsonstrategy.com
Nota do autor 1 dia após a publicação deste seu artigo:
Steve Pearson nos dá o link de um artigo publicado, no dia seguinte ao seu, que dá conta de que o novo chefe do projeto Glass, Tony Fadell, quer que o Google Glass seja desenhado a partir do zero! Joga tudo fora e começa tudo de novo!
Créditos do gráfico: Tim.Reckmann (Wikimedia)  

Meu vídeo de 2011: “Joga Fora”:

Meus posts sobre Google Glass:

Apple watches Santos Dumont

Google Glass vai Disruptar os Aparelhos Auditivos?


7
Feb 15

A Adrenalina do Abutre

Jake Gyllenhaal como Louis Bloom

Jake Gyllenhaal como Louis Bloom

Jake Gyllenhaal, 33 e 13 quilos mais magro vai te aterrorizar. Como Jack Nicholson em ‘O Iluminado. O coração dispara.

“Eu queria parecer e estar faminto”.

Ele interpreta Louis Bloom no filme Nightcrawler ao lado de Bill Paxton e da fenomenal (sou fã) Rene Russo, 60. Dirigido pelo maridão dela, Dan Gilroy, de Legado Bourne (2012) e produzido por Jake.

Louis Bloom é muito louco. Ladrão desempregado, ele é seduzido pelo frisson do submundo do jornalismo criminal televisivo de Los Angeles e com um capital inicial advindo do roubo de uma bicicleta, investe em uma câmera e num rádio para interceptar as frequências da polícia. Assim, se torna um freelancer que registra os acidentes, incêndios e mortes para vender seus vídeos para as estações de TV. Os chamados stringers ou “paparazzi of pain” (paparazzi da dor).

Não, ele não é um freelancer. Ele é um homem de negócios, um empresário. Um viciado em dicas online sobre empreender e liderar. Com uma mente loucamente assombrosa, decora e recita – em improváveis ocasiões – lições de empreendedorismo numa verborragia sem precedentes. Parece estar lendo aqueles posts que nos acostumamos a ver em redes sociais como LinkedIn, sites de coaching e outras chatices. Mas ele não apenas estuda, ele pratica. E nos prova, ironicamente, como se tornar uma liderança empresarial autodidata. Obstinação, disciplina, amoralidade, foco e tempo dedicado a estudar pela internet.

O filme nos ameaça com a constante dúvida sobre o que é moral, ético e legal. Onde está a fronteira? Louis facilmente borra essa linha-limite entre o observador e o participante para se tornar a estrela de sua própria história e de sua marca, a “Video Production Services” (Cultured Vultures). Punir a desobediência de forma cabal e matar a concorrência são tarefas levadas a sério e no sentido literal pelo “empresário” Louis: “I can’t jeopardize my company’s success to retain an untrustworthy employee” (Não posso prejudicar o sucesso de minha empresa para reter um funcionário em quem não confio).

No vídeo abaixo você pode assistir ao Jake Gyllenhaal falando de sua personagem: “Ele faz parte de uma geração de pessoas que está procurando emprego num mundo onde os próprios empregos estão sendo redefinidos.”

Você vai sentir todas aquelas fortes sensações e emoções, que os bons thrillers nos despertam. Taquicardia. Medo. Pânico. Repugnância. Aversão. Ansiedade. Vai rir, um pouco, nervosamente. E de forma bem amoral, mas extremamente eficiente, vai compreender na prática conceitos, dicas e visões de empreendedorismo, branding, marca, equipe e marketing pessoal.

Vale por um curso de Capitalismo? Marketing? Branding? Com bem mais adrenalina que numa entediante sala de aula.

Notas:
Filme: Nightcrawler, dirigido por Dan Gilroy, 2014.
Atores principais: Jake Gyllenhaal, Rene Russo, Bill Paxton e Riz Ahmed.

Cultured Vultures

Rene Russo em Nightcrawler

Rene Russo em Nightcrawler


19
Sep 14

Vá te catar! Isso é que é futurar!

Dra Kira Radinsky e seu programa Debora, que prevê o futuro

Dra Kira Radinsky e seu programa Debra, que prevê o futuro

Com 6 anos de idade, a ucraniana Kira Radinsky escreveu a sua 1ª. linha de código para poder mudar de fase num joguinho. Vinte anos depois, já morando em Israel, ela criou um programa, chamado Debra, capaz de prever o futuro. E em 2013, Kira foi escolhida pelo MIT Technology Review, como um dos “35 Jovens Inovadores com menos de 35″. Faz a gente ficar com inveja de Israel, onde 46% da população adulta tem curso universitário.

Infelizmente, o vídeo não está legendado, mas é um bom teste para testar o seu inglês. São apenas 9 minutos de muita coisa interessante!

Nascida em Kiev, na Ucrânia, mudou-se pra Israel, aos 4 anos, em 1990. Com 8 anos já programava. Fazia cursos extras de física, química e literatura. Pra distrair aprendeu karatê e é faixa preta. Ah, também aprendeu piano, tênis e dança. Com 15 anos entrou na faculdade e com 26 era PhD: Dra Kira Radinsky. Vá te catar! E ainda por cima é bonita!

A obsessão por prever o futuro catapultou Kira para a fama. Seus algoritmos previram em 2012, com muitos meses de antecedência, o primeiro surto de cólera em Cuba, em 130 anos. E previram também as revoltas da Primavera Árabe. “O sistema criado por ela coleta uma quantidade imensa de informação eletrônica – além de notícias, mensagens do Twitter e verbetes da Wikipedia, por exemplo – e processa os dados para extrair relações de causa e efeito que podem ser usadas para prever o futuro”.1

Nesta palestra TEDx ela conta como começou a fazer correlações entre as secas de Bangladesh, nos anos 1960 e os surtos de cólera.  E finaliza com a sua indignação quanto às importantes decisões que são feitas diariamente em todo o mundo, “no escuro”, quando poderiam levar em conta dados e a tecnologia já disponíveis hoje em dia.

Notas:

Revista Época:

Jovem cientista cria algoritmo que prevê o futuro a partir do jornal de ontem

No Camels:

27-Year-Old Prodigy Dr. Kira Radinsky 

 


2
Sep 14

A Arte de Dar tiros no Pé

Não resisti a essa brincadeira pronta.

Não resisti a essa brincadeira pronta.

 

Dr. Einstein, por que a mente do homem é capaz de descobrir a estrutura do átomo e é incapaz de evitar que o átomo nos destrua?
- Simples, meu amigo. Porque Política é mais difícil que Física.

Recorri aos que dedicaram suas vidas a resolver problemas e com isso nos deixaram um legado de problemas resolvidos – e de frases de grande impacto, fruto da dor de sua experiência em reconhecer, enfrentar e solucionar.

Mulheres que não nos representam

Mulheres que não nos representam

 

Vejo que as 2 candidatas à eleição dão um tiro no pé ao sequer dar o 1º. passo, em relação a resolver problemas, segundo essas 2 citações de Einstein:
“Se tivesse 1 hora para resolver um problema, gastaria 55 minutos pensando sobre o problema e 5 minutos sobre as soluções.”
“Formular o problema é frequentemente mais essencial que a sua solução.”

Tiro no Pé

Tiro no Pé

Dilma nega veementemente a recessão brasileira. Está bem longe de relar as beiradas da solução. Rela a demência. Marina, ao optar por ceder, em vez de formular o problema da criminalização da homofobia, perde o controle e cede à toda a população favorável à igualdade entre os seres humanos a liberdade que Milton Hatoum se deu: de retirar seu nome da lista de apoios à candidata, considerando o ato uma “falha moral”. E cede à sua opositora o direito de advogar sobre o assunto. Mesmo que Dilma seja a última das pessoas críveis a interceder sobre esse assunto, que tramita desde o ano passado, no Senado. E que, segundo o Estadão de hoje, “o Palácio do Planalto vem orientando aliados a não votá-lo antes da eleição, na tentativa de evitar atritos com o eleitorado evangélico.”

Esta discussão é particularmente interessante porque envolve também a questão do aborto. Questão que Dilma também nos prometeu em sua última candidatura e pouco a pouco assoprou para o mingau esfriar.

É inacreditável que estejamos em pleno século 21, vivenciando uma realidade ímpar – 2 mulheres concorrendo em pé de igualdade a ser a nova presidenta do Brasil – e que nenhuma das 2 nos representem em nossos anseios mais básicos: ter direitos sobre o nosso corpo. Irrestritos. É muito muito triste. É muito muito desesperançoso. É desempolgante. É um país broxa.

É inacreditável, inaceitável, que estejamos em pleno século 21, discutindo a legalidade do aborto. Meu Deus! Quando eu tinha 13, há quase ½ século, os 3 temas quentes das discussões eram: aborto, virgindade e transamazônica. Evoluímos nadinha em 50 anos?
E pra fechar:
“Que pena que os seres humanos não possam trocar problemas entre si, já que todo mundo sabe exatamente como resolver o problema dos outros. ? Olin Miller

1 milhão abortos clandestinos por ano

1 milhão abortos clandestinos por ano

Eu Faço Parte desta Estatística

Eu Faço Parte desta Estatística


 
Notas:
A Arte de Dar tiros no Pé:
Título inspirado no post de meu amigo José Ausgusto Felici

Albert Einstein
14 de março de 1879-18 de abril de 1955: http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein

Errata: Marina recua e volta a ser candidata a vice http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/herald/eleicoes/errata-marina-recua-e-volta-a-ser-candidata-a-vice

Criminalização da Homofobia
link:http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,dilma-tenta-se-contrapor-a-marina-e-defende-criminalizacao-da-homofobia,1553249

1 milhão de abortos clandestinos por ano

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2013-09-20/clandestinas-retratos-do-brasil-de-1-milhao-de-abortos-clandestinos-por-ano.html

Carl Jung
“Não podemos resolver um problema com o mesmo nível de  consciência que o criou.”

Livro It’s All Politics, Kathleem Readon http://www.amazon.com/Its-All-Politics-Winning-Talent/dp/0385507585


8
Mar 14

2030: Ah não, me recuso a ver esse futuro!

Meu artigo hoje no PropMark em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

Samanthas & Rachels

Samanthas & Rachels

O que a linda e graciosa feiticeira Samantha, a bela adolescente androide Rachel, de Blade Runner, a mega inteligente e bem humorada Siri do iPhone e arrasadora robô Scarlett Johansson, do filme ELA têm em comum? Todas elas são absurdamente bonitas, perfeitas, poderosas – e irreais. São telas de projeção. E personalizam a suprema fantasia masculina de mulheres encantadoras, fortes e poderosas, e que desistiram de tudo por amor – a eles.

Samantha é uma bruxa de 3.000 anos, que abriu mão de sua independência e carreira para se realizar como esposa e dona de (uma linda) casa, nos arrumadinhos subúrbios americanos dos anos 60. Rachel é uma perfeição da engenharia genética, que desenvolve emoções humanas, que “enfeitiça” Deckard, seu par romântico, a ponto dele desistir de sua tarefa de matá-la para juntos fugirem para o norte, numa Los Angeles de 2019. Siri é uma palavra norueguesa que significa “linda mulher que te conduz à vitória”. Sabia?

Scarlett Johansson, que no filme ELA interessantemente se chama ‘Samantha’, nunca aparece na tela: ela é um inteligente e envolvente sistema operacional telefônico, que deixa o solitário escritor Theodore de quatro por sua voz sedutora, sua perspicácia, sensibilidade, acolhimento, sensualidade e sua arte. O filme ELA, também se passa em Los Angeles, um pouco mais no futuro, em 2030.

Para trazer esse “futurismo”, o visionário diretor Spike Jonze nos traz uma Los Angeles filmada na futurista Shangai dos arranha-céus. Longas passarelas elevadas, trens e ausência de carros, nos levam a crer que ELA realmente se passa no futuro. Mas duas coisas me fazem crer que o filme faz a crítica do presente.

A primeira, é que após o choque inicial de acompanhar a naturalidade do relacionamento amoroso entre o escritor e a robô, caímos em si que esta é a forma como nós já estamos lidando com todo esse mundo virtual que nos cerca!

A outra, é quando conhecemos Amy, a vizinha de Theodore, uma nerd que está desenvolvendo um game chamado “A Mãe Perfeita”. No jogo, a mãe perde milhares de pontos porque alimenta os filhos com açúcar refinado. Mas ela pode se redimir e ganhar pontos ao fazer suas mães rivais sentirem inveja de seus cupcakes. CUPCAKES! Dá um tempo! Quase tive um ataque ao ver retratado em 2030, as mesmas pressões que as mães enfrentaram e ainda enfrentam para fazer de tudo para ser a Mãe Perfeita.

Depois que me livrei de um acesso de ódio ao diretor, comecei a entender a presença, no filme, deste sufocante game da condição feminina. É um alerta geral! Se não tomarmos em nossas mãos femininas a tarefa de virar esse jogo, os 16 anos que nos separam do filme ELA vão voar. E, quando menos percebermos, BUM! Estaremos cara a cara com 2030, com as mesmas velhas e irreais expectativas em relação às mulheres e mães, que não trazem felicidade para nenhum dos lados envolvidos.

Dá pra fazer muita coisa, de hoje até lá, se pensarmos em novas possiblidades de criar e educar as nossas crianças. Em 2030, tenho a certeza que esses jovens estarão namorando de um jeito diferente e terão expectativas mais construtivas em relação aos diferentes sexos. Não gosto de pensar que essa é uma luta de mulheres. Penso que homens e mulheres, juntos, deveriam se unir para um mundo mais harmônico. Vamos nos magnetizar pela utopia de um mundo mais feliz – e não por um mundo de mulheres e mães perfeitas.

Há uma correlação entre o feminicídio – a violência fatal contra a mulher – e esses modelos da mulher perfeita perpetrados em nossa sociedade? Mulheres lindas, inteligentes, que completam seus homens como a Voz Robô de ELA, que compõe músicas ou tocam piano como Rachel, de Blade Runner? Acredito que sim. Porque as pesquisas mostram que os parceiros íntimos são os principais assassinos de mulheres, no Brasil. Somos a 7a. economia do mundo e o 7o. país que mais mata mulheres numa lista de 87 países! A cada 1 ½ hora acontece um feminicídio no Brasil.

A visão de Melinda Gates, Fundação Gates, sobre o futuro da mulher para 2030 é que “mulheres e meninas não encontrarão limites para as suas aspirações no futuro, não importa onde tenham nascido”. É uma poderosa visão, daquele tipo que emociona, envolve e empurra a gente a fazer valer. Em seu site Impatient Optimists (otimistas impacientes) há uma coleção de visões, ela dá essa cutucada: “Qual é a sua esperança para 2030? Compartilhe a sua aqui: www.myhope2030.com”.

Comecei comparando as feiticeiras-robóticas com modelos ilusórios e irreais da mulher contemporânea. Refletindo sobre todas elas durante os dias em que escrevi esse texto, um feliz insight me arrebatou. A ideia de que podemos, sim, aprender uma lição pra lá de importante e transformadora com elas. Todas tem emoções. Ao se humanizarem, elas evoluíram e conquistaram uma qualidade que nos distingue dos androides: o livre arbítrio. A Feiticeira Samantha quer ser a dona de casa e mulher do mortal publicitário Darrin Stephens; a Rachel quer aproveitar seus últimos anos da limitada vida de androide num grande romance com Harrison Ford; e a Samantha de ELA seduz e fala ao mesmo tempo com mais de 8000 homens. Rs.

É isso! Livre-arbítrio. Ser mulher não é cumprir uma lista de tarefas e tentar preencher expectativas de perfeição impossíveis de serem cumpridas. Livre-arbítrio é ser livre para determinarmos nossos próprios destinos, para almejarmos a possiblidade de um futuro melhor para homens e mulheres, crianças, filhos, vizinhos, sobrinhos, netos, amigos, clientes. E, muito brevemente, a felicidade de nossos próprios avatares. Ah, mas isso é conversa pra outro artigo.

Em 2030, teremos mais mulheres, mais cabelos brancos e uma maior diversidade étnica no mercado de trabalho. Esta mudança sugere que os líderes do futuro terão que mudar a sua cabecinha em relação às mulheres, à idade e à diversidade – ao mesmo tempo! Faltam apenas 15 anos e 265 dias para 2030.

Beia Carvalho é palestrante futurista da 5 Years From Now®, ex-publicitária.2030: queremos outro futuro para as mulheres

2030: queremos outro futuro para as mulheres

Notas:

A Feiticeira (Bewitched), Sol Saks, 1964-1972.
Siri, assistente pessoal, adquirido pela Apple, 2008
Blader Runner (Caçador de Androides), Ridley Scott, 1986.
ELA (Her), Spike Jonze, 2013.
Pesquisa Deloitte: Women’s agenda, http://www.womensagenda.com.au
Melinda Gates: http://www.impatientoptimists.org
IPEA Feminicídios no Brasil, http://www.ipea.gov.br, 2013.


20
Feb 14

Vamos falar de nós?

Palestra Dia Internacional da Mulher

Palestra Dia Internacional da Mulher

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Você entende o seu papel no mundo?

Fe-mi-ni-cí-dio

Facebook tem Problema com Mulheres?

Apatia sexual japonesa ameaça economia global


8
Jan 14

Futurar é Preciso. Ah, é!

Palestrante Beia Carvalho abre o ano na Revista Dia-a-Dia

Palestrante Beia Carvalho abre o ano na Revista Dia-a-Dia

Olha só, não é demais?
Começamos o ano com 4 páginas na revista Dia-a-Dia, encartada no Diário do Grande ABC. Isso é que é “Feliz Ano Novo!”.

A matéria completa está aqui:
“A melhor maneira de prever o futuro é construí-lo”. A máxima proferida pelo pai da administração moderna, Peter Drucker, tira a ideia passiva de que o que está por vir é de responsabilidade divina. A própria Bíblia, em pelo menos três passagens, atribui aos seres humanos o tal do livre-arbítrio, que consiste em escrever o próprio destino de acordo com suas escolhas. Então, chega de protelações: é hora de deixar de se preocupar apenas com o presente, começar a traçar metas e fazer o devido planejamento para alcançá-las – tanto na vida pessoal quanto na profissional. A palavra de ordem é futurar. Afinal, como bem disse a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Eleanor Roosevelt?, “o futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos”.

Especialista no assunto, a coach Beia Carvalho, presidente da Five Years From Now, instrui empresários de pequenas e médias empresas a pensar no sentido do termo ‘futurar’. “Quando você faz isso, olha para o futuro com bons olhos. Você tem a oportunidade de estar em um lugar onde nada existe, nada está pronto, então nada é impossível.” Segundo ela, a humanidade costuma preocupar-se muito apenas com o presente – inclusive os brasileiros – e, por isso, todo mundo pensa igual, o que inviabiliza a possibilidade de grandes ideias.

Estamos em uma transição de era, acrescenta a especialista, e quem não tiver a consciência de que, para o próximo período, é preciso inovar vai ser atropelado por quem o faz, em qualquer setor da vida. E não precisa pensar tão longe: como o próprio nome de sua empresa diz, ela aconselha a traçar objetivos para, no máximo, cinco anos. “Perto o bastante para você imaginar e longe o bastante para você sonhar.”

No livro Carta ao Pequeno Empreendedor, o autor Edson Massola Jr. diz que a maior vantagem do planejamento é que você ‘assina’ um compromisso. “É a etapa inicial de qualquer projeto (pessoal ou profissional) e é tão importante que pode definir o seu sucesso ou, infelizmente, seu fracasso. Por esse motivo, ao confeccioná-lo, seja disciplinado e metódico. Quanto maior o nível de detalhes, maior será a probabilidade de acerto.”

Com os planos visualizados, como saber, então, se está no caminho certo? “Se for muito sofrido, você não está no caminho certo”, alerta Beia. Quando se pensa na história de uma pessoa física, o período de cinco anos é suficiente para muitos acontecimentos e imprevistos. “Este fulano pode casar, ter filhos, mudar de emprego… Existem inúmeras possibilidades. Uma moça de 25, que acabou de sair da faculdade, se quiser ser diretora de uma empresa aos 30 anos, por exemplo, não conseguirá planejar facilmente uma maternidade. Ela precisará ter foco”, explica a coach.

Mas e se o emprego é o problema e ela não sabe o que fazer? Neste caso, é importante saber onde está a crise e mudar. Empreender pode ser uma opção. Estudo feito pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) aponta que 48% dos empreendedores abriram a empresa sem qualquer experiência. Isso não quer dizer, no entanto, que estes empresários que resolveram arriscar estão fadados ao fracasso.

“Pela minha experiência, por mais que você saiba empreender, sempre será uma caixa preta. Sempre haverá o que aprender ou um tombo a levar. Mas, se não arriscar, você nunca vai saber”, desafia Beia. Agora é a hora, portanto, de fazer um balanço de sua conduta para ver o que pode ser feito de diferente. Afinal, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Futurar é Preciso.

Futurar é Preciso.

A RODA DA VIDA
O contador e assessor na área de educação financeira José Roberto Xavier de Paiva, da Olímpia Contábil, diz que para realizar objetivos – e ver a profissão ou empresa prosperar – é essencial ter equilíbrio em todos os setores da vida. Para isso, usa o diagrama chamado Roda da Vida – que compreende dez áreas – a fim de medir a organização da rotina de seus clientes. “Por trás de cada empresa, há uma pessoa, um profissional, um pai ou mãe de família, um jovem empreendedor. Portanto, se esta pessoa está equilibrada emocional, psicológica e espiritualmente, suas decisões e escolhas serão mais acertadas. Assim, haverá probabilidade maior de êxito em seus empreendimentos pessoais e empresariais.”

Entre os setores analisados estão: saúde e condição física, lazer, relacionamentos e amigos, romance e relação íntima, família, emocional, espiritual, intelectual, profissional, financeiro e dinheiro. “Para que a pessoa tenha saúde integral, é preciso que ela esteja bem em cada uma destas áreas. Todas elas influenciam e são influenciadas entre si.”
Traçada a roda da vida pessoal, analisa-se a profissional (vendas, compras, recursos humanos, administração, finanças, marketing e relacionamento com cliente, produção, operacional, jurídica, pesquisa e desenvolvimento) e, então, são definidos os caminhos para fazer diferente.

Se as finanças não estão equilibradas, por exemplo, Paiva sugere fazer um planejamento por escrito. “Esse documento deve envolver todos em casa ou na empresa. Nas famílias, não importa a idade, como é uma questão de educação, de hábito, que se transforma depois em um padrão de comportamento, crianças e jovens devem participar deste momento.” Para estimular os pequenos, ele sugere a oferta de papel e lápis coloridos para que desenhem, recortem e colem seus objetivos em um lugar à vista. Depois, é só ajudá-los a verificar quanto custará para atender a essas demandas e quanto terão de poupar para chegar a este fim.

A boa notícia é que a fórmula para solucionar este tipo de imbróglio é simples: não gaste mais do que ganha, não gaste tudo o que ganha e jamais gaste antes de ganhar, independentemente do montante que entra em sua conta ao fim do mês. “A necessidade e os benefícios do planejamento são os mesmos tanto para o micro quanto para o grande empresário. A diferença é que o pequeno pode ter uma agilidade para se readequar a uma situação nova – e, portanto, não prevista – que o grande muitas vezes não tem.” Assim como sugere Beia, Paiva considera que definir prazos é fundamental para trabalhar a paciência, persistência, disciplina, perseverança e motivação.

RECONHECER A CRISE
A sociedade atual é consumista. Segundo Paiva, isso faz com que o imediatismo seja utilizado como instrumento de dominação e poder. “Como as famílias não vão ter os recursos financeiros necessários para adquirir à vista estes produtos e serviços, há uma oferta de crédito e muita propaganda para todos comprarem. Se isso não acontecer, a roda da indústria para e assim tem-se o desemprego.” É por essa razão que o grau de endividamento das famílias está crescendo a cada ano, o que leva muitas pessoas e empresas à falência. Beia diz que, nestes momentos, o melhor a ser feito é admitir o problema e pensar nas possibilidades de eliminá-lo. “Renegar é um passo para cair no buraco”, alerta.

Existem outros obstáculos que podem parecer inofensivos, mas ajudam, e muito, a intensificar problemas futuros. Um deles é o conflito de gerações: “Ninguém sabe lidar com as diferenças, seja dentro de casa, com os filhos, ou na empresa. Todos reclamam da geração Y (15 a 33 anos), por exemplo, mas ninguém sabe usar suas potencialidades”, diz Beia.

Esta faixa etária, que representa 47% da população brasileira, é caracterizada por ter autoestima elevada, conceber o mundo em redes e realizar multitarefas. “Cada uma dessas gerações tem uma relação com o trabalho, com o lazer e com a autoridade. Temos de lembrar que os últimos cases de sucesso foram criados pela geração Y, como o (Mark) Zuckerberg (que criou o Facebook) e o Google (fundado por Larry Page). Eles têm muito a oferecer.”

Saber cultivar e melhorar as relações também pode ser uma das metas para fazer um futuro melhor. Enfim, lembre-se deste trinômio para 2014: autoconfiança, paixão e ousadia. “(A mudança) vai exigir muita vontade, disciplina e esforço. Conhecer-se mais e melhor é tomar a vida nas próprias mãos. Não devemos ficar à mercê do que escolhem para a gente”, finaliza Paiva. Deixar a vida levar pode ser muito arriscado. E não vale a pena apostar.

Palestrante Futurista Beia Carvalho

Palestrante Futurista Beia Carvalho

Dez dicas para alcançar seus objetivos em 2014
Sonhe – Veja, ouça e sinta como se já estivesse realizando. Esse é um poderoso mecanismo de realização. Os seus sentidos precisam experimentar antes o que você deseja, para acionar inconscientemente as conexões com as suas capacidades e o universo, que são os seus servos. Tudo está ligado, por isso precisamos comunicar o que desejamos.
Reflita – Pense sobre o que lhe impede de conquistar o que deseja e quais são as possibilidades de realização. Pensamento negativo, pessimista, ou sensação desagradável são impedimentos internos – seus maiores sabotadores.
Questione-se – Pergunte: “Por que eu quero isto? O que isso me proporciona de importante? O que me motiva?”. Questione seu desconforto e negatividade, reconheça de onde vem isso e se pergunte: “Como eu posso pensar e sentir para favorecer isso?”
Tenha foco – Mantenha lembretes visuais, agende as ações necessárias para a realização junto com as demais responsabilidades do dia. Volte sempre a atenção para seu desejo. Realize atividades que estimulem as suas qualidades que contribuirão com a sua meta.
Tenha determinação – Não deixe para depois! Coloque em ação o que está na cabeça, tenha atitudes determinantes para que as interferências externas, naturais da vida, sejam neutralizadas.
Planeje-se – O poder da realização está também na capacidade de viver antecipadamente, prever as etapas, seus desafios e se preparar para a realização. Isso permite não sofrer com a ansiedade e as incertezas. Propicia estar confiante no momento presente, percebendo os efeitos de cada ação, o acesso a recursos e as atitudes que sustentam o caminhar forte até a realização.
Aproveite feedbacks – Analise as observações das outras pessoas. Não interessa quem tem mais razão, e sim o quanto se pode ser e fazer o que é preciso para realizar o que se quer. Seja humilde, inteligente, flexível e aprenda de tudo.
Esteja no Bem – Reconheça e cultive o bem em você, e seja grato por tudo isso. Pense positivamente e faça o bem onde quer que você esteja. As vibrações positivas atraem as oportunidades, facilitam os processos e o acesso às melhores capacidades para a concretização.
Valorize-se – Pense quais são as boas características que possui, aproveite seus talentos para usar como ferramentas de realização. Seja flexível e veja o quanto é possível melhorar os pontos fracos.
Passado e futuro – Avalie sinceramente o passado, aprenda com ele e construa um futuro muito mais feliz. Verifique como foram as realizações de cada área de sua vida no ano que passou, dando notas de zero a dez para elas: saúde, carreira, família, campo afetivo, espiritual, lazer, finanças e contribuição, por exemplo. Caso você não tenha realizado tanto quanto gostaria, avalie, aprenda com o seu passado e invista nas áreas mais deficitárias, pois o equilíbrio gera fluidez na vida e também auxilia na sua melhor energia.

Jornalista Miriam Gimenes
Foto: Andrea Iseki
Entrevistados: Beia Carvalho Palestrante Futurista e José Roberto de Paiva, assessor de educação financeira.
Empresas: Palestras da 5 Years From Now® e Olímpia Contábil.
Fonte: Roselake Leiros, coach e especialista em comportamento humano
Foto (última) por Egydio Zuanazzi.

Matéria online: http://www.dgabc.com.br/vp/diaadiarevista/Default.aspx