Posts Tagged: reflexão


11
Jan 16

Estaremos em 2021. Onde você estará?

Até 2021 estaremos imprimindo pele em impressoras 3D.

Até 2021 estaremos imprimindo pele em impressoras 3D.

Não é novidade para a gigante L’Oreal fazer pele. Há décadas esse lento e complexo processo é presença nos laboratórios de indústrias cosméticas.

A Pele do Futuro

A Pele do Futuro

Em 5 anos, a bioimpressão em 3D vai acelerar a construção de protótipos mais fortes e novos produtos.

E, principalmente, criar novas receitas. Só a L’Oreal investiu perto de US$1 bilhão em pesquisas e inovação, em 2013.

No jogo também está a gigante Procter & Gamble, mas L’Oreal (LRLCF) está à frente numa joint-venture com a empresa americana de biotecnologia Organovo (ONVO) para produzir pele com o objetivo de testar produtos em “pele real”.

Assista este vídeo sobre algumas novas tecnologias incluindo a impressão de pele em 3D.

De um lado, a produção de pele em 3D levará empresas a abandonar testes de produtos em pessoas e ou animais. De outro, esse tremendo investimento traz benéficas esperanças para queimaduras, principalmente aquelas que exigem reposição de grandes áreas queimadas.

Mais aqui na reportagem da WIRED http://www.wired.com/2015/05/inside-loreals-plan-3-d-print-human-skin

FICA DICA #39: em 2021 imprimiremos pele em impressoras 3D

FICA DICA #39: em 2021 imprimiremos pele em impressoras 3D


13
Oct 15

Voltei de 2040 e 2015 me enche de surpresas boas!

Beia Carvalho é palestrante. Foto: Egydio Zuanazzi.

Beia Carvalho é palestrante. Foto: Egydio Zuanazzi.

Enquanto eu ainda estava em Londres, participando da Conferência Antecipando 2040, foi publicada minha participação no Projeto Extreme Makeover. Fiquei tão contente!
O Projeto da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios tem como objetivo promover uma transformação radical em 3 empresas selecionadas. Para mim, foi selecionada a Pets Du Monde. Minha mentoria se baseou nos 3 anos em que planejei a comunicação para a marca Pedigree. Na época, participei dos processos de disrupção da marca no Brasil e no México, parte de um programa global da TBWA\ em 9 regiões do mundo. Um dos aprendizados mais importantes da minha vida profissional e que veio a ser o fermento da minha consultoria 5 Years From Now®. E um orgulho: o meu slogan para a campanha “cachorro é tudo de bom” foi o vencedor.

Pets Du Monde ganha mentoria de especialista em inovação

A palestrante Beia Carvalho, especializada em inovação, já foi empreendedora no comércio de antiguidades e até dirigente e sócia de empresas de comunicação, como a subsidiária brasileira da multinacional TBWA.

Ao longo da carreira, a empreendedora colecionou quatro leões em Cannes – o prêmio mais cobiçado pelos publicitários. Nas dicas abaixo, ela oferece três caminhos para Angelina Ravazzi, dona da Pets Du Monde, mudar alguns detalhes de seu negócio.

1. Gatos são um bom nicho
“Se eu fosse você, Angelina Ravazzi, que produz alimentos de qualidade, com receitas originais, diferenciados, livres de aditivos químicos, com preço premium e com a linha de petiscos variados eu ficaria só com os cachorros e gatos. Aliás, eu faria uma aposta especial nos gatos, porque eles são muito mais exigentes em relação a paladar e, assim, a fidelização a seu nicho seria mais rápida.”

2. Imagine-se grande
“Você atua numa das 40 tendências de comportamento do mercado: pet. É um caminho que vai longe. Você tem um belo presente e futuro à sua frente. Faça um exercício: pense que você cresceu 3 vezes mais que as suas expectativas. No que você investiria? Em ampliar a linha para outros animais, ou cobrir outras áreas destes dois, cães e gatos? Ou?”

3. Expanda as ideias, depois concentre
“Se eu fosse você, me forçaria, neste exercício, a escrever 50 linhas de produtos que ampliassem a sua atuação em cães e gatos. Parece muito? Bem, com essa lista na mão, escolha de um a três produtos que tenham tudo a ver com a Pets Du Monde. Pregue na porta da sua empresa, bem naquela em que você passa todo dia. Dessa seleção, consolide a estratégia pra Pets Du Monde crescer. Qualquer ideia que te tire desses trilhos, fica descartada. Se eu fosse você, acenderia esse farol, que vai iluminar os passos para o futuro da Pets Du Monde.

Notas:

Para saber tudo sobre o Projeto Extreme-Makeover: aqui

Pequenas Empresas Grandes Negócios, por Jayme Serva - 07/10/2015

Pequenas Empresas Grandes Negócios, por Jayme Serva – 07/10/2015


Campanha Pedigree “Somos Loucos por Cachorros”, 2006.


12
Oct 15

Mães e Pais de Futuros Humanos.

Spier Secret Festival 2014, Guido Giglio, Africa do Sul.

Spier Secret Festival 2014, Guido Giglio, Africa do Sul.

Não sei se você está amamentando, desfraldando, ensinando a se vestir, a guardar a roupa e brinquedos, ou sofrendo para pagar a escolinha. Pague. Pague a melhor escola que faça deste ser humano um ser crítico. Ao longo se sua vida você não vai receber uma recompensa. Serão inúmeras! De cores, formatos e intensidades distintas. Na maior parte das vezes, chegarão para te surpreender. Para você ficar literalmente boquiaberta. Saltar de alegria. E querer abraçar todo mundo. Passei por essas deliciosas sensações inúmeras com meus 2 filhos. Hoje vou falar de uma destas surpresas, que tem um tom mais midiático e talvez, por isso mesmo, a gente dê uma importância desmesurada. Não sei. Você lê e depois me diz.

Antes de deixar você ler o artigo publicado, vou colar aqui 2 comentários que ilustram a situação. O primeiro é do Galileo: ‘Meu irmão Guido no Huffington Post! Agora entendi que ele é designer, mas faz eventos que misturam gastronomia e design. Ele e seu sócio Hannes Bernard falam sobre seus projetos gastro-design-nômicos e seu escritório SulSolSal.” O outro é da concunhada, Paul Kim: “Finalmente entendi, com a ajuda do Huffington Post, o que membros de sua família fazem, quando eles não estão ajudando a encher balões em festinhas de crianças junto com você. Guido Giglio, Hannes Bernard & SulSolSal: congrats!!!!

Sem mais enrolações, aqui está o artigo escrito por Fabio Parasecoli, professor associado e diretor da Food Studies, New School – NYC, em 5 out 2015. Enjoy!

Food Design no Hemisfério Sul

Pop-Up Bar: drinks funcionais

Pop-Up Bar: drinks funcionais

Nos últimos meses food design tem aparecido em alguns de meus posts como um nova e estimulante área de pesquisa e de prática profissional. À medida que engrenamos para receber a 2ª. Conferência Internacional em Food Design, da New School, em New York, dias 6 e 7 de novembro, postarei aqui perfis de food designers com quem tive a sorte de colaborar ou entrevistar.

Esses curtos perfis tem o objetivo de enfatizar a riqueza e diversidade deste campo em termos de projetos e abordagens, como também delinear seus limites e potencial.

Começo com a colaboração do arquiteto brasileiro Guido Giglio e o designer sul-africano Hannes Bernard, que apresentarão um de seus projetos na Conferência New York.

Eles são o SulSolSal, que em inglês significa “South, Sun and Salt”. Tive a oportunidade de me reunir com Hannes em seu estúdio em Amsterdam, alguns meses atrás. O trabalho do SulSolSal, que atravessa a Europa, África e América do Sul, reflete como o food design é inerentemente internacional – ou global – em seu escopo e perspectiva. Seus profissionais em todo o mundo, estão perfeitamente conscientes do trabalho de seus colegas e frequentemente cooperam entre si. Os projetos de Giglio e Bernard também apontam o potencial do food design para enfrentar complexos problemas sociais. Como declarado em seu site SulSolSal combina pesquisa cultural, histórica e econômica para criar espaços comuns, publicações e food performance como uma forma de investigar as complexas inter-relações entre design, economia e sociedade. A atuação deles está em algum lugar entre a sobreposição do design crítico, urbanismo, instalações artísticas e interações entre comida e espaço público.

Uma obra que representa totalmente esta abordagem é o The End Times (foto), que eles lançaram na Cidade do Cabo, em julho de 2012. The End Times era um jornal impresso, que através das habilidades gráficas de design e comunicação de Bernard e Giglio, objetivava celebrar a criatividade do hemisfério sul, onde grandes segmentos da população vivem em uma permanente situação de austeridade, e oferecer uma crítica de como a austeridade é discutida na Europa, um continente balançado uma profunda crise econômica. O material impresso celebrava iniciativas que refletiam o empreendedorismo sul-africano, inventividade e adaptabilidade. Restaurantes “pop-up” que escapavam das cozinhas da população para as ruas, proporcionando comida acessível e ocasiões para construção de uma troca comunitária. Cabritos inteiros assados em quintais para serem vendidos para vizinhos ou passantes. Toda uma economia informal é construída ao redor da necessidade básica da comida, reagindo e tirando vantagens de espaços intersticiais onde o controle do governo e a ordem são fracos ou inexistentes. Como me explicou Bernard, essa atitude “tem muito a ver com gestos, tem muito a ver com a forma como a população vive … que eu penso que, de alguma forma, são muito melhor adaptadas para o tipo de sistema onde as coisas são mais caóticas, ou em mudança ou flexíveis.” The End Times queria apresentar uma alternativa visível à  cena “foodie” da classe média na Cidade do Cabo, que apesar de sua relativa acessibilidade, não dialoga sempre com a cena gastronômica da área em toda a sua diversidade étnica e cultural.

The End Times, jornal impresso em 2012, crítica e celebração da criatividade do hemisfério sul.

The End Times, jornal impresso em 2012, celebra criatividade do hemisfério sul.

Essa experiência na África do Sul os instigou a considerar comida com uma mídia para a prática do design. Ao cutucar audiências a refletir na produção, transformação, consumo e descarte da comida, Giglio e Bernard exploram não só o potencial, como também os problemas estruturais e culturais do sistema alimentar contemporâneo. Por exemplo, eles abriram um bar temporário em Amsterdam onde ofereceriam apenas 3 opções: Booster, Snoozer, e Builder, todas baseadas no que Bernard descreve como legal smart drugs (drogas inteligentes legais). Eles se inspiraram em drinks funcionais, cuja finalidade é atender a necessidades claramente identificadas, reduzindo o papel dos alimentos a seu aspecto puramente útil, ignorando os seus aspectos culturais e emocionais.

O projeto que o SulSolSal apresentará em New York tem foco na Pineapple Beer (Cerveja de Abacaxi) que os dois designers produziram numa área rural do estado da Bahia, Brasil, usando cana de açúcar, casca de abacaxi e fermento de origem local, energia solar (não havia eletricidade na região) e garrafas recicláveis. Até o rótulo foi criado usando uma velha impressora mecânica do governo baiano, movida por pedal, que estava no local há décadas. A motivação dos designers era desenvolver a ideia de um design de impacto-zero – ainda que especulativo -, que gerasse insights ao establishment sobre um sistema alimentar mais resiliente e sustentável. Os projetos do SulSolSal constituem um interessante exemplo de como o food design é capaz de engajar questões públicas e dinâmicas comunitárias de uma forma criativa.

Food DesignFood SystemBrazilSouth AfricaSocial InnovationFood for Thought

Notas:
1. The Huffington Post é um portal de notícias e agregador de blogs americano criado em 2005 por Arianna Huffington e Kenneth Lerer. Em 2011 Arianna esteve em São Paulo, palestrando sobre “como as mídias sociais têm revolucionado as comunicações” e anunciou a versão brasileira do The Huffington Post, o primeiro da America Latina, e o 6º. criado fora dos Estados Unidos. Além dos comentaristas habituais (Harry Shearer, John Conyers e Rosie O’Donnell) e Roy Sekoff, editor do site, o Huffington Post conta com as colunas de personalidades, como Barack ObamaHillary ClintonNorman MailerSaskia SassenJohn Cusack e Bill Maher. O site faz o contraponto liberal à cobertura conservadora de sites como o Drudge Report. Comparado a blogs de esquerda, como o Znet ou o Daily Kos, o Huffington Post mostra-se muito mais complexo, uma vez que oferece tanto notícias como comentários, e não se limita à política, discute também sobre religiãoculturaambientalismomídiaeconomia etc.
2. Guido e Hannes são sócios do SulSolSal. Visite o site.
Guido Giglio B.A. ARCHITECTURE & URBANISM 2007 Universidade de São Paulo, Brazil. M.DES – MASTERS OF DESIGN 2012 Sandberg Instituut, Amsterdam, Netherlands. 
Hannes Bernard, B.A. VISUAL COMMUNICATION DESIGN, 2008 Stellenbosch University, South Africa.  M.DES – MASTERS OF DESIGN  2013 Sandberg Instituut, Amsterdam, Netherlands. 
3. 2ª. Conferência Internacional em Food Design, da New School, em New York, dias 6 e 7 de novembro.
4. Huffington Post – 5/10/15Foto: Sulsolsal
5. Para ler no original em inglês: aqui.

SulSolSal designed a special edition of Carne do Sol, a preserved food dining experience for Spier Secret 2014, Spier Secret Festival, Africa do Sul.

SulSolSal designed a special edition of Carne do Sol,  for Spier Secret 2014, South Africa.


12
Jul 15

“Peak Car”: a chegada da decadência do Carro?

Car Peak, artigo do futurista Thomas Frey

Car Peak, artigo do futurista Thomas Frey

Em que ano o número de carros do mundo vai atingir seu pico e as vendas de veículos começarão a declinar?

Por mais surpreendente que seja, isso já está acontecendo nos EUA! As pesquisas mostram que as economias mais ricas já atingiram o “peak car,” o ponto de saturação do mercado caracterizado por uma desaceleração sem precedentes tanto no crescimento de proprietários de carros, quanto no total de quilômetros rodados e nas vendas anuais.

Por décadas, o tráfego de veículos cresceu numa velocidade assombrosa. Mas isso tudo mudou em 2007. Alguns se referem ao fato como uma tempestade perfeita combinando colapso econômico, revolução digital e enormes mudanças no estilo de vida urbano.

Muitas startups surgiram nessa época, na área de transporte alternativo, como Zipcar (ZazCar, no Brasil), Uber, Lyft, e SideCar. Junte tudo isso ao surgimento de carros conectados, aumento de carros elétricos, carros autônomos, declínio da natalidade, e o crescente congestionamento das vias expressas em quase todas as grandes cidades do mundo.

Indicadores mostram um quadro muito claro da indústria automobilística para os próximos anos, quando o resto do mundo também atingirá o tal pico. Mesmo contando que o continente africano com seus altos índices de natalidade e infraestrutura subdesenvolvida está longe de atingir o pico automotivo, as atuais mudanças no jeito de pensar o transporte acionaram o alarme por toda a indústria automobilística.

Mas como se dará essa transformação?

Em apenas pouco mais de uma década, ser proprietário de um carro será relegado a um hobby, ou ao mercado de luxo, algo parecido com ter aviões ou cavalos.

Ter um carro e ser responsável por toda a chatice que vem com ele, como financiamento, licenciamento, impostos, consertos, seguros, combustível, troca de óleo, lavagens, e submeter-se a todas as 10.000 leis de trânsito,  estacionamento, velocidade, ruídos, poluição, sinalização e semáforos serão, brevemente, coisas do passado.

Na realidade, possuir um carro passou a ser uma experiência dolorosa. Do vendedor da concessionária, o cara que faz o financiamento, aos guardas de trânsito te vigiando a cada momento, fazem os compradores de carro se sentirem como ratos com um montão de urubus circulando acima de suas cabeças.

As vendas da indústria automobilística começaram a sua lenta marcha para a inexistência.

As pessoas aguentaram tudo isso, porque não tinham nenhuma outra boa opção. Mas as novas opções já estão aqui. E muitas outras estão chegando. […]

Minha intuição é que num mundo onde o transporte passa a ser on-demand, a indústria automobilística será paga por quilômetro rodado, e mudará seu foco para veículos duráveis, capazes de viajar por mais de um milhão de quilômetros. Menos veículos, que durarão muito mais, vão gerar uma equação muito mais lucrativa para a indústria automobilística.

Os perdedores neste cenário serão as companhias de seguros e as financeiras, e toda a rede de concessionárias, que dependem de vendas. Ao mesmo tempo, guardas e juízes de trânsito, estacionamentos, e milhares de outros pequenos negócios que sustentam nosso atual mundo centrado em humanos dirigindo carros.[…]

Carro Autônomo Google

Carro Autônomo Google

Como sempre, muitas coisas podem dar errado, no caminho. Hackers podem fazer carros sem motoristas bater um contra o outro, sindicatos podem proibir alguns estados de ter carros sem motorista, protestos de pessoas que perderam seus empregos, ou carros sem motoristas sendo usados em ataques terroristas, são algumas das ameaças potenciais deste futuro cenário.

O caminho do progresso nunca é fácil, portanto espere muitas coisas darem errado ao longo desta estrada.

No entanto, eu vejo o “peak car” como um estágio muito positivo. Mas eu adoraria ouvir sua opinião. Isso é bom? Estaremos todos nós usando carros sem motorista na próxima década? O “pico do automóvel” vai acontecer nos próximos 10 anos, e se não acontecer, por que será que não?

NOTAS:
Escrito pelo futurista Futurist Thomas Frey, autor de “Communicating with the Future” e traduzido parcialmente e livremente por mim.

Para acessar o artigo original:
http://www.futuristspeaker.com/2015/07/the-coming-of-peak-car


18
Jun 15

Quantos Muros Separam o Mundo?

Muro de Berlim caiu em 9 de novembro de 1989. Tinha 1400 km de comprimento.

Muro de Berlim caiu em 9 de novembro de 1989. Tinha 1400 km de comprimento.

Um novo muro de 175 km de comprimento e 4 metros de altura vai separar a Hungria da Sérvia. Péter Szijjártó, ministro do Comércio e Relações Exteriores, desabafou: “A Hungria não pode mais esperar!”.

Entre janeiro e maio deste ano mais de 50.000 cruzaram a fronteira ilegalmente vindos da Sérvia. Quase metade deles são de Kosovo, outros 11.253 são afegãos e 7.640 são sírios. Em menos de 6 meses a cifra de 2014 foi ultrapassada (43.360). Matéria publicada hoje no Washigton Post, por Adam Taylor.

Fico tão estupefata quando ouço falar de muros em pleno século XXI, que fui dar um gugada sobre o assunto muros no mundo. Abaixo uma tradução livre do artigo “14 Muros Continuam a Separar o Mundo”, de Rick Noack, publicado pelo Washington Post, em novembro 2014. Seguem fotos e dados de alguns 45 muros existentes hoje!

Na comemoração de 25 anos da queda do muro, em novembro de 2014, a chanceler alemã Angela Merkel disse: “Nós podemos mudar as coisas para melhor – essa é a mensagem da queda do muro de Berlim.”

Infelizmente, a toda poderosa Angela errou. Muitos dos mais de 45 muros entre nações e territórios existentes hoje foram construídos depois da queda do muro alemão, particularmente na última década, após os ataques terroristas, que derrubaram as torres gêmeas, em 2001. 

Aqui estão 19 desses muros:

INDIA & PAQUISTÃO

Soldado da Força de Segurança indiana patrulhando a cerca com o Paquistão, em Jan. 14, 2013. (Mukesh Gupta/Reuters)

Soldado da Força de Segurança indiana patrulhando a cerca com o Paquistão, em Jan. 14, 2013. (Mukesh Gupta/Reuters)

índia e Paquistão já se enfrentaram em 3 guerras, tem armas nucleares e não se entendem desde 1947.

GEORGIA & OSSÉTIA DO SUL

Em 2013, tropas russas construíram uma cerca de arame farpado entre a Georgia e a Ossétia do Sul, como parte da disputa entre Rússia e Georgia.

Em 2013, tropas russas construíram uma cerca de arame farpado entre a Georgia e a Ossétia do Sul, como parte da disputa entre Rússia e Georgia.

FAIXA DE GAZA & ISRAEL

Faixas em inglês e hebraico bloqueiam estrada que leva a Gaza. Guardas israelenses protegem os 64 quilômetros da fronteira com a faixa de Gaza, erigida em 1994. (Getty Images/David Silverman)

Faixas em inglês e hebraico bloqueiam estrada que leva a Gaza. Guardas israelenses protegem os 64 quilômetros da fronteira com a faixa de Gaza, erigida em 1994. (Getty Images/David Silverman)

EGITO & FAIXA DE GAZA

Foto tirada do lado palestino da fronteira de Rafah, em outubro de 2014, e mostra a torre do lado Egípcio. (Said Khatib/AFP via Getty Images)

Foto tirada do lado palestino da fronteira de Rafah, em outubro de 2014, e mostra a torre do lado Egípcio. (Said Khatib/AFP via Getty Images)

ISRAEL & WEST BANK

Em 2002, Israel começou a construir esse muro com 675 KM, umas partes em concreto e outras de arame farpado, com 5 a 8 metros de altura. (Atef Safadi/European Pressphoto Agency)

Em 2002, Israel começou a construir esse muro com 675 KM, umas partes em concreto e outras de arame farpado, com 5 a 8 metros de altura. (Atef Safadi/European Pressphoto Agency)

U.S. & MEXICO

A cerca entre México e EUA começou a ser construída em 2006, por conta de tráfico, violência e imigração ilegal.

A cerca entre México e EUA começou a ser construída em 2006, por conta de tráfico, violência e imigração ilegal.


Presidente Obama suspendeu partes do projeto, em 2010.

NORTH KOREA & SOUTH KOREA

Foto de outubro de 2014, cerca de arame farpado com fitas coloridas com mensagens pro unificação das 2 Coreias. (Kim Hong-Ji/Reuters).

Foto de outubro de 2014, cerca de arame farpado com fitas coloridas com mensagens pro unificação das 2 Coreias. (Kim Hong-Ji/Reuters).


É considerada uma das últimas fronteiras do Guerra Fria.

ÍNDIA & BANGLADESH

Em 1993, a construção da cerca começou. São 4.000 KM acidentados entre Índia e Bangladesh. (Ramakanta Dey/Associated Press).

Em 1993, a construção da cerca começou. São 4.000 KM acidentados entre Índia e Bangladesh. (Ramakanta Dey/Associated Press).


Mais de 700 bangladeshis morreram entre 2000 e 2007, de acordo com o Guardian.

UNIÃO EUROPÉIA

Cerca entre a fronteira da Bulgária e Turquia, perto da vila de Slivarovo. (www.politicalbeauty.com via AFP)

Cerca entre a fronteira da Bulgária e Turquia, perto da vila de Slivarovo. (www.politicalbeauty.com via AFP)


A União europeia construiu várias cercas, supostamente para prevenir a entrada de refugiados do Oriente Médio e do norte da África.

ESPANHA & MARROCOS

Foto de outubro de 2014 mostra um guarda civil espanhol puxando um imigrante africano tentando atravessar a fronteira entre Melilla (cidade autônoma espanhola, situada no norte de África) e o Marrocos. (Jesus Blasco de Avellaneda/Reuters)

Foto de outubro de 2014 mostra um guarda civil espanhol puxando um imigrante africano tentando atravessar a fronteira entre Melilla (cidade autônoma espanhola, situada no norte de África) e o Marrocos. (Jesus Blasco de Avellaneda/Reuters)

CHIPRE

Muro divide na fronteira da zona-tampão das Nações Unidas, vista da área controlada Greco cipriota, em março de 2014. (Neil Hall/Reuters)

Muro divide na fronteira da zona-tampão das Nações Unidas, vista da área controlada Greco cipriota, em março de 2014. (Neil Hall/Reuters)


Chipre está separada por uma zona tampão das Nações Unidas, estabelecida em 1974. O muro divide a parte sul da ilha, da parte norte, que é reconhecida como um território independente pela Turquia.

IRLANDA

Fotos de outubro de 2014, do muro que divide as comunidades Católicas e Protestantes. (Cathal McNaughton/Reuters). Ainda hoje existem 99 barreiras em Belfast, e outros muros na cidade de Derry.

Fotos de outubro de 2014, do muro que divide as comunidades Católicas e Protestantes. (Cathal McNaughton/Reuters). Ainda hoje existem 99 barreiras em Belfast, e outros muros na cidade de Derry.

MARROCOS & SAARA

Soldados marroquinos no "muro de areia fortificado" que separa áreas controladas do Marrocos, no Saara Ocidental perto da fronteira com a Argélia. Foto nov 2014.

Soldados marroquinos no “muro de areia fortificado” que separa áreas controladas do Marrocos, no Saara Ocidental perto da fronteira com a Argélia. Foto nov 2014.


Trincheiras, arame farpado, minas terrestres e um batalhão de soldados guardam esta fronteira construída em 1987, para impedir ataques de tropas separatistas no Saara ocidental.

BAGDÁ

Homem faz uma pintura no muro que protege a parte sul do enclave xiita da Sadr City, em Bagdá. (Karim Kadim/Associated Press)

Homem faz uma pintura no muro que protege a parte sul do enclave xiita da Sadr City, em Bagdá. (Karim Kadim/Associated Press)

Em 2007, o governo americano construiu um muro de 5 KM, em Bagdá para separar comunidades predominantemente sunitas ou xiitas. O muro, supostamente temporário, está lá até hoje.

MAIS MUROS
Há um cerca eletrificada na fronteira de Botsuana e Zimbábue. E muros entre a Malásia e Tailândia, Arábia Saudita e Iraque, Irã e Iraque, e Kuwait e Iraque.

A sensação de traduzir, ver e rever estas fotos sobre desumanidades é muito desanimadora. Elevo meus pensamentos para que eles se unam a todos homens que desejam um mundo de humanos civilizados à procura do bem-estar para a humanidade. É fácil. É só deslocar toda essa energia de guerra para uma guerra a favor de todos os homens. Todos. E não como aprendemos na história, a favor de poucos.  Muito poucos.

NOTAS:
1) Washington Post: Hungary’s response to the migrant crisis? A 109-mile-long, 13-foot-tall fence http://www.washingtonpost.com/blogs/worldviews/wp/2015/06/18/hungarys-response-to-the-migrant-crisis-a-109-mile-long-13-foot-tall-fence
2) Washington Post: These 14 walls continue to separate the world
http://www.washingtonpost.com/blogs/worldviews/wp/2014/11/11/these-14-walls-continue-to-separate-the-world


8
Jun 15

FICADICA: a coleção #01 a #20

#FICADICA é o desejo de registrar as minhas próprias frases, as de colegas futuristas e de amigos, que me inspiram pelo mundo afora.

FICADICA #01. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #01. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

Reúno as primeiras 20 dicas aqui. Se gostar, colecione e espalhe. Daqui 5 anos vamos recompartilhá-las e ver o que já virou realidade.
Vamos ver a minha disciplina para chegar a 50 dicas. Projeto compartilhado com meu dupla André Moraes, da amDESIGN.

FICADICA #02. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #02. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #03. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #03. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #04. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #04. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #05. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #05. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #06. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #06. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #07. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #07. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #08. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #08. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #09. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #09. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #10. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #10. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #11. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #11. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #12. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #12. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #13. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #13. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #14. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #14. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #15. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #15. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #16. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #16. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #17. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #17. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #18. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #18. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #19. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #19. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #20. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

FICADICA #20. Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione!

 

Se liga nas dicas do FUTURO! Colecione e Inspire-se!!

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Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

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Daqui 5 anos vamos ver o que virou realidade.

Daqui 5 anos vamos ver o que virou realidade.

Minha Capa Cool: Ello 2020

2020


28
May 15

De Volta para o Futuro.

De Volta para o Futuro, artigo publicado na 8ª edição GoWhere Business

De Volta para o Futuro, entrevista de 5 páginas com Beia Carvalho na 8ª edição GoWhere Business

Beia Carvalho e o jornalista Reinaldo Azevedo no evento de lançamento da edição.

Beia Carvalho e o jornalista Reinaldo Azevedo no evento de lançamento da edição.

Quando eu palestro, vejo empresas que ainda se protegem do mercado, dos concorrentes, das novas gerações, na tentativa de manter segredos que não são mais segredos para ninguém.

Com uma sólida carreira na publicidade, incluindo 4 Leões de Ouro em Cannes, em 2008 ela viajou no tempo e foi parar 5 anos à frente, ao abrir a consultoria 5 Years From Now®. Seu objetivo: provocar reflexões sobre o que o futuro reserva para o mundo corporativo. Nada de premonições cabalísticas, predições com búzios. Apenas reflexões e projeções de quem conhece o mercado em todas as suas manifestações. No começo, organizou em sua própria casa workshops de 2 dias inteiros, para compartilhar sua experiência com diretores e sócios de empresas. De 2 anos para cá, ampliando o alcance desse trabalho, passou a fazer palestras para empresas de diversos portes e segmentos – como grandes bancos, institutos de ensino, empresas de tecnologia e cruzeiros marítimos.

Logo se tornou uma das profissionais mais requisitadas desse disputado mercado, com um distinção: Beia Carvalho é uma palestrante do futuro. Hoje. Instiga e provoca, dissecando o mundo não-linear em que vivemos e o tipo de profissional que o amanhã vai procurar. Depois que encerra sua apresentação, costuma ser fustigada por perguntas e questões por até 1 hora. Fio o tempo que ela dedicou a GoWhere Business, aqui e agora.

Sobre o que fala Beia Carvalho
Sua empresa tá pronta?

Mudanças exponenciais são a marca da complexidade do século 21. Diga “adeus” àquelas mudanças lineares do século passado. Bons tempos, em que tínhamos tempo para nos adaptar às movimentações locais e globais. Tínhamos tempo para longas, chatas e ineficientes reuniões. Para elucubrações e masturbações mentais. Afinal, o mundo podia esperar.

Só os talentos trazem repostas simples para problemas complexos.
Você está rodeado deles ou de songamongas?

É cruel. Mas quase nada resta às estratégias de micros, pequenas e médias empresas senão compreender, o mais rápido possível, essas significativas mudanças que a aurora de uma nova era nos acena. E sem desculpa para quem não é grande. Estudos apontam que é mais fácil inovar nas pequenas empresas. Porque nas mastodontes, a estrutura engessada não permite movimentos rápidos e cirúrgicos que o novo século reverencia.

Entrevista:
Como é que vai o mercado de palestras neste período de pessimismo empresarial?
Não conheço nenhuma pesquisa, mas é um mercado bombando. Por ser crescente e cheio de oportunidades, atrai todo tipo de gente – desde os com conteúdo aos aventureiros. O mercado é tão atraente que já há cursos e workshops especializados em formar palestrantes. Eu mesma sou constantemente procurada para fazer coaching de candidatos a palestrantes. Cheguei a fazer uma reunião com uma pessoa que tinha decidido s e tornar palestrante que, de cara, disse. “Tenho um problema. Detesto falar em público”. Um pequeno detalhe.

Dos palestrantes do mercado, você é a única que não se limita a falar do presente – projeta um futuro, situado sempre a 5 anos de hoje. Você começou esse ciclo em 2008, portanto há 7 anos. Os primeiros 5 anos comprovaram a sua estimativa?
Quando alguém se propõe a pensar no futuro – e pode ser 5, 10 ou 20 anos – o que primeiro vem à cabeça é o conceito de previsibilidade, tipo Mãe Dinah. Mas minha ideia de viajar para o futuro é provocar o cérebro para uma série de perspectivas: com quem estarei casado em 202? Onde estarei morando e trabalhando em 2020? A excitação cerebral produzida por esse tipo de exercício mental constrói novas sinapses cerebrais, novas ligações. E isso, com a devida orientação, pode gerar avanços. Aliás foi o que fiz nos meus primeiros 5 anos. Uma vez por mês, entre 2008 e 2013 organizei workshops aqui em casa, para sócios de empresas. Eu e minha sócia estudávamos cada empresa durante 1 mês e, dessa preparação, surgia uma intensa dinâmica de 2 dias, fruto de uma vida inteira como planejadora. Se fizéssemos esse trabalho hoje, colocaríamos esses diretores e a empresa deles no ano de 2020. Que tendências estariam influenciando o negócio daqui 5 anos? Suponha que fosse uma locadora de vídeos. Ao fazer o exercício de ir para o futuro, esses executivos começavam a fazer novas ligações – e a despertar para coisas que não estão no seu horizonte do dia a dia, não estão nos jornais, no papo do boteco. Pode ser um exercício para sua vida, para sua empresa, para a sua comunidade, o seu país. O fato é que as pessoas tem uma tendência absurda de colocar 100% de sua energia no dia de hoje – que é o dia mais pronto e sua vida. É um presente que você pega, desembrulha e usa. Um líder não poder ser o cara que está pensando no fim do dia – nem no fim do mês. Pensar no futuro é como fazer exercício físico: dá uma preguiça danada, deixa para amanhã …

Se eu, editor de revistas, fizesse esse exercício com você, no que eu deveria pensar daqui 5 anos?
No universo dos livros e revistas, com os vários segmentos em que elas se especializam, vejo que as coisas plásticas tem um futuro mais garantido – no sentido de que é muito mais bonito ver um parto num papel couché, com supercuidado gráfico, do que vê-lo numa telinha que some a um toque. O mesmo acontece com livros de arte, que também tem essa permanência. O contato com a mídia papel não se perderá tão cedo. Mas evidentemente ela precisa se reciclar. Assim que abaixo para pegar o jornal que deixaram à minha porta, percebo que já vi aquelas manchetes várias vezes ontem nos noticiários da TV, nos sites de notícia e nas redes sociais. O mundo das notícias é o mais complicado. O que eu queria ver num jornal não é a manchete do Jornal Nacional do dia anterior, mas uma análise mais profunda – só que o cara capaz de fazer essa análise já foi demitido.

Todo o futuro que se projeta hoje passa pelas redes sociais, pela internet?
Vivemos num mundo com plataformas de engajamento – das redes sociais aos programas de trocas e de produção de conhecimentos. De qualquer forma, ninguém mais conhece resolver e criar coisas sozinho. Você compartilha seu know-how e ao compartilhar, contribui para a plataforma de conhecimento – por isso o conhecimento dá saltos exponenciais. É a única forma de se produzir soluções para problemas complexos. Quando eu palestro, vejo empresas que ainda se protegem do mercado, dos concorrentes, das novas gerações, na tentativa de manter segredos que não são mais segredos para ninguém. Tem gente que me diz: “você põe seu vídeo na internet, ninguém vai contratar sua palestra”. É ao contrário: me contratam porque eu ponho meu vídeo na internet. Quem não perceber isso ainda não entendeu o mundo. E não serve para trabalhar em sua empresa.

Algum tipo de profissional deve ser mais valorizado nos dias de hoje?
O mundo de hoje precisa de talentos. Tudo o que for passível de ser automatização será robotizado ou terceirizado. Só talentos conseguem resolver problemas complexos de forma simples. E essas pessoas são fundamentais, porque daqui a 2 minutos surge outro problema complexo. É a tal história, você gosta de fazer pão francês? Vá aprender tudo sobre o pão francês, e dos outros pães, da bioquímica à história. Com esse cabedal, você vai ter um lugar 5 years from now. Os talentos que interessam ao futuro são necessariamente complexos.

Quais os temas carro-chefe de suas palestras?
Eu diria que são dois: o das gerações e o da inovação. É a primeira vez que temos 5 gerações convivendo no mesmo mercado de trabalho: A Geração Tradicionalista, os Baby Boomers, a Gen X e as Gerações Y e Z. Mas o x da questão é a Geração Y.

Defina a Geração Y
Situa-se entre 17 e 34 anos e é a primeira geração que, desde a aquisição da fala, vive num mundo com internet. É a primeira geração não-linear e esse é o mote de minhas palestras. No mundo linear, feito em linhas sucessivas, você chega a presidente da empresa subindo linha por linha, degrau por degrau. É um mundo hierárquico. Num mundo não-linear um membro da geração Y entra de repente na sala do presidente da empresa, que é um Baby Boomer, ou pertence à geração Tradicionalista, e este pode achar aquela presença inconveniente e mal educada. Na realidade, quem é da Geração Y, por ser não-linear, não entende por que deve bater à porta e se reverência diante de um superior.

Em sua palestra, você ensina os mais velhos a lidarem com a Geração Y?
O mundo não será do jeito que você quer, mas do jeito que eles querem. Na geração anterior, era muito difícil alguém com 30 anos ser diretor de uma empresa grande – ou um empreendedor. A Geração Y já é diretora, porque é mais precoce. E, dependendo do tipo de negócio dessa empresa, ele está mais apto do que os mais velhos em postos de comando. Porque eles podem eventualmente não ter entendido este mundo não-linear. Eles não entendem porque a palestra da Beia está na internet …

E a Geração Z já está na cola …
Os Y têm irmãos Z – e às vezes têm dificuldades de entendê-los. O mundo vai para frente. E é incrível que, em minhas palestras, ouço de muita gente de alto nível algo como “isso é uma fase” e o mundo vai voltar a ser o que era … A Geração Y é multitarefa – uma consequência de ser não-linear. Está atenta a várias coisas, simultaneamente, com foco em todas – o que para as gerações anteriores pode parecer dispersão. Há exemplos e mais exemplos de que há um gap na forma de adquirir e expressar conhecimentos para a vida entre as gerações mais velhas e a Y.

Mas o cara que atravessa a rua digitando freneticamente no celular não pode ser um boçal?
Mas ele não é atropelado. E você é …

Sua outra palestra muito requisitada é sobre inovação. Em que sentido?
Ela surgiu de meus workshops com empresários. Eles falavam em inovação -mas eu percebia que esse conceito variava muito de diretor para diretor. Para um pode ser dar um Ipod para cada funcionário. Então, dei um passo para trás para discutir com eles o que é inovar – e porque é tão difícil inovar. Por que é fácil falar e escrever sobre inovação e tão difícil fazer? Há empresas gastando milhões de dólares com inovação – com resultados pífios. Inovar não é comprar tendências ou contratar consultor, mas introjetar esse espirito de enfatizar a diversidade, acolher o diferente. Inovação não está na prateleira, mas na cabeça. E nossos instintos querem o conforto das velhas certezas. Além disso, inovação pode, sim, dar errado…Mas, nesta nova era, ou você inova ou você morre.

Cantores pop já mortos sobrevivem pela técnica da holografia.
Haverá palestrantes holográficos?
Na minha palestra mais futurista, a “Se Liga”, mostro o show holográfico de uma rock star japonesa que lota estádios em toda a Ásia. É mais louco ainda, porque não é que ela esteja morta – ela nunca existiu! Mas palestrante virtual ainda está na infância.

Fale com a beia: beia@5now.combr

NOTAS:
O artigo “De Volta para o futuro”, é matéria de capa da 8ª edição especial da Revista GoWhere Business. Foi escrito pelo jornalista Celso Arnaldo Araujo.
O texto acima é uma reprodução fiel do texto publicado.

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição

Beia Carvalho e o empresário Norberto Busto no evento de lançamento da edição.

Beia Carvalho, o jornalista Celso Arnaldo e a executiva Tânia Mattana.

Beia Carvalho, jornalista Celso Arnaldo e executiva Tânia Mattana no lançamento da edição.

 


2
Apr 15

Talentos ou songamongas?


2020: Sua Empresa tá Pronta?

Mudanças exponenciais são a marca da complexidade do século XXI.

Se você ainda não disse, diga “adeus” àquelas mudanças lineares do século passado. Bons tempos, em que tínhamos tempo para nos acostumar e nos adaptar às movimentações locais e globais. Tínhamos tempo para longas, chatas e ineficientes reuniões. Para elocubrações e masturbações mentais. Afinal, o mundo pode esperar.

Ah, mas as mudanças exponenciais exigem respostas simples. Respostas que somente os novos olhares sobre esta Nova Era pós industrial podem trazer. E é bom olhar quem está a sua volta, porque quem traz respostas simples para problemas complexos são os talentos.

Você está rodeado deles, ou de songamongas?

É cruel! Mas quase mais nada resta às estratégias de Micros, Pequenas, Médias e Grandes Empresas senão compreender, o mais rápido possível, essas significativas mudanças. Mudanças que a aurora de uma Nova Era nos acena. Pare, olhe e reflita, para se beneficiar rapidamente das vantagens competitivas que a Inovação e a Tecnologia aportam para os negócios.

E sem desculpas para quem não é grande. Estudos apontam que é mais fácil inovar nas pequenas empresas. Porque nas mastodontes – o capital abunda – mas a estrutura engessada não permite movimentos rápidos e cirúrgicos, que o novo século reverencia.

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E depois me conte.

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho

Palestras 5 Years From Now® pela Futurista Beia Carvalho


9
Mar 15

Mulheres. Somos perfeitamente imperfeitas.

Beia Carvalho: Dia Internacional da Mulher 2015

Beia Carvalho: Dia Internacional da Mulher 2015. Entrevista Jornal PropMark, 8março2015

No dia 8 de março de 2010, há 5 anos, fechei um artigo* no meu blog com essa esperança:
“Espero que em 8 de março de 2015 possamos CE-LE-BRAR!? Celebrar o valor de homens e mulheres que ao desempenhar a mesma função, recebem o mesmo salário. Celebrar o fantástico declínio da violência sexual contra as mulheres, especialmente em zonas de guerra. Celebrar o fim da discriminação racial e da vileza da intimidação. Uma salva de palmas!”

Infelizmente, passados 5 anos, ainda não podemos bater palmas. Infelizmente, engatamos rapidamente uma marcha ré. Por favor, um uísque triplo, um balde de gelo, uma porrada no meio da minha cara, me tirem do túnel do tempo!

Temos, mulheres e homens juntos, que chegar ao cerne da questão do “feminicídio”, “femicídio” ou simplesmente “assassinato” contra mulheres, justificado sociocultural e historicamente pela dominação da mulher pelo homem e estimulado pela impunidade e indiferença da sociedade e do Estado. Crimes de ódio.***

Números?
ONU estima que 66 mil mulheres tenham sido assassinadas entre 2004 e 2009, em razão de serem mulheres. Impunidade é norma.

Números Brasil?
Quase 44 mil mulheres assassinadas entre 2000 e 2010. Em 30 anos (1980-2010) dobramos o nosso abominável e repugnante status de 2,3 para 4,6 assassinatos por grupo de 100 mil mulheres. Assim, junto com a posição de 7ª. economia do mundo, o Brasil está na 7ª. posição mundial de assassinatos de mulheres. Totais? São 92.000 mulheres assassinadas nestes 30 anos (em 20 anos de Guerra do Vietnã morreram 60.000 americanos). Ah, mas era uma guerra!

Então, vamos falar claramente: os homens estão em guerra contra as mulheres. Com uma diferença gritante: quase metade das mulheres assassinadas morreram nas mãos de seus companheiros ou ex-companheiros e em suas próprias casas. Não há nem a dignidade de declarar a guerra e se colocar como inimigo.

Será isso mesmo?
Será que muitos destes homens não deixaram muito claro para muitas destas mulheres que eram seus inimigos? O que acontece com a gente? Estamos cegas? Ou somos realmente seres tão inferiores que não conseguimos entender que ali é “Perigo, Perigo, Perigo”? Cai fora. Salta de banda.

Segundo os especialistas, homem que espanca mulher, repete. É que nem grapete. E quase metade também espanca os filhos. Mas as mães não dizem que amam os filhos? Que fazem tudo por eles? Oras, então há alguma coisa muito estranha e profunda nesta problemática. Sim, é muito complexo. É por isso que temos que juntar forças e reconhecer a complexidade do problema, que atinge todas as classes sociais, no mundo todo. Mas que aqui é muito, muito grave.

1 milhão abortos clandestinos por ano

1 milhão abortos clandestinos por ano


Neste Dia Internacional das Mulheres, também podemos comemorar as aterrorizantes cifras do aborto clandestino no Brasil: 1 milhão por ano!
E se é pra falar de vida: 1 mulher morre a cada 2 dias devido a abortos inseguros no Brasil. Sabe quem faz/fez aborto? Sua mãe, sua namorada, sua mulher (com ou sem seu consentimento), sua vizinha, sua avó, e sua prima de 16 anos. Mais da metade das mulheres (60%) entre 18 e 29 anos fizeram abortos.**

E de repente, em 2014, tivemos uma confluência de oportunidades incrível: 2 mulheres concorrendo em pé de igualdade a ser a nova presidenta do Brasil! Inacreditavelmente, em pleno século 21, vivenciamos uma realidade ímpar –– nenhuma das 2 representam os nossos anseios mais básicos: ter direitos sobre o nosso corpo. Direitos irrestritos. É muito muito triste. É muito muito desesperançoso. É desempolgante. É um país broxa.

Apatia sexual seria a solução?

Na contramão da tradição japonesa, novas palavras-conceitos surgem a todo momento para abarcar os novos comportamentos sociais/sexuais. Sekkusu shinai shokogun, ou “síndrome do celibato”: 45% das mulheres e 25% dos homens com idade entre 16 e 24 anos “não estão interessados ou desprezam o contato sexual.” A outra palavra: soshoku danshi ou “homens herbívoros,” indica aqueles que não tem interesse por mulheres. E deixei a pérola para o final. Oniyome “esposas do diabo” designa mulheres casadas que trabalham.

Lá, no riquíssimo Japão com altos índices educacionais, está um dos piores sistemas de igualdade entre sexos. Engraçado. Não serão as patentes ou a falta de inovação, que rebaixarão a economia japonesa. Será a falta de bebês para sustentar a economia. Será que bebês virtuais impulsionam a economia? Porque o jogo “LovePlus+,” xodó dos jovens japoneses, simula um relacionamento (não sexual) onde jovens saem de férias, num hotel real, com suas namoradas virtuais.

E em 2030?
A ficção trabalha muitas vezes como uma luz no fim do túnel. Assistindo ao Filme “Ela” (Her) conhecemos Amy, uma nerd que está desenvolvendo um game chamado “A Mãe Perfeita”. No jogo, a mãe perde milhares de pontos porque alimenta os filhos com açúcar refinado. Mas ela pode se redimir e ganhar pontos, ao fazer suas mães rivais sentirem inveja de seus cupcakes. CUPCAKES! Dá um tempo?!? Quase tive um ataque ao ver retratado em 2030, as mesmas pressões que as mães enfrentaram e ainda enfrentam para fazer de tudo para serem Mães Perfeitas.

Se não tomarmos em nossas mãos femininas a tarefa de virar esse jogo, os 16 anos que nos separam do filme ELA vão voar. E, quando menos percebermos, BUM! Estaremos cara a cara com 2030, com as mesmas intragáveis, velhas e irreais expectativas em relação às mulheres e mães, que não trazem felicidade para nenhum dos lados envolvidos.

Dá pra fazer muita coisa de hoje até lá!
Quais são as novas possibilidades de criar e educar as nossas crianças?
O que nós estamos (des)ensinando a nossos filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, netos e netas, vizinhos e vizinhas, primos e primas, irmão e irmãs? Porque o resultado é que muitos deles estão matando e muitas delas estão sendo mortas.

O que podemos começar a fazer JÁ?
Educar mulheres para serem seres por si e não para e pelo outro. Ensinar homens a serem homens. E que espanquem paredes, oras bolas! E que levem suas fúrias pra longe das mulheres. Mas o que mais? Não vamos deixar isso morrer no jornal de ontem, vamos? Então, bóra fazer o que mulheres sabem fazer de melhor? Conversar? Falar, falar, falar. Sem discriminações. Homens e mulheres vamos juntos nos livrar desta vergonha?

Vamos começar?
Em 2030, tenho a certeza que esses jovens estarão namorando de um jeito diferente e terão expectativas mais construtivas em relação aos diferentes sexos. Não gosto de pensar que essa é uma luta de mulheres. Penso que homens e mulheres, juntos, deveriam se unir para um mundo mais harmônico. Vamos nos magnetizar pela utopia de um mundo mais feliz – e não por um mundo de mulheres e mães perfeitas.

Neste dia Internacional das Mulheres não me venham com os adjetivos que santificam as mulheres: rosa, santa, esposa, mãe, “lá em casa quem manda é ela”. As mulheres não são perfeitas. Não falem, escrevam, reproduzam, incentivem, nem se alimentem machistamente com esta ideia de santidade. Porque quando não correspondemos a esta imagem da Santa Perfeição, os homens ficam muito decepcionados. E quando eles se decepcionam …

Nós somos mulheres. Somos perfeitamente imperfeitas.

Espero que em 8 de março de 2020 possamos CE-LE-BRAR!?Celebrar o valor de homens e mulheres que ao desempenhar a mesma função, recebem o mesmo salário. Celebrar o fantástico declínio da violência sexual contra as mulheres, especialmente em zonas de guerra. Celebrar o fim da discriminação racial e da vileza da intimidação. Uma salva de palmas!

Dia Internacional da Mulher 2015: Pesquisa IPSP MediaCT

Dia Internacional da Mulher 2015: Pesquisa IPSP MediaCT, Jornal PropMark, 8março2015

NOTAS:
A entrevista completa com os dados da pesquisa IPSOS MediaCT e com as entrevistadas Cecília Russo, Marlene Bregman, Judith Brito e eu está aqui: http://propmark.uol.com.br/mercado/52414:mulheres-questionam-hoje-a-propria-responsabilidade-na-continuidade-do-machismo. Por Cristiane Marsola.

* link para o post de 2010:

** dados Pesquisa Nacional do Abortamento (PNA)

*** Em 8.3.2015, num discurso atrapalhado, misto de comemoração ao dia das mulheres, arrocho econômico e programa de governo, a presidente Dilma sancionará no dia de hoje, 9.3.2015, a lei que tipifica feminicídio e o classifica como “crime hediondo”: o que impede que os acusados sejam libertados após pagamento de fiança, estipula que a morte de mulheres por motivos de gênero seja um agravante do homicídio e aumenta as penas às quais podem ser condenados os responsáveis, que poderão variar de 12 a 30 anos. (UOL) Vamos em frente!


14
Feb 15

Joga Tudo Fora e Começa Tudo de Novo!

Google Glass Model - Tim Reckmann

Google Glass Model – Tim Reckmann

Este artigo foi publicado há 10 dias, dia 3 de fevereiro de 2015. Achei que deveria traduzí-lo. Talvez, porque como o autor, Steve Pearson, também ajudo empresas quando o assunto é Inovação. Já escrevi algumas vezes sobre o Google Glass e sempre discuto algum aspecto desta polêmica “inovação”. Reflita.

Agora, o artigo, na minha livre tradução.

PENSE ANTES DE MATAR UMA INOVAÇÃO!
Fracassar é uma palavra tão dramática. Tão final!
Enquanto muita gente está louca para matar projetos ambiciosos, eu gosto de me ver como uma pessoa otimista. Acredito que muitas tecnologias dão certo, mas talvez não no tempo e na forma previamente pensada.
Seja o critério financeiro, de mercado, social ou psicológico, o tempo parece ser a essência de tudo.
Dois exemplos terríveis nos vem do artigo The Top Technology Failures of 2014 (Os maiores erros de 2014). Resumidamente, este artigo declara a morte do Google Glass, do EEG Exoesqueleto brasileiro, Bitcoin e mais um punhado de outros esforços ambiciosos que não estão de forma alguma kaput (destruídos).

Por exemplo, a seção sobre o Exoesqueleto brasileiro descreve uma pessoa paralisada dando o chute inicial na Copa do Mundo de 2014, com um exoesqueleto controlado pelo cérebro. “Em vez de um homem levantando de uma cadeira de rodas e andando, o exoesqueleto parece não estar fazendo uma tarefa muito difícil ao simplesmente mover um pé para chutar a bola.” Veja vídeo here. Será que o clímax de “17 meses de trabalho insano” não é o suficiente para aplacar nossas necessidades insaciáveis?

Falar do Google Glass é falar de um produto altamente financiado sem uma data rígida de lançamento. Por que, então, declarar seu fracasso? Suponha que não fosse amplamente adotado (eu deliberadamente evito a palavra “fracasso”) por conta do estigma social para seus usuários. Apesar de não ter sido nem um ávido seguidor, nem um piloto de testes.
Quero sugerir que a vagarosa adoção do Google Glass seja um problema de aceitação social puramente relacionado com o tempo. Quanto mais a sociedade for exposta à tecnologia, mais será aceito. Eu acho que este produto está à frente de seu tempo.

E o tempo também é decisivo para avaliar o Exoesqueleto. A ambiciosa equipe teve pouco tempo para desenvolver e construir o aparelho e ainda treinar o usuário sobre a forma de controlá-lo num prazo específico. Em minha opinião, eles fizeram um belo gol (o trocadilho é de propósito).

Será que essas 2 tecnologias fracassaram? Não. Mas nenhuma delas alcançou, até agora, seus objetivos. Isso não significa fracasso. Ambas tem tudo para continuar a ser desenvolvidas e creio serão relançadas no mercado no futuro.

Você rotularia os resultados do Google Glass e do EEG Exoesqueleto como fracassos? Quando o fracasso deveria ser apregoado? Quando o produto não vende tanto quanto foi estimado anteriormente, ou quando não cumpre um prazo? Você considera tempo um fator ou uma desculpa razoável? A questão do tempo é uma questão que rotineiramente pedimos que nosso clientes considerem ao avaliar uma nova ideia.
Como você usar o fator de tempo para determinar se uma tecnologia é um sucesso?

O Som da Disrupção

O Som da Disrupção

Autor: Steve Pearson da Pearson Strategy Group: http://pearsonstrategy.com
Nota do autor 1 dia após a publicação deste seu artigo:
Steve Pearson nos dá o link de um artigo publicado, no dia seguinte ao seu, que dá conta de que o novo chefe do projeto Glass, Tony Fadell, quer que o Google Glass seja desenhado a partir do zero! Joga tudo fora e começa tudo de novo!
Créditos do gráfico: Tim.Reckmann (Wikimedia)  

Meu vídeo de 2011: “Joga Fora”:

Meus posts sobre Google Glass:

Apple watches Santos Dumont

Google Glass vai Disruptar os Aparelhos Auditivos?