07
Jun 15

Para Cacilda, Janaína e Jeanne.

Janaina, Jeanne e Cacilda: as Heroínas!

Janaina, Jeanne e Cacilda: as Heroínas!

(postado há algumas horas atrás em meu perfil do Facebook, teve uma repercussão tão emocionante, que quis “eternizar” este post aqui em meu blog).

Ontem assisti a um filme que mexeu muito comigo. Still Alice. Tenho medo de Alzheimer. Muito medo. No filme, Julianne Moore, a Dra. Alice Howland, é uma renomada professora de linguistica, diagnosticada com um raro Alzheimer aos 50 anos. A doença coloca as relações entre marido, filho e 2 filhas à prova da vida.

Hoje, vejo na timeline de minha amiga Adélia Franceschini, o TED da incrível médica e palestrante contundente Dra Ana Claudia Quintana Arantes, especialista em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, além de pós graduada em Intervenções em Luto. O trabalho, ofício, missão desta mulher é aliviar a dor e o sofrimento de doentes e familiares e resgatar a biografia de pacientes. Ela implantou as políticas assistenciais de Avaliação da Dor e de Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein e é sócia fundadora da Associação Casa do Cuidar.

Aos poucos, a plateia (cada um a seu modo e intensidade) vai sendo tomada de uma tal emoção, que contagia a todos e nos faz refletir sobre esse assunto tão tabu em nossa sociedade. A Morte. Principalmente, a morte anunciada, que segundo a doutora é responsável por 800.000 das mortes anuais, no Brasil.

Separei uma parte do filme que penso traduzir o que a doutora diz sobre a Vida diante da presença da Morte. Mais abaixo o link para o TED. Still Alice (Para Sempre Alice) foi dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e escrito por Lisa Genova, com roteiro de Richard Glatzer e Wash Westmoreland. Estrelando a Estrela Julianne Moore no papel de Alice, seu marido Alec Baldwin (sou fã) e uma jovem que me encanta, Kristen Stewart.

Julianne Moore recebendo Oscar por Alice.

Julianne Moore recebendo Oscar por Alice.

E para coroar, o discurso de Julianne Moore ao receber o Oscar, por sua interpretação da Alice. Preste atenção no final de seus agradecimentos – a parte em que ela conta quando um dos diretores, Richard Glatzer, descobriu que estava com ELA (esclerose lateral amiotrófica, aquela do balde de gelo) e o outro diretor Wash Westmoreland, pergunta a ele o que ele quer fazer. Richard responde: CINEMA! Nooossa, tendo assistido ao TEDx da Dra Ana, é de arrepiar!!!!

Eternamente obrigada a Cacilda, Janaína e Jeanne que deixaram as vidas de seus familiares e as nossas vidas mais ricas nesta tarde de domingo. As 3 revelaram a nós – a partir do post no meu perfil do facebook – as suas experiências com as doenças degenerativas. Mulheres fortes, que agarram o leme de suas (nossas) vidas e seguem valentes, entusiásticas, em frente. Iluminam o nosso caminho. Com seus depoimentos, cheguei às lágrimas, uma vez mais nesta tarde.

Dizem que não há coincidências na vida, mas sincronicidade. Estou experimentando esta sincronicidade neste fim de semana. No meu post de ontem, afirmei que por conta da minha vida em rede, minha vida fica a cada dia melhor e mais rica de pessoas. Valeu, meninas! Obrigada a todos pelos comentários e por compartilharem e espalharem este tema tão especial a todos humanos: as nossas vidas.

NOTAS:
1. Cacilda, Janaína e Jeanne deixaram as vidas de seus familiares e as nossas mais ricas nesta tarde de domingo.

2. Still Alice (Para Sempre Alice) foi dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e escrito por Lisa Genova, com roteiro de Richard Glatzer e Wash Westmoreland . Com Julianne Moore no papel de Alice, Alec Baldwin, como seu marido e jovem, Kristen Stewart.

3. Link para a palestra do TEDx da Dra Ana Claudia Quintana Arantes FMUSP, especialista em Cuidados Paliativos: https://youtu.be/ep354ZXKBEs

4. Obrigada Janaína Machado pela explicação do banho de balde de gelo, como divulgação da doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica). Eu não sabia que a escolha do gelo é porque as pessoas normais conseguem sentir, em questão de segundos, a dor quase igual à terrível dor que o portador de ELA e EM sentem em seu corpo. Agora, a campanha faz muito mais sentido para mim.


09
Mar 15

Mulheres. Somos perfeitamente imperfeitas.

Beia Carvalho: Dia Internacional da Mulher 2015

Beia Carvalho: Dia Internacional da Mulher 2015. Entrevista Jornal PropMark, 8março2015

No dia 8 de março de 2010, há 5 anos, fechei um artigo* no meu blog com essa esperança:
“Espero que em 8 de março de 2015 possamos CE-LE-BRAR!? Celebrar o valor de homens e mulheres que ao desempenhar a mesma função, recebem o mesmo salário. Celebrar o fantástico declínio da violência sexual contra as mulheres, especialmente em zonas de guerra. Celebrar o fim da discriminação racial e da vileza da intimidação. Uma salva de palmas!”

Infelizmente, passados 5 anos, ainda não podemos bater palmas. Infelizmente, engatamos rapidamente uma marcha ré. Por favor, um uísque triplo, um balde de gelo, uma porrada no meio da minha cara, me tirem do túnel do tempo!

Temos, mulheres e homens juntos, que chegar ao cerne da questão do “feminicídio”, “femicídio” ou simplesmente “assassinato” contra mulheres, justificado sociocultural e historicamente pela dominação da mulher pelo homem e estimulado pela impunidade e indiferença da sociedade e do Estado. Crimes de ódio.***

Números?
ONU estima que 66 mil mulheres tenham sido assassinadas entre 2004 e 2009, em razão de serem mulheres. Impunidade é norma.

Números Brasil?
Quase 44 mil mulheres assassinadas entre 2000 e 2010. Em 30 anos (1980-2010) dobramos o nosso abominável e repugnante status de 2,3 para 4,6 assassinatos por grupo de 100 mil mulheres. Assim, junto com a posição de 7ª. economia do mundo, o Brasil está na 7ª. posição mundial de assassinatos de mulheres. Totais? São 92.000 mulheres assassinadas nestes 30 anos (em 20 anos de Guerra do Vietnã morreram 60.000 americanos). Ah, mas era uma guerra!

Então, vamos falar claramente: os homens estão em guerra contra as mulheres. Com uma diferença gritante: quase metade das mulheres assassinadas morreram nas mãos de seus companheiros ou ex-companheiros e em suas próprias casas. Não há nem a dignidade de declarar a guerra e se colocar como inimigo.

Será isso mesmo?
Será que muitos destes homens não deixaram muito claro para muitas destas mulheres que eram seus inimigos? O que acontece com a gente? Estamos cegas? Ou somos realmente seres tão inferiores que não conseguimos entender que ali é “Perigo, Perigo, Perigo”? Cai fora. Salta de banda.

Segundo os especialistas, homem que espanca mulher, repete. É que nem grapete. E quase metade também espanca os filhos. Mas as mães não dizem que amam os filhos? Que fazem tudo por eles? Oras, então há alguma coisa muito estranha e profunda nesta problemática. Sim, é muito complexo. É por isso que temos que juntar forças e reconhecer a complexidade do problema, que atinge todas as classes sociais, no mundo todo. Mas que aqui é muito, muito grave.

1 milhão abortos clandestinos por ano

1 milhão abortos clandestinos por ano


Neste Dia Internacional das Mulheres, também podemos comemorar as aterrorizantes cifras do aborto clandestino no Brasil: 1 milhão por ano!
E se é pra falar de vida: 1 mulher morre a cada 2 dias devido a abortos inseguros no Brasil. Sabe quem faz/fez aborto? Sua mãe, sua namorada, sua mulher (com ou sem seu consentimento), sua vizinha, sua avó, e sua prima de 16 anos. Mais da metade das mulheres (60%) entre 18 e 29 anos fizeram abortos.**

E de repente, em 2014, tivemos uma confluência de oportunidades incrível: 2 mulheres concorrendo em pé de igualdade a ser a nova presidenta do Brasil! Inacreditavelmente, em pleno século 21, vivenciamos uma realidade ímpar –– nenhuma das 2 representam os nossos anseios mais básicos: ter direitos sobre o nosso corpo. Direitos irrestritos. É muito muito triste. É muito muito desesperançoso. É desempolgante. É um país broxa.

Apatia sexual seria a solução?

Na contramão da tradição japonesa, novas palavras-conceitos surgem a todo momento para abarcar os novos comportamentos sociais/sexuais. Sekkusu shinai shokogun, ou “síndrome do celibato”: 45% das mulheres e 25% dos homens com idade entre 16 e 24 anos “não estão interessados ou desprezam o contato sexual.” A outra palavra: soshoku danshi ou “homens herbívoros,” indica aqueles que não tem interesse por mulheres. E deixei a pérola para o final. Oniyome “esposas do diabo” designa mulheres casadas que trabalham.

Lá, no riquíssimo Japão com altos índices educacionais, está um dos piores sistemas de igualdade entre sexos. Engraçado. Não serão as patentes ou a falta de inovação, que rebaixarão a economia japonesa. Será a falta de bebês para sustentar a economia. Será que bebês virtuais impulsionam a economia? Porque o jogo “LovePlus+,” xodó dos jovens japoneses, simula um relacionamento (não sexual) onde jovens saem de férias, num hotel real, com suas namoradas virtuais.

E em 2030?
A ficção trabalha muitas vezes como uma luz no fim do túnel. Assistindo ao Filme “Ela” (Her) conhecemos Amy, uma nerd que está desenvolvendo um game chamado “A Mãe Perfeita”. No jogo, a mãe perde milhares de pontos porque alimenta os filhos com açúcar refinado. Mas ela pode se redimir e ganhar pontos, ao fazer suas mães rivais sentirem inveja de seus cupcakes. CUPCAKES! Dá um tempo?!? Quase tive um ataque ao ver retratado em 2030, as mesmas pressões que as mães enfrentaram e ainda enfrentam para fazer de tudo para serem Mães Perfeitas.

Se não tomarmos em nossas mãos femininas a tarefa de virar esse jogo, os 16 anos que nos separam do filme ELA vão voar. E, quando menos percebermos, BUM! Estaremos cara a cara com 2030, com as mesmas intragáveis, velhas e irreais expectativas em relação às mulheres e mães, que não trazem felicidade para nenhum dos lados envolvidos.

Dá pra fazer muita coisa de hoje até lá!
Quais são as novas possibilidades de criar e educar as nossas crianças?
O que nós estamos (des)ensinando a nossos filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, netos e netas, vizinhos e vizinhas, primos e primas, irmão e irmãs? Porque o resultado é que muitos deles estão matando e muitas delas estão sendo mortas.

O que podemos começar a fazer JÁ?
Educar mulheres para serem seres por si e não para e pelo outro. Ensinar homens a serem homens. E que espanquem paredes, oras bolas! E que levem suas fúrias pra longe das mulheres. Mas o que mais? Não vamos deixar isso morrer no jornal de ontem, vamos? Então, bóra fazer o que mulheres sabem fazer de melhor? Conversar? Falar, falar, falar. Sem discriminações. Homens e mulheres vamos juntos nos livrar desta vergonha?

Vamos começar?
Em 2030, tenho a certeza que esses jovens estarão namorando de um jeito diferente e terão expectativas mais construtivas em relação aos diferentes sexos. Não gosto de pensar que essa é uma luta de mulheres. Penso que homens e mulheres, juntos, deveriam se unir para um mundo mais harmônico. Vamos nos magnetizar pela utopia de um mundo mais feliz – e não por um mundo de mulheres e mães perfeitas.

Neste dia Internacional das Mulheres não me venham com os adjetivos que santificam as mulheres: rosa, santa, esposa, mãe, “lá em casa quem manda é ela”. As mulheres não são perfeitas. Não falem, escrevam, reproduzam, incentivem, nem se alimentem machistamente com esta ideia de santidade. Porque quando não correspondemos a esta imagem da Santa Perfeição, os homens ficam muito decepcionados. E quando eles se decepcionam …

Nós somos mulheres. Somos perfeitamente imperfeitas.

Espero que em 8 de março de 2020 possamos CE-LE-BRAR!?Celebrar o valor de homens e mulheres que ao desempenhar a mesma função, recebem o mesmo salário. Celebrar o fantástico declínio da violência sexual contra as mulheres, especialmente em zonas de guerra. Celebrar o fim da discriminação racial e da vileza da intimidação. Uma salva de palmas!

Dia Internacional da Mulher 2015: Pesquisa IPSP MediaCT

Dia Internacional da Mulher 2015: Pesquisa IPSP MediaCT, Jornal PropMark, 8março2015

NOTAS:
A entrevista completa com os dados da pesquisa IPSOS MediaCT e com as entrevistadas Cecília Russo, Marlene Bregman, Judith Brito e eu está aqui: http://propmark.uol.com.br/mercado/52414:mulheres-questionam-hoje-a-propria-responsabilidade-na-continuidade-do-machismo. Por Cristiane Marsola.

* link para o post de 2010:

** dados Pesquisa Nacional do Abortamento (PNA)

*** Em 8.3.2015, num discurso atrapalhado, misto de comemoração ao dia das mulheres, arrocho econômico e programa de governo, a presidente Dilma sancionará no dia de hoje, 9.3.2015, a lei que tipifica feminicídio e o classifica como “crime hediondo”: o que impede que os acusados sejam libertados após pagamento de fiança, estipula que a morte de mulheres por motivos de gênero seja um agravante do homicídio e aumenta as penas às quais podem ser condenados os responsáveis, que poderão variar de 12 a 30 anos. (UOL) Vamos em frente!


01
Dec 14

Dia Mundial da Luta Contra a Aids. Não Mosque!

No dia 1 de dezembro comemoramos um alerta a toda a humanidade.

É o Dia Mundial da Luta Contra a Aids.

Ainda não há vacina. Ainda não há cura.

Dia Mundial da Luta Contra a Aids

Dia Mundial da Luta Contra a Aids

SE LIGA!

NÃO MOSQUE!

NÃO CAIA EM PAPO FURADO.

ESTEJA SEMPRE PRA LÁ DE PREVENIDO(A)!

No dia 1 de dezembro comemoramos 6 anos da 5 Years From Now®.

Para quem nos acompanha em todas a Baladinhas já se acostumou a ver o banheiro repleto de camisinhas junto ao cartaz:

5 Years From Now® é Hoje!

5 Years From Now® é Hoje!

Inspiração da grande amiga Beth Berto.

Ainda não há vacina. Ainda não há cura.

Ainda não há vacina. Ainda não há cura.


29
Nov 14

FAIVE FAZ SIX!

Beia Carvalho, palestra das Gerações, Paulínia.

Beia Carvalho, palestra das Gerações, Paulínia.

No último post de 2013, me despedi da fase consultoria da 5 Years From Now® fazendo um balanço de seus 5 anos de atuação. E soltei um grito de guerra – minha visão para os próximos 5 anos:

“BÓRA PALESTRAR PRA MILHARES!”

Graças a clientes, amigos, prospects, fãs, fornecedores e amigos dos amigos realizei a visão, já em 2014! E que ano tão ingrato esse 2014! Tão esperado, tão sonhado e tão difícil para todos nós que trabalhamos dedicada e incessantemente.

Falar para milhares é emocionante, excitante, inebriante, instigante, estimulante, fascinante, provocativo, impressionante, cativante, magnífico, paralisante, devastador, surpreendente, espantoso, assombroso, arrebatador, estonteante, irresistível, opressor, alucinante, extraordinário, deslumbrante, cambaleante, asfixiante, maravilhoso, miraculoso, estupendo, fenomenal, excepcional, inconcebível. Superlativo.

Minha reverência a meus clientes que fizeram meu ano: Paulo Vaz, Erik, Mario e Barreto; Rosana Monteiro, Regina, Valeria, Vania, Eduardo, Fernando e Elaine; Lu Freire; Karen Midori, Fernanda, Thalita, Anna Paula, Vania Ferrari; Otavio Dias, Luna, Gil Giardelli, Marina Campos, Edu Santos, Daniel Chagas; Marcos Melo, Marcelo, Rick Berlitz, Erika, Mila e Antenor; Muzy e Solange; Raquel Frois, Sandra e Mayony; Andrea Aydar, Eliana e Yoshimi; Ana Lucia, Adelir, Vanessa Campos; Fernanda Maia e Erica; Ronaldo Ramos, Lucia-Helena, Paulo e Jose Cordeiro; Leila Navarro e Fadel; Iris Barbosa e Gabriela.

A todos os fãs das redes sociais, que a cada hora, a cada dia, nos paparicam com seus likes, comentários, emoticons, e nos tornam populares em tantas tribos diferentes deste Brasilzão. Incessantemente, incansavelmente. E ganhei até uma hashtag: #TietedaBeia

RUMO A 2020! DAQUI 5 ANOS!

16° Encontrão, Guarapari-ES: mais de 1.000 na plateia

16° Encontrão: mais de 1.000 na plateia de Guarapari.

Mais de 1.000 professores municipais na plateia

Mais de 1.000 Professores municipais na plateia do Espaço das Américas

Paulínia: mais de 1.000 educadores na plateia

Teatro de Paulínia: mais de 1.000 Educadores na plateia

And last, but not least, aos amados amigos do peito, com o colo sempre presente de Edson Pires, Marcello Queiroz, Nélio & Nany Bilate, André Moraes, Valeria Midena e à grande amiga Taís de Souza. E, lógico, aos filhos Galileo e Guido.

Nany, Nelio & Consuelo

Nany, Nelio & Consuelo

Marcello & Beia

Marcello & Beia

Beia & Edson

Beia & Edson


Beia e Taís

Beia e Taís

 


21
Nov 14

5 YEARS FROM NOW® FAZ ANIVERSÁRIO

Há 6 anos o céu mostrou um alinhamento surpreendente: Júpiter, Vênus e Lua. 

Era 1 dezembro 2008! Dia que escolhi para lançar a 5 Years From Now®.

Alinhamento surpreendente: Júpiter, Vênus e Lua.

Alinhamento surpreendente: Júpiter, Vênus e Lua.

Neste 1 DEZ 2014 tem Baladinha!
Faz 5 anos que garantimos a diversão de Clientes e Amigos da “FAIVE”!

Será no mais novo espaço de entretenimento e gastronomia: OVO e UVA.
Venha se divertir e fazer negócios na 12a. Baladinha!

Clima de Baladinha da "5"

Clima de Baladinha da “5”

fatos inovadores ocorridos em 1 de dezembro

1640 – Dom João IV é aclamado rei, após 60 anos de domínio espanhol
1878 – Instalado 1º. telefone na Casa Branca
1887 – Publicado 1º. romance policial sobre o detetive Sherlock Holmes
1902 – Lançamento de ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha
1909 – Fundado 1º. Kibutz, em Israel
1913 – Inaugurado 1º. posto de gasolina em Pittsburgh
1935 – Nasce Woody Allen, cineasta e humorista norte-americano
1955 – Rosa Parks é presa por não ceder lugar no ônibus a um branco
1959 – Nações se comprometem a não reivindicar o continente Antártico
1959 – Tirada 1ª. fotografia colorida do planeta Terra, de uma espaçonave
1970 – Aprovada lei do divórcio, na Itália
1976 – Dona Flor é maior bilheteria do cinema, indicado ao Globo de Ouro
1989 – Gorbatchov é o 1º. líder soviético a visitar o papa, desde 1917
1990 – Operários dos 2 lados do túnel Canal da Mancha encontram-se
1999 – Apenas 30 dias para o Bug do Milênio!
2002 – Num blog “a volta do feriadão foi um saco.”
2005 – Aprovado casamento entre pessoas do mesmo sexo na África Sul
2005 – Parlamento belga reconheceu o direito à adoção para casais gays
2008 – Beia Carvalho lança os Workshops 5 Years From Now®
2009 – Comemoramos 1 ano da 5 Years From Now®
2010 – Comemoramos 2 anos da 5 Years From Now®
2011 – Comemoramos 3 anos da 5 Years From Now®
2012 – Comemoramos 4 anos da 5 Years From Now®
2013 – Comemoramos 5 anos e lançamento das Palestras 5 Years From Now®
2014 – Comemoraremos 6 anos da 5 Years From Now®

Mais detalhes na semana que vem.


19
Sep 14

Vá te catar! Isso é que é futurar!

Dra Kira Radinsky e seu programa Debora, que prevê o futuro

Dra Kira Radinsky e seu programa Debra, que prevê o futuro

Com 6 anos de idade, a ucraniana Kira Radinsky escreveu a sua 1ª. linha de código para poder mudar de fase num joguinho. Vinte anos depois, já morando em Israel, ela criou um programa, chamado Debra, capaz de prever o futuro. E em 2013, Kira foi escolhida pelo MIT Technology Review, como um dos “35 Jovens Inovadores com menos de 35”. Faz a gente ficar com inveja de Israel, onde 46% da população adulta tem curso universitário.

Infelizmente, o vídeo não está legendado, mas é um bom teste para testar o seu inglês. São apenas 9 minutos de muita coisa interessante!

Nascida em Kiev, na Ucrânia, mudou-se pra Israel, aos 4 anos, em 1990. Com 8 anos já programava. Fazia cursos extras de física, química e literatura. Pra distrair aprendeu karatê e é faixa preta. Ah, também aprendeu piano, tênis e dança. Com 15 anos entrou na faculdade e com 26 era PhD: Dra Kira Radinsky. Vá te catar! E ainda por cima é bonita!

A obsessão por prever o futuro catapultou Kira para a fama. Seus algoritmos previram em 2012, com muitos meses de antecedência, o primeiro surto de cólera em Cuba, em 130 anos. E previram também as revoltas da Primavera Árabe. “O sistema criado por ela coleta uma quantidade imensa de informação eletrônica – além de notícias, mensagens do Twitter e verbetes da Wikipedia, por exemplo – e processa os dados para extrair relações de causa e efeito que podem ser usadas para prever o futuro”.1

Nesta palestra TEDx ela conta como começou a fazer correlações entre as secas de Bangladesh, nos anos 1960 e os surtos de cólera.  E finaliza com a sua indignação quanto às importantes decisões que são feitas diariamente em todo o mundo, “no escuro”, quando poderiam levar em conta dados e a tecnologia já disponíveis hoje em dia.

Notas:

Revista Época:

Jovem cientista cria algoritmo que prevê o futuro a partir do jornal de ontem

No Camels:

27-Year-Old Prodigy Dr. Kira Radinsky 

 


02
Sep 14

A Arte de Dar tiros no Pé

Não resisti a essa brincadeira pronta.

Não resisti a essa brincadeira pronta.

 

Dr. Einstein, por que a mente do homem é capaz de descobrir a estrutura do átomo e é incapaz de evitar que o átomo nos destrua?
– Simples, meu amigo. Porque Política é mais difícil que Física.

Recorri aos que dedicaram suas vidas a resolver problemas e com isso nos deixaram um legado de problemas resolvidos – e de frases de grande impacto, fruto da dor de sua experiência em reconhecer, enfrentar e solucionar.

Mulheres que não nos representam

Mulheres que não nos representam

 

Vejo que as 2 candidatas à eleição dão um tiro no pé ao sequer dar o 1º. passo, em relação a resolver problemas, segundo essas 2 citações de Einstein:
“Se tivesse 1 hora para resolver um problema, gastaria 55 minutos pensando sobre o problema e 5 minutos sobre as soluções.”
“Formular o problema é frequentemente mais essencial que a sua solução.”

Tiro no Pé

Tiro no Pé

Dilma nega veementemente a recessão brasileira. Está bem longe de relar as beiradas da solução. Rela a demência. Marina, ao optar por ceder, em vez de formular o problema da criminalização da homofobia, perde o controle e cede à toda a população favorável à igualdade entre os seres humanos a liberdade que Milton Hatoum se deu: de retirar seu nome da lista de apoios à candidata, considerando o ato uma “falha moral”. E cede à sua opositora o direito de advogar sobre o assunto. Mesmo que Dilma seja a última das pessoas críveis a interceder sobre esse assunto, que tramita desde o ano passado, no Senado. E que, segundo o Estadão de hoje, “o Palácio do Planalto vem orientando aliados a não votá-lo antes da eleição, na tentativa de evitar atritos com o eleitorado evangélico.”

Esta discussão é particularmente interessante porque envolve também a questão do aborto. Questão que Dilma também nos prometeu em sua última candidatura e pouco a pouco assoprou para o mingau esfriar.

É inacreditável que estejamos em pleno século 21, vivenciando uma realidade ímpar – 2 mulheres concorrendo em pé de igualdade a ser a nova presidenta do Brasil – e que nenhuma das 2 nos representem em nossos anseios mais básicos: ter direitos sobre o nosso corpo. Irrestritos. É muito muito triste. É muito muito desesperançoso. É desempolgante. É um país broxa.

É inacreditável, inaceitável, que estejamos em pleno século 21, discutindo a legalidade do aborto. Meu Deus! Quando eu tinha 13, há quase ½ século, os 3 temas quentes das discussões eram: aborto, virgindade e transamazônica. Evoluímos nadinha em 50 anos?
E pra fechar:
“Que pena que os seres humanos não possam trocar problemas entre si, já que todo mundo sabe exatamente como resolver o problema dos outros. ? Olin Miller

1 milhão abortos clandestinos por ano

1 milhão abortos clandestinos por ano

Eu Faço Parte desta Estatística

Eu Faço Parte desta Estatística


 
Notas:
A Arte de Dar tiros no Pé:
Título inspirado no post de meu amigo José Ausgusto Felici

Albert Einstein
14 de março de 1879-18 de abril de 1955: http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein

Errata: Marina recua e volta a ser candidata a vice http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/herald/eleicoes/errata-marina-recua-e-volta-a-ser-candidata-a-vice

Criminalização da Homofobia
link:http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,dilma-tenta-se-contrapor-a-marina-e-defende-criminalizacao-da-homofobia,1553249

1 milhão de abortos clandestinos por ano
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2013-09-20/clandestinas-retratos-do-brasil-de-1-milhao-de-abortos-clandestinos-por-ano.html

Carl Jung
“Não podemos resolver um problema com o mesmo nível de  consciência que o criou.”

Livro It’s All Politics, Kathleem Readon http://www.amazon.com/Its-All-Politics-Winning-Talent/dp/0385507585


19
Jun 14

Zelite Branca

Chico Anísio em Escolinha do Professor Raimundo

Chico Anísio em Escolinha do Professor Raimundo

Viver num mundo que cresce de forma exponencial é enervante, fatigante, debilitante, extenuante, árduo, exaustivo. Exige de nós, cidadãos desta nova era, muito de tudo: muito mais trabalho, muito mais dedicação, mais conhecimento e muito, muito mais estudo.

Por isso, EDUCAÇÃO é um dos 15 Desafios Globais classificados pelo mais respeitado e influente relatório sobre o futuro da humanidade, o State of the Future 2013-14*. Porque a Educação constrói uma humanidade mais inteligente, detentora de mais conhecimento e mais sábia para compreender e enfrentar os desafios globais.

Por exemplo, como vamos suprir a necessidade crescente de energia com segurança e eficiência para todos? Como equilibrar o aumento da população e recursos? Como diminuir o abismo entre pobres e ricos, e o status da mulher? Como impedir as redes transnacionais do crime organizado de se transformarem em empresas globais ainda mais poderosas e sofisticadas? Como fazer chegar água potável a todos os habitantes do planeta sem conflitos?

Quando a Educação figura ao lado de gigantescas tarefas como energia, água potável, crime organizado transnacional, dá para entender a sua colossal importância. Mas tem mais! Os futuristas ainda colocam a Educação acima delas – como um “caminho”, a chave para se chegar à solução, senão de todos, de alguns desses 14 hercúleos desafios que o futuro nos impõe.

Posto isso, eu desafio o ditado que “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”. Não me importa quantas mil vezes o cidadão Sr. Lula repita essa lamentável frase. “Comeram demais, estudaram demais e perderam a educação”*, ela não se tornará verdade para mim. Muito menos para o mundo que propõe o oposto. Estudar cada vez mais e interconectar conhecimentos tem a ver com as nações que querem ver seus cidadãos dando as cartas no futuro próximo.

Não se tornará verdade, talvez porque eu faça parte das “zelite branca”: sou descendente de paraibanos, índios, portugueses, alemães, árabes e judeus. Ou porque sempre fui 1a. da classe. CDF. Tirei 10 em todas as matérias do vestibular com exceção de matemática. Sou trilíngue. Estudo todos os dias. E estou estudando agora para escrever este artigo.

Boliviana carregando seu bebê vota durante eleições nacionais Boliviana carregando seu bebê vota durante eleições nacionais.

Peguei um trem em São Paulo e fui até New York por terra, nos anos 1970. Conheço 3 continentes, 30 países, centenas de cidades em todo o mundo e nunca, jamais em todos os meus 60 anos conheci uma família – nos cafundós da Bolívia, Peru; na Colômbia caótica pelos conflitos entre cartéis da droga; num El Salvador em pé de guerra; numa Belize paralisada pelos cortadores de cana; no Panamá militarizado; na “Suécia sul americana”, a Costa Rica; Guatemala e México, em todos os subempregos que tive nos Estados Unidos, e em todas as famílias que conheci na Europa, ricas, pobres e remediadas – pais que não almejassem, desejassem e se sacrificassem para dar estudo para os seus filhos. Quanto mais e melhor, melhor.

Como futurista, quero líderes que pensem nos homens deste planeta em primeiro lugar. E não em alguns poucos homens, sempre.

Senhor cidadão Lula, afasta de mim esse cálice.

NOTAS:

Obrigada, Malu Moraes, amiga, professora e cidadã guerreira pela Educação.

Relatório Anual State of the Future 2013-14

Relatório Anual State of the Future 2013-14

I- 15 Desafios Globais pelo relatório State of the Future 2013-14.
1. Desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas
2. Água potável
3. Equilíbrio populacional e recursos
4. Democracia
5. Previsões globais e tomada de decisões
6. Convergência global de TI
7. Abismo entre pobres e ricos
8. Ameaças na Saúde
9. Paz e Conflitos
10. Status das mulheres
11. Crime organizado transnacional
12. Energia
13. Ciência e Tecnologia
14. Ética global.
15. Educação para uma humanidade mais inteligente, detentora de mais conhecimento e sábia para compreender e enfrentar os desafios globais.

II – Estudar não é feio, artigo de Miriam Leitão, em globo.com, 17/6/2014

III –  Lula conquistou a Copa da Cretinice, artigo de Augusto Nunes, em VEJA, 18/6/2014 

http://youtu.be/vWxxVt_Tbd8

IV – Cálice, Chico Buarque e Milton Nascimento


26
Apr 14

Governador faz jus a House of Cards*

Kevin Spacey-Frank Underwood

Kevin Spacey-Frank Underwood

Já ficou na dúvida se o que se passa na série House of Cards é exagerado ou romanceado demais? Esqueça! O’Malley, o atual governador de Maryland – onde as temporadas 1 e 2 foram filmadas – acaba de mostrar com que cartas se joga o jogo na capital do poder.

Faço um alerta que este post tem lá a sua graça para quem segue essa brilhante série que, como todas as boas, deixa a gente viciada logo no 1o. capítulo. E diferentemente das novelas, não deixa a peteca cair nos outros. “Kevin Spacey está na sua melhor forma – calculista, charmoso, sagaz e impiedoso”**.

Como governador do estado Maryland, o que você faria para manter 3.700 empregos e mais de 100 milhões de dólares em investimentos e atividades econômicas que a série House of Cards gera por temporada? O’Malley fez de um tudo e a temporada 3 começa a ser filmada nos próximos meses em seu estado, beneficiando primordialmente as cidades de Baltimore, o condado de Harford e a capital Annapolis. Este é o resultado de uma longa batalha para que a série continuasse a ser produzida em Maryland e não levasse sua geração de empregos para outros paraísos. Para tanto, o governo teve que triplicar os créditos de US$ 4 milhões, que estava oferecendo a Media Rights Capital, os produtores da próxima temporada.

Vilões de House of Cards

Vilões de House of Cards

Para filmar as 2 primeiras temporadas a Media Capital recebeu nada mais nada menos que US$ 26 milhões! Mas para continuar a série teriam apenas US$ 4 milhões. Foi quando começou a peregrinação e as negociações do governador, a la Frank Underwood protagonista de House of Cards, para mudar leis e o escambal. E como o protagonista, O’Malley conseguiu: os produtores vão receber um pouco menos do que queriam, mas concordaram com os US $11.5 milhões. Nada mal, meta-house-of-cards.

Pelas leis, a quota anual de Maryland para gerar empregos e girar a economia através de produção de filmes é de US$ 7 milhões. Insuficientes para cobrir as necessidades das grandes produções. Por isso, todos os anos os legisladores tem que votar um aumento dos créditos advindos dos impostos para financiar todo este Hollywood buzz.

Convencer legisladores deste aumento deve ter sido tão emocionante quanto os capítulos da série. No debate sobre o film tax credit program os legisladores reclamaram de extorsão, mas aumentaram o fundo anual para US$ 15 milhões, em 7 de abril.

A Divina Robin Wright

A Divina Robin Wright

Curioso que apenas 2 semanas antes, num Wine Bar de Annapolis, estes mesmos legisladores tiveram seus 90 minutos de fama bebericando junto com Kevin Spacey. Os legisladores fazendo selfies e babando perguntavam ao ídolo holiudiano sobre a temporada 2. Kevin-Frank angariava votos para aumentar os créditos para a série, enquanto os políticos desfrutavam, por uma noite, da excitante vida de glamour e mistérios retratadas nas versões sobre política produzidas por Hollywood.***

E também ao estilo de Frank Underwood, o governador declarou: “Media Rights Capital tem sido um grande incentivador do povo e do entretenimento da comunidade de Maryland e nós não poderíamos estar mais felizes em continuar esta parceria.”

Fica aí, para você se decidir quem é que convenceu o legislativo: O’Malley ou Frank?

Frases do Implacável Francis

Frases do Implacável Francis

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Frases famosas de Frank Underwood:
– “Eu amo aquela mulher. Eu a amo mais do que os tubarões amam sangue.”
– “Amigos fazem os piores inimigos.”
– “Há 2 tipos de dor. Aquela que te faz mais forte e a inútil. A inútil é aquela que é só sofrimento. Eu não tenho a menor paciência para coisa inúteis.”
– “A melhor maneira de derrotar uma dúvida gotejante é inundá-la com a verdade nua e crua.”
– “A democracia é superestimada.”
– “A proximidade com o poder ilude alguns a pensar que eles o exercem.”
– “Para nós que estamos escalando o topo da cadeia alimentar, não pode haver misericórdia. Há apenas uma única regra: caçar ou ser caçado.”
– “A estrada para o poder é pavimentada com hipocrisia e baixas (mortes).”
– “A natureza das promessas, Linda, é que continuem imunes às mudanças das circunstâncias.”
– “Um grande homem uma vez disse, tudo é sexo. Exceto sexo. Sexo é poder.”
– “A partir deste momento você é uma rocha. Não absorve nada, não diz nada e nada te derruba.”
– “Dinheiro é uma mansão em Sarasota****, que começa a ruir depois de 10 anos. Poder é aquele velho edifício de pedra que está lá há séculos. Não consigo respeitar alguém que não consegue ver a diferença.”
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NOTAS:
* Original publicado no Washington Post, em 25/4/2014 por Jenna Johnson com a contribuição de John Wagner, neste link: http://wapo.st/1imFC1B
“House of Cards’ producers reach deal on tax incentives with Maryland, will remain there”

** Steven Rosenbaum, em Forbes, 18/2/2013

*** Original publicado no Washington Post, em 22/3/2014 por Jenna Johnson com a contribuição de John Wagner, neste link: http://wapo.st/1lU92bk “Kevin Spacey whips votes for Maryland film tax credits”

**** Termo original é “Mc-mansion”, pejorativo para novas enormes e luxuosas casas em subúrbios americanos.

Casa de Francis & Claire: estilosa brownstone de mais de US$ 1 MI

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25
Mar 14

Selfies & Networking

Fernanda e Beia, Brooklyn, NY, 2014

Fernanda e Beia, Brooklyn, NY, 2014

Brooklyn, final de inverno, -3C, caminho por 15 minutos. Destino: Manhattan. Meio: metro.

Chego. Tô gelada. Entro na estação. Máquinas de tickets quebradas. Dois homens tentam consertar. Estou no guichê. Passagem pra Rua 14, plis. Não há trens para Manhattan. Como assim? Madam, não há trens para Manhattan. Não sabemos o que aconteceu. Não sabemos quando haverá. Ponto final. Volto pra rua na esperança de um taxi. Não vai rolar. São poucos e cheios. E muita concorrência. Polar, a esquina em que me encontro. Vento inimigo, cortante. Vejo 2 mulheres muito lindas se abraçando. É um adeus. Falam brasileiro. Cada uma vai para um lado. Interrompo a mais próxima. Onde é o melhor lugar pra se pegar um taxi por aqui? Vem comigo. Tem taxi-service na quadra da frente. Mais do que bonita, tem aquela luz que algumas pessoas tem. Fico fascinada. Ela é fotógrafa. Veio fazer curso. Já terminou faz 1 ano. Mas tá aqui, ficando, cavando. Me conta da festa indiana que abre a primavera. Foi ontem, no Queens. Jogam pó colorido, daquelas cores da India, vermelho, azul turquesa, roxo, rosa choque, para o alto, nas pessoas, em tudo. Uma euforia cromática. Meu taxi chega. Pergunto seu nome. Fernanda. Sou Beia. Ah, eu sabia que você era a Beia, desde que te vi na esquina. Eu sou amiga da Bruna Laruccia, que trabalhou com você – há 5 anos atrás. Como dizem os gringos:”What are the odds?”. Não sei. Lembro daquele matemático que calculava a probabilidade dos ganhadores da loteria da semana. Tem milhão de brasileiros em New York. Não importa, a gente se espanta. É intrigante.

Seria só isso, uma coincidência? Ah, a mente quer achar que aí tem mais.

Damos risada e nos abraçamos. Fazemos um selfie. Compartilhamos com a Bruna. Vou para um lado. Ela para o outro. É a mesma cena de 5 minutos atrás. Dia da marmota?*

Notas:
-Fernanda Lens, fotógrafa
-Bruna Laruccia, publicitária
-Comemoração de 60 anos
-*Groundhog Day (Feitiço do Tempo) foi dirigido por Harold Ramis, em 1993.
No filme, um egocêntrico homem do tempo da TV, encontra-se repetindo o mesmo dias várias vezes, durante a abertura do anual Dia da Marmota. Em 2006, Groundhog Day foi incluído no National Film Registry, sendo considerado “culturalmente, historicamente ou esteticamente significaste”.- Wikipedia